Por: Rádio Jovem
O Governo de transição da Guiné-Bissau determinou que, no presente ano letivo 2025/2026, a nota mínima para a passagem de classe em todas as escolas do país passa a ser dez valores.
Segundo o Executivo, a decisão enquadra-se na dinâmica adotada pelos países da sub-região da África Ocidental.
Em entrevista à Rádio Jovem, o inspetor-geral da Educação, Mamadú Banjai, afirmou que a Guiné-Bissau é o único país da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que continua a aplicar a nota positiva a partir de doze valores no sistema de ensino.
De acordo com o responsável, até mesmo Portugal, país cujo modelo educativo a Guiné-Bissau segue em grande medida, considera positiva a classificação a partir de dez valores.
A decisão, no entanto, tem gerado reações divergentes, algumas vozes defendem que o país ainda não reúne condições para aplicar a nota dez como critério de passagem de classe, apontando vários fatores que contribuem para o fracasso do sistema educativo guineense.
Em resposta às críticas, Mamadú Banjai sublinhou que a qualidade do ensino não depende exclusivamente da nota mínima estabelecida.
O inspetor-geral denunciou ainda que, atualmente, muitos professores não estão a cumprir integralmente os programas letivos, frisando que o principal desafio do setor é a qualidade do ensino, e não a fixação da nota dez como média de aprovação.

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