Por LUSA
O Caffa, um navio de 96 metros (315 pés), tinha partido de Casablanca, em Marrocos, a 24 de fevereiro e seguia para São Petersburgo, na Rússia, quando a polícia sueca subiu a bordo ao largo de Trelleborg, na zona sul da Suécia.
"Segundo as nossas informações, o navio foi essencialmente utilizado, pelo que entendemos, para transportar cereais roubados na Ucrânia", afirmou o chefe de operações da guarda costeira, Daniel Stenling, citado pela agência de notícias Agence France Presse (AFP).
"Conseguimos determinar que navega sob um pavilhão falso, falsamente registado na Guiné", acrescentou Daniel Stenling, acrescentando que dez dos onze tripulantes são russos.
Segundo a polícia costeira, um dos elementos da tripulação está a ser investigado por violação do código marítimo em matéria de navegabilidade e segurança do navio: "As nossas investigações reforçam as nossas suspeitas e convicções relativamente a importantes deficiências em matéria de segurança marítima neste navio", disse Daniel Stenling.
A AFP acrescenta que a "frota fantasma" de Moscovo é composta por navios cuja propriedade é opaca, sendo utilizada para contornar as sanções ocidentais.
"É um problema para nós constatar que há cada vez mais navios que não respeitam o direito do mar", afirmou o chefe de operações da guarda costeira, salientando que "o risco de acidentes aumenta" quando os navios não cumprem a legislação.
Segundo o responsável, "muitas vezes, estes navios não têm seguro em caso de incidente".
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sybiga, já agradeceu hoje à Suécia por reforçar as ações contra esses navios: "As sanções funcionam quando são rigorosamente aplicadas. Juntos, temos de parar as atividades da frota fantasma da Rússia", disse.

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