© Anna Moneymaker/Getty Images Por LUSA 12/04/2026
O biógrafo real britânico Robert Hardman considerou que o presidente norte-americano vai evitar críticas ou comentários controversos durante a próxima visita do rei Carlos III aos Estados Unidos por ser um admirador da monarquia britânica.
Hardman, autor de várias obras sobre a família real britânica, disse acreditar que "Trump vai ser absolutamente encantador" durante a visita do monarca britânico, entre 27 e 30 de abril, por ocasião da celebração dos 250 anos de independência dos Estados Unidos.
O escritor está convencido que o magnata republicano vai manter a cordialidade com Carlos III, independentemente das tensões políticas com Londres.
"Ele adora a monarquia. É um grande fã do rei. Já esteve hospedado em Windsor e tem uma enorme admiração pela rainha Isabel II", afirmou.
Nas últimas semanas, Trump criticou repetidamente o primeiro-ministro britânico depois de Keir Starmer ter recusado autorizar os EUA a utilizar as bases britânicas em ataques ofensivos contra o Irão.
O chefe de Estado norte-americano afirmou publicamente que "não está contente com o Reino Unido", que Starmer "não é nenhum Winston Churchill" [primeiro-ministro britânico durante a Segunda Guerra Mundial] e ridicularizou as capacidades militares britânicas.
Este comportamento levou políticos a sugerirem que Starmer cancelasse a visita de Estado de Carlos III para demonstrar a insatisfação do Reino Unido e para evitar potenciais constrangimentos ao rei.
Mas, para Hardman, o que Trump "diz sobre o governo britânico antes e depois da visita é diferente".
"Durante o período em que o rei estiver em solo norte-americano, Trump será absolutamente encantador e caloroso", afirmou, durante uma apresentação na sexta-feira do livro "Isabel II - Em privado. Em público. A história vista por dentro".
O autor lembrou que existem diferenças de opinião evidentes entre Carlos III e Donald Trump, nomeadamente em questões como as alterações climáticas, mas ambos deverão "colocar esses assuntos de lado".
"O rei tem um longo historial de ativismo ambiental, o que contrasta com a política energética de Trump, mas estas questões vão ficar provavelmente em segundo plano", previu Hardman.
Autor de três livros sobre Isabel II e um sobre Carlos III, o biógrafo afirmou ter entrevistado Donald Trump para a sua obra mais recente na residência em Mar-a-Lago, na Florida, e que o presidente mantém em destaque um retrato da rainha Isabel II na sala de jantar, sinal de respeito e admiração pela família real.
O quadro é uma cópia do último retrato oficial pintado antes da morte da monarca pela artista britânico-polaca Basia Hamilton.
"Acho que se pode afirmar com segurança que ele a adorava, admirava e respeitava", resumiu, desmentindo rumores de que Trump terá sido indelicado durante a revista das tropas ao passar à frente dela, em 2018.
"Ele fez exatamente o que devia fazer. O convidado vai sempre primeiro", salientou.
Hardman sublinhou que a rainha e Trump "deram-se bem" nas duas visitas oficiais que realizou ao Reino Unido, em 2018 e 2019, e que ele foi sempre "educado e respeitador".

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