© GENYA SAVILOV/AFP via Getty Images Por LUSA 12/05/2026
Até à semana passada, os advogados de defesa das famílias tinham identificado apenas 310 casos.
O advogado Percy Salinas indicou nas redes sociais que têm a confirmação de que 20 peruanos faleceram em combate e outros 19 ficaram feridos e permanecem hospitalizados, segundo conseguiram verificar.
Além disso, a equipa de advogados que defende as famílias confirmou que quatro peruanos estão presos na Ucrânia e ainda aguardam pelas identidades de mais oito cidadãos detidos.
A defesa legal juntamente com as famílias e autoridades assegurou ter constatado também que mais cinco peruanos faleceram em combate, a partir das fotografias das placas de identificação e até dos cadáveres.
O grupo de advogados representava cerca de 300 peruanos afetados, mas Salinas confirmou à agência de notícias espanhola EFE que, progressivamente, este número de cidadãos na mesma situação cresceu e já atingiu os 635, e poderá aumentar ainda mais.
As famílias denunciam que estes cidadãos, normalmente de baixos recursos, assinaram contratos para assumir empregos de segurança, transportadores, mineiros, entre outros, mas foram supostamente enganados e enviados para a frente de batalha.
Desde finais de abril, as famílias pedem ao Ministério dos Negócios Estrangeiros do Peru que coordene com a Rússia o repatriamento destes homens.
Aquele ministério peruano solicitou ao embaixador russo informações sobre o paradeiro e estado de saúde de uma lista de peruanos que se encontram aparentemente na zona de conflito, lembrando que todo peruano que se alistar numa força militar estrangeira deve contar com a sua autorização prévia.
Pelo menos, cerca de 15 peruanos conseguiu regressar ao Peru, a maioria assistida pelo serviço diplomático exterior peruano, após conseguir chegar à embaixada do Peru em Moscovo, tendo a representação diplomática garantido assistência aqueles homens para o seu repatriamento.
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