sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

MALI: CEDEAO acusa junta militar que querer manter o poder por "mais de 5 anos"

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Notícias ao Minuto  28/01/22 

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) acusou hoje a junta militar do Mali de querer manter o poder por "mais de cinco anos" e condicionou o levantamento das sanções à realização de eleições no país. 

Os militares, que chegaram ao poder através de um golpe de Estado em agosto de 2020, revogaram um compromisso inicial de realizar eleições em fevereiro de 2022, plebiscito que teria trazido os civis de regresso ao poder.

Os militares malianos anunciaram a intenção de manter durante mais alguns anos o leme do país, mergulhado numa grave e prolongada crise política e de segurança, e a CEDEAO respondeu em 9 de janeiro último com a imposição de uma série de severas sanções diplomáticas e económicas contra o Mali.

"A postura das autoridades militares de transição sugere claramente um desejo de permanecer no poder por mais de cinco anos", sublinha a CEDEAO numa carta enviada a Bamako e hoje divulgada.

Os líderes da organização da África Ocidental reiteram a esperança de que as autoridades militares do Mali forneçam "um calendário razoável e realista" para a realização de eleições e sublinham que "as sanções serão levantadas progressivamente com base neste calendário e na sua aplicação diligente e satisfatória", segundo a missiva.

Esta carta é divulgada no mesmo dia em que os líderes da CEDEAO vão realizar uma cimeira virtual sobre a situação no Burkina Faso, onde, também aí, oficiais do exército destituíram o Presidente Roch Marc Christian Kaboré na passada segunda-feira.

As sanções da CEDEAO impostas ao Mali passam pelo encerramento das fronteiras dos seus Estados-membros com o país, um embargo ao comércio (com exceção de bens de primeira necessidade) e às transações financeiras, assim como a suspensão da ajuda financeira e congelamento dos ativos malianos no Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO).

Esta bateria de sanções deverá pesar significativamente sobre a já frágil economia do Mali, um país encravado entre vários dos países mais pobres do mundo, e onde uma insurreição 'jihadista' faz caminho desde 2012.

Grandes partes do vasto território do Mali estão fora do controlo das autoridades em Bamako.

Esta quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, denunciou o comportamento "irresponsável" da junta militar do Mali, que exigiu a retirada das forças dinamarquesas do país.

As forças francesas e europeias "assim, não podem ficar" no Mali e estão atualmente a examinar como "adaptar o seu mecanismo" para combater os 'jihadistas' na região, afirmou hoje Le Drian.

"Iniciámos discussões com os nossos parceiros africanos e europeus para perceber como podemos adaptar o nosso sistema à nova situação no Mali", afirmou o ministro francês em declarações à estação de rádio RTL, citadas pela agência France-Presse.

No ano passado, a França anunciou uma redução das suas forças destacadas no Mali, ao mesmo tempo que era criado um grupo de forças especiais europeias, que recebeu o nome de Takuba.

Mas as relações com a junta militar maliana têm-se deteriorado, e a exigência feita por Bamako a Copenhaga para fazer regressar à Dinamarca o seu contingente de cerca de uma centena de efetivos, mal acabados de aterrar no Mali, é apenas o último incidente.

"Os generais no poder enviaram uma mensagem clara de que a Dinamarca não é bem-vinda no Mali. Não aceitamos isto e por esta razão decidimos trazer os nossos soldados para casa", anunciou esta quinta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Jeppe Kofod, no final de uma reunião no Parlamento em Copenhaga.

"Estamos lá a convite do Mali. Os generais golpistas - num jogo político sujo - retiraram o convite", porque "não querem um plano rápido de regresso à democracia", acrescentou Kofod.

A comunidade internacional também está preocupada com a presença em solo maliano de paramilitares do grupo mercenário russo Wagner, cada vez mais presente em África.

Associação de Comerciantes do Mercado Central de Bissau está em conferência de imprensa.

 RadioBantaba 

Muita atenção! Pessoas com estas 4 condições devem evitar comer banana

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Notícias ao Minuto  28/01/22 

É sem dúvida alguma uma das frutas mais populares em todo o mundo. Deliciosa e altamente nutritiva, infelizmente o seu consumo não é para todos.

As frutas são alimentos com excelentes benefícios para a saúde como um todo e obrigatórios em qualquer regime alimentar. A banana, em particular, é rica em mineiras, vitaminas e fibras, sendo o seu consumo ideal para atletas, por exemplo, já que evita cãibras e dores musculares. 

No entanto, certas pessoas podem ter intolerâncias ou outros problemas associados à ingestão desta fruta. Será que faz parte desse grupo? Veja a lista divulgada pelo portal espanhol Meganotícias:

Alergia

Um facto curioso: quem é alérgico ao látex tem uma maior probabilidade de ser alérgico à banana. Dependendo da gravidade, os sintomas manifestam-se imediatamente após o consumo da fruta, podendo incluir inchaço dos olhos, lábios, língua ou garganta, nariz entupido, olhos irritados, dor abdominal, vómitos e diarreia.

Diabetes

A banana é composta de por hidratos de carbono (como a frutose), que se transformam em açúcar no sangue. Quanto mais madura, pior. Como tal, se é diabético deve evitar comer  a fruta ou ingerir bananas mais verdes - com o índice glicémico mais baixo.

Prisão de ventre

As fibras presentes neste alimento podem proporcionar o alivio da obstipação, no entanto atenção aos excessos. Por ser abundante em ácido tânico, em grande quantidade pode provocar o efeito inverso e causar prisão de ventre, segundo um estudo divulgado na revista Microbial Ecology in Health and Disease.

Potássio demasiado alto

Uma das maiores qualidades da banana são os níveis elevados de potássio, por isso, caso tenha o mineral em grande quantidade no organismo, pode sofrer de hipercalemia, causando dores no peito, batimentos cardíacos irregulares, dificuldades respiratórias, fadiga, sensação de sonolência, náuseas ou vómitos.

Leia Também: 6 alimentos populares que reduzem ativamente o risco de morrer de cancro

PM da Guiné-Bissau afirma que concorda com remodelação do Governo

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Por LUSA  28/01/22 

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Nuno Gomes Nabiam, afirmou hoje estar de acordo com a remodelação do Governo apesar de alguns "desentendimento" e "má interpretação", que foram ultrapassados.

"Estão ultrapassadas as questões fundamentais. Houve algum desentendimento ou má interpretação, mas acabámos de ultrapassar aquilo que podia ser um problema e concordamos e agora é trabalhar para o bem do país", disse Nuno Gomes Nabiam.

O primeiro-ministro guineense falava aos jornalistas após a tomada de posse dos novos membros do Governo, depois de anunciada na quarta-feira uma remodelação governamental pelo Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, que mereceu críticas de dois dos três partidos que compõem a coligação no poder.

Nas declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro insistiu que as relações com o Presidente "estão boas".

"É normal que haja algum desentendimento porque isto é um processo e cada um de nós às vezes tem uma visão própria, mas isso é com diálogo que se resolve", salientou.

Questionado sobre se estava de acordo com a remodelação governamental, Nuno Gomes Nabiam disse estar de acordo.

"Estou cá, é porque estou de acordo. Portanto, está tudo em ordem", concluiu.

O Governo da Guiné-Bissau, de iniciativa presidencial, é constituído por elementos do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Assembleia do Povo Unido -- Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) e Partido de Renovação Social.

Num comunicado, divulgado na quinta-feira, a APU-PDGB, liderada pelo primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, afirmou que a iniciativa de remodelação governamental não partiu do chefe do Governo.

"Informa-se a opinião pública nacional e internacional e os partidos políticos parceiros da coligação que a iniciativa de remodelação governamental não partiu de Sua excelência engenheiro Nuno Gomes Nabiam, primeiro-ministro", pode ler-se no comunicado de cinco pontos da APU-PDGB.

No comunicado, o partido refere que foi "apanhado de surpresa pelo decreto presidencial de mais uma remodelação governamental" e que "não abdica das suas conquistas democráticas no âmbito do atual Governo de coligação".

Numa carta enviada ao primeiro-ministro, o Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15) referiu que não se devia avançar com a referida remodelação sem antes convocar a cimeira de líderes dos partidos que compõem a coligação, para analisar as propostas do chefe do Governo.

O Madem-G15 disse também que todas as propostas de remodelação devem ser feitas no quadro da aliança, "porque fora da esfera deste quadro não será caucionada" pelo partido e, "consequentemente, não terá o respaldo parlamentar desta formação política na Assembleia Nacional Popular".

Sobre este assunto, o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, aconselhou os partidos a preparem-se melhor para as próximas eleições para saírem vencedores e formarem Governo.

"Nós, antes de realizarmos as eleições presidenciais, houve legislativas, mas quem é que saiu vencedor? Não foi o PAIGC. Este Governo resultou de um consenso com o Presidente da República. Aos outros partidos o que posso aconselhar é para se preparem melhor para as próximas legislativas para poderem ganhar e assim podem reclamar", afirmou o Presidente, à margem da tomada de posse.

GUINÉ-BISSAU: PR da Guiné aconselha partidos a preparem-se para as legislativas

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Por LUSA  28/01/22  

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, aconselhou hoje os partidos políticos na coligação no poder a preparem-se para as eleições legislativas, previstas para 2023, na sequência de críticas à remodelação governamental.

"Nós, antes de realizarmos as eleições presidenciais houve legislativas, mas quem é que saiu vencedor? Não foi o PAIGC. Esse Governo resultou de um consenso com o Presidente da República. Aos outros partidos o que posso aconselhar é para se preparem melhor para as próximas legislativas para poderem ganhar e assim podem reclamar", afirmou o Presidente aos jornalistas.

O chefe de Estado falava à imprensa na cerimónia de posse dos novos membros do Governo, após anunciar uma remodelação governamental na quarta-feira.

"Esta geringonça é feita pelo Presidente da República, de forma que eu desvalorizo essas reivindicações, mas aconselho também os meus amigos do partido Madem (Movimento para a Alternância Democrática) para se prepararem melhor para poderem ganhar as próximas eleições legislativas", disse.

Num comunicado, divulgado na quinta-feira, a Assembleia do Povo Unido -- Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), liderada pelo primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, afirmou que a iniciativa de remodelação governamental não partiu do chefe do Governo.

"Informa-se a opinião pública nacional e internacional e os partidos políticos parceiros da coligação que a iniciativa de remodelação governamental não partiu de Sua excelência engenheiro Nuno Gomes Nabiam, primeiro-ministro", pode ler-se no comunicado de cinco pontos da APU-PDGB.

No comunicado, o partido refere que foi "apanhado de surpresa pelo decreto presidencial de mais uma remodelação governamental" e que "não abdica das suas conquistas democráticas no âmbito do atual Governo de coligação".

Numa carta enviada ao primeiro-ministro, o Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15) referiu que não se devia avançar com a referida remodelação sem antes convocar a cimeira de líderes dos partidos que compõem a coligação, para analisar as propostas do chefe do Governo.

O Madem-G15 disse também que todas as propostas de remodelação devem ser feitas no quadro da aliança "porque fora da esfera deste quadro não será caucionada" pelo partido e "consequentemente não terá o respaldo parlamentar desta formação política na Assembleia Nacional Popular".

Além da APU-PDGB e do Madem-G15, a aliança no Governo integra também o Partido de Renovação Social.

A nova orgânica do Governo da Guiné-Bissau passa a ter 22 ministérios e nove secretarias de Estado.

PR Umaro Sissoco Embaló empossa novos membros do Governo na presença do PM Nuno Gomes Nabiam. 6 Ministros e 2 Secretários de Estado.

 RadioBantaba  

O comunicado de MADEM-G15



 Madem-G15 Movimento para Alternância Democrática

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

O Senhor Augusto Kabi nomeado Secretário de Estado da Ordem Publica.

 

DEFESA NACIONAL: Senegal avisa jornalistas de que podem enfrentar sanções

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Por LUSA  27/01/22  

O Governo senegalês avisou os jornalistas e os utilizadores da Internet de que poderão enfrentar sanções se publicarem informações que "minam a defesa nacional", na sequência da perda e desaparecimento recente de soldados num confronto na Gâmbia.

O aviso, emitido pelo Ministério da Defesa na quarta-feira à noite, ocorre pouco depois de dois soldados terem sido mortos no início desta semana e de outros nove terem desaparecido na sequência de um confronto com supostos rebeldes pertencentes ao Movimento das Forças Democráticas de Casamansa (MFDC) na Gâmbia, um país que forma um enclave no sul do Senegal.

O ministério senegalês não esclarece o que motivou a declaração.

O comunicado destina-se aos "atores envolvidos no domínio da divulgação de informação, a título profissional ou não" e pede-lhes "que prestem especial atenção para não divulgarem ou transmitirem informações que possam prejudicar a defesa nacional".

A lei pune crimes e delitos contra a defesa nacional, adverte o Governo senegalês, que lembra que as penas são mais severas contra militares e paramilitares que eventualmente venham a infringi-la.

As autoridades senegalesas anunciaram na segunda e na terça-feira a morte de dois soldados senegaleses integrados na missão da África Ocidental na Gâmbia (Ecomig), e o desaparecimento de outros nove, na sequência de confrontos com alegados rebeldes de Casamansa durante uma operação contra o tráfico de madeira em território da Gâmbia.

Dacar acredita que os soldados senegaleses desaparecidos sejam prisioneiros dos rebeldes do MFDC.

A Gâmbia tem servido de base dos rebeldes do MFDC, que lutam há 40 anos pela independência de Casamansa, uma região do sul do Senegal, separada precisamente do resto do país pelo território gambiano.

A região de Casamansa, no sul do Senegal e junto à fronteira com a Guiné-Bissau, é o cenário de uma rebelião armada desde 1982, atualmente considerada como um conflito de baixa intensidade, entre o Governo em Dacar e o MFDC.

O movimento exige a independência daquela região senegalesa, separada do resto do país pela vizinha Gâmbia, e que historicamente se reclama abandonada pelo Governo senegalês.

Ao contrário do norte do país, mais árido, o sul do Senegal tem terras férteis e é rico em recursos florestais, sendo o tráfico ilegal de madeira nos últimos anos a principal fonte de financiamento do MFDC, segundo um relatório da organização não-governamental britânica Environmental Investigation Agency (EIA).

Casamansa já foi a zona turística mais popular do Senegal pelas suas florestas e qualidade das praias e, ainda que a rebelião independentista tenha limitado o seu potencial, tem gozado de longos períodos sem incidentes violentos.

Catorze lenhadores foram mortos em janeiro de 2018 por homens armados que, no mesmo mês, assaltaram também quatro turistas espanhóis, depois de terem parado o veículo em que viajavam.

Os incidentes do início desta semana foram o acontecimento mais grave em vários anos, relacionados com o conflito de Casamansa, que no passado já colheu milhares de vidas e devastou a economia senegalesa, obrigando dezenas de milhares de pessoas a fugir ou refugiar-se na Guiné-Bissau e na Gâmbia nos seus primeiros anos.

O exército senegalês realizou, por várias ocasiões nos últimos anos, operações militares com o objetivo de neutralizar os rebeldes que se refugiam na zona e combater as atividades dos bandos armados, permitindo às populações regressar às suas casas.

Leia Também: Coligação no poder no Senegal sofre derrota em várias cidades

Dia Da Mulher Guineense, 30 de janeiro...Venha festejar connosco🥳🎉 ... Local: Sede Nacional Madem-G15

 Muadem G-15 Mulheres do Movimento para Alternância Democrática

APU-PDGB - COMUNICADO DE IMPRENSA

Ditaduraeconsenso.blogspot.com 

HOMOSSEXUALIDADE: "Apoiem os vossos filhos se eles forem gays, não os condenem", disse Papa ...O chefe da Igreja Católica apelou à compreensão dos pais.

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Notícias ao Minuto  26/01/22

O Papa Francisco disse, esta quarta-feira, num comentário que fez sobre as dificuldades enfrentadas ao criar os filhos, que os pais de crianças homossexuais não devem condená-las mas, em vez disso, oferecer-lhes apoio.

O chefe da Igreja Católica mencionou que os “pais que veem diferentes orientações sexuais nos seus filhos devem acompanhá-los e não se esconder atrás de uma atitude de condenação”.

Anteriormente, o Papa Francisco salientou que as pessoas homossexuais têm o direito de ser aceites pelas suas famílias, frisando, segundo a Reuters, que embora a Igreja não possa aceitar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, pode apoiar leis de união civil destinadas a dar aos parceiros direitos conjuntos nas áreas de pensões e saúde e questões de herança.

"Os homossexuais têm o direito de estar numa família. São filhos de Deus", disse Francisco no passado. "Não se pode expulsar alguém de uma família, nem tornar a sua vida miserável por isso. O que temos que ter é uma lei de união civil, que os proteja legalmente", defendeu.

Já enquanto arcebispo de Buenos Aires, antes de se tornar Papa, Francisco defendia uniões civis para casais gay como uma alternativa aos casamentos. Contudo, no ano passado, o escritório doutrinário do Vaticano emitiu um documento que esclarecia que os padres católicos não podem abençoar uniões do mesmo sexo.

De referir que no mês passado, um departamento do Vaticano pediu desculpas por “causar dor a toda a comunidade LGBTQ” removendo do site um link para material de recurso de um grupo católico de defesa dos direitos gays em preparação para uma reunião do Vaticano em 2023 sobre a direção futura da Igreja.

Leia Também: Namíbia rejeita reconhecer direitos dos gays casados no estrangeiro

Leopold Sedar Domingos fez uma transmissão ao vivo.

Afeganistão. ONU pede fundos para que famílias deixem de vender bebés

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Por LUSA  26/01/22 

Os talibãs devem reconhecer "os direitos humanos fundamentais de mulheres e meninas" e os fundos afegãos devem ser libertados para que as famílias não precisem de vender "bebés para comprarem comida", referiu hoje o secretário-geral das Nações Unidas.

Estes apelos de António Guterres foram aceites e reivindicados pelo responsável afegão nas Nações Unidas, durante uma reunião do Conselho de Segurança, noticia a agência AFP.

"Instamos os talibãs a aproveitarem este momento e conquistarem a confiança e a boa vontade da comunidade internacional, reconhecendo - e defendendo - os direitos humanos fundamentais que pertencem a todas as meninas e mulheres", sublinhou o diplomata português.

O responsável das Nações Unidas manifestou-se "profundamente preocupado" com os recentes relatos de prisões arbitrárias e sequestros de ativistas, pedindo "vigorosamente" a libertação destes.

Naseer Ahmad Faiq, o atual responsável das Nações Unidas para o Afeganistão, desde a saída, em meados de dezembro, de um diplomata demitido pelos talibãs, interveio no final da reunião, garantido falar "em nome do povo afegão" e não do antigo governo derrubado em agosto.

"Peço aos talibãs que ponham fim às violações dos direitos humanos" denunciadas pelas ONG, que "permitam que as mulheres trabalhem" e que "abram as portas das escolas e universidades às raparigas", atirou.

O diplomata apelou ainda aos talibãs para que forneçam informações sobre o paradeiro dos ativistas que desapareceram recentemente e que estes sejam "libertados imediatamente".

Ahmad Faiq pediu também ao Conselho de Segurança que convoque uma "conferência internacional para discutir temas intra-afegãos", com o objetivo de alcançar "a formação de um governo inclusivo e responsável, reformando a Constituição e permitindo que os afegãos escolham os seus líderes através de eleições".

O secretário-geral da ONU já tinha anteriormente instado a "comunidade internacional a fortalecer o seu apoio ao povo afegão", em particular através da libertação dos fundos congelados em Washington pelo Banco Mundial e Estados Unidos, num momento em que o país do Médio Oriente está "no fio da navalha".

"Mais da metade dos afegãos enfrentam níveis extremos de fome" e "algumas famílias estão a vender os seus bebés para comprar comida", alertou o português.

Também o embaixador chinês na ONU, Zhang Jun, comentou esta situação extrema, revelando que uma mulher "vendeu as suas duas filhas e um rim" para poder alimentar a sua família.

"É uma tragédia humana", denunciou, pedindo implicitamente aos Estados Unidos que levantem "sanções unilaterais" e permitam o acesso do Afeganistão aos fundos.

Os EUA bloquearam quase 9,5 mil milhões de dólares (8,3 mil milhões de euros) em reservas do Banco Central Afegão, o que equivale a metade do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2020.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial também interromperam as suas atividades no Afeganistão, suspendendo as ajudas e 300 milhões de euros em novas reservas emitidas pelo FMI em agosto.

António Guterres argumentou que a economia afegã deve ser "reanimada" com mais dinheiro.

"Sem ação, vidas serão perdidas e o desespero e o extremismo aumentarão", enquanto um "colapso da economia afegã pode levar a um êxodo em massa de pessoas que fogem do país", alertou.

O Afeganistão enfrenta uma grave crise económica, afetada pela escassez de alimentos e crescente pobreza, intensificada com a chegada ao poder dos talibãs em agosto.

O país do Médio Oriente enfrenta também uma grave crise de liquidez, após doadores internacionais terem suspendido a ajuda que suportava o orçamento governamental há 20 anos.

Leia Também: Guterres diz que Afeganistão "está por um fio" e pede revisão das sanções

Foguetão da SpaceX em rota de colisão com a Lua

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Notícias ao Minuto  26/01/22 

O objeto deverá causar uma explosão, prevista para o dia 4 de março, deixando uma pequena cratera artificial na Lua.

Um foguetão lançado pela SpaceX, a empresa de exploração espacial detida pelo bilionário Elon Musk, está em rota de colisão com a Lua, não havendo forma de controlar a sua trajetória.

Segundo a BBC, o foguetão Falcon 9 que foi lançado em 2015 ficou sem combustível, deixou de ser controlável e ficou, desde então, à deriva no espaço.

Mas os riscos para o satélite natural da Terra serão mínimos, esclarece à televisão britânica o astrónomo Jonathan McDowell, do centro de astrofísica Harvard-Smithsonian.

Ainda assim, o foguetão deverá causar uma explosão, prevista para o dia 4 de março, deixando uma pequena cratera artificial na Lua.

"É basicamente um tanque de metal vazio de quatro toneladas, com um motor de foguetão na traseira. Portanto se imaginarmos lançar isso a uma pedra a 5 mil milhas por hora (cerca de 8 mil quilómetros por hora), não vai ser bonito", disse McDowell. 

O Falcon 9 foi lançado para deixar na atmosfera terrestre um satélite meteorológico, mas desde que ficou sem combustível e saiu do campo gravitacional da Terra, o seu percurso tornou-se "caótico".

"Tem estado morto, a seguir apenas as leis da gravidade", diz McDowell, que alerta ainda para o crescimento do lixo espacial que está a ocupar os limites espaciais terrestres e que pode atingir a Lua.

"Ao longo das décadas, perdemos cerca de 50 grandes objetos. Isto pode ter acontecido algumas vezes, mas nunca percebemos. Este poderá ser o primeiro caso", esclarece.

Leia Também: Fenómeno avistado em Trás-os-Montes foi reentrada de satélite da SpaceX

Cientistas conseguiram regenerar pernas amputadas em sapos adultos

 Sapo - EPA/WOLFGANG KUMM

Cnnportugal.iol.pt

Um passo que aproxima a ciência do objetivo da medicina regenerativa. Segundo os investigadores, estas descobertas podem servir de base para futuros trabalhos que explorem a regeneração em humanos

Uma mistura de cinco medicamentos permitiu regenerar membros posteriores amputados em sapos adultos, segundo um estudo conduzido por investigadores norte-americanos, que aproxima a ciência do objetivo da medicina regenerativa.

Os cientistas das universidades norte-americanas de Tufts e Harvard referiram que este trabalho, divulgado na quarta-feira e publicado na revista Science Advances, “aproxima [a ciência] um pouco mais do objetivo da medicina regenerativa”.

A maioria dos estudos anteriores sobre regeneração de membros foi realizado em animais em crescimento natural, como o axolote [anfíbio], mas as novas descobertas demonstram uma técnica para induzir a regeneração de membros num animal incapaz de regenerar membros por conta própria.

Estas descobertas podem servir de base para futuros trabalhos que explorem a regeneração em humanos, refere a revista.

No entanto, para doentes que perderam os seus membros devido à doença de diabetes, ou por trauma, a possibilidade de recuperar a função através de regeneração natural continua fora do alcance.

"A regeneração de pernas e braços ainda é coisa para salamandras e super-heróis", refere um comunicado da Universidade Tufts.

No estudo, os cientistas desenvolveram um dispositivo, um biorreator feito de um hidrogel chamado BioDome, que pode administrar uma mistura de cinco compostos pró-regenerativos numa ferida.

Os dispositivos foram aplicados em 115 sapos [xenopus laevis] amputados, alguns apenas com hidrogel e outros com o tratamento.

Após 24 horas, os cientistas retiraram os aparelhos e avaliaram a regeneração dos membros posteriores destes animais durante 18 meses.

Cada um dos medicamentos serviu um propósito diferente, como reduzir a inflamação, inibir a produção de colagénio que causaria cicatrizes e estimular o crescimento de novas fibras nervosas, vasos sanguíneos e músculos.

A combinação de medicamentos e o biorreator proporcionaram um ambiente local e sinais de que foi interrompida a tendência natural para ‘fechar’ o coto e dado início ao processo regenerativo, segundo os autores.

Os sapos que receberam o tratamento mostraram aumentos de longo prazo no comprimento do osso, padrões de tecidos moles e reparo neuromuscular, e foram capazes de usar os novos membros para nadar, tal como um anfíbio normal faria.

"É emocionante ver que os medicamentos que selecionamos ajudaram a criar um membro quase completo", referiu Nirosha Murugan, da Universidade de Tufts, o primeiro autor do artigo.

“O facto de que foi necessário apenas uma breve exposição aos medicamentos para iniciar um processo de regeneração de meses sugere que os sapos, e talvez outros animais, podem ter habilidades regenerativas latentes que podem ser iniciadas”, defendeu.

Os investigadores detetaram, nos primeiros dias após o tratamento, a ativação de vias moleculares conhecidas, que normalmente são usadas num embrião em desenvolvimento para ajudar o corpo a ganhar forma.

O próximo passo da equipa de cientistas será testar a forma como este tratamento pode ser aplicado a mamíferos.

Preço do barril de petróleo Brent ultrapassa os 90 dólares pela primeira vez desde 2014

FOTO: PORTAL ANGOLA/ARQ

África 21 Digital com Lusa

 O preço do barril de petróleo Brent ( Mar do Norte) ultrapassou hoje (26) o limiar de 90 dólares, pela primeira vez desde outubro de 2014, impulsionado pelas tensões na Ucrânia e no Médio Oriente.

A meio da tarde desta quarta-feira, a cotação do crude do Mar do Norte, que é referência na Europa, para entrega em março estava a ser negociado a 89,78 dólares por barril, mais 1,79%, pouco depois de ter atingido os 90,02 dólares.

A tensão na Ucrânia e as implicações que um conflito com a Federação Russa pode ter no mercado energético voltou a impulsionar a cotação do barril.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Guiné-Bissau: Umaro Sissoco Embaló remodela Governo de Nuno Nabiam

Fonte: DW.COM
Presidente guineense nomeou, esta quarta-feira (26.01), novos membros do governo liderado por Nuno Nabiam. Nomeou cinco novos membros do Executivo guineense, de acordo com os documentos a que tivemos acesso.

O Presidente guineense Umaro Sissoco Embaló procedeu, esta quarta-feira (26.01), a uma remodelação do governo, tendo exonerado vários ministros e secretários de Estado. Foram eles: Augusto Gomes, Ministro dos Transportes e Comunicações; Cirilo Mamasaliu Djaló, Ministro da Educação Nacional e Ensino Superior; Tomane Baldé, Ministro da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social; Florentino Fernando Dias, Secretário de Estado da Juventude e dos Desportos; Cornélia Lopes Man, Secretária de Estado da Gestão Hospitalar; e Alfredo Malu, Secretário de Estado da Ordem Pública.

Em decreto presidencial, são nomeados: Teresa Alexandrina da Silva para Ministra da Justiça e Direitos Humanos; Aristides Ocante da Silva para Ministro dos Transportes e Comunicações; Abas Djaló para Ministro da Educação Nacional; Timóteo Saba M´bunde para Ministro do Ensino Superior; e Cirilo Mamasaliu Djaló para Ministro da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social.

O mesmo documento informa ainda que Florentino Fernando Dias passa a ocupar o cargo de Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.

São novos membros do Governo:

Teresa Alexandrina da Silva - Ministra da Justiça e Direitos Humanos;

Aristides Ocante da Silva - Ministro dos Transportes e Comunicações;

Abas Djaló -Ministro da Educação Nacional;

Timóteo Saba M’bunde - Ministro do Ensino Superior e Investigação Científica;

Cirilo Mamasaliu Djaló - Ministro da Administração Publica, Trabalho, Emprego e Segurança Social

Augusto Gomes - Ministro da Cultura, Juventude e Desportos;

SECRETÁRIO DE ESTADO

Florentino Fernando Dias - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros;

São exonerados os seguintes membros do Governo:

Augusto Gomes - Ministro dos Transportes e Comunicações;

Cirilo Mamasaliu Djaló - Ministro da Educação Nacional e Ensino Superior;

Dr. Tomane Baldé -Ministro da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social;

Florentino Fernando Dias -Secretário de Estado da Juventude e dos Desportos;

Sendo assim, o governo guineense apresenta agora uma nova estrutura orgânica.

I. MINISTÉRIOS:

a) Gabinete do Vice-Primeiro Ministro e da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, Coordenador para Área Económica;

b) Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades;

c) Ministério dos Recursos Naturais e Energia;

d) Ministério do Interior e da Ordem Pública;

e) Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural;

f) Ministério da Justiça e Direitos Humanos;

g) Ministério da Economia, Plano e Integração Regional;

h) Ministério das Finanças;

i) Ministério da Defesa e Combatentes da Liberdade da Pátria;

j) Ministério do Turismo e Artesanato;

k) Ministério da Comunicação Social;

l) Ministério dos Transportes e Comunicações;

m) Ministério da Administração Territorial e do Poder Local;

n) Ministério das Pescas;

o) Ministério do Comércio e Indústria;

p) Ministério da Educação Nacional;

q) Ministério do Ensino Superior e Investigação Científica;

r) Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social;

s) Ministério da Saúde Pública;

t) Ministério da Mulher, Família e Solidariedade Social;

u) Ministério das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo;

v) Ministério do Ambiente e Biodiversidade;

w) Ministério da Cultura, Juventude e Desportos;

II. SECRETARIAS DE ESTADO:

a) Secretaria de Estado da Presidência de Conselho de Ministros;

b) Secretaria de Estado das Comunidades;

c) Secretaria de Estado da Cooperação Internacional;

d) Secretaria de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais;

e) Secretaria de Estado do Tesouro;

f) Secretaria de Estado do Ensino Superior e Investigação Científica;

g) Secretaria de Estado de Plano e Integração Regional;

h) Secretaria de Estado da Cultura;

i) Secretaria de Estado dos Combatentes da Liberdade da Pátria;



Na quadra festiva de dia 30 de janeiro Dia Da Mulher Guineense as Mulheres do Movimento para Alternância Democrática MUADEM, distribuíram donativos em alguns centros de saúde pela cidade de Bissau e Hospital Nacional Simão Mendes, mais especificamente a pediatria e maternidade.

Nesses donativos constam materiais para o combate da COVID-19 como, luvas, máscaras, álcool desinfetante, lixívia, detergente, etc.

Viva MUADEM 

Viva MADEM-G15

Muadem G-15 Mulheres do Movimento para Alternância Democrática

O Presidente da República General de Exército Umaro Sissoco Embaló, recebeu hoje os Cumprimentos do Novo Ano do Poder Tradicional.


 Presidente da República da Guiné-Bissau Umaro Sissoco Embaló


Desaparecimento de militares senegaleses na Gâmbia "é deplorável"

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Por LUSA  26/01/22 

Um dos mediadores para resolução do conflito na província de Casamansa, sul do Senegal, classificou hoje como "deplorável" o desaparecimento desde segunda-feira, na Gâmbia, de nove militares senegaleses da missão da CEDEAO, após confrontos com alegados rebeldes daquela região.

Para Robert Sagna, líder do Grupo de Reflexão pela Paz em Casamansa (GRPC), a captura dos militares é "um acontecimento deplorável que veio interromper um processo de paz que parecia estar bem avançado".

Os nove soldados senegaleses da ECOMIG, missão criada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), estão presumivelmente em poder dos rebeldes após confrontos ocorridos durante uma operação contra o tráfico de madeira em Casamansa, anunciaram na terça-feira as forças armadas do Senegal.

As buscas para encontrar os nove militares prosseguem "como no primeiro dia", disse hoje à AFP um oficial militar senegalês, sem dar detalhes sobre a área de busca nem os meios disponíveis.

Nos confrontos registou-se a morte de dois soldados senegaleses e de um dos atacantes, tendo três guerrilheiros sido aprisionados, anunciaram as forças armadas do Senegal.

A Gâmbia, país parcialmente encravado no Senegal, abriga rebeldes do Movimento das Forças Democráticas de Casamansa (MFDC), que luta há quase 40 anos pela independência desta região, que faz fronteira com o norte da Guiné-Bissau.

"O processo de paz parecia definitivamente resolvido para o fim da guerra", disse Sagna, ex-ministro e ex-presidente da câmara de Ziguinchor, a maior cidade de Casamansa.

"Tudo o que pudermos fazer, faremos [para a libertação dos soldados]. O GRPC não recuará em nenhuma solução para a paz em Casamansa", continuou.

Casamansa é palco de um dos conflitos mais antigos de África desde que os separatistas passaram a combater a partir das matas após a repressão de uma marcha, em dezembro de 1982.

Depois de causar milhares de vítimas e devastar a economia senegalesa, o conflito passou a ser de baixa intensidade, com o Senegal a tentar normalizar a vida na província, tendo-se comprometido a reinstalar os deslocados.

A ECOMIG foi criada pela CEDEAO devido à crise política criada a partir da recusa do ex-Presidente e ditador gambiano, Yahya Jammeh, em deixar o poder após a sua derrota nas eleições presidenciais de dezembro de 2016.

Yahya Jammeh viu-se finalmente forçado a partir para o exílio em janeiro de 2017 por pressão internacional e tropas senegalesas entraram em território gambiano.

O Senegal fornece a maior parte dos efetivos da ECOMIG, cujo mandato foi prorrogado em várias ocasiões.

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