Por LUSA
Segundo aquela publicação, Moscovo tem fornecido a Teerão informações sobre os alvos específicos na região do golfo Pérsico e noutras áreas, que cita três fontes ligadas ao setor.
Já o porta-voz da presidência russa (Kremlin), Dmitri Peskov, declarou que o conflito entre israelo-americano contra a República Islâmica iraniana não é guerra sua e que a Rússia deve dedicar-se as seus próprios interesses.
Moscovo condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o aliado Irão, mas evitou entrar críticas mais latas ao presidente norte-americano, Donald Trump, algo vários analistas interpretaram como forma de o Kremlin manter poder negocial face a Washington em relação à guerra na Ucrânia.
O Washington Post relata não ser claro até que ponto a Rússia está a ajudar o Irão e que a capacidade iraniana de localizar forças americanas está a diminuir gradualmente, segundo as fontes anónimas citadas.
O Irão possui apenas alguns satélites de uso militar e nenhuma 'constelação' de aparelhos do género, portanto, ter acesso às capacidades aeroespaciais russas seria uma vantagem.
O ataque com drones iranianos no domingo contra o Kuwait, matou seis militares americanos, por exemplo, e Teerão já lançou milhares de drones e centenas de mísseis contra posições norte-americanas, incluindo embaixadas, na região.
A possível assistência de Moscovo complicaria a situação para o Pentágono, que está rapidamente a esgotar seu arsenal de baterias antiaéreas, a ponto de, em "dias", ter que começar a selecionar alvos, ainda segundo o Post.
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