Por Rádio Sol Mansi 24 02 2026
A promotoria do Tribunal Militar Superior pede seis (6) anos de prisão para o contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto, acusado no processo de 1 de fevereiro de 2022, no palácio do governo e defesa pede absolvição do arguido.
A posição foi tornada pública esta terça-feira, durante a última sessão do julgamento, que decorre há cerca de seis meses, após ter iniciado a 6 de outubro de 2025.
À saída da audiência, o advogado de defesa, Marcelino Intupe, manifestou confiança de que o tribunal não dará provimento ao pedido da promotoria, alegando falta de fundamentos suficientes para condenar o seu constituinte.
“A promotoria está a pedir pena sem bases sólidas, apoiando-se apenas em testemunhos. Entendemos que o tribunal irá desvalorizar esse pedido por falta de fundamentos”, afirmou o advogado.
Questionado sobre a possibilidade de o tribunal acolher o pedido da promotoria, Marcelino Intupe afirmou que a defesa irá recorrer da decisão para tentar ilibar o contra-almirante.
“Como é possível falar de uma condenação de 6 anos mas se surgir entraremos em condições de analisar a decisão que é recorrível para outra instância como podem imaginar”, assegurou Marcelino Intupe.
Sobre o estado do arguido, o advogado garantiu que José Américo Bubo Na Tchuto encontra-se bem e reiterou que o seu cliente não cometeu qualquer crime.
“Como podem ver, ele está normal porque não fez nada, não cometeu nenhum crime, o fato demonstra como o ministério público não apresentou nenhum artigo que sustenta as acusações”, sublinhou Advogado Intupe.
O Tribunal Militar Superior deverá agora anunciar a sentença final, que poderá resultar na condenação ou na absolvição do contra-almirante, conforme pedem as partes envolvidas no processo.


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