© Lusa 31/03/2026
Fontes citadas pela agência noticiosa italiana ANSA confirmaram a notícia veiculada pelo jornal Il Corriere della Sera.
O ministro da Defesa Italiano, Guido Crosetto, recusou o pedido dos EUA após serem conhecidos os planos de voo de diversas aeronaves norte-americanas cujo destino final era o Médio Oriente.
As mesmas fontes adiantaram que não houve quaisquer consultas ou pedidos de autorização semelhantes anteriormente junto das forças armadas de Itália.
O itinerário terá sido comunicado com os aviões já em trânsito, mas as autoridades italianas verificaram que não se tratava de voos normais ou de apoio logístico, ficando portanto de fora do previsto pelos tratados entre EUA e Itália para o uso de bases aéreas naquele país europeu.
A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.
Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.
A ofensiva israelo-americana foi justificada pela inflexibilidade da República Islâmica nas negociações sobre enriquecimento de urânio, no âmbito do seu programa nuclear, o qual Teerão garante destinar-se apenas a fins civis.
Nas retaliações, o Irão lançou também ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
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Um responsável de segurança do gabinete do governador de Isfahan confirmou hoje que ataques atingiram "instalações militares" nesta província do centro do Irão, onde se situa uma instalação nuclear.


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