Por odemocratagb.com
Dois dirigentes de topo da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) foram constituídos suspeitos pelo Ministério Público (MP), por alegado envolvimento num caso de desvio de fundos públicos estimado em 183 milhões de francos CFA, ocorrido em 2023.
Dois dirigentes de topo da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) foram constituídos suspeitos pelo Ministério Público (MP), por alegado envolvimento num caso de desvio de fundos públicos estimado em 183 milhões de francos CFA, ocorrido em 2023.
A informação consta de uma nota do MP divulgada esta sexta-feira, 15 de maio de 2026, sem, contudo, identificar os nomes dos suspeitos. No entanto, a secção desportiva do jornal O Democrata apurou que se trata do presidente da FFGB, Carlos Mendes Teixeira, conhecido por “Caíto”, e do vice-presidente, Celestino Gonçalves, também conhecido por “Tinex”. Ambos foram ouvidos esta semana no Gabinete de Luta Contra a Corrupção do Ministério Público, em Bissau.
Segundo o documento, a Mendes Teixeira foi aplicada a medida de coação de proibição de se ausentar do país, não podendo sair para o estrangeiro nem afastar-se do local de residência sem autorização judicial. O dirigente deverá ainda prestar uma caução no valor de 82.800.000 FCFA (oitenta e dois milhões e oitocentos mil francos CFA), no prazo de 10 dias após notificação.
Já ao vice-presidente da FFGB, Celestino Gonçalves, foi aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência (TIR).
De acordo com as informações disponíveis, o montante em causa teria sido disponibilizado pelo Estado guineense para o fretamento de um avião destinado ao transporte da seleção de São Tomé e Príncipe, no âmbito de um jogo do Grupo A da fase de qualificação para a Taça das Nações Africanas (CAN) 2023, realizada na Costa do Marfim.
A partida realizou-se em Bissau, devido à interdição do Estádio Nacional de São Tomé e Príncipe pela Confederação Africana de Futebol (CAF).
O processo chegou a ser arquivado por falta de provas, mas foi reaberto em março passado com base na existência de “novos elementos probatórios”, alegadamente fornecidos ao Ministério Público pela Polícia Judiciária da Guiné-Bissau, em colaboração com a Interpol.
No âmbito do chamado caso “Fretamento de avião para o transporte da seleção de São Tomé e Príncipe”, foi também ouvido Dembo Sissé, ex‑presidente da Liga Guineense de Clubes de Futebol (LGCF).
Por: Alison Cabral
Fonte: Lusa

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