© Getty Images Por LUSA 08/05/2026
"Deveremos saber algo hoje. Quer dizer, estamos à espera de uma resposta deles. Veremos o que implica a resposta. A esperança é que seja algo que nos possa colocar num processo sério de negociação", afirmou em conferência de imprensa.
As declarações de Rubio surgem quando se cumpre um mês do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos e após as tensões entre ambas as partes na quinta-feira, no estreito de Ormuz, com ataques recíprocos.
Rubio disse que as escaramuças dos últimos dias nada tiveram a ver com a operação militar original, "Fúria Épica", e que os Estados Unidos apenas responderam a um ataque inicial do Irão.
"O que viram ontem [quinta-feira] foi contratorpedeiros norte-americanos a navegar em águas internacionais a serem atacados pelos iranianos, e os Estados Unidos responderam defensivamente para se protegerem", relatou.
Rubio disse que deixar que o Irão afundasse um navio norte-americano "seria inadmissível", pelo que "é necessário responder quando se é atacado".
"Não somos ingénuos", afirmou, citado pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP).
O chefe da diplomacia norte-americana foi questionado sobre a guerra com a República Islâmica e assegurou que "toda a gente está de acordo que é inaceitável que o Irão tenha uma arma nuclear".
Neste sentido, defendeu que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é o primeiro dirigente mundial a fazer algo concreto para evitar tal cenário.
Sobre a proposta de acordo de Washington a Teerão, Rubio expressou a confiança de que chegue ainda hoje, mas admitiu também dificuldades por o sistema de governo iraniano "continuar a estar muito fragmentado e algo disfuncional".
Rubio qualificou como "muito problemática" a possibilidade de o Irão estabelecer algum organismo para controlar o tráfego no estreito de Ormuz, fundamental para o comércio mundial de petróleo e gás.
"Isso seria muito problemático. Isso seria, de facto, inaceitável. Quer dizer, a normalização do controlo [pelo Irão] de vias navegáveis internacionais é tanto ilegal como simplesmente inaceitável", avisou.
O Irão anunciou na quarta-feira a criação de um novo organismo para gerir o tráfego marítimo no estreito de Ormuz, designada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês).
O Irão bloqueou o estreito de Ormuz em resposta aos ataques lançados contra o país pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.
O bloqueio da via por onde passava 20% do petróleo mundial antes da guerra causou uma crise nos preços de combustíveis e de vários bens a nível global.
Rubio considerou que o Irão está a desafiar a comunidade internacional e que, se o mundo aceitar, outros países farão o mesmo.
"O que vai o mundo fazer quanto a isso? Irá o mundo aceitar que o Irão controle agora uma via marítima internacional? Porque, se o mundo está disposto a aceitá-lo, que se prepare", avisou.
Rubio, sem citar nomes, garantiu que há "outros dez países que vão começar a fazer o mesmo nas suas vias marítimas internacionais, ou em vias marítimas próximas dos seus territórios".
"É inaceitável que esta prática seja normalizada", acrescentou, também citado pela agência espanhola EFE.
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O Chad declarou o estado de emergência durante 20 dias na Província do Lago, após o ataque que o grupo Boko Haram realizou esta semana contra uma base militar em Barka Tolorom, que matou 23 soldados, segundo informações oficiais.


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