© Lusa 07/05/2026
Pyongyang retirou-se do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares em 2003, e desde então realizou seis testes nucleares, violando múltiplas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Estima-se que tenha na sua posse dezenas de ogivas nucleares.
"Durante a 11.ª Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, atualmente em curso na ONU, os Estados Unidos e alguns países que os seguem questionam, sem qualquer fundamento, o estatuto atual e (...) os direitos soberanos" da Coreia do Norte, declarou o embaixador de Pyongyang na ONU, Kim Song, num comunicado divulgado pela KCNA.
"O estatuto da República Popular Democrática da Coreia como Estado dotado de armas nucleares não mudará em função de declarações retóricas externas ou de desejos unilaterais", acrescentou o diplomata, citado pela agência de notícias oficial norte-coreana.
Kim acrescentou que o estatuto nuclear do país foi "consagrado na Constituição, que define claramente os princípios de utilização da arma nuclear".
Pyongyang tem afirmado incessantemente a recusa em renunciar ao arsenal nuclear, qualificando esta trajetória de irreversível e prometendo reforçar as suas capacidades.
O país reforçou os laços com a Rússia e apoiou-a no conflito na Ucrânia, enviando tropas e equipamento, recebendo, em troca, assistência tecnológica militar de Moscovo.
Os nove Estados detentores de armas nucleares - Rússia, Estados Unidos, França, Reino Unido, China, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte - possuíam 12.241 ogivas nucleares em janeiro de 2025, segundo o Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo (Sipri).
A quase totalidade destas ogivas nucleares pertence à Rússia e aos Estados Unidos, que, por si só, detêm 90% das armas nucleares mundiais, segundo o Sipri.
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