sexta-feira, 3 de abril de 2026

EUA e Israel resgatam um dos tripulantes do caça abatido pelo Irão... Fontes norte-americanas e israelitas disseram hoje que um tripulante de um caça norte-americano, que Teerão disse hoje ter abatido, foi resgatado.

© Getty Images   Por  LUSA   03/04/2026 

A informação foi divulgada pela agência de notícias Associated Press (AP), que citou fontes militares que falaram sob anonimato para descrever as operações, ainda em curso. 

O resgate aconteceu enquanto as forças norte-americanas conduziam uma operação de busca e salvamento, de acordo com três pessoas que falaram sob anonimato.

A operação está a ser acompanhada por forças israelitas.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse, em comunicado, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, foi informado do incidente, sem acrescentar pormenores.

Antes, a televisão estatal iraniana avançou que as Forças Armadas do país tinham abatido um caça norte-americano no sul, o que provocou uma operação dos EUA e Israel.

A emissora estatal IRIB mostrou imagens de dois supostos helicópteros dos EUA que estavam à procura dos pilotos do caça abatido, com capacidade para uma tripulação de dois elementos, indicou a agência de notícias EFE.

A agência iraniana Fars noticiou que as forças iranianas iniciaram buscas para localizar a tripulação.

Um comunicado da polícia, divulgado pelas forças de segurança iranianas, registou que o avião foi alvejado enquanto sobrevoava o centro do Irão, tendo sido abatido na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste.

"Se capturarem o ou os pilotos inimigos com vida e os entregarem à polícia ou às Forças Armadas, receberão uma generosa recompensa", disse a polícia, na mensagem lida na transmissão da televisão estatal.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com ataques a alvos israelitas, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas de países vizinhos.

Em março, as forças iranianas anunciaram que tinham atingido e danificado um F-35 norte-americano, mas esta é a primeira vez desde o início do conflito que os órgãos de comunicação social noticiaram o abate de um caça.


A televisão estatal iraniana disse hoje que as Forças Armadas do país abateram um caça norte-americano F-15E no sul do país e que decorre uma operação para resgatar a tripulação.

Israel destruiu 70% da produção de aço iraniano, diz Netanyahu... Israel destruiu 70% da produção de aço iraniana, anunciou hoje o Governo israelita, garantindo que vai continuar as operações contra o movimento xiita Hezbollah e o Irão, em coordenação com os Estados Unidos.

Por LUSA 

"Nos últimos dias, a Força Aérea destruiu 70 % da capacidade de produção de aço do Irão. Trata-se de uma conquista tremenda que priva a Guarda Revolucionária de recursos financeiros e da capacidade de produzir armamento", afirmou o primeiro-ministro israelita, numa mensagem de vídeo publicada nos seus canais.

No vídeo, gravado depois de uma avaliação militar na base principal da unidade dos serviços secretos do Exército israelita em Telavive, Benjamin Netanyahu acrescentou ter atacado, nos últimos dias, "pontes e infraestruturas" iranianas estratégicas em operações conjuntas com os EUA.

"Em plena coordenação entre o Presidente [norte-americano, Donald] Trump e eu, entre as Forças de Defesa de Israel e as forças armadas dos Estados Unidos, continuaremos a esmagar o Irão. Este regime está mais fraco do que nunca; Israel está mais forte do que nunca", afirmou.

No Líbano, o primeiro-ministro israelita indicou que o Exército vai continuar a "alargar a cintura de segurança" para "proteger as comunidades do norte" de Israel", que já controla a zona situada a sul do rio libanês Litani, o que representa aproximadamente 8% do território do país vizinho.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou que o Exército ia iniciar a demolição de habitações em aldeias do sul do Líbano, consideradas "postos avançados" do Hezbollah, apoiado pelo Irão.

O movimento xiita libanês enfrenta Israel desde 02 de março, em apoio a Teerão, no segundo conflito armado em apenas ano e meio.

Israel mantém uma intensa campanha de bombardeamentos principalmente contra o sul e o leste do Líbano, bem como nos arredores de Beirute, enquanto desenvolve uma invasão terrestre na região mais meridional do seu território.

O Ministério da Saúde libanês elevou para mais de 1.200 o número de mortos no país devido aos bombardeamentos israelitas, desde 02 de março.

O Irão não apresentou um balanço oficial de mortos desde a primeira semana da ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos, altura em que situaram o número em 1.230 vítimas mortais.

No entanto, a organização não-governamental (ONG) da oposição HRANA, com sede nos EUA, registou mais de 3.400 mortos, entre os quais mais de 1.500 civis.


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A apreensão de munições nos portos internacionais de Cabo Verde mais do que duplicou em 2025, correspondendo a um aumento de 113,2% face a 2024, anunciou a Polícia Nacional.


VENDEDORES DE CARNE BOVINA EM BISSAU PEDEM INTERVENÇÃO URGENTE DO GOVERNO NA REGULAÇÃO DE PREÇOS

Por  RSM 03/04/2026

Os vendedores de carne de vaca nos mercados de Bissau apelam ao Governo para uma intervenção urgente na regulação dos preços praticados no matadouro, alertando que a situação atual está a afetar gravemente tanto os comerciantes como os consumidores.

A preocupação foi manifestada esta sexta-feira, durante uma reportagem da Rádio Sol Mansi (RSM), que procurou avaliar o poder de compra da população nos principais mercados da capital.

Segundo os vendedores, a subida constante dos preços tem afastado clientes, numa altura em que o país enfrenta sérias dificuldades económicas. “Os consumidores já não conseguem comprar como antes”, lamentam, sublinhando que a queda nas vendas está a comprometer a sua sobrevivência.

Por sua vez, as mulheres vendedoras de legumes também se mostram preocupadas com a fraca capacidade de compra registada nos últimos meses. De forma unânime, alertam ainda para o risco de agravamento da situação devido à escassez de combustível no mercado, cenário que poderá provocar um novo aumento dos preços dos produtos de primeira necessidade.

Perante este contexto, os comerciantes defendem que uma intervenção do Governo é essencial para estabilizar os preços, aliviar a pressão sobre as famílias e garantir o acesso da população a bens alimentares básicos.

O Presidente do SINAPROF, Domingos de Carvalho, denunciou alegadas perseguições contra o coletivo de professores contratados das escolas públicas da Guiné-Bissau, durante uma conferência de imprensa realizada hoje.


‎SINAPROF DENUNCIA PERSEGUIÇÃO A PROFESSORES CONTRATADOS E ADMITE LEVAR CASO A INSTÂNCIAS INTERNACIONAIS 
O presidente do Sindicato Nacional de Professores (SINAPROF), Domingos de Carvalho, denunciou esta sexta-feira alegados atos de perseguição contra responsáveis do coletivo de professores contratados das escolas públicas.
Segundo o líder sindical, a situação surge na sequência das reivindicações apresentadas esta semana pelo coletivo, que exige o pagamento de salários em atraso há quase dois anos.
‎Falando em conferência de imprensa, em Bissau, Domingos de Carvalho afirmou que o sindicato poderá recorrer a organizações internacionais da classe docente para denunciar o que considera ser uma tentativa de silenciamento dos professores guineenses.
‎Na ocasião, o responsável apelou ainda à união e coesão entre os docentes, sublinhando a importância de uma resposta conjunta face às dificuldades enfrentadas pela classe. Dirigiu igualmente um apelo aos proprietários de escolas privadas, no sentido de demonstrarem solidariedade com o sindicato, caso venha a ser declarada uma greve no setor educativo.
‎Recorde-se que, na última terça-feira, após a entrega do caderno reivindicativo ao Ministério da Função Pública, o SINAPROF ameaçou avançar para a paralisação do ensino público, em protesto contra a situação laboral dos professores, manifestando indignação e descontentamento com as condições atuais.
RSM: 03-04-2026

O Comissáriado da Ordem Pública da Guiné-Bissau mobilizou 1936 efetivos, incluindo Polícia da Ordem Pública, Guarda Nacional, Proteção Civil e Bombeiros, para garantir a segurança durante as comemorações da Páscoa em todo o país.

Vídeo de Donald Trump a dançar com espada na mão é real?... Donald Trump volta a dar que falar nas redes sociais com a sua dança típica, mas agora com uma espada na mão. O vídeo é real ou montagem? A SIC Verifica.

MARCO BELLO/REUTERS  Por sicnoticias.pt

Nos últimos dias, tem surgido um debate nas redes sociais sobre se um vídeo viral do Presidente norte-americano a dançar com uma espada na mão é real ou se foi criado com recurso a inteligência artificial (IA).

"Por favor, digam-me que isto é IA", lê-se na legenda de uma das publicações, uma questão que se multiplica na caixa de comentários.

Será que aconteceu mesmo?

Apesar das dúvidas de muitos utilizadores, o episódio aconteceu no dia 20 de janeiro de 2025 e prova disso são os registos em vídeo das agências de notícias internacionais, como a Reuters.

O vídeo regista um momento do Commander-in-Chief Ball (Baile do Comandante-em-Chefe), em Washington, D.C., um dos eventos oficiais da tomada de posse de Donald Trump.

Nesta celebração, Trump foi surpreendido com uma miniatura em bolo do icónico Air Force One, o avião presidencial dos EUA. Com uma espada na mão para celebrar o momento - e com os seus habituais passos de dança em comícios ao som de 'Y.M.C.A.' - o Presidente dançou com uma espada na mão perante os convidados, um episódio que foi registado pelas câmaras.

A SIC Verifica que o vídeo é...

Apesar das dúvidas de muitos utilizadores das redes sociais, o momento de dança de Donald Trump com uma espada na mão aconteceu e foi registado por agências de notícias internacionais.

ARTEMIS II: NASA confirma sucesso da manobra para lançar missão Artemis II rumo à Lua... A agência espacial dos Estados Unidos NASA confirmou que foi concluída com sucesso a manobra que colocou a missão tripulada Artemis II rumo à Lua, apesar de incidentes menores que não comprometem o voo.

© Lusa  03/04/2026 

Na quinta-feira, a NASA reconheceu que, durante as fases iniciais da operação da sonda Orion, houve ajustes técnicos e uma breve interrupção nas comunicações, que já foi resolvida, mas insistiu que não há preocupações quanto à missão.

"Encontrámos alguns problemas ao longo do caminho, mas nenhum representa uma preocupação neste momento", disse Howard Hu, gestor do programa Orion, em conferência de imprensa.

A sonda realizou a chamada 'injeção translunar', uma manobra que gerou o impulso necessário para deixar a órbita da Terra e iniciar a viagem em direção à Lua, que deverá durar entre três a quatro dias, durante os quais tripulantes irão realizar mais testes e experiências científicas.

A NASA sublinhou que a manobra, que durou cinco minutos e 52 segundos, foi executada "de forma perfeita" pela equipa de controlo de voo em Houston, no sul dos Estados Unidos.

A manobra inlui a última grande queima de motor da missão, após a qual a nave espacial continuará a trajetória, impulsionada pelas leis da mecânica orbital, em torno da Lua e, mais tarde, de volta à Terra.

A agência espacial norte-americana salientou ainda que a tripulação está de boa saúde e que os sistemas da cápsula estão a funcionar conforme o planeado.

Durante o primeiro dia completo no espaço, a tripulação realizou verificações e manobras em órbita que visaram garantir a fiabilidade e a segurança da nave, que até à data nunca transportou humanos.

"Este é ainda um voo de teste (...) continuaremos a recolher informações importantes diariamente para aprender a operar esta nave espacial no ambiente espacial real", destacou Hu.

Com condições meteorológicas favoráveis, o foguetão SLS - o mais poderoso já lançado pela NASA - levantou voo na quarta-feira do Centro Espacial Kennedy, no estado da Florida, para o primeiro voo tripulado em torno da Lua em mais de 50 anos.

Esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.

Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto, a mais de 400 mil quilómetros da Terra, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13, tornando-se os humanos que viajaram mais longe da Terra.

Após um voo de teste do foguetão e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que funcionam corretamente durante a missão Artemis II antes de tentar uma alunagem em 2028, na missão Artemis IV.

As suas observações poderão ajudar a NASA a escolher o local de aterragem da Artemis IV, que se aventurará no Polo Sul da Lua, onde nunca esteve nenhum ser humano.

A trajetória seguida pela Orion é a designada de "retorno livre", o que significa que foi desenhada para que a nave espacial seja atraída pela Lua e depois trazida de volta à Terra naturalmente.

A viagem de regresso durará três ou quatro dias e será marcada pela reentrada atmosférica, um dos momentos mais perigosos da missão, após o que a nave espacial amarará no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.

Ao contrário do que aconteceu com o programa Apollo, a NASA está a colaborar agora com outros países, principalmente europeus, e com o setor privado, incluindo a SpaceX e a Blue Origin, de Elon Musk e Jeff Bezos, respetivamente, que serão responsáveis pelo desenvolvimento dos módulos de aterragem lunar.


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Passageiros de um voo comercial, que fazia a ligação de Costa Rica a Atlanta, tiveram a oportunidade única de assistir ao lançamento da missão no momento em que sobrevoavam a Florida. Momento foi captado em vídeo.

Líder da junta militar diz que povo do Burkina Faso deve "esquecer democracia"... O povo do Burkina Faso deve "esquecer a democracia", declarou Ibrahim Traoré, líder da junta militar que controla o país desde o golpe de Estado de setembro de 2022.

© Lusa    03/04/2026 

A transição política, prometida após um primeiro golpe, em janeiro de 2022, deveria ter sido concluída em julho de 2024, com eleições.

No entanto, a junta adotou uma Constituição que lhe permite manter-se no poder até 2029 e que autoriza Traoré a candidatar-se às "eleições presidenciais, legislativas e autárquicas", que estão previstas para o final desse período.

Em outubro de 2025, o regime militar dissolveu a Comissão Eleitoral Nacional Independente e, em fevereiro passado, dissolveu todos os partidos políticos, cujas atividades já tinham sido suspensas.

"Nem sequer estamos a falar de eleições... as pessoas precisam de esquecer a democracia; a democracia não é para nós", declarou Traoré na quinta-feira à noite, numa conferência de imprensa transmitida pela emissora estatal RTB.

"Não vivemos numa democracia", já tinha afirmado em 2025 o capitão.

Traoré foi questionado durante mais de duas horas por jornalistas do Burkina Faso e do estrangeiro, incluindo a emissora pública italiana Rai e o canal privado britânico Sky News --- um acontecimento raro.

Desde que chegou ao poder, o regime militar, hostil aos países ocidentais e sobretudo à antiga potência colonial França, proibiu ou suspendeu a transmissão de vários órgãos de comunicação internacionais e expulsou alguns dos seus jornalistas.

Na quinta-feira, Traoré abordou também o caso do antecessor, o ex-tenente-coronel Paul Henri Sandaogo Damiba, que chegou ao poder no golpe de janeiro de 2022.

Damiba é acusado de arquitetar várias tentativas de golpe e está a ser processado por corrupção. Foi recentemente extraditado pelo Togo para o Burkina Faso, a pedido da junta militar.

"Já foi visto por um juiz (...) Está nas mãos do sistema judicial", disse Traoré.

O Burkina Faso é assolado há quase uma década pela violência perpetrada por grupos fundamentalistas islâmicas, que já ceifou milhares de vidas.

De acordo com dados da organização Armed Conflict Location & Event Data, pelo menos 10.600 civis terão sido mortos desde 2016.

Mas a organização de defesa do direitos humanos Human Rights Watch (HRW) alertou, num estudo divulgado na quinta-feira, que o número real poderá ser superior devido à subnotificação de incidentes e à restrição da liberdade de imprensa, pois o Governo burquinense é acusado de esconder informações sobre o conflito.

O relatório acusa as forças governamentais do Burkina Faso e extremistas presentes no país desde 2016 de cometerem crimes contra a humanidade de forma generalizada e acrescenta que pelo menos 1.837 pessoas foram mortas em dois anos. 

Para a HRW, o país está mergulhado num conflito marcado por "assassínios e outros abusos graves contra civis", que estão "no cerne das táticas militares" tanto do Governo como dos fundamentalistas.

Traoré negou todas as acusações na quinta-feira, afirmando que "não há provas".

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas, citados pela HRW, cerca de dois milhões de pessoas foram forçadas a fugir das suas casas devido aos combates entre o exército e o grupo extremista Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), afiliado da Al-Qaeda.

O chefe da junta indicou ainda que a aliada Rússia estava a fornecer equipamento militar , mas que "ninguém está a treinar o exército burquinense" e que "no terreno, são os soldados burquinenses que estão a combater".