Bissau, 31 de janeiro de 2026 – A família de Domingos Simões Pereira afirmou que o político continua privado de liberdade, apesar de se encontrar na sua residência, denunciando que vive sob confinamento forçado desde o seu sequestro, ocorrido a 26 de novembro de 2025.
Em comunicado divulgado esta sexta-feira, a família lembrou a resolução da CEDEAO de 14 de dezembro de 2025, que exige a proteção dos líderes políticos e das instituições nacionais da Guiné-Bissau, bem como a libertação imediata e incondicional dos detidos arbitrariamente. Segundo o documento, a resolução ainda não foi cumprida.
A nota refere que Domingos Simões Pereira está há 66 dias sem liberdade, sem acusação formal, sem acesso à justiça e sem garantias processuais. A família esclarece que a permanência na residência não equivale à liberdade, uma vez que há presença permanente de forças armadas e restrições à circulação dos familiares.
Os familiares rejeitam ainda a utilização dos termos “libertação”, “detenção” ou “prisão domiciliária”, alegando que não houve qualquer procedimento judicial que justificasse tais medidas, sublinhando que a prisão domiciliária só pode ser aplicada mediante decisão judicial.
No comunicado, Domingos Simões Pereira, Presidente do PAIGC, Deputado da Nação e Presidente da Assembleia Nacional Popular, é descrito como tendo sido capturado por forças militares, mantido sem acesso a advogado ou familiares, em violação de instrumentos internacionais de direitos humanos, nomeadamente a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos.
A família manifestou preocupação pelo facto de os mesmos agentes envolvidos no sequestro serem agora apresentados como responsáveis pela sua proteção, levantando dúvidas quanto à segurança física e psicológica do líder político.
Por fim, a família apelou à CEDEAO e à Comun

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