quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Herdeiro do xá quer democracia no Irão e reconhecimento de Israel... O filho do último xá da Pérsia, deposto pela revolução de 1979 que instaurou o atual regime teocrático do Irão, defendeu hoje a instauração da democracia no país, sem programa nuclear e reconhecendo o Estado de Israel.

Por LUSA 

Reza Pahlavi, exilado nos Estados Unidos, descreveu um futuro Irão sem programa nuclear nem apoio a "grupos terroristas", relações restabelecidas com os EUA e o reconhecimento do Estado de Israel, na rede social X.

Para alcançar isso, agora é a hora de apoiar o povo iraniano. A queda da República Islâmica e o estabelecimento de um governo secular e democrático no Irão não apenas restaurarão a dignidade do meu povo, mas também beneficiarão a região e o Mundo", escreveu.

O filho mais velho de Mohammad Reza Pahlavi destacou que o seu país, sob o "jugo" do ayatollah (líder supremo), atualmente Ali Khamenei, é identificado no imaginário coletivo do resto do Mundo com "terrorismo", "extremismo" e "pobreza".

Para Pahlavi, o "verdadeiro Irão" é "diferente", "belo", "pacífico" e "próspero", que "ressurgirá das cinzas" quando o atual regime "cair".

"O Irão vai agir como um amigo e uma força estabilizadora na região. E será um parceiro responsável na segurança global", declarou, elegendo como prioridades o combate ao terrorismo, crime organizado, narcotráfico e islamismo extremista.

O herdeiro do antigo xá defendeu que o Irão promova a expansão dos acordos de Abraão --- um entendimento, em 2020, através do qual Israel normalizou relações com alguns países árabes vizinhos, designando tal iniciativa como "acordos de Ciro", para unir Irão, Israel e outros países árabes muçulmanos.

Pahlavi referiu também que o seu país pode vir a ser um confiável fornecedor de energia para o Mundo e, com abertura da sua economia, as oportunidades surgiriam em vez do atual "isolamento" internacional.

Em entrevista recente ao jornal britânico Daily Mail, Pahlavi ofereceu-se para liderar a transição democrática do Irão, mas excluiu a hipótese de governar o país.

Desde 28 de dezembro, têm havido manifestações e confrontos no Irão, iniciados por protestos contra a situação económica, mas que foram entretanto violentamente reprimidos pelas autoridades, registando-se centenas de mortos e feridos, algo que levou o Presidente norte-americano, Donald Trump, a ameaçar uma intervenção militar.


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