quarta-feira, 1 de abril de 2026

Estreito de Ormuz. EAU ponderam reabrir passagem pela força com os EUA... Os Emirados Árabes Unidos podem estar a considerar apoiar os Estados Unidos na reabertura do Estreito de Ormuz, possivelmente utilizando força militar, segundo avança o Wall Street Journal.

© Getty Images   noticiasaominuto.com  01/04/2026 

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) estarão a preparar-se para ajudar os Estados Unidos, e os restantes aliados, a reabrir o estreito de Ormuz - e, se necessário, através da força. Em comunicado, um responsável do país desmentiu a notícia. 

A informação foi avançada pelo Wall Street Journal, que cita altos responsáveis árabes, afirmando que os EAU estão a fazer pressão sobre o Conselho de Segurança das Nações Unidas para que seja passada uma resolução que permita o uso de militares para reabrir a passagem, que está interdita desde o início do conflito.

Segundo as mesmas fontes, houve mesmo alguns diplomatas que instaram os Estados Unidos e as potências militares da Europa e da Ásia a formarem uma coligação para reabrir o estreito pela força, realçando que o regime iraniano considera que está a lutar pela sua sobrevivência, estando, por isso, disposto a mergulhar o mundo numa crise económica.

Por isso mesmo, dizem as fontes, os EAU estarão a planear de que forma é que podem desempenhar um papel militar de modo a garantirem a abertura do estreito. Para além disso, terão ainda defendido que os Estados Unidos deverão ocupar ilhas estratégicas no estreito, incluindo a de Abu Musa, que apesar de estar sob o controlo do Irão há meio século é reivindicada pelos Emirados Árabes Unidos.

Os Emirados Árabes Unidos negaram que estejam a  planear intensificar os seus esforços militares para reabrir o Estreito de Ormuz, insistindo que mantêm uma "postura defensiva".

Após o artigo do Wall Street Journal, os EAU publicaram um comunicado, citado pela Sky News, onde um alto responsável esclareceu que o país “continua pronto para apoiar esforços internacionais coletivos destinados a salvaguardar a segurança marítima e a garantir o fluxo ininterrupto do comércio", mas que "qualquer intervenção deste tipo [pela força] teria de ser conduzida em plena coordenação com os parceiros internacionais e em estrita conformidade com o direito internacional”.

"Notícias recentes que sugerem uma mudança na postura dos Emirados Árabes Unidos são enganosas. Os Emirados Árabes Unidos mantêm uma postura defensiva centrada na proteção da sua soberania, do seu povo e das suas infraestruturas, e reservam-se o direito à autodefesa em resposta aos ataques ilegais e não provocados que estão a ocorrer", garantiu ainda a mesma nota.

De notar que antes da guerra, os diplomatas árabes levaram a cabo vários esforços de mediação entre Teerão e Washington. A mudança de posição, e uma possível entrada de militares árabes na ofensiva, podem desestabilizar ainda mais a região do Médio Oriente, tendo repercussões que podem mesmo perdurar depois da guerra.


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