sábado, 7 de março de 2026

Quatro dezenas de partidos da oposição dissolvidos na Guiné-Conacri... Até 40 partidos políticos da oposição foram dissolvidos na Guiné-Conacri após um decreto publicado pelo governo guineense, foi anunciado na sexta-feira à noite.

Por LUSA 

O ministro da Administração Territorial e Descentralização, Ibrahima Kalil Condé, anunciou a medida num discurso televisivo e alegou que a decisão se devia ao facto de estas formações terem "incumprido as suas obrigações legais", segundo os meios de comunicação locais.

A medida que ocorre no quadro de uma crescente repressão contra os opositores da junta militar que se consolidou no poder após vencer as eleições de 28 de dezembro passado e a dissolução afetou formações históricas como a União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG) e a Agrupamento do Povo da Guiné (RPG), que concentraram cerca de 93% dos votos em 2020.

Ambos os partidos tinham sido suspensos em agosto e os seus líderes foram inabilitados ao abrigo dos novos critérios da Constituição aprovada em setembro, razão pela qual nem sequer apareceram nas cédulas eleitorais de dezembro, que visavam culminar a transição democrática após o golpe de Estado de 2021.

O general Mamadi Doumbouya, líder da junta militar que tomou o poder na Guiné-Conacri no referido golpe, assumiu o cargo em 17 de janeiro como novo presidente do país, após obter 86,72% dos votos.

Desde o golpe de Estado, foram relatados numerosos casos de sequestros e detenções sem julgamento de líderes da oposição, ativistas e jornalistas críticos do poder, com mais de 15 desaparecimentos documentados pela oposição do país africano.

A Guiné-Conacri possui uma das maiores reservas de minério de ferro do mundo e é o principal exportador de bauxite (minério essencial para a produção de alumínio), embora grande parte da sua população viva na pobreza.


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