terça-feira, 13 de janeiro de 2026

"Horror". Londres, Paris e Berlim convocam embaixadores do Irão... Reino Unido, França, Alemanha e outros países europeus anunciaram hoje ter convocado os embaixadores do Irão para protestar contra a repressão das manifestações e ameaçaram com novas sanções contra o país.

Por LUSA 

Numa declaração no Parlamento britânico sobre a situação no Irão, a chefe da diplomacia britânica afirmou ter instruído o secretário de Estado responsável pelo Médio Oriente para convocar o embaixador do Irão "para sublinhar a gravidade do momento e exigir que o Irão responda aos relatos horríveis".

Yvette Cooper disse temer que "os relatos subestimem a magnitude do horror, à medida que outras provas e testemunhos chegam ao mundo exterior".

A responsável anunciou que o Governo vai apresentar uma proposta de lei para "impor sanções completas e adicionais, bem como medidas setoriais" a visar finanças, energia, transportes ou "outras indústrias importantes que contribuem para o desenvolvimento nuclear iraniano".

A ministra lembrou que Londres já sanciona "atores-chave dos setores energético, petrolífero, nuclear e financeiro no Irão".

Na terça-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu que novas sanções contra Teerão seriam rapidamente propostas aos 27 países-membros.

"Vamos trabalhar mais com a UE e outros parceiros para examinar quais medidas adicionais poderão ser necessárias em resposta aos próximos desenvolvimentos", adiantou Cooper.

O homólogo francês, Jean-Noel Barrot, e os Ministérios dos Negócios Estrangeiros alemão, finlandês e dinamarquês anunciaram igualmente ter convocado os embaixadores iranianos nos respetivos países.

"Não haverá impunidade" para os autores dessa repressão, advertiu Barrot perante a Assembleia Nacional francesa, insistindo que o povo iraniano se levantou para reivindicar "justiça e liberdade". O responsável francês condenou a repressão "intolerável, insuportável e desumana" dos protestos das últimas semanas.

Berlim considerou que "a brutalidade com que o regime iraniano age contra a própria população é chocante" e pediu o "fim à violência.

Entretanto, o Governo irlandês decidiu adiar a cerimónia de apresentação das cartas credenciais do novo embaixador do Irão em Dublin, devido à repressão dos protestos pelas autoridades iranianas. 

A organização não-governamental (ONG) Iran Human Rights (IHR) afirmou que a repressão dos protestos, que começaram a 28 de dezembro num contexto de crise económica, mas que agora desafiam o poder, está a intensificar-se. 

O número de mortos nos protestos, iniciados em 28 de dezembro, terá subido para pelo menos 2.000 pessoas, disse a IHR.

O balanço anterior referia 648 manifestantes mortos em 14 províncias no Irão, de acordo com a mesma ONG.


Leia Também: Pelo menos 2 mil pessoas foram mortas no Irão durante manifestações

O número de mortos nos protestos que contestam há 16 dias o regime do Irão terá subido para pelo menos 2.000 pessoas, denunciou hoje a organização não-governamental (ONG) Iran Human Rights.


Sem comentários:

Enviar um comentário