quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Hospital de São Tomé com roturas de medicamentos e falta de água potável... O primeiro-ministro são-tomense visitou hoje o principal hospital do arquipélago, no dia em que completou um ano de governação, e disse ter constatado a persistência da falta de medicamentos, de água potável e de recursos humanos especializados.

Por LUSA 

"A falta de medicamentos não é novidade para ninguém, e não é nada que se venha a esconder, uma vez que sempre vivemos esta situação", disse Américo Ramos, após visitar todos os serviços do Hospital Central Dr. Ayres de Menezes.

O chefe do Governo são-tomense reforçou que são as instituições e países parceiros que têm assegurado grande parte dos medicamentos e consumíveis ao sistema nacional de saúde, através de doação, mas lembrou que a ajuda tem diminuído nos últimos anos.

No entanto, Américo Ramos avançou que alguns medicamentos e consumíveis têm chegado ao país nas últimas semanas "para resolver o problema imediato", defendendo, contudo, que "é preciso um planeamento real, a médio e longo prazo, para se evitar essas roturas constantes", o que deverá passar por compras conjuntas com outros parceiros.

Outro problema identificado, e reclamado pela população, é a falta de água potável no hospital: "Não há água para beber, para tomar banho, nem para tomar medicamento", reclamou uma paciente, que relatou que as pessoas internadas têm que comprar água engarrafada ou buscar em residências mais próximas.

"Eu sei, e todos nós sabemos, [que] o problema de água do hospital já vem de há algum tempo a essa parte [...] são questões estruturais que é preciso intervenções de fundo", disse Américo Ramos.

Além da falta de água e de medicamentos, o primeiro-ministro apontou igualmente a falta de recursos humanos especializados ao nível da saúde, por conta da emigração, e também a degradação da infraestrutura do hospital.

"Há uma carência de quadros a nível da saúde, por isso é preciso trabalhar neste aspeto", declarou o primeiro-ministro.

"O Governo tem feito um esforço titânico com os parceiros, privados e outros, para melhorar as condições deste hospital", acrescentou, sublinhando que o executivo está a trabalhar na implementação de medidas de curto e médio prazo para suprir as carências identificadas, incluindo a aquisição urgente de medicamentos e a melhoria da gestão do abastecimento de água.

O Governo são-tomense foi empossado há um ano, após o Presidente da República, Carlos Vila Nova, demitir o ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, alegando "assinalável incapacidade" de solucionar os "inúmeros desafios" do país e "manifesta deslealdade institucional".

Herdeiro do xá quer democracia no Irão e reconhecimento de Israel... O filho do último xá da Pérsia, deposto pela revolução de 1979 que instaurou o atual regime teocrático do Irão, defendeu hoje a instauração da democracia no país, sem programa nuclear e reconhecendo o Estado de Israel.

Por LUSA 

Reza Pahlavi, exilado nos Estados Unidos, descreveu um futuro Irão sem programa nuclear nem apoio a "grupos terroristas", relações restabelecidas com os EUA e o reconhecimento do Estado de Israel, na rede social X.

Para alcançar isso, agora é a hora de apoiar o povo iraniano. A queda da República Islâmica e o estabelecimento de um governo secular e democrático no Irão não apenas restaurarão a dignidade do meu povo, mas também beneficiarão a região e o Mundo", escreveu.

O filho mais velho de Mohammad Reza Pahlavi destacou que o seu país, sob o "jugo" do ayatollah (líder supremo), atualmente Ali Khamenei, é identificado no imaginário coletivo do resto do Mundo com "terrorismo", "extremismo" e "pobreza".

Para Pahlavi, o "verdadeiro Irão" é "diferente", "belo", "pacífico" e "próspero", que "ressurgirá das cinzas" quando o atual regime "cair".

"O Irão vai agir como um amigo e uma força estabilizadora na região. E será um parceiro responsável na segurança global", declarou, elegendo como prioridades o combate ao terrorismo, crime organizado, narcotráfico e islamismo extremista.

O herdeiro do antigo xá defendeu que o Irão promova a expansão dos acordos de Abraão --- um entendimento, em 2020, através do qual Israel normalizou relações com alguns países árabes vizinhos, designando tal iniciativa como "acordos de Ciro", para unir Irão, Israel e outros países árabes muçulmanos.

Pahlavi referiu também que o seu país pode vir a ser um confiável fornecedor de energia para o Mundo e, com abertura da sua economia, as oportunidades surgiriam em vez do atual "isolamento" internacional.

Em entrevista recente ao jornal britânico Daily Mail, Pahlavi ofereceu-se para liderar a transição democrática do Irão, mas excluiu a hipótese de governar o país.

Desde 28 de dezembro, têm havido manifestações e confrontos no Irão, iniciados por protestos contra a situação económica, mas que foram entretanto violentamente reprimidos pelas autoridades, registando-se centenas de mortos e feridos, algo que levou o Presidente norte-americano, Donald Trump, a ameaçar uma intervenção militar.


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A China é contra o "uso ou a ameaça da força nas relações internacionais", afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês numa conversa telefónica com o seu homólogo iraniano.


É por isto que está a ficar com cabelos brancos logo a partir dos 20 anos... O aparecimento de cabelos brancos logo a partir dos 20 anos pode estar relacionado com diversos fatores. Saiba o que está em causa e como pode atrasar este aparecimento. Conheça também os resultados de um novo estudo sobre o tema

Por noticiasaominuto.com 

Com que idade começam a aparecer os cabelos brancos? Pode não existir uma altura definida e nem sempre é igual para todos. Ainda assim, existem vários fatores que podem estar relacionados com o aparecimento e até mais cedo do que é considerado normal, logo a partir dos 20 anos.

O website Health falou com o dermatologista Brendan Camp para perceber quais os motivos que podem estar relacionados com o aparecimento dos cabelos brancos mais cedo.

Cabelos brancos logo aos 20? Eis as razões

O stress pode ser um do fatores a ter em consideração. O especialista cita um estudo e deixa algumas considerações. “Num um estudo com animais realizado em 2020, o stress levou os ratos a perderem as células que criam melanócitos, as células responsáveis pela melanina.” 

Aponta que uma dieta equilibrada, exercícios regulares e técnicas de relaxamento podem ajudar a reduzir o stress e o risco do aparecimento de cabelos brancos. Existem ainda algumas condições de saúde que podem aumentar o risco, como é o caso da alopecia ou o do vitiligo.

A deficiência de algumas vitaminas é outros dos fatores a ter em conta. “Níveis baixos dessas vitaminas e minerais podem causar cabelos brancos aos 20 anos.” Aponta, por exemplo, falta de cálcio, ferro, zinco ou vitamina B12.

E a genética? É mais um dos elementos que podem estar relacionados. “Genes e características específicas podem levar ao aparecimento precoce de cabelos brancos. Terá 3 a 5 vezes mais hipóteses de ter cabelos brancos precocemente se os seus pais os apresentaram antes dos 30 anos.”

Por outro lado, existem outros fatores de risco de podem levar ao aparecimento de cabelos brancos. É o caso de fumar, a exposição prolongada aos raios UV e até ao uso de alguns produtos químicos mais agressivos.

Os produtos químicos presentes nas tinturas podem danificar a estrutura dos fios. O calor de ferramentas como secadores e chapinhas também causa danos”, continua o especialista.

Cabelos brancos são sinal de cancro? O que diz um novo estudo

Um estudo publicado em outubro na revista Nature Cell Biology revelou que pode existir ligação entre o aparecimento de cabelos brancos e cancro. O estudo mostra que os cabelos brancos surgem quando o corpo ataca células que podem estar ligadas ao cancro.

Assim, em vez de um sinal de envelhecimento, é algo que pode estar relacionado com a forma como o corpo atua contra o aparecimento deste tipo de perigo.

“O estudo reformula a ideia de que os cabelos brancos e o melanoma não são eventos não relacionados, mas sim resultados divergentes das respostas ao stress das células estaminais”, disse a Emi Nishimura, uma das responsáveis pelo estudo.

A investigação sugere que conhecer melhor esta forma de atuação do corpo poderá abrir caminho para novos estudos com estas células e para novas formas de tratamento do cancro.

Oposição do Uganda acusa governo de boicotar eleições "deliberadamente"... O partido líder da oposição no Uganda, Plataforma de Unidade Nacional (NUP), acusou hoje o governo liderado pelo presidente, Yoweri Museveni, de boicotar "deliberadamente" as eleições gerais, já que a maioria das mesas de votos continuam sem funcionar.

Por LUSA 

Em Kampala, "o único lugar onde a votação começou às 07:00 (04:00 em Lisboa) é onde os militares estão a votar", disse o secretário-geral da NUP, David Lewis Rubongoya, acrescentando que "os materiais para as votações não chegou a 99% das secções eleitorais".

Falta de boletins de voto e anomalias nas máquinas biométricas para identificar eleitores têm sido as queixas mais comuns.

Museveni, no poder desde 1986, concorre a um sétimo mandato e o seu maior adversário é o líder da NUP, o ex-músico Bobi Wine, cujo nome verdadeiro é Robert Kyagulanyi, num total de oito candidatos a um sufrágio que também elege os deputados do parlamento ugandês.

A campanha eleitoral ficou marcada por intimidações, violência e desaparecimentos, que instauraram um clima de medo no país com uma das populações mais jovens do mundo.

Nos bairros de lata da capital, 'feudos' de Bobi Wine, as votações também ainda não tinham começado.

Numa zona nobre de Kampala, 'bastião' do partido do presidente, pelo menos uma secção de voto abriu às 07:00 horas conforme previsto.

A televisão NBS também mostrou outras assembleias de voto abertas e a funcionar.

NASA traz quatro astronautas da Estação Espacial Internacional por doença... A agência espacial não identificou o astronauta nem o problema de saúde

Por cnnportugal.iol.pt 

Um astronauta que precisava de cuidados médicos deixou a Estação Espacial Internacional com três colegas de missão na quarta-feira, na primeira evacuação médica realizada pela agência espacial norte-americana NASA.

Os quatro astronautas que regressaram — dos EUA, Rússia e Japão — planeiam uma aterragem na água no Pacífico, perto de San Diego, esta madrugada (hora local), a bordo de uma nave da SpaceX. A decisão encurta a missão em mais de um mês.

“O momento desta partida foi inesperado”, disse a astronauta da NASA Zena Cardman antes da viagem de regresso.

“Mas o que não me surpreendeu foi a união desta tripulação como uma família, ajudando-se uns aos outros e cuidando uns dos outros”, acrescentou.

A agência espacial não identificou o astronauta nem o problema de saúde, alegando privacidade do paciente, assegurando apenas que a situação deste é estável. 

O astronauta doente está “estável, seguro e a receber bons cuidados”, disse o comandante da estação espacial, Mike Fincke, no início da semana, nas redes sociais.

“Esta foi uma decisão deliberada para permitir que as avaliações médicas adequadas fossem feitas em solo, onde existe toda a capacidade de diagnóstico”, acrescentou.

A tripulação de quatro astronautas chegou ao laboratório orbital em agosto, para uma estadia de pelo menos seis meses.  

A tripulação era composta pelos astronautas da NASA Zena Cardman e Mike Fincke, juntamente com a japonesa Kimiya Yui e o russo Oleg Platonov. 

Fincke e Cardman deveriam realizar a primeira caminhada espacial do ano, para preparar o terreno para a futura instalação de painéis solares, que fornecerão energia adicional à estação espacial.

Mas, a 07 de janeiro, a NASA cancelou abruptamente a caminhada espacial e anunciou posteriormente o regresso antecipado da tripulação.

Outros três astronautas permanecem a bordo da estação espacial: Chris Williams, da NASA, e os russos Sergei Mikaev e Sergei Kud-Sverchkov, que foram lançados em novembro a bordo de um foguetão Soyuz para uma estadia de oito meses. Devem regressar a casa no verão (do hemisfério norte).

A NASA e a SpaceX estão a trabalhar para antecipar o lançamento de uma nova tripulação de quatro pessoas da Flórida, atualmente previsto para meados de fevereiro.

Os modelos computacionais previram uma evacuação médica da estação espacial a cada três anos, mas a NASA não teve nenhuma nos 65 anos de voos espaciais tripulados.

Os russos não tiveram a mesma sorte. Em 1985, o cosmonauta soviético Vladimir Vasyutin contraiu uma infeção grave ou doença relacionada a bordo da estação espacial Salyut 7, o que levou a um regresso antecipado.

Alguns outros cosmonautas soviéticos enfrentaram problemas de saúde menos graves que obrigaram a encurtar as missões.

A NASA contratou a SpaceX para, eventualmente, retirar a estação espacial de órbita até ao final de 2030 ou início de 2031.  

Os planos preveem uma reentrada segura sobre o oceano. 

Irão reabre espaço aéreo após quase cinco horas de encerramento... O governo do Irão reabriu hoje o espaço aéreo após uma suspensão de cerca de cinco horas, segundo a página de rastreio de voos Flightradar24, face a ameaças de um ataque dos Estados Unidos

Por LUSA 

Segundo este portal, o Aviso ao Pessoal da Aviação expirou e alguns voos retomaram as rotas para Teerão após o encerramento do espaço aéreo que obrigou as companhias aéreas a cancelar, desviar ou atrasar voos.

A mesma plataforma tinha avançado com o aviso, pouco antes das 02:00 (22:30 de quarta-feira em Lisboa), indicando que era válido por "pouco mais de duas horas", período durante o qual apenas os voos internacionais com autorização podiam aterrar ou descolar de território iraniano.

As principais companhias aéreas da Índia, lideradas pela Air India e pela IndiGo, foram hoje forçadas a cancelar voos e a redirecionar ligações internacionais devido ao encerramento do espaço aéreo do Irão.

"Tendo em conta a segurança dos nossos passageiros, os voos da Air India que sobrevoam a região [Irão] estão a utilizar rotas alternativas, o que poderá provocar atrasos", informou a companhia aérea, em comunicado, na rede social X.

Outras companhias aéreas também confirmaram alterações nos seus serviços internacionais, ativando protocolos de reembolso e remarcação para os clientes afetados numa situação que descreveram como "fora do seu controlo".

O governo da Índia emitiu um alerta na quarta-feira, aconselhando os cidadãos indianos a abandonar o Irão e a evitar viajar para o país "até novas ordens".

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro de 2025, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.

As autoridades iranianas receberam inicialmente com compreensão os protestos, mas entretanto endureceram a sua posição e repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel, a que se juntaram entretanto relatos de condenações à pena de morte e de execuções extrajudiciais de manifestantes detidos.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente as autoridades iranianas com uma intervenção militar contra a República Islâmica e instou os manifestantes a prosseguirem protestos.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se hoje de emergência para "uma reunião informativa sobre a situação no Irão", a pedido dos Estados Unidos, anunciou o porta-voz da presidência do Conselho, atualmente nas mãos da Somália.

A reunião do grupo de 15 países está marcada para as 15:00 (22:00 em Lisboa), segundo um comunicado do porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres.

O porta-voz do português, Stéphane Dujarric, reiterou na quarta-feira, em conferência de imprensa, que a ONU "está extremamente preocupada" com "as imagens que surgem de manifestantes mortos pela violência durante os protestos".


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Reza Pahlavi é um nome que tem circulado nas ruas do Irão, mas Donald Trump não tem certezas de que o futuro seja por aí

Resolução para limitar poder de Trump de ordenar mais ataques chumbada... O Senado norte-americano chumbou hoje uma resolução para limitar a capacidade do Presidente ordenar novos ataques contra a Venezuela, com o voto de desempate do vice-presidente JD Vance a ser decisivo.

Por LUSA 

Depois de há uma semana a resolução sobre os poderes de guerra ter obtido 52 votos a favor (47 contra), dois dos cinco republicanos que haviam votado favoravelmente recuaram hoje na votação final, após terem sido intensamente pressionados pela Casa Branca nos últimos dias.

Com a votação no Senado empatada em 50-50, coube ao vice-presidente JD Vance o voto que impediu a proposta de avançar.

Os republicanos Josh Hawley e Todd Young mudaram o seu sentido de voto em relação à semana passada. 

Mantiveram apoio à mesma os senadores republicanos Rand Paul, Lisa Murkowski e Susan Collins.

O resultado da votação demonstrou como Trump ainda exerce influência sobre grande parte da bancada republicana, mas a margem apertada de votos também evidenciou a crescente preocupação no Capitólio com as ambições agressivas do Presidente em matéria de política externa.

 Mesmo que fosse aprovada, a resolução não tinha praticamente hipóteses de se tornar lei, pois Trump teria ainda de promulgá-la se fosse aprovada pela Câmara de Representantes, onde os republicanos têm uma curta maioria.  

Exigindo a aprovação do Congresso para quaisquer novos ataques ao país sul-americano, a resolução demonstrava sobretudo a preocupação de alguns republicanos após a detenção do líder venezuelano Nicolás Maduro numa operação surpresa noturna levada a cabo pelas forças armadas norte-americanas no início do ano. 

O executivo Trump pretende agora controlar os recursos petrolíferos e o governo da Venezuela. 

Os democratas não conseguiram fazer aprovar várias resoluções semelhantes enquanto Trump intensificou a sua campanha contra a Venezuela, tendo os eleitos republicanos sido influenciados agora pela captura de Maduro e a ambição manifestada em relação ao controlo da Gronelândia, território dinamarquês. 

Os líderes republicanos afirmaram não terem sido notificados previamente sobre a operação em Caracas para prender Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, embora tenham recebido na passada semana informações confidenciais sobre a operação por parte de altos funcionários do executivo. 

O governo tem utilizado uma série de justificações legais em constante evolução para a campanha de meses na América Central e do Sul, desde a destruição de alegados barcos de tráfico de droga e autorizações para o combate global ao terrorismo até à detenção de Maduro, no que foi ostensivamente uma operação de segurança para o levar a julgamento nos Estados Unidos.  

Segundo a Constituição, o Congresso declara guerra enquanto o Presidente atua como comandante-chefe.  

Contudo, os legisladores não declaram guerra formalmente desde a Segunda Guerra Mundial, concedendo aos presidentes ampla liberdade para agirem unilateralmente. 

Os governos têm a obrigação de notificar o Congresso no prazo de 48 horas após o envio das tropas e de terminar as ações militares dentro de 60 a 90 dias, na ausência de autorização --- limites que os presidentes de ambos os partidos têm ultrapassado rotineiramente.   


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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu hoje que o país "precisa da Gronelândia por razões de segurança nacional", considerando a ilha como ponto vital para a Cúpula Dourada - o projeto de escudo antimíssil norte-americano.



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O presidente norte-americano, Donald Trump, insistiu hoje em anexar a Gronelândia após a reunião infrutífera que ocorreu horas antes na Casa Branca entre uma equipa do seu gabinete e uma delegação da Dinamarca para abordar o assunto.

Portugal atingiu em 2025 o maior número de nascimentos da última década... Desde 1979 e até final de 2025, foram rastreados 4.396.889 recém-nascidos e identificados 2.963 casos de doenças raras

Por  CNN Portugal

Mais de 87.700 bebés nasceram em Portugal em 2025, o valor mais alto da última década, revelam hoje dados do “teste do pezinho”, que cobre a quase totalidade dos nascimentos no país.

Segundo os dados do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), foram rastreados no ano passado 87.708 recém-nascidos, mais 3.077 do que em 2024 (84.631).

Os dados indicam que a Madeira e Santarém foram as únicas regiões do país que registaram menos nascimentos em 2025 comparativamente ao ano anterior, totalizando, respetivamente, 1.704 (menos 48) e 2.852 (menos 22).

Lisboa foi a cidade que rastreou mais recém-nascidos, somando 26.595, mais 739 do que em 2024, seguida do Porto, com 15.255 (mais 733) e de Braga, com 6.534 (mais 246).

O “teste do pezinho” é feito através de análises de sangue, a partir do 3.º dia de vida e se possível até ao 6.º, através de uma ou duas picadas no calcanhar do bebé.

De acordo com os dados, o menor número de exames foi registado nos distritos de Portalegre, com 574, e Bragança, com 587, mas ambos apresentaram um aumento de 27 e 93 rastreios, respetivamente, face ao ano anterior.

Os dados indicam ainda que julho foi o mês que registou o maior número de bebés rastreados (8.118), seguido de outubro (8.104) e de setembro (7.886).

Desde 1979 e até final de 2025, foram rastreados 4.396.889 recém-nascidos e identificados 2.963 casos de doenças raras, segundo dados do INSA avançados à agência Lusa.

Estes testes permitem identificar as crianças que sofrem de doenças, quase sempre genéticas, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de tratamento precoce

Em 2025, foram identificados 57 casos de doenças hereditárias do metabolismo, 26 casos de hipotiroidismo congénito, seis casos de fibrose quística, 10 casos de atrofia muscular espinal, um caso de imunodeficiência combinada grave e 47 casos de drepanocitose, perfazendo um total de 147 casos.

O Programa Nacional de Rastreio Neonatal é coordenado pelo INSA, através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

EUA suspendem pedidos de Cabo Verde para obtenção de vistos de imigração... Cabo Verde integra a lista de 75 países, onde se inclui também o Brasil, suspensos do processo para a obtenção de vistos de imigração para os Estados Unidos, anunciou hoje o Departamento de Estado norte-americano.

Por LUSA 

O Departamento de Estado, liderado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou ter instruído os funcionários consulares para suspenderem os pedidos de vistos de imigração provenientes dos países abrangidos, em conformidade com uma ordem mais ampla emitida em novembro, que apertou as regras relativas a potenciais imigrantes que possam tornar-se um "encargo público" nos Estados Unidos.

A suspensão, que terá início a 21 de janeiro, não se aplica a candidatos a vistos de não imigrante, ou seja, vistos temporários de turismo ou negócios, que representam a grande maioria dos pedidos.

Espera-se que a procura por vistos de não imigrante aumente de forma significativa nos próximos meses e anos, devido ao Campeonato do Mundo de 2026, no qual Cabo Verde participa, e aos Jogos Olímpicos de 2028, ambos organizados ou coorganizados pelos Estados Unidos.

A administração de Donald Trump já tinha imposto fortes restrições ao processamento de vistos de imigração e de não imigração para cidadãos de dezenas de países, muitos deles em África, Ásia e América Latina.

As orientações emitidas em novembro, que servem de base à decisão anunciada hoje, instruíram as embaixadas e consulados dos Estados Unidos a procederem a uma verificação exaustiva e rigorosa dos candidatos a visto, de modo a demonstrar que não irão depender de benefícios públicos do Governo em nenhum momento após a sua entrada no país.

A legislação federal já exigia que os candidatos à residência permanente ou a um estatuto legal comprovassem que não seriam um encargo público e os imigrantes que pretendem entrar no país já são sujeitos a um exame médico realizado por um especialista aprovado por uma embaixada norte-americana.

A nova diretiva alargou e especificou ainda mais estes requisitos.

Assim, foi determinado que os funcionários consulares devem considerar uma série de pormenores sobre os candidatos a visto, incluindo idade, estado de saúde, situação familiar, situação financeira, nível de educação, competências e qualquer utilização anterior de apoios públicos e independentemente do país de origem.

Por outro lado, determina também que seja avaliada a proficiência em inglês dos candidatos, podendo essa avaliação ser feita através de entrevistas conduzidas nessa língua.

Os países abrangidos pela suspensão anunciada hoje são:

Afeganistão, Albânia, Argélia, Antígua e Barbuda, Arménia, Azerbaijão, Bahamas, Bangladesh, Barbados, Bielorrússia, Belize, Butão, Bósnia, Brasil, Birmânia, Camboja, Camarões, Cabo Verde, Colômbia, Congo, Cuba, Dominica, Egipto, Eritreia, Etiópia, Fiji, Gâmbia, Geórgia, Gana, Granada, Guatemala, Guiné-Conacri, Haiti, Irão, Iraque, Costa do Marfim, Jamaica, Jordânia, Cazaquistão, Kosovo, Kuwait, Quirguistão, Laos, Líbano, Libéria, Líbia, Macedónia, Moldávia, Mongólia, Montenegro, Marrocos, Nepal, Nicarágua, Nigéria, Paquistão, República do Congo, Rússia, Ruanda, São Cristóvão e Neves, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Senegal, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Síria, Tanzânia, Tailândia, Togo, Tunísia, Uganda, Uruguai, Uzbequistão e Iémen.

Corrigido anúncio de poderes do presidente na nova Constituição guineense... O porta-voz do Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau corrigiu hoje a declaração que fez, na terça-feira, relativamente aos poderes do Presidente da República na nova versão da Constituição guineense aprovada pelos militares.

Por LUSA 

Fernando Vaz contactou a Lusa para dizer que quer "corrigir o que foi dito ontem [terça-feira]", concretamente que o Presidente da República passava a ser o único chefe da Nação e do Governo.

"Ontem eu disse que o Presidente da República era o chefe da Nação e o chefe do Governo, acontece que não é bem assim. O que eu referi foi a proposta de alteração apresentada, aquela que foi aprovada foi aprovada com emendas e nas emendas o Presidente da República não é o chefe do Governo", concretizou.

O porta-voz do Conselho acrescentou que "há alterações em relação aos poderes do Presidente, que passa a presidir ao Conselho de Ministros, mas não é chefe do Governo".

Na nova versão da Constituição aprovada em plenário do Conselho, o Presidente da República passa também "a nomear o primeiro-ministro" e "a nomeação não depende nesta revisão dos resultados eleitorais", disse.

"O primeiro-ministro é escolhido pelo Presidente, independentemente da existência ou não de força política maioritária no parlamento", concretizou.

Fernando Vaz confirmou outras alterações como a retirada da Constituição de "toda a questão ideológica revolucionária que existia no preâmbulo".

Fernando Vaz explicitou o teor dos artigos com "mudanças profundas", a começar pelo artigo 79, alínea g, que determina que "a nomeação do primeiro-ministro não depende agora dos resultados eleitorais. O primeiro-ministro é escolhido pelo Presidente da República, independentemente da existência ou não da força política maioritária no parlamento".

O artigo 79 fixa que "o Presidente da República, doravante, é quem preside o Conselho de Ministros, contrariamente àquilo que acontecia com a Constituição anterior que dizia que o Presidente da República preside quando bem entender".

Ainda no artigo 79, nº3, "foi introduzida a fiscalização preventiva da constitucionalidade pelo Tribunal Constitucional", órgão judicial que esta reforma cria, já que, até agora, as questões constitucionais eram tratadas pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Noutra alteração, segundo Fernando Vaz, o Presidente da República passa a ser investido pelo Tribunal Constitucional e não pela Assembleia Nacional, como acontecia na Constituição anterior.

Sobre o Conselho de Estado, houve alterações no artigo 86, onde foram introduzidos como membros por inerência o presidente do Tribunal Constitucional e os antigos Presidentes da República.

A revisão introduz ainda alterações à Assembleia Nacional, que deixa de ter no nome o termo Popular, e, no artigo 89, faz a revisão dos círculos eleitorais, alterados dos 29 atuais para 11, sendo dois da diáspora, África e Europa, e nove correspondentes às regiões existentes na Guiné-Bissau.

Relativamente às autarquias locais, o porta-voz do Conselho disse que esta matéria "está mais desenvolvida" na revisão e, quanto ao Governo, o primeiro-ministro continua como chefe do Governo, mas quem preside ao Conselho de Ministros é o Presidente da República.

Fernando Vaz indicou que estas alterações foram aprovadas e aguardam pela promulgação do Presidente de Transição e publicação oficial.

As alterações foram aprovadas na plenária do Conselho Nacional de Transição que, até março, "vai fazer a revisão de uma série de leis que constam no cronograma do Alto Comando Militar", segundo o porta-voz.

Para revisão estão as leis políticas, nomeadamente a lei dos partidos políticos, a lei eleitoral, a lei do recenseamento e a lei do financiamento dos partidos políticos.

As alterações serão anunciadas "após a sua aprovação", de acordo com Fernando Vaz.

O porta-voz tinha anunciado terça-feira, em conferência de imprensa, em Bissau, que o Conselho Nacional de Transição, que assume as funções parlamentares, aprovou a nova Lei magna, 30 anos depois da aprovação da Constituição que impunha um regime semi-presidencialista na Guiné-Bissau. 

A nova versão foi apresentada como uma continuação do sistema semi-presidencialista, mas com concentração do poder no Presidente da República, que passaria a ser chefe do Governo e a nomear o primeiro-ministro, ministros e membros do executivo. 

O porta-voz disse que a nova Constituição vinha clarificar poderes e esclareceu que "o chefe" passaria a ser o Presidente da República e que tudo dependeria de "um só líder de cooperação institucional entre intervenientes políticos".

A revisão da Constituição surge menos de dois meses após a tomada do poder pelos militares, a 26 de novembro de 2025, três dias depois das eleições gerais e um dia antes da divulgação dos resultados oficiais.

A oposição já tinha reclamado vitória sobre o Presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló, que concorreu a um segundo mandato.

Embaló saiu do país, o candidato que se declarou vencedor, Fernando Dias, ter-se-á refugiado na Embaixada da Nigéria em Bissau e o principal opositor, Domingos Simões Pereira, foi detido depois de ter apoiado Dias, na sequência da decisão judicial que impediu Simões Pereira e o histórico partido PAIGC de concorrerem a eleições.

Um denominado Alto Comando Militar tomou o poder e nomeou o general Horta Inta-a como Presidente da República de Transição.

Os militares suspenderam a Constituição e substituíram a Assembleia dissolvido há dois anos por um Conselho Nacional de Transição, com o anunciado propósito de fazer uma transição política pelo período de um ano.

A tomada do poder foi justificada com um alegado golpe de Estado que estaria a ser preparado para travar o processo eleitoral que acabou por ser interrompido com a destruição de atas e material da Comissão Nacional de Eleições.

A Guiné-Bissau está suspensa de todas as organizações internacionais de que era membro, com a exigência do regresso à normalidade democrática e libertação dos presos políticos para voltar a ter assento em organismos como a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) ou a União Africana.


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O Banco Mundial suspendeu todas as operações e financiamentos à Guiné-Bissau, no seguimento do golpe de Estado de final de novembro, e está a "monitorizar atentamente" a situação no país, disse hoje à Lusa fonte da instituição.

Irão. ONG eleva para pelo menos 3.428 mortos verificados nos protestos.... A Iran Human Rights (IHRNGO) elevou hoje para 3.428 mortes registadas nos protestos que abalam o Irão há mais de duas semanas, alertando que são casos que conseguiu verificar e que o número real deverá ser superior.

Por LUSA 

Em comunicado no seu site, a organização não-governamental (ONG), com sede em Oslo, indicou que a maioria das mortes (3.379) foi registada entre 08 e 12 de janeiro, segundo fontes consultadas do Ministério da Saúde e Educação Médica da República Islâmica, a que somam vários milhares de feridos.

"Este número representa um mínimo absoluto. Novos relatos e testemunhos recebidos pela IHRNGO ilustram ainda mais a dimensão da violência", advertiu a ONG, que, na terça-feira, tinha divulgado um balanço de 734 mortes desde o início dos protestos antigovernamentais, em 28 de dezembro.

A organização afirmou que recebeu "inúmeros relatos de pessoas feridas que foram 'eliminadas', com testemunhas a descreverem que isto ocorreu tanto nas ruas como em instalações médicas".

A IHRNGO alertou para "o risco de execuções em massa de manifestantes após julgamentos espetaculares", apelando mais uma vez à comunidade internacional para que atue de forma "a prevenir as atrocidades e a proteger o povo do Irão" da repressão das autoridades.

"Após o massacre de manifestantes nas ruas nos últimos dias, o poder judicial da República Islâmica está a ameaçar os manifestantes com execuções em grande escala. A comunidade internacional deve levar estas ameaças extremamente a sério", observou Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da IHRNGO, citado no comunicado.

A ONG assinalou também que acima de 10 mil pessoas foram detidas desde o início dos protestos, iniciados em Teerão e que se espalharam desde então por mais de 190 cidades em todas as 31 províncias do país.

Do total de 3.428 mortes hoje contabilizadas em 15 províncias, a IHRNGO destacou que estes são apenas os casos verificados diretamente pela organização ou através de duas fontes independentes e corroborados por documentação de hospitais e morgues.

"Fontes do Ministério da Saúde informaram a IHRNGO que, só entre 08 e 12 de janeiro, foram mortas cerca de 3.500 pessoas, incluindo manifestantes e membros das forças de segurança. Como os meios de comunicação estatais já tinham noticiado a morte de pelo menos 121 membros das forças militares, policiais, de segurança e judiciais, isto significa que pelo menos 3.379 manifestantes morreram neste período de cinco dias", referiu.

A organização observou ainda que os relatos apontam para que a maioria dos mortos tinha menos de 30 anos e que pelo menos 15 eram menores.

Os balanços de mortes nos protestos no Irão variam conforme as organizações, mas todos apontam para a ocorrência de uma repressão em grande escala.

A Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA), sediada nos Estados Unidos, indicou hoje pelo menos 2.571 mortes, enquanto a Iran International, uma emissora multilingue por satélite com sede em Londres, apontou na terça-feira o número de 12 mil vítimas mortais, "com base nos dados disponíveis e na verificação de informações obtidas de fontes fidedignas, incluindo o Conselho Supremo de Segurança Nacional e o gabinete presidencial".

A estação televisiva norte-americana CBS noticiou na terça-feira, a partir de duas fontes iranianas, que o número pode chegar aos 20 mil.

Todas as organizações iranianas e internacionais destacam porém a dificuldade de alcançar a dimensão real da repressão dos protestos, face à ausência de números oficiais e ao bloqueio total da Internet no país desde a noite de quinta-feira.

A televisão estatal iraniana reconheceu pela primeira vez na terça-feira um elevado número de mortes, afirmando que foram registados "muitos mártires".

Um apresentador leu uma declaração que dizia que "grupos armados e terroristas" levaram o país "a entregar muitos mártires a Deus", embora sem detalhar qualquer número.

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.

As autoridades iranianas receberam inicialmente com compreensão os protestos, mas entretanto endureceram a sua posição e repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel, a que se juntaram entretanto relatos de condenações à pena de morte e execuções extrajudiciais de manifestantes detidos.

O presidente norte-americano, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente as autoridades iranianas com uma intervenção militar contra a República Islâmica e instou os manifestantes a prosseguirem os seus protestos.

Estados Unidos anunciam entrada em vigor da 2.ª fase do plano para Gaza... O enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente anunciou que a entrada em vigor da segunda fase do plano para Gaza, que incluiu a desmilitarização e reconstrução do território palestiniano.

Por LUSA 

Steve Witkoff, enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, anunciou, esta quarta-feira, que a entrada em vigor da segunda fase do plano para a Faixa de Gaza, que incluiu a desmilitarização e reconstrução do território palestiniano.

"Hoje, em nome do presidente Trump, anunciamos que o início da Fase Dois do Plano de 20 pontos do presidente para acabar com o conflito em Gaza, passando do cessar-fogo à desmilitarização, à tecnocracia e reconstrução", pode ler-se, numa publicação na rede social X (antigo Twitter).

E continua: "A fase dois estabelece um governo palestiniano tecnocrático de transição em Gaza, o Comité Nacional para a Administração de Gaza (NCAG) e inicia a completa desmilitarização e reconstrução de Gaza, principalmente o desarmamento de todas as pessoas não autorizadas". 

Witkoff referiu também que os "Estados Unidos esperam que o Hamas cumpra plenamente as suas obrigações, incluindo a devolução imediata do último refém morto". "Não fazê-lo trará sérias consequências", avisou.

"Vale ressalvar que a Fase Um entregou ajuda humanitária histórica, manteve o cessar-fogo, devolveu todos os reféns vivos e os restos mortais de 27 dos 28. Estamos profundamente gratos ao Egito, à Turquia e ao Catar pelos seus esforços de mediação indispensáveis que tornaram possível todo o progresso até hoje", concluiu.

Hamas pronto para entregar poder em Gaza

De recordar que o grupo islamita Hamas declarou, na segunda-feira, que os órgãos governamentais sob o seu controlo na Faixa de Gaza estão "totalmente preparados" para entregar o poder a um comité palestiniano independente para governar o território.

Numa mensagem vídeo enviada à agência noticiosa espanhola EFE, Hazem Qasim, porta-voz do Hamas na Faixa de Gaza, afirmou que foi tomada uma decisão "clara e definitiva" para que as instituições governamentais da Faixa de Gaza transfiram o controlo para o comité, a ser formado na segunda fase da trégua no enclave palestiniano e que se encontra ainda dependente de negociações.

"Esta decisão de entregar o controlo na Faixa de Gaza faz parte da nossa implementação do acordo de cessar-fogo e dá prioridade ao supremo interesse nacional", declarou Qasim no vídeo.

Egito anuncia acordo sobre comité para administrar Faixa de Gaza

O Egito anunciou, esta quarta-feira, um consenso sobre os nomes dos 15 membros do comité tecnocrático palestiniano que irá administrar a Faixa de Gaza, nos termos do plano do Presidente norte-americano, Donald Trump.

"Esperamos que, após este acordo, o comité seja anunciado em breve (...) e posteriormente destacado para a Faixa de Gaza para gerir a vida quotidiana e os serviços essenciais", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Badr Abdelatty, após conversações sobre o tema no Cairo.

A formação do comité,  note-se, está prevista no plano de paz de Trump e cuja primeira fase incluiu um cessar-fogo que entrou em vigor em outubro de 2025, após dois anos de guerra entre o grupo extremista Hamas e Israel.

2 milhões de ucranianos evitaram servir no exército e 200 mil desertaram... Dois milhões de ucranianos estão na mira das autoridades por terem evitado a mobilização militar, enquanto mais de 200 mil desertarem após ingressarem no exército, disse hoje o novo ministro da Defesa da Ucrânia.

Por LUSA 

Os dados foram apresentados hoje perante o parlamento por Mykhailo Fedorov, durante o discurso de posse como ministro da Defesa.

A informação destaca a dimensão de um problema que explica em parte a escassez de pessoal que torna as Forças Armadas Ucranianas vulneráveis em algumas áreas da frente de combate.

Homens ucranianos entre os 25 e os 60 anos são obrigados a registar-se para serem chamados e integrarem as fileiras das Forças Armadas, no âmbito da ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022.

Alguns homens desta faixa etária evitam fazê-lo, expondo-se ao risco de serem capturados na rua por patrulhas de recrutadores e sancionados ou até enviados para a frente.

A nomeação de Fedorov foi aprovada hoje pelo parlamento ucraniano, depois de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter apresentado formalmente a sua candidatura ao cargo na véspera.

No primeiro encontro com Fedorov após a sua nomeação, Zelensky encarregou-o de procurar "soluções sistémicas" para os problemas existentes nos centros de recrutamento, que têm sido acusados de abuso e corrupção.

Zelensky também instruiu o novo ministro a tomar medidas para alcançar "uma distribuição mais justa do pessoal entre as brigadas de combate".

Até agora, Fedorov era ministro da Transformação Digital e substitui Denys Shmygal, que assumirá a pasta da Energia.


Leia Também: Apoio à Ucrânia? Viktor Orbán alerta: "Dinheiro não nasce nas árvores"

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, alertou que a ajuda da União Europeia à Ucrânia "representaria um encargo financeiro" significativo para o país, defendendo que "o dinheiro não nasce nas árvores".

EUA suspendem processamento de vistos para 75 países... Washington está a suspender o processamento de vistos para 75 países, incluindo Brasil e Rússia, visando reprimir candidatos que possam tornar-se um encargo público, noticiou hoje a rede Fox News, citando um memorando do Departamento de Estado.

Por LUSA 

Um memorando do Departamento de Estado, obtido pela Fox News, orienta os funcionários consulares a recusarem vistos enquanto o executivo reavalia os procedimentos de triagem e verificação. 

Os países incluem Somália, Rússia, Afeganistão, Brasil, Irão, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia, Iémen, entre outros.

A lista completa dos países visados não foi divulgada pela rede norte-americana.

A suspensão terá início em 21 de janeiro e continuará por tempo indeterminado até que o Departamento realize uma reavaliação do processamento de vistos.

Em novembro de 2025, um telegrama do Departamento de Estado enviado a postos em todo o mundo instruía os funcionários consulares a aplicar novas e abrangentes regras de triagem sob a chamada disposição de "encargo público" da lei de imigração. 

A orientação instruiu os funcionários consulares a negarem vistos a candidatos que provavelmente dependeriam de benefícios públicos, levando em consideração uma ampla gama de fatores, incluindo saúde, idade, proficiência em inglês, situação financeira e até mesmo a possível necessidade de cuidados médicos de longo prazo.

 O Departamento de Estado norte-americano revelou, na segunda-feira, que revogou aproximadamente 100 mil vistos a estrangeiros em 2025, mais do dobro das revogações no ano anterior.

Este número inclui "aproximadamente 8 mil vistos de estudante e 2.500 vistos especiais de indivíduos que tiveram ocorrências com a polícia norte-americana por atividades criminosas", afirmou o departamento. 

"Vamos continuar a deportar estes criminosos para manter a segurança dos Estados Unidos", adiantou o Departamento de Estado em comunicado. 

Em 2024, durante a Presidência de Joe Biden, foram revogados aproximadamente 40 mil vistos, segundo a Fox News. 

Desde que regressou à Casa Branca, em janeiro de 2025, o Presidente, Donald Trump, intensificou as suas políticas anti-imigração com o aumento de rusgas policiais, deportações e exigências mais rigorosas para estrangeiros que procuram vistos de viagem e residência. 

O Presidente republicano assinou ainda uma ordem executiva para reforçar a verificação de antecedentes de quem solicita vistos para os Estados Unidos. 

Além disso, o Governo implementou processos de triagem mais rigorosos para os candidatos, incluindo a monitorização de atividades nas redes sociais. 

Os países abrangidos pela suspensão anunciada hoje são:

Afeganistão, Albânia, Argélia, Antígua e Barbuda, Arménia, Azerbaijão, Bahamas, Bangladesh, Barbados, Bielorrússia, Belize, Butão, Bósnia, Brasil, Birmânia, Camboja, Camarões, Cabo Verde, Colômbia, Congo, Cuba, Dominica, Egipto, Eritreia, Etiópia, Fiji, Gâmbia, Geórgia, Gana, Granada, Guatemala, Guiné-Conacri, Haiti, Irão, Iraque, Costa do Marfim, Jamaica, Jordânia, Cazaquistão, Kosovo, Kuwait, Quirguistão, Laos, Líbano, Libéria, Líbia, Macedónia, Moldávia, Mongólia, Montenegro, Marrocos, Nepal, Nicarágua, Nigéria, Paquistão, República do Congo, Rússia, Ruanda, São Cristóvão e Neves, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Senegal, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Síria, Tanzânia, Tailândia, Togo, Tunísia, Uganda, Uruguai, Uzbequistão e Iémen.

Banco Mundial suspende operações e desembolsos na Guiné-Bissau... O Banco Mundial suspendeu todas as operações e financiamentos à Guiné-Bissau, no seguimento do golpe de Estado de final de novembro, e está a "monitorizar atentamente" a situação no país, disse hoje à Lusa fonte da instituição.

Por LUSA 

"O Grupo Banco Mundial está a monitorizar atentamente a situação na Guiné-Bissau", disse uma fonte oficial em resposta a questões da Lusa, nas quais confirma que os desembolsos e os projetos foram suspensos neste país lusófono africano.

De acordo com a política do Banco, pausámos os desembolsos em todas as operações em curso no país até que os critérios relevantes ao abrigo da Política Operacional (OP) 7.30 sejam satisfatoriamente cumpridos", acrescentou, salientando que "enquanto parceiro de desenvolvimento, o Grupo Banco Mundial continua comprometido em apoiar o povo da Guiné-Bissau".

Em causa está o golpe de Estado no país, no final de novembro do ano passado, na véspera da divulgação dos resultados das eleições presidenciais do país.

A OP7.30 é um manual sobre como o Grupo Banco Mundial deve agir em caso de golpes de Estado quando tem de lidar com 'governos de facto' que não são constitucionalmente legítimos nos países onde a maior instituição multilateral de financiamento opera.

Entre os projetos em curso no país, o Banco Mundial tem um projeto de resposta a emergências, vários na área da melhoria da conectividade, fortalecimento da administração pública e um financiamento significativo ao recenseamento da população, previsto para começar no final deste mês.

A notícia sobre a suspensão dos projetos e dos pagamentos surge na altura em que os militares no poder na Guiné-Bissau aprovaram uma nova Constituição para o país, em que o Presidente da República passa a ser "chefe único".

O Conselho Nacional de Transição, que assume as funções parlamentares, aprovou na terça-feira a nova Lei magna, 30 anos depois da aprovação da Constituição que impunha um regime semipresidencialista na Guiné-Bissau. A revisão da Constituição surge menos de dois meses após a tomada do poder pelos militares, a 26 de novembro de 2025.

A oposição tinha reclamado vitória sobre o Presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló, que concorreu a um segundo mandato.

Embaló saiu do país, o candidato que se declarou vencedor, Fernando Dias, ter-se-á refugiado na Embaixada da Nigéria em Bissau e o principal opositor, Domingos Simões Pereira, foi detido depois de ter apoiado Dias, na sequência da decisão judicial que impediu Simões Pereira e o histórico partido PAIGC de concorrerem, pela primeira vez, a eleições.

Um denominado Alto Comando Militar tomou o poder e nomeou o general Horta Inta-a como Presidente da República de Transição.

Os militares suspenderam a Constituição e substituíram a Assembleia, dissolvida há dois anos, por um Conselho Nacional de Transição, com o anunciado propósito de fazer uma transição política pelo período de um ano.

A tomada do poder foi justificada com um alegado golpe de Estado que estaria a ser preparado para travar o processo eleitoral que acabou por ser interrompido com a destruição de atas e material da Comissão Nacional de Eleições.

A Guiné-Bissau está suspensa das principais organizações internacionais de que era membro, com a exigência do regresso à normalidade democrática e libertação dos presos políticos para voltar a ter assento em organismos como a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) ou União Africana.


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O Governo de transição da Guiné-Bissau cancelou a vacinação ao nascer contra a hepatite B e um ensaio clínico com crianças guineenses previsto para o início deste ano, disseram hoje à Lusa fontes médicas contactadas em Bissau.

Alguns funcionários da base dos EUA no Qatar receberam ordens para sair.... Alguns funcionários da base norte-americana no Qatar receberam instruções para sair, disseram hoje fontes diplomáticas, depois de os Estados Unidos terem ameaçado intervir no Irão, palco de protestos há mais de duas semanas.

Por LUSA 

Os funcionários visados devem deixar a base, em Al-Udeid, até esta noite (hora local), indicaram duas fontes, que pediram para não serem identificadas, à agência de notícias France-Presse.

As autoridades qataris já confirmaram estas medidas, indicando que "estão a ser tomadas em resposta às atuais tensões regionais".

"O Gabinete de Imprensa Internacional reafirma que o Estado do Qatar continua a implementar todas as medidas necessárias para salvaguardar a segurança e proteção dos seus cidadãos e residentes como prioridade máxima, incluindo ações relacionadas com a proteção de infraestruturas críticas e instalações militares", referiu, num comunicado publicado na página na internet e nas redes sociais.

Localizada a 190 quilómetros a sul do Irão, do outro lado do golfo, Al-Udeid, a maior base militar dos EUA no Médio Oriente, foi atacada em junho de 2025 pelo Irão, que respondia ao bombardeamento liderado pelos EUA contra instalações nucleares iranianas.

De acordo com as autoridades iranianas, o ataque norte-americano matou mais de mil pessoas, a maioria civis, enquanto a retaliação iraniana contra a base norte-americana no Qatar teve pouco impacto.

O ministro da Defesa iraniano, Aziz Nafizardeh, avisou já que Teerão atacará as bases norte-americanas na região caso os EUA lancem uma ofensiva contra a nação persa.

"Todas as bases americanas e as bases militares de outros países da região que auxiliem os EUA em ataques contra o território iraniano serão consideradas alvos legítimos", afirmou o governante.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente o regime iraniano com um ataque contra o país para defender milhares de manifestantes que têm saído às ruas nas últimas duas semanas em protestos por toda a República Islâmica, nos quais morreram centenas de civis.

A organização não-governamental (ONG) Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA), com sede nos EUA, contabilizou hoje 2.571 mortos nos protestos.

A ONG, criada por exilados iranianos, indicou que 2.403 dos mortos são manifestantes e 147 ligados às forças de segurança e ao Governo.

O número de detidos também aumentou para mais de 18.100, indicou.

O número divulgado pela ONG supera em muito o número de mortos de qualquer outra onda de protestos ou distúrbios no Irão em décadas e faz lembrar o caos que envolveu a Revolução Islâmica de 1979 no país.

Na terça-feira, a televisão estatal iraniana reconheceu pela primeira vez um elevado número de mortes, afirmando que foram registados "muitos mártires", causados por "grupos armados e terroristas".

Os meios de comunicação social estatais noticiaram que pelo menos 121 membros das forças militares, policiais, de segurança e judiciais da República Islâmica morreram durante os protestos, indicou uma outra ONG, a Human Rights Iran (HRINGO).

O Irão está a viver uma vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades.

A taxa de inflação anual é superior a 42% e, durante 2025, o rial perdeu 69% do valor face ao dólar, num contexto em que a economia foi fortemente atingida pelas sanções dos EUA e da ONU devido ao programa nuclear de Teerão.

Guiné cancela vacina à nascença e estudo sobre hepatite B em crianças... O Governo de transição da Guiné-Bissau cancelou a vacinação ao nascer contra a hepatite B e um ensaio clínico com crianças guineenses previsto para o início deste ano, disseram hoje à Lusa fontes médicas contactadas em Bissau.

Por LUSA 

O início de um ensaio clínico financiado pelos Estados Unidos da América (EUA), no Projeto de Saúde de Bandim, estava previsto para o início de 2026 e implicava também o início da administração da vacina contra a hepatite B ao nascer, em paralelo com a terapêutica em vigor atualmente a partir das seis semanas de vida.

 Através de um comunicado a que a Lusa teve acesso na segunda-feira, o Ministério da Saúde Pública comunica aos pais, responsáveis e membros da comunidade que "a vacinação contra a hepatite B em crianças ao nascer anteriormente programada foi cancelada".

O Ministério alega "motivos organizacionais e logísticos" para a medida e sublinha a importância da vacinação contra a doença, lembrando que "atualmente na Guiné-Bissau, a vacinação contra a hepatite B está incluída no esquema de vacinação pentavalente".

A vacina está a ser aplicada às seis, dez e 14 semanas, num esquema que, segundo o Ministério, se mantém até 2028, data em que a dose ao nascimento "será implementada" e em que, afiança, "todos os recém-nascidos serão vacinado após o nascimento, além das doses regulares".

O comunicado da tutela não faz referência ao ensaio clínico que tem gerado polémica na Guiné-Bissau e que tem como finalidade estudar "efeitos não específicos" da vacina de hepatite B em crianças guineenses.

Fontes médicas guineenses contactadas pela Lusa disseram que o estudo foi cancelado por ordens do Governo de transição.

As fontes do Projeto de Saúde de Bandim, um conhecido centro de pesquisa, situado nos arredores de Bissau, que deveria coordenar o estudo, explicaram à Lusa que, "devido aos mal-entendidos", os investigadores decidiram "não iniciar, para já".

Os ensaios randomizados (participantes divididos aleatoriamente em grupos) sobre a vacina da hepatite B em crianças nas primeiras 24 horas de vida deveriam decorrer entre este mês de janeiro até janeiro de 2031.

O estudo é financiado por instituições de pesquisa norte-americanas em 1,6 milhões de dólares americanos (perto de 1,4 milhões de euros), disponibilizados à University of Southern Denmark, que iria trabalhar em parceria com o Projeto de Saúde de Bandim.

Após o anúncio da disponibilização da verba, várias vozes da sociedade guineense questionaram a pertinência do estudo "de uma vacina já em uso noutros países com total eficácia".

Uma das vozes contrárias é a de Magda Robalo, antiga ministra da Saúde Pública guineense, que questiona o sentido ético do estudo, que, no seu entender, poderia inibir os familiares de submeter as suas crianças à vacinação contra a doença.

As mesmas fontes do Projeto Saúde de Bandim explicaram à Lusa que o estudo iria incidir sobre 14 mil crianças, sendo que metade iria receber a vacina contra a hepatite B nas primeiras horas de vida e a outra metade nos dias ou semanas seguintes.

"Não é que quiséssemos estudar se a vacina é eficaz ou não. Isso já está comprovado há muito tempo, o que queremos com este ensaio é encontrar os efeitos não especificados dessa vacina", observou uma das fontes do Projeto de Bandim.

As fontes do Projeto de Saúde de Bandim frisaram que a intenção é "aproveitar os dois anos" para levar a cabo o estudo e que nos próximos dias vão contactar todas as entidades interessadas no processo, inclusive o Governo, para explicar as motivações dos ensaios.

Irão anuncia julgamentos sumários e execuções para manifestantes detidos... O responsável máximo pela Justiça iraniana, Gholamhossein Mohseni-Ejei, anunciou hoje julgamentos sumários e possíveis execuções para as pessoas detidas por terem participado nos recentes protestos contra o atual regime da República Islâmica persa.

Por LUSA 

Organizações não governamentais têm relatado mais de 2.500 mortos nas manifestações que começaram em 28 de dezembro por todo o território daquele país do Médio Oriente.

O presidente norte-americano, Donald Trump, tem avisado que os Estados Unidos da América (EUA) podem intervir militarmente no caso de haver vítimas mortais dos protestos, após já terem apoiado a guerra de 12 dias de Israel contra Teerão, em junho.

"Se quisermos fazer o trabalho, temos de fazê-lo já. Se quisermos fazer alguma coisa, temos que fazê-la rapidamente", disse Mohseni-Ejei, acrescentando que, "se demorar dois ou três meses, não terá o mesmo efeito".

Trump declarou mais recentemente que se as autoridades iranianas "fizerem algo assim", os EUA vão "tomar medidas muito fortes".

Entretanto, ativistas 'anti-ayatollah', o regime teocrático surgido com a revolução de 1979, anunciaram hoje que a empresa de telecomunicações Starlink, do norte-americano Elon Musk, que já fez parte da Administração Trump, estava já a proporcionar serviços gratuito no Irão, onde a Internet tem estado bloqueada desde 08 de janeiro.

As chamadas via telefone para o estrangeiro foram permitidas na terça-feira, mas ainda não são possíveis contactos de países estrangeiros para o Irão.


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O governo afirmou que "todas as bases americanas e as bases militares de outros países da região que auxiliem os EUA em ataques contra o território iraniano serão consideradas alvos legítimos"