Por sicnoticias.pt 23/03/2026
No passado sábado, o jornal norte-americano The Washington Post noticiou que o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro terá informado, durante vários anos, o homólogo russo sobre as reuniões do Conselho da União Europeia em que participava.
Nessas reuniões estão todos os chefes das diplomacias da União Europeia. O da Hungria usaria as pausas para ligar a Lavrov a dar-lhe conta do teor das discussões, propondo formas de Moscovo lidar com as decisões que estavam a ser tomadas.
O primeiro-ministro polaco e ex-presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, escreveu na rede social X que já suspeitava, há muito tempo, que isso acontecia.
O ministro visado rejeitou as acusações, e afirmou que o artigo é "fake news", ou seja, falso e visa apoiar o partido mais forte da oposição.
Viktor Orbán, primeiro-ministro e candidato, disse que há provas de que precisamente o ministro dos Negócios Estrangeiros foi alvo de escutas.
As eleições legislativas na Hungria estão marcadas para 12 de abril.
No terreno continuam os ataques de parte a parte apesar de, no domingo, ter terminado mais uma ronda de negociações com os Estados Unidos, sobre formas de encerrar a guerra de quatro anos entre a Ucrânia e a Rússia.
Esta segunda-feira, um ataque com um drone ucraniano obrigou ao cancelamento e ao atraso de mais de uma centena de voos em São Petesburgo.
Mais um dia num conflito que perde visibilidade mundial perante a situação no Irão. Zelensky sabe bem que a Ucrânia desceu na lista de prioridades da política externa norte-americana.
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