terça-feira, 19 de maio de 2026

Ébola: África CDC declara emergência de saúde pública continental... A Agência de saúde da União Africana (Africa CDC) declarou na segunda-feira à noite "emergência de saúde pública" continental em resposta ao surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) e no Uganda.

© Shutterstock    Por  LUSA    19/05/2026 

O surto na RDC resultou em 131 mortes confirmadas e 513 casos suspeitos, de acordo com os dados mais recentes das autoridades congolesas. Uma morte foi reportada na vizinha Uganda.

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças de África (Africa CDC), num comunicado divulgado na noite de segunda-feira, "declarou oficialmente o surto em curso da estirpe Bundibugyo do vírus Ébola, que afeta a República Democrática do Congo e o Uganda, como uma emergência de saúde pública continental".

Esta declaração, segundo a agência de saúde, "fortalecerá a coordenação regional, facilitará a rápida mobilização de recursos financeiros e técnicos e consolidará os sistemas de vigilância e laboratoriais".

A agência de saúde manifestou ainda a sua preocupação com o "elevado risco de disseminação regional".

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que vai convocar hoje o seu comité de emergência para avaliar o surto de ébola.

O ébola matou mais de 15.000 pessoas em África nos últimos 50 anos. Durante os surtos anteriores, a taxa de mortalidade variou entre os 25% e os 90%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A estirpe do vírus responsável pelo surto atual chama-se Bundibugyo e não existe vacina ou tratamento específico para esta variante.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) também emitiu no domingo um alerta internacional sobre o surto de ébola, o seu segundo nível de alerta.

Os Estados Unidos anunciaram na segunda-feira que iriam reforçar os controlos sanitários nas suas fronteiras para combater o vírus.

O vírus ébola transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.


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O mundo está cada vez menos preparado para uma nova pandemia e, surpreendentemente, indicadores-chave que deveriam ter melhorado após a covid-19 regrediram, como o acesso a vacinas e outros suprimentos para lidar com uma nova emergência sanitária.

Rússia anuncia exercícios contra ameaça nuclear (milhares de soldados)... O Ministério da Defesa da Rússia anunciou que as Forças Armadas iniciaram hoje três dias de exercícios e treinos com armas nucleares, mobilizando milhares de soldados em todo o país.

© OLEKSII FILIPPOV/AFP via Getty Images    Por  LUSA   19/05/2026 

De acordo com uma nota de ministério, as forças da Federação Russa vão realizar um exercício de preparação e utilização das suas armas nucleares, para caso de ameaça e agressão.

O anúncio do Ministério da Defesa, que não detalha pormenores dos exercícios, coincide com o início da visita oficial do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, à República Popular da China.

No sábado, a Rússia sofreu um dos maiores ataques com drones lançados pela Ucrânia, em resposta aos ataques aéreos russos contra Kyiv.


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O governo da Federação Russa declarou hoje que as forças armadas abateram mais de 300 drones inimigos, enquanto as autoridades ucranianas relataram a interceção de 180 aeronaves russas.

IRÃO: Nova agressão? Teerão adverte EUA para resposta "rápida e poderosa"... O Irão advertiu hoje os Estados Unidos para não cometeram novamente um "erro de cálculo", garantindo que as Forças Armadas iranianas têm "o dedo no gatilho" para responder de forma "rápida, firme e poderosa" a qualquer nova agressão.

© Getty Images  19/05/2026  Por LUSA

As declarações surgem depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter adiado um ataque contra o país persa previsto para hoje.

"Anunciamos aos Estados Unidos e aliados que não cometam novamente um erro estratégico nem de cálculo", advertiu o comandante do quartel-general Jatam al Anbiya, o major-general Ali Abdolahi, num comunicado divulgado pela agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irão.

O alto responsável militar afirmou que a República Islâmica e as Forças Armadas se encontram numa posição de maior preparação militar em relação ao passado e prometeu uma resposta "rápida, decisiva, poderosa e abrangente" a qualquer nova agressão contra o país.

Donald Trump afirmou na segunda-feira que adiou por "um breve período de tempo" um ataque ao Irão previsto para hoje, com o objetivo de dar margem às negociações, depois de os aliados árabes lhe terem pedido para adiar "dois ou três dias".

"A Arábia Saudita, o Qatar, os Emirados Árabes Unidos e alguns outros pediram-me se poderíamos adiá-lo por dois ou três dias, um curto período, porque acreditam que estão muito perto de chegar a um acordo", declarou.

Na rede social Truth Social, Trump advertiu que, apesar do adiamento, ordenou aos comandantes militares que estivessem "preparados para um ataque em grande escala contra o Irão a qualquer momento, caso não se chegue a um acordo aceitável".

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, afirmou, na segunda-feira, que as negociações de paz com os Estados Unidos prosseguem através da troca de propostas via Paquistão, e que Teerão entregou a resposta às últimas considerações de Washington.

As negociações entre Washington e Teerão para pôr fim à guerra iniciada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel não avançaram desde que começaram, a 11 de abril, em Islamabade, devido a divergências, especialmente em torno do programa nuclear iraniano e da situação no estreito de Ormuz.

Mais de 145.000 crianças dos EUA foram separadas dos pais pelo ICE... Mais de 145.000 crianças americanas sofreram com a ausência de um dos pais por ter sido preso, desde que Donald Trump voltou a ser Presidente dos EUA, em janeiro de 2025, segundo um relatório da Brookings Institution.

© Lusa   19/05/2026 

Além disso, mais de 22.000 crianças tiveram ambos os progenitores presos, de acordo com o mesmo documento.

Em concreto, o estudo estabelece que são 146.635 os menores afetados pelas políticas migratórias de Trump e que, deste número, 36,5% têm menos de seis anos, 36,1% têm entre seis e 12 anos e o restante, entre 13 e 17 anos.

Quanto à nacionalidade dos pais detidos, o relatório da Brookings indica que a mais afetada é a mexicana, com até 53,7% do total, seguida da guatemalteca e da hondurenha, com 15% e 10,7%, respetivamente.

O estudo também analisa o local onde ocorreram as detenções, e Washington D.C. e Texas concentram a maior proporção de crianças, que são cidadãs americanas, com um progenitor afetado, com mais de cinco por cada 1.000.

A análise da Brookings realça que não existem dados fiáveis sobre quantos detidos ou deportados têm filhos nos Estados Unidos, nem sobre o que acontece com as crianças quando o seu progenitor é detido, pelo que se concentram nos detidos, sobre os quais têm "melhor informação do que sobre os deportados".

Estes números, relativos aos menores afetados pelas decisões na política migratória da Casa Branca, refletem a intensidade do trabalho realizado pelo Serviço de Imigração e Controlo de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês), desde que Trump regressou ao poder, e que gerou protestos por todo o país.

Atualmente, e segundo o relatório da Brookings, cerca de 60.000 pessoas encontram-se detidas, e quase 400.000 foram transferidas para centros de detenção do ICE.

A análise da Brookings recolhe as dúvidas sobre o destino das crianças que são separadas dos seus progenitores e inclui recomendações de associações que "encorajam os pais que desejam que os seus filhos continuem nos Estados Unidos a elaborar um plano de preparação familiar, designando um amigo ou familiar próximo que se encarregará da criança se eles não puderem fazê-lo.

Em muitos desses casos, o Governo desconhece a existência de crianças que ficam para trás, e a maioria dos pais prefere evitar o contacto com o sistema de bem-estar infantil, mesmo que apenas disponham de opções de cuidado deficientes, salienta o estudo migratório.

Além disso, o relatório aponta que o número de crianças cidadãs americanas que enfrentam a ameaça de separação familiar é muito maior do que os 145.000 que se estima que a sofreram durante o período da segunda administração Trump.

Brooklings calcula que existem 13 milhões de adultos indocumentados ou com estatuto migratório irregular, com proteção parcial e que, entre as suas famílias, se encontram mais de 4,6 milhões de crianças cidadãs americanas que vivem com um progenitor em risco de deportação, incluindo quase 2,5 milhões de crianças que poderão enfrentar a detenção de ambos.


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Num comunicado, o Exército Popular de Libertação afirmou que as manobras fazem parte do plano anual de treino e têm como objetivo "testar e melhorar" as capacidades de combate

𝗠𝗘𝗡𝗦𝗔𝗚𝗘𝗠 𝗗𝗘 𝗙𝗘𝗟𝗜𝗖𝗜𝗧𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖 𝗘 𝗗𝗢 𝗦𝗘𝗨 𝗣𝗥𝗘𝗦𝗜𝗗𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗔𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗖𝗩 𝗣𝗘𝗟𝗔 𝗩𝗜𝗧𝗢́𝗥𝗜𝗔 𝗡𝗔𝗦 𝗘𝗟𝗘𝗜𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦 𝗖𝗔𝗕𝗢𝗩𝗘𝗥𝗗𝗜𝗔𝗡𝗔 𝗗𝗢 𝗗𝗜𝗔 𝟭𝟳 𝗗𝗘 𝗠𝗔𝗜𝗢 𝟮𝟬𝟮𝟲

Por  PAIGC 2023 

Camarada Francisco de Carvalho

Presidente do PAICV

Bissau, 19 de maio de 2026

Camarada Presidente,

O PAIGC recebeu com imensa satisfação a notícia da vitória do PAICV nas eleições legislativas realizadas em Cabo Verde no passado fim de semana.

Em nome do PAIGC e em meu próprio nome, felicito calorosamente os militantes, os simpatizantes e o Presidente do PAICV por esta expressiva conquista eleitoral.

Esta vitória, alcançada com maioria absoluta num escrutínio altamente disputado, reflete de forma inequívoca a vontade de mudança do povo cabo-verdiano e a confiança renovada depositada no PAICV e no seu programa eleitoral Um Cabo Verde Para Todos.

O PAIGC aproveita esta ocasião para saudar o povo irmão de Cabo Verde pela elevada maturidade democrática uma vez mais demonstrada, através de um processo eleitoral que se revelou um exemplo notável para África e para o mundo.

Permita-me, Camarada Presidente, desejar-lhe os maiores êxitos na condução dos destinos de Cabo Verde nos próximos anos, em benefício de toda a população do Arquipélago e da sua Diáspora.

Cordialmente,

Domingos Simões Pereira

Presidente

segunda-feira, 18 de maio de 2026

PJ DESMANTELA REDE DE TRÁFICO DE PESSOAS E DETÉM 40 ESTRANGEIROS EM BÔR

Por  RSM 18 05 2026

A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou uma rede de tráfico de pessoas e auxílio à imigração ilegal durante uma operação de grande escala realizada na zona de Matadim, em Bôr, onde foram detidos 40 cidadãos estrangeiros, na sua maioria provenientes da Guiné-Conacri.

A informação foi avançada esta segunda-feira pelo chefe do núcleo da Polícia Judiciária à imprensa, durante a apresentação das vítimas nas instalações de Bandim.

Segundo Braima Cissé, os quatro presumíveis autores da rede encontram-se detidos e deverão ser apresentados amanhã ao Ministério Público para a conclusão do processo judicial.

“A maioria deles são de nacionalidade da Guiné-Conacri, sendo que quatro dos autores já estão na cela da PJ, por isso posso vos informar que amanhã serão entregues ao Ministério Público”, salientou Cissé.

Por outro lado, o chefe do núcleo da Polícia Judiciária afirmou que, dentro em breve, a direção da PJ irá informar as embaixadas dos respetivos países de origem das vítimas e dos suspeitos envolvidos no caso.

“A Direção da Polícia Judiciária em breve comunica às embaixadas dos respetivos detidos”, garantiu Braima Cissé.

Cissé apelou ainda aos cidadãos para optarem pelas vias legais de emigração para a Europa, alertando que, caso contrário, poderão cair nas mãos deste tipo de redes criminosas.

“A melhor via de fazer a viagem para a Europa é a via legal, porque temos as embaixadas para regularizar os processos e pedidos de vistos”, apelou o chefe do núcleo da PJ.

Importa recordar que, em 2025, a Polícia Judiciária havia promovido uma megaoperação em vários bairros da cidade de Bissau, do mesmo género, na qual desmantelou uma estrutura criminosa altamente organizada, liderada por cidadãos estrangeiros, dedicada ao tráfico de pessoas e ao auxílio à imigração ilegal.

Número de mortos em ataques israelitas no Líbano atinge os três mil... O número de mortos no Líbano em ataques israelitas no conflito entre Israel e o grupo xiita Hezbollah atingiu os três mil desde o início de março, informaram hoje as autoridades de Beirute.

Por LUSA 

Segundo o último balanço do Ministério da Saúde do Líbano, foram registados três mil mortos, entre os quais 211 menores e 116 profissionais de saúde, e 9.273 feridos, além de mais de um milhão de deslocados.

Os ataques entre Israel e o Hezbollah prosseguem apesar de um cessar-fogo em vigor desde 17 de abril, no âmbito de negociações de paz, mediadas pelos Estados Unidos entre representantes libaneses e israelitas, que não são reconhecidas pelo grupo xiita apoiado pelo Irão.

As delegações de Israel e do Líbano acordaram na sexta-feira um prolongamento de 45 dias da trégua e novas rondas de conversações para os dias 02 e 03 de junho, bem como uma reunião a nível militar no Pentágono em 29 de maio.

Israel e Líbano, que não têm relações diplomáticas, tinham realizado anteriormente duas rondas de diálogo inicial na capital norte-americana, em 14 e 23 de abril, que resultaram no acordo de cessar-fogo.

No entanto, Israel continuou a bombardear o Líbano e as suas operações terrestres no sul do Líbano, enquanto o Hezbollah prossegue os ataques contra o território israelita e as suas tropas.

O número de mortos em consequência dos ataques israelitas no Líbano ultrapassa os 400 desde o início do cessar-fogo, segundo uma contagem da agência France Presse baseada em dados oficiais.

Após a última ronda negocial em Washington, as autoridades libanesas pediram um mecanismo independente e garantias dos Estados Unidos em relação ao cessar-fogo.

"O prolongamento da trégua e a implementação de uma componente de segurança facilitada pelos Estados Unidos oferecem um alívio essencial aos nossos cidadãos, fortalecem as instituições do Estado e abrem caminho para uma estabilidade duradoura", afirmou a delegação libanesa, segundo um comunicado divulgado pela presidência.

O Presidente libanês, Joseph Aoun, comprometeu-se hoje a fazer "o impossível" para colocar um fim ao conflito, num comunicado da presidência libanesa.

Segundo a mesma nota, as negociações com Israel têm incidido sobretudo na retirada das forças israelitas do território libanês e no regresso dos deslocados internos as suas casas.

Contudo, salientou que, "para evitar os fracassos de acordos anteriores", é necessário "implementar um processo gradual e verificável", apoiado por Washington.

O Hezbollah opõe-se a estas conversações e o seu líder, Naim Qassem, ameaçou que vai tornar os confrontos "num inferno" para Israel, que por sua vez avisou repetidamente as autoridades de Beirute que, se não desarmar nem controlar as milícias libanesas, irá fazê-lo no seu lugar. 

O Líbano foi arrastado pelo grupo xiita apoiado e financiado pelo Irão para a guerra desencadeada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica, ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos no Líbano e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho durante o conflito anterior.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra de Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e que foi interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão. 

Nas negociações indiretas com Washington, Teerão exige que qualquer trégua no conflito no Golfo inclua também o Líbano, ou seja, que Israel cesse os ataques ao Hezbollah.

“CASO ALFÂNDEGAS DE BISSAU”: Cinco suspeitos em prisão preventiva por alegadas fraudes aduaneiras

Por RSM 18 05 2026

A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou esta segunda-feira que cinco indivíduos estão em prisão preventiva no âmbito do chamado “Caso Alfândegas de Bissau”, um processo que investiga alegadas fraudes em procedimentos de desalfandegamento envolvendo funcionários públicos, despachantes oficiais e outros cidadãos.

Segundo um comunicado divulgado pelo Gabinete de Imprensa e Relações Públicas da PGR, o processo é conduzido pelo Gabinete de Luta contra a Corrupção e Delitos Económicos (GLCCDE), com investigação da Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Repressão a Delitos Económicos e da Criminalidade contra a Economia Nacional.

As autoridades indicam que as investigações têm como alvo supostas irregularidades praticadas nos serviços da Direção-Geral das Alfândegas e da Direção-Geral do Tesouro, relacionadas com esquemas fraudulentos de desalfandegamento.

A mesma fonte avança ainda que no decorrer da operação, foram efetuadas detenções fora de flagrante delito de sete cidadãos guineenses, entre os quais cinco homens e uma mulher, numa primeira fase, e mais dois homens numa segunda fase.

De acordo com a PGR, no dia 17 de abril de 2026, cinco suspeitos foram presentes ao Juízo de Instrução Criminal para primeiro interrogatório judicial. Após apreciação do caso e em conformidade com a promoção do Ministério Público, o juiz aplicou a medida de coação de prisão preventiva a três dos arguidos.

"Posteriormente, no dia 11 de maio de 2026, outros dois suspeitos foram igualmente ouvidos pelo Juízo de Instrução Criminal, tendo ambos ficado sujeitos à prisão preventiva.

Além das detenções, as autoridades judiciais aplicaram medidas de coação alternativas a outros suspeitos. Dois indivíduos ficaram sujeitos à obrigação de permanência, cumulada com apresentação periódica semanal, enquanto quatro outros passaram a cumprir apenas a obrigação de apresentação periódica semanal", lê-se no mesmo documento.

Segundo o Ministério Público, o processo conta atualmente com 15 suspeitos constituídos, dos quais cinco permanecem em prisão preventiva, e avança que os factos sob investigação podem configurar, em abstrato, os crimes de contrabando qualificado, peculato, corrupção ativa e passiva, falsificação qualificada e branqueamento de capitais.

A Procuradoria-Geral da República esclarece ainda que o processo continua em segredo de justiça.

Legislativas/reação. Francisco Carvalho celebra vitória do PAICV e promete “um novo Cabo Verde”

Com OPAÍS.cv -18 Maio, 2026

O Presidente do PAICV, Francisco Carvalho, considerou esta madrugada, que os Cabo-verdianos deram uma “mensagem clara” nas eleições legislativas, ao confirmarem a vitória do Partido num dos escrutínios mais disputados da história democrática do País

O líder do Partido vencedor das eleições agradeceu aos eleitores no Arquipélago e na Diáspora e afirmou que “a partir de hoje há um novo Cabo Verde”.

Na sua primeira reação após a divulgação dos resultados provisórios, Francisco Carvalho classificou o dia como “extraordinário”, defendendo que a democracia Cabo-verdiana voltou a demonstrar a importância da vontade popular.

O Presidente do PAICV reconheceu que a disputa eleitoral foi renhida e admitiu que, em determinados momentos, se perspetivava um cenário de maioria relativa.

Apelos à transparência eleitoral

Durante a intervenção, Francisco Carvalho levantou preocupações sobre alegadas irregularidades durante o processo eleitoral, apelando a um debate público mais aprofundado sobre práticas que, segundo afirmou, marcaram a campanha. Referiu alegações de compra de votos, distribuição de cestas básicas, movimentações financeiras e assinatura de contratos em período eleitoral, defendendo que esses temas não devem ser ignorados pelas instituições, analistas e órgãos de Comunicação Social.

Francisco Carvalho considerou ainda que Cabo Verde deve promover uma reflexão sobre o funcionamento da sua democracia e sobre a transparência dos processos eleitorais.

Mensagem dirigida à Diáspora e ao País

Na declaração feita perante militantes e apoiantes, o Presidente do PAICV dirigiu agradecimentos aos Cabo-verdianos residentes no País e na Diáspora, sublinhando o contributo de todos os que participaram na campanha e no processo eleitoral.

Os resultados provisórios das eleições legislativas continuam a ser atualizados pela CNE, num contexto em que o PAICV surge na dianteira da votação nacional. Francisco Carvalho garante ser maioria absoluta.


@eleicoes.cv

O Primeiro-Ministro e líder do MpD reconheceu a vitória do PAICV nas eleições legislativas de 2026 em Cabo Verde e afirmou que irá demitir-se do cargo de presidente do partido.

 

domingo, 17 de maio de 2026

Mais de mil drones no maior ataque do último ano à Rússia. "Ucrânia está nitidamente a aumentar a sua capacidade"

"Calma antes da tempestade". Trump ameaça retomar ofensiva contra Irão... Donald Trump voltou a fazer uma publicação nas redes sociais onde parece estar a ameaçar retomar os ataques contra o Irão. A publicação acontece numa altura em que várias fontes adiantam que tanto os Estados Unidos como Israel se estão a preparar para retomar a ofensiva em breve.

© @realDonaldTrump/Truth Social     noticiasaominuto.com  17/05/2026 

O presidente dos Estados Unidos voltou a deixar uma publicação nas redes sociais, onde aparenta estar a ameaçar retomar a ofensiva contra o Irão em breve.

A imagem, partilhada na rede social Truth Social no sábado, terá sido gerada por Inteligência Artificial (IA) - algo que já se tornou um hábito de Donald Trump - e mostra o presidente norte-americano num navio com a frase "Foi a calma antes da tempestade", possivelmente referindo-se ao período de cessar-fogo que ainda vigora entre os Estados Unidos e o Irão.

Na imagem, Trump usa um chapéu vermelho com a frase "Make America Great Again", o seu lema de campanha, e uma camisola branca onde se pode ler "Trump - Comandante-chefe". Atrás de si está um oficial da Marinha, que não foi identificado.

O cenário por trás de Trump mostra um mar agitado durante uma tempestade, com várias embarcações a navegar. Uma delas, pode-se ainda ver na imagem, está identificada com a bandeira do Irão.

A publicação acontece numa altura em que várias fontes já adiantaram que os Estados Unidos e Israel estão a planear retomar os ataques contra o Irão nos próximos dias. Segundo o The New York Times, que cita dois altos representantes do Médio Oriente, Washington e Telavive estão a realizar "preparações intensas - as maiores desde que o cessar-fogo entrou em vigor - para a possível retomada dos ataques contra o Irão já na próxima semana".

A informação não é desmentida por parte dos Estados Unidos e, aliás, Trump parece corroborar esta teoria. No sábado, durante uma chamada com a BFMTV, o presidente norte-americano foi perentório ao afirmar que os iranianos "deveriam fazer uma acordo", ameaçando que "se não o fizerem, vão passar por um mau bocado".

Do lado de Israel, o Channel 12 também está a reportar que Telavive se está a preparar para retomar a guerra contra o Irão. Aliás, este domingo, o primeiro-ministro israelita anunciou que vai falar com Donald Trump ainda hoje.

"Os nossos olhos estão bem abertos no que toca ao Irão", afirmou Benjamin Netanyahu, durante uma reunião do seu governo em Jerusalém, citado pelo The Times of Israel. "Certamente vou ouvir as impressões dele [Donald Trump] durante a sua visita à China e possivelmente sobre outras coisas também. Certamente há muitas possibilidades e nós estamos preparados para todos os cenários", acrescentou.

Cessar-fogo com Irão em vigor desde 8 de abril, mas não há acordo

Os Estados Unidos, Israel e o Irão acordaram um cessar-fogo no início de abril, que entrou em vigor no dia 8 desse mesmo mês após, em fevereiro, Washington e Telavive terem lançado um ataque conjunto contra Teerão que matou vários altos representantes iranianos, inclusive o então líder supremo.

Desde a entrada em vigor do cessar-fogo que os Estados Unidos e o Irão negoceiam um acordo de paz para pôr fim à guerra, contudo ainda sem sucesso.

Segundo a agência estatal iraniana, a última proposta do Irão tinha rejeitado qualquer negociação sobre o programa nuclear e exigido o fim da guerra em todas as frentes. Para além disso, determinava ainda o levantamento das sanções impostas contra o país, a libertação dos fundos iranianos bloqueados e ainda compensações dos Estados Unidos e de Israel pelos danos causados pela guerra.

Trump reagiu ao documento, apelidando-o de "lixo" e "inaceitável" e os Estados Unidos terão respondido com a própria proposta que, segundo a agência Fars, exige ao Irão a entrega do urânio altamente enriquecido e a limitação do programa nuclear a uma única instalação ativa como condições para avançar as negociações de paz. Para além disso, Washington exige também a renúncia a compensações por danos de guerra.


Leia Também: EUA exigem ao Irão entrega de urânio enriquecido e limitação nuclear

Os Estados Unidos exigiram ao Irão a entrega do urânio altamente enriquecido e a limitação do programa nuclear a uma única instalação ativa como condições para avançar as negociações de paz, indicou hoje fonte oficial.

Cabo-verdianos já votam para as oitavas eleições legislativas... Janete Santos foi hoje uma das primeiras a votar para as oitavas eleições legislativas em Cabo Verde, numa das mesas da Escola Secundária Cesaltina Ramos, também conhecida como Escola Técnica, na capital, Praia.

© Lusa    17/05/2026 

"É muito importante votar, é um passo importante, o que estamos a dar hoje", referiu, preocupada com a abstenção.

"É complicado haver uma parcela da população que não se interessa, que não quer exercer o voto", acrescentou, apelando a que todos se dirijam às urnas.

Apesar de a abertura da votação estar marcada, em todo o arquipélago, para as 08:00 (10:00 em Lisboa), Janete Santos só o conseguiu fazer passado cerca de meia-hora, devido à verificação dos boletins de voto, urnas e outros procedimentos.

Alguns de eleitores já faziam fila quando tudo ficou pronto para a escolha dos 72 deputados do parlamento que ditará a composição do novo Governo.

Ao lado, Dulcelina Furtado foi votar porque, disse, "votar é uma lei", para mostrar que é "uma cidadã cabo-verdiana".

Em outra das três mesas da escola, Francisco Tavares também votou cedo, porque é algo que ninguém pode fazer por ele.

"Cada um escolhe à sua maneira, eu já fiz a minha escolha, os outros podem fazer a sua também", disse à Lusa o cidadão cabo-verdiano que diz que sempre votou.

Da mesma forma, Samira Pereira exerce o seu direito "pelo melhor do país".

"É simples, é fácil e é bonito", rematou, antes de sair do recinto da escola, onde as filas começavam a crescer à medida que a manhã avançava.

As eleições de hoje vão decorrer em cerca de mil mesas de voto nas ilhas, onde estarão abertas até às 18:00 (20:00 em Lisboa), enquanto junto da diáspora haverá mais de 200 com o seu próprio horário - só em Portugal serão 84 mesas.

São chamados às urnas 344.284 inscritos no arquipélago e 72.051 no estrangeiro.

Em comparação com as últimas legislativas, em 2021, há um crescimento de 6%, mais expressivo junto da diáspora.

Na sexta-feira, o Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, apelou à participação nas eleições, considerando que "a abstenção fragiliza a democracia".

Nas legislativas de 2016 a abstenção foi de 34%, crescendo para 42% em 2021, durante um período de restrições devido à pandemia de covid-19.

A ilha de Santiago, que inclui a capital, Praia, elege 33 dos 72 deputados e é a única onde há dois círculos eleitorais.

As restantes oito ilhas (cada uma corresponde a um círculo) elegem outros 33 deputados e os três círculos no estrangeiro escolhem seis deputados.

A votação no arquipélago será acompanhada por cerca de 200 observadores internacionais.

Depois do fecho das urnas, a Direção-Geral de Apoio ao Processo Eleitoral (DGAPE) tem um portal para divulgação dos resultados provisórios, à medida que os votos forem contados, no endereço eleicoes.cv na Internet, a partir das 19:00 de Cabo Verde (21:00 em Lisboa).

O Movimento para a Democracia (MpD, no poder desde 2016) e o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) têm-se alternado na liderança do país, sempre com maiorias absolutas na Assembleia Nacional, desde as primeiras eleições livres, em 1991.

Para estas eleições, os dois partidos apresentaram listas nos 13 círculos eleitorais.

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), terceira força parlamentar, concorre em 10 círculos, ficando de fora nas ilhas Brava, do Maio e da Boa Vista.

O Partido Popular (PP) e o partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS), sem representação parlamentar, concorrem, cada qual, em seis círculos.


Zelensky diz que ataque de drones a Moscovo foi "totalmente justificado"... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o ataque maciço com mais de 80 drones lançado contra Moscovo e cidades vizinhas foi "completamente justificado" e "uma forma de dizer" ao governo russo "para acabar com esta guerra".

© Emmanuele Contini/NurPhoto via Getty Images     Por  LUSA  17/05/2026 

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o ataque maciço com mais de 80 drones lançado contra Moscovo e cidades vizinhas foi "completamente justificado" e "uma forma de dizer" ao governo russo "para acabar com esta guerra".

Segundo as autoridades locais russas, pelo menos quatro pessoas morreram, incluindo três perto de Moscovo, num dos maiores ataques noturnos ucranianos contra a Rússia desde o início da guerra, a 24 de fevereiro de 2022.

Outras 17 pessoas ficaram feridas, 12 delas num ataque com um drone em Moscovo que atingiu uma refinaria pertencente à Gazprom Neft, um dos principais fornecedores de combustível para a área metropolitana de Moscovo. Segundo o presidente da câmara, Sergei Sobyanin, a "tecnologia" da refinaria não foi danificada.

"As nossas respostas à guerra prolongada da Rússia e aos seus ataques às nossas cidades e comunidades são completamente justificadas", declarou Zelensky numa mensagem publicada nas redes sociais.

O Presidente da Ucrânia referiu-se aos seus drones como "sanções de longo alcance", num ataque com o qual estão "a dizer claramente aos russos que o seu Estado deve acabar com a guerra".

"Agradeço ao Serviço de Segurança da Ucrânia e a todas as Forças de Defesa da Ucrânia pela sua precisão. A distância da fronteira estatal ucraniana ultrapassa os 500 quilómetros. A concentração de defesas aéreas russas na região de Moscovo é a mais elevada. Mas estamos a ultrapassar isso", concluiu.

De acordo com a agência estatal Tass, com base em dados fornecidos por Sergei Sobyanin, as defesas russas abateram 81 drones que se dirigiam para Moscovo durante a noite.

O maior aeroporto da Rússia --- o Sheremetyevo, em Moscovo --- informou que destroços dos drones caíram nas suas instalações, mas sem causar danos.

Ainda assim, mais de meia centena voos foram desviados hoje para aeroportos alternativos devido à interrupção temporária das operações nos principais terminais do aeroporto de Moscovo.

No seu canal de Telegram, o Ministério dos Transportes russo indicou que, "durante a noite passada e esta manhã, 51 aeronaves foram desviadas para aeroportos alternativos devido a restrições temporárias no espaço aéreo".

Segundo salientou, "as restrições são necessárias para garantir a segurança dos voos", o que é "uma prioridade".

O Ministério dos Transportes referiu ainda que "32 voos sofreram atrasos de mais de duas horas nos aeroportos de Moscovo", tendo sido "mobilizadas equipas adicionais para auxiliar os passageiros".


Leia Também: Mais de 50 aviões desviados para outros aeroportos após ataque a Moscovo

Mais de 50 voos foram desviados hoje para aeroportos alternativos devido à interrupção temporária das operações nos principais terminais do aeroporto de Moscovo, após o maior ataque dos últimos anos com drones ucranianos à capital russa.

Rússia diz ter abatido mais de 500 drones ucranianos... A Rússia afirmou hoje ter sido alvo de um dos maiores ataques ucranianos em quatro anos de ofensiva militar e garantiu ter abatido 556 drones durante a noite.

© Lusa     17/05/2026 

Entre as 22h00 de sábado e as 07h00 de hoje [das 20h00 de sábado às 05h00 de hoje em Lisboa], "unidades de defesa aérea intercetaram e destruíram 556 drones ucranianos" sobre 14 regiões russas, bem como sobre a Crimeia ocupada e os mares Negro e de Azov, informou o Ministério da Defesa russo, na aplicação de mensagens Max.

Horas antes, o governador da região de Moscovo disse que ataques com drones lançados pela Ucrânia causaram pelo menos três mortos e quatro feridos nos arredores da capital da Rússia.

"Desde as 03:00 da manhã [01:00 em Lisboa], as forças de defesa aérea estão a repelir um ataque com drones na região da capital", disse Andrei Vorobiov na plataforma de mensagens Telegram.

Vorobiov acrescentou que uma mulher foi morta na cidade de Khimki, a noroeste de Moscovo, e dois homens foram mortos numa aldeia no distrito de Mytishchi (nordeste), enquanto noutras partes da região, várias casas foram danificadas e infraestruturas foram atacadas.

Pouco antes, presidente da Câmara da capital russa, Sergei Sobyanin, disse que dezenas de drones atingiram Moscovo durante a madrugada, menos de uma semana depois do fim do cessar-fogo com a Ucrânia.

Numa série de mensagens publicadas também no Telegram, Sobyanin afirmou que as defesas aéreas abateram um total de 74 drones.

"Foram observados danos menores nos locais onde os destroços caíram", acrescentou.

A Ucrânia, em retaliação pelos bombardeamentos diários do exército russo há mais de quatro anos, ataca regularmente alvos na Rússia, alegando visar instalações militares e energéticas.

Embora a região da capital seja alvo frequente de ataques com drones, a própria cidade de Moscovo, situada a mais de 400 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, é atingida com menos frequência.

Na sexta-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Ucrânia tinha o direito de atacar instalações petrolíferas e militares na Rússia, em resposta ao ataque que matou pelo menos 24 pessoas em Kiev no dia anterior.

No sábado, a Força Aérea ucraniana adiantou ter neutralizado 269 de um total de 294 drones lançados, durante a noite anterior, pela Rússia contra território ucraniano.

Os aparelhos não tripulados, alguns dos quais drones de ataque, enquanto outros eram drones réplica concebidos para confundir as defesas antiaéreas, foram lançados a partir das regiões russas de Oriol, Kursk, Briansk, Millerovo, Shatalovo e Primorsko-Akhtarsk, bem como da Crimeia ocupada.

A Ucrânia e a Rússia retomaram a troca de ataques aéreos na terça-feira, após o término de uma trégua de três dias, mediada pelos Estados Unidos, durante as comemorações russas do fim da Segunda Guerra Mundial.


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O governador da região de Moscovo disse hoje que ataques com drones lançados pela Ucrânia causaram pelo menos três pessoas e quatro feridos nos arredores da capital da Rússia.

sábado, 16 de maio de 2026

Maior porta-aviões do mundo regressa aos EUA após 11 meses em missão... O USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, regressou hoje a Norfolk, no estado norte-americano da Virgínia, após um destacamento de 11 meses, o mais longo desde a Guerra do Vietname.

Por LUSA 

Durante a sua missão de 326 dias, o Ford deu apoio à guerra dos Estados Unidos contra o Irão e à captura do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro.

O mais avançado navio de guerra norte-americano e dois contratorpedeiros que o acompanhavam, com cerca de 5.000 marinheiros, atracaram na Estação Naval de Norfolk pela primeira vez desde junho.

Além das operações de combate e da travessia de continentes, os marinheiros a bordo do porta-aviões enfrentaram um incêndio não relacionado com combates, que obrigou a longas reparações na ilha grega de Creta.

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, esteve presente na chegada dos navios de guerra.

Em reconhecimento do serviço prestado durante a guerra do Irão, o Ford e os navios que o acompanhavam receberam a condecoração Citação Presidencial de Unidade, por "desempenho excecional em ação" contra "um inimigo determinado"

Trata-se da maior condecoração que uma unidade pode receber, geralmente reservada para conquistas significativas em combate.

Processo de alegado desvio: CAÍTO TEIXEIRA E CELESTINO GONÇALVES CONSTITUÍDOS SUSPEITOS NO CASO DO FRETAMENTO DE AVIÃO

Por  odemocratagb.com 
Dois dirigentes de topo da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) foram constituídos suspeitos pelo Ministério Público (MP), por alegado envolvimento num caso de desvio de fundos públicos estimado em 183 milhões de francos CFA, ocorrido em 2023.

A informação consta de uma nota do MP divulgada esta sexta-feira, 15 de maio de 2026, sem, contudo, identificar os nomes dos suspeitos. No entanto, a secção desportiva do jornal O Democrata apurou que se trata do presidente da FFGB, Carlos Mendes Teixeira, conhecido por “Caíto”, e do vice-presidente, Celestino Gonçalves, também conhecido por “Tinex”. Ambos foram ouvidos esta semana no Gabinete de Luta Contra a Corrupção do Ministério Público, em Bissau.

Segundo o documento, a Mendes Teixeira foi aplicada a medida de coação de proibição de se ausentar do país, não podendo sair para o estrangeiro nem afastar-se do local de residência sem autorização judicial. O dirigente deverá ainda prestar uma caução no valor de 82.800.000 FCFA (oitenta e dois milhões e oitocentos mil francos CFA), no prazo de 10 dias após notificação.

Já ao vice-presidente da FFGB, Celestino Gonçalves, foi aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência (TIR).

De acordo com as informações disponíveis, o montante em causa teria sido disponibilizado pelo Estado guineense para o fretamento de um avião destinado ao transporte da seleção de São Tomé e Príncipe, no âmbito de um jogo do Grupo A da fase de qualificação para a Taça das Nações Africanas (CAN) 2023, realizada na Costa do Marfim.

A partida realizou-se em Bissau, devido à interdição do Estádio Nacional de São Tomé e Príncipe pela Confederação Africana de Futebol (CAF).

O processo chegou a ser arquivado por falta de provas, mas foi reaberto em março passado com base na existência de “novos elementos probatórios”, alegadamente fornecidos ao Ministério Público pela Polícia Judiciária da Guiné-Bissau, em colaboração com a Interpol.

No âmbito do chamado caso “Fretamento de avião para o transporte da seleção de São Tomé e Príncipe”, foi também ouvido Dembo Sissé, ex‑presidente da Liga Guineense de Clubes de Futebol (LGCF).

Por: Alison Cabral
Fonte: Lusa

ESTADO ISLÂMICO: Nigéria confirma morte de alto responsável do EI em operação com EUA... O presidente nigeriano, Bola Tinubu, e o exército confirmaram hoje a morte, na Nigéria, de um alto responsável do grupo Estado Islâmico (EI) durante uma operação conjunta com forças norte-americanas.

© Tolga Akmen/EPA/Bloomberg via Getty Images       Por  LUSA  16/05/2026 

"As nossas forças armadas nigerianas, determinadas e a trabalhar em estreita colaboração com as forças armadas dos Estados Unidos, conduziram uma operação conjunta ousada que desferiu um duro golpe nas fileiras do Estado Islâmico", declarou Tinubu num comunicado, confirmando um anúncio feito poucas horas antes pelo homólogo norte-americano, Donald Trump.

Segundo as forças de defesa nigerianas, Abou Bilal al-Minuki era um "alto responsável do grupo Estado Islâmico e um dos terroristas mais ativos do mundo".

Algumas horas mais cedo, Trump afirmou que o segundo em comando do movimento extremista tinha sido eliminado na Nigéria, numa operação conjunta com o exército nigeriano.

"As corajosas forças americanas e as Forças Armadas da Nigéria executaram impecavelmente uma missão meticulosamente planeada e muito complexa para eliminar do campo de batalha o terrorista mais ativo do planeta", disse Trump.

Al-Minuki "pensava que se podia esconder em África, mas não sabia que tínhamos fontes a manter-nos informados sobre as suas atividades", acrescentou Trump.

Numa mensagem publicada na rede social que detém, Truth Social, Trump sublinhou que al-Minuki "não vai mais aterrorizar o povo africano nem ajudar a planear operações contra norte-americanos".

No mesmo dia em que regressou de uma visita de Estado à China, Trump disse que a "operação global" do EI está "consideravelmente enfraquecida" com a morte de al-Minuki e agradeceu ao Governo da Nigéria a colaboração na missão antiterrorista.

A 16 de fevereiro, as Forças Armadas da Nigéria anunciaram a chegada de aproximadamente uma centena de militares norte-americanos à Base Aérea de Bauchi, no noroeste do país, para reforçar o combate às ameaças terroristas.

O nordeste da Nigéria tem sofrido ataques do grupo fundamentalista islâmico Boko Haram desde 2009. A violência intensificou-se após 2016, com o surgimento de um grupo dissidente do Estado Islâmico da Província da África Ocidental.

No noroeste do país, o Lakurawa, um grupo aparentemente ligado à organização terrorista Estado Islâmico da Província do Sahel, também tem vindo a realizar ataques nos estados de Kebbi e Sokoto há vários anos.

Os combates intensificaram-se desde que os Estados Unidos, juntamente com as forças locais, realizaram uma série de ataques aéreos no final de 2025 contra posições dos fundamentalistas no noroeste da Nigéria.


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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o segundo em comando do Estado Islâmico (EI), Abu-Bilal al-Minuki, foi eliminado na Nigéria, numa operação conjunta com o exército nigeriano.

Irão "relutante quanto às verdadeiras intenções dos norte-americanos"... O Irão afirmou que a falta de confiança é o maior obstáculo nas negociações para pôr fim à guerra com os Estados Unidos, dizendo sexta-feira que Teerão estaria aberto a ajuda diplomática para ajudar a aliviar as tensões.

© Valentin Flauraud / AFP via Getty Images    Por  LUSA  16/05/2026 

Em declarações aos jornalistas em Nova Deli, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que mensagens contraditórias levam Teerão a tornar-se "relutante quanto às verdadeiras intenções dos norte-americanos"

"Temos dúvidas sobre a sua seriedade", referiu Araghchi, acrescentando que as negociações avançariam se Washington estivesse preparado para um "acordo justo e equilibrado".

O presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou esta semana a mais recente proposta formal do Irão, classificando-a como "lixo".

Embora o Irão tenha alegadamente incluído algumas concessões nucleares, Trump afirmou querer retirar do país o urânio altamente enriquecido e impedir o desenvolvimento de armas nucleares. O Irão sustenta que o seu programa nuclear tem fins pacíficos.

A China poderá desempenhar um papel diplomático, diz o Irão, com o chefe da diplomacia iraniana a afirmar que o Irão acolheria apoio diplomático de outros países, em particular da China, referindo o papel anteriormente desempenhado por Pequim na facilitação do restabelecimento das relações entre Teerão e Riade.

Pequim tem demonstrado pouco interesse público nos pedidos dos Estados Unidos para um maior envolvimento, embora Trump tenha dito ao apresentador da Fox News Sean Hannity que Xi ofereceu ajuda nas conversações entre ambos.

Com as conversações entre o Irão e os Estados Unidos num impasse durante o frágil cessar-fogo, as tensões mantêm-se elevadas e ameaçam mergulhar novamente o Médio Oriente num conflito aberto, prolongando a crise energética mundial desencadeada pela guerra.

O Irão continua a controlar o estreito de Ormuz, uma via marítima vital por onde passava um quinto do petróleo mundial antes da guerra, enquanto os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos.

Trump e o Presidente chinês, Xi Jinping, que concluíram conversações esta sexta-feira, concordaram que o estreito deve ser reaberto.

O Presidente norte-americano exigiu uma redução significativa das atividades nucleares iranianas, enquanto o Irão insiste ter o direito de enriquecer urânio.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano admitiu que a questão das reservas de urânio enriquecido é um dos temas mais difíceis nas negociações com os Estados Unidos.

A Rússia ofereceu-se anteriormente para acolher essas reservas, caso o Irão esteja disposto a abdicar delas. Araghchi afirmou que a proposta russa não está atualmente em discussão ativa, mas poderá voltar a ser considerada.

"Quando chegarmos a essa fase, teremos naturalmente mais consultas com a Rússia e veremos se a proposta russa pode ajudar ou não", afirmou.


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O Irão afirmou hoje que vários países europeus estão em conversações com Teerão para obter autorização para atravessar o estreito de Ormuz.

Taiwan diz que é "uma nação independente" após declarações de Trump... O governo de Taiwan afirmou hoje que a ilha "é uma nação (...) independente", em resposta ao Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que garantiu não estar a incentivar Taipé a declarar independência.

© Lusa  16/05/2026 

"Taiwan é uma nação democrática, soberana e independente, que não está subordinada à República Popular da China", declarou em comunicado a diplomacia taiwanesa, acrescentando que a política de Washington continua inalterada. 

Na sexta-feira, Donald Trump referiu que não deseja uma guerra com Pequim por causa de Taiwan.

"Não quero que ninguém se torne independente. E sabe que mais? Será que vamos viajar 15.300 quilómetros para travar uma guerra? Não quero isso", sublinhou o republicano, em entrevista à emissora norte-americana Fox News.

Trump adiantou que falou com o líder chinês, Xi Jinping, sobre Taiwan "durante toda a noite", incluindo a eventual venda de armas norte-americanas a Taipé.

Segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, Xi terá avisado o líder norte-americano de que a "má gestão" da questão pode levar a China e os Estados Unidos a um confronto ou mesmo a um ataque.

Trump afirmou que ainda não tomou uma decisão sobre a venda de armamento a Taiwan, uma medida fortemente criticada por Pequim, acrescentando que deverá decidir "em breve".

O chefe de Estado norte-americano recusou-se, porém, a esclarecer se os Estados Unidos defenderiam militarmente Taiwan em caso de conflito com a China.

"Isto é algo que só uma pessoa sabe: eu", disse Trump, revelando que Xi lhe colocou diretamente essa questão durante as conversações em Pequim.

"Ele perguntou-me, e eu disse que não falo sobre isso", referiu Trump.

"Em relação à venda de armas entre Taiwan e os Estados Unidos, este não é apenas um compromisso dos Estados Unidos com a segurança de Taiwan, como claramente estipulado na Lei das Relações com Taiwan, mas também uma forma de dissuasão conjunta contra ameaças regionais", insistiu o ministério dos Negócios Estrangeiros taiwanês.

Também na sexta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, defendeu que os EUA compreendem a posição de Pequim, mas pediu a Washington "medidas concretas" para garantir a paz.

Há mais de sete décadas que os Estados Unidos são um ator central no contexto das disputas entre as Pequim e Taipé, sendo que Washington está legalmente comprometida a fornecer a Taiwan os meios necessários para a sua autodefesa e, embora não mantenha laços diplomáticos com a ilha, poderia defendê-la em caso de conflito com a China.

Pequim considera Taiwan uma província rebelde e uma "parte inalienável" do território chinês, pelo que não descartou o uso da força para assumir o controlo, algo que o Governo taiwanês condena veementemente.


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O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu na sexta-feira que não está a incentivar Taiwan a procurar a independência da China, garantindo que não deseja uma guerra com Pequim

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Forças israelitas lançam ataque contra presumível líder do Hamas em Gaza... As forças israelitas realizaram hoje um ataque contra um edifício residencial na Cidade de Gaza, que, segundo o Governo, visava o presumível líder do grupo islamita Hamas no enclave palestiniano e alegado mentor do 7 de outubro.

© Mahmoud Issa/Anadolu via Getty Images   Por Lusa  15/05/2026 

Os ataques da força aérea foram dirigidos a Izz ad-Din al-Haddad, de acordo com uma declaração conjunta do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e do ministro da Defesa, Israel Katz, apontado como líder do Hamas na Faixa de Gaza e um dos "arquitetos" dos massacres de 07 de outubro de 2023 em solo israelita, que desencadearam a guerra no território palestiniano.

As autoridades israelitas não confirmaram oficialmente a morte do alegado líder do grupo palestiniano, embora um alto responsável de segurança, citado pelo jornal The Times of Israel, tenha noticiado que ele foi eliminado, apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro passado.

O mesmo responsável disse que esta operação foi aprovada pelas lideranças políticas há cerca de uma semana e meia e que, durante esse período, o dirigente do Hamas esteve sob vigilância contínua.

O ataque foi realizado "devido a uma oportunidade operacional com elevada probabilidade de eliminação", prosseguiu, após os serviços de informações terem recebido dados sobre a localização.

De acordo com fontes da agência de notícias espanhola EFE na cidade palestiniana, cinco mísseis atingiram o edifício residencial, provocando um grande incêndio que as equipas da Defesa Civil no enclave ainda tentavam controlar.

A EFE relatou que quatro mortos chegaram aos hospitais da capital da Faixa de Gaza, disseram fontes da saúde, enquanto a organização Crescente Vermelho Palestiniano transferiu pelo menos 20 feridos para o hospital de campanha Al-Saraya.

As forças israelitas atacaram ainda um veículo numa artéria da Cidade de Gaza.

Al-Haddad é o último membro de alto escalão e de longa data ainda vivo das Brigadas al-Qassam, o braço armado do Hamas.

"Manteve os nossos reféns num cativeiro brutal, dirigiu operações terroristas contra as nossas forças e recusou-se a implementar o acordo liderado pelo Presidente norte-americano, [Donald] Trump, para desmantelar o arsenal do Hamas e desmilitarizar a Faixa de Gaza", afirmaram Netanyahu e Katz, na declaração conjunta difundida pelo Ministério da Defesa.

Segundo o The Times of Israel, Katz deu conta do ataque de hoje à família da ex-refém e militar Liri Albag, que regressou viva a Israel depois de um cativeiro na Cidade de Gaza quando Al-Haddad comandava a Brigada al-Qassam na capital do território palestiniano.

Mais de 850 pessoas morreram na Faixa de Gaza em consequência de bombardeamentos e operações israelitas desde o início do cessar-fogo, em 10 de outubro de 2025.

A trégua, obtida com mediação dos Estados Unidos, Egito, Qatar e Turquia, permitiu a troca de reféns e prisioneiros, o recuo das tropas israelitas e o acesso de ajuda humanitária ao território devastado, mas não evoluiu ainda para a segunda fase, visando uma paz permanente.

As etapas seguintes preveem o desarmamento do Hamas e a continuação da retirada gradual do exército israelita, que ainda controla mais de 50% da Faixa de Gaza, mas o diálogo encontra-se paralisado há semanas, desde que o foco internacional se desviou para os conflitos no Irão e no Líbano, igualmente com a participação de Israel.

Ao longo dos últimos sete meses, Israel e o Hamas trocaram acusações frequentes de violações do cessar-fogo e as organizações de ajuda humanitária alegam que as autoridades israelitas não permitem a entrada da quantidade de assistência prometida no território.

A guerra foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 72 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelos islamitas palestinianos, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.


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