© Getty Images Lusa 24/02/2026
Em comunicado divulgado hoje, dia em que se assinala o quarto aniversário do início da invasão russa do país europeu, o Serviço de Informações Estrangeiras da Rússia (SVR) afirmou que a medida indica que França e Reino Unido "reconhecem que a situação atual na Ucrânia não permite alcançar a tão desejada vitória sobre a Rússia".
No entanto, "as elites britânicas e francesas não estão preparadas para aceitar a derrota", considerou.
Uma "bomba suja" é uma arma que combina explosivos convencionais (como dinamite) com material radioativo e ao contrário de uma bomba atómica, não gera uma explosão nuclear, visando antes espalhar radiação para contaminar uma área.
Segundo o SVR, os dois países ocidentais "acreditam que a Ucrânia deveria ser equipada com 'Wunderwaffe' - um termo que significa "arma maravilhosa" e era utilizado pela Alemanha nazi durante a II Guerra Mundial para descrever as armas entregues ao seu exército".
A Alemanha, adiantou a mesma fonte, "recusou sabiamente participar nesta perigosa aventura", enfatizou o SVR, acrescentando entregar estas armas e sistemas de lançamento a Kyiv "implica a transferência secreta de componentes, equipamentos e tecnologia europeus".
O organismo de informações secretas garantiu que as opções que estão a ser consideradas passam por entregar "a ogiva nuclear francesa TN75 e o míssil balístico lançado por um submarino M51.1", sublinhando que "os britânicos e os franceses reconhecem que os seus planos constituem uma violação flagrante do direito internacional, particularmente do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP)".
O SVR sublinhou ainda que estes países "estão a concentrar os seus esforços em fazer com que a aquisição de armas nucleares pela Ucrânia pareça ser o resultado do próprio desenvolvimento ucraniano", alertando que "estes planos extremamente perigosos de Londres e Paris demonstram que perderam completamente o contacto com a realidade".
Os dois países "esperam, em vão, esquivar-se à sua responsabilidade, especialmente porque tudo o que é secreto virá inevitavelmente ao de cima", adiantou o SVR.
"Há muitas pessoas sensíveis nos círculos militares, políticos e diplomáticos do Reino Unido e da França que compreendem o perigo que as ações imprudentes dos seus líderes representam para o mundo inteiro", concluiu o relatório.
A invasão da Ucrânia pela Rússia começou há exatamente quatro anos, quando Moscovo lançou uma ofensiva em larga escala por terra, ar e mar, visando inicialmente tomar a capital, Kyiv.
O Presidente, Vladimir Putin, denominou a ação de "Operação Militar Especial", mas o conflito tornou-se no maior confronto militar na Europa desde a II Guerra Mundial.
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