© Francesco Militello Mirto/NurPhoto via Getty Images Por Lusa 15/05/2026
Volodymyr Zelensky visitou durante a manhã o local atingido por um míssil russo num bairro residencial da capital ucraniana, um dos ataques mais mortíferos em Kyiv desde o início da invasão russa, em 2022.
Entre os escombros do edifício parcialmente destruído, o chefe de Estado ucraniano depositou flores vermelhas em homenagem às vítimas.
"Estamos plenamente justificados em responder visando a indústria petrolífera russa, a produção militar e os responsáveis diretos pelos crimes de guerra cometidos contra a Ucrânia e os ucranianos", escreveu Zelensky nas redes sociais.
O balanço final do ataque russo, ocorrido na madrugada de quinta-feira, aponta para 24 mortos e cerca de 50 feridos.
Entre as vítimas mortais encontram-se três raparigas de 12, 15 e 17 anos.
Duas delas, Lyubava e Vira, de 12 e 17 anos, eram irmãs, de acordo com a escola frequentada por uma das jovens, que indicou também que o pai das adolescentes morreu anteriormente em combate.
A cidade de Kyiv observou um dia de luto, com bandeiras a meia haste e visitas de dezenas de diplomatas estrangeiros ao local do ataque.
"Esta não é uma zona militar, nem sequer uma infraestrutura energética. É simplesmente um edifício civil", esclareceu o encarregado de negócios da Polónia na Ucrânia, Piotr Lukasiewicz.
Os aliados ocidentais de Kyiv condenaram o ataque russo.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, considerou na quinta-feira que os bombardeamentos demonstram "a fraqueza" de Moscovo e a incapacidade russa de "pôr fim à sua guerra de agressão".
Ao mesmo tempo, as autoridades russas acusaram a Ucrânia de ataques com drones contra a cidade de Ryazan, a sudeste de Moscovo, que causaram pelo menos quatro mortos e 12 feridos.
O exército ucraniano reivindicou um ataque contra uma refinaria petrolífera na região.
Segundo o governador regional, Pavel Malkov, a região foi alvo de 99 drones ucranianos durante a noite.
O Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido 355 drones ucranianos sobre cerca de 15 regiões russas e sobre a Crimeia anexada.
Apesar da intensificação dos ataques, Kyiv e Moscovo realizaram hoje mais uma troca de prisioneiros de guerra.
A Rússia anunciou o regresso de 205 militares russos, enquanto Zelensky confirmou a libertação de 205 soldados ucranianos, muitos deles capturados em 2022 durante a defesa da cidade de Mariupol.
A troca integra uma operação mais ampla anunciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, depois de uma breve trégua de três dias mediada por Washington.
A anterior grande troca de prisioneiros, envolvendo mil pessoas de cada lado, ocorreu em maio de 2025, na sequência de negociações diretas entre russos e ucranianos em Istambul.
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