© Benjamin Girette/Bloomberg via Getty Images Por LUSA 08/05/2026
"Ao longo da noite passada, o Exército russo continuou a atacar posições ucranianas. Às 7 da manhã, tinham sido registados mais de 140 ataques a posições na linha da frente", afirmou Zelensky, que denunciou também dez ataques russos localizados sobretudo na frente de Sloviansk e o lançamento de cerca de mil drones de vários tipos.
No mesmo sentido, Moscovo anunciou hoje ter destruído mais de 250 drones ucranianos desde a entrada em vigor, à meia-noite, da sua trégua unilateral de dois dias, anunciada pelo próprio Presidente Vladimir Putin, no âmbito das comemorações do 09 de maio, que a Rússia assinala como o dia vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazi em 1945.
Perante a continuação das agressões, Zelensky desaconselha os aliados de Moscovo a comparecerem às cerimónias previstas para a Praça Vermelha, assim como a Rússia apelou esta semana à população e aos diplomatas para que abandonassem Kyiv, a fim de evitarem eventuais ataques russos de "retaliação" caso a Ucrânia viesse a perturbar as festividades.
Com efeito, Zelensky sublinhou esta manhã que responderá ao longo do dia com a mesma moeda aos ataques russos realizados durante a madrugada, confirmando o que vem a ameaçar há dias, que a Ucrânia responderá de forma "simétrica" às agressões, assim como abster-se-á de lançar ataques, se o inimigo cumprir a trégua.
Zelensky começou por oferecer à Rússia, em reação à proposta de Putin, logo a partir de 06 de maio, uma trégua por tempo indeterminado, que o Kremlin ignorou.
As agressões prosseguem, portanto, de parte a parte.
O ministério russo da Defesa anunciou esta manhá através da plataforma de mensagens russa Max que "entre as 00h00 e as 07h00 [hora de Moscovo, 21h00 e 04h00 TMG], os meios de defesa aérea em serviço interceptaram e destruíram 264 [drones] ucranianos" em cerca de dez regiões, incluindo a da capital russa.
Na noite de quinta-feira, Volodymyr Zelensky declarou que a Ucrânia tinha "recebido mensagens de alguns Estados próximos da Rússia, indicando que os seus representantes planeavam deslocar-se a Moscovo", onde se realizará no sábado um desfile militar.
"Um desejo estranho (...) nos tempos que correm. Não o recomendamos", afirmou o chefe de Estado num discurso.
Os russos "querem que a Ucrânia lhes conceda uma autorização para organizar o seu desfile, para poderem sair em segurança para a Praça [Vermelha] durante uma hora, uma vez por ano, e depois retomarem os seus massacres", acrescentou.
Neste quadro, a Rússia anunciou já que não haveria equipamento militar no desfile de 09 de maio em Moscovo, pela primeira vez em quase 20 anos, assim como o número de convidados estrangeiros será este ano menor.
Apenas os líderes da Bielorrússia, da Malásia e do Laos assistirão ao evento, além dos das duas repúblicas separatistas georgianas apoiadas por Moscovo e não reconhecidas pela ONU, segundo o Kremlin.
Além disso, as autoridades russas ordenaram cortes intermitentes de internet até sábado em toda a capital russa.

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