© Osmancan Gurdogan/Anadolu via Getty Images Por LUSA 21/04/2026
"Consideramos que algo assim é inapropriado. No entanto, é evidente que devemos dialogar com Israel sobre as questões críticas", declarou Wadephul à chegada ao Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, ao referir-se a possíveis sanções.
A eventual suspensão do acordo de associação entre a União Europeia e Israel é um dos pontos da reunião no Luxemburgo, em que Portugal está representado pela secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, vai intervir na reunião, cuja agenda inclui também a navegação no estreito de Ormuz, a guerra na Ucrânia, o Cáucaso do Sul e a situação no Sudão.
Wadephul assinalou que a Alemanha criticou a recente introdução em Israel da pena de morte para condenados por assassínio terrorista, que será na prática aplicada apenas a palestinianos.
Recordou que o Governo chefiado por Friedrich Merz já tinha alertado anteriormente contra a iniciativa de Israel.
Disse também que Berlim tem uma posição muito clara sobre a violência dos colonos israelitas.
A Alemanha espera que o Governo de Israel se oponha à violência dos colonos "de forma mais clara e firme, e com todos os meios oferecidos pelo Estado de direito", afirmou, citado pela agência espanhola EFE.
A posição do Governo alemão quanto ao cumprimento do direito internacional é igualmente clara, no sentido de que "não deve haver qualquer anexação na Cisjordânia", afirmou Wadephul.
"Continuamos a insistir que deve ser viabilizada uma solução de dois Estados[ Israel e Palestina]", referiu.
Tal solução deve ser alcançada através de um "diálogo crítico e construtivo com Israel", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão.
Wadephul referiu-se ainda ao cessar-fogo e às conversações entre o Líbano e Israel, que "dão motivos para uma esperança cautelosa", e incentivou ambas as partes a prosseguir o caminho do diálogo.
Assinalou que são agora necessários acordos sólidos para a proteção da população civil do Líbano, segurança para os capacetes azuis da missão das Nações Unidas e uma pacificação duradoura no âmbito da Resolução 1701 da ONU.
"Ou seja, existe uma oportunidade para melhorar a situação no Médio Oriente e é este foco construtivo que quero implementar aqui", declarou.

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