segunda-feira, 6 de abril de 2026

Rússia denuncia cooperação ucraniana e japonesa na indústria de armamento... O Governo da Rússia criticou hoje a cooperação entre empresas japonesas e a indústria do armamento ucraniana, por considerar que ajuda a prolongar o conflito, ao cabo de quatro anos de invasão russa da Ucrânia.

Por  LUSA 

"Ao apoiar o regime neonazi de Zelensky [presidente da Ucrânia], o Japão se envolve cada vez mais no conflito ucraniano, prejudicando ainda mais as relações com a Rússia, que já se tinham deteriorado significativamente pelas ações de Tóquio", declarou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova.

Quando passam já quatro anos desde a invasão russa à Ucrânia, esta colaboração "claramente apeada pelas autoridades oficiais" do Japão torna-se "abertamente hostil e prejudicial aos interesses de segurança" da Rússia, incluindo "a proteção da população civil".

"É evidente que estas decisões não contribuem para uma pronta resolução da situação na Ucrânia, antes prolongam o conflito", declarou Zakharova, em conferência de imprensa.

Moscovo reagia a um acordo fechado entre o fabricante de 'drones' japonês Terra Drone Corporation e a ucraniana Amazing Drones, considerando ainda como alvo legítimo quaisquer infraestruturas de produção de material militar.


Leia Também: Rússia confirma morte de comandante militar em acidente com avião na Crimeia

As autoridades russas confirmaram hoje a morte do comandante do Corpo de Aviação Mista da Frota do Norte, tenente-general Alexandr Otroshenko, na queda de um avião na Crimeia em 31 de março

Trump: Mais de 170 aeronaves envolveram resgate de pilotos dos EUA... O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, revelou hoje que mais de 170 aeronaves militares participaram na operação de resgate de dois pilotos de caças norte-americanos em território iraniano no fim de semana.

Por  LUSA 

Numa conferência de imprensa na Casa Branca, Trump especificou que a primeira missão envolveu 21 aeronaves e a segunda mobilizou 155 aparelhos, tendo permitido recuperar os militares em segurança.

O Presidente indicou ainda que dois aviões de transporte militar ficaram imobilizados na areia durante a operação e tiveram de ser destruídos no local.

Na mesma conferência de imprensa, Trump ameaçou um órgão de comunicação social norte-americano, que não identificou, com medidas legais, após alegadas fugas de informação sobre a operação de busca de um piloto desaparecido no Irão.

De acordo com o chefe de Estado, as autoridades iranianas só terão tido conhecimento do desaparecimento após a divulgação dessas informações, acrescentando que irá exigir a identificação da fonte responsável pela fuga.

Trump voltou também a endurecer o tom face a Teerão, afirmando que o Irão "pode ser destruído numa só noite", numa referência ao ultimato norte-americano para a reabertura do Estreito de Ormuz.

O Presidente norte-americano reiterou que o prazo para o restabelecimento da navegação naquela via estratégica está a terminar, avisando que, caso não seja cumprido, poderão ser lançados ataques contra infraestruturas críticas iranianas.

O mais recente ultimato de Trump expira às 1h00 (hora de Lisboa) de quarta-feira.

Estas declarações de Trump surgem num contexto de forte escalada militar, após o início, a 28 de fevereiro, da operação conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão.

Teerão respondeu à ofensiva com ataques contra interesses norte-americanos e israelitas nos países do Golfo Pérsico, além de bloquear o Estreito de Ormuz, o que fez disparar os preços do petróleo.

Huthis anunciam nova onda de ataques com Irão e Hezbollah contra Israel... Os rebeldes Huthis do Iémen afirmaram hoje ter lançado um novo ataque contra Israel, nomeadamente à cidade de Eilat, em conjunto com o Irão e o movimento pró-iraniano libanês Hezbollah.

Por  LUSA 

"O grupo, em colaboração com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (...) e a resistência islâmica no Líbano [Hezbollah], lançou uma salva de mísseis de cruzeiro e drones contra vários alvos vitais e militares pertencentes ao inimigo israelita", afirmou o porta-voz militar dos rebeldes xiitas iemenitas, Yahya Saree, num comunicado.

Os Huthis, que controlam a maior parte do norte do Iémen, juntaram-se à guerra em 28 de março para apoiar o Irão, um aliado.

Anteriormente, os rebeldes iemenitas tinham lançado ataques contra Israel e visado navios no Mar Vermelho e no Golfo de Áden durante a guerra na Faixa de Gaza, afirmando agir em solidariedade com os palestinianos do Hamas.

A operação de hoje "atingiu com sucesso os seus objetivos", indicou o porta-voz, sublinhando ainda que a milícia continuará com as "operações militares".

Os rebeldes iemenitas reivindicaram um ataque no sábado contra o aeroporto Ben Gurion, no centro de Israel.

"Atacámos o aeroporto Ben Gurion, na região de Telavive, bem como alvos militares vitais no sul de Israel", confirmaram na ocasião os Huthis, através da emissora Al Masirah, ligada aos rebeldes.

No sábado, o exército israelita anunciou ter detetado o lançamento de um míssil em direção a Israel a partir do Iémen.

Também no sábado, os Huthis anunciaram a detenção de várias pessoas acusadas de colaborar com os serviços secretos israelitas, alegando que o grupo tinha recolhido informações militares e económicas sensíveis no país.

O Serviço de Segurança e Informações, controlado pelos Huthis, referiu, num comunicado, que os detidos colaboraram diretamente com agências israelitas, incluindo os serviços de informações militares e a Mossad (serviços secretos).

De acordo com os Huthis, os suspeitos forneceram "coordenadas de instalações militares e de segurança, bem como informações relevantes sobre instalações económicas no Iémen".

Os rebeldes não revelaram o número de detidos nem apresentaram provas que sustentem as alegações.

Em novembro, as autoridades Huthis anunciaram a detenção de vários iemenitas acusados de espionagem a favor de Israel.

No mesmo mês, um tribunal controlado pelos rebeldes condenou à morte 17 pessoas acusadas de espionagem a favor de Israel, dos Estados Unidos e da Arábia Saudita.

Organizações de defesa dos direitos humanos e as Nações Unidas têm manifestado repetidamente preocupação com estas detenções, defendendo que muitos detidos, incluindo trabalhadores humanitários, foram acusados de espionagem sem provas suficientes nem o devido processo legal.

Os Huthis integram o chamado "eixo de resistência" liderado pelo Irão contra Israel, de que fazem parte outros grupos radicais da região, como o libanês Hezbollah e os palestinianos Hamas e Jihad Islâmica.

21 de Abril de 2026 - Apresentação do livro “O colono preto saiu do guarda-fato” de Sérgio Raimundo na UCCLA

Apresentação do livro “O colono preto saiu do guarda-fato” na UCCLA

Vai ter no dia 21 de abril, às 18 horas, a apresentação do livro “O colono preto saiu do guarda-fato” da autoria de Sérgio Raimundo, no auditório da UCCLA.

Com a chancela da editora Oficina de Textos, a obra será apresentada por Catarina Simão.

Sinopse:

"O colono preto saiu do guarda-fato" é um pequeno livro de crónicas sobre Moçambique, uma espécie de celebração, em jeito literário, dos 50 anos de independência. O livro aborda diversas temáticas ligadas a Moçambique com o intuito de provocar e questionar o leitor, convidando-o a refletir sobre os últimos acontecimentos que tiveram lugar em Moçambique e os 50 anos de independência. As crónicas deste livro seguem, em parte, a linhagem de escrita defendida por Jorge Amado "a história não deve ser explicada, mas contada".

Biografia:

Sérgio Raimundo nasceu em 1992, no bairro de Chamanculo, Maputo, Moçambique. É licenciado em Filosofia pela Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique, mestrado em Ciências de Educação pela Universidade de Algarve, Portugal. Atualmente, frequenta o doutoramento em Ciências da Comunicação no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, Portugal. É escritor, professor, jornalista e cronista, colaborando em diversos órgãos de comunicação em Moçambique e Portugal. Vive dividido entre Moçambique e Portugal.

Publicou as seguintes obras: “Síntese e fragmentos da emoção”, poesia (2012); “Avental de um poeta doméstico”, poesia (2016); “A ilha dos mulatos”, romance (2020); “As ancas do camarada chefe” e “Peça desculpas, sua excelência”, crónicas (2023).

Foi Prémio Nacional de Slam Poetry (2011) - Moçambique; vencedor do concurso literário Fim do Caminho (conto, 2016) - Moçambique; menção honrosa na novela e poesia no Prémio Literário 10 de Novembro (2017 e 2018) - Moçambique; Prémio Africano de Imprensa Escrita da Merck Foundation (2018) - Quénia; Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa (2019), Portugal - Moçambique. Fez parte da Powerlist: lista das 100 figuras negras mais influentes da lusofonia (2023). Teve o segundo lugar do Prémio Literário António Mendes Moreira 2024, Portugal.

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

Avenida da Índia n.º 110, 1300-300 Lisboa, Portugal | Tel. +351 218 172 950 | 

uccla@uccla.pt | www.uccla.pt Facebook Linkedin | Youtube | Instagram | Twitter |ISSUU

@Faladepapagaio

HOSPITAL NACIONAL "SIMÃO MENDES" REGISTA 116 CASOS NA URGÊNCIA MAS SEM ÓBITO DURANTE AS CELEBRAÇÕES DA PÁSCOA

 Rádio Sol Mansi   06. 04. 2026   

O Hospital Nacional "Simão Mendes" registou 116 atendimentos no serviço de urgência, durante as festividades da Páscoa, distribuídos entre os serviços de medicina e cirurgia. 

No balanço sobre as festividades da Páscoa, relativo aos casos que deram entrada no serviço de urgência da unidade hospitalar, o diretor clínico do Hospital Nacional "Simão Mendes", Bubacar Sissé, afirmou que, entre os acidentados de viaturas e motorizadas, se encontram duas crianças, fora de perigo.


Segundo o mesmo responsável, foram registados 83 casos no serviço de medicina, 15 no serviço de cirurgia e 18 em ortotraumatologia, não tendo  registado qualquer óbito.

Entretanto, na mesma ocasião, o diretor clínico do Hospital Nacional "Simão Mendes", Bubacar Sissé, recomendou uma maior atenção, sobretudo em casos dos acidentes que envolvem crianças, apelando para que os portadores  estejam sempre acompanhadas de adultos.

O responsável fez ainda uma comparação com as festas da Páscoa do ano passado, referindo que, no ano passado registou-se 175 casos nos diferentes serviços, dos quais 15 resultaram de acidentes  6 de agressões, não tendo  registado na altura, nenhum óbito.

HOSPITAL MILITAR PRINCIPAL DESTACA, PÁSCOA/2026 SEM MORTES E APELA PARA UMA RESPONSABILIDADE NO 1.º DE MAIO

 Rádio Sol Mansi   06/04/2926 

O Hospital Militar Principal considerou de positivo as celebrações da Páscoa, ao revelar que não foi registado qualquer óbito relacionado com as festividades, um dado encorajador que reflete maior consciência da parte dos populares.

A informação foi avançada pelo diretor clínico desta instituição, Arthur Semedo, que sublinhou no entanto, o registo de seis casos de acidentes durante esse período festivo, sendo quatro deles de viação. Apesar disso, todos os casos foram considerados ligeiros, sem gravidade.

Perante a aproximação das comemorações do 1.º de Maio, especialmente nas zonas balneares, Arthur Semedo deixou um apelo claro à população, a uma moderação no consumo das bebidas alcoólicas, e maior uma prudência por parte dos condutores.

“É importante que as pessoas celebrem com responsabilidade qualquer festividade mas com prudência, a fim de evitar tragédias que podiam ser prevenidas”, alertou.

Relativamente ao quadro clínico atual, o responsável destacou que o hospital continua a registar um número significativo de casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e de paludismo, doenças que continuam a representar um desafio para o sistema de saúde nacional.

O diretor clínico aproveitou ainda a ocasião, para exortar os pais e encarregados de educação, a reforçarem os cuidados com as crianças, incentivando o uso de redes mosquiteiras, como forma de prevenção contra o paludismo.

Rato que descobriu mais de 100 minas no Camboja é homenageado com estátua... Magawa, o famoso rato que localizou mais de 100 minas terrestres e outros explosivos no Camboja, foi homenageado com uma estátua, inaugurada na sexta-feira, na cidade de Siem Reap. Em 2020, o ágil roedor já tinha sido condecorado com uma medalha de ouro pela "bravura e devoção ao dever que salvou vidas".

Por  SIC Notícias

Esta é a primeira estátua do mundo dedicada a um rato detetor de minas terrestres, de acordo com a BBC. A homenagem, trabalhada por um conjunto de artistas, foi inaugurada em Siem Reap, no Camboja, na sexta-feira, a tempo do Dia Internacional de Sensibilização para as Minas, a 4 de abril.

Magawa, um rato gigante africano, viveu oito anos e, durante parte da sua vida, foi treinado pela organização de caridade belga Apopo antes de se mudar para o Camboja, onde começou, em 2016, a carreira de farejador de explosivos.

O gestor do programa da Apopo no Camboja, Michael Raine, afirmou, na sexta-feira, que o monumento dedicado a Magawa "é um lembrete para a comunidade internacional" do trabalho que ainda é preciso fazer quanto ao problema na região.

Magawa, o rato detetor de minas

Com o olfato apurado e treinado para detetar um composto químico dos explosivos, o roedor alertava os treinadores assim que farejava alguma mina. Depois de identificadas por Magawa, estas eram removidas em segurança.

Durante os anos de serviço, Magawa limpou mais de 141 mil metros quadrados de terreno, o equivalente a 20 campos de futebol. Em apenas 20 minutos, o animal conseguia percorrer e procurar uma área do tamanho de um campo de ténis.

Em 2020, o roedor recebeu uma medalha de ouro da associação britânica de bem-estar animal PSDA, que galardoa anualmente um animal pela sua bravura.

Magawa foi distinguido pela sua "bravura e devoção ao dever" e tornou-se no primeiro rato a receber a medalha nos 77 anos de história da instituição, considerada o equivalente para os animais da Cruz de Georges, a maior honra concedida a civis.

Após uma breve reforma devido à idade avançada que lhe roubou a rapidez e agilidade, Magawa acabou por morrer em 2022.

Segundo as Nações Unidas, mais de um milhão de pessoas continua a trabalhar e a viver em terrenos contaminados por minas e engenhos explosivos não detonados no Camboja, o que representa um risco constante para as populações.

Michael Raine acrescentou ainda que o Camboja tem como meta tornar-se um país livre de minas até 2030. A instituição de caridade tem vindo a treinar os seus roedores, também conhecidos como "HeroRATS", desde a década de 1990.

Treinados para prevenir tráfico e detetar tuberculose

Devido ao seu tamanho, os ratos não têm peso suficiente para acionar as minas, o que os torna numa opção mais segura para identificar os explosivos.

Ronin é outro rato treinado pela Apopo, que estabeleceu um novo recorde mundial em 2025 ao descobrir 109 minas terrestres e 15 explosivos não detonados desde 2021.

O trabalho de Ronin na província de Preah Vihear, no norte do Camboja, superou o recorde detido por Magawa.

Para além da identificação de explosivos, os roedores são treinados para prevenir o tráfico ilegal de animais selvagens na Tanzânia ao reconhecer odores de produtos frequentemente traficados, como chifres de rinoceronte, presas de elefante (marfim) e escamas de pangolim.

Segundo a instituição belga, os ratos também conseguem detetar a tuberculose.

Missão Artemis II chegou, oficialmente, à Lua... A cápsula Orion e os quatro astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch (da NASA) e Jeremy Hansen (da Agência Espacial Canadiana) entraram durante a manhã desta segunda-feira, dia 6, no campo gravitacional da Lua

Por  noticiasaominuto.com 

.Mais de 50 anos depois, uma nova missão tripulada da NASA voltou à Lua. A tripulação da Artemis II entrou, durante a manhã desta segunda-feira, no campo gravitacional do satélite natural da Terra e entra assim numa das fases mais entusiasmantes desta missão de dez dias.

Entre os objetivos desta missão Artemis II está levar a cápsula Orion a sobrevoar a face oculta da Lua, um momento que fará com que os astronautas estejam uma distância inédita do nosso planeta - ultrapassando efetivamente o anterior recorde estabelecido pela missão Apollo 13 que, em 1970, esteve a uma distância de 400.171 quilómetros.

No caso da Artemis II, conta a Reuters que o objetivo é atingir os 406.773 quilómetros de distância.

O momento deverá acontecer durante esta tarde e, conforme já anunciado previamente, será transmitido em direto não só através do YouTube, como também pela Netflix para os respetivos subscritores.

Serve recordar que, além do recorde de distância, a tripulação da Artemis II terá a oportunidade de assistir a um eclipse solar - com a Lua a cobrir completamente o Sol e um momento que deverá ser captado pelos telemóveis à disposição dos astronautas.

A NASA explicou que, durante o eclipse, o Sol ficará oculto à vista ao passar por detrás da Lua, da perspetiva da cápsula Orion, um fenómeno que não pode ser visto a partir da Terra.

Nesse momento, a tripulação observará a Lua praticamente escura, o que lhes dará a oportunidade de procurar por flashes de luz provocados por meteoróides que impactam a superfície lunar, partículas de poeira a elevar-se sobre a borda do satélite natural e alvos do espaço profundo, incluindo planetas.

Enquanto o Sol desliza por detrás da Lua, os astronautas poderão observar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol.

Kelsey Young, diretora do Departamento de Ciência e Exploração da NASA para a missão Artemis II, descreveu a oportunidade de observar o eclipse como "um momento poético" tanto para a tripulação como para a humanidade.

O que se segue para a missão Artemis II?

Uma vez estabelecido este recorde de distância, a tripulação da missão Artemis II iniciará a sua viagem de regresso à Terra - a qual deverá demorar cerca de quatro dias.

Prevê-se que a Orion faça uma reentrada controla na atmosfera no dia 10 de abri e que caia no oceano Pacífico, onde será resgatada pelas equipas da NASA.

É importante recordar que esta missão é apenas um dos passos previstos no programa Artemis que deverá levar ao objetivo da NASA - voltar a colocar seres humanos na Lua.

Este objetivo só deverá ser cumprido em 2028 com a missão Artemis IV, sendo que no próximo ano a NASA pretende testar mais alguns sistemas que serão usados no futuro com a Artemis III. 


Leia TambémTripulação da Artemis II verá eclipse solar inédito: fenómeno não pode ser visto da Terra

Os quatro astronautas da missão Artemis II terão a oportunidade de assistir a um eclipse solar quando, nesta segunda-feira, sobrevoarem a face oculta da Lua, batendo assim o recorde histórico de distância alcançado pela humanidade.

domingo, 5 de abril de 2026

Burkina Faso rejeita relatório que acusa o exército de matar 1.255 civis... O governo do Burquina Faso rejeitou hoje um relatório da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) que acusa o exército burquinês de ter matado o dobro de civis do que os jihadistas desde 2023.

Por  LUSA 05/04/2026

Num relatório publicado na quinta-feira, a Organização Não Governamental (ONG) HRW atribui ao exército burquinense e aos seus auxiliares civis 1.255 mortes de um total de 1.837 civis, e atribui 582 mortes ao Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM ou GSIM, ligado à Al-Qaeda).

Segundo a HRW, a junta burquinense, liderada pelo capitão Ibrahim Traoré desde um golpe de Estado em setembro de 2022, não consegue conter a violência de grupos jihadistas afiliados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, que causaram milhares de mortos ao longo da última década.

A ONG considera estes atos "crimes de guerra e contra a humanidade", e apelou ao Tribunal Penal Internacional para que inicie um inquérito preliminar sobre a "situação no Burquina".

No comunicado divulgado hoje, o Governo burquinense classificou como "falso" o relatório -- que abrange o período de janeiro de 2023 a agosto de 2025 -- e considerou-o "um tecido de conjeturas e alegações graves e infundadas, como é habitual na Human Rights Watch".

"As falhas metodológicas, as imprecisões e os atalhos utilizados têm um único objetivo: demonizar os patriotas burquinenses e as nossas valentes forças armadas", acrescentou o Governo no comunicado.

A HRW afirma ter-se baseado em fontes abertas e ter entrevistado mais de 450 pessoas, tanto à distância como presencialmente, no Burquina Faso, Benim, na Costa do Marfim, no Gana e no Mali, a fim de documentar as mortes.

A ONG considera, no seu relatório, que o capitão Traoré e seis altos responsáveis burquinenses, bem como vários líderes do JNIM, poderão ser criminalmente responsáveis por graves ações e deverão ser alvo de investigações, a título da responsabilidade de comando.

Por seu lado, o Governo do Burkina Faso "reitera que a luta contra o terrorismo constitui uma prioridade nacional absoluta e que é conduzida no estrito respeito pelas leis nacionais, bem como pelos compromissos internacionais do em matéria de direitos humanos".


Leia Também: Líder da junta militar diz que povo do Burkina Faso deve "esquecer democracia"

 O povo do Burkina Faso deve "esquecer a democracia", declarou Ibrahim Traoré, líder da junta militar que controla o país desde o golpe de Estado de setembro de 2022.


Irão. Trump não descarta envio de tropas terrestres caso não haja acordo... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não descartou hoje o envio de tropas terrestres para o Irão, caso aquele país não chegue a um acordo e reabra o estreito de Ormuz, numa entrevista a um jornal norte-americano.

Por  LUSA 05/04/2026

Questionado pelo The Hill sobre se descarta o envio de tropas terrestres para o Irão, Donald Trump respondeu com um categórico "não".

O Presidente norte-americano tinha dado no sábado 48 horas ao Irão para chegar a um acordo ou reabrir o estreito de Ormuz, dizendo que, caso não o faça, vai fazer cair o inferno sobre o país do golfo Pérsico.

Entretanto, Trump adiou o prazo por 24 horas, estando agora marcado para terça-feira, às 20:00, hora de Washington (01:00 de quarta-feira em Lisboa).

"Pessoas normais chegariam a um acordo. Pessoas inteligentes chegariam a um acordo... Se fossem inteligentes, chegariam a um acordo", afirmou Donald Trump, reiterando o que já tinha dito anteriormente a outros jornalistas.

Donald Trump ameaça há vários dias transformar o Irão num "inferno", bem como devolver aquele país à "Idade da Pedra".

Hoje, ameaçou que atacará "centrais elétricas" e "pontes" do Irão.

"Terça-feira será o Dia da Central Elétrica e o Dia da Ponte, tudo em um, no Irão. Não haverá nada igual! Abram o raio do estreito, malditos loucos, ou vão viver no inferno", escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social.

O Presidente norte-americano disse ao The Hill que nenhuma infraestrutura fica de fora da estratégia de ataque, caso os Estados Unidos e o Irão não consigam chegar a um acordo.

A missão do Irão na Organização das Nações Unidas (ONU) apelou hoje àquela instituição para que aja "agora", considerando que a publicação mais recente de Trump na sua rede social constitui uma "incitação direta e pública a aterrorizar a população civil", bem como "uma prova clara da intenção de cometer crimes de guerra".

"A comunidade internacional e todos os estados têm a obrigação legal de impedir estes atos atrozes de crimes de guerra. Têm de agir agora. Amanhã será tarde demais", defendeu a missão.

A guerra atualmente em curso no Médio Oriente foi desencadeada em 28 de fevereiro por ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, tendo Teerão retaliado com ataques contra o território israelita e os países do Golfo que albergam bases norte-americanas.

Vários líderes do Irão, incluindo o seu líder supremo, o aiatola Ali Khamenei, foram mortos nestes ataques aéreos.

O movimento islamista Hezbollah, do Líbano, entrou no conflito em 02 de março para vingar a morte de Ali Khamenei. Israel respondeu com ataques aéreos de grande envergadura em todo o Líbano e uma ofensiva terrestre no sul do país.

Milhares de pessoas morreram desde o início da guerra na região, sobretudo no Irão e no Líbano.


Leia Também: Missão iraniana apela à ONU para que aja "agora" após ameaças de Trump

A missão do Irão na Organização das Nações Unidas (ONU) apelou hoje àquela instituição para que aja "agora", depois de o Presidente norte-americano ter insistido na ameaça de "desencadear o inferno" sobre aquele país do Médio Oriente


Altares, doces e chapéus em forma de pénis saem à rua em Tóquio. Veja... Miúdos e graúdos desfilaram pelas ruas dos arredores de Tóquio com formas fálicas, para assinalar o festival da fertilidade conhecido como “Kanamara”, este domingo. A celebração mistura a tradição com a modernidade, para quebrar tabus.

Por  noticiasaominuto.com 05/04/2026

Altares, doces e chapéus com formas fálicas invadiram as ruas dos arredores de Tóquio, no Japão, para assinalar o festival da fertilidade conhecido como “Kanamara”, este domingo. Também apelidado de Festival do Pénis, a celebração mistura a tradição com a modernidade, para quebrar tabus.

Miúdos e graúdos desfilaram pelas ruas, envergando uma miríade de objetos com formatos fálicos – desde doces a estátuas, tal como poderá ver na galeria acima.

Reza a lenda que o evento homenageia um ferreiro local que forjou um dildo de ferro para partir os dentes de um demónio que habitava a vagina de uma mulher e que castrava os jovens na noite de núpcias, no Período Edo (1603-1868), noticiou a AFP.

O mesmo meio adiantou que, atualmente, uma estrutura fálica com um metro foi colocada no pátio do Santuário de Kanayama, em homenagem às divindades xintoístas da fertilidade, do parto e da proteção contra infeções sexualmente transmissíveis.

Aliás, ao longo dos séculos, as profissionais do sexo peregrinavam até ao santuário em busca dos seus poderes de proteção, antes de o festival se ter transformado num ritual de fertilidade abrangente, com o objetivo de desmistificar o sexo.

“Espero que o festival possa ajudar a desmistificar a noção de que o sexo é algo mau e sujo”, disse o sacerdote-chefe do santuário que acolhe o festival, Hiroyuki Nakamura, à AFP.

Saliente-se que dados preliminares divulgados pelo Ministério da Saúde em fevereiro revelaram que a taxa de natalidade do Japão caiu pelo décimo ano consecutivo no ano passado. Aliás, em 2025 nasceram um total de 705.809 bebés, o que representa uma descida de 2,1% em relação a 2024.

de notar que os dados incluem nascimentos no Japão, nascimentos de estrangeiros no Japão e bebés de cidadãos japoneses no estrangeiro.

Veja a galeria.

Teerão diz que "toda região queimará" e acusa Trump de ações imprudentes... O presidente do parlamento do Irão alertou hoje o líder dos Estados Unidos que "toda a região queimará" por causa das "ações imprudentes" norte-americanas.

Por LUSA 

"As suas ações imprudentes estão a arrastar os Estados Unidos para um inferno na Terra, um inferno para todas as famílias", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf numa mensagem publicada em inglês numa rede social.

O líder iraniano acrescentou ainda: "E toda a nossa região queimará porque [Donald] Trump insiste em seguir as ordens de [Benjamin] Netanyahu", escreveu, referindo-se ao primeiro-ministro israelita, aliado dos Estados Unidos na guerra.

Para o presidente do parlamento do Irão "a única solução real é respeitar os direitos do povo iraniano. E pôr fim a esse jogo perigoso".

O Presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar o Irão com ataques a centrais elétricas e pontes na terça-feira, caso o estreito de Ormuz não seja reaberto.

"Terça-feira será dia das centrais energéticas e dia das pontes, juntos num único, no Irão. Nunca haverá algo assim", escreveu Donald Trump na sua rede social.

"Abram o raio do estreito, seus loucos, ou irão viver no inferno", acrescentou mesma publicação, em que também escreveu "glória a Alá".

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com o encerramento do Estreito de Ormuz e ataques contra alvos israelitas, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas de países vizinhos, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.

Guiné-Bissau: navios chineses transformaram peixe em águas guineenses, revela investigação... Uma investigação publicada recentemente pelo jornal britânico The Guardian revelou a presença e actividades de cargueiros chineses nas costas guineenses. Oficialmente apresentados como navios de transporte, estes barcos transformam toneladas de peixe directamente em alto mar. Uma actividade proíbida recentemente pelo Governo da Transição, que tem a desvantagem de reduzir os recursos haliêuticos, fragilizando toda a economia costeira do país.

Porto de Bissau, 25 de Novembro de 2019. Imagem de arquivo. AFP - JOHN WESSELS  Por RFI  05/04/2026 

De acordo com a investigação, publicada a 8 de Março (acessível aqui) vários navios chineses permaneceram ancorados durante meses ao largo das ilhas dos Bijagós, tendo recentemente transformado sardinhas em óleo de peixe destinado à exportação, nomeadamente para a indústria da aquicultura e da pecuária. 

Ora, trata-se precisamente de uma actividade proíbida pelo Governo da Transição. A 29 de Janeiro, as autoridades guineenses proibiram a produção de farinha e óleo de peixe, considerando que se trata de um "roubo de comida" por parte da indústria transformadora. Uma medida que tinha sido elogiada pela ONG ambiental Greenpeace. 

O pescado é um dos principais recursos da Guiné-Bissau, mas a sua quantidade tem diminuido e os preços aumentaram.

Os pescadores artesanais viram as suas capturas diminuírem, os seus rendimentos baixarem, ameaçando a segurança alimentar do país devido a este modelo económico em cadeias de aprovisionamento globalizadas, em benefício de intervenientes estrangeiros. 

A investigação do jornal britânico aponta também para a presença de navios turcos nas costas guineenses. 

Face a esta situação, o decreto publicado pelas autoridades que permite a actividade destes barcos fica sem grande efeito até ao momento, devido à falta de meios de controlo em alto mar. 

Como é a comida no espaço? A tripulação da Artemis II explica. Ora veja... A viagem da tripulação da Artemis II entrou no quarto dia de missão, estando já a dois terços do caminho até à Lua. Restam ainda seis dias até ao destino final e muitos se perguntam: O que é que os astronautas comem dentro da cápsula Orion?

Por Notícias ao Minuto  05/04/2026

A viagem da tripulação da Artemis II entrou no quarto dia de missão, estando já a dois terços do caminho até à Lua. Restam ainda seis dias até ao destino final e muitos se perguntam: O que é que os astronautas comem dentro da cápsula Orion?

Num vídeo partilhado na rede social X, os astronautas da NASA revelaram que refeições têm consigo.

Os astronautas Jeremy Hansen e Christina Koch detalharam como é que funciona a alimentação enquanto estão numa viagem à Lua, tendo mostrado algumas das comidas.

"Eu só estou a comer comida espacial há alguns dias, mas a Christina já teve no espaço durante quase um ano e, por isso, já comeu muita comida espacial. Temos aqui alguns itens para mostrar. Queres ajudar-me Christina?", começou por explicar o canadiano Jeremy Hansen. 

Christina Koch, note-se, esteve durante 328 dias em órbita antes do lançamento da Artemis II, o que a torna numa das astronautas com maior tempo acumulado em missões. 

Koch mostra então o jantar do colega e explica como é que funcionam as refeições fora da Terra.

"Este é o jantar do Jeremy. No espaço, come-se toda a comida dentro de algum tipo de embalagem, sacos plásticos ou pequenos sacos metálicos, porque precisamos de reidratar grande parte dela. Isto aqui é cocktail de camarão", disse.

A astronauta explica que todos os alimentos estão desidratados: "Este já foi reidratado. Adicionámos água e o camarão absorveu-a e fica muito saboroso. Este é um exemplo de comida que ainda está desidratada. São feijões verdes", continua.

Uma vez que dentro da cápsula não existe uma cozinha ou um frigorífico, a alimentação dos astronautas é composta por alimentos industrializados, como refeições desidratadas, termicamente processadas e prontas para consumir. 

Posteriormente, os alimentos são preparados com a junção de água ou são aquecidos em equipamentos compactos.

O menu é definido antes do início da missão e conta com a participação dos astronautas, por forma a garantir que é aceite e que tem equilíbrio nutricional. 

"Também precisamos de comer vegetais, mesmo no espaço. Mas, não te preocupes, também nos dão mac and cheese", brincou Koch.

O que está no menu dos astronautas?

No menu dos astronautas estão café, chá verde, limonada, granola, brócolos, quiche de vegetais, entre outros.

© NASA

Segundo a NASA, a comida que é transportada a bordo é pensada para garantir a saúde e o desempenho da tripulação. Não há reabastecimento ou refrigeração e, por isso, todas as refeições devem ser cuidadosamente selecionadas para serem seguras, terem um longo prazo de validade e serem de fácil preparação e consumo.  

Os astronautas têm horários fixos para fazerem as refeições, que são apenas três durante o dia: pequeno-almoço, almoço e jantar. Cada astronauta tem direito a uma bebida aromatizada por dia, que pode incluir café. 

De notar que a primeira missão tripulada à Lua continua a progredir sem qualquer percalço, com os quatro astronautas já bem adiantados na viagem que os irá levar ao satélite natural da Terra. 

Recorde-se de que a Orion deixou, na quinta-feira, 2 de março, a órbita terrestre e iniciou a viagem rumo à Lua, tornando-se a primeira missão tripulada a atingir a órbita do satélite natural em mais de 50 anos.

Na sexta-feira, a cápsula estava a 100 mil milhas (160 mil quilómetros) da Terra, um marco que torna os quatro astronautas da Artemis II os primeiros seres humanos a saírem da órbita do 'planeta azul' desde que a tripulação da Apollo 17 viajou para a Lua em 1972.

Segundo a NASA, os tripulantes da Orion - o comandante da missão, Reid Wiseman, e os astronautas Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch - estão bem e com um ânimo excelente.

Esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.

Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13, e tornando-se nos humanos que viajaram mais longe da Terra.

Após um voo de teste do foguetão e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que estes funcionam corretamente durante a missão Artemis II antes de tentar uma alunagem em 2028, na missão Artemis IV.

As suas observações poderão ajudar a NASA a escolher o local de aterragem da Artemis IV, que se aventurará no Polo Sul da Lua, onde nunca esteve nenhum ser humano.

A trajetória seguida pela Orion é a designada "retorno livre", o que significa que foi desenhada para que a nave espacial seja atraída pela Lua e depois trazida de volta à Terra naturalmente.

A viagem de regresso durará três ou quatro dias e será marcada pela reentrada atmosférica, um dos momentos mais perigosos da missão, após o qual a nave espacial amarará no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.


Ao quarto dia de missão, os astronautas da missão Artemis II continuam a caminho da órbita da Lua, cada vez mais perto do destino final. Com um tom sempre divertido, os viajantes partilham o que vão comendo a caminho da Lua.

Trump ameaça centrais elétricas e pontes iranianas: "Abram o estreito!"... O presidente dos Estados Unidos voltou hoje a ameaçar o Irão com ataques a centrais elétricas e pontes na terça-feira, caso o estreito de Ormuz não seja reaberto.

© Roberto Schmidt/Getty Images   Por LUSA   05/04/2026 

"Terça-feira será dia das centrais energéticas e dia das pontes, juntos num único, no Irão. Nunca haverá algo assim", escreveu Donald Trump na sua rede social.

"Abram a m**** do estreito, seus sacanas, ou irão viver no inferno", acrescentou mesma publicação, em que também escreveu "glória a Alá".

Numa outra publicação na mesma rede, minutos antes, Trump disse que o piloto de um caça, que caiu na sexta-feira, foi resgatado "gravemente ferido" nas montanhas iranianas.

Teerão desmentiu já que os EUA tenham conseguido resgatar o piloto do caça abatido.

"As aeronaves invasoras do inimigo no sul de Isfahan, incluindo dois helicópteros Black Hawk e um avião de transporte militar C-130, foram atingidas (...) e a tentativa de resgatar o piloto falhou", assegurou o porta-voz do quartel-general central Khatam al-Anbiya, o coronel Ebrahim Zolfagari, de acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim.

A operação de resgate norte-americana foi repelida mediante uma ação conjunta da Guarda Revolucionária, do Exército, da milícia Basij e das forças de segurança iranianas, que conseguiram impedir o resgate depois da entrada de aeronaves inimigas no centro do país, acrescentou.

A Guarda Revolucionária do Irão acusou Trump de tentar encobrir o fracasso da operação, ao escrever nas redes sociais que tinha sido realizada uma missão especial para resgatar o piloto.

Na sua rede social, Trump indicou também que "as Forças Armadas iranianas procuraram muito, com muita gente, e estiveram perto. É um coronel muito respeitado".

Trump disse que este tipo de operação "é raramente tentado devido ao perigo para pessoas e equipamento" e que foi "uma demonstração incrível de coragem e talento por parte de todos".

O chefe de Estado norte-americano anunciou ainda uma conferência de imprensa com os militares na Sala Oval na segunda-feira, às 13h00 (18h00 em Lisboa).


Irão alega ter destruído três aeronaves dos EUA... e partilhou o vídeo

O Irão alega ter destruído três aeronaves dos Estados Unidos durante a operação de resgate ao piloto desaparecido desde sexta-feira. A situação é contestada por altos funcionários, que permaneceram em anonimato, que dizem que as aeronaves foram destruídas devido a problemas técnicos.

ARTEMIS II: A dois terços do caminho, astronautas captam fotografia histórica da Lua... A missão Artemis II já está a dois terços do caminho para a Lua. Durante o quarto dia de viagem, os astronautas conseguiram captar uma imagem histórica do satélite, onde é possível ver toda a Bacia Orientale da Lua.

© NASA   noticiasaominuto.com  05/04/2026 

A missão Artemis II já está a dois terços do caminho com destino à Lua. Durante a viagem e, pela primeira vez em toda a história da humanidade, a tripulação conseguiu captar uma imagem onde é possível ver todo a Bacia Oriental do satélite.

A primeira missão tripulada à Lua continua a progredir sem qualquer percalço, com os quatro astronautas já bem adiantados na viagem que os irá levar ao satélite natural da Terra. Segundo uma publicação da NASA, a tripulação chegou a dois terços do caminho durante o quarto dia de voo.

Na mesma publicação, a NASA adiantou ainda que ao longo deste dia os astronautas a bordo da cápsula Orion analisaram os planos para estudar a Lua durante a próxima aproximação lunar e estão atualmente a praticar o controlo manual da nave espacial.

Mais tarde, a NASA voltou a fazer uma nova publicação, onde deixam a sua imagem mais recente da Lua. "Nesta nova fotografia, captada pela nossa tripulação da Artemis II, conseguem ver a Bacia Oriental, que é a mais jovem das grandes bacias lunares. Esta missão marca a primeira vez que a bacia inteira foi vista com olhos humanos", notou.

"Nós tirámos umas fotografias hoje mais cedo e depois de as colocarmos num computador para olhar mais de perto, nós encontrámos uma característica: o 'Grand Canyon' da Lua, que é chamado de Bacia Oriental. E conseguimos ver tudo", afirmou ainda um dos astronautas, Victor Glover, numa outra atualização citado pela Reuters.

Astronautas descolaram a 2 de março

Recorde-se de que a Orion deixou, na quinta-feira, 2 de março, a órbita terrestre e iniciou a viagem rumo à lua, tornando-se a primeira missão tripulada a atingir a órbita do satélite natural em mais de 50 anos.

Na sexta-feira, a cápsula estava a 100 mil milhas (160 mil quilómetros) da Terra, um marco que torna os quatro astronautas da Artemis II os primeiros seres humanos a saírem da órbita do 'planeta azul' desde que a tripulação da Apollo 17 viajou para a Lua em 1972.

Segundo a NASA, os tripulantes da Orion - o comandante da missão, Reid Wiseman, e os astronautas Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch - estão bem e com um ânimo excelente.

Esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.

Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13, e tornando-se nos humanos que viajaram mais longe da Terra.

Após um voo de teste do foguetão e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que estes funcionam corretamente durante a missão Artemis II antes de tentar uma alunagem em 2028, na missão Artemis IV.

As suas observações poderão ajudar a NASA a escolher o local de aterragem da Artemis IV, que se aventurará no Polo Sul da Lua, onde nunca esteve nenhum ser humano.

A trajetória seguida pela Orion é a designada "retorno livre", o que significa que foi desenhada para que a nave espacial seja atraída pela Lua e depois trazida de volta à Terra naturalmente.

A viagem de regresso durará três ou quatro dias e será marcada pela reentrada atmosférica, um dos momentos mais perigosos da missão, após o qual a nave espacial amarará no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.

Ataque iraniano danificou centrais de energia e dessalinização no Kuwait... Um ataque iraniano causou "danos significativos" a duas centrais elétricas e de dessalinização no Kuwait, anunciou hoje o Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis do emirado.

© Lusa   05/04/2026 

"Duas centrais de energia e dessalinização foram alvejadas por drones hostis no âmbito da hedionda agressão iraniana, resultando em danos materiais significativos e na paragem de duas unidades de geração de energia, sem vítimas", afirmou o ministério.

As equipas de emergência estão a trabalhar para "garantir a continuidade dos serviços", uma vez que "a segurança e a estabilidade dos sistemas de eletricidade e de água são uma prioridade absoluta", acrescentaram as autoridades, em comunicado.

A petrolífera estatal do Kuwait anunciou que um complexo na zona costeira de Shuwaikh foi alvo de drones iranianos na madrugada de domingo, provocando um incêndio. Até ao momento, não há registo de vítimas.

"O edifício foi completamente evacuado por precaução e está em curso uma avaliação dos danos", acrescentou a Kuwait Petroleum Corporation.

A empresa garantiu que "estão a ser tomadas as medidas necessárias para garantir a segurança do local e dos funcionários".

Horas antes, o exército do Kuwait tinha dito que o emirado tinha sofrido um novo ataque com mísseis e drones e pediu à população para seguir as orientações de segurança.

"As defesas aéreas do Kuwait estão atualmente sob ameaça de mísseis e drones hostis", escreveu o Estado-Maior, na rede social X.

O Ministério das Finanças do Kuwait anunciou que "o complexo governamental da Cidade de Kuwait foi alvo, no sábado à noite, de um drone hostil", que causou "danos materiais significativos".

A guerra atualmente em curso no Médio Oriente foi desencadeada em 28 de fevereiro por ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, aos quais Teerão respondeu com disparos de mísseis e drones contra Israel e outros países da região.

O Irão lançou ataques contra bases norte-americanas e outras infraestruturas em países como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Também hoje, os Emirados Árabes Unidos (EAU) relataram um ataque com mísseis e drones, depois do Irão ter apontado com alvo a indústria do alumínio no país do Golfo.

"Os sistemas de defesa aérea dos EAU foram ativados em resposta à ameaça de mísseis e drones", declarou o Ministério da Defesa, afirmando que "os sons ouvidos em todo o país são o resultado de operações em curso contra estes mísseis e drones".

Num comunicado divulgado pela agência de notícias oficial iraniana IRNA, os militares do Irão indicaram que tinham atacado instalações da indústria do alumínio nos EAU, bem como alvos militares dos EUA, incluindo no Kuwait.

Resgatado pelos EUA piloto norte-americano que estava desaparecido no Irão... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que foi resgatado um dos pilotos de um avião de combate norte-americano abatido no espaço aéreo do Irão, na sexta-feira.

Por  Sicnoticias.pt

Uma frenética de busca e salvamento foi iniciada após a queda do caça F-15, enquanto o Irão prometia também uma recompensa para quem entregasse o "piloto inimigo".

Ferido, mas bem 

Trump escreveu nas redes sociais que o piloto, desaparecido desde que o avião se despenhou, está ferido, mas que "ficará bem", e acrescentou que se refugiou "nas traiçoeiras montanhas do Irão".

O republicano acrescentou que o resgate envolveu "dezenas de aeronaves" e que os EUA estavam a acompanhar a localização do piloto "24 horas por dia e a planear diligentemente o seu resgate".

O caça foi a primeira aeronave norte-americana a cair em território iraniano desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

As buscas concentraram-se numa região montanhosa nas províncias de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do Irão.

Pouco depois do anúncio de Trump, a Guarda Revolucionária do Irão afirmou ter abatido outro avião norte-americano, que estava envolvido nas operações de resgate do piloto.

"Uma aeronave inimiga americana que procurava o piloto de um caça abatido foi destruída por combatentes islâmicos na região sul de Isfahan", avançou a agência de notícias iraniana Tasnim.

Na sexta-feira, o exército iraniano anunciou que tinha abatido um caça norte-americano. Um dos dois pilotos da aeronave foi resgatado com vida pelos EUA logo a seguir ao incidente.

A polícia, num comunicado divulgado pelas forças de segurança iranianas, referiu que o avião foi abatido na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do país.

Também na sexta-feira, o exército iraniano anunciou ter abatido um segundo avião de combate norte-americano, do tipo A-10, que "caiu nas águas do Golfo", de acordo com o exército iraniano, num comunicado lido na emissora estatal do Irão.

O jornal norte-americano New York Times, citando duas fontes das autoridades norte-americanas, noticiou que o avião se despenhou perto do estreito de Ormuz, tendo o piloto sido resgatado.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com ataques a alvos israelitas, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas de países vizinhos.

Em março, as forças iranianas anunciaram que tinham atingido e danificado um F-35 norte-americano, mas esta é a primeira vez desde o início do conflito que os órgãos de comunicação social noticiam o abate de um caça.

Irão alerta ONU para riscos após ataque contra central nuclear... O embaixador do Irão pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que preste atenção às consequências humanitárias e à exposição à radiação, após um ataque norte-americano e israelita contra a central nuclear de Bushehr.

© Lusa   05/04/2026 

Numa carta enviada ao secretário-geral da ONU, o português António Guterres, no sábado, Amir Saeed Iravani alertou que os ataques contra instalações nucleares são ilegais e violam o direito internacional.

No documento, citado pelo jornal norte-americano New York Times, o diplomata iraniano descreveu os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra centrais nucleares como "um crime de guerra" e "um claro ato de terrorismo de Estado".

Na missiva, também dirigida ao Bahrein, que atualmente preside ao Conselho de Segurança da ONU, Iravani sublinhou ainda que a central nuclear de Bushehr é utilizada apenas para fins pacíficos.

No sábado, um ataque norte-americano e israelita causou a morte de um segurança da central de Bushehr, situada no sul do Irão, que antes da guerra contava com 600 trabalhadores.

Um projétil caiu perto da central, construída em cooperação com a Rússia, mas as instalações principais estão operacionais.

Horas depois, as autoridades russas disseram que quase 200 funcionários foram obrigados a abandonar a central.

"Cerca de 20 minutos após o infeliz ataque, os autocarros partiram da estação de Bushehr em direção à fronteira entre o Irão e a Arménia. Com 198 pessoas. Esta é a maior evacuação até à data", disse o diretor-geral da agêcnia de energia atómica russa Rosatom, Alexei Likhachev, citado pela agência de notícias oficiial russa TASS.

Na quinta-feira, Alexei Likhachev tinha anunciado que a fase final da retirada dos funcionários russos da central ia decorrer na próxima semana, mas foi antecipada devido ao ataque.

A Rússia tem alertado repetidamente para o perigo que a central de Bushehr enfrenta, uma vez que já sofreu quatro ataques.

"A probabilidade de danos, de um possível incidente nuclear, infelizmente só aumenta, como confirmam os acontecimentos desta manhã [sábado]", acrescentou Likhachev.

Esta semana, a Rússia anunciou que a primeira unidade da central nuclear continuaria a operar, recorrendo a funcionários voluntários e trabalhadores locais.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que justificaram com o fracasso de negociações sobre o programa nuclear iraniano, que Teerão afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero - e lançou ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.


Leia Também: Rebeldes Huthis do Iémen reivindicam ataque contra aeroporto em Israel

Os rebeldes Huthis do Iémen, aliados de Teerão, reivindicaram a responsabilidade por um ataque contra o aeroporto Ben Gurion, no centro de Israel, em retaliação pela ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão.