Por LUSA
Na região, localizada no deserto do Neguev, "em todos os pontos afetados, as equipas do Magen David Adom (MDA, equivalente israelita à Cruz Vermelha) assistiram 39 pessoas feridas com estilhaços, traumatismos sofridos enquanto se dirigiam para áreas protegidas", precisou o MDA num comunicado.
Entre os feridos atingidos por estilhaços, encontram-se um menino com cerca de dez anos, em estado grave, e uma mulher na faixa dos 40, segundo o MDA.
A televisão israelita exibiu imagens de um edifício de apartamentos com a fachada praticamente destruída, crivada de buracos e estilhaços, numa zona urbana.
A localização exata dos pontos atingidos é ainda desconhecida, mas as imagens divulgadas nas redes sociais mostram explosões em áreas urbanas.
A cidade de Dimona alberga o Centro de Investigação Nuclear do Neguev Shimon Peres, uma instalação dedicada a pesquisa que, segundo a imprensa estrangeira, esteve envolvida na produção de armas nucleares nas últimas décadas.
Há pouca informação disponível sobre a instalação nuclear de Dimona, uma vez que Israel mantém uma política de "ambiguidade estratégica", não confirmando nem negando a posse de armas nucleares.
Este ataque iraniano ocorreu no mesmo dia em que os Estados Unidos realizaram ataques ao complexo nuclear iraniano de Natanz, no centro do Irão.
O Exército israelita, contactado pela agência de notícias francesa, AFP, após a difusão nas redes sociais de imagens mostrando uma bola de fogo a atingir o solo, indicou tratar-se do "impacto direto de um míssil num edifício" da cidade de Dimona.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases militares norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.
Leia Também: G7 exige a Teerão "fim imediato" de ataques "injustificáveis"
Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países do G7 exigiram hoje ao Irão que "ponha fim imediata e incondicionalmente" aos seus ataques "injustificáveis" contra os países do Médio Oriente, segundo uma declaração conjunta.


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