quinta-feira, 28 de maio de 2026

EUA realizam novos ataques contra o Irão apesar de negociações em curso... As forças norte-americanas realizaram um ataques contra o Irão na quarta-feira, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que Teerão está a "negociar em lume brando".

© Lusa   28/05/2026 

Segundo responsáveis norte-americanos, que pediram para não ser identificados, em comentários à AP, o Comando Central dos EUA abateu quatro drones iranianos de ataque que representavam uma ameaça na zona do Estreito de Ormuz.

O exército norte-americano atingiu ainda uma estação de controlo terrestre em Bandar Abbas que se preparava para lançar um quinto drone. A cidade ocupa uma posição estratégica no Estreito de Ormuz, e é a localização da principal base da Marinha iraniana.

Os detalhes surgiram após Trump, numa reunião de gabinete, ter manifestado confiança de que a sua Administração está a avançar na resolução da guerra, embora as negociações permaneçam incertas.

Trump está a procurar um acordo que reabra o Estreito de Ormuz e lhe permita apresentar como vitória a redução da capacidade nuclear iraniana, encerrando um conflito politicamente impopular entre os republicanos.

A disputa coincide com a aproximação das eleições intercalares dos Estados Unidos e que vão definir o controlo do Congresso, num contexto de preocupação republicana com a subida dos custos e dos preços dos combustíveis.

O líder republicano rejeitou, porém, que o calendário eleitoral esteja a condicionar a estratégia.

"Pensaram que iam esperar a pensar que 'ele tem as intercalares', mas eu não me importo com as intercalares", disse.

"Eles querem muito fazer um acordo. Até agora não conseguiram. Não estamos satisfeitos, mas vamos estar, ou então teremos de finalizar o nosso objetivo", acrescentou.

Os novos ataques seguiram-se a operações "defensivas" contra lançadores de mísseis e embarcações de minas no sul do Irão, na segunda-feira. Washington sublinhou que tem agido com contenção, dado o frágil cessar-fogo que se mantém há semanas.

Entre os pontos em aberto está a entrega do 'stock' de urânio altamente enriquecido por parte de Teerão, em troca de alívio das sanções. Trump já disse que "não ficaria confortável" se a Rússia ou a China recebessem esse material.

Segundo a Agência Internacional de Energia Atómica, o Irão possui 440,9 quilos de urânio enriquecido até 60%, a um passo dos níveis de 90% necessários para uso militar.

Outra questão é se o cessar-fogo abrangerá também as operações israelitas contra o Hezbollah no Líbano.

O memorando em preparação prevê tréguas entre os EUA e o Irão e os seus aliados, mas ressalva o direito de Israel agir em legítima defesa.

Trump defendeu ainda que países como Kuwait, Arábia Saudita, Qatar e Paquistão adiram aos Acordos de Abraão, assinados no seu primeiro mandato para normalizar relações com Israel.

A proposta foi recebida com um "silêncio atónito", segundo diplomatas do Golfo, embora outras fontes tenham garantido à AP que houve respostas positivas.


Leia Também: Teerão anuncia ataque contra base norte-americana (em resposta)

A Guarda da Revolução Islâmica iraniana anunciou hoje que lançou um ataque contra uma base aérea dos EUA em resposta a uma ofensiva norte-americana anterior contra o sul do país, enquanto decorrem negociações entre ambos os países.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Rússia quer bancos envolvidos no combate a drones ucranianos... As agências bancárias russas e respetivos funcionários poderão juntar-se à luta contra os ataques de drones ucranianos, segundo um ambicioso plano aprovado na terça-feira pela câmara baixa do parlamento da Rússia.

© Getty Images    Por  LUSA  27/05/2026 

Os bancos suportarão o custo da instalação de sistemas eletrónicos de interferência nas suas instalações, enquanto funcionários selecionados abaterão os drones que se aproximarem, de acordo com o projeto de lei aprovado na sua terceira e última leitura na terça-feira.

Como existem bancos em quase todas as cidades do país, a sua incorporação nas defesas aéreas ajudará a ampliar a cobertura do território russo.

O diploma, que, segundo a agência de notícias estatal Interfax, foi pela primeira vez apresentado em agosto de 2025 e posteriormente alargado no seu âmbito, tem ainda de ser aprovado pelo Conselho da Federação (câmara alta do parlamento) e promulgado pelo Presidente, Vladimir Putin, antes de entrar em vigor.

A Rússia está a ter dificuldades em proteger o seu vasto território de um número crescente de ataques de drones ucranianos de longo alcance cada vez mais sofisticados.

Drones mais pequenos estão também a atrasar as tropas russas ao longo da linha da frente de 1.250 quilómetros e a perturbar as linhas de abastecimento do Exército invasor russo, afirmam analistas e autoridades ocidentais.

Com o aumento da intensidade e da abrangência dos ataques de drones ucranianos, as autoridades russas incentivaram as empresas a contribuir para medidas de proteção contra ataques aéreos.

Os bancos russos não têm sido um alvo prioritário para os drones ucranianos durante os quatro anos de guerra que se seguiram à invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

O plano inclui o banco central da Rússia e outras instituições financeiras importantes, entre as quais o Sberbank, detido maioritariamente pelo Estado.

Com os poucos pormenores incluídos no diploma, surgiram dúvidas sobre como funcionaria um tal projeto, uma vez que a instalação generalizada de equipamentos e a formação do pessoal para os utilizar exigirão um enorme esforço organizacional.

Com Putin ansioso por escudar a Rússia da guerra, o plano pode virar-se contra os seus esforços ao envolver cidadãos comuns e tornar as consequências da invasão mais visíveis.

A medida proposta reflete os crescentes problemas da Rússia com os drones cada vez mais sofisticados da Ucrânia, segundo Thomas Withington, investigador do Royal United Services Institute, em Londres.

O projeto de lei "parece indicar que as capacidades russas de defesa contra drones a nível militar estão a falhar, porque se estivessem a funcionar, não seria necessário criá-lo", disse o investigador, citado pela agência de notícias norte-americana, The Associated Press (AP).

"Esta situação não está a melhorar para a Rússia", observou, referindo que Moscovo está a debater-se com dificuldades em acompanhar as inovações ucranianas em matéria de drones.

A medida pretende "tentar transferir parte do ónus da proteção contra drones para setores não-militares e não-policiais", que se encontram sob pressão, explicou Withington.

Nos termos do projeto de lei aprovado em segunda e terceira leitura pela Duma, os funcionários dos bancos podem interferir ou intercetar as frequências de controlo dos drones e danificar ou destruir veículos aéreos, subaquáticos e terrestres não-tripulados que ameacem as suas instalações, sem esperar por uma resposta dos serviços de segurança.

"A interferência será utilizada para tornar mais difícil que os drones atinjam e ataquem os alvos relevantes", disse Anatoly Aksakov, presidente da Comissão de Mercados Financeiros da Duma estatal, ao jornal digital russo RBK.

"Além disso, também utilizaremos meios para abater estes drones, assim protegendo os alvos relevantes", acrescentou

Caberá a cada entidade determinar quais os funcionários autorizados a pôr em prática as novas medidas.

Israel emite aviso de evacuação para a cidade de Tiro no sul do Líbano... O exército israelita emitiu hoje um aviso de evacuação para a cidade histórica de Tiro, no sul do Líbano, antecipando ataques contra o grupo xiita Hezbollah, no âmbito da intensificação da ofensiva anunciada pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

© Courtney Bonneau / Middle East Images / AFP via Getty Images   Por  LUSA   27/05/2026 

"Alerta urgente aos residentes de Tiro, dos campos de refugiados e das zonas vizinhas (...) para vossa segurança, devem evacuar as vossas casas imediatamente (...) a norte do rio Zahrani", escreveu Avichai Adraee, porta-voz do exército israelita em árabe nas redes sociais.

Nos últimos dias, as forças israelitas bombardearam Tiro, cidade costeira de 200 mil habitantes e com sítios históricos classificados pela UNESCO, bem como dezenas de outros locais no sul do Líbano.

O exército anunciou na terça-feira que estava a alargar as suas operações terrestres para além da "linha amarela", a cerca de dez quilómetros da fronteira entre os dois países e que servia como uma alegada zona de proteção em território libanês.

Ao todo, os militares israelitas, reivindicaram ataques contra mais de 150 alvos do grupo xiita Hezbollah nas últimas 24 horas, nas regiões de Tiro e Nabatieh, no sul do Líbano, e no Vale do Bekaa, no leste do país, que fizeram mais de 50 mortos, segundo as autoridades libanesas.

Entre os ataques na terça-feira, um deles matou pelo menos 15 pessoas no bairro residencial de Burj al-Shamali, perto de Tiro, de acordo com o presidente da autarquia.

Pelo seu lado, o Hezbollah reclamou hoje combates diretos com o exército israelita a norte do rio Litani, junto da extremidade da "linha amarela".

O movimento pró-Irão também reivindicou a responsabilidade, desde terça-feira, por ataques com drones e armas ligeiras contra as tropas israelitas que tentavam infiltrar-se em Zawtar al-Sharqiyeh, que é estrategicamente importante devido à sua proximidade com a cidade Nabatieh, por sua vez também objeto de avisos de evacuação.

Os confrontos militares decorrem em plena vigência do cessar-fogo, desde 17 de abril por acordo das autoridades de Israel e do Líbano, que não é reconhecido pelo Hezbollah, tal como as negociações de paz israelo-libanesas em curso com o patrocínio dos Estados Unidos.

O chefe da diplomacia de Washington, Marco Rubio, reconheceu na terça-feira o direito à defesa de Israel, nos termos já estipulados na trégua, face à persistência de ataques aéreos do Hezbollah contra o território israelita.

As negociações de paz no Líbano estão ligadas às conversações indiretas entre Estados Unidos e Irão sobre o conflito iniciado em 28 de fevereiro pela ofensiva aérea israelo-americana contra a República Islâmica.

Teerão tem exigido reiteradamente que a cessação das hostilidades deve abranger todo o Médio Oriente, incluindo o Líbano, enquanto Israel afirma que não se vai deter enquanto o Hezbollah não for desarmado e neutralizado.

O país foi arrastado pelas milícias xiitas libanesas para a nova guerra na região ao reatarem, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho durante o conflito anterior.

Desde 02 de março, pelo menos 3.185 pessoas foram mortas e quase dez mil ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que provocaram também acima de um milhão de deslocados.

Do lado israelita, 24 pessoas foram mortas no mesmo período, incluindo 23 soldados e um contratado civil.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra de Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e que foi interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão. 

Washington nega saída de forças de Ormuz avançada por media iranianos... A Casa Branca negou hoje estar a negociar com o Irão a retirada das suas forças em troca da reabertura do Estreito de Ormuz, como avançaram hoje os 'media' iranianos.

© Lusa   27/05/2026 

Segundo a emissora estatal iraniana, o texto de uma página do acordo preliminar de paz em discussão, a que alegadamente teve acesso, esboça "o memorando de entendimento" entre os dois beligerantes para pôr fim à guerra, segundo o qual o Irão comprometer-se-ia a restabelecer o tráfego marítimo comercial através do Estreito de Ormuz aos níveis anteriores à guerra no prazo de um mês. 

Por seu lado, os Estados Unidos levantariam o cerco aos portos e navios iranianos que estabeleceram em retaliação ao bloqueio de Ormuz e retirariam as suas tropas das proximidades do Irão, o que a Casa Branca negou prontamente, classificando-o como "pura invenção".

Em seguida, os dois países dariam a si próprios um prazo de 60 dias para negociar as restantes questões, como o programa nuclear iraniano.

"Esta informação divulgada pelos meios de comunicação estatais iranianos não é verdadeira e o projeto de acordo-quadro que eles 'publicaram' é uma invenção total. Ninguém deve acreditar numa única palavra do que os meios de comunicação estatais iranianos divulgam", respondeu o executivo norte-americano através de uma das suas contas oficiais no X, a Rapid Response 47.

O Irão e os Estados Unidos intensificaram nos últimos dias os esforços para pôr fim à guerra e estão a negociar um acordo para reabrir o estreito, o que deixaria para mais tarde as discussões sobre o programa nuclear iraniano.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou na terça-feira que ainda há algumas discrepâncias por resolver no rascunho inicial, o que levará "alguns dias".

A administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, tem marcada para hoje uma reunião de gabinete na Casa Branca em que deve ser discutida a situação no Irão.

Ainda hoje o Irão acusou Washington de estar a adotar uma nova estratégia para derrubar a República Islâmica, uma "guerra branda", segundo os serviços secretos iranianos.

"O inimigo persegue agora, por outros meios, o objetivo de derrubar e dividir o país, que tinha declarado abertamente no início da guerra, mas que não conseguiu alcançar através de um ataque militar", afirmou o Ministério das Informações iraniano.

Num longo comunicado divulgado pela agência IRNA, os serviços secretos justificaram a mudança de estratégia dos Estados Unidos e de Israel com a derrota sofrida, na perspetiva iraniana, na guerra que iniciaram em 28 de fevereiro.

Depois de o conflito ter causado milhares de mortos no Médio Oriente, os serviços secretos iranianos disseram ter identificado uma estratégia de "guerra branda", que passa pela desestabilização interna, sabotagem e guerra de informação.

O ministério disse ter informações de que o inimigo procura "intensificar a pressão económica", criar divisões entre diferentes comunidades étnicas e religiosas, e realizar operações de sabotagem, bem como outras "operações terroristas" e guerra de informação.

No sábado, Trump garantiu que estava próximo um acordo com Teerão para pôr fim à guerra no Médio Oriente, mas os desenvolvimentos mais recentes comprometeram estes aparentes progressos.   

O Irão acusou os Estados Unidos de terem violado o cessar-fogo, na sequência de ataques norte-americanos na segunda-feira no sul do país, numa altura em que os combates tinham praticamente cessado desde 08 de abril, data do início da trégua.


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Os suicídios de reclusos sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) atingiram níveis sem precedentes desde o regresso de Donald Trump à presidência, segundo uma investigação divulgada pela Associated Press (AP).

ÉBOLA: Uganda encerra fronteira com RDCongo devido ao aumento de casos de Ébola... As autoridades ugandesas ordenaram hoje o encerramento da fronteira com a República Democrática do Congo (RDCongo), "com efeito imediato", devido ao aumento dos casos de Ébola no país vizinho e ao surgimento de casos suspeitos no próprio território.

© Lusa   27/05/2026 

A decisão foi tomada por um grupo de trabalho local sobre o Ébola, liderado pela vice-presidente Jesca Alupo, na sequência de um aumento do número de profissionais de saúde ugandeses expostos ao vírus por doentes congoleses que atravessaram a fronteira antes da declaração do surto, em 15 de maio.

O Uganda registou sete casos de Ébola, incluindo uma morte.

Embora o número de casos da doença no Uganda não esteja a aumentar drasticamente, o número de habitantes locais expostos à infeção através dos profissionais de saúde tem vindo a aumentar.

"Eles têm famílias, e por isso o número tem vindo a aumentar", afirmou a secretária do Ministério da Saúde do Uganda, Diana Atwine, referindo-se aos profissionais de saúde.

Até à data, foram identificados 311 contactos para acompanhamento no Uganda.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos suspeitos de Ébola no leste da RDCongo aproxima-se dos 1.000, com pelo menos 223 mortes suspeitas.

Esta epidemia também é complexa devido à falta de vacinas e tratamentos aprovados para esta estirpe Bundibugyo do Ébola, e cuja taxa de letalidade varia entre 30% e 50%, segundo a OMS.

O vírus provavelmente começou a circular em Ituri cerca de dois meses antes de ser declarado então o surto, segundo a OMS, que classificou esta epidemia em 17 de maio como "emergência de saúde pública de importância internacional".

Na passada sexta-feira, a OMS elevou de "alto" para "muito alto" o risco devido ao surto na RDCongo e em Uganda, enquanto o risco continua "alto" ao nível da região da África subsaariana e "baixo" a nível global.

Dez países africanos, entre eles Angola, estão em "alto risco" de serem afetados pela epidemia na RDCongo e no Uganda, por partilharem fronteira com essas duas nações.

Este é a 17.ª epidemia de Ébola registada na RDCongo desde que o vírus foi detetado pela primeira vez em 1976.

A RDCongo, nação vizinha de Angola, é regularmente afetada por surtos e epidemias do vírus Ébola, que se transmite através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

O Ébola provoca uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo.


Leia Também: Ébola: OMS eleva para 223 as mortes suspeitas da epidemia na RDCongo

Pelo menos 223 "mortes suspeitas" foram registadas devido à epidemia de Ébola declarada em 15 de maio no leste da República Democrática do Congo (RDCongo),
informou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).

FRANÇA cria lista de funcionários despedidos por conduta inadequada... França vai criar uma "lista negra" para impedir que os funcionários escolares despedidos por conduta inadequada com menores voltem a trabalhar em instituições de ensino, mesmo sem condenação judicial, anunciou hoje o ministro da Educação, Édouard Geffray.

© Reuters    Por LUSA   27/05/2026 

"Quando despedirmos um funcionário público, um segurança ou outro trabalhador pelo seu comportamento com menores, mesmo que não tenha sido condenado, será incluído numa lista que o impedirá de ser recontratado no setor escolar", explicou Geffray em conferência de imprensa, após a reunião de hoje do Conselho de Ministros.

Geffray especificou que estes indivíduos também serão impedidos de se candidatarem a vagas de professores.

A medida faz parte de um projeto de lei sobre proteção infantil apresentado ao Conselho de Ministros, também pelo ministro da Justiça, Gérald Darmanin, e pela ministra da Saúde, Stéphanie Rist, com o objetivo de "reforçar" e "harmonizar" a verificação de antecedentes, desde o infantário até ao setor da saúde.

A legislação visa reforçar o controlo sobre todos os profissionais que trabalham com crianças, numa altura em que o debate sobre os maus-tratos a crianças nas escolas e as atividades extracurriculares se intensificou em França.

Até então, a verificação de antecedentes e de registos de crimes sexuais ou terrorismo eram realizadas apenas no momento da contratação. Com as novas regulamentações, a vigilância será contínua através de um sistema de revisões periódicas.

As autoridades imporão também verificações obrigatórias aos colaboradores externos, tanto associações como profissionais, que trabalhem pontualmente em escolas e atividades extracurriculares. Estes deverão apresentar um certificado de idoneidade antes de qualquer contacto com os alunos.

Além disso, os ficheiros do Ministério da Educação e do Ministério da Juventude e Desporto serão partilhados para evitar que indivíduos sancionados por uma instituição sejam contratados por outra.

"O objetivo é garantir a segurança de todo o ambiente escolar e extracurricular", explicou Geffray.

O anúncio surge quando ocorre um intenso debate em França sobre a proteção infantil, devido ao julgamento em curso de um monitor de atividades escolares acusado de abusar sexualmente de crianças num infantário de Paris. A acusação requereu uma pena de três anos de prisão, dos quais um ano seria cumprido em regime de prisão domiciliária com vigilância eletrónica, uma pena considerada muito branda pelas famílias das vítimas.

O ministro da Justiça recusou comentar o caso concreto, mas defendeu um maior rigor judicial diante deste tipo de crime.

"Não damos a devida atenção à voz das crianças", afirmou Darmanin, assegurando que o "movimento #MeToo para crianças", na sua opinião, "está apenas a começar".

O ministro da Justiça defendeu ainda uma profunda reforma no tratamento penal da violência contra menores, para colocar as vítimas "no centro do processo" e garantir sanções "proporcionais à gravidade" destes crimes.

O projeto de lei sobre a proteção da infância reforma também o sistema de acolhimento judicial de menores, reafirmando o caráter temporário das medidas de alojamento, embora contemple também a possibilidade de prolongar a tutela até à maioridade para os menores com mais de 13 anos, quando o seu superior interesse o exija e seja garantida uma maior estabilidade.

A iniciativa procura também priorizar os modelos de acolhimento familiar. Para tal, exige uma avaliação, no prazo máximo de três meses, da possibilidade de confiar o menor a um familiar ou pessoa de confiança, mesmo em casos de emergência.

O projeto também acelera os procedimentos de abandono parental quando o regresso aos pais não é possível, promove a adoção simples e permite o acolhimento com vista à adoção sob supervisão judicial.

GUERRA NA UCRÂNIA: Zelensky pede a Trump mais mísseis para travar "o terror russo"... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu ao homólogo norte-americano, Donald Trump, o fornecimento de mais mísseis para os sistemas de defesa aérea Patriot, numa carta divulgada hoje.

© Alex Nicodim/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA   27/05/2026 

Zelensky solicitou ajuda para que a Ucrânia possa receber uma "ferramenta de proteção vital contra o terror russo", como descreveu na missiva com data de terça-feira.

Trata-se dos mísseis Patriot PAC-3 e sistemas adicionais, precisou na carta endereçada a Trump, a que teve acesso a agência de notícias France-Presse (AFP).

O armamento destina-se a "travar os mísseis balísticos russos e outros ataques de mísseis" contra o território ucraniano, referiu.

A carta foi enviada dois dias após um ataque devastador da Rússia contra a Ucrânia que envolveu cerca de 600 drones, 35 mísseis balísticos e meia centena de mísseis de cruzeiro.

Foi também usado um míssil hipersónico capaz de transportar uma ogiva nuclear.

Esta foi uma das piores ofensivas aéreas de Moscovo contra o país desde o início da invasão russa, desencadeada em fevereiro de 2022.

"Compreendemos que os Estados Unidos continuam a assumir a responsabilidade pela própria defesa e pela proteção dos seus aliados e parceiros", disse Zelensky na carta.

"No entanto, depois de tudo o que passámos juntos, não conquistámos o nosso lugar entre os vossos aliados?", prosseguiu.

A Ucrânia afirma destruir 90% dos drones de combate de longo alcance através de um sistema de interceção desenvolvido internamente, bem como uma parte significativa dos mísseis de cruzeiro.

Mas alega que os Patriot PAC-3 são os únicos capazes de abater mísseis balísticos russos.

Zelensky reafirmou na carta a Trump que os mísseis balísticos continuam a ser "a última grande vantagem no campo de batalha" do Presidente russo, Vladimir Putin, na guerra contra a Ucrânia.

Disse também que a entrega de mísseis para os sistemas Patriot, financiados pelos aliados de Kiev através do programa PURL, "é atualmente a única via disponível para obter intercetores" daquele tipo.

Um alto responsável da presidência ucraniana, que falou à AFP na condição de não ser identificado, admitiu que o abastecimento da Ucrânia se encontra numa situação complicada.

"Neste momento, é simplesmente difícil encontrar mísseis, quando existem tantas outras encomendas no golfo [Pérsico] e noutros locais", afirmou a fonte.

"As entregas através do PURL também abrandaram", acrescentou, usando a sigla em inglês da Lista de Necessidades Prioritárias da Ucrânia.

O programa PURL foi lançado em 2025 pelos Estados Unidos e pela NATO para compra de armamento norte-americano por outros membros da Aliança Atlântica para fornecer à Ucrânia.

A guerra no Médio Oriente, que levou aliados dos Estados Unidos no golfo Pérsico a utilizar grandes quantidades de munições de defesa aérea para se protegerem, agravou a escassez enfrentada pela Ucrânia.

Em paralelo, o sucesso ucraniano na guerra de drones atraiu a atenção dos Estados ricos do golfo Pérsico que são também alvo do mesmo tipo de drones de conceção iraniana que a Ucrânia aprendeu a combater.

A intensificação dos bombardeamentos russos, que Moscovo alega ser de retaliação a um ataque ucraniano contra uma escola na região ocupada de Lugansk, foi denunciada na terça-feira na ONU por vários países, incluindo Portugal.

O chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, revelou na terça-feira que o homólogo russo, Serguei Lavrov, o avisou de que Kiev se iria tornar numa cidade muito perigosa.


Leia Também: Rússia alerta para islamismo radical enquanto assina acordo com talibãs

A Rússia e o Afeganistão assinaram hoje um acordo de cooperação técnico-militar durante o Fórum Internacional de Segurança realizado em Moscovo, informou a agência local TASS, com o Kremlin a alertar contra a ameaça da propagação do islamismo radical.

Principais dirigentes do Hamas mortos por Israel nos últimos 20 anos... O Hamas confirmou hoje a morte do seu líder militar, Mohammed Odeh, num bombardeamento israelita realizado na terça-feira contra a cidade de Gaza.

© Saeed M. M. T. Jaras/Anadolu via Getty Images     Por  LUSA   27/05/2026 

A morte anunciada pelo exército israelita de Mohammed Odeh, o novo e até hoje desconhecido chefe do braço armado do Hamas, vem juntar-se à longa lista de dirigentes do movimento islamista palestiniano mortos por Israel.

O Hamas confirmou hoje a morte do seu líder militar, Mohammed Odeh, num bombardeamento israelita realizado na terça-feira contra a cidade de Gaza, uma semana após a sua nomeação para o cargo, que não foi anunciada.

O Hamas declarou que Odeh "alcançou os mais altos escalões da 'jihad' e do sacrifício", sublinhando que deixa "uma nova página de orgulho e dignidade com o seu sangue", segundo o jornal palestiniano 'Filastin'.

Resumo dos principais casos ao longo de mais de 20 anos:

- Maio de 2026:

Ezzedine al-Haddad, chefe do braço armado do Hamas

Líder do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, Ezzedine al-Haddad morreu a 15 de maio na Faixa de Gaza, num ataque israelita, juntamente com a mulher e a filha.

Na origem da criação dos serviços de segurança do Hamas, era apresentado por Israel como um dos últimos dirigentes de alto nível do Hamas ainda presentes na Faixa de Gaza que participaram no ataque de 07 de outubro de 2023.

A nomeação do sucessor, Mohammed Odeh, antigo responsável pelos serviços de informações do braço armado, só hoje foi anunciada e confirmada pelo movimento.

- Outubro de 2024:

Yahya Sinwar, cérebro do '07 de outubro'

Em 17 de outubro, o exército israelita anunciou a morte, na véspera, de Yahya Sinwar, considerado o principal cérebro do ataque de '07 de outubro'.

O homem mais procurado por Israel foi morto por um grupo de soldados em Rafah, no sul de Gaza, que o descobriu por acaso.

O corpo foi encontrado no dia seguinte pelos militares nos escombros do edifício e transferido para Israel.

- Julho de 2024:

Ismail Haniyeh, chefe político  

A 31 de julho, o chefe político do Hamas, Ismail Haniyeh, foi morto num ataque a uma residência no norte de Teerão, após assistir à cerimónia de tomada de posse do novo presidente iraniano, Massoud Pezeshkian.

Israel, que até então não tinha comentado publicamente o caso, reivindicou o ataque em dezembro.

Yahya Sinwar, chefe do Hamas em Gaza, foi designado em 06 de agosto para lhe suceder.

- Julho de 2024:

Mohammed Deif, chefe do braço armado  

Um ataque israelita efetuado a 13 de julho, perto de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, matou o chefe do braço armado do Hamas, Mohammed Deif, um dos homens mais procurados por Israel há quase 30 anos.

A morte foi anunciada por Israel a 01 de agosto e confirmada pelo Hamas cinco meses depois, em janeiro de 2025.

- Janeiro de 2024:

Saleh al-Arouri, 'número dois' do Hamas, morto em Beirute

Quase três meses após o início da guerra na Faixa de Gaza, desencadeada pelo ataque de 07 de outubro, o 'número dois' do movimento islamista palestiniano, Saleh al-Arouri, morreu em 02 de janeiro de 2024 num ataque atribuído a Israel, na periferia sul de Beirute.

- Março de 2004

Ataque contra o xeque Yassine em Gaza  

A 22 de março de 2004, o líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassine, morreu num ataque de helicóptero israelita em Gaza, quando saía de uma mesquita.

Yassine tinha sido libertado da prisão em outubro de 1997, no âmbito de uma troca de prisioneiros negociada após uma tentativa de assassínio por envenenamento do chefe do gabinete político do Hamas e um dos seus fundadores, Khaled Mechaal, a 25 de setembro de 1997, por agentes da Mossad (serviços secretos israelitas).

Menos de um mês depois, o sucessor na liderança do movimento, Abdel Aziz Rantissi, foi também morto num ataque israelita.


Leia Também: Hamas confirma morte do seu líder militar em bombardeamento contra Gaza

O grupo islamita Hamas confirmou hoje a morte do seu líder militar, Mohammed Odeh, num bombardeamento israelita realizado na terça-feira contra a Cidade de Gaza, uma semana após a sua nomeação para o cargo.

Ataque ucraniano incendeia instalações do Banco Central russo na Crimeia... Uma série de ataques noturnos com drones e mísseis da Ucrânia provocaram um incêndio nas instalações do Banco Central da Rússia (BCR) na península ucraniana anexada da Crimeia, informou hoje o governador local Mikhail Razvozhayev.

© NATALIA KOLESNIKOVA/AFP via Getty Images       Por  LUSA   27/05/2026 

"Um míssil atingiu a sede da Direção Sul do Banco Central" na cidade portuária de Sebastopol, escreveu Razvozhayev. "O telhado pegou fogo. A onda de choque danificou janelas e varandas de edifícios vizinhos", acrescentou.

O governador sublinhou que as defesas aéreas russas "repeliram um ataque combinado durante toda a noite. O exército ucraniano atacou a cidade com diversos recursos aéreos, incluindo mísseis Storm Shadow de fabrico britânico".

"Mais de 20 drones foram abatidos nos distritos de Severnaya Sorona e Fiolenta, e nas entradas de Sebastopol e Omega", afirmou Razvozhayev, na plataforma de mensagens russa MAX, indicando que não houve vítimas.

Um edifício residencial de oito andares e um edifício administrativo abandonado foram também danificados.

Na região de Voronezh, as defesas aéreas abateram dois "alvos aéreos de alta velocidade", escreveu o governador local, Alexander Gusev, também na MAX, dando a entender que não se tratava de um ataque com drones.

No total, durante a noite, "140 drones ucranianos de asa fixa foram intercetados e destruídos" sobre sete regiões da Rússia e a Península da Crimeia, bem como sobre os mares Negro e de Azov, de acordo com um relatório divulgado pelo Ministério da Defesa russo.


Leia Também: Forças ucranianas registam neutralização de 150 drones lançados pela Rússia

As defesas aéreas ucranianas neutralizaram, entre a tarde de terça-feira e a manhã de hoje, 150 de 163 drones lançados pela Rússia contra o seu território, segundo o relatório do ataque publicado pela Força Aérea da Ucrânia.

DONALD TRUMP eleva limite de refugiados para admitir mais sul-africanos brancos... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou terça-feira o número limite de refugiados do país para permitir que entrem mais 10.000 pessoas que, segundo disse, devem ser os africânderes da África do Sul.

© Tom Williams/CQ-Roll Call, Inc via Getty Images      Por  LUSA    27/05/2026 

Com esta decisão, a Casa Branca reconfirma o argumento que tem defendido há meses de que a minoria branca da África do Sul sofre "violência por motivos raciais".

Após regressar à presidência dos EUA, em janeiro de 2025, Trump congelou a admissão de refugiados nos Estados Unidos, embora pouco depois tenha aprovado um programa específico para acolher sul-africanos brancos.

A decisão de hoje consolida a política migratória desta administração republicana, que prioriza os refugiados de um único país, em detrimento dos critérios habituais do direito internacional, não vinculados a um local, mas às condições de vida.

Isto gerou críticas de organismos internacionais de direitos humanos.

O Governo de Trump reduziu o limite anual de admissão de refugiados a 7.500 pessoas, o mais baixo da história do programa, após os 150.000 que estavam autorizados durante a administração do anterior presidente democrata Joe Biden.

Deste limite de 7.500 refugiados para 2026, foram admitidas aproximadamente 1.651 pessoas, ou seja, cerca de 22% do total autorizado, segundo dados oficiais.

Em maio do ano passado, Trump e o presidente da África do Sul tiveram um encontro tenso na Casa Branca, precisamente por causa do suposto "genocídio branco" ao qual Washington aponta.

Pretória defendia que a decisão de conceder a categoria de refugiado a africânderes por este motivo ignora a "profunda ferida histórica do 'apartheid' e nega o contexto de desigualdade estrutural que ainda persiste" no país.


Leia Também: Trump desloca reunião marcada para Camp David por causa do mau tempo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta terça-feira que a reunião que convocou para hoje em Camp David vai realizar-se na Casa Branca por causa do mau tempo.

NASA e a Blue Origin iniciarão este ano a construção de uma base na Lua... A NASA prevê enviar à Lua, entre setembro e novembro, um aterrador não tripulado da Blue Origin para iniciar os alicerces da futura base lunar, e mais duas missões ocorrerão até ao fim de 2026, segundo a agência espacial.

© Lusa    27/05/2026 

A nave escolhida para a primeira missão é o módulo de aterragem Blue Origin Mark One Endurance, desenhado pela empresa espacial de Jeff Bezos, o fundador da Amazon, segundo explicou hoje o administrador da NASA, Jared Isaacman, em conferência de imprensa, em Washington.

Denominada 'Moon Base One', esta será a primeira missão de um aterrador lunar financiada por privados da história e vai dirigir-se à crista da cratera de Shackleton, no polo Sul da Lua.

"Além de transportar duas cargas científicas da NASA, o objetivo da missão é demonstrar capacidades críticas que reduzam o risco para as missões do Sistema de Aterragem Humana", acrescentou Isaacman.

O segundo lançamento, programado para o final de 2026, enviará ao satélite terrestre um aterrador desenhado pela empresa americana Astrobotic Technology, e transportará mais de 500 quilogramas de carga, incluindo um rover, para a superfície lunar.

Enquanto que o terceiro aterrador será da responsabilidade da Intuitive Machines e investigará as origens das anomalias magnéticas da Lua.

Os três lançamentos não tripulados enquadram-se na fase inicial da construção da base lunar, que prevê o transporte de mais de quatro toneladas de material de carga para a Lua, distribuídas por 25 lançamentos e 21 aterragens lunares até 2029.

A NASA anunciou, no passado mês de março, um ambicioso plano para construir uma base no polo Sul da Lua nos próximos anos, uma zona com regiões em sombra permanente, que permitem a presença de gelo, o que facilitará a permanência constante de astronautas na sua superfície.

"Visualizamos a base lunar como uma extensão de centenas de milhas quadradas, dotada de diversos recursos que, em conjunto, contribuem para o objetivo de estabelecer uma presença lunar permanente", disse o cientista espanhol Carlos García Galán, responsável pelo programa Moon Base.

A segunda etapa da construção será realizada entre 2029 e 2032 e prevê 27 lançamentos e 24 aterragens, além do transporte de 60 toneladas de material, que permitirão estabelecer a infraestrutura inicial da base, com missões tripuladas semestrais.

A terceira será a definitiva, com 29 descolagens e 28 aterragens com capacidade para transportar 150 toneladas, e a presença contínua de humanos na Lua.

"Vamos ter constelações de satélites que permitirão a comunicação, a navegação, a orientação e a observação. Vamos ter rovers e veículos lunares, e também vamos ter drones", acrescentou o cientista espanhol.

O clima extremo será um dos principais desafios que os habitantes da base enfrentarão, já que o satélite pode atingir temperaturas de até 120 graus centígrados durante o dia - que se prolonga por duas semanas terrestres - e descer abaixo dos -120 graus centígrados durante a noite, de igual duração.

A geração de eletricidade é outra das complicações, embora García Galán tenha precisado que preveem usar energia solar e nuclear para tal.

"Prevemos uma capacidade de geração de energia de entre dois e 15 quilowatts, podendo atingir até 20 quilowatts no caso de utilizar um sistema nuclear, juntamente com uma capacidade de armazenamento de centenas de quilowatts/hora", detalhou.


terça-feira, 26 de maio de 2026

Oficiais de Justiça lançam grito de socorro ao Primeiro-Ministro por falta de pagamento

Por  Radio TV Bantaba 

Um grupo de Oficiais de Justiça afectos ao Ministério da Justiça lançou um grito de socorro ao Primeiro-Ministro, pedindo a sua intervenção urgente para desbloquear o pagamento dos salários que continuam por liquidar.

Segundo informações remetidas à Rádio TV Bantaba, os contratos administrativos de provimento destes trabalhadores já foram assinados e também já passaram pelo Tribunal de Contas. Os documentos, de acordo com os Oficiais de Justiça, encontram-se actualmente numa fase avançada do processo administrativo, faltando apenas a autorização e o processamento do pagamento através do Ministério das Finanças.

De acordo com os documentos apresentados, o processo começou com 31 Oficiais de Justiça. No entanto, segundo os próprios trabalhadores, 28 processos continuam pendentes de pagamento, aguardando o despacho e a autorização final nas Finanças.

“O contrato já está assinado e já passou pelo Tribunal de Contas. O que falta agora é o pagamento nas Finanças. Por isso, pedimos ao Primeiro-Ministro que nos ajude”, afirmou um dos trabalhadores à Rádio TV Bantaba.

Segundo a mesma fonte, os documentos já se encontram junto das entidades responsáveis pela autorização financeira. No entanto, até ao momento, os Oficiais de Justiça dizem não ter recebido qualquer explicação clara sobre a razão do atraso.

A situação ganhou contornos ainda mais dolorosos com a morte, ontem, de um dos colegas que fazia parte do grupo e que acompanhava de perto o andamento do processo. Segundo os trabalhadores, o colega morreu sem receber o salário que aguardava há vários anos.

“Um dos nossos colegas, que estava connosco neste processo, morreu ontem sem receber o seu salário. Isso deixou-nos profundamente tristes. Ele acompanhou esta luta, esperou por uma solução, mas partiu sem ver o pagamento realizado”, lamentou outro membro do grupo.

Para os Oficiais de Justiça, o caso deixou de ser apenas um problema administrativo. Tornou-se uma questão humana, social e de justiça.

Pedido directo ao Primeiro-Ministro

Os Oficiais de Justiça pedem ao Primeiro-Ministro que intervenha junto do Ministério das Finanças para que os 28 processos ainda pendentes sejam autorizados e pagos com urgência.

Segundo os trabalhadores, não compreendem por que razão continuam sem receber, uma vez que os contratos já foram assinados, passaram pelo Tribunal de Contas e o processo se encontra na fase final.

“Este é o nosso grito de socorro. Pedimos ao Primeiro-Ministro que olhe por nós. Servimos o Estado durante anos, os nossos contratos já foram assinados, o processo já passou pelo Tribunal de Contas, mas continuamos sem receber”, afirmam.

A Rádio TV Bantaba teve acesso a documentos que indicam a circulação do processo entre diferentes instituições públicas, incluindo pedidos de cabimento de verba, comunicações administrativas, vistos e contratos administrativos de provimento.

Os documentos mostram que houve movimentação oficial do processo ao longo de 2025, nomeadamente entre o Ministério da Justiça, a Administração Pública, o Ministério das Finanças e o Tribunal de Contas.

Pergunta que continua sem resposta:

Porque é que os Oficiais de Justiça ainda não receberam os seus salários?

Até ao presente momento, segundo os trabalhadores, ninguém lhes deu uma explicação concreta sobre o atraso no pagamento.

Para estes Oficiais de Justiça, este já não é apenas um processo administrativo. É um grito de socorro de trabalhadores que dizem ter servido o Estado durante anos e que continuam à espera de receber aquilo que lhes é devido. 

Guerra na Ucrânia: Dezenas de diplomatas denunciam na ONU "escalada inaceitável" russa... O embaixador ucraniano na ONU, juntamente com diplomatas de mais de 40 países, incluindo Portugal, denunciou hoje a "escalada inaceitável" dos ataques russos durante o fim de semana e pediu um cessar-fogo "total, imediato e incondicional".

© Viktor Fridshon/Global Images Ukraine via Getty Images   Por   LUSA   26/05/2026 

"A Rússia atingiu um novo e assustador nível de agressão contra a Ucrânia, intensificando ainda mais os ataques contra a população civil e a infraestrutura civil", declarou Andrii Melnyk, na sede da ONU, em Nova Iorque, acompanhado por quase todos os representantes europeus, o representante da União Europeia e representantes do Canadá, Austrália, Japão e Coreia do Sul, entre outros.

Os Estados Unidos, que assumiram um papel de mediador entre o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o homólogo russo, Vladimir Putin, não participaram na declaração conjunta.

Melnyk disse que, na madrugada de domingo, as Forças Armadas russas "lançaram um dos maiores ataques combinados contra a Ucrânia", utilizando centenas de armas aéreas, incluindo mísseis balísticos e de cruzeiro, assim como veículos aéreos não tripulados (drones).

Este ataque foi um dos mais devastadores já registados em Kyiv desde o início da guerra.

"Condenamos veementemente a intensificação dos ataques da Rússia. Os ataques contra civis, propriedades civis e infraestrutura energética crítica na Ucrânia constituem graves violações do direito internacional humanitário e devem cessar imediatamente", defendeu o embaixador em nome dos aliados.

O diplomata ucraniano pediu "um cessar-fogo total, imediato e incondicional" e "medidas humanitárias concretas": "a troca completa de prisioneiros de guerra, a libertação de todas as pessoas detidas ilegalmente e o retorno seguro de todos os civis que foram transferidos ou deportados à força, incluindo milhares de crianças ucranianas".

Os diplomatas compareceram perante a imprensa antes de uma sessão do Conselho de Segurança da ONU, na qual o secretário-geral, António Guterres, pediu que se "evite uma escalada" entre a Rússia e a Ucrânia.

Além dos ataques deste fim de semana, Moscovo anunciou uma campanha de bombardeamentos contra centros de comando e complexos industriais-militares em Kyiv, em resposta ao ataque a um dormitório estudantil na região ocupada de Lugansk, e instou cidadãos estrangeiros e pessoal diplomático a deixarem a capital ucraniana "o mais rápido possível". 


Leia Também: UE prolonga sanções contra a Rússia por violações dos direitos humanos

A União Europeia decidiu hoje prolongar por mais um ano o regime de sanções contra a Rússia por violações dos direitos humanos, que abrange atualmente 72 indivíduos e uma entidade.

EUA, Índia, Japão e Austrália preocupados com situação nos mares da China... Os Estados Unidos, Índia, Japão e Austrália manifestaram-se hoje muito preocupados com a situação nos mares da China Meridional e Oriental, e advertiram o governo chinês, sem o nomear diretamente, contra qualquer ação desestabilizadora.

Por  LUSA

"Reafirmamos a firme oposição a qualquer ação desestabilizadora ou unilateral, inclusive através do uso da força ou da coação, que ameace a paz e a estabilidade na região", afirmaram os chefes da diplomacia dos países do "Quad".

Em alusões claras, mas sem mencionar explicitamente a China, os ministros dos Negócios Estrangeiros criticaram as "manobras perigosas de aviões militares" e as ações de "colisão e bloqueio no mar da China Meridional".

Declararam-se ainda "profundamente preocupados com a militarização de zonas disputadas", cujas vastas áreas são reivindicadas por Pequim, num comunicado conjunto divulgado no final de uma reunião em Nova Deli e citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

O mar da China Meridional situa-se entre Singapura e o estreito de Taiwan, enquanto o mar da China Oriental, mais a norte, engloba a China, o Japão, a Coreia do Sul e Taiwan.

Trata-se de duas rotas comerciais importantes a nível mundial e motivo de disputas de soberania entre a China e países vizinhos, com as potências ocidentais a tentar contrariar o que qualificam de expansionismo de Pequim.

Na reunião na capital da Índia, os ministros do "Quad" também condenaram o projeto do Irão de introduzir portagens no estreito de Ormuz, em retaliação à ofensiva israelo-americana lançada em 28 de fevereiro.

Defenderam a necessidade de garantir um "fluxo ininterrupto do comércio global" naquela rota marítima, bem como no mar Vermelho.

"Reiteramos a importância do respeito pelo direito internacional, tal como está refletido na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar", afirmaram os ministros sobre o tratado, ao qual os Estados Unidos se recusam a aderir.

Participaram na reunião os chefes da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, da Austrália, Penny Wong, do Japão, Toshimitsu Motegi, e da Índia, Subrahmanyam Jaishankar.

O grupo Quad, cujo nome advém da designação em inglês Diálogo de Segurança Quadrilateral, foi criado em 2007 e reativado 10 anos depois como um fórum estratégico dedicado à segurança no Indo-Pacífico.

É considerado como uma tentativa de frente diplomática para tentar responder à influência económica e política da China na região.

Trump submete-se a exame médico anual dias antes de completar 80 anos... O presidente norte-americano, Donald Trump, realizou hoje o exame médico anual, a alguns dias de completar 80 anos e numa altura em que o seu estado de saúde é alvo de especulações.

Por  LUSA 

Trump chegou ao Hospital Militar Walter Reed, perto de Washington, pelas 08h50 (13h50 de Lisboa) e, de acordo com a sua agenda, tem uma reunião na Casa Branca às 13h30 (18h30 de Lisboa).

Um resumo dos exames médicos do chefe de Estado é geralmente divulgado algumas horas ou dias depois, mas o nível de pormenor da informação fica ao critério da Casa Branca.

O multimilionário republicano, o Presidente mais velho a tomar posse nos Estados Unidos, afirma regularmente que está de boa saúde física e mental, sobretudo em comparação com o antecessor, o democrata Joe Biden (2021-2025).

Mas, desde que regressou ao poder, em janeiro de 2025, para o segundo mandato presidencial, o líder norte-americano tem apresentado, por vezes, um discurso incoerente ou mesmo ininteligível e tem sido ocasionalmente visto com hematomas na mão direita, por vezes disfarçados com maquilhagem e atribuídos à toma de aspirina como tratamento cardiovascular de rotina.

O Governo disse que Donald Trump sofre de insuficiência venosa crónica, um problema comum e benigno que causa inchaço e cãibras.

Em outubro, Trump foi submetido ao segundo exame médico de 2025 e o relatório divulgado, depois desse exame de rotina, indicava que estava "de excelente saúde" e com uma idade cardíaca "cerca de 14 anos mais jovem" que a idade real.

COMUNICADO FINAL DO CONSELHO DE MINISTROS

Umaro Baldé é o novo presidente da Câmara Municipal de Bissau

Por  Radio TV Bantaba 

O Conselho de Ministros deu anuência à nomeação de Umaro Baldé para o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Bissau, no âmbito do movimento do pessoal dirigente da Administração Pública.

A decisão consta do comunicado da reunião ordinária do Conselho de Ministros, realizada esta terça-feira, 26 de maio de 2026, no Salão Nobre General Umaro Sissoco Embaló, do Gabinete do Primeiro-Ministro, em Bissau, sob a presidência do Presidente da República de Transição, General do Exército Horta Inta-a.

No capítulo das nomeações, o Governo autorizou ainda outras mudanças em diferentes departamentos do Estado. No Ministério das Finanças, foi nomeado Ufé Vieira Gomes da Silva para o cargo de Secretário-Geral. Já no Ministério da Administração Territorial e Poder Local, além da nomeação de Umaro Baldé para a Câmara Municipal de Bissau, foi também indicado Santos Fernandes como Inspetor-Geral.

No Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social, o Conselho de Ministros deu anuência à nomeação de Vença Mendes para Diretor-Geral da Escola Nacional de Administração.

O comunicado refere ainda que, em consequência destas nomeações, ficam dadas por findas as comissões de serviço dos anteriores titulares nos mesmos cargos.

Durante a reunião, o Conselho de Ministros aprovou, com alterações, a Proposta de Lei sobre Comunicações Eletrónicas na Guiné-Bissau, com o objetivo de estabelecer o regime aplicável às redes, serviços e recursos de comunicações eletrónicas no país.

Também foi instituída uma comissão envolvendo os Ministérios da Justiça, Administração Pública e Secretariado-Geral do Governo, em colaboração com o Poder Judicial, para analisar e introduzir alterações sugeridas à proposta de revisão dos Estatutos dos Magistrados Judiciais e do Conselho Superior da Magistratura Judicial.

Guiné-Bissau: Remodelação governamental leva à exoneração e nomeação de ministros

Por  CAP-GB 

Bissau, 26 de maio de 2026 - O Presidente de Transição  Horta Inta-a, procedeu esta terça-feira a uma remodelação governamental, através dos Decretos Presidenciais n.º 13/2026 e 14/2026, que determinam exonerações e novas nomeações no Executivo de Transição.

De acordo com a Nota Informativa n.º 10, o Chefe de Estado exonerou das suas funções o ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, João Bernardo Vieira; o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Carlos Pinto Pereira; o ministro do Ambiente e Ação Climática, Idrissa Embaló; e a secretária de Estado da Cooperação Internacional, Fatumata Jau.

Segundo o documento oficial, a decisão surge “em resposta à necessidade de ajustar a composição do atual Governo para reforçar a ação do Executivo”, face à atual conjuntura interna e internacional.

Na sequência desta decisão, a Presidência da República divulgou igualmente a Nota Informativa n.º 11, através da qual foram anunciadas novas nomeações governamentais.

Entre as mudanças, Fatumata Jau foi nomeada ministra dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, enquanto João Bernardo Vieira passa a assumir a pasta da Justiça e dos Direitos Humanos. Carlos Pinto Pereira foi indicado para o cargo de ministro do Ambiente e Ação Climática.

O decreto presidencial nomeia ainda Justino Vieira como novo secretário de Estado do Tesouro.

Os dois decretos entram imediatamente em vigor, conforme determinado pela Presidência da República.

DESPACHO N*25/MTTED/2026 DESPACHO N*26/MTTED/2026 Guiné Renovado 26/05/2026


@Guiné Renovado

China quer saber se reprodução humana é possível no Espaço: E tem plano... Foram enviados embriões artificiais para o Espaço de forma a perceber se a falta de gravidade pode ser um obstáculo para o desenvolvimento humano. A experiência terá uma duração de cinco dias.

© iStock   noticiasaominuto.com  26/05/2026 

A China aproveitou a mais recente missão enviada para a estação espacial Tiangong para perceber se a reprodução humana no Espaço é algo viável, conta o South China Morning Post.

A bordo da missão Tianzhou-10 seguiram também embriões artificiais, com os cientistas responsáveis pela experiência a quererem perceber até que ponto é que a falta de gravidade poderá impactar o desenvolvimento de embriões.

Naturalmente, o objetivo é antecipar potenciais obstáculos ao estabelecimento de colónias de seres humanos no Espaço. Caso se verifique que a ausência de gravidade poderá impactar o nascimento de crianças, é provável que sejam tomadas medidas acrescidas e construídas instalações que possibilitem a reprodução humana fora da Terra.

“Poderemos usar certas tecnologias para mitigar o impacto”, admitiu o líder do projeto, Yu Leqian. “Esta é a nossa primeira tentativa de dar resposta [às questões]: Podem os seres humanos sobreviver e reproduzirem-se no Espaço? Espero que a resposta seja sim”.

Sobre os embriões artificiais propriamente ditos, Yu afirma que são compostos por “células estaminais humanas” e que não é um embrião real.

“Este não é um embrião humano real e não tem a capacidade de se desenvolver para um indivíduo”, explica Yu. “No entanto, pode servir de modelo para estudar o desenvolvimento humano inicial”.

Sabe-se que os embriões passarão por um processo de desenvolvimento que irá decorrer ao longo de cinco dias e, assim que for completado este passo, serão congelados e enviados para a Terra de forma a serem analisados.


Leia Também: China lança Shenzhou-23 com 3 astronautas. Um ficará um ano no Espaço

A China lançou hoje a nave Shenzhou-23 em direção à estação espacial Tiangong, com três astronautas, incluindo um que permanecerá no espaço durante um ano, passo crucial na ambição de Pequim de enviar seres humanos à Lua até 2030.

BÉLGICA: Vários mortos em acidente entre comboio e minibus escolar na Bélgica... O autocarro escolar foi colhido por um comboio em Buggenhout, na Flandres, numa passagem de nível.

Por RTP

A colisão aconteceu na cidade belga de Buggenhout, na manhã desta terça-feira. 

Várias pessoas morreram, confirmou entretanto o ministro do Interior, Bernard Quintin.

"É com profunda tristeza que tomei conhecimento do trágico acidente em Buggenhout. Os meus pensamentos estão com as vítimas e as suas famílias. Desejo muita força aos feridos", escreveu na rede social X.

O autocarro escolar foi colhido por um comboio em Buggenhout, na Flandres, numa passagem de nível, precisou à AFP Frédéric Sacré, porta-voz da Infrabel, empresa responsável pela gestão da rede ferroviária belga.

"Aconteceu por volta das 8h08. Um minibus foi colhido por um comboio que deveria parar na estação seguinte, a cerca de um quilómetro de distância", afirmou ainda.

"O impacto foi extremamente violento", acrescentou, descrevendo a situação como "dramática".

As autoridades ainda não fizeram um balanço oficial do número de vítimas. Sabe-se, no entanto, que várias pessoas morreram. 

Segundo a RTL, entre as vítimas mortais estão dois adolescentes, o condutor do autocarro e um acompanhante.