terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Irão. Telefonemas já são permitidos, mas internet continua bloqueada... Vários cidadãos iranianos conseguiram hoje telefonar para o estrangeiro através dos respetivos telemóveis, mas as mensagens de várias plataformas e a Internet continuam bloqueadas há quatro dias por decisão das autoridades locais devido à contestação ao regime.

Por LUSA 

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, afirmou que o Irão quer negociar com Washington após a sua ameaça de atacar aquela república islâmica devido à repressão sobre os manifestantes, que, segundo ativistas, provocou pelo menos 646 mortos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, em entrevista à televisão Al Jazeera, disse que continuava em contacto com o enviado dos EUA, Steve Witkoff.

O diálogo "continuou antes e depois dos protestos e ainda está em andamento", disse Araghchi, embora ressalvando que "as ideias e ameaças propostas por Washington contra o País são incompatíveis".

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que a retórica pública do Irão diverge das mensagens privadas que o governo norte-americano recebeu de Teerão nos últimos dias.

"Acho que o presidente tem interesse em explorar essas mensagens", disse Leavitt, acrescentando que Trump "mostrou que não tem medo de recorrer a opções militares se e quando julgar necessário, e ninguém sabe disso melhor do que o Irão."

Entretanto, manifestantes pró-governo tomaram as ruas na segunda-feira em apoio àquela teocracia, numa demonstração de força após dias de protestos que desafiaram diretamente o governo do líder supremo, o ayatollah Ali Khamenei, de 86 anos.

A televisão estatal iraniana transmitiu cânticos da multidão, com dezenas de milhares de pessoas, que gritavam "Morte à América!" e "Morte a Israel!".

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada na capital por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a dezenas de cidades do país.

A taxa de inflação anual é superior a 42% e, durante o ano passado, o rial perdeu 69% do seu valor face ao dólar, num contexto em que a economia foi fortemente atingida pelas sanções dos Estados Unidos e da ONU devido ao programa nuclear de Teerão.

Após as concentrações pró-governamentais de segunda-feira, o líder supremo do Irão considerou que se tratou de "um aviso aos políticos norte-americanos para que parem com as manobras enganadoras".

Ali Khamenei acrescentou que estas "manifestações maciças e determinadas frustraram o plano de inimigos estrangeiros", que seria executado por "mercenários iranianos".

Em junho passado, Israel e Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra instalações ligadas ao programa nuclear e de mísseis balísticos do Irão.

A repressão das novas manifestações tem sido severa, e as autoridades restringiram o acesso à Internet em todo o país.

Em resposta, o presidente norte-americano, Donald Trump, pretende o envio de satélites da empresa Starlink, do multimilionário Elon Musk, de forma a garantir que a população se mantenha 'online'.

Departamento de Guerra dos EUA adota chatbot de IA criado por Musk... O secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o Grok, 'chatbot' de inteligência artificial (IA) desenvolvido pela empresa xAI de Elon Musk, irá passar a operar dentro da rede do Pentágono.

Por LUSA 

"Muito em breve, teremos os principais modelos de IA do mundo em todas as redes, classificadas e não classificadas, de todo o nosso departamento", disse Hegseth, num discurso nas instalações da SpaceX, a empresa de voos espaciais de Musk.

O anúncio de segunda-feira surge poucos dias depois de o Grok --- que está integrado na rede social X, também detida por Musk --- ter gerado protestos e críticas globais por gerar conteúdos manipulados ('deepfake') sexualizados de pessoas sem o seu consentimento.

A Malásia e a Indonésia foram os primeiros países a bloquear o Grok, no fim de semana, face a preocupações de que esteja a ser utilizado para gerar imagens sexualmente explicitas.

Na semana passada, o Grok limitou a criação e edição de imagens pelos utilizadores, após ter recebido uma onda de criticas.

Mas os reguladores dos dois países afirmaram que os controlos existentes não estavam a impedir a criação e divulgação de conteúdos pornográficos.

Na segunda-feira, a Autoridade Reguladora das Comunicações do Reino Unido iniciou uma investigação ao Grok para perceber se estará a ser utilizada para sexualizar imagens de mulheres e crianças.

A Comissão Europeia também anunciou que ia investigar casos de imagens sexuais de menores geradas pelo Grok, na sequência da introdução de uma funcionalidade que permite 'deepfake'.

Lançado em 2023, o Grok é uma ferramenta de utilização gratuita no X (antigo Twitter). A funcionalidade que permite gerar imagens foi adicionada no ano passado.

Hegseth afirmou que o Grok entrará em funcionamento no Departamento de Guerra ainda este mês e anunciou que disponibilizará todos os dados relevantes dos sistemas informáticos militares para "exploração de IA".

O secretário disse ainda que os dados de bases de dados de inteligência serão inseridos nos sistemas de IA, como parte de um esforço mais amplo para alimentar a tecnologia em desenvolvimento com o máximo de dados militares possível.

A anterior Administração dos Estados Unidos promulgou uma estrutura, no final de 2024, que proibia certas utilizações da IA, como aplicações que violariam os direitos civis constitucionalmente protegidos ou qualquer sistema que automatizasse o lançamento de armas nucleares.

Hegseth falou sobre a necessidade de agilizar e acelerar as inovações tecnológicas dentro das forças armadas: "Precisamos que a inovação venha de qualquer lugar e evolua com rapidez e propósito".

O secretário salientou que o Pentágono possui "dados operacionais comprovados em combate, provenientes de duas décadas de operações militares e de inteligência".

"A IA só é tão boa quanto os dados que recebe, e vamos garantir que estão disponíveis", disse Hegseth.

O secretário afirmou que deseja que os sistemas de IA dentro do Pentágono sejam responsáveis, embora tenha acrescentado que estava a descartar quaisquer modelos de IA "que não permitam que se combatam guerras".

Hegseth disse que a sua visão para os sistemas de IA militar significa que operam "sem restrições ideológicas que limitem as aplicações militares legítimas".

Estudo relaciona 99% destes problemas de saúde com 4 fatores de risco... Algumas doenças são silenciosas e aparecem quando menos espera. Um estudo recente relaciona 99% dos problemas de saúde, como ataques cardíacos e AVC's com quatro fatores de risco. Tome nota.

Por Noticiasaominuto.com 

Alguns problemas de saúde são mais discretos do que outros no momento em que o corpo emite os primeiros sinais. No entanto, o ser humano enquanto principal responsável por essas doenças, já deveria prever esse desfecho.

Um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology relaciona 99% dos ataques cardíacos e AVCs com quatro fatores de risco.

De acordo com os dados de saúde desta investigação, mais de 9 milhões de adultos na Coreia do Sul e nos EUA,  que desenvolvem doenças cardíacas e  cardiovasculares apresentam um dos quatro principais fatores de risco que estes especialistas destacam.

Fatores de risco principais nas doenças cardíacas e cardiovasculares

Pressão arterial elevada

Este fator de risco está geralmente associado ao sedentarismo e a uma dieta alimentar com excesso de sal.

Colesterol alto

O mau colesterol também está geralmente associado a uma alimentação com deficiências nutricionais e à falta de exercício físico.

Níveis elevados de açúcar no sangue

Os valores de hiperglicemia podem representar nalguns casos pré-diabetes ou diabetes, manifestando-se, por exemplo através de uma sede e fome excessivas, cansaço e visão turva, causados por uma fraca produção de insulina.

Tabagismo (mesmo que atualmente já não fumem)

Este problema não depende somente do consumo de nicotina. Nalguns casos basta ser fumador passivo ou ex-fumador.

Destes quatro fatores, a pressão arterial elevada foi o problema mais frequente e também associado a problemas cardiovasculares.

Segundo os mesmos dados, tanto nos EUA como na Coreia do Sul, mais de 93% das pessoas que sofreram um ataque cardíaco, AVC ou insuficiência cardíaca já tinham registado anteriormente também problemas de hipertensão.

O principal objetivo neste momento, segundo aponta o cardiologista Philip Greenland à News Northwestern University, é "trabalhar mais para encontrar maneiras de controlar esses fatores de risco, ao invés de encontrar outros fatores de risco que também não são assim tão facilmente tratáveis".


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Se quer proteger a saúde das suas artérias e do coração, então deve começar a incluir estes quatro superalimentos na sua rotina. Especialistas apontam que são ideais e recomendados para prevenir doenças cardíacas. Provavelmente não contava com alguns deles nesta lista!


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

GOVERNO MOÇAMBICANO ADQUIRE BICICLETAS-AMBULÂNCIAS

O Governo moçambicano liderado pelo Daniel Chapo, adquiriu bicicletas-ambulâncias como solução crucial para transporte de pacientes em zonas rurais, adaptadas com macas para levar mulheres grávidas e doentes em estado grave à centros de saúde, conforme informou o Índico Magazine. 

O momento de distribuição aos centros médico foi testemunhado por membros de ponte daquele governo, que destacaram a iniciativa como uma pratica que vai refletir significativamente na vida dos moçambicanos.

Prisão preventiva para militares suspeitos de homicídio na Guiné-Bissau... Os dois militares suspeitos do homicídio de um ajudante de transporte público na Guiné-Bissau vão aguardar julgamento em prisão preventiva, informou hoje a Procuradoria-Geral da República (PGR) guineense.

@RVP.   Por  LUSA 

O juiz de instrução criminal aceitou o pedido do Ministério Público e decretou hoje "a prisão preventiva de dois agentes da força de defesa e segurança, alegadamente, envolvidos no espancamento até à morte em 31 de dezembro" de 2025, segundo um comunicado a que a Lusa teve acesso.

De acordo com a PGR, no despacho, o juiz "enfatizou que, durante as diligências probatórias e debate instrutório realizados pelo Ministério Público, os suspeitos (...) confessaram a autoria da prática de crime de homicídio de que são indiciados".

"Assim, com base nos factos elencados pelo Ministério Público no requerimento, e dada ainda a gravidade do crime, o juiz de instrução criminal decidiu aplicar aos dois suspeitos, como medidas cautelares e de coação, a prisão preventiva", lê-se no comunicado da PGR.

No pedido da aplicação da prisão preventiva, o Ministério Público invocou "perigo de fuga e perturbação ao normal desenrolar das investigações em curso" por parte dos suspeitos.

A PGR esclarece ainda que, "em caso de acusação, de julgamento e consequente condenações, os suspeitos incorrem em penas que variam de oito a 16 anos de prisão efetiva".

Os dois militares são suspeitos de envolvimento no espancamento até à morte de um ajudante de "toca-toca", os tradicionais transportes públicos da capital da Guiné-Bissau.

Os factos ocorreram no dia 31 de dezembro de 2025 na linha semi-urbana Matadouro, Quelelé, Bor e, segundo os relatos que têm sido noticiados na imprensa guineense, os dois militares terão agredido o jovem que controlava as entradas no "toca-toca".

O caso motivou uma manifestação a pedir justiça, em Bissau, a 07 de janeiro, organizada pelo Coletivo dos Líderes e Ativistas de Bôr para Ação e pelos familiares da vítima, e a que se juntaram os motoristas de "toca-toca" da linha onde ocorreram os factos.

A manifestação foi dispersada pela polícia com disparos para o ar e gás lacrimogéneo, de acordo com a imprensa guineense, que deu conta de várias detenções, dois feridos, alegadamente vítimas de agressões, e uma mulher que terá sido atropelada por uma viatura da polícia.

A Guiné-Bissau está a ser governada por um Alto Comando Militar desde o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025, três dias depois das eleições gerais, presidenciais e legislativas, e um dia antes da divulgação dos resultados eleitorais.

Cabo Verde recebe financiamentos de 12,7 milhões para energias renováveis... O Governo cabo-verdiano aprovou acordos de financiamento com organizações internacionais, no valor global de cerca de 12,7 milhões de euros, para reforçar o projeto de energias renováveis e eficiência energética do país, anunciou hoje o vice-primeiro-ministro.

Por LUSA 

"O projeto tem por principal objetivo o fortalecimento do ambiente para uma economia mais diversificada, através do aprimoramento da resiliência fiscal e macroeconómica e das bases para o crescimento do setor privado", afirmou Olavo Correia, na rede social Facebook.

A maioria do financiamento, cerca de 11,6 milhões de euros, vem da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA, sigla em inglês).

Seguem-se 1,03 milhão de euros do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e 342,5 mil euros da Global Infrastructure Facility (GIF).

Estes fundos vão apoiar a capacidade de instalação de energias renováveis e armazenamento em baterias, com participação do setor privado.

Segundo o governante, os acordos são estratégicos, pois mobilizam recursos financeiros adicionais, diversificados e concessionais, essenciais à implementação eficaz do projeto.

Além disso, contribuem para o fortalecimento institucional, o acesso universal à eletricidade, a promoção do desenvolvimento sustentável e a integração de energias renováveis com participação pública e privada, em linha com os objetivos de política pública do país.

Olavo Correia explicou ainda que, ao aumentar a participação das energias renováveis na produção de eletricidade, o projeto ajudará a reduzir a exposição do país aos preços dos combustíveis fósseis (importados), baixando o custo da energia e tornando o país mais competitivo.

"O financiamento adicional permitirá ao projeto atingir os objetivos do Governo, nomeadamente, 50% de penetração de energia renovável até 2030 e a consolidação da reforma sectorial", acrescentou.

Metsola proíbe diplomatas do Irão de entrar no Parlamento Europeu... A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, decidiu hoje proibir diplomatas e outros representantes do Irão de entrar nas instalações da assembleia europeia, vincando que a instituição "não contribuirá para legitimar" o atual regime iraniano.

Por  LUSA 

"Não pode ser tudo como se nada tivesse acontecido. Enquanto o corajoso povo do Irão continua a lutar pelos seus direitos e pela sua liberdade, tomei hoje a decisão de proibir todo o pessoal diplomático e quaisquer outros representantes da República Islâmica do Irão de entrar nas instalações do Parlamento Europeu", anunciou a presidente da instituição através da rede social X.

"Esta assembleia não contribuirá para legitimar este regime que se mantém através da tortura, da repressão e do assassinato", adiantou Roberta Metsola, numa altura em que se regista uma onda de protestos motivada pelo descontentamento com a situação económica, a falta de liberdades civis e a repressão social e política, que já resultou em centenas de mortos, feridos e detidos.

Na terça-feira, os embaixadores dos Estados-membros junto da União Europeia (UE) vão debater a situação no Irão numa reunião extraordinária em Bruxelas, depois de a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, ter admitido novas sanções ao regime de Teerão.

A Comissão Europeia admitiu hoje propor novas sanções "mais severas" contra as autoridades do Irão, que teriam de ser aprovadas por unanimidade pelos Estados-membros do bloco europeu, perante a "repressão violenta" das manifestações que abalam o país.

"Estamos preparados para propor novas sanções, mais severas, perante a repressão violenta das manifestações. É uma decisão que precisaria de ser aprovada pelo Estados-membros por unanimidade", afirmou o porta-voz da Comissão Europeia para os Assuntos Externos e Política de Segurança, Anouar El Anouni, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário, em Bruxelas.

O porta-voz recordou que a UE já impôs sanções contra personalidades iranianas responsáveis por "violações graves dos direitos humanos no país" e afirmou que a Comissão Europeia manifesta "total solidariedade" com o povo iraniano.

"Estão a pôr a sua vida em risco e é absolutamente inaceitável que pessoas que estão a manifestar-se pacificamente, em defesa da sua liberdade, estejam a ser detidas e mortas. É completamente inaceitável", disse, por sua vez, a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho.

Os protestos no Irão intensificaram-se no final de dezembro passado, impulsionados pelo agravamento da crise económica, pela elevada inflação e pelo descontentamento generalizado com o regime iraniano e a falta de liberdades civis.

As manifestações espalharam-se por várias cidades e têm sido duramente reprimidas pelas forças de segurança, com recurso a força letal.

Organizações de direitos humanos relatam centenas de mortos, milhares de feridos e detenções em massa, embora os números exatos sejam difíceis de confirmar devido a cortes no acesso à Internet e à censura estatal, o que tem gerado ampla condenação internacional.

Segundo dados da organização não-governamental norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA), pelo menos 538 pessoas morreram.

Também foram registadas manifestações em países estrangeiros em solidariedade com as reivindicações do povo iraniano.

Além das vítimas mortais, os protestos resultaram na detenção de 10.675 pessoas, incluindo 160 menores de idade e 52 estudantes, indicou ainda a HRANA.

Cuba desmente Trump sobre conversações com Estados Unidos... O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, negou hoje a existência de conversações entre Cuba e os Estados Unidos, depois de o homólogo norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que estavam em curso negociações com Havana

Por  LUSA 

"Não existe qualquer discussão com o governo dos Estados Unidos, à exceção de contactos técnicos no domínio migratório", assegurou Díaz-Canel nas redes sociais, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Trump disse no domingo que estavam em curso discussões entre os Estados Unidos e Cuba.

"Estamos a discutir com Cuba", disse Trump, que aumentou nos últimos dias a pressão sobre o regime comunista de Havana, sobretudo depois da operação em 03 de janeiro em Caracas para capturar o ex-presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Trump avisou mesmo que Cuba devia alcançar um acordo antes que fosse demasiado tarde.

"Como a história demonstra, as relações entre os Estados Unidos e Cuba, para que avancem, devem basear-se no Direito Internacional em vez da hostilidade, da ameaça e da coerção económica", escreveu Díaz-Canel, também citado pela agência espanhola EFE.

Díaz-Canel disse que Cuba estava disposta "a manter um diálogo sério e responsável" com a atual administração norte-americana com base na igualdade de soberania e no respeito mútuo.

Também segundo os "princípios de Direito Internacional, benefício recíproco, sem ingerência em assuntos internos e com pleno respeito pela nossa independência", acrescentou.

Trump incluiu o apelo a Cuba para negociar um acordo com Washington numa mensagem nas redes sociais, no domingo, dedicada à ilha das Caraíbas, na qual insistiu que Havana não vai receber "mais petróleo nem dinheiro" da Venezuela.

"Sugiro-lhes [a Cuba] que cheguem a um acordo antes que seja demasiado tarde", advertiu Trump, que desde a captura de Maduro tem vaticinado que o regime cubano cairá em breve.

O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, afirmou na sexta-feira que Cuba não irá "vender o país nem ceder perante a ameaça e a chantagem" dos Estados Unidos.

Rodríguez falou depois de participar numa homenagem em Caracas aos mortos nos ataques norte-americanos para capturar Maduro, entre os quais se encontravam 32 militares e espiões cubanos.

A Venezuela tem sido o principal fornecedor de petróleo de Cuba a partir de um acordo bilateral, através do qual Caracas recebe em troca serviços profissionais de Havana, principalmente médicos e professores, mas também especialistas em segurança e defesa.

A interceção norte-americana de navios petrolíferos sancionados provenientes do país sul-americano, e o anúncio de Trump de que Washington terá o controlo total sobre a venda do petróleo venezuelano, ameaçam colocar Havana numa situação de tensão máxima.

Cuba sofre uma profunda crise energética desde meados de 2024, devido às frequentes avarias nas obsoletas centrais e à falta de divisas do Estado para adquirir o combustível necessário para as unidades de produção de energia.

A crise provoca cortes elétricos de 20 ou mais horas diárias em amplas zonas do país, segundo a EFE.

Oposição da Venezuela diz que só foram libertados 2% dos presos políticos... O principal bloco de oposição da Venezuela criticou hoje que tenham sido libertados apenas 24 presos políticos desde quinta-feira, quando foi anunciada a libertação de um "número significativo" de pessoas.

Por LUSA 

A Plataforma Democrática Unitária (PDU) salientou que "quase mil pessoas" continuam detidas por motivos políticos, numa situação que constitui uma "tática deliberada de protelação" e mostra um "escárnio inaceitável".

O número de presos libertados "representa pouco mais de 2%" do total, sublinhou.

Este cenário "é agravado por muitos dos libertados terem estado sujeitos a medidas cautelares pesadas", acrescentou a PDU, numa mensagem publicada nas redes sociais, reiterando que o número verificado de libertações é inferior às 116 anunciadas pelo Governo.

Na semana passada, Jorge Rodriguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão da Presidente interina venezuelana, Delcy Rodriguez, anunciou a libertação de um "número significativo" de pessoas, sem divulgar uma lista com o total ou especificar nomes.

O Ministério do Serviço Penitenciário da Venezuela disse que foram libertadas, nas últimas horas, 116 pessoas detidas por "atos associados à perturbação da ordem constitucional e ameaça à estabilidade da nação".

A organização não-governamental Foro Penal, de defesa dos presos políticos na Venezuela, confirmou a libertação de mais de 40 pessoas.

A PDU exigiu que os responsáveis "avancem, sem demora, para a libertação plena e imediata de todos os presos políticos, sem exceções ou condições arbitrárias".

Para o bloco, esta exigência é "ainda mais urgente" depois da morte, no sábado, do preso político Edison José Torres Fernández.

Esta morte eleva para 26 o número de presos políticos falecidos sob custódia do Estado, indicou a PDU.

"Não pode haver portas giratórias. É inaceitável libertar uns enquanto outros são detidos, perseguidos ou sujeitos a processos judiciais infundados", considerou.

"A justiça não pode ser seletiva nem utilizada como mecanismo de pressão política", afirmou ainda, apelando à comunidade internacional para que se solidarize com as famílias que, nos últimos dias, têm mantido vigílias em frente a várias prisões, aguardando a libertação dos seus entes queridos.


Leia Também: Venezuela: Governo anuncia libertação de 116 presos, mas ONG confirmam 24

O Governo venezuelano anunciou hoje a libertação de 116 presos políticos, mas a organização não-governamental (ONG) Foro Penal apenas confirmou a libertação de 24 reclusos das prisões venezuelanas de La Crisálida e El Rodeo 1.


Hamas declara que está pronto para entregar poder em Gaza... O grupo islamita Hamas declarou hoje que os órgãos governamentais sob o seu controlo na Faixa de Gaza estão "totalmente preparados" para entregar o poder a um comité palestiniano independente para governar o território.

Por  LUSA 

Numa mensagem vídeo enviada à agência noticiosa espanhola EFE, Hazem Qasim, porta-voz do Hamas na Faixa de Gaza, afirmou que foi tomada uma decisão "clara e definitiva" para que as instituições governamentais da Faixa de Gaza transfiram o controlo para o comité, a ser formado na segunda fase da trégua no enclave palestiniano e que se encontra ainda dependente de negociações.

"Esta decisão de entregar o controlo na Faixa de Gaza faz parte da nossa implementação do acordo de cessar-fogo e dá prioridade ao supremo interesse nacional", declarou Qasim no vídeo.

O acordo proposto no plano de paz dos Estados Unidos estipula que a Faixa de Gaza será governada a título transitório por um comité "tecnocrático e apolítico", composto por palestinianos e especialistas internacionais, sob a supervisão de um Conselho de Paz dirigido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Segundo o porta-voz dos islamitas palestinianos, Israel "não quer avançar para a segunda fase devido a cálculos internos relacionados com a coligação governamental e lutas internas pelo poder" no seio do Governo liderado por Benjamin Netanyahu.

Hazem Qasim responsabiliza Israel pela falta de progressos no acordo de paz na Faixa de Gaza, apesar de "o Hamas ter cumprido todas as suas obrigações relativas à primeira fase" da trégua alcançada com Israel e em vigor desde 10 de outubro.

"É evidente que os cálculos de Netanyahu são internos e relacionados com as suas perspetivas eleitorais", comentou o porta-voz do Hamas, que acusou Israel de cometer "graves violações" do cessar-fogo e de "planear um regresso à guerra".

A primeira fase do cessar-fogo incluiu a libertação dos 48 reféns, vivos e mortos, que permaneciam na Faixa de Gaza em troca de centenas de prisioneiros palestinianos, a retirada parcial das forças israelitas e a entrada de ajuda humanitária no enclave.

Israel aguarda porém que seja localizado e entregue o último corpo dos reféns que se encontravam na posse das milícias palestinianas antes de avançar para a segunda fase do entendimento.

O Hamas alega dificuldade em encontrar os restos mortais do refém, referindo as pilhas de escombros que se acumularam durante dois anos de guerra na Faixa de Gaza, bem como falta de equipamento para as buscas.

A segunda fase do plano prevê a formação de um governo de transição sem o Hamas, o desarmamento do seu braço militar e a criação de uma força internacional de paz.

Segundo o jornal israelita Times of Israel, os Estados Unidos realizaram conversações com os outros mediadores do conflito - Egito, Qatar e Turquia - que confirmaram a Washington que o Hamas aceitará um plano de desarmamento gradual que começaria com a entrega do seu armamento pesado.

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave palestiniano, que provocou mais de 70 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo grupo islamita, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.


O Hamas está a preparar eleições internas nos próximos meses para renovar a direção, após a morte da maioria dos dirigentes na guerra contra Israel, indicaram hoje fontes do movimento radical palestiniano à agência noticiosa France-Presse (AFP).


Libertação de detidos essencial para fim da suspensão da Guiné-Bissau... O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse hoje que a libertação de todos os detidos na sequência do golpe de Estado de novembro na Guiné-Bissau é "essencial e indispensável" para o fim da suspensão deste país na CPLP.

Por  LUSA 

Paulo Rangel, que hoje visitou a sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, disse aos jornalistas que a organização, e a comunidade internacional, aguardam esse gesto das autoridades guineenses para "avançar".

O povo da Guiné-Bissau e a Guiné-Bissau enquanto Estado são, obviamente, essenciais à CPLP. Tendo em conta que houve uma interrupção da normalidade política constitucional, e nos termos dos estatutos da CPLP, teve de se decidir uma suspensão".

E foi também decidido criar uma Missão de Bons Ofícios de Alto Nível, a enviar para a Guiné-Bissau, que Paulo Rangel disse acreditar que "vai ocorrer".

Enquanto ministro de Portugal, afirmou que é "um ponto fundamental" a libertação de todos os detidos, entre os quais se encontra o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.

"É essencial que o poder atualmente dominante em Bissau compreenda que é preciso dar essa mensagem aos países irmãos da CPLP e à comunidade internacional, no seu todo", defendeu.

Rangel referiu que, após a libertação de todos os detidos na sequência do golpe de 26 de novembro, será em princípio possível "começar a dialogar" no sentido de se organizar um processo de transição, que também "tem de ser extremamente rápido".

"A nossa mensagem é muito consistente para o poder na Guiné-Bissau, mas também é muito clara para o povo da Guiné-Bissau e para o Estado enquanto tal, que é o de que nós contamos com eles e nós queremos remover a suspensão, assim que todos os obstáculos a essa remoção sejam levantados. O primeiro deles, que é essencial e que é indispensável, é a libertação de todos aqueles que foram detidos na sequência desse golpe militar", reiterou.

A suspensão da Guiné-Bissau, que na altura do golpe presidia à CPLP, levou a que um outro Estado-membro assumisse esta direção: Timor-Leste.

Questionado sobre o próximo país a assumir a presidência e se este poderia ser a Guiné Equatorial, Rangel disse que a escolha resultará de um consenso entre todos os países da CPLP, mas que ainda é muito cedo.

"Vamos esperar com toda a calma (...). Não há nem pressa, nem sequer nenhuma inquietação", salientou.


Leia Também: CEDEAO exige libertação de presos políticos na Guiné-Bissau

Missão da Comunidade dos Estados da África Ocidental pediu cumprimento das deliberações da última cimeira e alertou para consequências caso não haja libertação dos presos e formação de governo inclusivo na Guiné-Bissau.

Mais de 500 mortos após semanas de protestos. O que se passa no Irão?... Comerciantes e universitários começaram, em dezembro, um protesto contra a situação económica no Irão. A insatisfação alargou-se para um protesto contra o governo do país. Volvidos mais de 15 dias de conflitos, e mais de 538 mortos, eis o que se passa no país.

Por noticiasaominuto.com/ com LUSA 

A vaga de protestos no Irão já ultrapassou as duas semanas e fez mais de 500 mortos, momento em que importa perceber o que está em causa, o motivo do descontentamento e que consequências daqui podem advir.

Nos últimos dias, os protestos antigovernamentais cresceram em dimensão e em violência. Aquilo que começou como uma demonstração de descontentamento para com a situação económica no país, transformou-se num movimento de massa que pretende desafiar os governantes autoritários do país.

Os manifestantes são agora designados de "vândalos" e as entidades internacionais já estão de olhos postos e atentos aos desenvolvimentos deste conflito interno.

Por que é que os iranianos estão em protesto?

Segundo recorda o The New York Times, a economia do Irão está sob pressão constante há vários anos, em grande parte como resultado das sanções americanas e europeias relacionadas às suas ambições nucleares.

Os recursos financeiros do país ficaram ainda mais afetadas quando em junho passado o país se envolveu numa guerra de 12 dias com Israel, conflito no qual os EUA acabaram por se envolver e bombardear as suas instalações nucleares.

Contudo, tudo descambou em dezembro, quando no meio de uma inflação persistentemente alta, comerciantes e estudantes universitários decidiram unir-se em protesto. 

Como começaram os protestos?

Os protestos no Irão contra a deterioração da situação económica e a desvalorização da moeda começaram com manifestações em várias universidades, incluindo as mais prestigiadas como as de Teerão, Sharif e Beheshti.

Comerciantes de diversos mercados e centros comerciais do centro e sul de Teerão fecharam as suas lojas e marcharam pelas ruas adjacentes em resposta às fortes oscilações do mercado cambial, à queda acentuada do valor do rial e à instabilidade económica. 

O governo iraniano reconheceu a legitimidade dos protestos contra as dificuldades económicas e defendeu o diálogo com os manifestantes, prometendo implementar reformas para preservar o poder de compra dos cidadãos. Porém, quando a manifestação se virou contra si, o cenário alterou-se.

Manifestação contra o governo 

À medida que as manifestações aumentavam, começaram a transformar-se numa critica mais ampla que visava o regime teocrático do Irão. Nas redes sociais e na televisão, manifestantes foram vistos entoando slogans como "Morte ao ditador" e "Iranianos, levantem suas vozes, reivindiquem seus direitos".

No segundo dia consecutivo de protestos, a Guarda Revolucionária alertou os participantes num comunicado que se oporia a "qualquer tentativa de (...), caos ou ameaça à segurança".

Ao mesmo tempo, a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, afirmou que os "meios de comunicação anti-iranianos e organizações de segurança estrangeiras, através de alguns dos seus agentes internos, estiveram presentes em algumas concentrações para transformar os protestos em distúrbios".

As primeiras vitimas mortais e o intensificar do conflito

A primeira vítima mortal das manifestações aconteceu ao 5.º dia de protesto. 

Um membro das forças de segurança foi morto no oeste do Irão e tornou-se oficialmente a primeira (de muitas) vítimas, dos confrontos que entretanto colocaram frente a frente manifestantes e forças de segurança. Hoje, o número ascende a, pelo menos, 538 mortos. O número pode ser, no entanto, muito maior, dado que o corte de internet que dura há várias horas no país, não permite fazer um cálculo real.

Recorde-se que, na quinta-feira, o governo iraniano decidiu cortar o acesso à internet e o sinal de telemóveis em todo o país, depois de terem sido publicados nas redes sociais vídeos que mostravam uma multidão em protesto. Esta proibição decorre já há 84 horas.

Pedido de apoio e contenção

Entretanto, têm sido várias vozes a apelar á contenção. O opositor no exílio Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irão, apelou às forças de segurança para que "se unam ao povo", face ao movimento de protesto que já dura há duas semanas.

Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou ao Irão para se "abster do uso da força desnecessária ou desproporcionada". "Todos os iranianos deveriam poder expressar as suas queixas pacificamente e sem medo. Os direitos à liberdade de expressão, de associação e de reunião pacífica, consagrados no direito internacional, devem ser plenamente respeitados e protegidos", declarou.

Iranianos querem a intervenção dos EUA?

O chefe da diplomacia do Irão, Abbas Araghchi, disse esta segunda-feira que os protestos em todo o país "tornaram-se violentos e sangrentos para dar uma desculpa" para uma intervenção militar dos Estados Unidos.

Araghchi não apresentou provas para suportar esta alegação, mas garantiu que "a situação está sob controlo total" em todo o país.

Apesar disso, Donald Trump anunciou, também hoje,  que os líderes do Irão o contactaram para negociar após este ter ameaçado com uma ação militar. Apesar de afirmar que estes "querem negociar", Trump diz estar a receber atualizações de hora em hora sobre os protestos e que a administração que lidera "tomará uma decisão".

"Talvez tenhamos de agir antes de uma reunião" disse.

Um dia antes, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu que, "no dia em que o Irão seja libertado do jugo da tirania", os dois países voltarão a ser "parceiros fiéis" para construir um futuro de prosperidade e de paz para os dois povos.

SpaceX autorizada a colocar em órbita mais 7.500 satélites Starlink... A primeira metade deste conjunto de satélites Starlink deve ser lançada até ao dia 1 de dezembro de 2028, com a segunda metade a ter como prazo o mês de dezembro de 2030.

Por noticiasaominuto.com 

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA anunciou no final da semana passada que aprovou o lançamento de mais 7.500 satélites de segunda geração Starlink - o que fará com que o número de satélites da SpaceX em órbita chegue a um total de 15 mil satélites.

Conta a Reuters que a SpaceX submeteu um pedido para o lançamento adicional de 14.988 satélites, com a entidade reguladora para as comunicações dos EUA a ter decidido “adiar a autorização” deste conjunto.

Mediante esta autorização da Comissão Federal de Comunicações dos EUA, a SpaceX deverá lançar metade dos 7.500 satélites até ao dia 1 de dezembro de 2028 e a segunda metade até dezembro de 2031.

Esta nova autorização para mais satélites da Starlink permite não só disponibilizar Internet em mais territórios, como também a possibilidade de operar em cinco frequências diferentes.

Risco de colisão

A SpaceX já teve alguns percalços no passado com os seus satélites Starlink e, para evitar situações semelhantes no futuro, tomou a decisão de baixar a órbita de cerca de alguns dos satélites que tem posicionados na órbita do nosso planeta.

Dos mais de 9 mil satélites da SpaceX que estão atualmente a operar na órbita da Terra, serão 4.400 satélites que, ao invés dos 550 km de distância da Terra, ficarão a 480 km. O processo será gradual e terá lugar ao longo dos próximos meses.

O objetivo desta decisão é reduzir a probabilidade dos satélites da Starlink colidirem com os lançados por empresas rivais, com o vice-presidente de engenharia da divisão Starlink, Michael Nicholls, a explicar que “o número de objetos e constelações de satélites planeadas é significativamente mais baixo abaixo dos 500 km” de altura.

Como conta o site The Verge, estima-se que até ao final desta década estejam até 70 mil satélites na região do Espaço entre os 160 km e os 2 mil km de distância da Terra.


Leia Também: Irão sem Internet há 84 horas devido aos protestos

O corte da Internet decidido na quinta-feira pelas autoridades iranianas, devido aos protestos contra o Governo, continua em vigor, disse hoje a organização não-governamental (ONG) de monitorização da cibersegurança Netblocks.


Kyiv reclamou neutralização de 135 drones russos ferindo duas pessoas... As defesas aéreas ucranianas disseram hoje que neutralizaram 135 dos 156 aparelhos aéreos não tripulados (drones) lançados pela Rússia desde a tarde de domingo, ferindo duas pessoas em Odessa.

Por LUSA 

O ataque russo contra o sul da Ucrânia deixou várias cidades e parte da capital regional, Odessa, sem energia. 

Segundo o governador da região de Odessa, Oleg Kiper, duas pessoas ficaram feridas e pelo menos cinco residências e um edifício administrativo foram danificados.

O governador afirmou ainda que os serviços de abastecimento de água foram restabelecidos após a interrupção provocada pelo ataque.

A região de Odessa está sob ataque da Rússia quase diariamente. 

No norte do país, segundo a Força Aérea de Kyiv, 16 drones atingiram 11 locais diferentes que não foram especificados. 

Uma das regiões da Ucrânia alvo do ataque foi Chernihiv, no norte do país, uma das zonas mais afetadas pelos bombardeamentos dos últimos meses.

De acordo com as autoridades, o ataque russo causou danos em centrais de energia no distrito de Novgorod-Siversk, Chernihiv, e deixou várias cidades sem eletricidade.

Por outro lado, as autoridades da Rússia disseram que abateram 12 drones ucranianos durante a noite e outros seis hoje de manhã. 

Segundo o Ministério da Defesa, quatro drones foram neutralizados na região de Rostov, seguindo-se a Península da Crimeia (2), Adiguésia (2), Kursk (2) e Mar Negro.

Outro drone foi abatido sobre Voronezh.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia e lançou uma campanha militar de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.


Leia Também: Medvedev ameaça "governantes idiotas" caso enviem forças para ajudar Kyiv

O ex-presidente russo Dmitry Medvedev avisou hoje os responsáveis europeus, que classificou de "governantes idiotas", de que não devem enviar forças internacionais para a Ucrânia, ameaçando com a repetição de bombardeamentos como o de sexta-feira em Kyiv.


A dieta que pode reduzir o risco de progressão do cancro da próstata... Um novo estudo da Universidade de Bedfordshire, no Reino Unido, revelou que existe uma dieta que pode ajudar a reduzir o risco de progressão do cancro da próstata. Veja o que deve consumir mais vezes para conseguir receber mais benefícios.

De acordo com um novo estudo da Universidade de Bedfordshire, no Reino Unido, existe um tipo de dieta que pode ajudar a reduzir o risco de progressão do cancro da próstata. A investigação sugere que o consumo regular de um determinado tipo de alimentos pode reduzir o risco nos homens.

O estudo mostrou que uma dieta rica em vegetais e probióticos pode retardar a progressão do cancro da próstata. A investigação acompanhou 212 homens com cancro da próstata de baixo risco ao longo de quatro meses.

Cancro da próstata: A dieta que pode salvar vidas

O grupo foi dividido, um deles recebeu suplementos à base de plantas, enquanto o outro um suplemento placebo. No caso do primeiro grupo, o suplemento era composto por brócolos, curcuma, romã, chá verde e gengibre.

“Certos tipos de cancro são mais afetados pelo estilo de vida do que outros. O cancro da próstata é realmente sensível a muitas das coisas. Assim, recomendamos levar um estilo de vida saudável”, revelou Jeff Foster, especialista em saúde masculina, ao WalesOnline.

A investigação destacou ainda algumas mudanças no dia a dia que podem ter um impacto na saúde dos homens. “Se estiver em boa forma física, terá uma reserva fisiológica melhor e será mais provável que recupere melhor da cirurgia, tolere melhor a quimioterapia e consiga manter um sistema imunitário saudável de forma eficaz”, continua.

Diz ainda que “quanto mais em forma estiver, melhor seu corpo estará para combater a doença”, continua Jeff Foster.

Cancro da próstata. Fator que muitos homens ignoram pode salvar vidas

De acordo com um estudo do Arthur G. James Cancer Hospital, aqui citado pelo Health, grande parte dos homens nos Estados Unidos, onde foi realizada a investigação, não sabe que o cancro da próstata num estágio inicial não apresenta qualquer tipo de sintomas.

"É muito importante que todos entendam que o cancro da próstata é assintomático até os estágios avançados e que quase ninguém com cancro da próstata num estágio inicial apresenta qualquer sintoma", revela o urologista Jairam Eswara.

Explicou que é importante mudar a mentalidade e fazer com que os homens se preocupem mais com o estado da sua saúde. A investigação entrevistou mais de mil homens com mais de 18 anos.

Cerca de 80% dos entrevistados não sabiam que o cancro da próstata num estágio inicial não apresentava qualquer tipo de sintomas físicos. Também 59% revelou que não sabiam que a disfunção sexual poderia ser um alerta para este tipo de cancro.

O cancro que não tem sintomas na sua fase inicial

"Como o cancro próstata está localizado profundamente no corpo, não é fácil determinar se alguém tem cancro da próstata ou não", começou por dizer o especialista. Esta acaba por ser uma preocupação para os profissionais de saúde.

"Faz com que as pessoas pensem que não correm risco de cancro quando, na verdade, correm, o que leva à relutância em fazer o exame", explica. Revelou ainda alguns dos sinais que devem funcionar como alerta para os homens.


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domingo, 11 de janeiro de 2026

Grupo de países europeus discute planos para aumentar presença militar na Gronelândia... O objetivo é mostrar a Donald Trump que a Europa leva a sério a segurança do Ártico. A Alemanha vai propor a criação de uma missão conjunta da NATO para proteger a região do Ártico.

Por SIC Notícias

Um grupo de países europeus, liderado pelo Reino unido e Alemanha, está a discutir planos para aumentar a presença militar na Gronelândia, avança a Bloomberg.

O objetivo é mostrar a Donald Trump que a Europa leva a sério a segurança do Ártico.

A Alemanha vai propor a criação de uma missão conjunta da NATO para proteger a região do Ártico.

Donald Trump disse na sexta-feira que os Estado Unidos precisam de controlar a Gronelândia para impedir que a Rússia ou a China a ocupem no futuro.

O Presidente norte-americano insiste que pretende chegar a um acordo com a Dinamarca para adquirir a Gronelândia e garante que o fará "de forma branda ou dura", após a recusa de Copenhaga em vender.

Remota, gelada e pouco povoada, a Gronelândia voltou ao centro das atenções internacionais dado o interesse de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos.

“Precisamos da Gronelândia. É estratégica neste momento”, afirmou Trump a jornalistas a bordo do Air Force One, sublinhando a importância da ilha para a segurança nacional dos Estados Unidos e questionando a capacidade da Dinamarca para garantir essa proteção.

As declarações provocaram reações imediatas das autoridades da Gronelândia, que reiteraram o direito à autodeterminação, e da Dinamarca, que administra a ilha como território autónomo. Vários aliados europeus, como França, Alemanha, Reino Unido, Portugal e UE manifestaram também oposição a qualquer ambição expansionista no Árctico.


Cuba alerta EUA: "Pronta para defender pátria até última gota de sangue"... O Presidente de Cuba afirmou hoje que "ninguém dita o que fazer" ao país, em resposta às ameaças proferidas pelo homólogo norte-americano, Donald Trump.

Por LUSA 

Cuba é "uma nação livre e independente", escreveu Miguel Diaz-Canel, na rede social X.

"Cuba não agride, é agredida pelos Estados Unidos há 66 anos, e não ameaça, prepara-se, pronta para defender a pátria até à última gota de sangue", acrescentou.

Anteriormente, Trump tinha exortado Cuba a "aceitar um acordo, antes que seja tarde demais", e que o país fique sem petróleo e dinheiro venezuelanos.

Os Estados Unidos lançaram há uma semana uma operação em Caracas para capturar o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e anunciaram que pretendem administrar o país e o petróleo.

Acusados de tráfico de droga, Maduro e a mulher, Cilia Flores, que se declararam inocentes perante a justiça norte-americana, em Nova Iorque, encontram-se detidos nos Estados Unidos.

Na sequência da captura de Maduro, a antiga vice-presidente Delcy Rodriguez foi nomeada Presidente interina.

No sábado, Trump decretou "emergência nacional" para proteger as receitas das vendas de petróleo da Venezuela nas contas do Tesouro norte-americano, impedindo que os credores da dívida externa venezuelana reclamem os fundos.

A ordem "bloqueia qualquer embargo, julgamento, decreto, direito de retenção, execução ou qualquer outro processo judicial contra" fundos que estejam em contas do governo dos Estados Unidos derivados das vendas de petróleo venezuelano e "proíbe transferências ou negociações" desses recursos.

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, com mais de 300 mil milhões de barris, de acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), à frente da Arábia Saudita (267 mil milhões) e do Irão.


Leia Também: Trump exorta Cuba a aceitar "um acordo, antes que seja tarde demais"

O presidente dos Estados Unidos exortou hoje Cuba a "aceitar um acordo, antes que seja tarde demais" e o país fique sem petróleo e dinheiro venezuelanos.


Embaixador da Dinamarca diz que futuro da Europa e da NATO estão em causa... O embaixador da Dinamarca em Portugal, Lars Steen Nielsen, alertou hoje que as ameaças dos EUA à Gronelândia são um "assunto muito importante" para o futuro daquele país nórdico, mas também da Europa e da NATO.

Por LUSA 

No final de um almoço privado com o candidato presidencial Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa liberal, o embaixador lembrou que o mundo é hoje "um lugar mais imprevisível".

"Por isso, como europeus, temos que estar juntos", defendeu.

Lars Steen Nielsen, que revelou ter explicado a Cotrim Figueiredo qual a posição do Governo dinamarquês face às ameaças norte-americanas, aproveitou a ocasião para agradecer ao Governo de Luís Montenegro a solidariedade demonstrada para com a Dinamarca.

Agradecimento que estendeu ainda ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, cargo que considerou ter uma "grande importância" em assuntos externos.

"Temos falado com ele e ele está também a dar o seu apoio", sublinhou.

O embaixador disse ainda que é preciso levar a sério as ameaças do Presidente dos EUA, Donald Trump, algo que o Governo dinamarquês está a fazer.

O líder norte-americano tem preocupado os aliados ao recusar-se a descartar o uso da força militar para tomar à Dinamarca este território autónomo, membro da NATO.

Trump afirmou que o controlo desta ilha rica em recursos é crucial para a segurança nacional norte-americana, dada a crescente ameaça representada pela Rússia e pela China no Ártico.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque militar norte-americano para tomar a Gronelândia pode significar o fim da aliança militar ocidental com 76 anos.

Os líderes dos cinco partidos políticos representados no Parlamento da Gronelândia (Inatsisartut) defenderam o direito dos habitantes deste território autónomo dinamarquês a decidirem o seu futuro face às ameaças de Donald Trump.


Leia Também: Netanyahu espera que Irão "seja em breve libertado do jugo da tirania"

O primeiro-ministro israelita disse hoje esperar que o Irão "seja em breve libertado do jugo da tirania" e condenou "os massacres em massa cometidos contra civis", quando estão a decorrer grandes manifestações.


Irão ameaça retaliar contra EUA e Israel em caso de ataque norte-americano... O presidente do parlamento do Irão avisou hoje que os militares norte-americanos e Israel serão "alvos legítimos" caso de ataque por parte de Washington, tal como ameaçou o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Por  LUSA 

Os comentários de Mohammad Bagher Qalibaf representam a primeira vez que Israel é incluído na lista de possíveis alvos de um ataque iraniano.

Qalibaf, um elemento da 'linha-dura' iraniana que já concorreu à presidência no passado, fez a ameaça enquanto os deputados invadiam a tribuna do parlamento, gritando: "Morte à América!"

Durante a sessão do parlamento, transmitida em direto pela televisão estatal iraniana, Mohammad Qalibaf fez um discurso aplaudindo a polícia e a Guarda Revolucionária paramilitar do Irão, particularmente os seus voluntários Basij, por terem "permanecido firmes" durante os protestos realizados no país contra a teocracia iraniana.

"O povo do Irão deve saber que lidaremos com eles da forma mais severa e puniremos aqueles que forem detidos", disse.

Qalibaf prosseguiu ameaçando diretamente Israel, referindo-se-lhe como "o território ocupado", e também as forças armadas dos EUA: "No caso de um ataque ao Irão, tanto o território ocupado como todos os centros militares, bases e navios americanos na região serão nossos alvos legítimos", afirmou, acrescentando: "Não nos consideramos limitados a reagir após a ação e agiremos com base em quaisquer sinais objetivos de ameaça".

A seriedade das intenções do Irão em relação ao lançamento de um potencial ataque ainda não é clara, especialmente após o país ter ficado com as defesas aéreas destruídas durante a guerra de 12 dias em junho com Israel. Qualquer decisão de entrar em guerra caberia ao líder supremo do Irão, o 'Ayatollah' Ali Khamenei, de 86 anos.

As forças armadas dos EUA afirmaram no Médio Oriente que estão "posicionadas com forças que abrangem toda a gama de capacidade de combate para se defenderem, os parceiros e aliados e os interesses dos EUA".

Entretanto, os protestos que desde há duas semanas decorrem no Irão que contestam o regime e que, segundo a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA, na sigla em inglês), já provocaram pelo menos 116 mortos, levaram hoje manifestantes a inundar as ruas da capital e da segunda maior cidade do país.

Os protestos em quase todo o país começaram em 28 de dezembro, inicialmente contra o custo de vida e a inflação galopante, num país sujeito a sanções económicas dos Estados Unidos e da ONU, mas têm vindo a intensificar-se e transformaram-se numa contestação política contra o regime.

Com a Internet e as linhas telefónicas cortadas, tornou-se mais difícil avaliar as manifestações do exterior, mas a HDRANA, sediada nos Estados Unidos, refere que o número de mortos nos protestos tem aumentado e que cerca de 2.600 pessoas foram detidas.

Trump ofereceu apoio aos manifestantes, dizendo nas redes sociais que "o Irão está a caminhar para a liberdade, talvez como nunca antes" e que "os EUA estão prontos para ajudar".

O New York Times e o Wall Street Journal, citando funcionários anónimos dos EUA, disseram no sábado à noite que Trump recebeu opções militares para um ataque ao Irão, mas não tomou uma decisão final.


Leia Também: Subiu para 116 o número de mortos em protestos no Irão

O número de mortos nos protestos contra o regime do Irão subiu para pelo menos 116, avançou uma organização não governamental (ONG) criada por exilados iranianos

Julius Maada Bio: “Em conformidade com o comunicado da 68.ª Cimeira da CEDEAO, liderei uma Missão de Alto Nível à Guiné-Bissau para dialogar com o Alto Comando Militar, liderado pelo major-general Horta Inta-a.

As nossas discussões foram construtivas, e reiterámos o apelo da Autoridade para uma transição curta, conduzida por um governo inclusivo que reflita o espectro político e a sociedade da Guiné-Bissau.

Estive acompanhado pelo Presidente Bassirou Diomaye Faye do Senegal e pelo Presidente da Comissão da CEDEAO, Dr. Omar Alieu Touray.” - Julius Maada Bio