terça-feira, 19 de maio de 2026

EAU afirmam que drones que visaram central nuclear partiram do Iraque... Os Emirados Árabes Unidos declararam hoje que os drones que visaram uma instalação nuclear no domingo partiram do Iraque, onde grupos apoiados pelo Irão têm dirigido ataques contra países vizinhos desde o início da guerra no Golfo.

© Getty Images   Por  LUSA   19/05/2026 

"No âmbito da investigação em curso sobre o ataque flagrante à instalação nuclear de Barakah, em 17 de maio de 2026, a monitorização e o rastreio técnico confirmaram que os três drones (...) partiram de território iraquiano", afirmou o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos em comunicado.

Desde domingo, as autoridades dos Emirados detetaram seis drones que "tentaram atacar áreas civis e vitais do país", segundo o Ministério da Defesa, e, após investigações, concluiu-se que "todos tiveram origem em território iraquiano", sem apontar nenhum grupo específico.

Nenhum grupo reivindicou a autoria dos ataques, que não provocaram vítimas nem causaram danos significativos à segurança das instalações visadas, segundo o comunicado.

Milícias xiitas apoiadas por Teerão lançaram repetidos ataques com drones contra os estados árabes do Golfo desde o começo, em 28 de fevereiro, da ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

Não houve registo de feridos ou fuga radiológica em Barakah após o ataque, que, segundo as autoridades dos Emirados, atingiu um gerador elétrico fora do perímetro interior das instalações, sem causar problemas de segurança.

Os Emirados Árabes Unidos, que albergam defesas aéreas e pessoal de Israel, acusaram recentemente o Irão de lançar ataques com drones e mísseis após o cessar-fogo acordado por Washington e Teerão, em vigor desde 08 de abril.

O porta-voz do Governo iraquiano, Bassem al-Awadi, sem abordar as conclusões do Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, emitiu hoje um comunicado a expressar "forte condenação" dos recentes ataques com drones contra os Emirados Árabes Unidos.

"Destacamos também a importância de uma cooperação regional e internacional eficaz para evitar qualquer escalada ou dano à estabilidade da região, ou qualquer ataque à segurança e soberania das nações irmãs e amigas", sustentou o executivo de Bagdad, que se opõe "categoricamente ao uso do seu território, espaço aéreo e águas territoriais para lançar ataques contra países vizinhos".

A central nuclear de Barakah, avaliada em 20 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros), foi construída pelos Emirados Árabes Unidos com apoio da Coreia do Sul e entrou em funcionamento em 2020.

É a única central nuclear do mundo árabe e pode satisfazer um quarto das necessidades energéticas do país.


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Os Emirados Árabes Unidos (EAU) consideraram hoje que o ataque com drones registado no domingo nas imediações da central nuclear de Barakah, em Abu Dhabi, foi um "ato terrorista" contra um "projeto pacífico".

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