terça-feira, 2 de junho de 2026

ONU: MNE do Bangladesh eleito presidente da Assembleia-Geral da ONU... O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) do Bangladesh, Khalilur Rahman, foi hoje eleito presidente da 81.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU, que terá início em setembro próximo, numa eleição que, excecionalmente, teve mais do que um candidato.

© Thierry Monasse/Getty Images     Por LUSA   02/06/2026 

Numa votação secreta em que participaram 190 dos 193 Estados-membros da ONU, Khalilur Rahman obteve 99 votos, contra 91 dos conquistados pelo diplomata cipriota Andreas Kakouris.

O MNE do Bangladesh sucederá à ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Annalena Baerbock, que termina o seu mandato de um ano em setembro.

Khalilur Rahman juntou-se ao Governo do primeiro-ministro Tarique Rahman em fevereiro passado, como líder da diplomacia do Bangladesh.

Também atuou no Governo interino de Muhammad Yunus - que supervisionou a transição após a queda da ex-primeira-ministra Sheikh Hasina - como conselheiro de segurança e alto representante dos refugiados da minoria Rohingya em Myanmar (antiga Birmânia).

Formado em administração de empresas e direito, Rahman também participou em negociações comerciais com os Estados Unidos, país com o qual mantém laços muito estreitos.

Após a eleição, o secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou o tema escolhido pelo diplomata para o seu mandato.

"É um inspirador apelo à ação para o sistema multilateral: 'Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação: Uma Organização das Nações Unidas que Funciona para Todos'. Isto reflete o seu empenho em reforçar o sistema global de resolução de problemas que tem beneficiado o mundo desde 1945", afirmou Guterres.

O secretário-geral assinalou que Khalilur Rahman assumirá funções num momento de "desafios gritantes", mas também de grandes possibilidades para a ONU e, nesse sentido, depositou esperanças no "árduo trabalho de diplomacia, diálogo e colaboração".

O líder da ONU também agradeceu a Annalena Baerbock, a quinta mulher a assumir o cargo de presidente da Assembleia-Geral, a "sua excecional liderança" como presidente da 80.ª sessão.

O presidente da Assembleia-Geral da ONU é eleito anualmente para um mandato de um ano, mas raramente há mais do que um candidato, escolhido por rotação geográfica, numa eleição que geralmente ocorre por aclamação.

Este ano, a vaga foi atribuída à região Ásia-Pacífico.

Um terceiro candidato havia entrado na corrida no início do ano: o embaixador palestiniano na ONU, Riyad Mansour, mas acabou por retirar a sua candidatura, devido a uma alegada pressão norte-americana.

A Assembleia-Geral é o órgão no qual os 193 Estados-membros da ONU se sentam em pé de igualdade e tem uma função exclusivamente representativa, uma vez que o verdadeiro poder é exercido pelo Conselho de Segurança (com capacidade de fazer aprovar resoluções com caráter vinculativo), que conta com cinco potências como membros permanentes e com direito de veto: Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França. 

Os poderes do presidente da Assembleia-Geral incluem a supervisão do orçamento da ONU, a nomeação dos membros não-permanentes para o Conselho de Segurança e a condução do processo de nomeação do secretário-geral da ONU. 

Outras atribuições incluem receber relatórios de outras áreas das Nações Unidas, fazer recomendações na forma de resoluções, bem como estabelecer vários órgãos subsidiários. 

O professor catedrático e político português Diogo Freitas do Amaral foi presidente da 50.ª Assembleia-Geral da ONU entre setembro de 1995 e setembro de 1996. 



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O Hezbollah não aceitará um "cessar-fogo parcial" com Israel, afirmou hoje um responsável do movimento pró-iraniano, ameaçando com uma retaliação caso Israel ataque Beirute ou os subúrbios do sul.

Trump destrata Netanyahu devido a ofensiva israelita no Líbano... O Presidente norte-americano, Donald Trump, destratou na segunda-feira o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, devido à ofensiva israelita no Líbano, afirmando que está "doido" e que impediu que fosse preso, noticiou hoje o jornal digital Axios.

 ©Fox News    Por  LUSA  02/06/2026 

O portal cita dois responsáveis norte-americanos sob anonimato e uma terceira fonte que tomou conhecimento do conteúdo da chamada telefónica, durante a qual Trump usou linguagem vulgar e se referiu não só à guerra entre Israel e o grupo xiita Hezbollah, como às acusações contra Netanyahu na justiça israelita de fraude, abuso de poder e corrupção.

"És doido varrido. Estarias na cadeia se não fosse eu. Estou a salvar-te o coiro. Agora toda a gente te odeia. Toda a gente odeia Israel por causa disto", disse o Presidente norte-americano, segundo a transcrição da conversa pelo jornal digital norte-americano.

A repreensão de Trump ocorreu no mesmo dia em que o líder da Casa Branca anunciou ter obtido garantias de Netanyahu e do Hezbollah de uma trégua, que incluía a suspensão da ordem do chefe de Governo israelita do bombardeamento do bairro de Dahieh, na periferia sul de Beirute e um bastião do grupo xiita apoiado pelo Irão.

"Israel não os atacará e eles não atacarão Israel", declarou o líder norte-americano, que disse ter obtido também a garantia de Netanyahu de que as tropas israelitas não chegarão a Beirute.

A embaixada do Líbano em Washington confirmou ter recebido a adesão do Hezbollah à proposta de trégua e que o acordo se aplicava a todo o país.

Pouco depois, o primeiro-ministro israelita afirmou que Israel atacará Beirute se o seu país voltar a ser visado pelo Hezbollah, ao mesmo tempo que indicou que "as Forças de Defesa de Israel continuarão a operar como planeado" no sul do Líbano. 

"Conversei com o Presidente Trump esta noite e disse-lhe que, se o Hezbollah não cessar os ataques às nossas cidades e cidadãos, Israel atacará alvos terroristas em Beirute. A nossa posição sobre este assunto mantém-se inalterada", declarou Netanyahu em comunicado.

De acordo com o Axios, noutro momento do telefonema, Trump confrontou Netanyahu e questionou: "O que raio estás a fazer?", referindo-se à escalada militar no Líbano.

A versão oficial desta ligação, no entanto, é mais diplomática e evita qualquer menção a um confronto entre os dois líderes, que concordaram em lançar conjuntamente a ofensiva contra o Irão em 28 de fevereiro, com impacto em todo o Médio oriente, em particular no Líbano.

Já hoje, o ministro da Defesa de Israel disse ter obtido o aval de Washington para bombardear os subúrbios de Beirute, se for atacado pelo grupo libanês.

"O primeiro-ministro e eu temos trabalhado com o exército israelita para estabelecer uma equação segundo a qual o destino de Dahieh em Beirute está ligado ao das localidades no norte de Israel. Se as localidades israelitas continuarem a ser atacadas, evacuaremos e atacaremos o bairro xiita de Dahieh ", disse Israel Katz em comunicado.

A escalada militar no Líbano levou o Irão a suspender na segunda-feira as conversações de paz com Washington e que estão ligadas ao conflito entre Israel o Hezbollah.

O Irão justificou a sua decisão com violações "em todas as frentes" do cessar-fogo acordado com Washington no início de abril, incluindo o Líbano.

No último mês, Hezbollah e Israel têm continuado os ataques aéreos e confrontos terrestres no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril.

No domingo, Israel capturou a fortaleza de Beaufort, uma posição estratégica no sul do Líbano, a norte do rio Litani, anterior linha de demarcação dos militares israelitas, que na semana passada receberam ordens para atuar até ao rio Zahrani, a cerca de 40 quilómetros da fronteira entre os dois países.

A trégua foi acordada entre Israel o Governo libanês em Washington, mas não era reconhecida pelo grupo xiita apoiado pelo Irão, tal como as negociações de paz israelo-libanesas em curso, com o patrocínio dos Estados Unidos.

Apesar do pronunciamento de Netanyahu, representantes libaneses e israelitas retomaram hoje as negociações de paz em Washington, numa ronda de diálogo que se prolonga até quarta-feira.

O Líbano foi arrastado pelas milícias xiitas libanesas para a nova guerra na região ao reatarem, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho durante o conflito anterior.

Desde 02 de março, pelo menos 3.433 pessoas morreram e 10.395 ficaram feridas, segundo a última atualização do Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que provocaram também acima de um milhão de deslocados.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra de Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e que foi interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.

Ucrânia ordena retirada de milhares de residentes junto à fronteira russa... As autoridades ucranianas ordenaram hoje a saída de mais de 7.000 pessoas de várias localidades da região de Kharkiv, junto à fronteira russa, face ao receio de um avanço das forças da Rússia.

© Liubov Yemets/Gwara Media/Global Images Ukraine via Getty Images   Por  LUSA  02/06/2026 

"Tendo em conta a situação de segurança e os ataques sistemáticos do inimigo, estamos a alargar a zona de evacuação obrigatória", anunciou o governador regional, Oleg Synegobov.

A medida aplica-se a sete localidades de Kharkiv, no nordeste do país, e abrange mais de 7.000 pessoas, incluindo mais de 1.700 crianças, precisou o governador num comunicado citado pela agencia de notícias France-Presse (AFP).

As autoridades ucranianas ordenam regularmente a deslocação de civis no leste do país, onde se concentra a maior parte dos combates há mais de quatro anos, mas este tipo de medida é menos frequente noutras zonas do território.

O exército russo controla faixas de terreno com várias dezenas de quilómetros quadrados ao longo da fronteira, nas regiões de Kharkiv e na vizinha Sumy, embora o principal esforço militar esteja concentrado noutras regiões.

A Rússia ocupa cerca de 19% da Ucrânia, incluindo a Crimeia e zonas da bacia industrial do Donbass (Lugansk e Donetsk) que já estavam sob controlo russo ou de separatistas pró-russos antes da invasão de fevereiro de 2022.

A maior parte dos avanços russos ocorreu durante as primeiras semanas do conflito.

Num relatório divulgado hoje, o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês) anunciou que a Ucrânia recuperou 282 quilómetros quadrados (km2) em maio, reduzindo pelo segundo mês consecutivo a área sob controlo russo.

Desde outubro de 2023, a Rússia vinha ganhando terreno sem interrupção, mas os avanços começaram a abrandar no final de 2025, passando de 579 km2 para apenas 23 km2 em março.

Em abril, a área controlada pela Rússia diminuiu pela primeira vez em dois anos e meio, em cerca de 120 km2.

O recuo das forças da Rússia relatado pelo ISW não é, no entanto, total, dado que militares russos continuam infiltrados na maioria das zonas onde a Ucrânia recuperou terreno.

O exército russo envia constantemente pequenos grupos de soldados para posições na frente, de forma a facilitar posteriormente o avanço da maioria das tropas.

Os ganhos ucranianos em abril e maio são, além disso, marginais à escala do país (0,07% do território ucraniano, incluindo a Crimeia e o Donbass) e à escala dos territórios controlados pela Rússia (0,4%).


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O secretário-geral da ONU "condena veementemente" o mais recente "ataque em larga escala" de drones e mísseis russos contra a Ucrânia, que matou pelo menos 22 pessoas, disse hoje o porta-voz de António Guterres.

SENEGAL: OUSMANE SONKO REPUDIA MEMBROS DO PASTEF QUE PERMANECEM NO GOVERNO

Por  JORNAL ODEMOCRATA    02/06/2026 

A ruptura entre Ousmane Sonko e o presidente Bassirou Diomaye Faye marcou um ponto de inflexão cada vez mais radical na política senegalesa.

Durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, um dia após a formação do governo liderado por Ahmadou Alamine Mohamed Lo, o ex-primeiro-ministro criticou abertamente os membros do Pastef que optaram por permanecer no novo Executivo.

Em declaração contundente, o líder do Pastef afirmou que seu partido não se reconhece mais no governo formado pelo chefe de Estado.

“Nenhum ministro do Pastef faz parte deste governo. Os que permaneceram estão agindo em benefício próprio. O Pastef não tem nenhum ministro neste governo”, declarou.

A posição sinaliza uma ruptura definitiva entre a legenda e vários de seus ex-integrantes que aceitaram continuar no governo sob a autoridade do novo primeiro-ministro.

Apesar do tom duro, Sonko indicou que a questão disciplinar ainda permanece em aberto. Segundo ele, os membros do Pastef que mantiveram seus cargos poderão ser submetidos às regras internas do partido.

“Os ministros que permaneceram estarão sujeitos às regras do partido”, advertiu.

Na prática, a declaração reflete a tentativa da direção do Pastef de reafirmar sua autoridade após o rompimento com o presidente da República, embora deixe margem para eventual responsabilização interna.

Além das críticas internas, o ex-chefe de governo também questionou a legitimidade política da nova equipe formada por Bassirou Diomaye Faye. Enquanto o governo apresenta a composição como mais técnica e especializada, Sonko rejeita essa caracterização.

“Falam de um governo tecnocrático, mas trata-se apenas de uma política de abertura”, afirmou.

Segundo ele, o principal problema da nova administração é a ausência de uma base política sólida.

“Este governo não tem base política”, disse.

O líder do Pastef argumenta que os aliados do presidente não possuem peso eleitoral suficiente para garantir estabilidade no país.

“Nenhum dos associados de Diomaye tem influência política real. Ele nem consegue vencer em Ndiaganiao. Como pode governar um país sem base política?”, questionou.

Em crítica direta à equipe presidencial, Sonko também contestou os números apresentados sobre o apoio político do presidente em nível nacional.

“Ele não tem nem três prefeituras, apesar das alegações de 300.”

Para sustentar sua tese, citou o recente comício realizado em Mbour, que considera um reflexo das dificuldades da atual administração em mobilizar apoio popular.

“O comício de Mbour diz tudo”, declarou.

Apesar das críticas, Ousmane Sonko fez questão de elogiar os ministros que deixaram seus cargos após a reconfiguração do governo.

“Aos ministros que deixaram seus cargos, saúdo sua dignidade, lealdade e amor pela pátria.”

O reconhecimento foi direcionado especialmente àqueles que optaram por manter fidelidade às diretrizes do partido, em detrimento da permanência em funções ministeriais.

Fonte: Sneweb

PAM ALERTA PARA AGRAVAMENTO DAS NECESSIDADES ALIMENTARES NA GUINÉ-BISSAU DEVIDO A INTERRUPÇÕES NA ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA

Guiné-Bissau — Crianças e famílias vulneráveis na Guiné-Bissau estão a ser empurradas ainda mais para a fome e a desnutrição, à medida que a escassez de financiamento obriga à redução de programas essenciais durante o período de escassez entre junho e agosto, alertou hoje o Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas.

Os cortes surgem num momento crítico para o país, com quase 130.000 pessoas previstas enfrentar níveis de fome de crise nos próximos meses. Mais de uma em cada cinco pessoas não consegue satisfazer as suas necessidades alimentares básicas, enquanto 73 por cento da população carece de acesso a nutrientes essenciais.

O impacto das perturbações nas cadeias de abastecimento e o aumento dos custos associados à crise no Médio Oriente, aliado à diminuição do financiamento, está a exercer uma pressão significativa sobre as operações do PAM. O número de alunos abrangidos pelo programa de alimentação escolar foi drasticamente reduzido de 283.400 para cerca de 152.000, deixando mais de 130.000 crianças sem esta assistência diária vital.

“Os programas de alimentação escolar são mais do que apenas uma refeição; para muitos alunos, é a única fonte de alimentação nutritiva que recebem diariamente”, afirmou Mahamane Badamassi, Diretor Interino do PAM na Guiné-Bissau. “Estas crianças ficam agora entregues a si próprias, sem garantia de refeições regulares ou de nutrição adequada”.

Além disso, o PAM viu-se obrigado a suspender a distribuição de alimentos nutritivos especializados destinados a crianças com menos de dois anos, deixando aproximadamente 56.000 crianças sem acesso a nutrição essencial numa fase crítica do seu desenvolvimento. Esta interrupção levanta sérias preocupações quanto a um possível aumento da desnutrição e da vulnerabilidade a doenças entre as crianças mais pequenas.

“As crianças, como sabemos, são particularmente vulneráveis a doenças durante os primeiros dois anos de vida”, acrescentou M. Badamassi. “Existe o risco de cairem em desnutrição e de se tornarem mais expostas a doenças”.

Apesar destes desafios, o PAM continua a prestar assistência vital, mas necessita urgentemente de 6,4 milhões de dólares para garantir a continuidade do apoio alimentar e nutricional essencial às populações vulneráveis na Guiné-Bissau.

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O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas é a maior organização humanitária do mundo, salvando vidas em situações de emergência e utilizando a assistência alimentar para construir um caminho para a paz, a estabilidade e a prosperidade das pessoas que recuperam de conflitos, catástrofes e do impacto das alterações climáticas.

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Venezuela avisa companhias áreas para pagarem combustível aos EUA... O governo venezuelano notificou as companhias aéreas estrangeiras que operam no país que os pagamentos pela compra de combustível venezuelano devem ser feitos diretamente para contas do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

© MIGUEL GUTIERREZ/AFP via Getty Images       Por  LUSA   02/06/2026 

De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, que cita uma notificação enviada pelo Ministério dos Hidrocarbonetos a duas companhias aéreas, o anúncio foi feito no final da semana passada e foi acompanhado de um anexo com os dados bancários do Departamento de Estado dos EUA. 

"Tenho a honra de me dirigir a vós para vos transmitir as minhas mais calorosas saudações e, ao mesmo tempo, vos informar sobre os dados bancários para pagamentos via transferência em moeda estrangeira, destinados ao recebimento de pagamentos correspondentes ao consumo de combustível JET A1, MGO e IFO 380", lê-se no texto enviado a pelo menos uma companhia aérea latino-americana e a uma espanhola.

O documento, datado de 28 de maio e assinado pelo responsável de vendas Yolimar Cedeño, inclui um aviso de o governo norte-americano pode "receber fundos em nome da Venezuela através da Fedwire [Federal Reserve Wire Network]", como é conhecida a rede de transferência eletrónica de fundos controlada pela Reserva Federal dos EUA.

De acordo com o texto, o Departamento do Tesouro detalha que os fundos são depositados numa conta "custodial" (na qual os ativos ficam separados do património da instituição) e exige que a origem desses fundos seja revelada.

Após a captura do antigo Presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos durante uma operação militar realizada em janeiro, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, anunciou que Washington "controlaria indefinidamente" as vendas de crude venezuelano e depositaria os recursos dessas transações em contas do governo norte-americano para "beneficiar o povo da Venezuela".

"A ordem declara que os fundos são propriedade soberana da Venezuela, mantidos sob custódia dos EUA para fins governamentais e diplomáticos, e não estão sujeitos a reivindicações privadas", afirmou a Casa Branca na altura.

COMUNICADO FINAL DO CONSELHO DE MINISTROS

Os formadores envolvidos na Campanha do Recenseamento Geral da População realizaram uma conferência de imprensa para esclarecer a opinião pública sobre a situação relacionada com o alegado não pagamento dos seus subsídios e remunerações.

Guerra na Ucrânia. Rússia perde terreno pelo segundo mês consecutivo... A Ucrânia recuperou 282 quilómetros quadrados (km2) em maio, reduzindo pelo segundo mês consecutivo a área de território controlada por Moscovo, indicou hoje o Instituto para o Estudo da Guerra.

© Svitlana Horieva/Anadolu Agency via Getty Images    Por  LUSA   02/06/2026 

Desde outubro de 2023, a Rússia vinha ganhando terreno sem interrupção, mas os avanços começaram a abrandar no final de 2025, passando de um avanço de 579 km2 para apenas 23 km2 em março. 

Em abril, a área controlada por Moscovo diminuiu pela primeira vez em dois anos e meio, em cerca de 120 km2.

O recuo das forças de Moscovo relatado pelo Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês) não é, no entanto, total: militares russos continuam infiltrados na maioria das zonas onde a Ucrânia recuperou terreno.

O exército russo envia constantemente pequenos grupos de soldados para tomarem posição em partes da frente de batalha e onde ficam escondidos, a fim de facilitar posteriormente o avanço da maioria das tropas.

Os ganhos ucranianos em abril e maio são, além disso, marginais à escala do país (0,07% do território ucraniano, incluindo a Crimeia e o Donbass) e à escala dos territórios controlados pela Rússia (0,4%).

No entanto, refletem uma tendência positiva para o lado ucraniano.

O ISW referiu na semana passada "campanhas bem-sucedidas de ataques com drones de médio alcance" lançadas nesta primavera pela Ucrânia.

Estas operações permitiram "limitar a capacidade da Rússia de transportar pessoal" para a frente e de "reforçar as suas posições na linha da frente".

Em maio, o exército ucraniano avançou principalmente nas regiões de Donetsk e Zaporijia.

As estimativas do ISW excluem os avanços reivindicados pelo lado russo, mas que não foram confirmados nem desmentidos por este instituto, que trabalha com o Critical Threats Project (uma ramificação do American Enterprise Institute ou AEI), outro centro de reflexão norte-americano especializado no estudo de conflitos.

Mais de quatro anos após o início da invasão russa da Ucrânia, Moscovo ocupa pouco mais de 19% do país, incluindo 7% na Crimeia e nas zonas da bacia industrial do Donbass, que já se encontravam sob controlo russo ou de separatistas pró-russos antes da invasão de fevereiro de 2022.

A maior parte dos avanços russos ocorreu durante as primeiras semanas do conflito.

Em contrapartida, nos últimos meses a Rússia tem aumentado o volume de bombardeamentos contra cidades ucranianas, com grandes salvas de drones e mísseis balísticos. 

Para intercetar estes aparelhos e mísseis, Kyiv recorre frequentemente ao sistema norte-americano Patriot, mas as munições escasseiam, o que levou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a reiterar os seus pedidos a Washington para o envio de mais mísseis intercetores.

Em resposta ao mais recente ataque noturno russo que provocou pelo menos 18 mortos, o líder ucraniano voltou a sublinhar que se o país não estiver protegido contra mísseis balísticos os ataques de grande escala vão continuar.

Nesse sentido, Zelensky pediu à Administração norte-americana que determine um programa de fornecimento de mísseis Patriot capaz de proteger a Ucrânia dos bombardeamentos da Rússia.

Israel diz ter aval dos EUA para retaliar ataques do Hezbollah... Israel anunciou hoje ter obtido o aval dos Estados Unidos para bombardear o subúrbio sul de Beirute, bastião do Hezbollah, se for atacado pelo grupo libanês pró-iraniano.

© Lusa   02/06/2026 

Num comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa, o ministro Israel Katz explicou que ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, juntamente com o exército, definiram um princípio de reciprocidade relativamente ao sul de Beirute e o norte de Israel.

"Se as localidades israelitas [do norte] continuarem a ser atacadas, iremos retirar a população e bombardear o bairro xiita de Dahiyeh em Beirute, bastião do Hezbollah", declarou Katz.

Dahiyeh é a designação do subúrbio sul de Beirute, conhecido por ser o principal bastião político, social e militar do Hezbollah, abrigando muitos das instalações e líderes do grupo.

"Os Estados Unidos validaram este princípio e comunicaram-no ao Governo libanês, bem como a todas as partes envolvidas", disse Katz, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

"Ou os disparos contra as localidades [no norte de Israel] cessam ou, se continuarem, bombardearemos Dahiyeh em Beirute", acrescentou o ministro.

O comunicado foi divulgado depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado na segunda-feira que tinha conseguido uma trégua no Líbano e que Israel não atacaria Beirute.

No entanto, os meios de comunicação libaneses noticiaram a morte de oito pessoas num novo ataque israelita realizado hoje no sul do Líbano, enquanto projéteis do Hezbollah continuavam a visar alvos israelitas.

Na segunda-feira, Israel ameaçou bombardear os subúrbios do sul de Beirute, gerando pânico na capital libanesa e levando milhares de pessoas a fugir para zonas mais seguras.

Os confrontos ocorrem quando está agendada para hoje e quarta-feira, em Washington, uma segunda ronda de conversações entre Israel e o Líbano.

Os negociadores libaneses pretendem obter um cessar-fogo total que evite futuros ataques, de acordo com a agência de notícias norte-americana The Associated Press (AP).

As negociações, iniciadas em abril na capital norte-americana, constituem os primeiros contactos em mais de três décadas entre os dois países, que não mantêm relações diplomáticas formais.

Os combates representam um grande obstáculo ao acordo emergente para prolongar o cessar-fogo na guerra com o Irão, uma vez que Teerão exige que qualquer entendimento inclua a cessação total das hostilidades no Líbano.

O Hezbollah tem rejeitado negociações diretas, dependendo da pressão exercida pelo Irão.

A última vaga de confrontos entre Israel e o Hezbollah já provocou mais de 3.400 mortos no Líbano e forçou a deslocação de mais de um milhão de pessoas, de acordo com as autoridades de Beirute.

Pelo menos 27 militares e um prestador de serviços de defesa de Israel morreram no sul do Líbano ou nas proximidades, registando-se ainda a morte de dois civis no norte de Israel.

As forças israelitas informaram ao final do dia de segunda-feira que um soldado morreu no sul do Líbano e sete ficaram feridos no mesmo incidente, três dos quais em estado grave.

A utilização por parte do Hezbollah de drones de fibra ótica, difíceis de detetar, tem-se revelado mortífera para os militares israelitas, que enfrentam dificuldades para responder a esta ameaça, acrescentou a AP.


Leia Também: Netanyahu diz que "pilares do regime iraniano" já "foram quebrados"

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que "os pilares do regime terrorista do Irão foram fraturados" pela ofensiva lançada a 28 de fevereiro, em conjunto com os EUA, garantindo que aquele país irá perder a guerra.

Portugal: "Totalmente inaceitável". Mais de 200 taxistas detidos na região de Lisboa por especulação

Por cnnportugal.iol.pt

Números revelados pela PSP dizem respeito ao período compreendido entre 01 de janeiro e 31 de maio deste ano 

Mais de 200 motoristas de táxi, segundo a PSP, foram detidos nos primeiros cinco meses do ano na região de Lisboa pelo crime de especulação, prática considerada “totalmente inaceitável” para o presidente da Federação Portuguesa do Táxi (FPT).

Em comunicado, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP revelou que, no período compreendido entre 01 de janeiro e 31 de maio deste ano, deteve “214 motoristas de veículos ‘táxi’, pela prática de crimes de especulação”.

De acordo com a PSP, os dados correspondem “a um aumento de +132% face a igual período de 2025 (onde se registaram 92 detenções)”. A força de segurança adiantou também que começaram “a ser aplicadas sanções acessórias que promovem a dissuasão destes comportamentos, nomeadamente a apreensão do CMT (certificado de motorista de táxi)”.

“Quem prevarica deve ser exemplarmente penalizado, seja em que setor for. A prática do crime de especulação, designadamente através da cobrança de valores superiores aos legalmente fixados, é totalmente inaceitável e lesa gravemente os consumidores, em particular turistas e pessoas menos informadas”, disse à Lusa Carlos Silva, presidente da Federação Portuguesa do Táxi.

Segundo este responsável, tais comportamentos “não representam o espírito nem a prática da esmagadora maioria dos profissionais do táxi”, no entanto, adverte que não se pode “confundir a árvore com a floresta”.

Para Carlos Silva, cada detenção “mancha a imagem de todo um setor”, composto por milhares de motoristas, que “diariamente cumprem as regras, trabalham com profissionalismo e garantem um serviço de proximidade e segurança à população”.

O responsável frisou que o táxi, em geral, “continua a ser sinónimo de profissionalismo e segurança, com motoristas certificados, veículos identificados, taxímetro, seguro adequado e enquadramento regulatório exigente”.

Assim, Carlos Silva lembrou que a federação defende uma fiscalização “firme e continuada” sobre todos os que violam a lei, mas entende que essa fiscalização” não deve incidir apenas sobre os táxis devidamente licenciados.

“É igualmente essencial reforçar o combate a quem, sem certificação para o exercício da profissão, se dedica ao transporte de passageiros, e também àqueles que, fazendo-se passar por táxis em zonas de grande afluência – aeroportos, gares, áreas turísticas –, aliciam e por vezes chegam a burlar passageiros. Esses comportamentos prejudicam o consumidor e concorrem de forma desleal com os operadores que cumprem a lei”, advertiu.

Quanto ao aumento do número de detenções, Carlos Silva considerou que “tudo indica” estar associado a uma maior concentração da fiscalização sobre este tipo de ilícitos e a uma maior sensibilidade das autoridades e dos consumidores para estas práticas.

“Do nosso ponto de vista, sempre que há reforço de fiscalização e aplicação de sanções acessórias – como a apreensão do certificado de motorista de táxi – isso tem um efeito dissuasor positivo, desde que acompanhado por informação clara aos utentes sobre os seus direitos”, sublinhou.

O crime de especulação consiste na alteração, com a clara intenção de obter lucro ilegítimo, dos preços que regulam o exercício da atividade de prestação de serviços, praticando valores acima do legalmente estabelecido por lei.

Na nota, a PSP refere também esperar conseguir "alavancar um efeito dissuasor" junto dos motoristas de táxi, alertando os cidadãos para os potenciais comportamentos inadequados e ilegais associados a este tipo de práticas.

EUA preparam redução drástica de embaixadas em África autorizadas a dar vistos

Por EXPRESSO DAS ILHAS, 2 jun 2026 

O Departamento de Estado norte-americano planeia reduzir drasticamente o número de embaixadas e consulados dos EUA em África que podem processar vistos para estrangeiros que pretendam entrar nos Estados Unidos.

As quase 50 embaixadas e consulados dos EUA que processam os pedidos de visto serão reduzidos para 20 nas próximas semanas, de acordo com três responsáveis norte-americanos e um memorando interno obtido pela agência de notícias Associated Press (AP).

Ainda sem data definida, a mudança está prevista para junho, disseram à AP as fontes, que falaram sob anonimato.

Numa teleconferência na passada sexta-feira, diplomatas norte-americanos, incluindo chefes consulares, foram informados de que os EUA iriam reduzir os seus serviços de vistos em toda a África, de acordo com um dos funcionários que participou na chamada.

Ao abrigo de uma diretiva aprovada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, na semana passada, o Departamento de Estado vai reduzir as operações consulares em todos os países africanos, exceto em 20 "centros" de operações, segundo os responsáveis e o memorando.

O processamento de vistos em África já foi afetado pela proibição de viagens para determinados países, bem como pela exigência de que os requerentes depositem uma caução até 15.000 dólares (aproximadamente 12.900 euros) para se poderem candidatar e, mais recentemente, pelas restrições causadas pela epidemia de Ébola.

As novas regras significam que um cidadão de um país que não seja um centro de operações terá de se deslocar a um dos 20 locais aprovados, o que pode representar desafios e custos consideráveis de viagem.

As secções consulares em países que não sejam centros de operações permanecerão abertas, mas terão serviços limitados. Poderão ainda ajudar os cidadãos americanos com renovações de passaportes e pedidos consulares de emergência, bem como casos especiais de interesse nacional e pedidos de vistos diplomáticos.

A medida faz parte do esforço da administração Trump para restringir a emissão de vistos para imigrantes e não imigrantes, como parte do seu objetivo mais amplo de limitar a imigração para os EUA e reprimir aqueles que viajam com vistos temporários, mas permanecem no país após a expiração do visto. O Governo também reduziu o número de funcionários nas embaixadas e consulados de todo o mundo.

Segundo o memorando, os 20 centros que permanecerão abertos para todo o processamento são: Abidjan, Costa do Marfim; Acra, Gana; Adis Abeba, Etiópia; Cidade do Cabo, África do Sul; Dacar, Senegal; Dar-Es-Salaam, Tanzânia; Djibuti, Djibuti; Joanesburgo, África do Sul; Kampala, Uganda; Kigali, Ruanda; Kinshasa, Congo; Lagos, Nigéria; Lomé, Togo; Luanda, Angola; Malabo, Guiné Equatorial; Monróvia, Libéria; Nairobi, Quénia; Port Louis, Maurícias; Praia, Cabo Verde; e Yaoundé, Camarões.

Madrugada de pânico na Ucrânia termina com vários mortos após grande ataque da Rússia

Ataque a Kiev (X)   Por  cnnportugal.iol.pt

Alerta foi lançado para praticamente todo o país e em Kiev pediu-se à população que procurasse abrigo no metro e em bunkers. A Rússia prometeu "ataques sistémicos" à capital e este pode ser só o início de algo maior

A madrugada tinha acabado de começar em Portugal e já ia longa na Ucrânia quando todos os avisos soaram, apontando para um grande ataque a caminho vindo da Rússia que só parou quase duas horas depois.

Kiev, Dnipro ou Kharkiv, três das maiores cidades da Ucrânia foram apenas alguns dos locais atingidos por um ataque que contou com disparos vindos dos mais variados sistemas de mísseis que a Rússia tem apontados para o inimigo.

Às primeiras horas da manhã a contabilização atirava já para pelo menos cinco mortos e dezenas de feridos, com o pior cenário a verificar-se em Dnipro, onde quatro pessoas morreram e pelo menos 16 ficaram feridas, de acordo com o governador regional, Oleksandr Hanzha.

Os feridos foram imediatamente levados para hospitais e nenhum deles está em condição crítica, mas as imagens que chegam daquela cidade mostram bem a dimensão do ataque, que atingiu em cheio uma zona de edifícios residenciais, queimando também veículos que estavam na rua e até um parque infantil.

Na capital, Kiev, os primeiros dados apontam para um morto e 29 feridos, de acordo com o chefe da administração militar da cidade, Tymur Tkachenko, que deu conta de estragos verificados um pouco por toda a cidade.


Uma das situações mais sensíveis surgiu depois daquilo que as autoridades ucranianas acreditam ter sido um míssil que atingiu um edifício com 24 andares, que acabou por colapsar parcialmente com o impacto, estando as autoridades à procura de eventuais vítimas nos escombros.

“No distrito de Obolon, carros incendiaram-se depois da queda de destroços de míssil. Também houve fogos em duas localizações de áreas abertas, incluindo num jardim infantil”, esclareceu o presidente da Câmara Municipal de Kiev, Vitali Klitschko.

Percebendo rapidamente que o ataque seria de grande dimensão, as autoridades de Kiev aconselharam logo a população a procurar refúgio, indicando as estações de metro e os abrigos da cidade como locais preferenciais para o efeito.

De resto, o presidente da Ucrânia já tinha avisado que um “ataque maciço” poderia estar a caminho, tendo alertado a população no seu habitual vídeo diário que é publicado à noite.

“Os nossos defensores estão prontos a toda a hora com os mantimentos disponíveis”, garantiu Volodymyr Zelensky, talvez sem saber que o seu aviso ganharia forma horas depois.

A Rússia já tinha avisado que se estava a preparar para o que chamou de “ataques sistemáticos” a Kiev, nomeadamente às zonas onde ficam os centros de toda a decisão, incluindo a militar. O aviso do Kremlin ganhou especial forma quando se aconselhou à saída de todos os cidadãos estrangeiros da cidade.

É a resposta, segundo a Rússia, ao ataque conduzido contra um dormitório da Universidade de Lugansk, onde morreram 21 pessoas, sendo que a Ucrânia negou ter realizado qualquer ataque.

Caso a Rússia pretenda levar a sua ameaça “sistémica” avante, é de esperar que as próximas noites na Ucrânia possam ser de sobressalto semelhante à da madrugada desta terça-feira.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Câmara Municipal de Bissau suspende processos de reversão de terrenos e obriga pagamentos via banco para reforçar transparência

Por  Radio Voz Do Povo 

O Presidente da Câmara Municipal de Bissau, Umaro Baldé, assinou nesta segunda-feira (01.06) dois despachos com medidas para aumentar a transparência e o controlo na gestão municipal, com destaque para a suspensão temporária de processos de reversão de terrenos e a obrigatoriedade de pagamentos através do sistema bancário oficial.  

Através do Despacho nº 02/GP/CMB/2026, a Câmara suspende, com efeitos imediatos, todos os novos processos de reversão de terrenos promovidos pelo município, bem como os processos já em tramitação. A medida, de natureza cautelar e temporária, terá a duração de 90 dias e visa permitir uma avaliação técnica, administrativa e jurídica exaustiva da situação fundiária municipal.  

Durante o período de suspensão, ficam vedados quaisquer atos administrativos destinados à conclusão, homologação ou execução de reversões. Os serviços municipais deverão proceder ao levantamento completo dos processos existentes, identificando estado de tramitação, fundamentos jurídicos e localização dos terrenos. Findo o prazo, a Câmara decidirá sobre o levantamento da suspensão ou adoção de novas orientações com base num relatório técnico.  

A suspensão, segundo o despacho, não prejudica direitos legalmente adquiridos pelos cidadãos nem impede a apresentação de requerimentos junto dos serviços competentes.  

Já o Despacho nº 01/GP/CMB/2026 determina que todos os pagamentos iguais ou superiores a 1.000 FCFA referentes a taxas, licenças, multas, impostos, emolumentos e outros serviços municipais passem a ser feitos exclusivamente através das contas bancárias oficiais da Câmara Municipal de Bissau, mediante depósito ou transferência bancária.  

Ficam excetuadas as taxas diárias dos mercados municipais, fixadas em 150 FCFA, e os requerimentos simples de 500 FCFA, que continuam a ser cobrados pelos mecanismos atuais. O despacho proíbe qualquer funcionário, agente ou fiscal de receber diretamente valores abrangidos pela medida, sob pena de sanções disciplinares e legais. Pagamentos feitos fora dos circuitos oficiais serão considerados irregulares e sem efeitos.  

Ao justificar as medidas, a Câmara Municipal de Bissau invoca a necessidade de reforçar a transparência, a boa governação, a rastreabilidade e o controlo das receitas municipais, bem como garantir que os atos administrativos relacionados com terrenos observem os princípios da legalidade, imparcialidade e proteção dos direitos dos munícipes.  

Os dois despachos entraram em vigor na data da assinatura, 01 de junho de 2026, e deverão ser amplamente divulgados junto dos serviços municipais e do público em geral.

O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, através do Governo da Guiné Bissau e em parceria com o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos iniciou desde dia 1 de junho e prolonga-se até 8 de julho de 2026, a campanha de emissão de Bilhete de Identidade Biométrico padrão CEDEAO.

A campanha decorre sob o lema, " Meus documentos em dia, meu direito garantido" e conta com o financiamento do Projeto de Reforço do Sector Público II, através do Banco Mundial.

A emissão de Bilhetes de Identidade Biométrico padrão CEDEAO à todos os servidores públicos e pensionistas que ainda não possuem decorre em todo território nacional e é gratuita.

O documento vai ser emitido em todos os centros de produção do Bilhete de Identidade Biométrico à nível nacional.

@Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social

Putin avisado por governo que gastos da guerra são incomportáveis... O presidente russo, Vladimir Putin, foi avisado por altos funcionários das Finanças e do banco central de que os gastos com a guerra na Ucrânia estão numa trajetória insustentável, noticiou a Bloomberg News.

© Vyacheslav PROKOFYEV / POOL / AFP via Getty Images  Por  LUSA  01/06/2026 

Segundo a agência, que cita fontes próximas do assunto e documentação analisada, as referidas autoridades alertaram o Kremlin de que o nível atual de gastos projetados com defesa corre o risco de aumentar perigosamente o défice orçamental do governo e propuseram novos cortes nestas despesas.   

Uma divisão entre os decisores políticos fez com que altos funcionários do Ministério da Defesa e alguns no Kremlin, determinados a prosseguir os objetivos de guerra de Putin, insistissem em proteger as despesas militares, argumentando que muitas empresas dependem de contratos militares para produzirem e criarem emprego.

Putin pediu aos funcionários do Ministério das Finanças que identificassem cortes de despesas noutras áreas do orçamento, antes da defesa, segundo as fontes da Bloomberg, que não obteve reação da parte do Kremlin.

O Ministério da Defesa exige mesmo financiamento adicional, segundo duas fontes próximas do Governo russo.  

As pressões orçamentais, tanto no ano passado como este ano, são do conhecimento do Presidente russo, de quem dependerá exclusivamente a dimensão de quaisquer cortes nas despesas.

No quinto ano da invasão em grande escala da Ucrânia, a economia e as finanças da Rússia enfrentam dificuldades crescentes, apesar da recente subida dos preços do petróleo resultante da guerra no Irão.

Segundo a Bloomberg, o preço do petróleo teria de se manter acima dos 100 dólares por barril durante pelo menos um ano para que a economia melhorasse significativamente, e este ganho inesperado não resolveria os problemas estruturais que afetam o crescimento, a inflação e o setor bancário.

Mesmo os setores ligados às encomendas da indústria de defesa estatal deverão expandir apenas 4% a 5% em 2026, tendo crescido perto de um terço nos últimos anos, devido às encomendas militares.

Depois de ter reduzido a sua previsão de crescimento em maio, a Rússia está à beira da recessão, com o Ministério da Economia a prever agora que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 0,4% em 2026, abaixo da estimativa anterior de 1,3%. Os dados oficiais mostram que a economia contraiu no primeiro trimestre pela primeira vez em três anos.

Apesar do aumento das receitas petrolíferas devido à guerra no Médio Oriente, o défice nos primeiros quatro meses do ano aumentou para 2,5% do PIB, cerca de 50% acima do orçamentado, segundo dados oficiais.

Fortemente afetada pelas sanções internacionais, a economia russa está mais debilitada e o governo aumentou alguns impostos, estando ainda a considerar novos agravamentos fiscais, nomeadamente sobre alguns produtores de matérias-primas e bancos para ajudar a cobrir o défice orçamental.

O crescente rombo financeiro da Rússia provocou na semana passada a ira de um parlamentar veterano da câmara baixa do parlamento, Valery Gartung, que recordou a hiperinflação após o colapso da União Soviética.

"O que vamos fazer em relação a isso?", questionou. "Imprimir dinheiro ou quê? Como em 1992, quando os preços subiam 30% todas as semanas? Sabemos que não é essa a solução", afirmou o parlamentar.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).  


Leia Também: Mais de 50 países denunciam na ONU comportamento "inaceitável" da Rússia

Mais de 50 países, incluindo membros da União Europeia e da NATO, denunciaram hoje na ONU o comportamento "inaceitável" da Rússia, num comunicado lido pela chefe da diplomacia romena após a queda de um drone alegadamente russo na Roménia.

Governo inicia exportação de caju 2026: Os Ministros da Economia, do Comércio e dos Transportes assistiram, no Porto de Bissau, à primeira exportação da castanha de caju da campanha 2026. Na ocasião, foi anunciado que já foram escoadas para Bissau 102 mil toneladas de castanha, no âmbito da Campanha de Comercialização e Exportação da Castanha de Caju.


GOVERNO INICIA EXPORTAÇÃO DE CASTANHA DE CAJU DA CAMPANHA DE 2026

O Governo de Transição deu início ao processo de exportação da castanha de caju referente à campanha de 2026, com a saída inicial de 20 mil toneladas do produto.
A informação foi avançada esta segunda-feira pelo Ministério da Economia, Plano e Integração Regional, durante a cerimónia de lançamento oficial das exportações, realizada no Porto de Bissau.

Segundo o ministro, Mamadú Mudjetaba Djaló, cerca de 102 mil toneladas de castanha já se encontram em Bissau prontas para exportação e apelou a uma maior mobilização dos intervenientes do setor, com vista ao aumento das receitas do Estado.

“É importante que todas as exportações sejam devidamente registadas e que todas as cobranças sejam canalizadas para o Tesouro Público, para que o Estado possa continuar a definir e implementar políticas públicas, investindo em setores como a educação, a saúde e as infraestruturas”, afirmou o governante.
Por sua vez, o ministro dos Transportes e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, destacou a prontidão da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB) no arranque do processo de exportação da campanha de 2026, já em curso no Porto de Bissau.

“A APGB, apesar das dificuldades, conseguiu disponibilizar todos os equipamentos necessários para este processo, garantindo a operacionalidade das exportações no Porto de Bissau. Todas as básculas e máquinas encontram-se operacionais”, assegurou o ministro.

Já o ministro do Comércio e Indústria, Jaimantino Có, sublinhou as reformas em curso no seu ministério para reforçar os mecanismos de controlo das exportações e importações, sobretudo da castanha de caju, considerado o principal motor de crescimento da economia nacional.

“Estas reformas permitirão aumentar os rendimentos do país provenientes da castanha de caju, garantindo que os benefícios não fiquem concentrados em poucas pessoas, mas que contribuam para a redução da pobreza da maioria da população”, afirmou Jaimantino Có.

A cerimónia marcou o arranque oficial das exportações do principal produto agrícola da Guiné-Bissau, um setor estratégico para a economia nacional.

Recorde-se que o Governo de Transição prevê exportar cerca de 200 mil toneladas de castanha de caju durante a campanha de comercialização de 2026.

MULHER DE 24 ANOS DISFARÇADA DE GRÁVIDA DETIDA APÓS SUSPEITA DE TENTATIVA DE ROUBO DE RECÉM-NASCIDO

Uma mulher de 24 anos foi retida na manhã desta segunda-feira, 1 de junho de 2026, na maternidade do Hospital Regional de Bafatá, por suspeita de tentativa de roubo de um recém-nascido.

Segundo informações recolhidas pela Rádio Sol Mansi (RSM), a jovem teria entrado na maternidade disfarçada de grávida e alegadamente procurava levar um bebé recém-nascido. A situação foi detetada a tempo pelas parteiras e outros profissionais de saúde, que impediram a ação e acionaram as autoridades competentes.

Neste momento, a suspeita encontra-se sob custódia da Polícia de Ordem Pública em Bafatá, enquanto decorrem as investigações para o esclarecimento do caso.

@Rádio Sol Mansi 01 06 2026

Presidente da República de Transição General de Exército Horta Inta-A foi recenseado esta segunda-feira, (01.06), marcando o arranque do 4.° Recenseamento Geral da População e Habitação no país.

Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, Preside o lançamento das atividades do IV recenseamento geral da população e habitação (RGPH4).

Populares denunciam alegada dupla cobrança da Consulmar no transporte marítimo para zonas insulares

Por  Radio TV Bantaba 

Populares das zonas insulares denunciaram aquilo que consideram ser uma prática abusiva por parte da empresa Consulmar, responsável pelo transporte marítimo de pessoas e mercadorias.

Segundo os denunciantes, os passageiros são obrigados a pagar pelo transporte da carga e, posteriormente, pelo uso da grua, equipamento utilizado para embarcar e desembarcar mercadorias.

De acordo com os populares, o pagamento da carga já deveria cobrir o espaço ocupado no barco. No entanto, dizem que são novamente cobrados pelo serviço da grua, apesar de ambos os pagamentos serem feitos à mesma empresa.

“Pagamos a carga porque ela ocupa espaço no barco. Depois ainda temos de pagar a grua à mesma empresa para embarcar ou desembarcar a mercadoria. Como é que isso se explica?”, questionam os denunciantes.

Os populares consideram que esta prática penaliza sobretudo as populações das zonas insulares, que dependem do transporte marítimo para abastecimento, comércio e deslocações. Para muitos, estes custos adicionais agravam ainda mais as dificuldades enfrentadas pelas comunidades insulares.

Os denunciantes apelam às autoridades competentes para que fiscalizem a situação e esclareçam se estas cobranças são legais ou se representam uma forma de exploração da população.

Até ao momento, a empresa Consulmar ainda não se pronunciou publicamente sobre as denúncias. 

Xenofobia: África do Sul deporta cerca de 600 moçambicanos vítimas de xenofobia... As autoridades sul-africanas vão deportar cerca de 600 moçambicanos vítimas de atos xenófobos naquele país, disse hoje à Lusa o porta-voz do Serviço Nacional de Migração (Senami) de Moçambique.

© Lusa  01/06/2026 

"São cerca de 600 moçambicanos e só chegam amanhã [terça-feira]. São vítimas de xenofobia", disse Juca Bata, porta-voz do Senami.

Segundo o responsável, os transportes com os moçambicanos partem hoje por volta das 14:00 da Cidade do Cabo, África do Sul, e chegam a Maputo, em Moçambique, no período da manhã, através da fronteira de Ressano Garcia, a maior e principal entre os dois países.

Questionado pela Lusa, Juca Bata disse que as autoridades não têm ainda dados sobre moçambicanos feridos ou mortos na África do Sul.

Entretanto, no domingo, o líder da comunidade moçambicana na África do Sul avançou que pelo menos quatro moçambicanos morreram e vários outros ficaram feridos durante confrontos com cidadãos sul-africanos em Mossel Bay, na província do Cabo Ocidental.

"Usaram instrumentos, catanas, os outros foram esfaqueados e os outros também foram atingidos por pedras. É assim que os nossos irmãos moçambicanos perderam a vida no bairro de Mossel Bay", disse Manuel Chicanhane, líder da comunidade moçambicana no Cabo Ocidental, citado pela Rádio Moçambique.

De acordo com o líder comunitário, os incidentes começaram durante a noite de quinta-feira e culminaram com ataques a residências de moçambicanos e de outros estrangeiros, levando alguns moradores a reagirem para se defenderem.

"Quase atingiram todas as casas de moçambicanos naquele bairro. Os estrangeiros começaram a reagir para se defender também. Por isso aconteceram essas mortes", acrescentou.

A África do Sul tem registado manifestações e tensões sociais visando migrantes, sendo que, no início do mês, uma marcha contra a imigração culminou em ataques a negócios de estrangeiros na província do Cabo Oriental, no este do país.

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul. Inúmeras comunidades de imigrantes foram repatriadas pelos próprios países, como Moçambique ou a Nigéria, e a África do Sul foi alvo de críticas internacionais por xenofobia.

Os relatos surgem depois de, em 05 de maio, o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, ter garantido, na África do Sul, que não há registo de cidadãos nacionais mortos ou feridos em incidentes relacionados com xenofobia naquele país vizinho, criticando a circulação de informações falsas nas redes sociais.

Os incidentes mais graves dos últimos tempos ocorreram no final de 2019, com 18 estrangeiros mortos, segundo dados da organização Human Rights Watch.

Moçambique tem cerca de 300.000 cidadãos residentes na África do Sul, com a Presidência a avançar antes, em comunicado, que "milhares" já regressaram ao país face à violência.


Leia Também: África do Sul: 7 mortos e mais de 800 moçambicanos vítimas de xenofobia

Pelo menos sete moçambicanos morreram e mais de 800 foram vítimas de ataques xenófobos na África do Sul desde sexta-feira, anunciaram hoje as autoridades, que alertam para o agravamento da situação de segurança no país vizinho.