domingo, 17 de maio de 2026

Mais de mil drones no maior ataque do último ano à Rússia. "Ucrânia está nitidamente a aumentar a sua capacidade"

"Calma antes da tempestade". Trump ameaça retomar ofensiva contra Irão... Donald Trump voltou a fazer uma publicação nas redes sociais onde parece estar a ameaçar retomar os ataques contra o Irão. A publicação acontece numa altura em que várias fontes adiantam que tanto os Estados Unidos como Israel se estão a preparar para retomar a ofensiva em breve.

© @realDonaldTrump/Truth Social     noticiasaominuto.com  17/05/2026 

O presidente dos Estados Unidos voltou a deixar uma publicação nas redes sociais, onde aparenta estar a ameaçar retomar a ofensiva contra o Irão em breve.

A imagem, partilhada na rede social Truth Social no sábado, terá sido gerada por Inteligência Artificial (IA) - algo que já se tornou um hábito de Donald Trump - e mostra o presidente norte-americano num navio com a frase "Foi a calma antes da tempestade", possivelmente referindo-se ao período de cessar-fogo que ainda vigora entre os Estados Unidos e o Irão.

Na imagem, Trump usa um chapéu vermelho com a frase "Make America Great Again", o seu lema de campanha, e uma camisola branca onde se pode ler "Trump - Comandante-chefe". Atrás de si está um oficial da Marinha, que não foi identificado.

O cenário por trás de Trump mostra um mar agitado durante uma tempestade, com várias embarcações a navegar. Uma delas, pode-se ainda ver na imagem, está identificada com a bandeira do Irão.

A publicação acontece numa altura em que várias fontes já adiantaram que os Estados Unidos e Israel estão a planear retomar os ataques contra o Irão nos próximos dias. Segundo o The New York Times, que cita dois altos representantes do Médio Oriente, Washington e Telavive estão a realizar "preparações intensas - as maiores desde que o cessar-fogo entrou em vigor - para a possível retomada dos ataques contra o Irão já na próxima semana".

A informação não é desmentida por parte dos Estados Unidos e, aliás, Trump parece corroborar esta teoria. No sábado, durante uma chamada com a BFMTV, o presidente norte-americano foi perentório ao afirmar que os iranianos "deveriam fazer uma acordo", ameaçando que "se não o fizerem, vão passar por um mau bocado".

Do lado de Israel, o Channel 12 também está a reportar que Telavive se está a preparar para retomar a guerra contra o Irão. Aliás, este domingo, o primeiro-ministro israelita anunciou que vai falar com Donald Trump ainda hoje.

"Os nossos olhos estão bem abertos no que toca ao Irão", afirmou Benjamin Netanyahu, durante uma reunião do seu governo em Jerusalém, citado pelo The Times of Israel. "Certamente vou ouvir as impressões dele [Donald Trump] durante a sua visita à China e possivelmente sobre outras coisas também. Certamente há muitas possibilidades e nós estamos preparados para todos os cenários", acrescentou.

Cessar-fogo com Irão em vigor desde 8 de abril, mas não há acordo

Os Estados Unidos, Israel e o Irão acordaram um cessar-fogo no início de abril, que entrou em vigor no dia 8 desse mesmo mês após, em fevereiro, Washington e Telavive terem lançado um ataque conjunto contra Teerão que matou vários altos representantes iranianos, inclusive o então líder supremo.

Desde a entrada em vigor do cessar-fogo que os Estados Unidos e o Irão negoceiam um acordo de paz para pôr fim à guerra, contudo ainda sem sucesso.

Segundo a agência estatal iraniana, a última proposta do Irão tinha rejeitado qualquer negociação sobre o programa nuclear e exigido o fim da guerra em todas as frentes. Para além disso, determinava ainda o levantamento das sanções impostas contra o país, a libertação dos fundos iranianos bloqueados e ainda compensações dos Estados Unidos e de Israel pelos danos causados pela guerra.

Trump reagiu ao documento, apelidando-o de "lixo" e "inaceitável" e os Estados Unidos terão respondido com a própria proposta que, segundo a agência Fars, exige ao Irão a entrega do urânio altamente enriquecido e a limitação do programa nuclear a uma única instalação ativa como condições para avançar as negociações de paz. Para além disso, Washington exige também a renúncia a compensações por danos de guerra.


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Os Estados Unidos exigiram ao Irão a entrega do urânio altamente enriquecido e a limitação do programa nuclear a uma única instalação ativa como condições para avançar as negociações de paz, indicou hoje fonte oficial.

Cabo-verdianos já votam para as oitavas eleições legislativas... Janete Santos foi hoje uma das primeiras a votar para as oitavas eleições legislativas em Cabo Verde, numa das mesas da Escola Secundária Cesaltina Ramos, também conhecida como Escola Técnica, na capital, Praia.

© Lusa    17/05/2026 

"É muito importante votar, é um passo importante, o que estamos a dar hoje", referiu, preocupada com a abstenção.

"É complicado haver uma parcela da população que não se interessa, que não quer exercer o voto", acrescentou, apelando a que todos se dirijam às urnas.

Apesar de a abertura da votação estar marcada, em todo o arquipélago, para as 08:00 (10:00 em Lisboa), Janete Santos só o conseguiu fazer passado cerca de meia-hora, devido à verificação dos boletins de voto, urnas e outros procedimentos.

Alguns de eleitores já faziam fila quando tudo ficou pronto para a escolha dos 72 deputados do parlamento que ditará a composição do novo Governo.

Ao lado, Dulcelina Furtado foi votar porque, disse, "votar é uma lei", para mostrar que é "uma cidadã cabo-verdiana".

Em outra das três mesas da escola, Francisco Tavares também votou cedo, porque é algo que ninguém pode fazer por ele.

"Cada um escolhe à sua maneira, eu já fiz a minha escolha, os outros podem fazer a sua também", disse à Lusa o cidadão cabo-verdiano que diz que sempre votou.

Da mesma forma, Samira Pereira exerce o seu direito "pelo melhor do país".

"É simples, é fácil e é bonito", rematou, antes de sair do recinto da escola, onde as filas começavam a crescer à medida que a manhã avançava.

As eleições de hoje vão decorrer em cerca de mil mesas de voto nas ilhas, onde estarão abertas até às 18:00 (20:00 em Lisboa), enquanto junto da diáspora haverá mais de 200 com o seu próprio horário - só em Portugal serão 84 mesas.

São chamados às urnas 344.284 inscritos no arquipélago e 72.051 no estrangeiro.

Em comparação com as últimas legislativas, em 2021, há um crescimento de 6%, mais expressivo junto da diáspora.

Na sexta-feira, o Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, apelou à participação nas eleições, considerando que "a abstenção fragiliza a democracia".

Nas legislativas de 2016 a abstenção foi de 34%, crescendo para 42% em 2021, durante um período de restrições devido à pandemia de covid-19.

A ilha de Santiago, que inclui a capital, Praia, elege 33 dos 72 deputados e é a única onde há dois círculos eleitorais.

As restantes oito ilhas (cada uma corresponde a um círculo) elegem outros 33 deputados e os três círculos no estrangeiro escolhem seis deputados.

A votação no arquipélago será acompanhada por cerca de 200 observadores internacionais.

Depois do fecho das urnas, a Direção-Geral de Apoio ao Processo Eleitoral (DGAPE) tem um portal para divulgação dos resultados provisórios, à medida que os votos forem contados, no endereço eleicoes.cv na Internet, a partir das 19:00 de Cabo Verde (21:00 em Lisboa).

O Movimento para a Democracia (MpD, no poder desde 2016) e o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) têm-se alternado na liderança do país, sempre com maiorias absolutas na Assembleia Nacional, desde as primeiras eleições livres, em 1991.

Para estas eleições, os dois partidos apresentaram listas nos 13 círculos eleitorais.

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), terceira força parlamentar, concorre em 10 círculos, ficando de fora nas ilhas Brava, do Maio e da Boa Vista.

O Partido Popular (PP) e o partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS), sem representação parlamentar, concorrem, cada qual, em seis círculos.


Zelensky diz que ataque de drones a Moscovo foi "totalmente justificado"... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o ataque maciço com mais de 80 drones lançado contra Moscovo e cidades vizinhas foi "completamente justificado" e "uma forma de dizer" ao governo russo "para acabar com esta guerra".

© Emmanuele Contini/NurPhoto via Getty Images     Por  LUSA  17/05/2026 

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o ataque maciço com mais de 80 drones lançado contra Moscovo e cidades vizinhas foi "completamente justificado" e "uma forma de dizer" ao governo russo "para acabar com esta guerra".

Segundo as autoridades locais russas, pelo menos quatro pessoas morreram, incluindo três perto de Moscovo, num dos maiores ataques noturnos ucranianos contra a Rússia desde o início da guerra, a 24 de fevereiro de 2022.

Outras 17 pessoas ficaram feridas, 12 delas num ataque com um drone em Moscovo que atingiu uma refinaria pertencente à Gazprom Neft, um dos principais fornecedores de combustível para a área metropolitana de Moscovo. Segundo o presidente da câmara, Sergei Sobyanin, a "tecnologia" da refinaria não foi danificada.

"As nossas respostas à guerra prolongada da Rússia e aos seus ataques às nossas cidades e comunidades são completamente justificadas", declarou Zelensky numa mensagem publicada nas redes sociais.

O Presidente da Ucrânia referiu-se aos seus drones como "sanções de longo alcance", num ataque com o qual estão "a dizer claramente aos russos que o seu Estado deve acabar com a guerra".

"Agradeço ao Serviço de Segurança da Ucrânia e a todas as Forças de Defesa da Ucrânia pela sua precisão. A distância da fronteira estatal ucraniana ultrapassa os 500 quilómetros. A concentração de defesas aéreas russas na região de Moscovo é a mais elevada. Mas estamos a ultrapassar isso", concluiu.

De acordo com a agência estatal Tass, com base em dados fornecidos por Sergei Sobyanin, as defesas russas abateram 81 drones que se dirigiam para Moscovo durante a noite.

O maior aeroporto da Rússia --- o Sheremetyevo, em Moscovo --- informou que destroços dos drones caíram nas suas instalações, mas sem causar danos.

Ainda assim, mais de meia centena voos foram desviados hoje para aeroportos alternativos devido à interrupção temporária das operações nos principais terminais do aeroporto de Moscovo.

No seu canal de Telegram, o Ministério dos Transportes russo indicou que, "durante a noite passada e esta manhã, 51 aeronaves foram desviadas para aeroportos alternativos devido a restrições temporárias no espaço aéreo".

Segundo salientou, "as restrições são necessárias para garantir a segurança dos voos", o que é "uma prioridade".

O Ministério dos Transportes referiu ainda que "32 voos sofreram atrasos de mais de duas horas nos aeroportos de Moscovo", tendo sido "mobilizadas equipas adicionais para auxiliar os passageiros".


Leia Também: Mais de 50 aviões desviados para outros aeroportos após ataque a Moscovo

Mais de 50 voos foram desviados hoje para aeroportos alternativos devido à interrupção temporária das operações nos principais terminais do aeroporto de Moscovo, após o maior ataque dos últimos anos com drones ucranianos à capital russa.

Rússia diz ter abatido mais de 500 drones ucranianos... A Rússia afirmou hoje ter sido alvo de um dos maiores ataques ucranianos em quatro anos de ofensiva militar e garantiu ter abatido 556 drones durante a noite.

© Lusa     17/05/2026 

Entre as 22h00 de sábado e as 07h00 de hoje [das 20h00 de sábado às 05h00 de hoje em Lisboa], "unidades de defesa aérea intercetaram e destruíram 556 drones ucranianos" sobre 14 regiões russas, bem como sobre a Crimeia ocupada e os mares Negro e de Azov, informou o Ministério da Defesa russo, na aplicação de mensagens Max.

Horas antes, o governador da região de Moscovo disse que ataques com drones lançados pela Ucrânia causaram pelo menos três mortos e quatro feridos nos arredores da capital da Rússia.

"Desde as 03:00 da manhã [01:00 em Lisboa], as forças de defesa aérea estão a repelir um ataque com drones na região da capital", disse Andrei Vorobiov na plataforma de mensagens Telegram.

Vorobiov acrescentou que uma mulher foi morta na cidade de Khimki, a noroeste de Moscovo, e dois homens foram mortos numa aldeia no distrito de Mytishchi (nordeste), enquanto noutras partes da região, várias casas foram danificadas e infraestruturas foram atacadas.

Pouco antes, presidente da Câmara da capital russa, Sergei Sobyanin, disse que dezenas de drones atingiram Moscovo durante a madrugada, menos de uma semana depois do fim do cessar-fogo com a Ucrânia.

Numa série de mensagens publicadas também no Telegram, Sobyanin afirmou que as defesas aéreas abateram um total de 74 drones.

"Foram observados danos menores nos locais onde os destroços caíram", acrescentou.

A Ucrânia, em retaliação pelos bombardeamentos diários do exército russo há mais de quatro anos, ataca regularmente alvos na Rússia, alegando visar instalações militares e energéticas.

Embora a região da capital seja alvo frequente de ataques com drones, a própria cidade de Moscovo, situada a mais de 400 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, é atingida com menos frequência.

Na sexta-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Ucrânia tinha o direito de atacar instalações petrolíferas e militares na Rússia, em resposta ao ataque que matou pelo menos 24 pessoas em Kiev no dia anterior.

No sábado, a Força Aérea ucraniana adiantou ter neutralizado 269 de um total de 294 drones lançados, durante a noite anterior, pela Rússia contra território ucraniano.

Os aparelhos não tripulados, alguns dos quais drones de ataque, enquanto outros eram drones réplica concebidos para confundir as defesas antiaéreas, foram lançados a partir das regiões russas de Oriol, Kursk, Briansk, Millerovo, Shatalovo e Primorsko-Akhtarsk, bem como da Crimeia ocupada.

A Ucrânia e a Rússia retomaram a troca de ataques aéreos na terça-feira, após o término de uma trégua de três dias, mediada pelos Estados Unidos, durante as comemorações russas do fim da Segunda Guerra Mundial.


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O governador da região de Moscovo disse hoje que ataques com drones lançados pela Ucrânia causaram pelo menos três pessoas e quatro feridos nos arredores da capital da Rússia.

sábado, 16 de maio de 2026

Maior porta-aviões do mundo regressa aos EUA após 11 meses em missão... O USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, regressou hoje a Norfolk, no estado norte-americano da Virgínia, após um destacamento de 11 meses, o mais longo desde a Guerra do Vietname.

Por LUSA 

Durante a sua missão de 326 dias, o Ford deu apoio à guerra dos Estados Unidos contra o Irão e à captura do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro.

O mais avançado navio de guerra norte-americano e dois contratorpedeiros que o acompanhavam, com cerca de 5.000 marinheiros, atracaram na Estação Naval de Norfolk pela primeira vez desde junho.

Além das operações de combate e da travessia de continentes, os marinheiros a bordo do porta-aviões enfrentaram um incêndio não relacionado com combates, que obrigou a longas reparações na ilha grega de Creta.

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, esteve presente na chegada dos navios de guerra.

Em reconhecimento do serviço prestado durante a guerra do Irão, o Ford e os navios que o acompanhavam receberam a condecoração Citação Presidencial de Unidade, por "desempenho excecional em ação" contra "um inimigo determinado"

Trata-se da maior condecoração que uma unidade pode receber, geralmente reservada para conquistas significativas em combate.

Processo de alegado desvio: CAÍTO TEIXEIRA E CELESTINO GONÇALVES CONSTITUÍDOS SUSPEITOS NO CASO DO FRETAMENTO DE AVIÃO

Por  odemocratagb.com 
Dois dirigentes de topo da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) foram constituídos suspeitos pelo Ministério Público (MP), por alegado envolvimento num caso de desvio de fundos públicos estimado em 183 milhões de francos CFA, ocorrido em 2023.

A informação consta de uma nota do MP divulgada esta sexta-feira, 15 de maio de 2026, sem, contudo, identificar os nomes dos suspeitos. No entanto, a secção desportiva do jornal O Democrata apurou que se trata do presidente da FFGB, Carlos Mendes Teixeira, conhecido por “Caíto”, e do vice-presidente, Celestino Gonçalves, também conhecido por “Tinex”. Ambos foram ouvidos esta semana no Gabinete de Luta Contra a Corrupção do Ministério Público, em Bissau.

Segundo o documento, a Mendes Teixeira foi aplicada a medida de coação de proibição de se ausentar do país, não podendo sair para o estrangeiro nem afastar-se do local de residência sem autorização judicial. O dirigente deverá ainda prestar uma caução no valor de 82.800.000 FCFA (oitenta e dois milhões e oitocentos mil francos CFA), no prazo de 10 dias após notificação.

Já ao vice-presidente da FFGB, Celestino Gonçalves, foi aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência (TIR).

De acordo com as informações disponíveis, o montante em causa teria sido disponibilizado pelo Estado guineense para o fretamento de um avião destinado ao transporte da seleção de São Tomé e Príncipe, no âmbito de um jogo do Grupo A da fase de qualificação para a Taça das Nações Africanas (CAN) 2023, realizada na Costa do Marfim.

A partida realizou-se em Bissau, devido à interdição do Estádio Nacional de São Tomé e Príncipe pela Confederação Africana de Futebol (CAF).

O processo chegou a ser arquivado por falta de provas, mas foi reaberto em março passado com base na existência de “novos elementos probatórios”, alegadamente fornecidos ao Ministério Público pela Polícia Judiciária da Guiné-Bissau, em colaboração com a Interpol.

No âmbito do chamado caso “Fretamento de avião para o transporte da seleção de São Tomé e Príncipe”, foi também ouvido Dembo Sissé, ex‑presidente da Liga Guineense de Clubes de Futebol (LGCF).

Por: Alison Cabral
Fonte: Lusa

ESTADO ISLÂMICO: Nigéria confirma morte de alto responsável do EI em operação com EUA... O presidente nigeriano, Bola Tinubu, e o exército confirmaram hoje a morte, na Nigéria, de um alto responsável do grupo Estado Islâmico (EI) durante uma operação conjunta com forças norte-americanas.

© Tolga Akmen/EPA/Bloomberg via Getty Images       Por  LUSA  16/05/2026 

"As nossas forças armadas nigerianas, determinadas e a trabalhar em estreita colaboração com as forças armadas dos Estados Unidos, conduziram uma operação conjunta ousada que desferiu um duro golpe nas fileiras do Estado Islâmico", declarou Tinubu num comunicado, confirmando um anúncio feito poucas horas antes pelo homólogo norte-americano, Donald Trump.

Segundo as forças de defesa nigerianas, Abou Bilal al-Minuki era um "alto responsável do grupo Estado Islâmico e um dos terroristas mais ativos do mundo".

Algumas horas mais cedo, Trump afirmou que o segundo em comando do movimento extremista tinha sido eliminado na Nigéria, numa operação conjunta com o exército nigeriano.

"As corajosas forças americanas e as Forças Armadas da Nigéria executaram impecavelmente uma missão meticulosamente planeada e muito complexa para eliminar do campo de batalha o terrorista mais ativo do planeta", disse Trump.

Al-Minuki "pensava que se podia esconder em África, mas não sabia que tínhamos fontes a manter-nos informados sobre as suas atividades", acrescentou Trump.

Numa mensagem publicada na rede social que detém, Truth Social, Trump sublinhou que al-Minuki "não vai mais aterrorizar o povo africano nem ajudar a planear operações contra norte-americanos".

No mesmo dia em que regressou de uma visita de Estado à China, Trump disse que a "operação global" do EI está "consideravelmente enfraquecida" com a morte de al-Minuki e agradeceu ao Governo da Nigéria a colaboração na missão antiterrorista.

A 16 de fevereiro, as Forças Armadas da Nigéria anunciaram a chegada de aproximadamente uma centena de militares norte-americanos à Base Aérea de Bauchi, no noroeste do país, para reforçar o combate às ameaças terroristas.

O nordeste da Nigéria tem sofrido ataques do grupo fundamentalista islâmico Boko Haram desde 2009. A violência intensificou-se após 2016, com o surgimento de um grupo dissidente do Estado Islâmico da Província da África Ocidental.

No noroeste do país, o Lakurawa, um grupo aparentemente ligado à organização terrorista Estado Islâmico da Província do Sahel, também tem vindo a realizar ataques nos estados de Kebbi e Sokoto há vários anos.

Os combates intensificaram-se desde que os Estados Unidos, juntamente com as forças locais, realizaram uma série de ataques aéreos no final de 2025 contra posições dos fundamentalistas no noroeste da Nigéria.


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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o segundo em comando do Estado Islâmico (EI), Abu-Bilal al-Minuki, foi eliminado na Nigéria, numa operação conjunta com o exército nigeriano.

Irão "relutante quanto às verdadeiras intenções dos norte-americanos"... O Irão afirmou que a falta de confiança é o maior obstáculo nas negociações para pôr fim à guerra com os Estados Unidos, dizendo sexta-feira que Teerão estaria aberto a ajuda diplomática para ajudar a aliviar as tensões.

© Valentin Flauraud / AFP via Getty Images    Por  LUSA  16/05/2026 

Em declarações aos jornalistas em Nova Deli, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que mensagens contraditórias levam Teerão a tornar-se "relutante quanto às verdadeiras intenções dos norte-americanos"

"Temos dúvidas sobre a sua seriedade", referiu Araghchi, acrescentando que as negociações avançariam se Washington estivesse preparado para um "acordo justo e equilibrado".

O presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou esta semana a mais recente proposta formal do Irão, classificando-a como "lixo".

Embora o Irão tenha alegadamente incluído algumas concessões nucleares, Trump afirmou querer retirar do país o urânio altamente enriquecido e impedir o desenvolvimento de armas nucleares. O Irão sustenta que o seu programa nuclear tem fins pacíficos.

A China poderá desempenhar um papel diplomático, diz o Irão, com o chefe da diplomacia iraniana a afirmar que o Irão acolheria apoio diplomático de outros países, em particular da China, referindo o papel anteriormente desempenhado por Pequim na facilitação do restabelecimento das relações entre Teerão e Riade.

Pequim tem demonstrado pouco interesse público nos pedidos dos Estados Unidos para um maior envolvimento, embora Trump tenha dito ao apresentador da Fox News Sean Hannity que Xi ofereceu ajuda nas conversações entre ambos.

Com as conversações entre o Irão e os Estados Unidos num impasse durante o frágil cessar-fogo, as tensões mantêm-se elevadas e ameaçam mergulhar novamente o Médio Oriente num conflito aberto, prolongando a crise energética mundial desencadeada pela guerra.

O Irão continua a controlar o estreito de Ormuz, uma via marítima vital por onde passava um quinto do petróleo mundial antes da guerra, enquanto os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos.

Trump e o Presidente chinês, Xi Jinping, que concluíram conversações esta sexta-feira, concordaram que o estreito deve ser reaberto.

O Presidente norte-americano exigiu uma redução significativa das atividades nucleares iranianas, enquanto o Irão insiste ter o direito de enriquecer urânio.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano admitiu que a questão das reservas de urânio enriquecido é um dos temas mais difíceis nas negociações com os Estados Unidos.

A Rússia ofereceu-se anteriormente para acolher essas reservas, caso o Irão esteja disposto a abdicar delas. Araghchi afirmou que a proposta russa não está atualmente em discussão ativa, mas poderá voltar a ser considerada.

"Quando chegarmos a essa fase, teremos naturalmente mais consultas com a Rússia e veremos se a proposta russa pode ajudar ou não", afirmou.


Leia Também:  Irão. Conversações com países europeus para atravessar estreito de Ormuz

O Irão afirmou hoje que vários países europeus estão em conversações com Teerão para obter autorização para atravessar o estreito de Ormuz.

Taiwan diz que é "uma nação independente" após declarações de Trump... O governo de Taiwan afirmou hoje que a ilha "é uma nação (...) independente", em resposta ao Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que garantiu não estar a incentivar Taipé a declarar independência.

© Lusa  16/05/2026 

"Taiwan é uma nação democrática, soberana e independente, que não está subordinada à República Popular da China", declarou em comunicado a diplomacia taiwanesa, acrescentando que a política de Washington continua inalterada. 

Na sexta-feira, Donald Trump referiu que não deseja uma guerra com Pequim por causa de Taiwan.

"Não quero que ninguém se torne independente. E sabe que mais? Será que vamos viajar 15.300 quilómetros para travar uma guerra? Não quero isso", sublinhou o republicano, em entrevista à emissora norte-americana Fox News.

Trump adiantou que falou com o líder chinês, Xi Jinping, sobre Taiwan "durante toda a noite", incluindo a eventual venda de armas norte-americanas a Taipé.

Segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, Xi terá avisado o líder norte-americano de que a "má gestão" da questão pode levar a China e os Estados Unidos a um confronto ou mesmo a um ataque.

Trump afirmou que ainda não tomou uma decisão sobre a venda de armamento a Taiwan, uma medida fortemente criticada por Pequim, acrescentando que deverá decidir "em breve".

O chefe de Estado norte-americano recusou-se, porém, a esclarecer se os Estados Unidos defenderiam militarmente Taiwan em caso de conflito com a China.

"Isto é algo que só uma pessoa sabe: eu", disse Trump, revelando que Xi lhe colocou diretamente essa questão durante as conversações em Pequim.

"Ele perguntou-me, e eu disse que não falo sobre isso", referiu Trump.

"Em relação à venda de armas entre Taiwan e os Estados Unidos, este não é apenas um compromisso dos Estados Unidos com a segurança de Taiwan, como claramente estipulado na Lei das Relações com Taiwan, mas também uma forma de dissuasão conjunta contra ameaças regionais", insistiu o ministério dos Negócios Estrangeiros taiwanês.

Também na sexta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, defendeu que os EUA compreendem a posição de Pequim, mas pediu a Washington "medidas concretas" para garantir a paz.

Há mais de sete décadas que os Estados Unidos são um ator central no contexto das disputas entre as Pequim e Taipé, sendo que Washington está legalmente comprometida a fornecer a Taiwan os meios necessários para a sua autodefesa e, embora não mantenha laços diplomáticos com a ilha, poderia defendê-la em caso de conflito com a China.

Pequim considera Taiwan uma província rebelde e uma "parte inalienável" do território chinês, pelo que não descartou o uso da força para assumir o controlo, algo que o Governo taiwanês condena veementemente.


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O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu na sexta-feira que não está a incentivar Taiwan a procurar a independência da China, garantindo que não deseja uma guerra com Pequim

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Forças israelitas lançam ataque contra presumível líder do Hamas em Gaza... As forças israelitas realizaram hoje um ataque contra um edifício residencial na Cidade de Gaza, que, segundo o Governo, visava o presumível líder do grupo islamita Hamas no enclave palestiniano e alegado mentor do 7 de outubro.

© Mahmoud Issa/Anadolu via Getty Images   Por Lusa  15/05/2026 

Os ataques da força aérea foram dirigidos a Izz ad-Din al-Haddad, de acordo com uma declaração conjunta do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e do ministro da Defesa, Israel Katz, apontado como líder do Hamas na Faixa de Gaza e um dos "arquitetos" dos massacres de 07 de outubro de 2023 em solo israelita, que desencadearam a guerra no território palestiniano.

As autoridades israelitas não confirmaram oficialmente a morte do alegado líder do grupo palestiniano, embora um alto responsável de segurança, citado pelo jornal The Times of Israel, tenha noticiado que ele foi eliminado, apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro passado.

O mesmo responsável disse que esta operação foi aprovada pelas lideranças políticas há cerca de uma semana e meia e que, durante esse período, o dirigente do Hamas esteve sob vigilância contínua.

O ataque foi realizado "devido a uma oportunidade operacional com elevada probabilidade de eliminação", prosseguiu, após os serviços de informações terem recebido dados sobre a localização.

De acordo com fontes da agência de notícias espanhola EFE na cidade palestiniana, cinco mísseis atingiram o edifício residencial, provocando um grande incêndio que as equipas da Defesa Civil no enclave ainda tentavam controlar.

A EFE relatou que quatro mortos chegaram aos hospitais da capital da Faixa de Gaza, disseram fontes da saúde, enquanto a organização Crescente Vermelho Palestiniano transferiu pelo menos 20 feridos para o hospital de campanha Al-Saraya.

As forças israelitas atacaram ainda um veículo numa artéria da Cidade de Gaza.

Al-Haddad é o último membro de alto escalão e de longa data ainda vivo das Brigadas al-Qassam, o braço armado do Hamas.

"Manteve os nossos reféns num cativeiro brutal, dirigiu operações terroristas contra as nossas forças e recusou-se a implementar o acordo liderado pelo Presidente norte-americano, [Donald] Trump, para desmantelar o arsenal do Hamas e desmilitarizar a Faixa de Gaza", afirmaram Netanyahu e Katz, na declaração conjunta difundida pelo Ministério da Defesa.

Segundo o The Times of Israel, Katz deu conta do ataque de hoje à família da ex-refém e militar Liri Albag, que regressou viva a Israel depois de um cativeiro na Cidade de Gaza quando Al-Haddad comandava a Brigada al-Qassam na capital do território palestiniano.

Mais de 850 pessoas morreram na Faixa de Gaza em consequência de bombardeamentos e operações israelitas desde o início do cessar-fogo, em 10 de outubro de 2025.

A trégua, obtida com mediação dos Estados Unidos, Egito, Qatar e Turquia, permitiu a troca de reféns e prisioneiros, o recuo das tropas israelitas e o acesso de ajuda humanitária ao território devastado, mas não evoluiu ainda para a segunda fase, visando uma paz permanente.

As etapas seguintes preveem o desarmamento do Hamas e a continuação da retirada gradual do exército israelita, que ainda controla mais de 50% da Faixa de Gaza, mas o diálogo encontra-se paralisado há semanas, desde que o foco internacional se desviou para os conflitos no Irão e no Líbano, igualmente com a participação de Israel.

Ao longo dos últimos sete meses, Israel e o Hamas trocaram acusações frequentes de violações do cessar-fogo e as organizações de ajuda humanitária alegam que as autoridades israelitas não permitem a entrada da quantidade de assistência prometida no território.

A guerra foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 72 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelos islamitas palestinianos, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.


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Zelensky defende ataques à Rússia após bombardeamento mortal em Kyiv... O Presidente ucraniano defendeu hoje que o país tem o direito de atacar infraestruturas petrolíferas e militares da Rússia, depois do bombardeamento russo que matou pelo menos 24 pessoas em Kyiv.

© Francesco Militello Mirto/NurPhoto via Getty Images   Por  Lusa  15/05/2026 

Volodymyr Zelensky visitou durante a manhã o local atingido por um míssil russo num bairro residencial da capital ucraniana, um dos ataques mais mortíferos em Kyiv desde o início da invasão russa, em 2022. 

Entre os escombros do edifício parcialmente destruído, o chefe de Estado ucraniano depositou flores vermelhas em homenagem às vítimas.

"Estamos plenamente justificados em responder visando a indústria petrolífera russa, a produção militar e os responsáveis diretos pelos crimes de guerra cometidos contra a Ucrânia e os ucranianos", escreveu Zelensky nas redes sociais.

O balanço final do ataque russo, ocorrido na madrugada de quinta-feira, aponta para 24 mortos e cerca de 50 feridos.

Entre as vítimas mortais encontram-se três raparigas de 12, 15 e 17 anos.

Duas delas, Lyubava e Vira, de 12 e 17 anos, eram irmãs, de acordo com a escola frequentada por uma das jovens, que indicou também que o pai das adolescentes morreu anteriormente em combate.

A cidade de Kyiv observou um dia de luto, com bandeiras a meia haste e visitas de dezenas de diplomatas estrangeiros ao local do ataque.

"Esta não é uma zona militar, nem sequer uma infraestrutura energética. É simplesmente um edifício civil", esclareceu o encarregado de negócios da Polónia na Ucrânia, Piotr Lukasiewicz.

Os aliados ocidentais de Kyiv condenaram o ataque russo.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, considerou na quinta-feira que os bombardeamentos demonstram "a fraqueza" de Moscovo e a incapacidade russa de "pôr fim à sua guerra de agressão".

Ao mesmo tempo, as autoridades russas acusaram a Ucrânia de ataques com drones contra a cidade de Ryazan, a sudeste de Moscovo, que causaram pelo menos quatro mortos e 12 feridos.

O exército ucraniano reivindicou um ataque contra uma refinaria petrolífera na região.

Segundo o governador regional, Pavel Malkov, a região foi alvo de 99 drones ucranianos durante a noite.

O Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido 355 drones ucranianos sobre cerca de 15 regiões russas e sobre a Crimeia anexada.

Apesar da intensificação dos ataques, Kyiv e Moscovo realizaram hoje mais uma troca de prisioneiros de guerra.

A Rússia anunciou o regresso de 205 militares russos, enquanto Zelensky confirmou a libertação de 205 soldados ucranianos, muitos deles capturados em 2022 durante a defesa da cidade de Mariupol.

A troca integra uma operação mais ampla anunciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, depois de uma breve trégua de três dias mediada por Washington.

A anterior grande troca de prisioneiros, envolvendo mil pessoas de cada lado, ocorreu em maio de 2025, na sequência de negociações diretas entre russos e ucranianos em Istambul.


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As três grandes fabricantes de automóveis de Detroit, General Motors (GM), Ford e Stellantis, eliminaram mais de 20.000 postos de trabalho administrativos nos Estados Unidos nos últimos anos, o que representa 19% da força de trabalho combinada.

Líbano e Israel realizam segundo dia de negociações em Washington... Representantes de Israel e do Líbano iniciaram hoje o segundo dia de negociações de paz em Washington, após um mês de um cessar-fogo que não é reconhecido pelo grupo xiita Hezbollah e marcado pela persistência de confrontos.

© REUTERS/Shir Torem  Por Lusa 15/05/2026 

Fontes do Departamento de Estado dos Estados Unidos, país anfitrião do diálogo Israelo-libanês, confirmaram às agências France-Presse (AFP) e EFE que a reunião foi iniciada, um dia depois das primeiras conversações, que duraram oito horas e que a diplomacia de Washington descreveu como "positivas e produtivas". 

A delegação israelita é composta pelo embaixador nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, e pelo vice-conselheiro de Segurança Nacional, Yossi Draznin, enquanto a parte libanesa é igualmente representada pela embaixadora em Washington, Nada Hamadeh, e pelo enviado especial Simon Karam.

Os Estados Unidos destacaram pelo seu lado o conselheiro do Departamento de Estado Michael Needham e os embaixadores em Israel, Mike Huckabee, e no Líbano, Michel Issa.

Israel e Líbano, que não têm relações diplomáticas, realizaram duas rondas de diálogo inicial na capital norte-americana, em 14 e 23 de abril, que resultaram num acordo de cessar-fogo nos ataques israelitas em território libanês.

No entanto, Israel continuou a bombardear o Líbano e as suas operações terrestres no sul do país, enquanto o Hezbollah prossegue os ataques contra o território israelita e as suas tropas.

O Presidente libanês, Josef Aoun, avisou, na véspera da primeira ronda de negociações de paz, que os ataques israelitas "estão a minar os esforços para consolidar a cessação das hostilidades".

O Hezbollah opõe-se a estas conversações e o seu líder, Naim Qassem, ameaçou que vai tornar os confrontos "num inferno" para Israel, que por sua vez avisou repetidamente as autoridades de Beirute que, se não desarmar nem controlar as milícias libanesas, irá fazê-lo no seu lugar.

O Líbano foi arrastado pelo grupo xiita apoiado e financiado pelo Irão para a guerra desencadeada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica, ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos no Líbano e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho durante o conflito anterior.

Desde 02 de março, pelo menos 2.882 pessoas foram mortas, incluindo 200 crianças, segundo o Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que provocaram também mais de um milhão de deslocados.

Neste novo conflito, o exército israelita estabeleceu uma "linha amarela" no sul do Líbano, a cerca de 10 quilómetros da fronteira, e, segundo com o acordo de cessar-fogo, reserva-se "o direito de tomar, a qualquer momento, todas as medidas necessárias em legítima defesa".

O coordenador humanitário da ONU no Líbano, Imran Riza, considerou hoje que as negociações em curso representam uma "oportunidade única" para pôr fim à guerra, que provocou um número "inaceitável" de mortes civis.

"Os esforços diplomáticos oferecem uma oportunidade única para pôr fim à violência", disse Riza em comunicado, manifestando a esperança de que "as negociações em curso abram caminho a uma solução política".

O coordenador das Nações Unidas lamentou que "os ataques aéreos e as demolições continuam diariamente", provocando "um número inaceitável de vítimas civis, além dos danos infligidos nas infraestruturas".

O Conselho Nacional de Investigação Científica (CNRS) do Líbano indicou na quarta-feira que mais de 10 mil casas foram destruídas ou danificadas no Líbano desde o cessar-fogo de 17 de abril.

"Desde o cessar-fogo, verificámos que 5.386 casas foram completamente destruídas e 5.246 danificadas", indicou o diretor do CNRS, Chadi Abdallah, em conferência de imprensa.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra de Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e que foi interrompido com o início do conflito no golfo Pérsico.


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O grupo xiita Hezbollah reclamou hoje um ataque contra um quartel no norte de Israel, que por sua vez contabilizou mais de 200 combatentes das milícias libanesas mortos na última semana, apesar do cessar-fogo em vigor.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

EUA dizem que Irão perdeu 90% da capacidade de defesa... O exército norte-americano disse hoje que o Irão perdeu cerca de 90% das capacidades de defesa devido à campanha dos Estados Unidos e de Israel, mas avisou que Teerão continua a representar uma ameaça.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images     Por  LUSA   14/05/2026 

O balanço da campanha militar contra o Irão foi apresentado pelo almirante Brad Cooper, líder do Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM), durante uma audição no Senado norte-americano. 

Cooper afirmou que os bombardeamentos, iniciados a 28 de fevereiro, destruíram "90% da base industrial de defesa" iraniana e reduziram significativamente a capacidade militar da República Islâmica.

"As capacidades bélicas do Irão foram significativamente reduzidas e já não representam uma ameaça para os parceiros regionais ou para os Estados Unidos da mesma forma que antes", garantiu o almirante.

O comandante norte-americano acrescentou que Teerão vai necessitar de vários anos para reconstruir o arsenal militar destruído durante a campanha aérea, mas, ainda assim, Cooper alertou os senadores que o Irão continua a possuir meios militares capazes de desestabilizar a região.

"É um país muito grande. Ainda possuem algumas capacidades militares", explicou Cooper, acrescentando que os ataques norte-americanos e israelitas afetaram seriamente a capacidade iraniana de apoiar grupos aliados no Médio Oriente, incluindo o palestiniano Hamas, o libanês Hezbollah e os iemenitas huthis.

Segundo Cooper, estes grupos têm sido responsáveis por parte significativa da instabilidade regional enfrentada pelos Estados Unidos e pelos seus aliados.

O almirante evitou, contudo, responder em detalhe a várias perguntas dos senadores sobre os objetivos estratégicos da campanha, os efeitos concretos na cadeia de abastecimento aos grupos aliados do Irão e a existência de fontes alternativas de financiamento e armamento, alegando tratar-se de informação classificada.

Durante a audição, Cooper justificou o início da operação militar com os ataques atribuídos a grupos apoiados por Teerão contra interesses norte-americanos na região.

Segundo o comandante do CENTCOM, tropas e diplomatas dos Estados Unidos foram alvo de mais de 350 ataques nos 30 meses anteriores ao início da ofensiva.

A audição decorreu numa altura em que se completa um mês desde o cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos, alcançado depois de semanas de confrontos e bombardeamentos intensos.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) iraniano, Abbas Araghchi, alertou hoje para a "frágil realidade" no Médio Oriente, que atribui em particular aos Estados Unidos, um país descrito como um "império em declínio" a "agir por desespero".

Ucrânia: Merz critica Moscovo por usar violência em vez da negociação... O chanceler alemão, Friederich Merz, condenou hoje a Rússia pela ofensiva aérea intensiva na Ucrânia nos últimos dias, que "mostra que Moscovo está a optar pela escalada em vez da negociação" de paz.

© Samuel Corum/Sipa/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA  14/05/2026 

"Kyiv e os seus parceiros estão prontos para negociações que visam uma paz justa. A Rússia, no entanto, continua a guerra", criticou o líder alemão nas redes sociais. 

Os ataques russos desta manhã provocaram pelo menos 12 mortos, incluindo duas crianças, e dezenas de feridos em Kyiv, segundo as autoridades de emergência, que continuavam as buscas por dezenas de desaparecidos.

No seguimento de três dias consecutivos de ataques russos, o Governo ucraniano pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.

"Instruí que uma reunião com o Conselho de Segurança da ONU seja convocada imediatamente e que outros fóruns internacionais sejam utilizados para responder aos assassínios de civis ucranianos e aos ataques contra pessoal humanitário pela Rússia", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia nas redes sociais.

Andriy Sybiga relatou que a Rússia lançou 675 drones e 56 mísseis contra Kyiv nas últimas 24 horas, marcando o maior ataque desde o cessar-fogo acordado durante as celebrações, no passado fim de semana em Moscovo, do 81.º aniversário do Dia da Vitória das forças soviéticas sobre a Alemanha nazi.

"Um terrorismo russo de tal escala exige fortes respostas internacionais, e apelo a todos os Estados para que reajam", reforçou Sybiga, que convidou o corpo diplomático para visitar um dos locais mais atingidos pelos ataques russos na sexta-feira, dia de luto oficial na capital ucraniana.

O chefe da diplomacia de Kyiv justificou que "o mundo precisa ver a resposta da Rússia" às propostas de paz de Kiev e "agir em conformidade".

Além do chanceler alemão, outros líderes europeus já condenaram os últimos ataques russos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acusou a Rússia de "ridicularizar abertamente" os esforços diplomáticos para paz na Ucrânia, enquanto o Presidente francês, Emmanuel Macron, apontou "uma prova da fraqueza" do Kremlin, que não sabe como colocar um "fim à guerra de agressão".

Esta vaga de ataques surgiu no rescaldo de um breve cessar-fogo marcado por acusações de violações entre as duas partes, e quando as negociações de paz promovidas pelos Estados Unidos continuam sem avanços.

A última ronda trilateral foi realizada em Genebra, Suíça, em 17 e 18 de fevereiro, e terminou com os dois lados afastados sobre os temas essenciais das conversações, que dizem respeito ao futuro das regiões reivindicadas pela Rússia no leste da Ucrânia e garantias de segurança a Kiev para prevenir uma nova agressão de Moscovo.


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A Rússia levou a cabo o seu maior ataque aéreo na Ucrânia, com centenas de drones e mísseis. Foi o maior num período de dois dias desde o início da guerra. Pelo menos 15 pessoas foram mortas.

Rubio frisa que política dos EUA sobre Taiwan "não mudou"... O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, frisou hoje que a política dos Estados Unidos em relação a Taiwan "não mudou" após a reunião entre o Presidente Donald Trump e o homólogo chinês, Xi Jinping.

© Stefano RELLANDINI / POOL / AFP via Getty Images    Por  LUSA   14/05/2026 

Numa entrevista à NBC News, durante a deslocação à China com o Presidente norte-americano, Rubio advertiu que seria "um erro terrível" Pequim tentar tomar Taiwan pela força.

O secretário de Estado norte-americano evitou, contudo, comentar o aviso de Xi de que divergências sobre a ilha autónoma poderiam conduzir a um confronto e afirmou que a China levanta sempre a questão de Taiwan nas conversações.

"A política dos Estados Unidos sobre a questão de Taiwan mantém-se inalterada até hoje e após a reunião que tivemos aqui hoje. O tema foi abordado. Eles levantam-no sempre da parte deles. Nós deixamos sempre clara a nossa posição e passamos aos restantes assuntos", declarou Rubio.

Xi advertiu hoje Trump de um conflito entre os dois países caso Washington não lide bem com a questão de Taiwan, segundo a televisão estatal chinesa.

"A questão de Taiwan é a mais importante nas relações sino-norte-americanas. Se for bem gerida, as relações entre os dois países poderão manter-se globalmente estáveis. Se for mal gerida, os dois países irão confrontar-se, podendo mesmo entrar em conflito", declarou Xi, utilizando um termo em mandarim que não significa necessariamente conflito militar.

Trump chegou na quarta-feira a Pequim para iniciar dois dias de conversações com o Presidente chinês.

A questão de Taiwan pesa na agenda dado o desagrado de Pequim com o pacote de armas norte-americano de 11 mil milhões de dólares (9,3 mil milhões de euros) aprovado para a ilha.

Pequim insiste que a questão "não pode ser evitada" e procura sinais, mesmo que subtis, de redução do apoio norte-americano à ilha.

Antes da visita, uma porta-voz do Governo chinês sublinhou a determinação da China em opor-se à independência de Taiwan é "tão firme como uma rocha" e a que a capacidade de esmagar qualquer tentativa de secessão é inabalável.

Os comentários vieram depois de uma recente intervenção do líder de Taiwan William Lai Ching-te, na Cimeira da Democracia de Copenhaga, na qual afirmou que a democracia é o "bem mais precioso" de Taiwan e que o povo taiwanês "sabe muito bem que a democracia se conquista, não se concede".

"O povo taiwanês nunca recuou perante os crescentes desafios externos e nunca se submeterá à pressão. Taiwan é uma nação soberana e independente [...]. Nenhuma tentativa de isolar Taiwan alterará a nossa determinação em participar na comunidade internacional", sublinhou ainda o líder da ilha, numa mensagem em vídeo.

Há mais de sete décadas que os Estados Unidos são um ator central no contexto das disputas entre as Pequim e Taipé, sendo que Washington está legalmente comprometida a fornecer a Taiwan os meios necessários para a sua autodefesa e, embora não mantenha laços diplomáticos com a ilha, poderia defendê-la em caso de conflito com a China.

Além de abordar a questão da venda de armas, Xi poderá também aproveitar o encontro com Trump para tentar alterar a posição oficial de Washington em relação a Taiwan, seja promovendo uma declaração de oposição à independência de Taiwan, seja procurando uma formulação mais favorável à posição chinesa sobre a chamada 'reunificação'.

Xi tem uma visita recíproca planeada para setembro, que será a primeira aos Estados Unidos desde que Trump reassumiu o cargo em 2025.


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O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou hoje que as aspirações da "grande revitalização" da China são compatíveis com as de "tornar a América grande novamente", como é conhecido o movimento MAGA ("Make America Great Again") promovido por Donald Trump.

MADEM-G15: COMUNICADO

 

MADEM G15

GOVERNO DE TRANSIÇÃO PROMETE DIGNIFICAR PROFISSIONAIS DOS SETORES DA SAÚDE E EDUCAÇÃO

Por  Rádio Sol Mansi   ‎14-05-2026 

O primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, afirmou esta quinta-feira, em Bissau, que o executivo está a trabalhar “incansavelmente” para dignificar os técnicos dos setores sociais, com destaque para a saúde e a educação.

‎‎As declarações foram feitas durante a abertura da primeira Conferência Nacional sobre Educação, organizada pela Plataforma Nacional das Associações Estudantis para a Educação, sob o lema “Por uma educação de qualidade, inclusiva e participativa”.

‎‎Na ocasião, Ilídio Vieira Té defendeu que o progresso de qualquer país depende da valorização dos setores sociais, sobretudo da educação e da saúde, considerando os professores como “soldados da primeira hora” no processo de desenvolvimento nacional.

‎‎O chefe do executivo apelou ainda aos participantes da conferência para analisarem “seriamente” a atual situação do ensino guineense, sublinhando que o Governo terá em conta as recomendações saídas do encontro, com vista à sua eventual implementação.

‎‎Por sua vez, os organizadores afirmaram que a conferência visa ouvir as realidades vividas nas escolas, transformar essas preocupações em propostas concretas e encaminhá-las aos órgãos de decisão.

‎O setor educativo guineense continua a enfrentar vários desafios, entre os quais a insuficiência de infraestruturas adequadas, a fraca qualidade do ensino e as frequentes paralisações no sistema educativo.


Ex-espião russo escapou de Vladimir Putin dentro de vaca morta... Um antigo espião russo detalhou a maneira como conseguiu escapar a um esquadrão do presidente russo, Vladimir Putin, que planeava matá-lo. Como? Escondeu-se dentro da carcaça de uma vaca morta.

© Telegraph/ Youtube  Por  Notícias ao Minuto  14/05/2026 

Um antigo espião russo detalhou a maneira como conseguiu escapar a um esquadrão do presidente russo, Vladimir Putin, que planeava matá-lo. Como? Escondeu-se dentro da carcaça de uma vaca morta. 

Dmitry Senin, de 47 anos, era um agente de alto escalão do Serviço Federal de Segurança (FSB) quando o Kremlin o acusou repetidamente de traição depois de ter começado a investigar um polícia alegadamente corrupto em 2017, de acordo com o Telegraph.

O ex-espião disse que passou anos a tentar limpar o nome antes de planear uma fuga quando as tropas russas invadiram a Ucrânia em 2022. 

Com a ajuda de uma rede de contrabandistas e de contactos de confiança, Dmitry Senin contou ter colocado uma máscara de gás e um fato de borracha antes de deslizar para o interior dos restos mortais de uma vaca perto da fronteira  com o Cazaquistão. Por precaução, também se envolveu em papel de alumínio para evitar ser detetado por câmaras térmicas.

De seguida, os contrabandistas disfarçaram-se de agricultores e colocaram a vaca morta num trator, levando o ex-espião para o outro lado da fronteira. A carcaça do animal foi depois atirada para um "cemitério" de animais. 

"Eu só precisava que me atirasse para o outro lado da fronteira", afirmou, acrescentando que ficou no interior da carcaça durante cerca de uma hora para que os guardas não o encontrassem.

"Sou um soldado. O medo é uma emoção que precisas de controlar. Eu avaliei o risco e sabia que ninguém ia atirar na vaca", continuou. 

O ex-espião revelou que o plano de fuga demorou dois meses a ser planeado e organizado e explicou que escolheu o auge do inverno para que as larvas não infestassem os restos mortais do animal. 

Depois de uma hora no interior da vaca, Senin rastejou para fora e fugiu a pé para um ponto de encontro previamente combinado, onde um oficial aposentado da KGB o ajudou a fugir para Montenegro. 

"Não tive ajuda dos serviços de inteligência estrangeiros, não havia uma rota pré-planeada e a minha mochila tinha apenas itens pessoais básicos", salientou. 


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Os países ocidentais congelaram nos últimos anos, pelo menos, 590.000 milhões de dólares (504.000 milhões de euros) em ativos de países como a Rússia, Irão, Venezuela ou Cuba, acusou hoje o secretário do Conselho de Segurança russo.