segunda-feira, 23 de março de 2026

Alemanha considera "muito graves" fugas de informação da Hungria para a Rússia... O governo alemão classificou hoje como "muito graves" notícias sobre alegadas fugas de informação da Hungria para a Rússia relativas a reuniões confidenciais da UE, avisando que não aceitará violações do princípio da cooperação leal.

Por LUSA 

Em conferência de imprensa, o porta-voz do governo alemão, Martin Giese, afirmou que "as acusações levantadas são muito, muito graves" e sublinhou que as deliberações entre ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia são confidenciais.

Estes princípios não são negociáveis, nem aceitaremos qualquer violação dos mesmos", salientou Giese, acrescentando que cabe ao Governo húngaro agir em conformidade.

O porta-voz insistiu que "nenhum Estado-Membro pode infringir os princípios da UE", numa referência às suspeitas de que o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, terá partilhado informações com Moscovo sobre debates à porta fechada.

As alegações surgiram depois do primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, ter afirmado, nas redes sociais, que existiam suspeitas antigas de que membros do Governo do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, informariam a Rússia sobre reuniões do Conselho da UE.

Szijjarto rejeitou as acusações, acusando Tusk de "espalhar mentiras e notícias falsas".

Também o porta-voz do Governo alemão, Stefan Kornelius, disse que Berlim tomou nota das informações divulgadas, lembrando que o chanceler, Friedrich Merz, já tinha sublinhado, numa recente cimeira europeia, a importância do princípio da cooperação leal entre os Estados-membros.

"O que se espera do primeiro-ministro húngaro é claro a este respeito", afirmou Kornelius, acrescentando que a Alemanha vai expressar abertamente a sua posição no Conselho Europeu.

O porta-voz disse ainda que, caso se confirmem violações dos princípios da UE, os tratados europeus preveem mecanismos de sanção.

Sem confirmar as alegadas fugas de informação, Kornelius reiterou críticas à Hungria por bloquear a libertação de fundos para a Ucrânia, considerando que tal atitude já constitui uma violação do princípio da cooperação leal.

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