quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Do dono ou da adotante? Tuco é o 1º animal a beneficiar de lei espanhola

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Notícias ao Minuto  26/01/22 

Alejandro Cofiño e Oumaima Laadam disputam em tribunal a propriedade e custódia do cão.

Tuco tem cinco anos e é arraçado de pit bull com belgian shepherd. Vive em Oviedo, em Espanha, e é o primeiro animal no país cujo caso foi julgado ao abrigo da nova reforma do Código Civil, que considera os animais como seres sencientes.

Mas o que está em causa? O proprietário deixou o cão ao cuidado de outra pessoa por mais de dois anos antes de reclamar o animal de volta. A cuidadora afeiçoou-se a Tuco e não o quer entregar. Agora, Alejandro Cofiño e Oumaima Laadam disputam, em tribunal, a propriedade e custódia do cão.

Um primeiro julgamento criminal não teve resultado, mas, ao recorrer a um processo civil, Cofiño conseguiu que um tribunal o reconhecesse como o proprietário do animal. A sentença foi objeto de recurso. E é aqui que entra a nova reforma do Código Civil, a denominada Lei do Bem-Estar dos Animais.

O advogado de Cofiño solicitou uma medida cautelar para que o animal voltasse à custódia do seu cliente até ao julgamento. No início foi concedido, mas o tribunal de Oviedo rejeitou o pedido, numa ordem que já é histórica, argumentando que o cão é um ser sensível e que o seu bem-estar deve ser tido em conta e que este é garantido com aquele que tem sido o seu cuidador nos últimos anos.

"Foi um choque, estávamos desesperados", diz ao El Periódico Oumaima Laadam, que afirma ter estabelecido uma ligação extraordinária com 'Tuco' desde que está sob a sua tutela: "Ele é o meu bebé, ele vai comigo para todo o lado".

As versões de Cofiño e Laadam diferem radicalmente em muitos pontos, incluindo na definição da relação que os unia em 2018 quando o homem deixou o Tuco aos cuidados da mulher. "Ela era a minha melhor amiga, eu era ingénuo", diz ele. "Era amigo de um amigo, eu mal o conhecia. Uma noite, numa festa, estava a perguntar nos bares quem queria ficar com o cão porque ia fazer Erasmus no México, e através daquele amigo eu aceitei", diz ela.

Cofiño terá passado cinco meses no México, e regressou brevemente às Astúrias, onde permaneceu durante dois meses, antes de regressar. A segunda estadia de Cofiño no México durou pouco mais de um ano e meio, até Dezembro de 2020. Quando voltou, quis reaver Tuco, e obteve um "não" como resposta.

Tuco ainda está com Oumaima Laadam, que vai lutar até ao fim pelo animal que, nestes três anos e meio, se tornou parte da sua família. A decisão cabe agora ao Tribunal Provincial das Astúrias.

Em Portugal, os animais são entendidos como seres sensíveis desde 1 de maio de 2017. 

BISSAU: Assinala-se o Dia Internacional das Alfândegas sob o lema “Acelerar a transformação digital das alfândegas”.

 RadioBantaba 

O Ministro de Administração Territorial e Poder Local, Fernando Dias, recebe dirigentes da Comissão Nacional das Eleições para apreciação das propostas apresentadas pela CNE, sobre recenseamento eleitoral.

Salienta-se que as eleições legislativas deverão acontecer no próximo ano 2023.👇

Rádio Jovem Bissau

Afinal tinham o plano de dividir? ...Estamos a Trabalhar

Por Estamos a Trabalhar

Todo esse convulsão político é armado por Botche e toda discórdia no ceio da aliança era minuciosamente encomendado por ele e até ofensas! aliás, um delinq..uen..te do seu b..ando de claque que desata a ofender ativistas de Madem-g15 com palavreado (oiçam o áudio) e para depois anunciar aquilo que sempre almejaram “ kuma Umaro Sissoco na larga Madem” afinal a muito tempo que o Botche Cande estava a preparar plano para afastar os reais apoiantes de Presidente da república para só ele tirar proveito. E, Ninguém esqueceu que O botche foi carrasco de Sissoco a quando ele era primeiro-ministro e hoje pretende afundá-lo como sempre afundou, recentemente PRS e Jomav que o diga. 

Com que, capital político pretendem afastar Madem da rota da conquista? Não é esse grupelho que se dizem partido e que tem a única missão atacar regime sem nexo e sem moral. Estranha-se que o maior beneficiário e quem sempre foi esquadrão da proibição dos protestos dos alunos, agora sai em publica para dizer “ Skola ka tem” mas perguntamos o quê, é que o Botche ainda faz no governo? 

Madem-G15, PRS e APU devem exigir saída compulsivo de Botche no governo. Ponto final

Direitos das crianças - AMIC prevê reforço de sensibilização para incentivar mais denúncias de casos de violação de menores

@AMIC
Bissau, 25 Jan 22 (ANG) -  O administrador da Associação de Amigos da Criança (AMIC),disse que prevêm, para o ano em curso, o reforço do programa de sensibilização, para incentivar a população no sentido de denunciar mais casos de violação dos direitos das crianças.

Fernando Cá  que falava esta terça-feira em entrevista à ANG em jeito de  balanço do ano findo, disse que o ano passado não pode ser considerado de positivo, uma vez que o Centro de Acolhimento da orgabnização recebeu 162 casos de crianças vitimas de violência, número que considerou de elevado.

ʺO balanço do ano findo não pode ser considerado positivo  já que temos 162 casos de crianças vitimas de violências nas familias. Contudo, em termos de trabalhos realizados podemos qualificar o ano findo de positivo, e que orgulhamos como a organização  defende a promoção de direitos da criança, disse.ʺ

O administrador disse que a AMIC pretende continuar na mesma rotina de trabalho, de forma a reforçar mais as acções de  sensibilização.

Acrescentou que, durante os últimos tempos, tem sido notório um despertar de consciência dos cidadãos que ligam para denunciar casos de violações de Direitos de menores, ao contrário dos tempos atrás em que as pessoas deixavam tudo passar.

Fernando Cá realçou que, de tanto falar na sensibilização, têm a certeza de que alguma coisa está a mexer com as pessoas, no sentido de ganhar a consciência sobre a importância da denúncia de violações contra crianças, mesmo que a vítima não seja  da sua familia.

Cá agradeceu, na ocasião, aos  cidadãos que têm estado a denunciar situações de casamento forçado, violação sexual, maus tratos entre outras e garante que  a indentidade do denunciante nunca vai ser  revelado.

 Fernando Cá  pede ao governo para repor o fundo de apoio ao Centro de Acolhimento suspenso. Disse que acrianças acolhidas com necessidade de assistência sanitária são apoiadas por Organizações Não Governamental, inclusivé a Unicef. 

ANG/MI/ÂC//SG

Resistência antimicrobiana já está entre as principais causas de morte no mundo

Superbactérias e a resistência antimicrobiana estão entre as principais causas de óbitos por doenças no mundo (Imagem: Reprodução/Raman Oza/Pixabay)
Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | canaltech.com.br 24 de Janeiro de 2022

Resistência aos medicamentos disponíveis, principalmente aos antibióticos, é considerada como a principal causa de morte por doenças no mundo, segundo dados da Pesquisa Global sobre Resistência Antimicrobiana (Gram). Por dia, 3,5 mil pessoas morrem em decorrência da resistência antimicrobiana (RAM) em todo o mundo, mas a intensidade é maior em países de baixa renda.

Mais de 1,2 milhão de pessoas morreram, oficialmente, em 2019 como resultado direto dessas infecções. Só que estes números oficiais são bastante limitados, segundo os cientistas. Isso porque, na realidade, os impactos podem ser maiores.

Por exemplo, a equipe estima que 4,95 milhões de mortes foram associadas somente à RAM bacteriana no mesmo ano. Esta estimativa são dos óbitos causados por superbactérias, que resistem aos remédios disponíveis para o controle de determinadas infecções, como os antibióticos.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), casos de resistência antimicrobiana ocorrem quando microrganismos — como bactérias, fungos, vírus e parasitas — sofrem alterações e mutações, quando expostos a antimicrobianos — como antibióticos, antifúngicos, antivirais, antimaláricos ou anti-helmínticos — e se tornam mais resistentes. As bactérias representam os patógenos mais perigosos para esta questão.

Riscos para saúde global

Diante desses números, pesquisadores alertam que a resistência antimicrobiana representa uma ameaça significativa para a humanidade. “Esses novos dados revelam a verdadeira escala da resistência antimicrobiana em todo o mundo e são um sinal claro de que devemos agir agora para combater a ameaça”, afirmou Chris Murray, pesquisador e professor da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

“Precisamos aproveitar esses dados para corrigir o curso e impulsionar a inovação se quisermos ficar à frente na corrida contra a resistência antimicrobiana”, destacou Murray em entrevista para o The Guardian. É necessário investir em novas pesquisas para o desenvolvimento de remédios e também reduzir o uso "abusivo" de antibióticos, por exemplo.

Estudo sobre resistência antimicrobiana

Publicado na revista científica The Lancet, o relatório do Gram engloba dados sobre a saúde pública de 204 países e territórios, referentes ao ano de 2019. No total, mais de 470 milhões de registros individuais foram usados na extensa pesquisa. A partir desses dados, os autores concluem que, por exemplo, a resistência antimicrobiana (1,27 milhões de óbitos) mata, anualmente, mais que o HIV (860 mil) e a malária (640 mil).

A análise rigorosa que abrange mais de 200 países e territórios foi publicada no Lancet. Diz que a RAM está matando mais pessoas do que HIV/Aids ou malária. Muitas centenas de milhares de mortes estão ocorrendo devido a infecções comuns anteriormente tratáveis, diz o estudo, porque as bactérias que as causam se tornaram resistentes ao tratamento.

No levantamento, os óbitos ligados diretamente por RAM foram estimadas como mais altas na África Subsaariana e no sul da Ásia, consideradas áreas de menor renda. Respectivamente, foram calculadas 24 mortes por 100 mil habitantes e 22 mortes por 100 mil habitantes.

Segundo os autores, a RAM representa uma ameaça para pessoas de todas as idades, mas as crianças com até 5 anos correm risco mais alto de complicações para essas infecções que, em muitos casos, não têm tratamento.

Fonte: The Lancet, Opas e The Guardian      

Mali. União Africana disponível para acompanhar processo de transição

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Por LUSA  25/01/22

O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, reuniu-se hoje com o líder do governo de transição do Mali, coronel Assimi Goita, e sublinhou a disponibilidade da organização em acompanhar o processo de devolução do poder aos civis.

Mahamat iniciou segunda-feira uma visita a Bamaco e reuniu-se, além de Goita - que liderou dois golpes militares, em agosto de 2020 e maio de 2021 - e com o primeiro-ministro de transição, Choguel Kokalla Maiga.

"Mobilizamos o continente e os seus parceiros para apoiar o Mali a ultrapassar a atual crise e estabelecer um Estado forte no interesse do povo maliano, da região e de todo o continente", disse à imprensa o dirigente africano no final do encontro com Goita.

Mahamat pediu a Goita que tenha em conta a situação de segurança "multidimensional e particular" que o Mali atravessa há uma década.

Relativamente às sanções impostas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) contra o Mali após o governo de transição ter decidido adiar as eleições marcadas para o próximo mês de fevereiro, Mahamat salientou que "o mais importante é ver como apoiar a transição no Mali".

O responsável da União Africana insistiu na importância de, "numa base consensual, se alcançarem entendimentos que preservem os interesses fundamentais" do Mali, "tendo em conta os textos que regem" a União Africana.

Por seu lado, o primeiro-ministro do Mali disse também à imprensa, após o encontro com Mahamat, que o seu país conta com a União Africana para sair da atual crise.

"Estamos convencidos de que com eles [União Africana] e com a CEDEAO encontraremos uma forma de entendimento para que o Mali ocupe o lugar que nunca deveria deixar na organização da CEDEAO", disse o primeiro-ministro do Mali, que tinha ao seu lado nas declarações à imprensa o presidente da Comissão da União Africana.

Maiga acrescentou que a prorrogação do período transitório até cinco anos foi decidida pelos malianos nos Encontros Nacionais de Refundação, o que, segundo o primeiro-ministro, permitiu ao governo de transição determinar os projetos prioritários.

"Pedimos à comunidade internacional que respeite a soberania do nosso país, respeite os interesses supremos do país", concluiu.

Leia Também: Mali. França está a fazer"consulta aprofundada" com parceiros europeus

Burkina Faso: Empresário próximo de Putin elogia golpe de Estado

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Notícias ao Minuto  25/01/22 

O empresário russo Yevgeny Prigozhin, alegadamente próximo do Presidente Vladimir Putin e suspeito de estar ligado ao grupo paramilitar Wagner, saudou hoje o golpe de Estado no Burkina Faso, considerando-o um sinal de uma "nova era de descolonização" em África.

"Todos estes chamados golpes de Estado são devidos ao facto de o Ocidente estar a tentar governar os Estados e suprimir as suas prioridades nacionais, para impor valores estrangeiros aos africanos, por vezes zombando-os claramente", disse Prigozhin, num comentário publicado na rede social russa VK pela sua empresa, Concord.

"Não é surpreendente que muitos Estados africanos estejam à procura de libertação. Isto está a acontecer porque o Ocidente está a tentar manter a população destes países num estado semi-animal", disse o empresário.

Saudando o golpe militar no Burkina Faso, Prigozhin disse que estava a ter lugar em África um "novo movimento de libertação" e uma "nova era de descolonização".

Apelidado de 'cozinheiro de Putin', por ter sido um dos fornecedores do Kremlin com a sua empresa de catering, Yevgeny Prigozhin é também acusado de financiar a empresa militar privada Wagner, que tem sido identificada como estando envolvida nos conflitos na Ucrânia, Síria, Líbia e vários países da África Subsaariana.

A Wagner, com o qual as autoridades russas negam qualquer ligação e que tem sido alvo de sanções da União Europeia, desde dezembro, fornece serviços de manutenção de equipamento militar e de formação, mas é acusada, particularmente pela França, de agir em nome do Kremlin onde as autoridades russas não querem aparecer oficialmente.

Prigojine, ele próprio sob sanções europeias e americanas, nega qualquer ligação ao grupo Wagner.

Hoje, Alexandre Ivanov, conhecido como um dos representantes dos "instrutores" russos na República Centro-Africana, também elogiou os golpistas de Ouagadougou num comunicado publicado no Twitter, dizendo que a França não tinha conseguido "nenhum sucesso" na luta contra o terrorismo na região.

Ivanov disse estar pronto a "partilhar a experiência" dos "instrutores" russos na República Centro-Africana para treinar o exército do Burkina Faso, caso as autoridades o solicitassem.

Na segunda-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo disse estar "preocupado com a considerável complicação da situação política interna" no Burkina Faso, dizendo que "espera uma rápida estabilização" do país.

Centenas de manifestantes manifestaram apoio nas ruas da capital burquinabê, Ouagadougou, à ação dos militares e ao derrube de Kaboré, cuja "libertação imediata" foi exigida pela ONU em Genebra.

Os militares que iniciaram no domingo um golpe de Estado no Burkina Faso confirmaram na segunda-feira, também numa declaração na televisão estatal, que tomaram o poder e anunciaram a dissolução do Governo e do parlamento, pondo fim ao poder do Presidente Roch Kaboré, que governava este país da África ocidental desde 2015.

Na mensagem, o chamado Movimento Patriótico para a Salvaguarda e Restauração anunciou que iria trabalhar para estabelecer um calendário "aceitável para todos" para a realização de novas eleições, sem adiantar mais pormenores.

O Presidente Kaboré, no poder desde 2015 e reeleito em 2020 com a promessa de lutar contra os terroristas, vinha a ser cada vez mais contestado por uma população atormentada pela violência de vários grupos extremistas islâmicos e pela incapacidade das forças armadas do país responderem ao problema da insegurança.

Kaboré chegou ao poder após uma revolta popular que expulsou o então presidente, Blaise Compaoré, no poder durante quase três décadas.

Os ataques ligados à Al-Qaida e ao grupo extremista Estado Islâmico têm vindo a aumentar sucessivamente desde a sua chegada ao poder, reclamando já milhares de vidas e forçando a deslocação de um número estimado pelas Nações Unidas de 1,5 milhões de pessoas.

Também os militares vêm a sofrer baixas desde que a violência extremista começou em 2016. Em dezembro último, mais de 50 elementos das forças de segurança foram mortos na região do Sahel e nove soldados foram mortos na região centro-norte em novembro.

Leia Também: Burkina Faso. "Golpes de Estado são inaceitáveis", diz António Guterres

EXPO-DUBAI: Associação dos Músicos da Guiné-Bissau está em conferência de imprensa.

Fórum da sociedade civil da África ocidental na Guiné Bissau contra sanções impostas ao Mali...RTP Africa Reporter.

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Burkina Faso/Quem é Paul-Henri Sandaogo Damiba?

Bissau, 25 Jan 22 (ANG) - O tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba preside o movimento que concretizou o golpe militar, esta segunda-feira, no Burkina Faso.

Desconhecido do grande público, foi nomeado, em Dezembro, como  responsávelpela luta antiterrorista no leste do Burkina e encarregue da segurança em Ouagadougou.

Ele é também autor do livro “Exércitos da África Ocidental e Terrorismo: RespostasIncertas?”, no qual analisa as estratégias antiterroristas na região do Sahel.

O comunicado lido na televisão pública, esta segunda-feira, e que confirmou o golpe militar no Burkina Faso estava assinado pelo tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, presidente do Movimento Patriótico de Salvaguarda e Restauro. O MPSR foi descrito como "reunindo todas as componentes das forças de defesa e segurança que decidiram pôr fim ao poder de Marc Roch Christian Kaboré a 24 de Janeiro de 2022”.

Paul-Henri Sandaogo Damiba é um tenente-coronel de infantaria do exército do Burkina Faso. A 3 de Dezembro, foi nomeado comandante da terceira região militar do país, responsável pelo dispositivo antiterrorista na zona leste do Burkina e responsável pela segurança da capital Ouagadougou.

A nomeação, feita pelo Presidente Roch Marc Christian Kaboré, aconteceu depois de uma vasta reorganização na hierarquia militar, na sequência do ataque jihadista a Inata, em Novembro, no qual morreram 57 pessoas, nomeadamente 53 soldados. Nessa altura, intensificaram-se as manifestações para exigir mais meios para os militares lutarem contra o terrorismo.

O tenente-coronel é autor do livro “Exércitos da África Ocidental e Terrorismo: Respostas Incertas?”, publicado em Junho, pela editora francesa Trois Colonnes. A obra analisa e questiona as estratégias antiterroristas na região do Sahel.

De acordo com a editora, Paul-Henri Sandaogo Damiba estudou na Escola Militar de Paris, fez um mestrado em Ciências Criminais no Conservatoire National des Arts et Métiers e participou em várias operações antiterroristas entre 2015 e 2019 “enquanto assumia responsabilidades operacionais nas regiões do Sahel e do Norte”.

Em 2019, durante o processo do General Diendéré (condenado a 20 anos de prisão pela tentativa de golpe militar em 2015), Paul-Henri Sandaogo Damiba distanciou-se desse movimento, levado a cabo por elementos do antigo RSP, Regimento de Segurança Presidencial.

De acordo com várias fontes, ele teria convivido, durante a sua formação no exército burquinabê, com o coronel Zoungrana, que foi detido há duas semanas por ser suspeito de estar a preparar um golpe de Estado.

ANG/RFI

ACORDO DE MOBILIDADE DA CPLP

 Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau

O Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, informa de que o Acordo de Mobilidade da CPLP entrou efectivamente em vigor no dia 1 de Janeiro de 2022 entre os 4 países que ratificaram o Acordo,  nomeadamente, Portugal, Cabo-Verde, São Tomé e Guiné-Bissau.  

Doravante, todos os passaportes Diplomáticos, de Serviço e Especial, da Guiné-Bissau, ficam ISENTOS de VISTO nesses países.  

O documento que certifica a aplicação do Acordo pelas Autoridades portuguesas.


Guine Bissau - Atualidade Nacional ...RTP Africa Reporter

MUADEM - Distribuição de donativos para a Maternidade e Pediatria do Hospital Nacional Simão Mendes e para centros de saúde do SAB

 Distribuição de donativos a Centro de Saúde de Cuntum, e fim da distribuição.👇

Distribuição de donativos a Centro de Saúde de Bairro de Plack-ll👇

Distribuição de donativos a Centro de Saúde de Bairro Militar.👇

Distribuição de donativos a Centro de Saúde de Bairro de Ajuda.👇

Distribuição da donativos para a Maternidade e Pediatria do Hospital Nacional Simão Mendes.👇

 CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO

Entrega de donativos a Centro Materno Infantil👇

 Veja Também:

MUADEM - AGENDA DO EVENTOS DO MÊS DE JANEIRO 

Na luta para empoderamento da Mulher Guineense e sua reafirmação na política. 

                                ATIVIDADES 

25 DE JANEIRO 

Distribuição de donativos para a Maternidade e Pediatria do Hospital Nacional Simão Mendes e para centros de saúde do SAB

Hora de encontro: 08h00'

Sede Nacional do Madem-G15 

LOCAIS DE ENTREGAS:

1° Maternidade e pediatria de HNSM

2° Centro Materno Infantil:

3° Centro de Saúde de Bairro de Ajuda

4° Centro de Saúde de Bairro Militar

5° Centro de Saúde de Plack-ll

6° Centro de Saúde de Cuntum

VIVA MADEM-G15 ESPERANÇA DE POVO🇬🇼

VIVA MUADEM

Madem-G15 Movimento para Alternância Democrática 

Botche Cande foi mentor da exoneração de Sissoco como primeiro-ministro (foi ele que caluniou aquele governo junto ao Jomav) e hoje criou partido e quer enganar os fulas! ?

E sai dizendo viva “pursudenti Sissoco” quando o Braima Camara e Madem-G15 estava a apoiar Sissoco, onde estava “nhu” Botche? Completou deputado Zé-Carlos👇

Madem-G15 é partido que apoiou General, e o Botche estava noutro lado e, hoje ele quer mostrar que é mais apoiante de Sissoco? Diz o deputado José Carlos Macedo
Ele, disse que Umaro Sissoco é de Madem-G15👇


BURKINA FASO: Militares do Burkina Faso confirmam tomada de poder

© Lusa

Por LUSA   24/01/22  

Os militares que iniciaram no domingo um golpe de Estado no Burkina Faso confirmaram hoje, numa declaração na televisão estatal, que tomaram o poder e anunciaram a dissolução do Governo e do parlamento.


Na aparição televisiva, em que surgiram mais de uma dúzia de militares, um porta-voz, o capitão Sidsoré Kader Ouédraogo, leu dois comunicados, dando conta que os militares puseram fim ao poder do Presidente burquinabê, Roch Kaboré, que governava este país da África ocidental desde 20215.

Na mensagem, o chamado Movimento Patriótico para a Salvaguarda e Restauração anunciou que iria trabalhar para estabelecer um calendário "aceitável para todos" para a realização de novas eleições, sem adiantar mais pormenores.

As organizações internacionais, nomeadamente a União Europeia, União Africana e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), bem como os EUA, já sublinharam a sua preocupação com os acontecimentos no Burkina Faso e responsabilizaram as forças armadas pela integridade física do Presidente Kaboré.

O Presidente Kaboré, no poder desde 2015 e reeleito em 2020 com a promessa de lutar contra os terroristas, tem vindo a ser cada vez mais contestado por uma população atormentada pela violência de vários grupos extremistas islâmicos e pela incapacidade das forças armadas do país responderem ao problema da insegurança.

Vários quartéis no Burkina Faso foram este domingo palco de motins de militares, que exigiram a substituição das chefias militares e os "meios apropriados" para combater os grupos terroristas, que atacam o país desde 2015.

Kaboré lidera o Burkina Faso desde que foi eleito, em 2015 (reeleito em 2020), após uma revolta popular que expulsou o então Presidente, Blaise Compaoré, no poder durante quase três décadas.

Ainda que reeleito em novembro de 2020 para mais um mandato de cinco anos, Kaboré não conseguiu combater a frustração que tem vindo a crescer devido à sua incapacidade de conter a propagação da violência terrorista no país.

Os ataques ligados à Al-Qaida e ao grupo extremista Estado Islâmico têm vindo a aumentar sucessivamente desde a chegada ao poder do atual Presidente, reclamando já milhares de vidas e forçando a deslocação de um número estimado pelas Nações Unidas de 1,5 milhões de pessoas.

Também os militares vêm a sofrer baixas desde que a violência extremista começou em 2016. Em dezembro último, mais de 50 elementos das forças de segurança foram mortos na região do Sahel e nove soldados foram mortos na região centro-norte em novembro.

BURKINA FASO - A CARTA DE RENÚNCIA DO PRESIDENTE @ditaduraeconsenso.blogspot.com

Leia Também: Burkina Faso. Partido denuncia tentativa de assassinato de presidente

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Um casaco quentinho que carrega o telemóvel? Sim, já existe!

© Oysho

Notícias ao Minuto  24/01/22 

A peça tem uma bateria que permite carregar dispositivos eletrónicos.

Não passa sem o telemóvel, mas está constantemente sem bateria e num profundo stress? Não desespere. A Oysho lançou um curioso casaco com uma bateria que permite carregar este pequeno aparelho e outros dispositivos sem fios ou através de um cabo próprio. Custa 119 euros.

Trata-se de um casaco com mecanismo de aquecimento em três áreas: zona dianteira, traseira ou ambas. "Dispõe de uma bateria que permite selecionar a zona a aquecer e os três níveis de temperatura: alto, médio ou baixo. A bateria permite carregar o telemóvel e outros dispositivos sem fios u através de um cabo próprio numa das três portas disponíveis", pode ler-se na descrição da peça. Além disso, também pode ser usada como carregador externo independente. 

E não é tudo. Além de prático, este casaco foi testado em laboratórios para suportar temperaturas extremas entre -20ºC e +10 ºC. O artigo está disponível nos tamanhos S, M e L.

Burkina Faso. CEDEAO muito preocupada com "tentativa de golpe de Estado"

© Shutterstock

Notícias ao Minuto  24/01/22 

A Comunidade Económica dos Estados da África (CEDEAO) anunciou hoje em comunicado que está a acompanhar "com grande preocupação" o desenvolvimento da situação no Burkina Faso, "caracterizada" desde domingo "por uma tentativa de golpe de Estado".

A organização regional "responsabiliza os militares pela integridade física do Presidente Roch Marc Christian Kaboré", que fontes militares afirmam ter sido detido por soldados amotinados em Ouagadougou, lê-se no comunicado de imprensa.

A CEDEAO condena a ação dos militares, que classifica "como de extrema gravidade", exortando-os a "regressarem aos quartéis, manter uma postura republicana e a privilegiarem o diálogo com as autoridades para a resolução dos seus problemas".

O Presidente Kaboré, no poder desde 2015 e reeleito em 2020 com a promessa de lutar contra os terroristas, tem vindo a ser cada vez mais contestado por uma população atormentada pela violência de vários grupos extremistas islâmicos e pela incapacidade das forças armadas do país responderem ao problema da insegurança.

Vários quartéis no Burkina Faso foram este domingo palco de motins de militares, que exigiram a substituição das chefias militares e os "meios apropriados" para combater os grupos terroristas, que atacam o país desde 2015.

Uma dúzia de soldados encapuzados e armados montavam esta manhã guarda às instalações da Rádio Televisão do Burkina (RTB), que transmite programas de entretenimento, noticiou a agência francesa AFP.

Foram ouvidos tiros no domingo à noite perto da residência do Presidente e na madrugada de hoje decorreu uma batalha no palácio presidencial enquanto um helicóptero sobrevoava o edifício.

As estradas da capital estavam vazias no domingo à noite, exceto nos postos de controlo fortemente vigiados por soldados.

Outra agência noticiosa, a AP, informou que soldados revoltosos terão assumido o controlo do quartel militar de Sangoulé Lamizana na capital, Ouagadougou, este domingo.

O motim no quartel de Sangoulé Lamizana ocorreu um dia depois de uma manifestação em Ouagadougou, que apelou à demissão de Kaboré, a última de uma série de protestos contra o chefe de Estado, num contexto de desespero social pela forma como o seu Governo tem vindo a lidar com a insurreição islâmica.

O Governo do país não faz quaisquer declarações desde domingo, tendo a última sido a do ministro da Defesa, Aimé Barthelemy Simporé, que afirmou à RTB que alguns quartéis tinham sido afetados pela agitação, não só em Ouagadougou, mas também em outras cidades do país.

O governante negou nessas declarações que o Presidente tivesse sido detido pelos militares revoltosos, apesar de o paradeiro de Kaboré ser já então desconhecido.

"Bem, são alguns quartéis. Não são demasiados", disse Simporé no domingo.

Kaboré lidera o Burkina Faso desde que foi eleito, em 2015 (reeleito em 2020), após uma revolta popular que expulsou o então Presidente, Blaise Compaoré, no poder durante quase três décadas.

Ainda que reeleito em novembro de 2020 para mais um mandato de cinco anos, Kaboré não conseguiu combater a frustração que tem vindo a crescer devido à sua incapacidade de conter a propagação da violência terrorista no país.

Os ataques ligados à Al-Qaida e ao grupo 'jihadista' Estado Islâmico têm vindo a aumentar sucessivamente desde a chegada ao poder do atual Presidente, reclamando já milhares de vidas e forçando a deslocação de um número estimado pelas Nações Unidas de 1,5 milhões de pessoas.

Também os militares vêm a sofrer baixas desde que a violência extremista começou em 2016. Em dezembro último, mais de 50 elementos das forças de segurança foram mortos na região do Sahel e nove soldados foram mortos na região centro-norte em novembro.

Soldados revoltosos disseram à AP que o Governo estava desligado das suas forças no terreno, que os seus camaradas estão a morrer e que querem assumir o controlo dos militares, para garantir melhores condições de trabalho, aumentos salariais, e melhores cuidados para os feridos e para as famílias dos mortos.

Cerca de 85% da população de África sem qualquer dose da vacina

 © Reuters

Por LUSA  24/01/22 

O líder da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje que cerca de 85% da população africana ainda não recebeu a primeira dose da vacina contra a covid-19, que todos devem levar para acabar com fase aguda da pandemia.

Tedros Adhanom Ghebreyesus recordou que 86 países não conseguiram atingir o objetivo de 40% de vacinação até 2021, e 34 deles, na sua maioria em África e no Médio Oriente, não atingiram sequer 10% da população.

"Não podemos terminar a fase aguda da pandemia se não colmatarmos esta lacuna", salientou o chefe da OMS, no seu discurso de abertura da 150.ª sessão do Conselho Executivo da organização.

Embora admitindo que as vacinas "não são uma panaceia para acabar com a pandemia", Tedros Ghebreyesus sublinhou que aquelas são importantes para reduzir a gravidade da crise pandémica, e que o objetivo de alcançar uma taxa de vacinação de pelo menos 70% em todos os países do mundo até final de 2022 deve ser mantido.

O diretor-geral da OMS abordou ainda outras questões no seu discurso principal, incluindo o financiamento da organização que dirige, e advertiu que este aspeto deve ser melhorado para que possa assegurar o seu papel coordenador nos sistemas de saúde mundiais.

"Se o atual modelo de financiamento continuar, estamos a caminhar para o fracasso", afirmou o responsável, que salientou que "a mudança de paradigma que é necessária na saúde global deve ser acompanhada por uma mudança semelhante quando se trata de financiar a OMS".

A covid-19 provocou pelo menos 5,58 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral e, desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta em novembro, tornou-se dominante em vários países, incluindo em Portugal.

Mulher de candidato presidencial sul-coreano ameaça prender jornalistas

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Por LUSA  24/01/22

A mulher de um candidato presidencial na Coreia do Sul ameaçou "prender todos os jornalistas" críticos do seu marido caso ele chegue ao poder, o segundo escândalo para este candidato no espaço de uma semana, foi hoje divulgado.

"Se eu chegar à Casa Azul (sede da Presidência da Coreia do Sul), vou colocá-los a todos na prisão", assegurou Kim Keon-hee, mulher do candidato do partido conservador Poder ao Povo (PPP), Yoon Suk-yeol, e aspirante à função de primeira-dama sul-coreana, em declarações a um jornalista.

Este último gravou os comentários, que hoje foram tornados públicos após uma batalha legal.

Nas gravações, Kim Keon-hee afirmou que a comunicação social crítica do seu marido seria provavelmente processada caso o candidato presidencial chegasse ao poder.

"A polícia vai acusá-los, com a nossa ordem ou não", apontou.

Trata-se do segundo escândalo a atingir Yoon Suk-yeol no espaço de uma semana.

A primeira polémica ocorreu em 18 de janeiro, quando o PPP se distanciou dos comentários de Kim Keon-hee em defesa de Ahn Hee-jung, um ex-candidato presidencial que está preso há três anos por ter abusado da sua secretária.

O gestor de campanha do candidato disse hoje que o partido estava a "tentar descobrir o melhor caminho a seguir", após os comentários da possível futura primeira-dama.

Yoon Suk-yeol está a disputar as eleições com o candidato do Partido Democrata, Lee Jae-myung.

A eleição presidencial está marcada para março.

O partido tentou repetidamente bloquear a publicação destas gravações, recorrendo aos tribunais.

Todos os pedidos foram negados pelas instâncias.

Os comentários de uma mulher que pode vir a ser a próxima primeira-dama do país "refletem as suas opiniões (...) e, portanto, estão sujeitas ao interesse público e à fiscalização", decidiu o Tribunal Federal de Justiça, na semana passada.

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VISITA DO DEPUTADO DA NAÇÃO SR JOSÉ CARLOS MACEDO MONTEIRO HOJE EM SEIS ALDEIAS (TABANCAS) QUE COMPÕEM REGIÃO DE GABÚ.

 Madem-G15 Movimento para Alternância Democrática 

CAN’2021: COMITIVA CABO-VERDIANA AFETADA POR INTOXICAÇÃO ALIMENTAR

©️ CrioloSports

Por O GOLO GB JANEIRO 24, 2022

A comitiva nacional que prepara o jogo dos oitavos de final da 33ª edição do Campeonato Africano das Nações, CAN’2021, a decorrer nos Camarões, frente ao Senegal, está sendo afetada por um surto de gastroenterite por intoxicação alimentar.

Segundo a Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), sem revelar os nomes, oito elementos da delegação de Cabo Verde, sendo cinco dos elementos jogadores apresentam sintomas de gastroenterite.

A mesma fonte informa que, os Tubarões Azuis realizaram o penúltimo treino antes do jogo de terça-feira, no Estádio Municipal de Bafang, com todos os jogadores.

Recorde-se que o Cabo Verde garantiu a qualificação para os oitavos-finais da prova máxima do futebol africano como uma das quatro seleções melhores classificadas no terceiro lugar.

Os Camarões ficaram no primeiro do Grupo A com 7 pontos.

Burkina Faso, que terminou a fase de grupos com os mesmos 4 pontos que Cabo Verde ficou no segundo lugar, e Cabo Verde ficou no terceiro lugar, isto enquanto a Etiópia somou 1 ponto, ficando assim no último lugar.

Cabo Verde entra em campo na terca-feira, dia 25 de Janeiro, às 15:00, para defrontar o Senegal, em jogo dos Oitavos de Final.

A 33.ª edição da competição principiou no domingo, dia 9, e decorre até 06 de Fevereiro.

Presidente do Burkina Faso detido por militares

© LUDOVIC MARIN/AFP via Getty Images

Por Notícias ao Minuto   24/01/22 

A notícia surge após terem sido ouvidos disparos junto à residência do Presidente na noite de domingo.

O Presidente do Burkina Faso, Roch Marc Christian Kabore, foi detido num acampamento militar. A notícia surge após terem sido ouvidos disparos junto à residência do Presidente e foi avançada esta segunda-feira por duas fontes de segurança e um diplomata da África Ocidental à agência de notícias Reuters.

O possível golpe de Estado acontece numa altura em que os militares e a população se têm manifestado contra o Presidente por considerarem não estar conseguir conter o avanço dos jihadistas e a proteger devidamente as comunidades do Burkina Faso.

No domingo, centenas de pessoas saíram à rua para apoiar os soldados. Na capital Uagadugu, perto da Praça da Nação, a polícia utilizou gás lacrimogéneo para dispersar cerca de 300 manifestantes. Foram ainda ouvidos disparos em várias bases militares do país.

O ministro da Defesa, Aime Barthelemy Simpore, negou que o Presidente tenha sido detido pelos amotinados, mas o paradeiro de Kabore permanece desconhecido.

O país entra, a partir das 20h locais desta segunda-feira, em recolher obrigatório noturno. Um decreto indica que a medida será mantida “até nova ordem” e abrange “todo o território nacional”. 

O Ministério da Educação anunciou também que as escolas irão permanecer encerradas nos próximos dois dias. 

domingo, 23 de janeiro de 2022

Revolta militar no Burkina Faso visa chefias militares e políticas

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Por LUSA  23/01/22

Uma revolta militar para exigir a saída das chefias do Exército no Burkina Faso e uma resposta aos ataques jihadistas no país já levou a amotinações nas casernas e à destruição da sede do partido no poder, incendiada.

Segundo a AFP, o incêndio na sede do Movimento do Povo pelo Progresso (MPP) foi provocado por manifestantes que apoiam os militares revoltosos, tendo o rés-do-chão do edifício sido destruído, assim como a fachada.

A polícia dispersou os manifestantes com recurso a gás lacrimogéneo.

Também segundo a AFP, esta manhã registaram-se vários motins em casernas para exigir a saída das chefias do Exército e "meios mais adaptados" a combater os ataques jihadistas que assolam o Burkina Faso desde 2015 e que o Governo não tem conseguido conter.

O executivo reagiu rapidamente aos motins, admitindo que houve disparos, mas desmentiu qualquer tentativa de "tomada de poder pelo Exército".

Segundo a Associated Press (AP), o ministro da Defesa Aime Barthelemy Simpore, em declarações à televisão estatal RTB, reconheceu os motins em algumas casernas do país, mas desmentiu que o presidente Roch Marc Christian Kabore tenha sido detido pelos soldados revoltosos, ainda que o seu paradeiro permanecesse desconhecido.

Um militar ouvido pela AFP relatou que pela 01:00 local foram ouvidos disparos provenientes da base militar Sangoulé Lamizana, na capital Ouagadougou, algo confirmado pelos residentes, que descreveram disparos cada vez mais intensos.

Noutro campo militar da capital, o de Baba Sy, na zona sul, e na base aérea próxima do aeroporto foram também ouvidos disparos, segundo fontes militares citadas pela AFP.

Em casernas de Kaya e Ouahigouya, no norte do país, também foram registados tiros de armas de fogo, segundo residentes.

Na capital, os residentes relataram à AFP que os soldados revoltosos do campo de Sangoulé Laminaza saíram da caserna e dispararam para o ar, tendo também isolado o perímetro à volta da caserna.

Ao início da tarde, cerca de quarenta soldados encontravam-se no exterior da caserna, disparando para o ar junto de centenas de pessoas que exibiam bandeiras do Burkina Faso e faziam soar vuvuzelas demonstrando o seu apoio aos revoltosos, constatou um jornalista da AFP no local.

Em contacto telefónico com a AP, um soldado descreveu as reivindicações por trás dos motins, exigindo melhores condições de trabalho para os militares num contexto de crescente violência contra os extremistas islâmicos.

Entre as reivindicações estão um maior número de soldados afetos ao combate aos extremistas, melhores cuidados para os feridos em combate e para as famílias dos que morrem.

Também exigem substituições na hierarquia militar e serviços secretos.

Os motins surgem um dia depois de protestos a exigir a demissão do presidente Kabore, reeleito em novembro de 2020, que no mês passado demitiu o seu primeiro-ministro e promoveu uma remodelação da maioria do executivo.

A violência no país da África ocidental tem crescido associada a ataques ligados à Al-Qaeda e ao grupo extremista Estado Islâmico.

Milhares de pessoas morreram nos últimos anos e os ataques já provocaram cerca de 1,5 milhões de deslocados.

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Uma rápida visita de cortesia liderada pelo 1.º Vice-Coordenador, o Sr. camarada Luís Oliveira Sanca, à sede do sector de BANBADINCA.


Madem-G15 Movimento para Alternância Democrática

Presidência aberta inicia em Biombo_ Chefe de Estado está reunido com os régulos e anciões da região na presença dos membros do Governo e responsáveis da região.

SAÚDE: As unhas de gel provocam cancro? Médica esclarece...Descubra aqui.

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Notícias ao Minuto 

Afinal, as unhas de gel são ou não um fator de risco para o desenvolvimento de cancro? Segundo Isabel Antunes dermatologista no Trofa Saúde Hospital da Trofa e Famalicão, o problema está na secagem. "As lâmpadas utilizadas emitem radiação UV, associada a envelhecimento e cancro de pele".

"Embora a exposição decorra por períodos curtos, como o efeito da radiação UV na pele é cumulativo, o seu uso repetitivo pode aumentar o risco", diz.

Contudo, e de acordo com a Skin Cancer Foundation, o risco é pequeno, pelo que "não há motivo para abdicar por completo" das unhas de gel, conclui a médica.