quinta-feira, 14 de maio de 2026

EUA dizem que Irão perdeu 90% da capacidade de defesa... O exército norte-americano disse hoje que o Irão perdeu cerca de 90% das capacidades de defesa devido à campanha dos Estados Unidos e de Israel, mas avisou que Teerão continua a representar uma ameaça.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images     Por  LUSA   14/05/2026 

O balanço da campanha militar contra o Irão foi apresentado pelo almirante Brad Cooper, líder do Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM), durante uma audição no Senado norte-americano. 

Cooper afirmou que os bombardeamentos, iniciados a 28 de fevereiro, destruíram "90% da base industrial de defesa" iraniana e reduziram significativamente a capacidade militar da República Islâmica.

"As capacidades bélicas do Irão foram significativamente reduzidas e já não representam uma ameaça para os parceiros regionais ou para os Estados Unidos da mesma forma que antes", garantiu o almirante.

O comandante norte-americano acrescentou que Teerão vai necessitar de vários anos para reconstruir o arsenal militar destruído durante a campanha aérea, mas, ainda assim, Cooper alertou os senadores que o Irão continua a possuir meios militares capazes de desestabilizar a região.

"É um país muito grande. Ainda possuem algumas capacidades militares", explicou Cooper, acrescentando que os ataques norte-americanos e israelitas afetaram seriamente a capacidade iraniana de apoiar grupos aliados no Médio Oriente, incluindo o palestiniano Hamas, o libanês Hezbollah e os iemenitas huthis.

Segundo Cooper, estes grupos têm sido responsáveis por parte significativa da instabilidade regional enfrentada pelos Estados Unidos e pelos seus aliados.

O almirante evitou, contudo, responder em detalhe a várias perguntas dos senadores sobre os objetivos estratégicos da campanha, os efeitos concretos na cadeia de abastecimento aos grupos aliados do Irão e a existência de fontes alternativas de financiamento e armamento, alegando tratar-se de informação classificada.

Durante a audição, Cooper justificou o início da operação militar com os ataques atribuídos a grupos apoiados por Teerão contra interesses norte-americanos na região.

Segundo o comandante do CENTCOM, tropas e diplomatas dos Estados Unidos foram alvo de mais de 350 ataques nos 30 meses anteriores ao início da ofensiva.

A audição decorreu numa altura em que se completa um mês desde o cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos, alcançado depois de semanas de confrontos e bombardeamentos intensos.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) iraniano, Abbas Araghchi, alertou hoje para a "frágil realidade" no Médio Oriente, que atribui em particular aos Estados Unidos, um país descrito como um "império em declínio" a "agir por desespero".

Ucrânia: Merz critica Moscovo por usar violência em vez da negociação... O chanceler alemão, Friederich Merz, condenou hoje a Rússia pela ofensiva aérea intensiva na Ucrânia nos últimos dias, que "mostra que Moscovo está a optar pela escalada em vez da negociação" de paz.

© Samuel Corum/Sipa/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA  14/05/2026 

"Kyiv e os seus parceiros estão prontos para negociações que visam uma paz justa. A Rússia, no entanto, continua a guerra", criticou o líder alemão nas redes sociais. 

Os ataques russos desta manhã provocaram pelo menos 12 mortos, incluindo duas crianças, e dezenas de feridos em Kyiv, segundo as autoridades de emergência, que continuavam as buscas por dezenas de desaparecidos.

No seguimento de três dias consecutivos de ataques russos, o Governo ucraniano pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.

"Instruí que uma reunião com o Conselho de Segurança da ONU seja convocada imediatamente e que outros fóruns internacionais sejam utilizados para responder aos assassínios de civis ucranianos e aos ataques contra pessoal humanitário pela Rússia", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia nas redes sociais.

Andriy Sybiga relatou que a Rússia lançou 675 drones e 56 mísseis contra Kyiv nas últimas 24 horas, marcando o maior ataque desde o cessar-fogo acordado durante as celebrações, no passado fim de semana em Moscovo, do 81.º aniversário do Dia da Vitória das forças soviéticas sobre a Alemanha nazi.

"Um terrorismo russo de tal escala exige fortes respostas internacionais, e apelo a todos os Estados para que reajam", reforçou Sybiga, que convidou o corpo diplomático para visitar um dos locais mais atingidos pelos ataques russos na sexta-feira, dia de luto oficial na capital ucraniana.

O chefe da diplomacia de Kyiv justificou que "o mundo precisa ver a resposta da Rússia" às propostas de paz de Kiev e "agir em conformidade".

Além do chanceler alemão, outros líderes europeus já condenaram os últimos ataques russos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acusou a Rússia de "ridicularizar abertamente" os esforços diplomáticos para paz na Ucrânia, enquanto o Presidente francês, Emmanuel Macron, apontou "uma prova da fraqueza" do Kremlin, que não sabe como colocar um "fim à guerra de agressão".

Esta vaga de ataques surgiu no rescaldo de um breve cessar-fogo marcado por acusações de violações entre as duas partes, e quando as negociações de paz promovidas pelos Estados Unidos continuam sem avanços.

A última ronda trilateral foi realizada em Genebra, Suíça, em 17 e 18 de fevereiro, e terminou com os dois lados afastados sobre os temas essenciais das conversações, que dizem respeito ao futuro das regiões reivindicadas pela Rússia no leste da Ucrânia e garantias de segurança a Kiev para prevenir uma nova agressão de Moscovo.


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A Rússia levou a cabo o seu maior ataque aéreo na Ucrânia, com centenas de drones e mísseis. Foi o maior num período de dois dias desde o início da guerra. Pelo menos 15 pessoas foram mortas.

Rubio frisa que política dos EUA sobre Taiwan "não mudou"... O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, frisou hoje que a política dos Estados Unidos em relação a Taiwan "não mudou" após a reunião entre o Presidente Donald Trump e o homólogo chinês, Xi Jinping.

© Stefano RELLANDINI / POOL / AFP via Getty Images    Por  LUSA   14/05/2026 

Numa entrevista à NBC News, durante a deslocação à China com o Presidente norte-americano, Rubio advertiu que seria "um erro terrível" Pequim tentar tomar Taiwan pela força.

O secretário de Estado norte-americano evitou, contudo, comentar o aviso de Xi de que divergências sobre a ilha autónoma poderiam conduzir a um confronto e afirmou que a China levanta sempre a questão de Taiwan nas conversações.

"A política dos Estados Unidos sobre a questão de Taiwan mantém-se inalterada até hoje e após a reunião que tivemos aqui hoje. O tema foi abordado. Eles levantam-no sempre da parte deles. Nós deixamos sempre clara a nossa posição e passamos aos restantes assuntos", declarou Rubio.

Xi advertiu hoje Trump de um conflito entre os dois países caso Washington não lide bem com a questão de Taiwan, segundo a televisão estatal chinesa.

"A questão de Taiwan é a mais importante nas relações sino-norte-americanas. Se for bem gerida, as relações entre os dois países poderão manter-se globalmente estáveis. Se for mal gerida, os dois países irão confrontar-se, podendo mesmo entrar em conflito", declarou Xi, utilizando um termo em mandarim que não significa necessariamente conflito militar.

Trump chegou na quarta-feira a Pequim para iniciar dois dias de conversações com o Presidente chinês.

A questão de Taiwan pesa na agenda dado o desagrado de Pequim com o pacote de armas norte-americano de 11 mil milhões de dólares (9,3 mil milhões de euros) aprovado para a ilha.

Pequim insiste que a questão "não pode ser evitada" e procura sinais, mesmo que subtis, de redução do apoio norte-americano à ilha.

Antes da visita, uma porta-voz do Governo chinês sublinhou a determinação da China em opor-se à independência de Taiwan é "tão firme como uma rocha" e a que a capacidade de esmagar qualquer tentativa de secessão é inabalável.

Os comentários vieram depois de uma recente intervenção do líder de Taiwan William Lai Ching-te, na Cimeira da Democracia de Copenhaga, na qual afirmou que a democracia é o "bem mais precioso" de Taiwan e que o povo taiwanês "sabe muito bem que a democracia se conquista, não se concede".

"O povo taiwanês nunca recuou perante os crescentes desafios externos e nunca se submeterá à pressão. Taiwan é uma nação soberana e independente [...]. Nenhuma tentativa de isolar Taiwan alterará a nossa determinação em participar na comunidade internacional", sublinhou ainda o líder da ilha, numa mensagem em vídeo.

Há mais de sete décadas que os Estados Unidos são um ator central no contexto das disputas entre as Pequim e Taipé, sendo que Washington está legalmente comprometida a fornecer a Taiwan os meios necessários para a sua autodefesa e, embora não mantenha laços diplomáticos com a ilha, poderia defendê-la em caso de conflito com a China.

Além de abordar a questão da venda de armas, Xi poderá também aproveitar o encontro com Trump para tentar alterar a posição oficial de Washington em relação a Taiwan, seja promovendo uma declaração de oposição à independência de Taiwan, seja procurando uma formulação mais favorável à posição chinesa sobre a chamada 'reunificação'.

Xi tem uma visita recíproca planeada para setembro, que será a primeira aos Estados Unidos desde que Trump reassumiu o cargo em 2025.


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O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou hoje que as aspirações da "grande revitalização" da China são compatíveis com as de "tornar a América grande novamente", como é conhecido o movimento MAGA ("Make America Great Again") promovido por Donald Trump.

MADEM-G15: COMUNICADO

 

MADEM G15

GOVERNO DE TRANSIÇÃO PROMETE DIGNIFICAR PROFISSIONAIS DOS SETORES DA SAÚDE E EDUCAÇÃO

Por  Rádio Sol Mansi   ‎14-05-2026 

O primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, afirmou esta quinta-feira, em Bissau, que o executivo está a trabalhar “incansavelmente” para dignificar os técnicos dos setores sociais, com destaque para a saúde e a educação.

‎‎As declarações foram feitas durante a abertura da primeira Conferência Nacional sobre Educação, organizada pela Plataforma Nacional das Associações Estudantis para a Educação, sob o lema “Por uma educação de qualidade, inclusiva e participativa”.

‎‎Na ocasião, Ilídio Vieira Té defendeu que o progresso de qualquer país depende da valorização dos setores sociais, sobretudo da educação e da saúde, considerando os professores como “soldados da primeira hora” no processo de desenvolvimento nacional.

‎‎O chefe do executivo apelou ainda aos participantes da conferência para analisarem “seriamente” a atual situação do ensino guineense, sublinhando que o Governo terá em conta as recomendações saídas do encontro, com vista à sua eventual implementação.

‎‎Por sua vez, os organizadores afirmaram que a conferência visa ouvir as realidades vividas nas escolas, transformar essas preocupações em propostas concretas e encaminhá-las aos órgãos de decisão.

‎O setor educativo guineense continua a enfrentar vários desafios, entre os quais a insuficiência de infraestruturas adequadas, a fraca qualidade do ensino e as frequentes paralisações no sistema educativo.


Ex-espião russo escapou de Vladimir Putin dentro de vaca morta... Um antigo espião russo detalhou a maneira como conseguiu escapar a um esquadrão do presidente russo, Vladimir Putin, que planeava matá-lo. Como? Escondeu-se dentro da carcaça de uma vaca morta.

© Telegraph/ Youtube  Por  Notícias ao Minuto  14/05/2026 

Um antigo espião russo detalhou a maneira como conseguiu escapar a um esquadrão do presidente russo, Vladimir Putin, que planeava matá-lo. Como? Escondeu-se dentro da carcaça de uma vaca morta. 

Dmitry Senin, de 47 anos, era um agente de alto escalão do Serviço Federal de Segurança (FSB) quando o Kremlin o acusou repetidamente de traição depois de ter começado a investigar um polícia alegadamente corrupto em 2017, de acordo com o Telegraph.

O ex-espião disse que passou anos a tentar limpar o nome antes de planear uma fuga quando as tropas russas invadiram a Ucrânia em 2022. 

Com a ajuda de uma rede de contrabandistas e de contactos de confiança, Dmitry Senin contou ter colocado uma máscara de gás e um fato de borracha antes de deslizar para o interior dos restos mortais de uma vaca perto da fronteira  com o Cazaquistão. Por precaução, também se envolveu em papel de alumínio para evitar ser detetado por câmaras térmicas.

De seguida, os contrabandistas disfarçaram-se de agricultores e colocaram a vaca morta num trator, levando o ex-espião para o outro lado da fronteira. A carcaça do animal foi depois atirada para um "cemitério" de animais. 

"Eu só precisava que me atirasse para o outro lado da fronteira", afirmou, acrescentando que ficou no interior da carcaça durante cerca de uma hora para que os guardas não o encontrassem.

"Sou um soldado. O medo é uma emoção que precisas de controlar. Eu avaliei o risco e sabia que ninguém ia atirar na vaca", continuou. 

O ex-espião revelou que o plano de fuga demorou dois meses a ser planeado e organizado e explicou que escolheu o auge do inverno para que as larvas não infestassem os restos mortais do animal. 

Depois de uma hora no interior da vaca, Senin rastejou para fora e fugiu a pé para um ponto de encontro previamente combinado, onde um oficial aposentado da KGB o ajudou a fugir para Montenegro. 

"Não tive ajuda dos serviços de inteligência estrangeiros, não havia uma rota pré-planeada e a minha mochila tinha apenas itens pessoais básicos", salientou. 


Leia Também: Rússia acusa Ocidente de congelar 504 milhões em ativos noutros países

Os países ocidentais congelaram nos últimos anos, pelo menos, 590.000 milhões de dólares (504.000 milhões de euros) em ativos de países como a Rússia, Irão, Venezuela ou Cuba, acusou hoje o secretário do Conselho de Segurança russo.

ACOBES ACUSA ESTADO DE CUMPLICIDADE NA DEGRADAÇÃO DOS SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES E ALERTA PARA PREJUÍZO AOS CONSUMIDORES

Por  Rádio Sol Mansi  14.05.2026 

O presidente da Associação dos Consumidores de Bens e Serviços da Guiné-Bissau (ACOBES) acusa o Estado guineense de ser cúmplice no alegado roubo do dinheiro dos consumidores, devido à má qualidade dos serviços de telecomunicações prestados pelas empresas privadas no país.

Em entrevista concedida esta quinta-feira à Rádio Sol Mansi, sobre a falta de qualidade e acessibilidade das redes de telecomunicações, Bambo Sanhá afirmou que as autoridades nacionais assistem passivamente à situação, enquanto os consumidores continuam a comprar pacotes de chamadas e internet sem beneficiarem devidamente dos serviços pagos.

Perante esta situação, o presidente da ACOBES alertou o Governo e a Autoridade Reguladora Nacional (ARN) para a necessidade de garantirem o respeito pelos direitos dos consumidores nacionais e exigirem maior responsabilidade às operadoras de telecomunicações.

Relativamente às constantes quedas de corrente elétrica fornecida pela EAGB, Bambo Sanhá considera que a situação é prejudicial não só para os consumidores, mas também para a economia nacional, devido aos impactos negativos causados nas atividades comerciais e no quotidiano da população.

O responsável pela organização de defesa dos consumidores defende ainda que a EAGB deve respeitar os direitos dos cidadãos e apelou ao Ministério da Energia para atualizar os estatutos da empresa, de forma a permitir que os consumidores sejam ouvidos e que as suas exigências sejam devidamente respeitadas.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

MEDICAMENTOS: 4 alimentos que podem alterar efeito de medicamentos, dizem farmacêuticos... Pode estar a consumir alguns alimentos que estão a alterar o efeito de medicamentos. O melhor é ter atenção e seguir as indicações de farmacêuticos. Olhe que são sugestões muito comuns e que acabam por ter um efeito indesejado.

© Shutterstock   noticiasaominuto.com  13/05/2026 

Alimentos e medicamentos. De uma forma geral, não existe grande problema em combinar os dois. Contudo, a verdade é que não é bem assim. Há certas opções comuns que podem revelar-se perigosas em alguns casos e interferir com o efeito de alguns medicamentos. Especialistas deixam um aviso. 

O EatingWell falou com alguns farmacêuticos para perceber como é que alguns alimentos comuns podem trazer problemas e alterar o efeito de medicamentos.

Medicamentos: Cuidado com estes alimentos

"Até mesmo mudanças alimentares aparentemente saudáveis ​​podem, às vezes, alterar o comportamento dos medicamentos. Ao combinar certos alimentos com certos medicamentos, o risco de efeitos colaterais pode aumentar ou a eficácia do medicamento pode diminuir, causando potencialmente problemas de saúde graves”, começa por dizer Mark Burdon.

1- Toranja

“Pode parecer surpreendente, mas a toranja é um dos alimentos mais problemáticos para combinar com medicamentos. A toranja e o sumo podem interferir com as enzimas do fígado responsáveis ​​pela metabolização de certos medicamentos, incluindo algumas estatinas, remédios para pressão arterial e ansiolíticos Combinar toranja com certos anti-histamínicos e imunossupressores também representa um risco. Mesmo um único copo de sumo pode aumentar significativamente os níveis do medicamento no sangue", conta Lily Shapiro,

2- Vegetais com folhas verdes

“São alimentos ricos em vitamina K, que pode interagir com certos anticoagulantes. Ingerir vitamina K em excesso pode diminuir a eficácia da varfarina, levando à formação de coágulos sanguíneos. Dito isso, não precisa necessariamente evitar vegetais com folhas se estiver tomando anticoagulantes. Em vez disso, concentre-se em consumir uma quantidade consistente deles todos os dias”, revela Maryann Amirshahi.

3- Laticínios

“O cálcio liga-se ao antibiótico no intestino e diminui a absorção e a eficácia do medicamento, o que pode levar a um tratamento inadequado da infeção. Pode notar que os sintomas da sua infeção não estão a melhorar mesmo tomando um antibiótico. Produtos lácteos também podem reduzir a eficácia de medicamentos que são usados para tratar hipotireoidismo e cancro da tiroide”, continua. 

4- Álcool

“O álcool costuma fazer parte de uma refeição, mas pode ter efeitos sinérgicos com medicamentos sedativos, como anti-histamínicos, analgésicos e medicamentos psiquiátricos, que podem levar à sonolência excessiva e lesões. Interage com muitos outros medicamentos, incluindo aqueles usados ​​para tratar artrite, trombose, diabetes, hipertensão, colesterol alto e para tratar problemas de sono.

O que fazer para evitar problemas

Desta forma, pode ser importante tomar algumas medidas para evitar este tipo de efeitos indesejados. Por exemplo, deverá sempre falar com o seu médico sempre que tiver alguma dúvida sobre o medicamento que toma e a dieta que está a fazer. Por outro lado, deverá ter atenção aos horários em que toma os medicamentos já que alguns devem ser tomados em jejum. Por fim, deverá criar uma rotina para evitar o risco de interações entre os fármacos e os alimentos que está a consumir.

Líbano apresenta queixa à ONU contra o Irão: "Guerra devastadora"... O Líbano apresentou uma queixa formal às Nações Unidas contra as autoridades iranianas, acusando-as de interferir nos assuntos internos e "de arrastar" o país para a guerra em curso na região.

© CHARLY TRIBALLEAU / AFP via Getty Images    Por  LUSA   13/05/2026 

O embaixador libanês na ONU, Ahmad Arafa, apontou para os Guardas Revolucionários do Irão, que acusou de cometerem "atos ilícitos que desafiam flagrantemente as decisões do governo libanês e de arrastar o Líbano para uma guerra devastadora", aludindo ao conflito que atinge o país desde 02 de março.

Numa carta enviada à ONU, em 21 de abril e publicada no site, o Governo libanês também denunciou "violações claras" da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961 que atribuiu à embaixada do Irão em Beirute, na sequência do assassínio de seis diplomatas num ataque israelita a um hotel na capital libanesa em 8 de março.

As autoridades libanesas negaram que a representação diplomática as tivesse informado da transferência dos diplomatas para o hotel em causa.

O representante iraniano na ONU, Amir Saeed Iravani, disse, dias após o atentado, numa carta ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que "a embaixada do Irão notificou e coordenou devidamente esta transferência com o Ministério dos Negócios Estrangeiros libanês".

Além disso, Beirute denunciou que dois dos seis mortos nesse ataque não estavam registados no país como diplomatas e garantiram que todos eles "eram, na verdade, membros da Guarda Revolucionária Islâmica".

"Circularam imagens que os mostravam em uniforme militar", afirmaram as autoridades libanesas.

"O Líbano considerou isto uma violação do Artigo 41.º da Convenção de Viena, que obriga os diplomatas a respeitar as leis do país anfitrião e a abster-se de interferir nos assuntos internos, além de proibir o uso de instalações diplomáticas para fins incompatíveis com funções diplomáticas", acrescentou a nota do Governo libanês.

A isto junta-se uma queixa sobre uma operação conjunta da Guarda Revolucionária e do movimento xiita Hezbollah, realizada a 11 de março, usando mísseis e drones contra Israel, que o Governo libanês considerou "muito alarmante".

As autoridades libanesas declararam o embaixador do Irão em Beirute, Mohamad Reza Sheibani, 'persona non grata' a 24 de março e ordenaram-lhe que abandonasse o país até 29 de março, perante uma rejeição extrema de Teerão, que decidiu mantê-lo.

O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah retomou os ataques contra Israel em 02 de março, dois dias após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado e financiador do grupo xiita libanês.

No mesmo dia, as autoridades libanesas proibiram as atividades militares do Hezbollah, após vários meses em que procuraram desarmar as milícias, que, no entanto, recusaram entregar o seu equipamento militar enquanto o país estiver sob ameaça de Israel.

Em resposta, as forças israelitas desencadearam uma vasta operação militar no Líbano, através de bombardeamentos intensivos alegadamente contra alvos do Hezbollah, a par da expansão das posições terrestres que já ocupavam no sul do país anteriormente.

Apesar do cessar-fogo negociado entre Beirute e Telavive, em vigor desde 17 de abril, a violência prossegue no território libanês.

Israel afirmou ter matado mais de 85 militantes do Hezbollah e ter atingido 180 posições do grupo na última semana, sem apresentar provas.


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Mais de 10 mil casas foram destruídas ou danificadas no Líbano desde o cessar-fogo de 17 de abril, entre as autoridades de Beirute e Israel, disse hoje o Conselho Nacional de Investigação Científica (CNRS).

Putin substitui governadores de duas regiões russas fronteiriças... O presidente russo, Vladimir Putin, substituiu hoje os governadores das regiões de Belgorod e Bryansk, ambas na fronteira com a Ucrânia e frequentemente afetadas por ataques e bombardeamentos atribuídos a Kiev.

© Mikhail METZEL / POOL / AFP via Getty Images   Por LUSA   13/05/2026 

O Kremlin disse que os governadores Vyacheslav Gladkov, de Belgorod, e Alexander Bogomaz, de Bryansk, apresentaram a demissão "por vontade própria", tendo os pedidos sido aceites por Putin. 

Para substituir Gladkov, o chefe de Estado russo nomeou interinamente Alexander Shuvayev, militar que participou na ofensiva russa na Ucrânia, e a liderança interina de Bryansk foi entregue a Yegor Kovalchuk.

Os dois novos responsáveis foram já recebidos por Putin no Kremlin, indicou a Presidência russa.

Gladkov, de 57 anos, liderava Belgorod desde 2021 e tornou-se uma das figuras regionais mais visíveis durante a guerra, informando regularmente a população sobre ataques ucranianos e medidas de segurança adotadas pelas autoridades russas.

Nas últimas semanas, a imprensa russa já avançava com rumores sobre uma possível saída.

Bogomaz, de 65 anos, era governador da região de Bryansk desde 2015.

As regiões de Belgorod e Bryansk têm sido repetidamente alvo de ataques de drones, artilharia e incursões atribuídas às forças ucranianas desde o início da ofensiva militar russa na Ucrânia, em fevereiro de 2022.


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O presidente russo, Vladimir Putin, assegurou hoje que o país vai continuar a desenvolver as capacidades em armamento nuclear para superar os atuais e futuros escudos antimísseis ocidentais.

ESTADOS UNIDOS: Casa Branca promove domingo oração cristã com duração de nove horas... A Casa Branca promove no domingo, em Washington, um evento de oração com duração de nove horas, centrado na valorização das origens cristãs dos Estados Unidos, noticiou hoje o jornal The Washington Post.

© Graeme Sloan/Sipa/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA  13/05/2026 

O evento, que decorrerá no National Mall, o grande parque da capital norte-americana, vai contar com a participação de várias figuras de destaque da administração do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre as quais o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário da Defesa, Pete Hegseth, bem como o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Mike Johnson, e diversos líderes evangélicos. 

Não é esperada a presença de Trump no local, mas o Presidente norte-americano vai enviar uma mensagem gravada para ser transmitida em ecrãs gigantes, segundo o diário de Washington.

A reverenda Paula White-Cain, principal conselheira religiosa da Casa Branca, afirmou que o evento "tem a ver com a história e os fundamentos" dos Estados Unidos, país construído "sobre valores cristãos e sobre a Bíblia".

O Pew Research Center, centro de investigação localizado em Washington que fornece dados sobre questões, atitudes e tendências que estão a moldar os Estados Unidos e o mundo, indicou que 62% dos norte-americanos consideram-se cristãos -- 23% protestantes evangélicos e 19% católicos --, enquanto 29% não têm filiação religiosa e 7% professam outras religiões, incluindo judaísmo (2%), islamismo (1%), budismo (1%) e hinduísmo (1%).

Desde o início do segundo mandato, em janeiro de 2025, Trump tem promovido medidas destinadas a reforçar a ideia de uma origem cristã dos Estados Unidos, tendo criado um Gabinete da Fé na Casa Branca e assinado uma ordem executiva para erradicar o alegado "viés anticristão" que, afirmou, existia no Governo federal.

Em março, Trump deixou-se fotografar na Sala Oval rodeado por cerca de duas dezenas de pastores evangélicos a pedir orientação e proteção para o mandato. O Presidente participou também, de forma virtual, numa maratona de leitura da Bíblia.

Trump, que se define como cristão protestante, abriu em abril uma profunda fratura com a Igreja Católica ao atacar o papa Leão XIV, que condenou a guerra do Irão, e ao publicar nas redes sociais uma imagem em que surgia representado como um Jesus Cristo curador.

Marco Rubio, o membro do Governo de mais alto nível que se declara católico depois do vice-presidente JD Vance, deslocou-se na semana passada ao Vaticano para tentar reduzir a tensão com o papa.

GUERRA NA UCRÂNIA : Zelensky denuncia um dos ataques mais massivos com 800 drones... A Rússia lançou pelo menos 800 drones de longa distância, causando seis mortos, disse hoje o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que denunciou "um dos ataques mais massivos" contra a Ucrânia.

© Ludovic MARIN / AFP via Getty Images    Por LUSA  13/05/2026 

A Rússia lançou pelo menos 800 drones de longa distância, causando seis mortos, disse hoje o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que denunciou "um dos ataques mais massivos" contra a Ucrânia. 

"Certamente não pode ser chamado de coincidência que um dos ataques russos mais massivos e longos à Ucrânia esteja a ocorrer precisamente ao mesmo tempo que o Presidente dos Estados Unidos chegou numa visita à China -- uma visita da qual se espera muito", afirmou o chefe de Estado ucraniano, numa mensagem nas redes sociais.

Zelensky voltou a apelar aos aliados para que "exerçam verdadeira pressão" sobre Moscovo para pôr fim a estes ataques.

O ataque, que tem ocorrido em diferentes ondas desde a meia-noite passada, visou a capital, Kyiv Lviv, perto da fronteira com a Polónia, e o porto de Odessa (sudoeste), entre outros centros urbanos.

"Neste momento geopolítico complicado, a Rússia está claramente a tentar desestabilizar o contexto geopolítico e chamar a atenção para o seu mal à custa de vidas e infraestruturas ucranianas", acusou Zelensky.

O líder ucraniano afirmou que o "objetivo óbvio" da Rússia é esgotar a munição de defesa aérea da Ucrânia e apelou a mais pressão sobre o Kremlin para o forçar a terminar a guerra.


EUA garantem que Teerão perdeu capacidade para lançar mísseis balísticos... A presidência norte-americana afirmou hoje que "o Irão foi militarmente derrotado" durante a ofensiva lançada a 28 de fevereiro, refutando informações da imprensa de que Teerão ainda mantém uma capacidade operacional substancial de mísseis balísticos.

© Pixabay     Por  LUSA    13/05/2026 

"Durante a operação 'Fúria Épica', o Irão foi militarmente derrotado. Os seus mísseis balísticos foram destruídos, as suas instalações de produção foram desmanteladas, a sua Marinha foi afundada e os seus grupos subsidiários foram enfraquecidos", disse a porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, em declarações à agência de notícias espanhola Europa Press. 

Segundo a porta-voz, as autoridades iranianas "estão agora a ser estranguladas economicamente pela operação 'Fúria Económica'", referindo-se à mais recente imposição de sanções de Washington.

Além disso, acrescentou, o Irão está a perder cerca de 427 milhões de euros por dia devido ao bloqueio militar norte-americano do estreito de Ormuz, passagem na qual Teerão restringiu a navegação em resposta à ofensiva conjunta dos Estados Unidos (EUA) e de Israel lançada a 28 de fevereiro, quando decorriam negociações entre Teerão e Washington para tentar chegar a um novo acordo nuclear.

Por isso, disse a porta-voz da Casa Branca, "o regime iraniano sabe que a sua realidade atual é insustentável" pelo que o Presidente norte-americano, Donald Trump, "tem todas as cartas na manga".

"Qualquer pessoa que pense que o Irão reconstruiu o seu Exército está iludida ou é porta-voz da Guarda Revolucionária do Irão", afirmou Olivia Wales, referindo-se às reportagens do jornal norte-americano The New York Times que indicam que Teerão conseguiu restabelecer o acesso a 30 dos 33 locais de mísseis ao largo da costa do estreito de Ormuz.

O jornal, que cita fontes familiarizadas com os serviços de informação norte-americanos, adiantou ainda que as forças iranianas podem, em diferentes graus, utilizar lançadores móveis para transportar mísseis para outros pontos e também para disparar contra os seus alvos.

Tanto Trump como o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, têm afirmado que o Irão sofreu graves reveses militares como resultado da ofensiva, chegando mesmo a dizer que "não sobrou nada em termos militares" e que Teerão "estará incapaz durante muitos anos".

As autoridades iranianas já minimizaram estas afirmações de Washington e sublinham que estão preparadas para responder com força a qualquer novo ataque caso as negociações em curso fracassem e o conflito volte a eclodir.

De facto, o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, sublinhou hoje que "se o inimigo não ceder às justas exigências do Irão através dos canais diplomáticos, deve esperar uma repetição das suas derrotas passadas no campo de batalha".

"Se estes direitos razoáveis e definitivos não forem alcançados, o inimigo não conseguirá livrar-se do atoleiro em que está preso", sublinhou.

O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse na terça-feira que o curso de ação mais racional e benéfico para Teerão é alcançar a vitória no campo de batalha através de negociações com Washington.

Ao mesmo tempo, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que não há alternativa para o fim da guerra senão a aceitação da proposta de Teerão por parte dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos e o Irão encontram-se num processo de diálogo mediado pelo Paquistão. As divergências têm impedido a realização de uma segunda reunião em Islamabad, que acolheu o primeiro encontro direto após o cessar-fogo de 08 de abril, que foi entretanto prorrogado por tempo indeterminado.

O bloqueio do estreito de Ormuz e os recentes ataques e apreensões de navios iranianos na zona por parte das forças norte-americanas foram alguns dos motivos apontados por Teerão para não participar nas negociações em Islamabad, dado que considera estas ações como uma violação do cessar-fogo.

EUA/CHINA: Donald Trump já chegou à China para cimeira com Xi Jinping... O presidente norte-americano, Donald Trump, chegou hoje à China para uma cimeira com o seu homólogo Xi Jinping, que abordará temas como o comércio internacional, a guerra no Irão e a venda de armas a Taiwan.

© Alex Wong/Getty Images    Por  LUSA  13/05/2026 

Trata-se da primeira visita de um Presidente dos Estados Unidos à China desde que o próprio Trump fez uma visita em novembro de 2017.

O ponto alto da visita só acontecerá na quinta-feira, quando os dois líderes terão conversações bilaterais e um banquete formal.

Os chineses estão a oferecer a Trump uma receção pomposa depois de o avião presidencial norte-americano, Air Force One, ter aterrado na capital chinesa às 19h50 locais (12h50 em Lisboa).

Trump deverá ser recebido pelo vice-presidente chinês, Han Zheng, pelo embaixador da China em Washington, Xie Feng, e pelo vice-ministro executivo dos Negócios Estrangeiros, Ma Zhaoxu, bem como o enviado dos Estados Unidos (EUA) a Pequim, David Perdue, segundo a Casa Branca.

A cerimónia de boas-vindas incluirá cerca de 300 jovens chineses, uma guarda de honra militar e uma banda militar.

Xi receberá Trump na quinta-feira às 10h00 locais (03h00 em Lisboa) no Grande Salão do Povo na Praça Tianamen, no coração de Pequim e que estará sob forte proteção.

A pompa da receção e os sinais de atenção mostrados a um convidado que adiou esta viagem, inicialmente planeada para o final de março e que foi adiada devido à guerra no Irão, não farão desaparecer os múltiplos desentendimentos que aguardam os dois líderes a portas fechadas.

Trump, aparentemente focado nos negócios, levou consigo vários líderes empresariais, incluindo o antigo conselheiro Elon Musk, líder da Tesla e da SpaceX e o homem mais rico do planeta, os chefes da Apple, Tim Cook, da Boeing, Kelly Ortberg, e do gigante dos chips eletrónicos Nvidia, Jensen Huang.

"Vou pedir ao Presidente Xi, um líder incomparável, que abra a China para que estas pessoas brilhantes possam fazer a sua magia e ajudar a elevar a República Popular a um nível ainda mais elevado!" escreveu Trump na sua rede social Truth Social, a caminho da China.

No topo da lista de desejos dos EUA está o anúncio de acordos em áreas como a agricultura e talvez a confirmação de uma encomenda massiva de aeronaves à Boeing.

"A China acolhe a visita de Estado do Presidente Trump", disse Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Pequim está pronta para "expandir a cooperação e gerir disputas", indicou, repetindo o mantra de Pequim na preparação para a cimeira: a busca por "mais estabilidade e certeza num mundo assolado por mudanças e turbulências".

Espera-se que Trump e Xi procurem prolongar a trégua na guerra tarifária alcançada em outubro.

Irão ameaça EUA com "derrotas" se não aceitarem proposta de paz... O Governo iraniano ameaçou hoje que os Estados Unidos "devem esperar uma repetição das suas derrotas passadas no campo de batalha" se não aceitarem a proposta de paz apresentada por Teerão.

© Donald Trump For President   Por LUSA   13/05/2026 

"Se o inimigo não ceder às justas exigências do Irão através dos canais diplomáticos, deve esperar uma repetição das suas derrotas passadas no campo de batalha", disse o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, sublinhando que "se estes direitos razoáveis e definitivos não forem alcançados, o inimigo não conseguirá livrar-se do pântano em que está preso".

Talaei-Nik enfatizou que qualquer agressão futura será respondida com uma resposta "decisiva e final", afirmando ainda que "a retirada repetida de navios norte-americanos da zona de conflito demonstra a determinação e a capacidade das Forças Armadas iranianas", segundo a televisão iraniana Press TV.

As declarações de Talaei-Nik surgiram depois de o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, ter declarado na terça-feira que o curso de ação "mais racional" e benéfico para Teerão é "completar a vitória no campo de batalha" através de um processo de negociação com Washington, quando as conversações entre as partes estão paralisadas.

Por sua vez, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, disse que "não há alternativa" para o fim da guerra a não ser que os Estados Unidos aceitem a proposta apresentada por Teerão, antes de alertar que qualquer outra opção "só levará a um fracasso após o outro", após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter classificado o documento apresentado por Teerão como "totalmente inaceitável".

Os Estados Unidos e o Irão estão num processo de diálogo mediado pelo Paquistão, embora as divergências entre as suas posições tenham impedido, até ao momento, um segundo encontro em Islamabad, cidade que acolheu a primeira reunião presencial após o acordo de cessar-fogo assinado em 08 de abril, posteriormente prorrogado indefinidamente por Trump.

O bloqueio do Estreito de Ormuz e a recente incursão e apreensão de navios iranianos pelos EUA na região estão entre os motivos alegados por Teerão para não comparecer às negociações em Islamabad, uma vez que considera estas ações uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo.

Apesar disso, ambos os países mantêm contacto através da mediação de Islamabad.

Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão em 28 de fevereiro, levando os iranianos a retaliarem contra países do Golfo que têm interesses norte-americanos, estende a guerra no Médio Oriente.


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CHINA: Governo da China saúda visita do presidente Donald Trump ao país asiático... A China saudou hoje a visita do presidente norte-americano, Donald Trump, que chega hoje ao país asiático para uma visita oficial, desejando reforçar a cooperação para injetar "mais estabilidade" nas relações internacionais.

© Johannes Neudecker/picture alliance via Getty Images    Por  LUSA   13/05/2026 

"A China saúda a visita de Estado do presidente Trump", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun.

A China está pronta para trabalhar com os Estados Unidos para "expandir a cooperação e gerir as diferenças, trazendo assim mais estabilidade e certeza a um mundo assolado pela mudança e turbulência", afirmou o porta-voz durante uma conferência de imprensa regular.

O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês (PCC), publicou hoje um editorial afirmando que a relação entre a China e os Estados Unidos "não pode voltar ao passado" e pode ter "um futuro melhor", apresentando a cimeira como uma oportunidade para ambas as potências trazerem "estabilidade" a um mundo "turbulento".

Trump viaja com um grupo de seletos executivos nortes-americanos, incluindo Elon Musk, da Tesla; Tim Cook, da Apple; Larry Fink, da BlackRock; Kelly Ortberg, da Boeing; e executivos de empresas como a Mastercard, Visa, Goldman Sachs e Meta.

O encontro dos dois líderes será precedido pelas negociações económicas e comerciais que o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, vão realizar esta quarta-feira em Seul.

No entanto, o editorial do Diário do Povo enquadrou o encontro como parte de uma diplomacia entre líderes que funciona como "âncora" para a relação, argumentando que cada novo encontro entre Xi e Trump pode ajudar a garantir que os laços "não se desviem do rumo e não percam o ímpeto", ao mesmo tempo que alertou que Taiwan é "a linha vermelha" nas relações bilaterais.

Pequim amanheceu hoje com sinais visíveis da visita de Trump: bandeiras chinesas e norte-americanas hasteadas ao longo da estrada para o aeroporto, uma presença reforçada de segurança em vários pontos da capital e postos de controlo em vários locais relacionados com a agenda do Presidente norte-americano.

A segurança foi especialmente reforçada em redor do Hotel Four Seasons, junto à Embaixada dos EUA e onde Trump ficará hospedado, com presença policial nas proximidades, bem como medidas de segurança visíveis em importantes cruzamentos da cidade, onde alguns militares estão em constante vigilância.

A cimeira entre os Presidentes dos Estados Unidos e da China, na quinta e sexta-feira, em Pequim, visa estabilizar a relação entre as duas maiores potências mundiais, marcada por rivalidades e tensões persistentes.

Apesar de uma trégua tarifária em vigor, várias questões e problemas sensíveis continuam por resolver, num contexto de interdependência económica e competição geopolítica crescente.

O comércio deverá dominar as discussões, com a delegação norte-americana a procurar acordos que beneficiem setores como a aeronáutica, a energia e a agricultura.


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GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia volta a atacar Ucrânia com 139 drones durante a noite e madrugada... As forças armadas da Federação Russa lançaram um total de 139 drones de longo alcance sobre território ucraniano durante a noite de terça-feira e a madrugada de hoje, incluindo várias aeronaves desarmadas usadas para confundir as defesas antiaéreas inimigas.

© Pierre Crom/Getty Images   Por LUSA  13/05/2026 

Segundo a força aérea da Ucrânia, foram abatidos ou neutralizados 111 dos referidos aparelhos telepilotados, com interferências eletrónicas em diversas regiões do país - norte, leste e sul. 

Outros 20 drones, todos de ataque, atingiram 13 locais diferentes na Ucrânia, sem que tenham sido especificados. As autoridades ucranianas também registaram a queda de destroços de drones noutros quatro locais.

A Presidência da Rússia (Kremlin) declarou na terça-feira que o cessar-fogo humanitário terminou e que a "operação militar especial" continua, referindo-se à guerra desencadeada pela invasão à vizinha e ex-república soviética, em 24 de fevereiro de 2022.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que é prematuro discutir os "pormenores concretos" do processo de paz entre a Rússia e a Ucrânia, após as declarações do presidente russo, Vladimir Putin, no sábado, que falou sobre um "fim iminente" da guerra.

No sábado, 09 de maio, a Rússia assinalou a vitória das forças da ex-União Soviética sobre o regime da Alemanha nazi, em 1945, com um desfile militar que este ano não contou com a presença de armamento pesado.

No quadro das celebrações do 09 de maio, um cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia, mediado pelos Estados Unidos, expirou "de facto" na segunda-feira, com ambos os lados a acusarem-se mutuamente de violar o acordo de 72 horas.


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DIABETES: Poluição atmosférica pode ser a causa de 9 milhões de casos de diabetes... A poluição atmosférica por partículas finas e dióxido de azoto pode ser a causa direta de aproximadamente nove milhões de casos de diabetes tipo 2 na Europa a cada ano, segundo um estudo.

© Lusa    13/05/2026 

No trabalho realizado pela Universidade de Múrcia (UMU) e o Centro Nacional de Supercomputação de Barcelona (BSC-CNS), os investigadores constataram que existe uma "relação direta e alarmante" entre a exposição prolongada a poluentes atmosféricos e a incidência de diabetes tipo 2 (DM2), a forma mais comum da doença.

Para chegar a esta conclusão, os investigadores utilizaram técnicas avançadas de modelação não linear e analisaram dados históricos de concentração atmosférica das últimas três décadas, entre 1991 e 2020.

Com base nestas análises, concluíram que o dióxido de azoto está associado a aproximadamente 3,7 milhões de casos de diabetes anualmente na Europa.

Além disso, a exposição a partículas finas eleva este número para 5 milhões de casos por ano, o que significa que, no total, quase 9 milhões de casos estão diretamente associados à poluição.

No total, ocorrem anualmente cerca de 66 milhões de casos deste tipo de diabetes na Europa, estimando-se um aumento de 10% destes números para os próximos anos.

De acordo com o estudo, as áreas com maior densidade de tráfego e atividade industrial, especialmente nas grandes cidades europeias e na Europa Central, apresentam a maior carga da doença atribuível à poluição.

Especificamente, o vale do Ruhr, na Alemanha, e o vale do Po, no norte da Europa, bem como grandes cidades europeias como Londres, Paris e Varsóvia, apresentam as concentrações mais elevadas.

Uma das principais conclusões do estudo é que as partículas finas no ar, conhecidas como PM2,5, representam um maior risco para o desenvolvimento de diabetes, mesmo em baixas concentrações, sugerindo que até mesmo níveis moderados de poluição têm um efeito prejudicial para a saúde.

Tanto este poluente como o dióxido de azoto excedem os níveis estabelecidos pelas novas regulamentações europeias e pelas orientações da OMS nas áreas industriais e urbanas de toda a Europa.


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DONALD TRUMP publica desenho que retrata Venezuela como 51.º estado dos EUA... O Presidente norte-americano, Donald Trump, publicou nas redes sociais um desenho que volta a levantar a possibilidade da Venezuela se tornar parte dos Estados Unidos (EUA).

©@realDonaldTrump   Por  Lusa   13/05/2026 

Na terça-feira, o republicano publicou um desenho na plataforma que detém, a Truth Social, retratando a Venezuela com as cores dos EUA e a legenda "51.º estado", numa referência aos 50 estados que atualmente compõem o país norte-americano.

No domingo, órgãos de comunicação social dos EUA noticiaram que Donald Trump disse ao canal televisivo Fox News estar a "considerar seriamente" fazer da Venezuela o 51.º estado norte-americano.

Em março, Trump tinha publicado, também na Truth Social, uma mensagem humorística sobre essa possibilidade: "Coisas boas têm acontecido na Venezuela nos últimos tempos (...) Alguém está interessado em ser o 51.º estado?".

Na segunda-feira, a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou nunca ter considerado essa possibilidade.

"Isso nunca foi considerado, porque se há coisa que nós, venezuelanas e venezuelanos, prezamos é o nosso processo de independência, adoramos os nossos heróis e heroínas da independência", disse Delcy Rodríguez.

Rodríguez acrescentou que o seu Governo está a trabalhar numa "agenda diplomática de cooperação" com os Estados Unidos, depois de ter restabelecido em março relações diplomáticas com Washington, cortadas pelo antecessor Nicolás Maduro há sete anos.

Maduro foi retirado do poder e do país a 03 de janeiro deste ano pelo Exército norte-americano e levado para os Estados Unidos, juntamente com a mulher, para ser julgado por narcoterrorismo, entre outras acusações.

Donald Trump, que ameaçou repetidamente tornar o Canadá no 51.º estado dos EUA durante o seu mandato, gaba-se regularmente de controlar o país latino-americano após a captura de Nicolás Maduro.

Delcy Rodríguez, antiga vice-presidente de Maduro, procedeu a revisões das leis sobre as explorações petrolífera e mineira, abrindo esses setores a atores privados, em especial norte-americanos, além de ter aprovado uma amnistia que levou à libertação de centenas de presos políticos, embora cerca de 500 permaneçam atrás das grades. Prometeu também realizar uma reforma judicial.

Donald Trump elogiou repetidamente as ações tomadas pela presidente interina e está a flexibilizar gradualmente as sanções impostas pelos EUA à nação caribenha.

Na terça-feira, o Presidente norte-americano afirmou que irá trabalhar na libertação de todos os presos políticos ainda detidos na Venezuela, manifestando confiança na presidente interina do país.

"Vamos libertá-los a todos. E digo-vos, a Delcy está a fazer um excelente trabalho. O povo venezuelano está encantado com o que está a acontecer", assegurou Trump, antes de embarcar para uma viagem oficial à China.

Por sua vez, a oposição venezuelana exige a realização de eleições no país.


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