© cnsphoto via REUTERS Por LUSA 23/05/2026
A explosão ocorreu às 19h29 locais (12h29 em Lisboa) de sexta-feira, nesta mina situada na área de Qinyuan, quando estavam a trabalhar 247 pessoas no local, informou a Xinhua.
O número de mortos tem vindo a aumentar ao longo do dia: num primeiro balanço divulgado esta manhã, as autoridades avançaram com oito mortos, 201 pessoas retiradas com vida e 38 presas no interior.
A televisão estatal chinesa CCTV indicou que, além dos 82 mortos, nove pessoas continuam desaparecidas.
As autoridades ainda não detalharam as circunstâncias concretas em que ocorreu a explosão, indicando apenas que os trabalhos de resgate continuam em curso.
A Xinhua indicou que um responsável da empresa proprietária da mina ficou sob custódia das autoridades, numa medida que aponta para o início da averiguação de possíveis responsabilidades pela explosão.
O Presidente chinês, Xi Jinping, já veio pedir que as operações de busca sejam reforçadas e que se preste assistência aos feridos, que se investiguem as causas da explosão e apurem responsabilidades.
O vice-primeiro-ministro Zhang Guoqing deslocou-se ao local para acompanhar os trabalhos de resgate e a gestão pós-acidente.
As minas de carvão, material com o qual a China gera cerca de 60% da energia, continuam a registar uma elevada taxa de acidentes, embora nos últimos anos o número de acidentes mortais tenha diminuído significativamente.
O setor mineiro chinês registou mais de 3.000 mortes entre 2018 e 2023, um número que, no entanto, representa uma diminuição de 53,6% em relação ao quinquénio anterior, de acordo com dados oficiais.

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