domingo, 15 de março de 2026

Países nórdicos e Canadá avisam: "Maior ameaça ao Ártico é a Rússia"... Os líderes da Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Islândia e Canadá manifestaram hoje, após uma reunião destinada a reforçar a cooperação entre os seus países, a necessidade de proteger a região do Ártico face à ameaça russa.

Por LUSA 
"A maior ameaça à segurança física no Ártico é a Rússia", sublinhou numa conferência de imprensa em Oslo o primeiro-ministro canadiano Mark Carney, ao lado dos seus homólogos da Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Islândia.

"Infelizmente, é uma ameaça comum no Ártico", acrescentou, citado pela agência EFE, antes de saudar o facto de a NATO "se estar agora a centrar na segurança" da região ártica com missões como a "Sentinela do Ártico", uma iniciativa à qual também aludiu a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen.

"Agora queremos estar permanentemente presentes na região ártica e, como todos sabem, é uma região enorme", acrescentou Frederiksen, que comentou que, nessa parte do mundo, a situação de segurança está a mudar devido à Rússia.

"Como Estados árticos, é claro que há muitos anos que estamos cientes de uma situação de segurança que, como disse Mark, está a mudar devido à Rússia, mas agora temos todo o apoio do resto da NATO para estarmos presentes", salientou a chefe do Governo dinamarquês.

"Temos de ser mais fortes na área da vigilância e temos também, em conjunto, de investir nas capacidades necessárias, através de aquisições comuns e investimentos comuns. Penso que agora estamos numa posição mais favorável para proteger o Ártico", acrescentou Frederiksen.

A primeira-ministra dinamarquesa também aludiu à "pressão" que o seu país sofreu por parte dos Estados Unidos no início do ano, dado o interesse demonstrado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, em assumir o controlo da Gronelândia, alegadamente por motivos de segurança nacional.

Essa pressão, face à qual a Dinamarca contou com o apoio dos seus parceiros europeus e, entre outros, também do Canadá, cessou após o acordo em Davos (Suíça) entre Trump e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, pelo qual a NATO se encarregaria de garantir a segurança da ilha ártica.

Por seu lado, o chefe do Governo norueguês, Jonas Gahr Støre, que atuou como mestre de cerimónias do encontro entre os líderes nórdicos e o primeiro-ministro canadiano, congratulou-se com o facto de a região ártica estar agora no centro das atenções da NATO.

"A Rússia é uma ameaça grave e, no horizonte, mais longe, avista-se a China, e temos de preparar-nos", comentou o primeiro-ministro norueguês.

Tanto a primeira-ministra islandesa, Kristrún Frostadóttir, como os chefes de Governo da Suécia, Ulf Kristersson, e da Finlândia, Petteri Orpo, concordaram em salientar a importância de garantir a segurança da região ártica.

Orpo, o último a intervir na conferência de imprensa, encerrou a sessão com uma avaliação positiva dos esforços dos aliados da NATO nessa região do mundo.

"Estamos no caminho certo no que diz respeito à segurança no Ártico", afirmou, antes de classificar como "crucial" a missão "Sentinela do Ártico" da aliança atlântica.

"O que precisamos é de mais capacidades e também de planos e de realizar manobras em conjunto, como fazemos agora", mas "o que temos de compreender é que a Rússia é a nossa maior ameaça e continuará a sê-lo para os países nórdicos e do Ártico", concluiu o finlandês.

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