© KAWNAT HAJU/AFP via Getty Images Por LUSA 25/04/2026
O anúncio da trégua por Washington foi uma condição imperativa das autoridades iranianas para prolongar o cessar-fogo na guerra do Irão e permitir negociações, que deverão recomeçar hoje no Paquistão.
As forças de Israel atacaram posições de lançamento de foguetes do Hezbollah em Deir Zahran, Kafr Raman e Al Saamiya, disse o estado-maior israelita num comunicado citado pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP).
As zonas atacadas situam-se a norte da linha amarela que marca as posições avançadas de Israel após a invasão do sul do Líbano.
Ainda não há registo de vítimas nestes novos ataques de Israel.
A agência oficial de notícias libanesa NNA confirmou confrontos entre Israel e o Hezbollah em Bint Jbeil, bastião das milícias no sul libanês, igualmente sem confirmação de baixas até ao momento.
Nas últimas horas, o jornal israelita Haaretz, que cita fontes militares, noticiou que o exército retirou "boa parte das forças" no sul do Líbano para consolidar posições em vez de continuar a avançar.
O exército israelita ainda controla uma linha de posições nas colinas situadas entre oito e 10 quilómetros a norte da fronteira com o Líbano para impedir que mísseis antitanque atinjam as populações fronteiriças.
No entanto, o número de efetivos e a carga de trabalho diminuíram significativamente, de acordo com as informações do Haaretz.
A ofensiva de Israel no Líbano contra o grupo xiita pró-iraniano Hezbollah já causou mais de 2.400 mortos e um milhão de deslocados desde 02 de março, segundo as autoridades de Beirute.
O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Médio Oriente ao atacar Israel em retaliação pela morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, no início da ofensiva israelo-americana contra Teerão.
O grupo xiita rejeitou na sexta-feira o cessar-fogo "perante a continuação dos atos hostis de assassínio, bombardeamento e disparos por parte de Israel".
"Cada ataque israelita contra qualquer alvo libanês, independentemente da natureza, confere à resistência o direito de responder proporcionalmente, de acordo com o contexto no terreno", advertiu o deputado do Hezbollah Ali Fayyad.
Israel exige ao Governo do Líbano o desarmamento do Hezbollah, entre outras condições para cessar as hostilidades.

Sem comentários:
Enviar um comentário