© Lusa 19/05/2026
"Cento e setenta e cinco militantes do Estado Islâmico foram eliminados no campo de batalha", indicou, em comunicado, o porta-voz do exército, Samaila Uba.
Os ataques conjuntos, precisou, "permitiram a destruição de postos de controlo do Estado Islâmico, esconderijos de armas, centros logísticos, equipamento militar e redes financeiras utilizadas para apoiar operações terroristas".
Desde 2009, uma insurgência 'jihadista' conduzida pelo Boko Haram e, posteriormente, pelo seu rival, o grupo Estado Islâmico na África Ocidental (Iswap), provocou mais de 40 mil mortos e dois milhões de deslocados no nordeste do país mais populoso de África, segundo a ONU.
No sábado, o líder 'jihadista' Abou Bilal al-Minuki, apresentado por Samaila Uba como "um dos agentes mais importantes do EI no mundo", foi morto numa aldeia isolada do nordeste durante uma operação dos dois países.
"Al-Minuki desempenhava um papel central nas operações externas, coordenando o financiamento do terrorismo, o recrutamento, a logística e o planeamento de ataques contra nigerianos e civis inocentes em todo o mundo", explicou o porta-voz, acrescentando que "a sua morte perturba gravemente o comando do Estado Islâmico, a coordenação operacional e as redes de ataques externos".
Após o anúncio da morte de Al-Minuki, o Presidente nigeriano, Bola Tinubu, agradeceu ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, pelo seu "apoio inabalável", afirmando esperar "com expectativa ataques mais decisivos contra todos os enclaves terroristas em todo o país".
O Comando dos Estados Unidos para África confirmou os ataques, afirmando que nenhum militar norte-americano ou nigeriano ficou ferido.
Em fevereiro, os Estados Unidos enviaram tropas para a Nigéria numa missão considerada sobretudo de aconselhamento e treino, mas a operação conjunta dos últimos dias sinaliza um envolvimento norte-americano mais ativo.

Sem comentários:
Enviar um comentário