quinta-feira, 9 de abril de 2026

O Governo da Guiné-Bissau assinou um memorando com pescadores artesanais e vendedeiras de peixe para reduzir o preço do pescado. A medida visa tornar o peixe mais acessível e melhorar a segurança alimentar no país.

Radio Voz Do PovoRádio Sol Mansi  09 04 2026 

GOVERNO E PESCADORES ACORDAM BAIXAR EM 35%, O PREÇO DOS PESCADOS NOS MERCADOS 

O governo e a Associação dos Pescadores acordam reduzir em 35% o preço dos pescados nos mercados nacionais.

A informação é avançada esta quinta-feira pelo presidente de Associação Nacional dos Armadores da Pesca Artesanal (ANAPA)  a margem de assinatura do memorando de entendimento entre o governo e os pescadores nacionais para a redução do preço de pescado na Guiné-Bissau.

Augusto Dju diz ainda que o governo prometeu reduzir o preço de combustível aos pescadores para que possam baixar igualmente o preço dos pescados.

O memorando celebrado visa entre outros objetivos, implementar as medidas concertadas destinadas a melhoria de condições laborais dos pescadores, contribuir para redução do preço de pescado no mercado nacional, ao reforço da segurança alimentar, no respeito pelos princípios da sustentabilidade económica, social e ambiental.

No entanto, o diretor-geral da pesca artesanal, Suleimane Dabo garantiu que o governo já negociou com uma empresa de combustível, que por sua vez, prometeu colocar combustíveis aos pescadores ao preço da banca.

Ao presidir o ato de assinatura, a ministra das Pescas e Economia Marítima, Virgínia Pires Correia afirmou que tem se assistido nos últimos tempos, uma evolução crescente de preços do pescado, por isso, decidiu-se avançar com esse  compromisso para garantir a maior acessibilidade ao público. 

Espera-se, segundo o memorando, que todas as partes signatárias cumprem rigorosamente os termos deste compromisso e  a adoção de práticas de pesca responsável  e o compromisso com a preservação dos ecossistemas marinhos.

COMISSÃO EUROPEIA: Novo sistema de controlo fronteiriço entra plenamente em vigor 6.ª-feira... O novo sistema europeu de controlo fronteiriço para cidadãos extracomunitários entra plenamente em vigor na sexta-feira, indicou hoje uma porta-voz da Comissão Europeia, afirmando que a sua implementação progressiva correu bem apesar de constrangimentos em alguns países.

© Dursun Aydemir/Anadolu via Getty Images  Por LUSA   09/04/2026 

Na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, a porta-voz Arianna Podestà referiu que, até ao momento, a implementação progressiva do novo Sistema Europeu de Entrada/Saída (EES, na sigla em inglês) "tem corrido bem" e já está a ter um "papel importante no aumento da segurança da União Europeia (UE)".

"Nos últimos cinco meses, foram registadas mais de 45 milhões de entradas e saídas. Houve 24 mil recusas de entrada, das quais mais de 600 foram identificadas como representando uma ameaça à segurança da nossa União", referiu.

A porta-voz salientou ainda que, "quando o sistema funciona bem", o tempo para registar uma entrada e saída da UE é de cerca de 70 segundos, mas reconheceu que há Estados-membros que têm enfrentado "dificuldades técnicas de implementação".

"Temos mantido um contacto próximo com esses Estados-membros, partilhando, por exemplo, boas práticas dos países onde o sistema está a funcionar muito bem", referiu.

Arianna Podestà acrescentou ainda que o sistema "prevê flexibilidade para garantir a fluidez nas fronteiras", especialmente no período de verão, em que deverá haver um aumento do controlo fronteiriço.

Nesse período, caso se verifiquem "tempos de espera excessivos", a porta-voz referiu que os Estados-membros podem optar por "suspender o registo dos dados biométricos".

"Existem também soluções alternativas às quais os Estados-membros podem recorrer em caso de necessidade", acrescentou.

O novo EES, para registo digital de cidadãos estrangeiros que entram no Espaço Schengen, conclui hoje a sua fase de implementação, tendo sido obrigatório que os Estados-Membros registassem 100% dos cidadãos não pertencentes à UE até 31 de março.

Este novo sistema de registo, que começou a ser implementado nos países do Espaço Schengen em 12 outubro de 2025, incluiu, durante seis meses, a salvaguarda de que, em períodos de maior fluxo de viajantes, as autoridades de controlo fronteiriço podem ativar a suspensão parcial e total do sistema, mas a partir de hoje, data final do período de transição do EES, a suspensão total deixará de poder ser aplicada.

Em Portugal, desde a entrada em vigor deste novo sistema, os tempos de espera agravaram-se, principalmente no aeroporto de Lisboa, com os passageiros a terem de esperar, por vezes, várias horas.

A introdução em 10 de dezembro nos aeroportos portugueses da segunda fase do EES, que consiste na recolha de dados biométricos (obtenção de fotografia e impressão digitais do passageiro), causou ainda mais constrangimentos, principalmente no aeroporto de Lisboa.

TA (MES/CMP)

Lusa/Fim

Líbano quer cessar-fogo antes de negociações com Israel... O Líbano quer obter um cessar-fogo antes de iniciar conversações com Israel, disse hoje um elemento do Governo libanês à agência France Presse (AFP), depois do primeiro-ministro israelita ter aceitado negociações diretas com Beirute.

© Murat Åengül/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA   09/04/2026 

"O Líbano quer um cessar-fogo antes do início de qualquer negociação", declarou a fonte do executivo libanês sob anonimato à AFP, que indicou tratar-se de uma figura familiarizada com o processo.

Benjamin Netanyahu anunciou que vai iniciar negociações diretas com o Governo libanês destinadas a desarmar o grupo xiita Hezbollah e estabelecer "relações pacíficas" entre os dois países.

"Considerando os repetidos apelos do Líbano para o início de negociações diretas com Israel, instruí ontem [quarta-feira] o executivo para as iniciar o mais rapidamente possível", afirmou Netanyahu numa nota divulgada pelo seu gabinete.

O anúncio surgiu um dia depois de dezenas de bombardeamentos de Israel em Beirute e no sul e leste do país vizinho terem provocado 303 mortos e 1.150 feridos, segundo o último balanço do Ministério da Saúde libanês.

Esta foi a maior vaga de ataques no Líbano desde o reatamento, em 02 de março, dos confrontos militares entre Israel e o Hezbollah, logo após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado do movimento xiita libanês.

Na sua curta mensagem, Netanyahu afirmou também que "Israel aprecia a decisão do primeiro-ministro do Líbano para a desmilitarização de Beirute", referindo-se à proibição já anunciada por Nawaf Salam do porte de arma por grupos não estatais na capital do país.

Em reação aos desenvolvimentos de hoje, um deputado do Hezbollah reiterou a rejeição do grupo ao diálogo com Israel.

"Reiteramos a nossa rejeição de quaisquer negociações diretas entre o Líbano e o inimigo israelita, bem como a necessidade de aderir aos princípios nacionais, principalmente a retirada israelita, a cessação das hostilidades e o regresso dos residentes às suas aldeias e cidades", disse Ali Fayyad num comunicado divulgado pelos órgãos de comunicação do grupo.

No entanto, Ali Fayyad concordou com o Governo libanês em relação a um cessar-fogo "como condição prévia para a adoção de quaisquer outras medidas".

A aceitação de Israel ao início de negociações diretas, após ter recusado reiteradamente apelos nesse sentido por parte das autoridades libanesas, surgiu no segundo dia de um cessar-fogo de duas semanas entre Irão e Estados Unidos.

Israel concordou com a trégua, mas sustentou que, ao contrário do que tinha sido indicado inicialmente pela mediação do Paquistão, o entendimento excluía o Líbano, levando Teerão a repor temporariamente o bloqueio ao tráfego marítimo no estreito de Ormuz e a colocar em dúvida a sua presença nas negociações de paz com os Estados Unidos, previstas para os próximos dias em Islamabad.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, reiterou a condenação à "contínua agressão de Israel contra o Líbano" e avisou que os violentos ataques de quarta-feira ameaçam as negociações.

Enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou os bombardeamentos israelitas como "uma escaramuça" e concordou que o Líbano não estava dentro do acordo de cessar-fogo, os mediadores paquistaneses insistiram hoje que o anúncio de Sharif correspondia ao que tinha sido decidido pelas partes.

O chefe do Governo paquistanês confirmou também um contacto com o homólogo libanês, Nawaf Salam, para discutir a exclusão técnica do seu país do cessar-fogo e evitar a repetição dos ataques em grande escala, embora não tenha especificado se constituíram uma violação da trégua.

O Irão tem, pelo seu lado, reiterado que o conflito entre Israel e as milícias do aliado Hezbollah é "uma parte inseparável" da trégua.

O embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter, deverá liderar as negociações pelo lado israelita com o Líbano, noticiaram vários meios de comunicação israelitas, citando um alto responsável.

O Hezbollah retomou os ataques contra território israelita em 02 de março, interrompendo um cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024 que nunca foi verdadeiramente respeitado.

No mesmo dia, o Governo libanês proibiu as atividades militares do grupo xiita, que, apesar disso, nunca deixou de lançar projéteis e drones contra o território israelita.

Ao longo das últimas semanas, Israel desencadeou uma forte campanha de bombardeamentos no Líbano, a par da expansão das posições terrestres que já ocupava no sul do país no anterior conflito, provocando mais de 1.500 mortes e acima de um milhão de deslocados, de acordo com as autoridades de Beirute.


Leia Também: Netanyahu quer negociar com o Líbano e estabelecer "ligações pacíficas"

Israel vai iniciar negociações diretas com o Governo libanês destinadas a desarmar o grupo xiita Hezbollah e estabelecer "relações pacíficas" entre os dois países, anunciou hoje o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

CABO VERDE: Entidade cabo-verdiana sugere medidas após casos de doença parasitária... A Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS) de Cabo Verde recomendou hoje medidas de controlo e desinfeção após a confirmação de novos casos da doença parasitária esquistossomose no concelho de São Miguel, no interior da ilha de Santiago.

© Lusa   09/04/2026 

"[Após] confirmação de novos casos na localidade de Ribeira de Principal, a ANAS, enquanto entidade reguladora do setor da água e saneamento, está a acompanhar a situação", afirmou a instituição, num comunicado. 

Segundo a mesma fonte, a doença está associada ao contacto com água doce contaminada por parasitas, sendo favorecida pela presença de caracóis hospedeiros, o que exige uma resposta coordenada entre os setores da saúde, ambiente, agricultura e recursos hídricos.

Para já, a instituição está a colaborar com a Direção-Geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária (DGASP), o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) e outras autoridades locais.

Além da restrição de acesso ao reservatório identificado, a ANAS recomenda evitar o contacto com águas potencialmente contaminadas, proceder ao esvaziamento controlado da infraestrutura, realizar a limpeza integral com remoção de caracóis e avançar posteriormente para a desinfeção sob orientação técnica.

A entidade reguladora sublinha que estas ações devem ser realizadas no âmbito de um plano conjunto entre as várias entidades envolvidas, garantindo a monitorização contínua da situação após a implementação das medidas corretivas.

A esquistossomose é uma doença parasitária considerada um problema de saúde pública.

As formas larvares dos parasitas são libertadas por moluscos (caracóis) de água doce e transmitem-se ao ser humano através da pele, após contacto com águas infetadas.

No dia 02, o cientista cabo-verdiano Maximiano Fernandes confirmou a existência de um novo surto da doença naquele concelho, referindo que a origem do foco permanece desconhecida.

Na terça-feira, a delegada de Saúde de São Miguel, Antonieta Fonseca, afirmou que as autoridades sanitárias estão a reforçar uma resposta multissetorial para conter a doença no concelho.

Os primeiros registos da doença remontam a 2022, neste mesmo concelho, com cerca de 200 casos, com maior incidência em crianças e adolescentes entre os 4 e os 16 anos, todos acompanhados e tratados pelas estruturas de saúde.

Na altura, os casos foram monitorizados pelas autoridades de saúde pública, em colaboração com o Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa (IHMT/UNL).

No quadro das ações em curso, Antonieta Fonseca destacou o reforço da vigilância epidemiológica, rastreios ativos nas comunidades, investigação ambiental e laboratorial, bem como ações regulares de sensibilização.

De acordo com a delegada, equipas técnicas estão no terreno, sobretudo na localidade de Ribeira de Principal, onde foi identificado um novo foco, realizando exames de urina em crianças e testes a adultos com sintomas suspeitos, para garantir diagnóstico precoce e tratamento atempado.

Paralelamente, análises do Instituto Nacional de Saúde Pública identificaram a presença de caracóis do género Bulinus em alguns pontos de água, considerados potenciais hospedeiros do parasita, estando ainda a decorrer estudos laboratoriais para confirmar a presença de formas infetantes.

O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, inaugurou o reservatório de água de Antula sob o lema “EAGB Djunto di Populaçon”, marcando um passo importante para pôr fim à crise de abastecimento de água que afetava aquela zona de Bissau.

Radio Voz Do Povo/  Rádio Sol Mansi    09. 04. 2026

EAGB PREVÊ REDUÇÃO DOS CUSTOS DE CONTRATOS DE ÁGUA E ENERGIA

O diretor-geral da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau anunciou que o próximo passo da empresa será a redução dos custos dos contratos de energia e água.

O anúncio foi feito hoje, durante a inauguração de um reservatório de água destinado aos moradores do bairro de Antula.

Carlos Alberto Handem afirmou que, neste momento, está a ser realizado um estudo para a criação de uma rede de média tensão que irá abastecer as grandes empresas na zona de Bolola.

Entretanto, na mesma ocasião, durante a inauguração do reservatório de água no bairro de Antula, o Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, alertou os condutores para conduzirem com prudência. Acrescentou ainda que todas as viaturas que derrubarem postes de luz poderão ser apreendidas e consideradas património do Estado, além de os responsáveis terem de arcar com os custos dos danos causados.

Os postes nas vias públicas têm sido frequentemente derrubados por viaturas. Recentemente, um veículo pesado colidiu com um poste de média tensão, deixando alguns bairros sem eletricidade.

O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, inaugura reservatório de água de Antula sob o lema “EAGB Djunto di Populaçon”, pondo fim à crise de água que afetava a população daquela zona de Bissau.

Radio Voz Do Povo/ Rádio Sol Mansi   09. 04. 2026

OS MORADORES DE ANTULA EXIGEM MELHORIAS NA SEGURANÇA, INFRAESTRUTURAS E ACESSO A SERVIÇOS BASICOS

Os moradores do bairro de Antula querem que o Governo crie estratégias para melhorar a segurança, bem como para a construção de escolas públicas e de um centro de saúde.

A preocupação da população daquela zona foi destacada hoje, durante a inauguração de um reservatório de água destinado aos moradores do bairro. A comunidade exige ainda a construção de estradas, de um mercado e esclarecimentos sobre os contratos de fornecimento de água.

Falando no ato de inauguração do furo de água na localidade, em representação do régulo de Antula, Júlio Nanque pediu que os agentes da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau esclareçam os moradores sobre o processo de realização dos contratos de fornecimento de água.

O imame local, Tcherno Iaia Bari, bem como a representante das mulheres, Nfuna Amona, pediram que o processo de contratação para o fornecimento de água tenha sempre um despacho célere por parte da empresa responsável.

Entretanto, na mesma ocasião, o Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, prometeu realizar obras na estrada de terra batida antes do início das chuvas.

A comunidade do bairro de Antula conta agora com um reservatório de água destinado a abastecer os moradores, que, por outro lado, denunciam o roubo de contadores de água instalados recentemente.

PAÍS REGISTA AUMENTO DE CASOS E MORTES POR CANCRO, UMA AMEAÇA SILENCIOSA QUE ESTÁ A TIRAR VIDAS

Por  Rádio Sol Mansi  09 04 2026 

Até 2022, os casos novos de cancro registados no país superaram dois mil, com maior prevalência nas mulheres e nos idosos. No entanto, desse número, mais de 800 resultaram em mortes dos pacientes, o que mostra uma taxa de mortalidade muito elevada.

Os dados revelam uma situação preocupante, o que levantam questões sobre os mecanismos de tratamento, e as políticas públicas para fazer face à esta doença. 

As informações foram reveladas em entrevista à Rádio Sol Mansi, pelo médico e Diretor do Serviço das Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis, Alberto Luís Papique.

Com base nestes dados preocupantes, o responsável afirmou que o Governo está atento à situação e que, estão a ser implementados planos que visam impulsionar a redução dos casos no país.

Sendo de destacar que no país, os cancros mais frequentes nas mulheres são os do colo do útero, da mama e do fígado. Nos homens, destacam-se os cancros da próstata, do fígado, do estômago e dos pulmões. Segundo Papique, esta situação deve-se ao consumo excessivo de álcool e de tabaco.

Atualmente, o país carece de dados mais atualizados, mas a situação indica que os casos estão a aumentar, devido à escassez de meios de diagnóstico e às limitações no tratamento do cancro.

Observa-se um aumento dos casos também, porque já existem no país, algumas condições para o diagnóstico, sendo que anteriormente, a maioria dos pacientes era diagnosticada apenas no exterior.

O Diretor do Serviço das Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis, Alberto Luís Papique, admite que o diagnóstico tardio, dificulta o tratamento adequado dos pacientes.

Os dados apresentados revelam que o cancro constitui um grave problema de saúde pública no país, com um número elevado de novos casos e uma taxa de mortalidade preocupante. A maior incidência entre mulheres e idosos, aliada à prevalência de tipos de cancro associados a fatores de risco como o consumo de álcool e tabaco, reforça a necessidade de medidas preventivas mais eficazes.

Irão anuncia mais de três mil mortos dos ataques de EUA e Israel... O número de mortos nos ataques israelo-americanos desde 28 de fevereiro ascende a mais de três mil, anunciaram as autoridades iranianas, no dia seguinte ao cessar-fogo intermediado pelo Paquistão.

Por  LUSA 

"Registámos mais de 3.000 mártires dos ataques inimigos em todo o país", disse o diretor do instituto de medicina legal do Irão, Abbas Masjedi Arani, frisando que "quase 40% dos corpos não puderam ser identificados devido ao tipo de armamento usado pelo inimigo". 

O mesmo responsável destacou que a entidade que dirige já está a notificar as famílias das vítimas e a trabalhar para entregar os cadáveres "o mais rápido possível".

A ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel foi lançada a meio de negociações indiretas --- intermediadas por Omã - com o objetivo de alcançar um novo acordo sobre o programa nuclear iraniano.

Entretanto, as delegações de Teerão e Washington têm previsto o início de novas conversações, agora incidindo sobre o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passava um quinto dos hidrocarbonetos do mundo, no sábado, em Islamabade.

O presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, anunciou quarta-feira ter acordado "suspender os ataques" contra o Irão por duas semanas e Teerão garantiu que a "passagem segura" de navios em Ormuz também seria possível durante o mesmo período, embora "mediante coordenação" com os militares iranianos.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, declarou que o acordo inclui os aliados dos Estados Unidos e representa um "cessar-fogo imediato em todo o território [iraniano], no Líbano e em outros locais".


Leia Também: Paquistão condena e exige fim dos ataques de Israel contra o Líbano

O Paquistão condenou e exigiu hoje a Israel a suspensão imediata dos ataques contra o Líbano, advertindo que violam o direito internacional e colocam em risco a trégua regional alcançada na quarta-feira sob mediação paquistanesa.

O Governo da República da Guiné-Bissau informa que o Banco Mundial levantou a suspensão dos desembolsos relativos aos projetos financiados no país, com efeitos a partir de 3 de abril de 2026.

A decisão segue-se à conclusão da revisão conduzida pela instituição, permitindo a retoma normal da implementação das operações em curso.

O Executivo esclarece que as informações que apontavam para um alegado bloqueio total das relações com o Banco Mundial não correspondem à realidade.

O Governo reafirma o seu compromisso com a boa governação, a transparência e a continuidade das parcerias internacionais para o desenvolvimento do país.

Bissau, 9 de Abril de 2026

França considerou traição os contactos do Governo da Hungria com a Rússia... O ministro dos Negócios Estrangeiros francês considerou traição as ações do executivo da Hungria referindo-se aos contactos telefónicos entre o chefe da diplomacia húngaro e o homólogo russo.

© GEOFFROY VAN DER HASSELT/AFP via Getty Images    Por  LUSA   09/04/2026 

"Esta é uma traição à solidariedade essencial entre os países da União Europeia", declarou hoje Jean-Noel Barrot à rádio France Inter. 

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Peter Szijjarto, prometeu repetidamente fornecer ao homólogo russo, Sergey Lavrov, documentos internos da União Europeia.

Na quarta-feira foram divulgadas novas gravações de contactos entre os ministros dos dois países.

As gravações publicadas pelo VSquare, FrontStory, Delfi Estonia, The Insider e pelo Centro Ján Kuciak de Jornalismo de Investigação da Hungria, registaram as conversas entre os dois ministros entre dezembro de 2023 e agosto de 2025.

"Estas gravações revelam que, entre outras coisas, Szijjarto entregou documentos da União Europeia a Lavrov", afirmou Szabolcs Panyi, editor da publicação húngara VSquare.

O Governo húngaro, liderado por Viktor Orbán, é o aliado mais próximo de Moscovo na Europa.

Panyi, especialista em segurança nacional e espionagem, já tinha publicado em março a transcrição de uma chamada telefónica de 2020 na qual Szijjarto pedia a Lavrov apoio para um aliado político, o que demonstraria a coordenação entre Budapeste e Moscovo em questões internacionais.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria não negou ter contactado Lavrov e afirmou que as conversas apenas demonstram que "a Hungria defende firmemente a paz", mas não se referiu a nenhuma conversa ou conteúdo específico.

Orbán reconheceu na quarta-feira que conversou com Vladimir Putin, depois de a agência Bloomberg ter revelado uma conversa em que o primeiro-ministro húngaro se colocou "inteiramente ao serviço" do Presidente russo.

Szijjarto afirmou que a divulgação as gravações áudio constituiu "interferência dos serviços de informações estrangeiros nas eleições parlamentares" que a Hungria realiza no próximo domingo.

As sondagens indicam a possível derrota de Orbán para o conservador Peter Magyar.


Leia Também: MNE da Hungria passou informações a Sergey Lavrov sobre cimeira da UE

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, passou informações por telefone ao homólogo russo, Sergey Lavrov, em 2023, sobre uma cimeira da UE relativa a negociações de adesão da Ucrânia, segundo chamadas hoje divulgadas.

Delegação do Irão chega ao Paquistão para negociações com EUA... As autoridades do Irão confirmaram que uma delegação oficial do país chegará hoje à capital do Paquistão, Islamabad, para conversações diplomáticas com os Estados Unidos.

© Getty Images/ Jalaa MAREY / AFP     Por  LUSA   09/04/2026 

"Apesar do ceticismo entre a opinião pública iraniana, devido às repetidas violações do cessar-fogo pelo regime israelita para sabotar a iniciativa diplomática, a delegação iraniana chegará esta noite a Islamabad, a convite do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, para conversações sérias fundamentadas nos 10 pontos propostos pelo Irão", afirmou o embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moqadam, numa mensagem nas redes sociais. 

Sharif anunciou na quarta-feira um acordo de cessar-fogo de duas semanas entre o Irão e os Estados Unidos e convidou delegações de ambos os países para se reunirem esta sexta-feira em Islamabad.

A delegação norte-americana será chefiada pelo vice-presidente do país, J.D. Vance, confirmou na quarta-feira a Casa Branca.

Este encontro tem como objetivo iniciar contactos para um acordo definitivo, após mais de um mês de ofensiva israelo-americana, lançada a 28 de fevereiro em plena negociação entre Washington e Teerão para alcançar um novo acordo nuclear.

O chefe do Executivo paquistanês sublinhou na sua mensagem que "Irão e Estados Unidos, juntamente com os seus aliados, acordaram um cessar-fogo imediato em todo o lado, incluindo o Líbano e outros locais".

Israel, porém, afirmou pouco depois que o Líbano não estava incluído no acordo e lançou a maior vaga de bombardeamentos contra o país, causando mais de 250 mortos e um milhar de feridos.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Levitt, declarou posteriormente que o Líbano não fazia parte do acordo, com o Irão a criticar que a mensagem publicada por Sharif tinha mencionado especificamente que o Líbano estaria incluído.

As autoridades iranianas anunciaram ainda o abate de dois drones israelitas que entraram no seu espaço aéreo, descrevendo que estas incursões constituíam igualmente violações do cessar-fogo, e ameaçando responder caso os incidentes se repetissem.

O próprio Sharif reconheceu horas depois "violações do cessar-fogo em alguns locais ao longo da zona de conflito" e argumentou que estas "minam o espírito do processo de paz".

"Peço encarecidamente a todas as partes que demonstrem moderação e respeitem o cessar-fogo de duas semanas, como acordado, para que a diplomacia possa assumir um papel principal rumo a uma solução pacífica do conflito", acrescentou.

As dúvidas sobre a viabilidade do acordo temporário incluem a posição dos Estados Unidos relativamente à recusa de permitir que o Irão continue a enriquecer urânio, parte dos dez pontos divulgados por Teerão como base aceite por Washington para negociar.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nas últimas horas que essa proposta é um "boato", apesar de anteriormente ter considerado que seria uma "base viável para negociar".


Leia Também: Ataques israelitas ao Líbano são violação do cessar-fogo, diz Irão

Os ataques israelitas de quarta-feira ao Líbano constituem uma "grave violação" do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, disse hoje o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Saeed Khatibzadeh, à BBC.

É seguro tomar vitamina B12 todos os dias? Médica esclarece... Quando o organismo regista falta de vitaminas, a suplementação assume-se com a principal solução. No caso da vitamina B12 coloca-se uma questão: é seguro tomá-la todos os dias? Uma médica respondeu à pergunta em declarações ao Only My Health.

© Shutterstock    noticiasaominuto.com   09/04/2026 

A suplementação é necessária quando a alimentação não supre as necessidades ao nível das vitaminas. No caso da vitamina B12 - uma das mais conhecidas  - é seguro tomá-la todos os dias em forma de suplemento? A médica Pooja Pillai respondeu à questão num artigo do Only My Health. 

É seguro tomar suplementos de vitamina B12 todos os dias?

A resposta, segundo a médica, é sim. "Os suplementos de vitamina B12 normalmente podem ser tomados todos os dias, sobretudo se houver uma deficiência da mesma e se alguém estiver em risco, como é o caso dos vegetarianos, vegan, idosos ou pessoas com problemas de absorção", realça. 

"A vitamina B12 auxilia na formação de glóbulos vermelhos, é benéfica para a saúde dos nervos, para a função cerebral e na produção de energia. Tomá-la regularmente previne a anemia, fraqueza, problemas de memória e danos nos nervos. Como a B12 é uma vitamina hidrossolúvel, o excesso, normalmente, é eliminado na urina", esclarece. 

Este facto faz com que seja segura, mesmo quando tomada em excesso. 

Falta de vitamina B12: quais são os riscos?

De acordo com um estudo realizado pela American Cancer Society, se uma pessoa tiver falta de vitamina B12 devido à anemia perniciosa, o risco de desenvolver cancro do estômago aumenta. 

Um outro estudo de 2024, que contou com a participação de 788 pessoas, descobriu que os níveis baixos de vitamina B12 são comuns em pessoas com cancro. 

Eis os sintomas da falta desta vitamina no organismo:

  • Cansaço e fraqueza;
  • Náuseas, vómitos ou diarreia;
  • Falta de apetite;
  • Perda de peso;
  • Dor na boca ou na língua;
  • Pele clara;
  • Sensação de dormência nas mãos e nos pés;
  • Problemas de visão;
  • Perda de memória;
  • Sintomas de depressão;
  • Sintomas de irritação.

É importante fazer as suas análises de rotina - todos os anos - de maneira a perceber se é necessária a suplementação. Esta deverá ser feita segundo o aconselhamento do seu médico de família. 

Alimentos ricos em B12

Também poderá aumentar o consumo de vitamina B12 através da alimentação. Segundo o website da CUF, "os adultos devem consumir diariamente cerca de 2,4 microgramas" desta vitamina. A mesma encontra-se sobretudo nos seguintes alimentos:

  • Carne vermelha;
  • Carne de aves;
  • Ovos;
  • Laticínios;
  • Peixe;
  • Marisco.

Vídeo mostra todos os detalhes do lançamento da missão Artemis II... Enquanto a cápsula Orion continua a aproximar-se da Terra, a NASA partilhou mais imagens da missão Artemis II e, entre os vídeos mais impressionantes, está o lançamento do foguetão Space Launch System no dia 1 de abril.

© NASA   CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO   Por noticiasaominuto.com   09/04/2026 

Os astronautas da missão Artemis II têm previsão para regressar à Terra já esta sexta-feira, dia 10 de abril, e, à medida que a cápsula Orion se aproxima do nosso planeta, a NASA continua a partilhar imagens e vídeos desta missão.

Entre os vídeos mais impressionantes está o lançamento do foguetão Space Launch System (SLS) no dia 1 de abril que deu início a toda esta jornada, o qual permite ver os quatro motores RS-25 do sistema principal assim como os dois propulsores auxiliares a funcionar em todo o seu esplendor.

Pode ver acima o vídeo do lançamento do SLS, a partir do Centro Espacial Kennedy na Florida, nos EUA.

Serve recordar que o SLS apresenta uma potência significativamente maior do que o foguetão Saturn V lançado pela NASA há cerca de 50 anos no contexto o programa Apollo - servindo assim como mais uma prova do desenvolvimento que entretanto foi feito pela agência e que permitirá voltar a colocar seres humanos na superfície lunar.

É importante sublinhar que o regresso à superfície da Lua só acontecerá em 2028 com a missão Artemis IV, um momento que será crucial para as ambições da NASA de estabelecer uma base no satélite natural da Terra.

Trump mantém tropas no Médio Oriente e deixa ameaça: "Maior e mais forte"... O Presidente dos Estados Unidos advertiu nas redes sociais que vai manter forças militares destacadas em torno do Irão até que o acordo alcançado seja cumprido e ameaçou lançar uma ofensiva "maior e mais forte" em caso contrário.

© Ken CEDENO / AFP via Getty Images    Por  LUSA  09/04/2026 

Donald Trump sublinhou que "todos os navios, aeronaves e pessoal militar dos EUA, juntamente com munições e armamento, permanecerão no Irão e arredores" até que seja cumprido "integralmente o acordo", insistindo que a mobilização responde à necessidade de garantir a estabilidade na zona, afirmou num mensagem divulgada na rede social que lhe pertence, Truth Social.

Além disso, Trump advertiu que, se o pacto não for respeitado, "começará a melhor, maior e mais forte batalha que nunca", considerando embora esse cenário "muito improvável", e salientado que "não haverá armas nucleares" e que o Estreito de Ormuz "permanecerá aberto e seguro".

Na mesma mensagem, o dirigente revelou que as Forças Armadas dos Estados Unidos se encontram "a preparar-se e a descansar", à espera da "próxima conquista".

Trump afirmou que existe apenas um conjunto de pontos aceites por Washington na proposta de cessar-fogo acordada com o Irão e que serão esses pontos a ser discutidos durante as negociações nas próximas duas semanas, sem esclarecer quais.

"Existe um único conjunto de 'pontos" significativos que são aceitáveis para os Estados Unidos, e iremos discuti-los à porta fechada durante estas negociações", escreveu o Presidente na Truth Social.

O Irão apresentou um plano de dez pontos para negociar, entre os quais se incluem a reabertura do Estreito de Ormuz, a retirada das forças de combate dos Estados Unidos destacadas na região, o levantamento de todas as sanções contra o Irão e que tudo o que foi referido seja consagrado numa resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU.

Uma versão em persa divulgada pelos meios de comunicação social iraniana dá ainda conta da exigência de Teerão em prosseguir o seu programa de energia nuclear.

O Irão e os Estados Unidos acordaram na terça-feira uma trégua de duas semanas condicionada à reabertura do estratégico Estreito de Ormuz e têm previsto reunir-se no próximo fim de semana em Islamabad, Paquistão, para negociar um fim para o conflito.


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A Guarda Revolucionária Iraniana partilhou hoje um mapa com rotas alternativas para a navegação no Estreito de Ormuz, um dia após o Presidente norte-americano aceitar o plano apresentado por Teerão e ter-se iniciado um cessar-fogo.

Mark Rutte diz que Trump está "claramente desapontado" com a NATO, mas "recetivo"... O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, se mostrou, durante a reunião de ambos quarta-feira na Casa Branca, "claramente desapontado" com a aliança, mas que saiu "recetivo" do encontro.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump recebe o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na Casa Branca, a 13 de março 2025.AP  Por  sicnoticias.pt

Em entrevista à CNN, Rutte assegurou que, apesar do claro descontentamento do Presidente norte-americano com a Organização do Tratado do Atlântico-Norte(bloco de defesa ocidental), "ouviu atentamente" os argumentos apresentados sobre a situação na Europa em relação à guerra no Irão.

Depois de na semana passada Trump ter admitido o abandono da NATO pelos Estados Unidos devido à falta de apoio aliado no conflito no Irão, a reunião na Casa Branca terá durado cerca de duas horas, sem que o Presidente norte-americano se tenha pronunciado sobre o encontro com Rutte.

Na capital norte-americana, Rutte reuniu-se ainda com o secretário de Estado, Marco Rubio, também sem declarações finais, dispondo-se ambos apenas a ser fotografados e filmados juntos antes da reunião, visivelmente bem dispostos.

Em comunicado, o Departamento de Estado disse que Rubio e Rutte discutiram o conflito com o Irão, juntamente com os esforços norte-americanos para negociar o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e "reforçar com os aliados da NATO a coordenação e a transferência de responsabilidades".

Antes da reunião, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reiterou que o futuro na NATO dos Estados Unidos, de longe o aliado com maior capacidade militar, está em aberto.

A saída da Aliança Atlântica dos Estados Unidos "é uma questão que o Presidente já abordou e, creio, é algo que discutirá dentro de algumas horas", disse a porta-voz em resposta a perguntas dos jornalistas durante a sua conferência de imprensa semanal.

A visita a Washington do secretário-geral da NATO, que já estava agendada há algum tempo, ocorre numa altura de crescente tensão entre Trump e os Estados-membros, dado que o líder republicano não tem poupado críticas públicas aos aliados por não participarem ativamente numa operação para reabrir o Estreito de Ormuz.

Trump chegou a chamar "cobardes" aos membros da NATO

Trump chegou a chamar "cobardes" aos membros da NATO, a descrever a aliança como um "tigre de papel" e a ameaçar várias vezes nas últimas semanas, com a retirada dos Estados Unidos da organização.

Perante as perguntas da comunicação social a esse respeito, Leavitt insistiu na posição oficial da Casa Branca: "Tenho uma citação precisa do Presidente dos Estados Unidos sobre os Estados-membros da NATO, e vou partilhá-la convosco: 'Foram postos à prova e falharam'".

"E acrescentaria que é lamentável que a NATO tenha virado as costas ao povo norte-americano nas últimas seis semanas, quando é precisamente o povo norte-americano que tem financiado a sua defesa", sublinhou, referindo-se à falta de apoio dos aliados à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro.

Sobretudo quando o motivo invocado para a ofensiva foi a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que sempre afirmou destinar-se apenas a fins civis.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Cessar-fogo "não marca o fim da campanha" contra Teerão... O primeiro-ministro israelita afirmou hoje que está pronto para "retomar o combate a qualquer momento" contra o Irão, defendendo que o cessar-fogo acordado entre Washington e Teerão "não marca o fim da campanha" militar.

© Lusa  08/04/2026 

"Ainda temos objetivos a alcançar e iremos alcançá-los, seja através de um acordo, seja retomando os combates", afirmou Benjamin Netanyahu num discurso transmitido pela televisão.

O cessar-fogo "não é o fim da campanha [mas sim] uma etapa no caminho que nos levará à concretização de todos os nossos objetivos", acrescentou.

O primeiro-ministro israelita disse ainda que o cessar-fogo foi decidido "em plena coordenação" entre Washington e Telavive, garantindo que não foi apanhado de surpresa pelo aliado norte-americano.

"Não, eles não nos apanharam de surpresa à última hora", acrescentou no mesmo discurso.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, considerou que "nada está acabado" apesar do cessar-fogo, em declarações a uma televisão israelita, argumentando que as posições entre os beligerantes americanos e iranianos estavam muito distantes.

"Não vejo como é possível aproximar as posições dos Estados Unidos e do Irão", acrescentou, num momento em que o Estado judaico realizou ataques em larga escala contra o Líbano provocaram pelo menos 254 mortos e 1.165 feridos.

Os bombardeamentos israelitas no Líbano desencadearam uma série de reações retaliatórias por parte do Irão, que anunciou o fecho do Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária, exército ideológico do Irão, ameaçou ripostar caso Israel não suspenda os ataques contra Beirute.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse entretanto que os Estados Unidos tinham duas opções: "Escolher entre o cessar-fogo ou continuar a guerra através de Israel".

"Não pode ter as duas coisas", afirmou, sublinhando que "os termos do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos são claros".

"O mundo assiste ao massacre no Líbano. A bola está no campo dos Estados Unidos e o mundo está atento para ver se cumprirão os seus compromissos", insistiu. 

O Paquistão, país mediador do conflito, tinha assegurado que o pacto alcançado para uma trégua de duas semanas era um "cessar-fogo imediato em toda a região, incluindo o Líbano e outros locais".

As agências iranianas difundiram hoje uma notícia do The Wall Street Journal que refere que Teerão informou os mediadores de que a sua participação nas conversações com os Estados Unidos organizadas por Islamabad na sexta-feira depende da inclusão de um cessar-fogo no Líbano.

Islamabad confirmou a presença do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, para as conversações que irá acolher na sexta-feira e que deverão contar com o enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e do genro do Presidente norte-americano, Donald Trump, Jared Kushner.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou hoje que a delegação norte-americana será liderada pelo vice-presidente, JD Vance, apesar de Donald Trump ter colocado em dúvida a presença do seu "número dois" numa entrevista telefónica com o jornal The New York Post.

O líder republicano disse que estavam em causa "questões de segurança" na ida de Vance até Islamabad, numa altura em que o vice-presidente esteve na Hungria para apoiar o primeiro-ministro ultranacionalista e candidato às eleições do próximo domingo, Viktor Orbán.


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O Bahrein anunciou hoje a reabertura do espaço aéreo, encerrado desde o início da guerra no Médio Oriente, em fevereiro, seguindo o Iraque, na sequência do cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irão.

Ataques israelitas já fizeram 254 mortos no Líbano o desde cessar-fogo... A Defesa Civil libanesa elevou para 254 mortos e 1.165 feridos o balanço de uma vaga de bombardeamentos israelitas sem precedentes, hoje, em diversas zonas do Líbano, afirmando Israel ter atingido mais de 100 alvos em dez minutos.

© Houssam Shbaro/Anadolu via Getty Images)     Por  LUSA   08/04/2026 

O departamento de Media e Relações Públicas da Defesa Civil indicou que compilou o número de vítimas utilizando dados registados nos seus centros espalhados pelo Líbano, onde as suas equipas realizaram operações de resgate, transportaram feridos e resgataram cadáveres de vítimas nas áreas afetadas.

Segundo os registos, ao longo do dia de hoje, foram contabilizados 92 mortos e 742 feridos em Beirute; 61 mortos e 200 feridos nos subúrbios do sul da capital, conhecidos como Dahye; 18 mortos e 28 feridos na região oriental de Baalbek; e mais nove mortos e seis feridos na região setentrional de Hermel.

No distrito de Aley, a leste de Beirute, a Defesa Civil registou 17 mortos e seis feridos; ao passo que, no sul do Líbano, foram registados 57 mortos e 183 feridos nos distritos de Nabatieh, Sidon e Tiro.

"Equipas especializadas continuam as operações de busca e salvamento, bem como a remoção de escombros em vários locais, o que sugere que o número de vítimas mortais poderá aumentar à medida que as operações prosseguem", advertiu a Defesa Civil, apelando para a cooperação dos cidadãos com as suas equipas no terreno.

Hoje à tarde, Israel efetuou uma série de bombardeamentos simultâneos em diferentes zonas do sul e do leste do Líbano, além de outras em Beirute e nos seus subúrbios que ainda não tinham sido atacadas desde o início da sua ofensiva, a 02 de março.

Tratou-se da maior onda de ataques aéreos desde que eclodiu a guerra, segundo o próprio Exército israelita, que afirmou que os seus alvos eram cerca de uma centena de quartéis e infraestruturas militares do grupo xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão.

Entre os locais bombardeados, há edifícios residenciais em bairros centrais de Beirute.

A escalada do conflito começou horas depois de ter sido acordado um cessar-fogo de duas semanas com o Irão, que Israel considerou não se aplicar ao Líbano.

O novo balanço da Defesa Civil libanesa vem somar-se aos pelo menos 1.530 mortos e milhares de feridos no país desde que este foi, a 02 de março, arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, quando o Hezbollah atacou com morteiros Israel, que desde então tem bombardeado intensamente o sul do país, primeiro com ataques aéreos e depois com operações terrestres.

O número total de deslocados ultrapassou um milhão, o que representa mais de um sexto da população do país.


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O presidente norte-americano afirmou hoje que o acordo de cessar-fogo entre Irão e Estados Unidos não se aplica ao Líbano, embora o Paquistão, país mediador, tenha afirmado inicialmente que o acordo englobava o território libanês.

Casa Branca desvaloriza plano iraniano e afasta documento das negociações... Um alto funcionário da presidência norte-americana afirmou hoje que o plano de 10 pontos divulgado pelo Irão não constitui a base das negociações em curso com os Estados Unidos, sublinhando que o processo diplomático decorre de forma reservada.

© Getty Images   Por LUSA  08/04/2026 

"O documento que está a ser divulgado na imprensa não é o plano em que estamos a trabalhar. Não vamos negociar publicamente", disse a fonte da Casa Branca, citada pela agência francesa AFP, que pediu anonimato.

A reação surge após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter referido na terça-feira à noite a existência de uma proposta iraniana "viável" para avançar nas conversações e que determinou um acordo de cessar-fogo de duas semanas.

A lista tornada pública por Teerão inclui exigências como a manutenção do controlo iraniano sobre o Estreito de Ormuz, a aceitação do enriquecimento de urânio, a suspensão de todas as sanções primárias e secundárias e a retirada das forças norte-americanas do Médio Oriente.

O documento prevê ainda o fim dos ataques contra o Irão e os seus aliados, a libertação de bens iranianos congelados e a aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que torne o eventual acordo juridicamente vinculativo.

Apesar da divulgação destas condições, a administração norte-americana insiste que as negociações decorrem por canais próprios e que os termos finais permanecem em discussão.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esclareceu hoje entretanto que existe apenas um conjunto de pontos que foram aprovados por Washington no cessar-fogo acordado com o Irão e que serão esses que serão discutidos durante as negociações nas próximas duas semanas, embora não tenha esclarecido, por enquanto, em que consistem.

"Existe um único conjunto de 'pontos' significativos que são aceitáveis para os Estados Unidos, e iremos discuti-los à porta fechada durante estas negociações", escreveu Trump na sua rede social, Truth Social.

"Estes são os pontos que constituem a base sobre a qual acordámos um cessar-fogo", acrescentou o líder norte-americano.


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O Irão suspendeu o tráfego de petroleiros através do Estreito de Ormuz, segundo a comunicação social iraniana, no seguimento do ataque aéreo israelita em grande escala no Líbano, que hoje fez dezenas de mortos em Beirute.

HOSPITAL SIMÃO MENDES ENFRENTA ESCASSEZ DE REAGENTES E SALÁRIOS EM ATRASO

 Por RSM 08 2026

O Sindicato de Base do Hospital Nacional Simão Mendes denuncia a falta de reagentes no maior centro hospitalar do país.

A denúncia foi feita esta quarta-feira pelo presidente da organização, Braima Sambu, em declarações à imprensa. 

Segundo o sindicalista, a ausência de reagentes está a obrigar os pacientes a recorrerem a clínicas privadas para a realização de exames médicos, agravando o sofrimento da população.

“É verdade que não há reagentes no Hospital Nacional Simão Mendes, o que obriga os pacientes a procurarem clínicas para a realização de exames médicos, o que acarreta custos e dificulta ainda mais a situação”, afirmou Sambu.

Braima Sambu alertou ainda para as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde, destacando o atraso no pagamento de salários. De acordo com o responsável, técnicos contratados e higienistas estão há 31 meses sem receber, enquanto os técnicos conhecidos como “Cruz Verde” acumulam cerca de 14 meses de salários em atraso, e os anestesistas há 13 meses.

O presidente do sindicato defende que o hospital deve funcionar com normalidade, com autonomia na gestão dos seus fundos, propondo posteriormente a realização de uma auditoria.

“Queremos que deixem o Hospital Nacional Simão Mendes funcionar normalmente e que tenha liberdade para gerir os seus fundos e adquirir o que for necessário, realizando-se posteriormente uma auditoria”, apelou o sindicalista.

Sambu denunciou ainda que, durante o período das chuvas, algumas salas do hospital são encerradas. Nomeadamente na área de medicina em que quatro salas ficam fechadas, enquanto na maternidade duas a três salas deixam de funcionar. Por isso, pede a reabilitação urgente dessas infraestruturas. 

“Na medicina, quatro salas são fechadas no período das chuvas, enquanto na maternidade perdem-se duas ou três salas devido às más condições das infraestruturas. Por isso, pedimos que a situação seja resolvida com urgência”, alertou Braima Sambu.

Perante este cenário, o sindicalista acusa o governo de transição de falta de interesse na resolução dos problemas que afetam o Hospital Nacional Simão Mendes.

Iranianos celebram tréguas (e queimam bandeiras dos EUA e Israel). Veja... Os iranianos saíram à rua para celebrar o acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerão, que foi alcançado na noite de terça-feira. Além de empunharem bandeiras do Irão, os cidadãos queimaram os símbolos equivalentes dos Estados Unidos e de Israel.

© Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  08/04/2026 

Os iranianos saíram à rua, na noite de terça-feira e na manhã desta quarta-feira, para celebrar o acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, que durará duas semanas. 

Nas imagens, tal como poderá ver na galeria acima, os cidadãos empunharam bandeiras do Irão e queimaram os símbolos equivalentes dos Estados Unidos e de Israel, aliado dos norte-americanos na guerra desencadeada contra Teerão.

As autoridades iranianas encararam o cessar-fogo como uma “vitória”, tendo em conta que as suas condições para as negociações foram aceites pelos Estados Unidos. Na sua ótica, o reconhecimento por parte do presidente norte-americano, Donald Trump, em pontos de discórdia corrobora a posição do Irão, sendo o resultado da unidade nacional, da paciência e da força militar demonstradas durante o conflito.

Aliás, o Irão apontou que a estratégia inicial dos Estados Unidos e de Israel, que consistia em tentar derrubar o governo iraniano mediante o assassinato de vários líderes, falhou, uma vez que as semanas que se seguiram colocaram em evidência a capacidade do Irão para sustentar operações militares e defender-se indefinidamente.

Por sua vez, Trump caracterizou o acordo como uma “vitória total e completa”, numa entrevista telefónica à agência de notícias AFP.

Já esta quarta-feira, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, assinalou que o magnata "conseguiu que o Irão implorasse" por um acordo de cessar-fogo, ao mesmo tempo que exaltou que "a Operação Fúria Épica foi uma vitória histórica e esmagadora no campo de batalha".

Note-se que o presidente dos Estados Unidos anunciou, na terça-feira à noite, ter estabelecido um acordo de cessar-fogo de duas semanas com o Irão, pouco antes de expirar o prazo que tinha dado para não destruir a civilização persa.

O acordo, confirmado por Teerão, prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, uma via fundamental para fazer chegar os produtos energéticos da região aos mercados internacionais. O estreito estava praticamente bloqueado pelo Irão desde que foi atacado pelos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.

Apesar do acordo de cessar-fogo, que entrou de imediato em vigor, segundo as partes, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos denunciaram hoje ter sofrido ataques aéreos iranianos.