domingo, 26 de abril de 2026

Mali: Recolher obrigatório de 72 horas após ataques... A junta militar do Mali decretou recolher obrigatório de 72 horas em Bamako após ataques jihadistas, com combates na capital e noutras cidades e operações militares em curso para controlar a situação.

Fundamentalistas reivindicaram ataques lançados por homens armados contra vários pontos de Bamako e outras cidades do país Foto: Souleymane Ag Anara/AFP  Por  DW África Lusa,        26/04/2026

A junta militar no poder no Mali decretaram um recolher obrigatório imediato de 72 horas em todo o distrito de Bamako - a capital do país - após uma série de ataques reivindicados por fundamentalistas islâmicos.

De acordo com um comunicado oficial, a decisão foi tomada pelo governador do distrito de Bamako, Abdoulaye Coulibaly, que citou "necessidades de ordem pública", nomeadamente "proteger os cidadãos e facilitar as operações de segurança".

A medida estabelece uma proibição total de circulação entre as 21:00 e as 06:00 (hora local) por um período inicial de 72 horas, que poderá ser prolongado "dependendo da evolução da situação".

O recolher obrigatório, que entrou em vigor imediatamente após ter sido anunciado, aplica-se a todo o território do distrito que rodeia a capital do Mali.

No sábado, os fundamentalistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado à Al-Qaeda, reivindicaram ataques lançados por homens armados contra vários pontos de Bamak

O JNIM, que combate há anos os militares no poder em Bamako, assumiu a "responsabilidade" pelos ataques à "sede do presidente maliano Assimi Goïta", à "sede do ministro da Defesa Sadio Camara", ao "aeroporto internacional" da capital e a "instalações militares na cidade de Kati", vizinha de Bamako.

Em comunicado, o grupo afirmou ainda ter tomado a cidade de Kidal, no norte do país, "após uma operação bem-sucedida contra o Exército maliano e os mercenários do corpo russo, com a participação" da Frente de Libertação do Azawad, a rebelião tuaregue maliana.

Imagens difundidas pela Frente de Libertação do Azawad mostravam uma coluna de fumo em KidalFoto: Front of Azawad Liberation/AP Photo/picture alliance

Situação sob controlo

O exército maliano afirmou que "grupos terroristas armados" atacaram instalações militares e outras posições na capital, garantindo mais tarde que a situação estava sob controlo.

Na capital e arredores, incluindo o aeroporto internacional de Modibo Keïta e a cidade militar de Kati, registaram-se tiroteios, explosões e presença de helicópteros militares, levando a alertas de segurança da embaixada dos Estados Unidos.

Também foram reportados confrontos noutras cidades do centro e norte do país, como Gao, Kidal, Mopti e Sévaré, com relatos de mortos e movimentos de combatentes.

Os combates prosseguiram ao longo do dia de sábado nas imediações de Bamako e noutras cidades estratégicas do país, entre o Exército maliano e "grupos terroristas" envolvidos em ataques simultâneos, segundo fontes militares e observadores locais.

As forças armadas malianas afirmaram ter repelido vários ataques e garantiram que a situação está "sob controlo", embora helicópteros militares continuassem a operar na periferia da capital, onde várias zonas estratégicas foram encerradas.

O Mali, governado por uma junta militar, enfrenta há mais de uma década conflitos com fundamenalista islâmiucos separatistas, mas esta é considerada uma das maiores ofensivas dos últimos anos. 

Estados Unidos: Procurador dos EUA diz que funcionários eram alvos: "Presidente incluído"... O procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, afirmou, este domingo, que o atirador, que entrou no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, tinha como alvos funcionários da administração de Donald Trump.

© Nathan Howard/Getty Images    Notícias ao Minuto com Lusa   26/04/2026 

O procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, afirmou, este domingo, que o atirador, que entrou no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, tinha como alvos funcionários da administração de Donald Trump. 

"Parece que, de facto, ele se propôs a atacar pessoas que trabalham na administração e, provavelmente, o presidente estava incluído", disse Todd Blanche, em declarações à CBS News. 

Segundo o procurador norte-americano, o atirador, que foi detido no local na posse de armas de fogo e facas, "não está a cooperar ativamente" com a investigação.

Todd Blanche, que também estava no jantar juntamente com centenas de outras pessoas, acrescentou que os investigadores suspeitam que o homem viajou de comboio de Los Angeles, passando por Chicago, para Washington, onde nos últimos dias se hospedou no hotel que acolhia o evento promovido pela Associação de Correspondentes da Casa Branca.

Os investigadores não divulgaram publicamente o nome do suspeito, mas dois agentes das autoridades próximos do caso identificaram-no à agência Associated Press (AP) como Cole Tomas Allen, 31 anos, de Torrance, na Califórnia.

Uma fotografia de perfil de Allen na rede social LinkedIn, de maio de 2025, parece corresponder à aparência do homem numa imagem do alegado agressor a ser detido, publicada pelo líder norte-americano, refere a AP.

O que aconteceu?

Na noite de sábado, o homem tentou invadir o enorme salão de baile do Washington Hilton, mas foi derrubado numa cena caótica que resultou em tiros, enquanto o líder da Casa Branca, o seu vice-presidente, JD Vance, e a primeira-dama, Melania Trump, eram retirados apressadamente do palco e os convidados se protegiam debaixo das mesas.

Acredita-se que o suspeito tenha comprado as armas que transportava nos últimos dois anos, disse ainda Blanche, que prevê a formulação das acusações na segunda-feira.

Um vídeo publicado por Donald Trump mostrou o suspeito a correr pelas barricadas de segurança enquanto os agentes dos serviços secretos corriam na sua direção.

Um agente foi atingido por um tiro num colete à prova de bala e estava hoje a recuperar, disseram as autoridades.

O atirador não ficou ferido, mas estava a ser avaliado num hospital, segundo a polícia.

O tiroteio nas barricadas de segurança aconteceu minutos após o início do evento, que teve ainda uma tentativa para ser retomado, mas acabou por ser cancelado.

Quem é o suspeito?

Cole Tomas Allen, de 31 anos, é professor e desenvolve videojogos. De acordo com o perfil no LinkedIn, formou-se no California Institute of Technology em 2017 - em Engenharia Mecânica - tendo, no ano passado, terminado um mestrado em Computação pela California State University-Dominguez Hills.

Já segundo registos da Comissão Eleitoral Federal, doou 25 mil dólares para a campanha de Kamala Harris, adversária de Donald Trump, nas presidenciais de 2024.


Trump despede 24 membros do Conselho Nacional de Ciência dos EUA

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu os 24 membros do Conselho Nacional de Ciência dos EUA, um dos principais órgãos responsáveis por aconselhar o Governo e o Congresso quanto à política científica norte-americana.

Israel lança novos ataques no sul do Líbano... Israel bombardeou este domingo de novo o sul do Líbano depois de ter ordenado a evacuação de sete localidades e de o primeiro-ministro israelita ter acusado o grupo libanês Hezbollah de estar a "desintegrar o cessar-fogo".

Por  sicnoticias.pt

"Aviões de guerra israelitas realizaram um ataque" em Kfar Tibnit, uma das localidades visadas pelo aviso de Israel, noticiou a agência libanesa ANI, citada pela francesa AFP.

A agência de notícias libanesa acrescentou que havia informações sobre vítimas do ataque israelita, mas sem pormenores.

De acordo com os termos do cessar-fogo que entrou em vigor em 17 de abril, Israel reserva-se o direito de continuar a visar o Hezbollah.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que o grupo xiita estava a pôr em causa a trégua na fronteira com o Líbano, num contexto de intensificação das operações militares israelitas no sul do país vizinho.

"Estamos a agir energicamente de acordo com as regras que acordámos com os Estados Unidos e, incidentalmente, também com o Líbano", disse Netanyahu durante uma reunião do Governo, segundo uma mensagem de vídeo publicada nos canais oficiais.

"E isso significa liberdade de ação não só para responder aos ataques, mas também para frustrar ameaças imediatas", afirmou, citado pela agência espanhola EFE.

Netanyahu disse que apesar da trégua, o exército israelita matou 46 presumíveis milicianos do Hezbollah nas últimas semanas, um número que não foi verificado de forma independente.

As declarações e as notícias sobre novos ataques surgem pouco depois de o exército de Israel ter ordenado a evacuação imediata de várias localidades do sul do Líbano fora da linha que separa o território ocupado pelos efetivos israelitas.

A nota militar surgiu também após a ordem de Netanyahu, no sábado à noite, para golpear o Hezbollah "com contundência", depois de o exército ter detetado o lançamento de dois projéteis e de um drone a partir do Líbano em direção a Israel.

O primeiro-ministro descreveu o episódio como uma "violação flagrante" do cessar-fogo, enquanto se registam diariamente ataques israelitas mortais em território libanês.

Sob proposta de Netanyahu, o Governo a criação de uma equipa interministerial para acelerar a proteção das comunidades do norte do país, expostas a ataques do Hezbollah a partir do sul do Líbano.

A medida foi adotada após inúmeras críticas de representantes locais que acusam o Governo de expor a população a riscos por motivos políticos.

Minutos após a publicação da mensagem de vídeo pelo gabinete do primeiro-ministro, as sirenes antiaéreas foram ativadas no norte de Israel devido ao lançamento de três drones a partir do Líbano.

Estados Unidos: "Choque" e "condenação". Líderes mundiais reagem ao ataque nos EUA... Após o ataque no hotel onde decorria o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca - e no qual se encontrava o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump -, líderes mundiais expressaram a sua condenação. Eis o que já foi dito.

© Getty Images    Notícias ao Minuto com Lusa  26/04/2026 

As reações ao tiroteio no hotel em Washington DC onde Donald Trump se encontrava a participar no jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca não se fizeram esperar - e chegaram de muitos continentes. A condenação é em uníssono. 

António José Seguro deixou, ao final da manhã deste domingo, dia 26 de abril, uma mensagem na página da Presidência da República onde condena o ataque nos Estados Unidos e manifesta solidariedade com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump: "A violência não tem lugar em democracia. Qualquer ataque contra as instituições democráticas ou a liberdade de imprensa merece forte condenação".

Anteriormente, Luís Montenegro tinha publicado na rede social X uma mensagem onde condenou, este domingo, "veementemente a tentativa de ataque" contra o presidente dos Estados Unidos.

"A democracia e quem a defende não podem tolerar ou transigir com violência política", escreveu o primeiro-ministro.

Outra das reações veio do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que disse ter ficado chocado com a "tentativa de assassínio" de Trump, manifestando-se aliviado pelo facto de o presidente e aliado na guerra contra o Irão estar são e salvo.

A presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, disse ter ficado aliviada por saber que Trump e todos os participantes estavam bem: "A violência não tem lugar na política, em circunstância alguma", afirmou nas redes sociais.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou o incidente como "profundamente preocupante" e também rejeitou a violência política, tal como a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.

Por sua vez, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas afirmou que "a violência política não tem lugar numa democracia" e que "um evento destinado a homenagear a liberdade de imprensa nunca deveria tornar-se um cenário de medo".

Já o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou-se "chocado com as cenas no jantar" em Washington e disse que "qualquer ataque contra as instituições democráticas ou contra a liberdade de imprensa deve ser condenado com a maior firmeza".

Já o presidente francês, Emmanuel Macron, considerou o incidente inaceitável: "A violência nunca tem lugar em democracia", assinalou, manifestando a Trump "todo o apoio".

Mais expressiva, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, expressou "plena solidariedade e a mais sincera proximidade" a Trump e a todos os presentes na gala em Washington.

Advertiu que "nenhum ódio político" deve ter lugar nas democracias e que não será permitido que "o fanatismo envenene os lugares de livre debate e de informação". Meloni apelou ainda para a defesa da "civilização do diálogo" como um "dique intransponível contra qualquer deriva intolerante".

O chanceler alemão, Friedrich Merz, condenou o incidente e afirmou que as decisões políticas são tomadas "por maioria, não pela força das armas".

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, manifestou respeito por Trump e também considerou que "a violência nunca deve ser o caminho a seguir".

Também o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, declarou que "a violência não tem lugar numa democracia e deve ser condenada de forma inequívoca".

O líder canadiano, Mark Carney, aludiu a um "evento inquietante" e considerou igualmente que "a violência não tem lugar em nenhuma democracia".

O homólogo paquistanês, Shehbaz Sharif, que tem liderado os esforços de negociações de paz na guerra do Irão, declarou-se "profundamente chocado" com o "tiroteio inquietante".

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, condenou o que descreveu como o ataque contra Trump e defendeu que "a humanidade só progredirá através da democracia, da coexistência e da paz".

Segundo as autoridades, o suspeito forçou um ponto de controlo de segurança no átrio do hotel, junto ao salão onde decorria o evento, por volta das 20h36 locais (01h36 em Lisboa). 

O presidente dos Estados Unidos e a primeira-dama, Melania Trump, foram retirados do salão do hotel de Washington onde se realizava o jantar anual da associação de correspondentes da Casa Branca após terem sido ouvidos disparos fora da sala.

Os secretários de Estado, Marco Rubio, do Tesouro, Scott Bessent, ou da Defesa, Pete Hegseth, foram alguns dos membros da administração também retirados.

O suspeito foi detido e deverá comparecer na segunda-feira perante um juiz.

Ministro da Defesa do Mali morre em ataque de rebeldes... O ministro da Defesa do Mali, Sadio Camara, um dos principais líderes da junta militar no poder desde 2020, foi morto no sábado durante um ataque de rebeldes separatistas em Kati, anunciaram este domingo fontes oficiais.

Por  sicnoticias.pt

"No ataque em Kati, o ministro Camara foi morto, assim como a sua segunda mulher", disse um membro da família do militar à agência de notícias francesa AFP.

A notícia da morte de Camara, corroborada por uma fonte governamental e por diversas fontes militares, foi divulgada por vários meios de comunicação, incluindo a rádio francesa RFI, a televisão do Qatar Al-Jazeera ou a publicação Africa Report.

Segundo fontes familiares e militares citadas pela RFI, Camara morreu após um ataque com um camião armadilhado à sua residência em Kati, nos arredores de Bamako.

A RFI disse que no ataque morreram também um das mulheres de Camara e dois dos netos, bem como outros civis que se encontravam na habitação.

A mesma rádio noticiou que o líder da junta militar maliana, Assimi Goita, foi retirado de Kati para um local seguro, enquanto um outro general ficou ferido e recebeu tratamento numa clínica da capital.

Camara era considerado uma figura central no regime militar liderado por Goita e desempenhou um papel determinante na aproximação estratégica com a Rússia, bem como na reestruturação das alianças de segurança na região do Sahel.

A morte de Camara ocorre num contexto de forte recrudescimento da violência e de ofensivas coordenadas lançadas no sábado por grupos armados em várias regiões do território maliano.

Os combates foram retomados hoje no Mali entre grupos rebeldes e o exército, apoiado por mercenários russos, em Kidal (norte) e Kati.

Os rebeldes tuaregues anunciaram que alcançaram um acordo que permite aos soldados russos do Africa Corps retirarem-se de Kidal, cidade que os separatistas afirmam agora controlar totalmente.

A Frente de Libertação do Azawad (FLA), que reivindica o território do norte do Mali, já tinha assegurado no sábado que assumira o controlo de Kidal após combates intensos.

O grupo lançou a ofensiva em coordenação com os jihadistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM, aliado da Al-Qaida), segundo a AFP.

Embora o Mali enfrente conflitos e violência extremista há mais de uma década, a ofensiva simultânea entre o JNIM e a FLA não tem precedentes desde que a junta militar assumiu o poder, em 2020.

Desde o amanhecer de sábado, os confrontos opuseram o exército aos atacantes na periferia de Bamako e em várias cidades estratégicas, como Gao e Sévaré.

O Governo maliano disse no sábado à noite que os combates tinham causado 16 feridos, entre civis e militares, e "danos materiais limitados", mas que a situação estava "totalmente sob controlo em todas as localidades".

A União Europeia (UE) condenou hoje "firmemente os ataques terroristas" no Mali e manifestou-se solidária com o povo maliano num comunicado divulgado pelos serviços da chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas.

"Reafirmamos a nossa determinação na luta contra o terrorismo, bem como o nosso compromisso a favor da paz, da segurança e da estabilidade no Mali e em todo o Sahel", acrescentou.

Na mesma linha, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) condenou hoje energicamente os "ataques terroristas" no Mali.

"Estes atos hediondos demonstram mais uma vez a natureza bárbara dos autores, que continuam a ameaçar a paz, a segurança e a estabilidade em toda a sub-região da África Ocidental", afirmou a organização com sede em Abuja, na Nigéria.

A CEDEAO apelou à união e mobilização de todos os Estados, forças de segurança, mecanismos regionais e populações da região num "esforço coordenado para lutar" contra o flagelo do terrorismo.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, também condenou no sábado o "extremismo violento" no Mali e apelou a "um apoio internacional coordenado para enfrentar a ameaça evolutiva do extremismo violento e do terrorismo no Sahel".

Atirador 'está sob custódia' de autoridades, diz FBI... O FBI afirmou hoje que o suspeito de atirar em evento onde estava o presidente Donald Trump permanece sob custódia de autoridades americanas.

     Imagem: Reprodução/@realDonaldTrump.  Donald Trump postou fotos do suspeito de ser o atirador   Por  noticias.uol.com.br,

O que aconteceu

O comunicado foi publicado nas redes sociais. "O Esquadrão Nacional de Resposta do escritório do FBI em Washington foi acionado para um tiroteio no Washington Hilton, em Washington, D.C. O suspeito está sob custódia."

Trump foi retirado por agentes após fortes estampidos que pareciam tiros. O salão foi imediatamente esvaziado pela segurança, e as pessoas, orientadas a deixar o local. O presidente americano passa bem, segundo agências de notícias. O vice-presidente J. D. Vance também está seguro.

Pessoas relataram ter ouvido pelo menos cinco tiros. O suspeito de atirar foi preso e está sob custódia das forças de segurança, segundo a agência AP (Associated Press). Ainda não se sabe se o tiroteio ocorreu dentro ou fora do hotel Hilton, em Washington, local onde estava sendo realizado o evento, nem quais foram as motivações do atirador.

Centenas de pessoas estavam no local. Políticos, jornalistas e celebridades aguardavam o discurso de Trump antes do incidente.

Trump publicou nas redes sociais logo após o episódio. "Que noite! O Serviço Secreto e as forças policiais fizeram um trabalho fantástico. Agiram com rapidez e bravura", disse ele.

O atirador foi detido e eu recomendei que 'deixássemos o show continuar', mas seguiremos inteiramente as orientações das forças policiais (...) A primeira-dama, o vice-presidente e todos os membros do Gabinete estão em perfeitas condições.

Jantar foi cancelado

A associação lamentou o episódio. Weijia Jiang, presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA), disse que a polícia solicitou que todos deixassem o local devido ao protocolo de segurança e que, por isso, o evento não será retomado. Trump pediu que o evento seja reagendado nos próximos 30 dias, afirmou a associação.

Evento tradicional com presidentes americanos

Jantar dos correspondentes é um evento tradicional, com presença de presidentes americanos. Trump —que frequentemente entra em choque com a imprensa— nunca tinha ido a esse evento. "Fake news" é uma expressão que ele tem usa recorrentemente para se referir à cobertura da Casa Branca. Em diversas ocasiões, ofendeu jornalistas pessoalmente após perguntas em coletivas de imprensa.

A gestão de Trump também baniu da Casa Branca a tradicional agência internacional AP. A agência não aderiu à mudança proposta por Trump de chamar o Golfo do México de Golfo da América.

O governo Trump também já processou e ameaçou encerrar atividades de diversos veículos de mídia. Este ano, por exemplo, o setor de comunicações americano pretendeu revogar licenças de canais de TV devido à cobertura da guerra no Irã.

No jantar, seria premiada uma reportagem que deixou Trump irado, sobre um cartão de aniversário enviado para Jeffrey Epstein. O americano processou o veículo que publicou a história, o Wall Street Journal. O prêmio que será dado à reportagem se chama "coragem e responsabilização".

Donald Trump diz que Irão apresentou nova proposta após cancelamento de viagem a Islamabad... O Presidente dos Estados Unidos explicou que a deslocação de Steve Witkoff e Jared Kushner foi suspensa depois de lhe ter sido dito que a reunião estaria marcada apenas para terça-feira da próxima semana.

Por  SIC Notícias

Donald Trump afirma que o Irão enviou nova proposta de negociações após cancelamento da viagem da delegação norte-americana a Islamabad.

O Presidente dos Estados Unidos explicou que a deslocação de Steve Witkoff e Jared Kushner foi suspensa quando lhe foi dito que a reunião seria apenas na terça-feira.

"Não vão fazer um voo de 18 horas para irem até lá. Nós temos todas as cartas na manga. Podem ligar-nos quando quiserem, mas vocês não vão fazer mais voos de 18 horas para ficarem sentados a conversar sobre nada", afirmou o presidente norte-americano.

Donald Trump tinha revelado na sexta-feira que os dois enviados norte-americanos se deslocariam ao país, mas acabou por recuar na decisão, justificando que não faz sentido uma deslocação com a duração de cerca de 18 horas.

sábado, 25 de abril de 2026

GUINÉ-BISSAU REGISTA MAIS DE 185 MIL CASOS DE PALUDISMO E MAIS DE 460 MORTES EM 2022

 Rádio Sol Mansi  25/04/2026 

O Ministério da Saúde Pública revelou que a Guiné-Bissau registou, em 2022, cerca de 185 mil casos de paludismo e mais de 460 mortes associadas à doença, números que continuam a preocupar as autoridades sanitárias.

Os dados foram divulgados este sábado, em Bissau, por Saunde Camará, Diretor-geral da Administração do Sistema de Saúde, durante a cerimónia que assinala o Dia Mundial de Luta contra o Paludismo.

Em representação do ministro da Saúde, Camará alertou que a situação do paludismo no país é alarmante, sublinhando que toda a população está em risco de contrair a doença.

Por sua vez, Alessandra Casazza, representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na Guiné-Bissau, afirmou que o paludismo continua a ser um dos principais desafios de saúde pública no país, com impacto direto no desenvolvimento humano.

Presente no ato, a Câmara Municipal de Bissau, enquanto entidade responsável pela gestão da cidade, prometeu reforçar ações de saneamento básico e campanhas de sensibilização, com vista à mudança de comportamentos e hábitos que contribuam para a prevenção do paludismo.

Irão? "Ninguém sabe quem está ao comando", diz Donald Trump... O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que "ninguém sabe quem está ao comando" no Irão, após cancelar a viagem da delegação negocial a Islamabad ao saber que o chefe da diplomacia iraniana abandonara a capital paquistanesa.

© Anna Moneymaker/Getty Images    Por LUSA    25/04/2026 

"Há enormes lutas internas e uma grande confusão na sua 'liderança'. Ninguém sabe quem está ao comando, nem mesmo eles próprios", escreveu Trump na sua rede social, Truth Social.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, declarou hoje que não é claro se os Estados Unidos são "realmente sérios" em matéria de diplomacia, depois de dar por terminadas as negociações de paz no Paquistão e seguir para Omã, tendo Washington logo cancelado o envio da sua delegação ao país mediador.

Numa mensagem publicada na rede social X depois de ter deixado Islamabad, após reuniões com altos responsáveis paquistaneses, o chefe da diplomacia iraniana disse ter "apresentado a posição do Irão sobre um enquadramento viável para pôr um fim duradouro à guerra", acrescentando "não saber ainda se os Estados Unidos são realmente sérios em diplomacia".

Pouco depois da partida de Araghchi do Paquistão, Trump anunciou que os enviados norte-americanos não se deslocariam a Islamabad para negociações, como estava previsto, alegando que Washington tem uma vantagem estratégica em relação a Teerão.

O Presidente norte-americano disse ter ordenado a suspensão da viagem de Steve Witkoff e Jared Kushner, que iriam participar numa segunda ronda de contactos indiretos com o Irão em território paquistanês, justificando a decisão com uma alegada vantagem estratégica dos Estados Unidos no conflito com Teerão e acrescentando que "os iranianos podem ligar quando quiserem", não havendo necessidade de deslocações diplomáticas sem garantias de resultados.

Trump negou que o cancelamento da viagem signifique uma retomada da guerra com o Irão ou possa implicar uma escalada militar: "Não significa isso. Ainda não pensámos nisso".

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

A 02 de março, Israel iniciou uma guerra com o Líbano, em resposta a um ataque do movimento xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, o que fez aumentar os receios de alastramento da guerra a todo o Médio Oriente.

Washington e Teerão acordaram a 07 de abril um cessar-fogo de duas semanas, para negociações assentes num plano de dez pontos de Teerão para pôr fim a 40 dias de guerra.

O cessar-fogo foi prorrogado a 21 de abril pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, horas antes de expirar, para que o Irão apresente o seu plano, que prevê o levantamento das sanções internacionais e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca de um compromisso iraniano de não produzir armas nucleares e garantir a passagem segura pelo estreito de Ormuz.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou o prorrogamento do cessar-fogo, afirmando tratar-se de "um passo importante rumo ao apaziguamento e à criação de um espaço fundamental para a diplomacia e a construção de confiança entre o Irão e os Estados Unidos".

Guarda Revolucionária diz que controlo de Ormuz é estratégia definitiva... Teerão, 25 abr 2026 (Lusa) -- A Guarda Revolucionária do Irão afirmou hoje que o controlo do estreito de Ormuz constitui uma "estratégia definitiva" de Teerão no seu conflito com os Estados Unidos.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images    Por LUSA  25/04/2026 

"Controlar o estreito de Ormuz e manter o consequente efeito dissuasor sobre os EUA e os seus aliados na região é uma estratégia definitiva da República Islâmica do Irão", defendeu a Guarda Revolucionária, exército da República Islâmica, numa nota publicada na rede social Telegram.

Os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão numa altura em que decorriam negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano.

O Irão respondeu com ataques a interesses norte-americanos nos países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, causando uma crise mundial devido à subida dos preços do petróleo.

Washington e Teerão concordaram com uma trégua para tentar acabar com a guerra, e eram esperadas novas rondas de contactos durante o fim de semana no Paquistão, país que tem mediado as conversações, mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, já anunciou que suspendeu a participação dos Estado Unidos.

A guerra desencadeada pela ofensiva israelo-americana causou mais de cinco mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, país que foi arrastado para o conflito pelo grupo pró-iraniano Hezbollah, que atacou Israel em 02 de março.


Leia Também: Turquia admite participar em operações de desminagem no Estreito de Ormuz após eventual acordo de paz

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco considerou este sábado a possibilidade da Turquia integrar as operações multinacionais de desminagem no estreito de Ormuz, caso se chegue a um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão.

MALI: Jihadistas reivindicam ataques coordenados no Mali... Os jihadistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado à Al-Qaeda, reivindicaram hoje uma série de ataques coordenados no Mali, atos que já foram condenados de "forma enérgica" pelo governo norte-americano.

© ABDULAZIZ KETAZ/AFP via Getty Images   Por LUSA  25/04/2026 

Homens armados atacaram vários pontos da capital do Mali, Bamako, e outras cidades do país, num ataque coordenado que envolveu confrontos intensos com as forças armadas, segundo autoridades e testemunhas em declarações à Agencia Associated Press (AP).

O JNIM, que combate há anos os militares no poder em Bamako, assumiu a "responsabilidade" pelos ataques à "sede do presidente maliano Assimi Goïta", à "sede do ministro da Defesa Sadio Camara", ao "aeroporto internacional" da capital e a "instalações militares na cidade de Kati", vizinha de Bamako.

Em comunicado, o grupo jihadista afirma ainda ter tomado a cidade-chave de Kidal, no norte do país, "após uma operação bem-sucedida contra o Exército maliano e os mercenários do corpo russo, com a participação" da Frente de Libertação do Azawad (FLA), a rebelião tuaregue maliana.

Os Estados Unidos já vieram condenar "de forma enérgica" os ataques terroristas registados em várias cidades, expressando as "mais profundas condolências" às vítimas e reafirmando o apoio ao povo e às autoridades malianas no combate à violência e na promoção da estabilidade.

Num comunicado divulgado na rede social X e citado pela agência de notícias espanhola EFE, os EUA disseram estar disponíveis para apoiar os esforços de paz e segurança no Mali e na região.

O exército maliano afirmou que "grupos terroristas armados" atacaram instalações militares e outras posições na capital, garantindo mais tarde que a situação estava sob controlo.

Na capital e arredores, incluindo o aeroporto internacional de Modibo Keïta e a cidade militar de Kati, registaram-se tiroteios, explosões e presença de helicópteros militares, levando a alertas de segurança da embaixada dos Estados Unidos, relata a AP.

Também foram reportados confrontos noutras cidades do centro e norte do país, como Gao, Kidal, Mopti e Sévaré, com relatos de mortos e movimentos de combatentes, num contexto de agravamento da violência jihadista e separatista no Mali.

Os combates prosseguiam ao longo do dia nas imediações de Bamako e noutras cidades estratégicas do país, entre o Exército maliano e "grupos terroristas" envolvidos em ataques simultâneos, segundo fontes militares e observadores locais.

As forças armadas malianas afirmaram ter repelido vários ataques e garantiram que a situação está "sob controlo", embora helicópteros militares continuassem a operar na periferia de Bamako, onde várias zonas estratégicas foram encerradas.

O Mali, governado por uma junta militar, enfrenta há mais de uma década violência jihadista e conflitos separatistas, mas esta é considerada uma das ofensivas mais graves dos últimos anos contra o regime, sem que haja ainda balanço oficial de vítimas.


Leia Também: Burkina Faso vai recrutar 100 mil civis para reforçar reserva do exército

O Governo do Burkina Faso vai recrutar 100 mil civis até final deste ano para reforçar a reserva militar e apoiar o exército na luta contra os jihadistas, anunciou hoje o ministro da Guerra e Defesa Patriótica.