sexta-feira, 27 de maio de 2022

O que devemos fazer para viver mais (e porque não o estamos a fazer)

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Notícias ao Minuto  27/05/22 

Viver mais pode ser um esforço que exige não só mudanças a nível individual, bem como uma mudança a nível social.

O Japão, a Suíça e a Coreia do Sul são os países com uma maior esperança média de vida.

A esperança média de vida é um indicador da saúde da população de um país, havendo dentro desse grupo pessoas que acabam por viver mais que outras e que nos levam a questionar: porquê?

Embora as pessoas estejam obviamente preocupadas com quando vamos morrer, certo é que não se trata apenas de viver ou morrer.  Trata-se, também, de viver uma vida tão longa (e saudável) quanto possível. Contudo, podemos estar perante um problema que não depende só de nós.

O El Pais recorda que os conselhos para viver mais são os já sabidos e aconselhados por médicos de todo o mundo:

  • Não fumar
  • Não consumir álcool ou, se o fizer, que sejam em quantidades pequenas
  • Praticar exercício físico diariamente
  • Consumir frutas e legumes
  • Não comer fast food

Mas se a 'receita' da longevidade é mais que sabida, porque teimamos em não seguir as indicações?

Segundo o El Pais, o facto de não seguirmos as regras está relacionado com o meio onde vivemos. Ou seja, o nosso bairro, o nosso emprego, a nossa classe social, o nosso género e até a educação que recebemos influenciam muito as opções que tomamos. 

Assim, escreve esta publicação, quando se define aqueles que são hábitos saudáveis para uma vida melhor, deve ter-se em conta, também, às determinantes sociais da saúde.

Posto isto, o El Pais sugere fazer um exercício diferente, realizado em 1999 por David Gordons, e em que as mudanças de vida aconselhadas são ao nível social. 

  • Não sejas pobre
  • Não tenhas pais pobres
  • Não tenhas um emprego stressante
  • Vive numa casa de boa qualidade
  • Não vivas ao lado de fábricas

Podem parecer recomendações absurdas, é facto. Contudo, sob um quadro de determinantes sociais da saúde, devem ser vistos como esforços coletivos que fazemos como uma sociedade para proteger e promover a saúde de todas as pessoas na sociedade. 

E é disso que se trata quando se fala de saúde pública: são esforços coletivos para melhorar a nossa saúde e bem-estar globais, para prevenir mortes prematuras e para aumentar a esperança de vida saudável da população.


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