Por LUSA
"Vários membros das forças do Gana (da FINUL) ficaram feridos após a sua posição na localidade de al-Qaouzah ter sido atacada", informou a agência estatal libanesa, sem especificar a origem do ataque.
A FINUL ainda não se pronunciou sobre este ataque.
Na quinta-feira, a missão de paz no Líbano disse estar "seriamente preocupada com a exigência israelita de que os civis se retirem das suas casas para norte do rio Litani", que marca a zona de demarcação no sul do país até à fronteira israelo-libanesa sob supervisão dos "capacetes azuis" e do exército das autoridades de Beirute.
Israel e as milícias do grupo xiita libanês Hezbollah retomaram os confrontos militares no Líbano, após o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel desde sábado no Irão.
Ao longo da semana, o Hezbollah, aliado de Teerão, lançou dezenas de projéteis contra o norte de Israel, que pelo seu lado intensificou os bombardeamentos no Líbano e expandiu as posições que já ocupava no sul do país desde o anterior conflito entre as duas partes, que nunca foi verdadeiramente terminado com o cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024.
Segundo o exército israelita, o Hezbollah disparou 70 'rockets' e drones contra o seu território, e, no sentido contrário, 26 vagas de ataques aéreos foram lançados por Israel no Líbano contra cerca de 500 alegados alvos do grupo xiita, que resultaram em 70 mortos dos seus elementos.
Na quinta-feira, o comandante do exército israelita informou que as suas tropas em operações terrestres no Líbano receberam ordens para avançar ainda mais no país, de forma a expandir a sua zona de controlo ao longo da fronteira com Israel, apesar da presença da FINUL.
"Estamos a atacar com força, na linha da frente e a penetrar mais profundamente no Líbano. Ordenei às forças [israelitas] que avancem e expandam a zona de controlo ao longo da fronteira, estabelecendo posições em pontos-chave no sul do Líbano", disse Eyal Zamir numa declaração televisiva.
No seu último comunicado, a FINUL reiterou o seu apelo para que "todos os combatentes exerçam a máxima contenção" e redobrem os esforços para "evitar que a situação atual se descontrole".
A missão da ONU observou ataques aéreos do Hezbollah contra Israel, em violação da resolução 1701 do Conselho de Segurança, bem como "tropas e atividades israelitas em vários locais do sul do Líbano, enquanto os ataques aéreos e outras atividades aéreas israelitas continuam".
O alto-comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou hoje o impacto das "ordens de deslocação em massa" emitidas pelo exército israelita em vários bairros de Beirute e em zonas do sul e leste do país, avisando que estas medidas "causam ainda mais miséria e sofrimento" a uma população já mergulhada numa crise há anos.
O alto-comissariado da ONU apelou às partes para que "se afastem da iminência de uma escalada grave neste conflito no Líbano", ao mesmo tempo que exigiu o alívio urgente da tensão, a par do cumprimento das suas obrigações ao abrigo da resolução 1701 do Conselho de Segurança e a implementação dos acordos de cessar-fogo de 2024.
"A soberania do Líbano e os direitos humanos do seu povo devem ser respeitados", disse Ravina Shamdasani, porta-voz do organismo da ONU.
O acordo de cessar-fogo estipulava que tanto Israel como o Hezbollah deveriam retirar as suas forças do sul do Líbano, numa área supervisionada pelas forças da ONU e pelo exército libanês.
No entanto, o exército israelita mantém cinco postos avançados em território do país vizinho, que agora expandiu, e nunca deixou de lançar ataques aéreos contra alegados alvos do Hezbollah, que acusa de violação do acordo e de procurar a recuperação das suas capacidades militares.
Na quinta-feira, o Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou um plano para impedir que o Líbano "seja arrastado para a guerra", através do apoio às autoridades de Beirute nos seus esforços para desarmar o Hezbollah, depois de terem proibido as suas atividades militares.
O movimento aliado de Teerão tem recusado as ordens do Governo libanês, que acusa de cederem aos interesses de Israel e Estados Unidos.
Segundo dados oficiais de Beirute, pelo menos 217 pessoas morreram e 788 foram feridas no Líbano desde o começo desta nova crise, além de dezenas de milhares que ficaram deslocadas.
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