segunda-feira, 18 de maio de 2020

BOKO HARAM - Ataque do Boko Haram na Nigéria provoca 20 mortos e 14 feridos

Pelo menos 20 civis foram mortos e outros 14 ficaram feridos num ataque do Boko Haram a uma aldeia no nordeste da Nigéria, segundo residentes e militares, que anunciaram ter abatido 20 suspeitos terroristas.


No domingo, os atacantes entraram rapidamente e dispararam granadas e mísseis na aldeia de Gajiganna, no estado do Borno, que há mais de 10 anos está sob o domínio de um grupo de 'jihadistas', quando estes se preparavam para quebrar o jejuem do Ramadão, afirmaram as mesmas fontes à agência francesa AFP.

Entretanto, o exército nigeriano anunciou que abateu, também este domingo, 20 suspeitos de estarem ligados aos grupos islamitas Boko Haram e Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP), a nordeste de Borno, um dos principais bastiões dos 'jihadistas', afirmaram hoje fontes militares.

"Numa operação de interceção ofensiva, decisiva, as tropas do 130.º Batalhão (...) tiveram confrontos sangrentos no noroeste da cidade de Baga com criminosos de Boko Haram e do ISWAP", disse hoje o porta-voz do Exército, tenente-coronel Paul Enenche, citado pela agência espanhola EFE.

De acordo com a declaração, no total, nove soldados ficaram feridos na operação, ao enfrentarem rebeldes armados com morteiros, lança-granadas e outras armas com as quais atacaram várias aldeias nos arredores de Baga, no estado de Borno.

Só na semana passada, as ofensivas terrestres e aéreas das forças nigerianas resultaram em 75 baixas entre os terroristas, que fugiram, deixando para trás as suas mulheres e filhos, segundo o porta-voz.

A Nigéria, juntamente com forças aliadas de países vizinhos, como os Camarões, o Chade e o Níger, tem conseguido alcançar vitórias militares contra os terroristas nos últimos meses, apesar de ter perdido pelo menos 16 soldados num ataque 'jihadista' a um campo do exército chadiano em 23 de março.

O grupo Boko Haram, uma organização que nasceu em território nigeriano, opera nos países da bacia do Lago Chade.

O grupo foi criado em 2002 na cidade de Maiduguri (nordeste da Nigéria), pelo líder espiritual Mohameh Yusuf, com o objetivo de denunciar o abandono do norte do país por parte das autoridades.

Na altura, realizou ataques contra a polícia nigeriana, em representação do Estado, mas desde que Yusuf foi baleado por agentes, em 2009, o grupo tornou-se mais radical.

Desde então, o nordeste do país tem vivido sob ações consecutivas de violência provocadas pelo Boko Haram, que procura impor à Nigéria um Estado islâmico, um país com uma maioria muçulmana no norte e predominantemente cristão no sul.

Durante a sua sangrenta campanha, o grupo já matou cerca de 27.000 pessoas e causou mais de três milhões de deslocados, de acordo com dados do Governo e da ONU.

Por LUSA

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