quarta-feira, 8 de abril de 2026

HOSPITAL SIMÃO MENDES ENFRENTA ESCASSEZ DE REAGENTES E SALÁRIOS EM ATRASO

 Por RSM 08 2026

O Sindicato de Base do Hospital Nacional Simão Mendes denuncia a falta de reagentes no maior centro hospitalar do país.

A denúncia foi feita esta quarta-feira pelo presidente da organização, Braima Sambu, em declarações à imprensa. 

Segundo o sindicalista, a ausência de reagentes está a obrigar os pacientes a recorrerem a clínicas privadas para a realização de exames médicos, agravando o sofrimento da população.

“É verdade que não há reagentes no Hospital Nacional Simão Mendes, o que obriga os pacientes a procurarem clínicas para a realização de exames médicos, o que acarreta custos e dificulta ainda mais a situação”, afirmou Sambu.

Braima Sambu alertou ainda para as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde, destacando o atraso no pagamento de salários. De acordo com o responsável, técnicos contratados e higienistas estão há 31 meses sem receber, enquanto os técnicos conhecidos como “Cruz Verde” acumulam cerca de 14 meses de salários em atraso, e os anestesistas há 13 meses.

O presidente do sindicato defende que o hospital deve funcionar com normalidade, com autonomia na gestão dos seus fundos, propondo posteriormente a realização de uma auditoria.

“Queremos que deixem o Hospital Nacional Simão Mendes funcionar normalmente e que tenha liberdade para gerir os seus fundos e adquirir o que for necessário, realizando-se posteriormente uma auditoria”, apelou o sindicalista.

Sambu denunciou ainda que, durante o período das chuvas, algumas salas do hospital são encerradas. Nomeadamente na área de medicina em que quatro salas ficam fechadas, enquanto na maternidade duas a três salas deixam de funcionar. Por isso, pede a reabilitação urgente dessas infraestruturas. 

“Na medicina, quatro salas são fechadas no período das chuvas, enquanto na maternidade perdem-se duas ou três salas devido às más condições das infraestruturas. Por isso, pedimos que a situação seja resolvida com urgência”, alertou Braima Sambu.

Perante este cenário, o sindicalista acusa o governo de transição de falta de interesse na resolução dos problemas que afetam o Hospital Nacional Simão Mendes.

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