terça-feira, 19 de maio de 2026

Ministro israelita manda demolir aldeia icónica na Cisjordânia... O ministro ultranacionalista israelita Bezalel Smotrich mandou hoje evacuar e demolir uma aldeia icónica na Cisjordânia em resposta a um mandado de detenção que terá sido pedido contra si ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

© Erik Marmor/Getty Images       Por  LUSA    19/05/2026 

Smotrich, ministro das Finanças, anunciou a ordem de demolição em direto nas redes sociais após revelar que foi informado na segunda-feira da decisão do gabinete do procurador do TPI de apresentar um pedido para ser detido.

O político ultranacionalista descreveu o TPI como o "tribunal antissemita de Haia", de acordo com a agência de notícias espanhola EFE.

O jornal israelita Haaretz, que noticiou o pedido de detenção de Smotrich no domingo, referiu que a medida se baseia em crimes de guerra e contra a humanidade no território palestiniano da Cisjordânia, ocupado por Israel.

Os mandados de detenção do TPI só são tornados públicos depois de o tribunal aceitar a proposta do gabinete do procurador.

"Emitir um mandado de detenção contra o primeiro-ministro é uma declaração de guerra. Emitir um mandado de detenção contra o ministro da Defesa e o ministro das Finanças é uma declaração de guerra", afirmou Smotrich.

O ministro referia-se às ordens de detenção do TPI contra Benjamin Netanyahu e contra o ex-ministro Yoav Gallant por crimes de guerra em Gaza e na Cisjordânia.

"E perante uma declaração de guerra, contra-atacaremos (...), assinaremos uma ordem para evacuar Khan al-Ahmar", acrescentou, aludindo à aldeia situada a leste de Jerusalém.

Após o discurso, a organização de direitos humanos israelita B'Tselem divulgou a ordem assinada pelo ministro, na qual Smotrich pede que se "realizem todos os preparativos necessários" para a evacuação de Khan al-Ahmar.

A aldeia beduína de cerca de 200 pessoas, situada junto ao colonato judaico de Kfar Adumim, representa um símbolo internacional contra a expropriação a que Israel submete os palestinianos, sobretudo na Área C da Cisjordânia.

A Área C corresponde a 60% do território que permanece sob controlo total israelita após os Acordos de Oslo.

Em maio de 2018, o Supremo Tribunal israelita já tinha ratificado que todas as construções da aldeia eram ilegais, argumentando que foram erguidas sem a necessária licença de construção israelita.

Dez dias após essa decisão, as autoridades israelitas aprovaram a construção de 92 novas unidades de habitação e de uma instituição educativa no colonato de Kfar Adumim.

Até ao momento, a pressão internacional, bem como as visitas de apoio efetuadas no passado por embaixadores, políticos e representantes da União Europeia, tinham travado o desalojamento forçado.

"A expulsão de Khan al-Ahmar faz parte de um plano governamental mais amplo para assumir o controlo de toda a zona central da Cisjordânia", denunciou, em comunicado, a organização não-governamental Peace Now, que monitoriza a expansão dos colonatos judaicos.

O plano visa "construir na [área] E1 e expulsar todas as comunidades palestinianas da região", acrescentou.

EAU afirmam que drones que visaram central nuclear partiram do Iraque... Os Emirados Árabes Unidos declararam hoje que os drones que visaram uma instalação nuclear no domingo partiram do Iraque, onde grupos apoiados pelo Irão têm dirigido ataques contra países vizinhos desde o início da guerra no Golfo.

© Getty Images   Por  LUSA   19/05/2026 

"No âmbito da investigação em curso sobre o ataque flagrante à instalação nuclear de Barakah, em 17 de maio de 2026, a monitorização e o rastreio técnico confirmaram que os três drones (...) partiram de território iraquiano", afirmou o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos em comunicado.

Desde domingo, as autoridades dos Emirados detetaram seis drones que "tentaram atacar áreas civis e vitais do país", segundo o Ministério da Defesa, e, após investigações, concluiu-se que "todos tiveram origem em território iraquiano", sem apontar nenhum grupo específico.

Nenhum grupo reivindicou a autoria dos ataques, que não provocaram vítimas nem causaram danos significativos à segurança das instalações visadas, segundo o comunicado.

Milícias xiitas apoiadas por Teerão lançaram repetidos ataques com drones contra os estados árabes do Golfo desde o começo, em 28 de fevereiro, da ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

Não houve registo de feridos ou fuga radiológica em Barakah após o ataque, que, segundo as autoridades dos Emirados, atingiu um gerador elétrico fora do perímetro interior das instalações, sem causar problemas de segurança.

Os Emirados Árabes Unidos, que albergam defesas aéreas e pessoal de Israel, acusaram recentemente o Irão de lançar ataques com drones e mísseis após o cessar-fogo acordado por Washington e Teerão, em vigor desde 08 de abril.

O porta-voz do Governo iraquiano, Bassem al-Awadi, sem abordar as conclusões do Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, emitiu hoje um comunicado a expressar "forte condenação" dos recentes ataques com drones contra os Emirados Árabes Unidos.

"Destacamos também a importância de uma cooperação regional e internacional eficaz para evitar qualquer escalada ou dano à estabilidade da região, ou qualquer ataque à segurança e soberania das nações irmãs e amigas", sustentou o executivo de Bagdad, que se opõe "categoricamente ao uso do seu território, espaço aéreo e águas territoriais para lançar ataques contra países vizinhos".

A central nuclear de Barakah, avaliada em 20 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros), foi construída pelos Emirados Árabes Unidos com apoio da Coreia do Sul e entrou em funcionamento em 2020.

É a única central nuclear do mundo árabe e pode satisfazer um quarto das necessidades energéticas do país.


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Os Emirados Árabes Unidos (EAU) consideraram hoje que o ataque com drones registado no domingo nas imediações da central nuclear de Barakah, em Abu Dhabi, foi um "ato terrorista" contra um "projeto pacífico".

Búfalo "Donald Trump" pesa 700 kg e é sensação no Bangladesh. As imagens... Um búfalo albino está fazer sucesso no Bangladesh e está a tornar-se uma celebridade na internet. A família do dono da quinta, onde está o animal, decidiu chamar-lhe "Donald Trump", um nome que os moradores locais admitem assentar bem, uma vez que dizem haver parecenças entre o búfalo e o presidente norte-americano.

© Syed Mahamudur Rahman/Nur Photo via Getty Images    Por  Notícias ao Minuto   19/05/2026 

Um búfalo albino está fazer sucesso no Bangladesh e está a tornar-se uma celebridade na internet. Aliás, a família do dono da quinta, onde está o animal, decidiu chamar-lhe "Donald Trump", um nome que os moradores locais admitem assentar bem.

O búfalo recebeu o nome do republicano porque os moradores locais consideram que o animal é "exatamente" parecido com Donald Trump. Desde então, o mamífero, que pesa cerca de 700 quilos, tem atraído multidões em Narayanganj, na véspera das celebrações do Eid al-Adha (Festa do Sacrífico, em tradução livre). 

De acordo com o The Business Standard, o búfalo "Donald Trump" viralizou nas redes sociais devido ao seu pelo dourado, tendo sido por isso descrita a semelhança com o presidente norte-americano. 

O dono da quinta onde está o animal, Ziauddin Mridham, explicou que o nome do búfalo começou por ser uma brincadeira da família: "O meu irmão mais nova batizou-o de Donald Trump, em tom de brincadeira, depois de ver o pelo na cabeça dele".

"É um animal calmo por natureza. Normalmente, os búfalos albinos são pacíficos e não se tornam agressivos a menos que sejam provocados", continuou. 

Apesar de ser uma atração, Mridham revelou que o animal já foi vendido. No entanto, muitos curiosos continuam a deslocar-se até à quinta para conhecerem o búfalo e, grande parte, concorda que é o nome "Donald Trump" é indicado. 

"Quando vi as fotos dele no Facebook, achei que era a cara do Donald Trump. A estrutura facial e até o penteado são iguais aos de Trump", disse uma mulher ao jornal Prothom Alo, acrescentando que o animal parecia muito mais "calmo e educado" que o presidente dos Estados Unidos.

Um outro visitante concordou com as semelhanças entre o búfalo e o republicano, dizendo que, "realmente, são parecidos", enquanto uma outra visitante disse ter achado exagerada a comparação. Mas, quando viu o búfalo pessoalmente, acabou por concordar com as restantes opiniões. 

Ziauddin Mridham, dono da quinta onde está o animal, indicou que búfalos albinos são considerados raros no sul da Ásia. No entanto, são conhecidos pelo temperamento dócil.

Veja as imagens na galeria.

Mas não há só o búfalo "Donald Trump" na quinta de Mridham. Segundo o India Times, existem um outro búfalo com um nome bem conhecido... Benjamin Netanyahu.

E, ao contrário do búfalo "Donald Trump", o búfalo "Benjamim Netanyahu" é descrito como energético, traquina e difícil, sendo conhecido por bufar alto e, de vez em quando, atacar os seus tratadores.

Os dois animais tornaram-se sensações na internet e a quinta onde vivem transformou-se num centro de atração para os mais  curiosos.


Hungria admite pela primeira vez retirar veto à adesão de Kyiv à UE... O primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, admitiu pela primeira vez levantar o veto de Budapeste à adesão da Ucrânia à União Europeia (UE), caso Kyiv adote medidas para respeitar uma minoria húngara.

© Lusa     19/05/2026 

Em conferência de imprensa, o novo primeiro-ministro afirmou que foi contactado por telefone pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, a quem informou que o Governo húngaro "começou consultas com o lado ucraniano a nível técnico de forma a reconquistar direitos culturais, educacionais e linguísticos da minoria húngara na Transcarpátia".

"Os 11 pontos que pedimos que sejam aceites são conhecidos por Bruxelas e pelo lado ucraniano. Não pedimos nada além do que qualquer minoria na Europa merece", comentou o primeiro-ministro conservador, numa declaração transmitida pela Euronews.

"Este é um pré-requisito para o possível contributo, em junho, para a abertura do primeiro capítulo de adesão" de Kiev à União Europeia, adiantou.

Esta é a primeira vez que Budapeste admite aceitar a adesão da Ucrânia, um cenário rejeitado pelo anterior governo húngaro, liderado pelo ultranacionalista Viktor Orbán, derrotado por Magyar nas eleições legislativas de abril, após 16 anos consecutivos no poder.

Após as eleições, Péter Magyar também mostrou resistência à adesão de Kiev aos 27, afirmando ser contra uma entrada rápida e por se tratar de um país em guerra.

No sudoeste da Ucrânia, a Transcarpátia acolhe uma importante minoria húngara, estimada em cerca de 100 mil pessoas, e que tem sido por vezes motivo de tensão, com a Hungria a acusar o Governo de Kiev de desrespeitar os direitos desta população.

Segundo a Euronews, o governo de Viktor Orbán, considerado pró-Moscovo, criou um plano de 11 pontos com o objetivo de restaurar os direitos da comunidade húngara na Ucrânia.

No final de abril, Magyar anunciou a intenção de se reunir com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no início de junho, para "ajudar a situação dos húngaros na Transcarpátia", propondo "um local simbólico" para o encontro, a cidade de Berehove, na Ucrânia, onde a maioria da população é húngara.

De acordo com a Euronews, a União Europeia exigiu que Kiev aplique um ambicioso plano de ação para as minorias, abrangendo húngaros, mas também romenos, polacos e búlgaros.

O Presidente ucraniano já afirmou que Kiev está a "trabalhar em todas as questões" ligadas à minoria étnica húngara, enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, afirmou disponibilidade parta dialogar com Budapeste sobre todas as questões, "com o objetivo de restaurar a confiança e as relações de boa vizinhança".

POPULAÇÃO COBRA UMA MAIOR SENSIBILIZAÇÃO, ANTES DO INÍCIO DO RECENSEAMENTO

Por  Rádio Sol Mansi   19/05/2026 

A população guineense exige que o Instituto Nacional de Estatística intensifique as ações de sensibilização, de forma a esclarecer a finalidade do Recenseamento Geral da População e Habitação, cujo início está previsto para o próximo dia 1 de junho.

A exigência foi feita esta terça-feira, através de uma reportagem realizada pela Rádio Sol Mansi em diferentes ruas da capital Bissau, com o objetivo de perceber se os cidadãos possuem conhecimentos básicos sobre o processo de recenseamento.

Durante a reportagem, vários entrevistados demonstraram falta de conhecimento sobre a iniciativa, enquanto outros afirmaram ter entendido que se tratava de mais um recenseamento eleitoral para futuras eleições. Outros tiveram uma real informação sobre o processo.

Perante a falta de informação, os cidadãos apelam aos responsáveis pelo processo para reforçarem as ações de sensibilização junto da população, sobretudo nas escolas, instituições públicas e privadas, campos de futebol e outros espaços de maior concentração popular.

O Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH) é uma operação estatística realizada pelo Governo para contar e conhecer melhor a população e as condições de habitação de um país.

Entretanto, ontem, o primeiro-ministro e também ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, elogiou o trabalho desenvolvido pelos técnicos do Instituto Nacional de Estatística, no quadro dos preparativos para o início do Recenseamento Geral da População e Habitação.

COMUNICADO FINAL DO CONSELHO DE MINISTROS... 19/05/2026


O Governo de transição aprovou esta terça-feira, em Conselho de Ministros, o projeto de decreto relativo à Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Setor do Caju, uma medida que visa revitalizar os pomares e impulsionar a transformação local da castanha de caju na Guiné-Bissau.

A decisão foi tomada durante a reunião presidida pelo Presidente da Transição, Horta Inta-A.

Segundo o comunicado final do encontro, a nova estratégia prevê um conjunto de ações destinadas a modernizar o setor, aumentar a produtividade e criar condições para a transformação local do produto, incluindo a instalação de uma fábrica nacional de processamento de caju.

O executivo considera que a iniciativa poderá contribuir para a valorização da principal cultura de exportação do país, criando mais oportunidades de emprego e reforçando a economia nacional.
Na mesma sessão, o Conselho de Ministros aprovou igualmente a proposta de Lei da Concorrência Nacional, destinada a garantir aos operadores económicos um sistema concorrencial considerado mais seguro, moderno e transparente.

O Governo validou ainda o projeto de decreto sobre a Política Nacional de Competências Digitais, uma medida que pretende reforçar a capacitação dos cidadãos nas áreas tecnológicas e digitais.
No capítulo das nomeações, Paulo Alberto da Silva foi designado novo diretor-geral do Turismo.

Rádio Sol Mansi: 19 05 2026 

A União Nacional de Imames da Guiné-Bissau (UNI-GB), anunciou hoje, terça-feira, em Gabú, que a reza do “Tabaski” será realizada no próximo dia 27 de maio. Aliu Candé, porta-voz da União de Imames, apelou à união entre os fiéis muçulmanos.

EUA vão testar míssil balístico intercontinental Minuteman III sem ogiva... Os Estados Unidos vão testar um míssil balístico intercontinental Minuteman III sem ogiva na quarta-feira, anunciaram hoje as Forças Armadas, sublinhando que o teste "foi planeado há anos" e "não é uma resposta aos acontecimentos mundiais atuais".

© Getty Images     Por  LUSA    19/05/2026 

"Um teste operacional de lançamento do míssil balístico intercontinental Minuteman III sem ogiva está programado para ocorrer entre às 12h01, no horário do Pacífico (20h01 em Lisboa), e às 18h01 (02h00 de quarta-feira em Lisboa) do dia 20 de maio, na região norte da base", referiu a Base Aérea de Vandenberg em um comunicado.

De acordo com os militares norte-americanos, "este é um lançamento de rotina, designado GT 256, que foi planeado há anos e não é uma resposta aos acontecimentos ao nível mundial", argumentando ainda que o objetivo "é validar e verificar a eficácia, o estado de prontidão e a precisão deste sistema de armas, de acordo com o Comando de Ataque Global da Força Aérea".

A Força Aérea dos EUA afirmou no seu portal que o Minuteman III, oficialmente conhecido como LGM-30 Minuteman, "é um elemento das forças de dissuasão estratégica da nação", antes de explicar que a sigla indica que se trata de um míssil guiado lançado de silo, concebido para atacar alvos terrestres.

"O Minuteman - concebido na década de 1950 e implantado na década de 1960 - é um sistema de armas estratégicas que utiliza um míssil balístico intercontinental.

Os mísseis são armazenados em silos reforçados para os proteger de ataques e estão ligados a um centro de controlo de lançamento subterrâneo através de um sistema de cabos reforçados", referiram.


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Taiwan denunciou hoje uma nova incursão de aeronaves militares chinesas próximo da ilha, coordenada com navios de guerra, poucos dias após a cimeira entre os Presidentes chinês e norte-americano, Xi Jinping e Donald Trump.

"Ucrânia a preparar ataques contra a Rússia a partir de território letão"... Os serviços de inteligência no estrangeiro da Federação Russa (SVR) acusaram hoje a Letónia de deixar que a Ucrânia lançasse drones a partir do seu território e avisaram de possíveis represálias contra o país europeu.

© REUTERS      Por  LUSA    19/05/2026 

"A Ucrânia está a preparar ataques contra a Rússia a partir de território letão", afirmou o SVR em comunicado, citado pela agência de notícias russa TASS.

De acordo com o SVR, "o regime de (Volodymyr) Zelensky está determinado em demonstrar aos seus apoiantes ideológicos e financeiros na Europa o potencial militar das Forças Armadas Ucranianas e a sua capacidade de prejudicar a economia russa".

"Por isso, o comando das Forças Armadas Ucranianas está-se a preparar para lançar uma série de novos ataques terroristas contra a retaguarda russa", lê-se no texto, acrescentando que há militares ucranianos estacionados na Letónia, nas bases militares de Adazi, Selonia, Lielvarde, Daugavpils e Khekabpils.

O SVR declarou que "as coordenadas dos centros de tomada de decisão em território letão são bem conhecidas e que a adesão do país à NATO não protegerá os cúmplices de terroristas de uma punição justa".

Recentemente, registaram-se voos por drones ucranianos do espaço aéreo de países bálticos para atacar infraestruturas da Rússia, particularmente na região de Leningrado, onde houve danos em terminais de exportação de petróleo bruto e em instalações portuárias.

A situação foi mal recebida na Letónia e a primeira-ministra Evika Silijna, foi obrigada a abdicar perante a contestação após dois drones ucranianos saírem da sua rota, a caminho da Rússia, e colidirem e danificarem um depósito de combustível na cidade de Rezekne, leste da Letónia.


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Pelo menos duas pessoas morreram e 17 ficaram feridas na hoje na sequência de um ataque com um míssil russo que atingiu vários edifícios na cidade de Pryluky, no norte da Ucrânia.

Ébola: África CDC declara emergência de saúde pública continental... A Agência de saúde da União Africana (Africa CDC) declarou na segunda-feira à noite "emergência de saúde pública" continental em resposta ao surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) e no Uganda.

© Shutterstock    Por  LUSA    19/05/2026 

O surto na RDC resultou em 131 mortes confirmadas e 513 casos suspeitos, de acordo com os dados mais recentes das autoridades congolesas. Uma morte foi reportada na vizinha Uganda.

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças de África (Africa CDC), num comunicado divulgado na noite de segunda-feira, "declarou oficialmente o surto em curso da estirpe Bundibugyo do vírus Ébola, que afeta a República Democrática do Congo e o Uganda, como uma emergência de saúde pública continental".

Esta declaração, segundo a agência de saúde, "fortalecerá a coordenação regional, facilitará a rápida mobilização de recursos financeiros e técnicos e consolidará os sistemas de vigilância e laboratoriais".

A agência de saúde manifestou ainda a sua preocupação com o "elevado risco de disseminação regional".

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que vai convocar hoje o seu comité de emergência para avaliar o surto de ébola.

O ébola matou mais de 15.000 pessoas em África nos últimos 50 anos. Durante os surtos anteriores, a taxa de mortalidade variou entre os 25% e os 90%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A estirpe do vírus responsável pelo surto atual chama-se Bundibugyo e não existe vacina ou tratamento específico para esta variante.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) também emitiu no domingo um alerta internacional sobre o surto de ébola, o seu segundo nível de alerta.

Os Estados Unidos anunciaram na segunda-feira que iriam reforçar os controlos sanitários nas suas fronteiras para combater o vírus.

O vírus ébola transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.


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O mundo está cada vez menos preparado para uma nova pandemia e, surpreendentemente, indicadores-chave que deveriam ter melhorado após a covid-19 regrediram, como o acesso a vacinas e outros suprimentos para lidar com uma nova emergência sanitária.

Rússia anuncia exercícios contra ameaça nuclear (milhares de soldados)... O Ministério da Defesa da Rússia anunciou que as Forças Armadas iniciaram hoje três dias de exercícios e treinos com armas nucleares, mobilizando milhares de soldados em todo o país.

© OLEKSII FILIPPOV/AFP via Getty Images    Por  LUSA   19/05/2026 

De acordo com uma nota de ministério, as forças da Federação Russa vão realizar um exercício de preparação e utilização das suas armas nucleares, para caso de ameaça e agressão.

O anúncio do Ministério da Defesa, que não detalha pormenores dos exercícios, coincide com o início da visita oficial do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, à República Popular da China.

No sábado, a Rússia sofreu um dos maiores ataques com drones lançados pela Ucrânia, em resposta aos ataques aéreos russos contra Kyiv.


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O governo da Federação Russa declarou hoje que as forças armadas abateram mais de 300 drones inimigos, enquanto as autoridades ucranianas relataram a interceção de 180 aeronaves russas.

IRÃO: Nova agressão? Teerão adverte EUA para resposta "rápida e poderosa"... O Irão advertiu hoje os Estados Unidos para não cometeram novamente um "erro de cálculo", garantindo que as Forças Armadas iranianas têm "o dedo no gatilho" para responder de forma "rápida, firme e poderosa" a qualquer nova agressão.

© Getty Images  19/05/2026  Por LUSA

As declarações surgem depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter adiado um ataque contra o país persa previsto para hoje.

"Anunciamos aos Estados Unidos e aliados que não cometam novamente um erro estratégico nem de cálculo", advertiu o comandante do quartel-general Jatam al Anbiya, o major-general Ali Abdolahi, num comunicado divulgado pela agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irão.

O alto responsável militar afirmou que a República Islâmica e as Forças Armadas se encontram numa posição de maior preparação militar em relação ao passado e prometeu uma resposta "rápida, decisiva, poderosa e abrangente" a qualquer nova agressão contra o país.

Donald Trump afirmou na segunda-feira que adiou por "um breve período de tempo" um ataque ao Irão previsto para hoje, com o objetivo de dar margem às negociações, depois de os aliados árabes lhe terem pedido para adiar "dois ou três dias".

"A Arábia Saudita, o Qatar, os Emirados Árabes Unidos e alguns outros pediram-me se poderíamos adiá-lo por dois ou três dias, um curto período, porque acreditam que estão muito perto de chegar a um acordo", declarou.

Na rede social Truth Social, Trump advertiu que, apesar do adiamento, ordenou aos comandantes militares que estivessem "preparados para um ataque em grande escala contra o Irão a qualquer momento, caso não se chegue a um acordo aceitável".

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, afirmou, na segunda-feira, que as negociações de paz com os Estados Unidos prosseguem através da troca de propostas via Paquistão, e que Teerão entregou a resposta às últimas considerações de Washington.

As negociações entre Washington e Teerão para pôr fim à guerra iniciada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel não avançaram desde que começaram, a 11 de abril, em Islamabade, devido a divergências, especialmente em torno do programa nuclear iraniano e da situação no estreito de Ormuz.

Mais de 145.000 crianças dos EUA foram separadas dos pais pelo ICE... Mais de 145.000 crianças americanas sofreram com a ausência de um dos pais por ter sido preso, desde que Donald Trump voltou a ser Presidente dos EUA, em janeiro de 2025, segundo um relatório da Brookings Institution.

© Lusa   19/05/2026 

Além disso, mais de 22.000 crianças tiveram ambos os progenitores presos, de acordo com o mesmo documento.

Em concreto, o estudo estabelece que são 146.635 os menores afetados pelas políticas migratórias de Trump e que, deste número, 36,5% têm menos de seis anos, 36,1% têm entre seis e 12 anos e o restante, entre 13 e 17 anos.

Quanto à nacionalidade dos pais detidos, o relatório da Brookings indica que a mais afetada é a mexicana, com até 53,7% do total, seguida da guatemalteca e da hondurenha, com 15% e 10,7%, respetivamente.

O estudo também analisa o local onde ocorreram as detenções, e Washington D.C. e Texas concentram a maior proporção de crianças, que são cidadãs americanas, com um progenitor afetado, com mais de cinco por cada 1.000.

A análise da Brookings realça que não existem dados fiáveis sobre quantos detidos ou deportados têm filhos nos Estados Unidos, nem sobre o que acontece com as crianças quando o seu progenitor é detido, pelo que se concentram nos detidos, sobre os quais têm "melhor informação do que sobre os deportados".

Estes números, relativos aos menores afetados pelas decisões na política migratória da Casa Branca, refletem a intensidade do trabalho realizado pelo Serviço de Imigração e Controlo de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês), desde que Trump regressou ao poder, e que gerou protestos por todo o país.

Atualmente, e segundo o relatório da Brookings, cerca de 60.000 pessoas encontram-se detidas, e quase 400.000 foram transferidas para centros de detenção do ICE.

A análise da Brookings recolhe as dúvidas sobre o destino das crianças que são separadas dos seus progenitores e inclui recomendações de associações que "encorajam os pais que desejam que os seus filhos continuem nos Estados Unidos a elaborar um plano de preparação familiar, designando um amigo ou familiar próximo que se encarregará da criança se eles não puderem fazê-lo.

Em muitos desses casos, o Governo desconhece a existência de crianças que ficam para trás, e a maioria dos pais prefere evitar o contacto com o sistema de bem-estar infantil, mesmo que apenas disponham de opções de cuidado deficientes, salienta o estudo migratório.

Além disso, o relatório aponta que o número de crianças cidadãs americanas que enfrentam a ameaça de separação familiar é muito maior do que os 145.000 que se estima que a sofreram durante o período da segunda administração Trump.

Brooklings calcula que existem 13 milhões de adultos indocumentados ou com estatuto migratório irregular, com proteção parcial e que, entre as suas famílias, se encontram mais de 4,6 milhões de crianças cidadãs americanas que vivem com um progenitor em risco de deportação, incluindo quase 2,5 milhões de crianças que poderão enfrentar a detenção de ambos.


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Num comunicado, o Exército Popular de Libertação afirmou que as manobras fazem parte do plano anual de treino e têm como objetivo "testar e melhorar" as capacidades de combate

𝗠𝗘𝗡𝗦𝗔𝗚𝗘𝗠 𝗗𝗘 𝗙𝗘𝗟𝗜𝗖𝗜𝗧𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖 𝗘 𝗗𝗢 𝗦𝗘𝗨 𝗣𝗥𝗘𝗦𝗜𝗗𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗔𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗖𝗩 𝗣𝗘𝗟𝗔 𝗩𝗜𝗧𝗢́𝗥𝗜𝗔 𝗡𝗔𝗦 𝗘𝗟𝗘𝗜𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦 𝗖𝗔𝗕𝗢𝗩𝗘𝗥𝗗𝗜𝗔𝗡𝗔 𝗗𝗢 𝗗𝗜𝗔 𝟭𝟳 𝗗𝗘 𝗠𝗔𝗜𝗢 𝟮𝟬𝟮𝟲

Por  PAIGC 2023 

Camarada Francisco de Carvalho

Presidente do PAICV

Bissau, 19 de maio de 2026

Camarada Presidente,

O PAIGC recebeu com imensa satisfação a notícia da vitória do PAICV nas eleições legislativas realizadas em Cabo Verde no passado fim de semana.

Em nome do PAIGC e em meu próprio nome, felicito calorosamente os militantes, os simpatizantes e o Presidente do PAICV por esta expressiva conquista eleitoral.

Esta vitória, alcançada com maioria absoluta num escrutínio altamente disputado, reflete de forma inequívoca a vontade de mudança do povo cabo-verdiano e a confiança renovada depositada no PAICV e no seu programa eleitoral Um Cabo Verde Para Todos.

O PAIGC aproveita esta ocasião para saudar o povo irmão de Cabo Verde pela elevada maturidade democrática uma vez mais demonstrada, através de um processo eleitoral que se revelou um exemplo notável para África e para o mundo.

Permita-me, Camarada Presidente, desejar-lhe os maiores êxitos na condução dos destinos de Cabo Verde nos próximos anos, em benefício de toda a população do Arquipélago e da sua Diáspora.

Cordialmente,

Domingos Simões Pereira

Presidente

segunda-feira, 18 de maio de 2026

PJ DESMANTELA REDE DE TRÁFICO DE PESSOAS E DETÉM 40 ESTRANGEIROS EM BÔR

Por  RSM 18 05 2026

A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou uma rede de tráfico de pessoas e auxílio à imigração ilegal durante uma operação de grande escala realizada na zona de Matadim, em Bôr, onde foram detidos 40 cidadãos estrangeiros, na sua maioria provenientes da Guiné-Conacri.

A informação foi avançada esta segunda-feira pelo chefe do núcleo da Polícia Judiciária à imprensa, durante a apresentação das vítimas nas instalações de Bandim.

Segundo Braima Cissé, os quatro presumíveis autores da rede encontram-se detidos e deverão ser apresentados amanhã ao Ministério Público para a conclusão do processo judicial.

“A maioria deles são de nacionalidade da Guiné-Conacri, sendo que quatro dos autores já estão na cela da PJ, por isso posso vos informar que amanhã serão entregues ao Ministério Público”, salientou Cissé.

Por outro lado, o chefe do núcleo da Polícia Judiciária afirmou que, dentro em breve, a direção da PJ irá informar as embaixadas dos respetivos países de origem das vítimas e dos suspeitos envolvidos no caso.

“A Direção da Polícia Judiciária em breve comunica às embaixadas dos respetivos detidos”, garantiu Braima Cissé.

Cissé apelou ainda aos cidadãos para optarem pelas vias legais de emigração para a Europa, alertando que, caso contrário, poderão cair nas mãos deste tipo de redes criminosas.

“A melhor via de fazer a viagem para a Europa é a via legal, porque temos as embaixadas para regularizar os processos e pedidos de vistos”, apelou o chefe do núcleo da PJ.

Importa recordar que, em 2025, a Polícia Judiciária havia promovido uma megaoperação em vários bairros da cidade de Bissau, do mesmo género, na qual desmantelou uma estrutura criminosa altamente organizada, liderada por cidadãos estrangeiros, dedicada ao tráfico de pessoas e ao auxílio à imigração ilegal.

Número de mortos em ataques israelitas no Líbano atinge os três mil... O número de mortos no Líbano em ataques israelitas no conflito entre Israel e o grupo xiita Hezbollah atingiu os três mil desde o início de março, informaram hoje as autoridades de Beirute.

Por LUSA 

Segundo o último balanço do Ministério da Saúde do Líbano, foram registados três mil mortos, entre os quais 211 menores e 116 profissionais de saúde, e 9.273 feridos, além de mais de um milhão de deslocados.

Os ataques entre Israel e o Hezbollah prosseguem apesar de um cessar-fogo em vigor desde 17 de abril, no âmbito de negociações de paz, mediadas pelos Estados Unidos entre representantes libaneses e israelitas, que não são reconhecidas pelo grupo xiita apoiado pelo Irão.

As delegações de Israel e do Líbano acordaram na sexta-feira um prolongamento de 45 dias da trégua e novas rondas de conversações para os dias 02 e 03 de junho, bem como uma reunião a nível militar no Pentágono em 29 de maio.

Israel e Líbano, que não têm relações diplomáticas, tinham realizado anteriormente duas rondas de diálogo inicial na capital norte-americana, em 14 e 23 de abril, que resultaram no acordo de cessar-fogo.

No entanto, Israel continuou a bombardear o Líbano e as suas operações terrestres no sul do Líbano, enquanto o Hezbollah prossegue os ataques contra o território israelita e as suas tropas.

O número de mortos em consequência dos ataques israelitas no Líbano ultrapassa os 400 desde o início do cessar-fogo, segundo uma contagem da agência France Presse baseada em dados oficiais.

Após a última ronda negocial em Washington, as autoridades libanesas pediram um mecanismo independente e garantias dos Estados Unidos em relação ao cessar-fogo.

"O prolongamento da trégua e a implementação de uma componente de segurança facilitada pelos Estados Unidos oferecem um alívio essencial aos nossos cidadãos, fortalecem as instituições do Estado e abrem caminho para uma estabilidade duradoura", afirmou a delegação libanesa, segundo um comunicado divulgado pela presidência.

O Presidente libanês, Joseph Aoun, comprometeu-se hoje a fazer "o impossível" para colocar um fim ao conflito, num comunicado da presidência libanesa.

Segundo a mesma nota, as negociações com Israel têm incidido sobretudo na retirada das forças israelitas do território libanês e no regresso dos deslocados internos as suas casas.

Contudo, salientou que, "para evitar os fracassos de acordos anteriores", é necessário "implementar um processo gradual e verificável", apoiado por Washington.

O Hezbollah opõe-se a estas conversações e o seu líder, Naim Qassem, ameaçou que vai tornar os confrontos "num inferno" para Israel, que por sua vez avisou repetidamente as autoridades de Beirute que, se não desarmar nem controlar as milícias libanesas, irá fazê-lo no seu lugar. 

O Líbano foi arrastado pelo grupo xiita apoiado e financiado pelo Irão para a guerra desencadeada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica, ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos no Líbano e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho durante o conflito anterior.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra de Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e que foi interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão. 

Nas negociações indiretas com Washington, Teerão exige que qualquer trégua no conflito no Golfo inclua também o Líbano, ou seja, que Israel cesse os ataques ao Hezbollah.

“CASO ALFÂNDEGAS DE BISSAU”: Cinco suspeitos em prisão preventiva por alegadas fraudes aduaneiras

Por RSM 18 05 2026

A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou esta segunda-feira que cinco indivíduos estão em prisão preventiva no âmbito do chamado “Caso Alfândegas de Bissau”, um processo que investiga alegadas fraudes em procedimentos de desalfandegamento envolvendo funcionários públicos, despachantes oficiais e outros cidadãos.

Segundo um comunicado divulgado pelo Gabinete de Imprensa e Relações Públicas da PGR, o processo é conduzido pelo Gabinete de Luta contra a Corrupção e Delitos Económicos (GLCCDE), com investigação da Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Repressão a Delitos Económicos e da Criminalidade contra a Economia Nacional.

As autoridades indicam que as investigações têm como alvo supostas irregularidades praticadas nos serviços da Direção-Geral das Alfândegas e da Direção-Geral do Tesouro, relacionadas com esquemas fraudulentos de desalfandegamento.

A mesma fonte avança ainda que no decorrer da operação, foram efetuadas detenções fora de flagrante delito de sete cidadãos guineenses, entre os quais cinco homens e uma mulher, numa primeira fase, e mais dois homens numa segunda fase.

De acordo com a PGR, no dia 17 de abril de 2026, cinco suspeitos foram presentes ao Juízo de Instrução Criminal para primeiro interrogatório judicial. Após apreciação do caso e em conformidade com a promoção do Ministério Público, o juiz aplicou a medida de coação de prisão preventiva a três dos arguidos.

"Posteriormente, no dia 11 de maio de 2026, outros dois suspeitos foram igualmente ouvidos pelo Juízo de Instrução Criminal, tendo ambos ficado sujeitos à prisão preventiva.

Além das detenções, as autoridades judiciais aplicaram medidas de coação alternativas a outros suspeitos. Dois indivíduos ficaram sujeitos à obrigação de permanência, cumulada com apresentação periódica semanal, enquanto quatro outros passaram a cumprir apenas a obrigação de apresentação periódica semanal", lê-se no mesmo documento.

Segundo o Ministério Público, o processo conta atualmente com 15 suspeitos constituídos, dos quais cinco permanecem em prisão preventiva, e avança que os factos sob investigação podem configurar, em abstrato, os crimes de contrabando qualificado, peculato, corrupção ativa e passiva, falsificação qualificada e branqueamento de capitais.

A Procuradoria-Geral da República esclarece ainda que o processo continua em segredo de justiça.

Legislativas/reação. Francisco Carvalho celebra vitória do PAICV e promete “um novo Cabo Verde”

Com OPAÍS.cv -18 Maio, 2026

O Presidente do PAICV, Francisco Carvalho, considerou esta madrugada, que os Cabo-verdianos deram uma “mensagem clara” nas eleições legislativas, ao confirmarem a vitória do Partido num dos escrutínios mais disputados da história democrática do País

O líder do Partido vencedor das eleições agradeceu aos eleitores no Arquipélago e na Diáspora e afirmou que “a partir de hoje há um novo Cabo Verde”.

Na sua primeira reação após a divulgação dos resultados provisórios, Francisco Carvalho classificou o dia como “extraordinário”, defendendo que a democracia Cabo-verdiana voltou a demonstrar a importância da vontade popular.

O Presidente do PAICV reconheceu que a disputa eleitoral foi renhida e admitiu que, em determinados momentos, se perspetivava um cenário de maioria relativa.

Apelos à transparência eleitoral

Durante a intervenção, Francisco Carvalho levantou preocupações sobre alegadas irregularidades durante o processo eleitoral, apelando a um debate público mais aprofundado sobre práticas que, segundo afirmou, marcaram a campanha. Referiu alegações de compra de votos, distribuição de cestas básicas, movimentações financeiras e assinatura de contratos em período eleitoral, defendendo que esses temas não devem ser ignorados pelas instituições, analistas e órgãos de Comunicação Social.

Francisco Carvalho considerou ainda que Cabo Verde deve promover uma reflexão sobre o funcionamento da sua democracia e sobre a transparência dos processos eleitorais.

Mensagem dirigida à Diáspora e ao País

Na declaração feita perante militantes e apoiantes, o Presidente do PAICV dirigiu agradecimentos aos Cabo-verdianos residentes no País e na Diáspora, sublinhando o contributo de todos os que participaram na campanha e no processo eleitoral.

Os resultados provisórios das eleições legislativas continuam a ser atualizados pela CNE, num contexto em que o PAICV surge na dianteira da votação nacional. Francisco Carvalho garante ser maioria absoluta.


@eleicoes.cv

O Primeiro-Ministro e líder do MpD reconheceu a vitória do PAICV nas eleições legislativas de 2026 em Cabo Verde e afirmou que irá demitir-se do cargo de presidente do partido.

 

domingo, 17 de maio de 2026

Mais de mil drones no maior ataque do último ano à Rússia. "Ucrânia está nitidamente a aumentar a sua capacidade"

"Calma antes da tempestade". Trump ameaça retomar ofensiva contra Irão... Donald Trump voltou a fazer uma publicação nas redes sociais onde parece estar a ameaçar retomar os ataques contra o Irão. A publicação acontece numa altura em que várias fontes adiantam que tanto os Estados Unidos como Israel se estão a preparar para retomar a ofensiva em breve.

© @realDonaldTrump/Truth Social     noticiasaominuto.com  17/05/2026 

O presidente dos Estados Unidos voltou a deixar uma publicação nas redes sociais, onde aparenta estar a ameaçar retomar a ofensiva contra o Irão em breve.

A imagem, partilhada na rede social Truth Social no sábado, terá sido gerada por Inteligência Artificial (IA) - algo que já se tornou um hábito de Donald Trump - e mostra o presidente norte-americano num navio com a frase "Foi a calma antes da tempestade", possivelmente referindo-se ao período de cessar-fogo que ainda vigora entre os Estados Unidos e o Irão.

Na imagem, Trump usa um chapéu vermelho com a frase "Make America Great Again", o seu lema de campanha, e uma camisola branca onde se pode ler "Trump - Comandante-chefe". Atrás de si está um oficial da Marinha, que não foi identificado.

O cenário por trás de Trump mostra um mar agitado durante uma tempestade, com várias embarcações a navegar. Uma delas, pode-se ainda ver na imagem, está identificada com a bandeira do Irão.

A publicação acontece numa altura em que várias fontes já adiantaram que os Estados Unidos e Israel estão a planear retomar os ataques contra o Irão nos próximos dias. Segundo o The New York Times, que cita dois altos representantes do Médio Oriente, Washington e Telavive estão a realizar "preparações intensas - as maiores desde que o cessar-fogo entrou em vigor - para a possível retomada dos ataques contra o Irão já na próxima semana".

A informação não é desmentida por parte dos Estados Unidos e, aliás, Trump parece corroborar esta teoria. No sábado, durante uma chamada com a BFMTV, o presidente norte-americano foi perentório ao afirmar que os iranianos "deveriam fazer uma acordo", ameaçando que "se não o fizerem, vão passar por um mau bocado".

Do lado de Israel, o Channel 12 também está a reportar que Telavive se está a preparar para retomar a guerra contra o Irão. Aliás, este domingo, o primeiro-ministro israelita anunciou que vai falar com Donald Trump ainda hoje.

"Os nossos olhos estão bem abertos no que toca ao Irão", afirmou Benjamin Netanyahu, durante uma reunião do seu governo em Jerusalém, citado pelo The Times of Israel. "Certamente vou ouvir as impressões dele [Donald Trump] durante a sua visita à China e possivelmente sobre outras coisas também. Certamente há muitas possibilidades e nós estamos preparados para todos os cenários", acrescentou.

Cessar-fogo com Irão em vigor desde 8 de abril, mas não há acordo

Os Estados Unidos, Israel e o Irão acordaram um cessar-fogo no início de abril, que entrou em vigor no dia 8 desse mesmo mês após, em fevereiro, Washington e Telavive terem lançado um ataque conjunto contra Teerão que matou vários altos representantes iranianos, inclusive o então líder supremo.

Desde a entrada em vigor do cessar-fogo que os Estados Unidos e o Irão negoceiam um acordo de paz para pôr fim à guerra, contudo ainda sem sucesso.

Segundo a agência estatal iraniana, a última proposta do Irão tinha rejeitado qualquer negociação sobre o programa nuclear e exigido o fim da guerra em todas as frentes. Para além disso, determinava ainda o levantamento das sanções impostas contra o país, a libertação dos fundos iranianos bloqueados e ainda compensações dos Estados Unidos e de Israel pelos danos causados pela guerra.

Trump reagiu ao documento, apelidando-o de "lixo" e "inaceitável" e os Estados Unidos terão respondido com a própria proposta que, segundo a agência Fars, exige ao Irão a entrega do urânio altamente enriquecido e a limitação do programa nuclear a uma única instalação ativa como condições para avançar as negociações de paz. Para além disso, Washington exige também a renúncia a compensações por danos de guerra.


Leia Também: EUA exigem ao Irão entrega de urânio enriquecido e limitação nuclear

Os Estados Unidos exigiram ao Irão a entrega do urânio altamente enriquecido e a limitação do programa nuclear a uma única instalação ativa como condições para avançar as negociações de paz, indicou hoje fonte oficial.

Cabo-verdianos já votam para as oitavas eleições legislativas... Janete Santos foi hoje uma das primeiras a votar para as oitavas eleições legislativas em Cabo Verde, numa das mesas da Escola Secundária Cesaltina Ramos, também conhecida como Escola Técnica, na capital, Praia.

© Lusa    17/05/2026 

"É muito importante votar, é um passo importante, o que estamos a dar hoje", referiu, preocupada com a abstenção.

"É complicado haver uma parcela da população que não se interessa, que não quer exercer o voto", acrescentou, apelando a que todos se dirijam às urnas.

Apesar de a abertura da votação estar marcada, em todo o arquipélago, para as 08:00 (10:00 em Lisboa), Janete Santos só o conseguiu fazer passado cerca de meia-hora, devido à verificação dos boletins de voto, urnas e outros procedimentos.

Alguns de eleitores já faziam fila quando tudo ficou pronto para a escolha dos 72 deputados do parlamento que ditará a composição do novo Governo.

Ao lado, Dulcelina Furtado foi votar porque, disse, "votar é uma lei", para mostrar que é "uma cidadã cabo-verdiana".

Em outra das três mesas da escola, Francisco Tavares também votou cedo, porque é algo que ninguém pode fazer por ele.

"Cada um escolhe à sua maneira, eu já fiz a minha escolha, os outros podem fazer a sua também", disse à Lusa o cidadão cabo-verdiano que diz que sempre votou.

Da mesma forma, Samira Pereira exerce o seu direito "pelo melhor do país".

"É simples, é fácil e é bonito", rematou, antes de sair do recinto da escola, onde as filas começavam a crescer à medida que a manhã avançava.

As eleições de hoje vão decorrer em cerca de mil mesas de voto nas ilhas, onde estarão abertas até às 18:00 (20:00 em Lisboa), enquanto junto da diáspora haverá mais de 200 com o seu próprio horário - só em Portugal serão 84 mesas.

São chamados às urnas 344.284 inscritos no arquipélago e 72.051 no estrangeiro.

Em comparação com as últimas legislativas, em 2021, há um crescimento de 6%, mais expressivo junto da diáspora.

Na sexta-feira, o Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, apelou à participação nas eleições, considerando que "a abstenção fragiliza a democracia".

Nas legislativas de 2016 a abstenção foi de 34%, crescendo para 42% em 2021, durante um período de restrições devido à pandemia de covid-19.

A ilha de Santiago, que inclui a capital, Praia, elege 33 dos 72 deputados e é a única onde há dois círculos eleitorais.

As restantes oito ilhas (cada uma corresponde a um círculo) elegem outros 33 deputados e os três círculos no estrangeiro escolhem seis deputados.

A votação no arquipélago será acompanhada por cerca de 200 observadores internacionais.

Depois do fecho das urnas, a Direção-Geral de Apoio ao Processo Eleitoral (DGAPE) tem um portal para divulgação dos resultados provisórios, à medida que os votos forem contados, no endereço eleicoes.cv na Internet, a partir das 19:00 de Cabo Verde (21:00 em Lisboa).

O Movimento para a Democracia (MpD, no poder desde 2016) e o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) têm-se alternado na liderança do país, sempre com maiorias absolutas na Assembleia Nacional, desde as primeiras eleições livres, em 1991.

Para estas eleições, os dois partidos apresentaram listas nos 13 círculos eleitorais.

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), terceira força parlamentar, concorre em 10 círculos, ficando de fora nas ilhas Brava, do Maio e da Boa Vista.

O Partido Popular (PP) e o partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS), sem representação parlamentar, concorrem, cada qual, em seis círculos.