segunda-feira, 30 de março de 2026

Rússia captou imagens de satélite de base aérea dos EUA atacada pelo Irão... A Rússia terá captado imagens de satélite da base aérea dos Estados Unidos na Arábia Saudita, dias antes do ataque do Irão, que feriu soldados norte-americanos. A informação foi divulgada pelo próprio presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

© AHMAD AL-RUBAYE / AFP via Getty Images   noticiasaominuto.com  30/03/2026 

A Rússia terá captado pelo menos três imagens de satélite da base aérea norte-americana na Arábia Saudita apenas dias antes de o Irão atacar o local, ferindo os soldados dos Estados Unidos. A informação é da inteligência ucraniana, partilhada pelo próprio presidente Volodymyr Zelensky em entrevista à NBC News.

"Eu acho que é do interesse da Rússia ajudar os iranianos. E eu não acredito - eu sei que eles partilham informação", afirmou de forma perentória no sábado, 28 de março, depois de uma reunião no Qatar. "Eles ajudam os iranianos? Claro que sim. Quanto é que eu acredito nisto? 100%."

Durante a mesma conversa, Zelensky partilhou um relatório da inteligência ucraniana onde era detalhado que os satélites russos tinham captado imagens da Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, a 20, 23 e 25 de março. No dia seguinte a esta última imagem, o Irão atacou a base, que albergava tropas norte-americanas e sauditas.

Vários soldados dos Estados Unidos ficaram feridos, segundo duas altas patentes norte-americanas, mas nenhum ficou em perigo de vida.

Na opinião do líder ucraniano, a captura de fotografias pelos russos mostra, claramente, uma indicação de que podem ter auxiliado a planear o ataque.

"Nós sabemos que se eles tirarem as imagens uma vez, estão-se a preparar. Se tirarem imagens uma segunda vez, é como uma simulação. A terceira vez significa que em um ou dois dias vão atacar", garantiu sem, no entanto, mostrar provas das informações que estava a partilhar durante as entrevistas. A NBC News faz também questão de notar que não conseguiu verificar a informação.

A possível partilha de dados entre a Rússia e o Irão não é novidade. Aliás, a própria chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas já acusou Moscovo disso mesmo: "Estamos a ver que a Rússia está a ajudar o Irão com informações para visar americanos, para matar americanos", disse à margem de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, em Cernay-la-Ville, perto de Paris, na sexta-feira, 26 de março. Kallas acrescentou ainda que os russos estarão ainda a fornecer drones melhorados ao Irão.

Desde o início que a Rússia critica a ofensiva israelita e norte-americana a Teerão, tendo dito que a justificação usada por Donald Trump para atacar o Irão era "infundada" e que os dois países tinham mergulhado "o Médio Oriente num abismo".

Ainda na mesma entrevista, Volodymyr Zelensky confessou estar preocupado que as armas que os Estados Unidos estão a enviar para a Ucrânia possam ser desviadas para o conflito no Médio Oriente.

"Estou muito preocupado. Espero que os Estados Unidos não cometam estes erros", afirmou, realçando que o envio de armas dos seus aliados no Ocidente é crucial para que Kyiv continue a defender-se contra Moscovo.


Leia Também: Irão: União Europeia decide prolongar sanções ao regime até abril de 2027

O Conselho da União Europeia (UE) decidiu hoje prolongar até abril de 2027 as sanções contra o Irão devido a "graves violações dos direitos humanos" no país, anunciou a instituição.

POLÍCIA JUDICIÁRIA DETÉM CASAL ACUSADO DE FALSA CURA DO VIH NA GUINÉ-BISSAU

Por  RSM 30 03 2026

A Polícia Judiciária (PJ) deteve dois cidadãos suspeitos de cobrarem quantias elevadas de dinheiro sob a alegação de que seriam capazes de curar o VIH tipo 1, num caso que está a ser tratado como crime de atentado contra a saúde pública.

Entre os detidos encontram-se uma mulher de nacionalidade luso-guineense de 50 anos de idade e o seu marido, de nacionalidade sueca, de 53 anos de idade. 

Segundo as autoridades, o esquema estaria a ser desenvolvido na localidade de Bor, arredores de Bissau, numa casa arrendada.

De acordo com informações recolhidas, o casal promovia os seus supostos tratamentos através das redes sociais, atraindo diversas pessoas. Pelos serviços, cobravam cerca de 100 mil francos CFA aos cidadãos nacionais e valores que podiam atingir os 18 mil euros aos estrangeiros.

Os suspeitos deverão ser apresentados ainda hoje às autoridades judiciais. Em conferência de imprensa, o subinspetor da PJ, Domingos Etiene Gomes, explicou que, durante a operação, foi confirmado que o casal tem filhos menores, que serão encaminhados para o lar de acolhimento da SOS Guiné-Bissau.

O responsável adiantou ainda que os dois cidadãos não possuíam qualquer certificação para exercer atividades na área da saúde.

As autoridades admitem, no entanto, que ainda não é conhecido o número exato de pessoas que terão sido submetidas ao alegado tratamento fraudulento. 

O caso continua sob investigação, com o Ministério Público a conduzir diligências para apurar todos os factos.

Entretanto, a PJ não adianta se esquema ter sido expandido para outras regiões do país. Situações semelhantes têm sido frequentemente reportadas, com indivíduos a utilizarem megafones nas ruas para vender remédios tradicionais, prometendo alegada cura de diversas doenças crónicas.

VICE- PRESIDENTE, DIONÍSIO CABY, ASSEGURA A GESTÃO DOS ASSUNTOS CORRENTES DO PRS NA AUSÊNCIA DO PRESIDENTE FÉLIX BULUTNA NANDUNGUE.

A DIREÇÃO DA COMUNICAÇÃO E IMAGEM DO PRS  Bissau, 30 de março de 2026

EUA ameaçam destruir ilha petrolífera iraniana se Ormuz não reabrir... O presidente norte-americano ameaçou hoje eliminar a ilha de Kharg, importante local petrolífero iraniano, se o Estreito de Ormuz não for reaberto e as negociações com Teerão, que descreveu como "sérias", não chegarem a uma conclusão "rápida".

© Anna Moneymaker/Getty Images     Por  LUSA    30/03/2026 

"Os Estados Unidos da América estão em discussões sérias com um novo regime, mais razoável, para acabar com as nossas operações militares no Irão. Foi feito um enorme progresso", escreveu Donald Trump na sua rede Truth Social.

No entanto, deixou uma nova ameaça: "Se por alguma razão não for alcançado um acordo rapidamente, o que provavelmente acontecerá, e se o Estreito de Ormuz não estiver imediatamente 'aberto para negócios', concluiremos a nossa encantadora 'estadia' no Irão explodindo e aniquilando completamente todas as suas centrais elétricas, poços de petróleo e a ilha Kharg (e possivelmente todas as fábricas de dessalinização!)".

Segundo Trump, estas fábricas ainda não foram atingidas "deliberadamente".

"Isto será uma retaliação pelos muitos soldados e outros que o Irão massacrou durante os 47 anos do 'Reinado de Terror' do antigo regime", concluiu o Presidente dos Estados Unidos.

Nas últimas horas, as autoridades iranianas voltaram a negar que tenham existido contactos diretos com o Governo norte-americano e mostraram dúvidas de que o Presidente Trump tenha um interesse real em alcançar qualquer acordo.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, confirmou contactos através de terceiros, embora tenha classificado as primeiras propostas vindas de Washington como irrazoáveis.

A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.

Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.

A ofensiva israelo-americana foi justificada pela inflexibilidade da República Islâmica nas negociações sobre enriquecimento de urânio, no âmbito do seu programa nuclear, que Teerão garante destinar-se apenas a fins civis.

Nas retaliações, o Irão lançou também ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Desde o início da guerra, há 31 dias, mais de 1.500 pessoas morreram no Irão, vítimas de bombardeamentos, incluindo o anterior líder supremo, Ali Khamenei, e outros dirigentes da cúpula iraniana.

Zelensky propõe trégua energética a Moscovo para responder à crise... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, cujo país intensificou nas últimas semanas os ataques contra instalações petrolíferas russas, propôs hoje uma trégua energética a Moscovo para responder à crise desencadeada pela guerra no Médio Oriente.

© Danylo Antoniuk/Ukrinform/NurPhoto via Getty Images     Por LUSA  30/03/2026 

A Ucrânia recebeu recentemente "sinais de alguns dos [seus] parceiros" a pedir para "reduzir os ataques contra o setor petrolífero" russo, indicou Zelensky numa mensagem de voz enviada para o grupo de WhatsApp que partilha com os jornalistas que acompanham a atualidade da Ucrânia.

A guerra no Médio Oriente começou a 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.

Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.

"Sublinho mais uma vez que, se a Rússia estiver pronta para não atacar o setor energético ucraniano, nós não atacaremos o seu setor energético em resposta", acrescentou Zelensky, que insistiu que está disposto a declarar qualquer tipo de cessar-fogo que também seja aceite pela Rússia.

"Recordem que estamos prontos para qualquer tipo de cessar-fogo que seja positivo. Cessar-fogo total. Cessar-fogo energético. De segurança alimentar, energética. Por mar e ar...", declarou o Presidente ucraniano.

Zelensky disse que transmitiu esta posição aos líderes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Qatar, com os quais se reuniu no final da semana durante a sua digressão pelo Golfo e alguns dos quais têm mediado entre ucranianos e russos.

O chefe de Estado ucraniano voltou a pedir que as negociações de paz tripartidas com norte-americanos e russos sejam retomadas o mais rapidamente possível e explicou, uma vez mais, que o próximo encontro neste formato -- que deveria ter decorrido no início deste mês -- continua a ser adiado devido à recusa dos russos em que se realize nos Estados Unidos.

O presidente ucraniano indicou que a equipa negociadora dos Estados Unidos deixou claro que não viajará enquanto o seu país estiver em guerra com o Irão.

Segundo Zelenski, os russos rejeitam deslocar-se aos Estados Unidos e propuseram a Suíça e a Turquia como possíveis locais para uma nova ronda de negociações. O chefe de Estado ucraniano reafirmou que a Ucrânia está aberta a qualquer opção para que a reunião tenha lugar.

Por outro lado, Kiev pediu desculpas à Finlândia depois de dois drones ucranianos terem caído no domingo no sul daquele país, informou hoje o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Gueorguiï Tykhy.

"Já apresentámos as nossas desculpas à parte finlandesa por este incidente. Nenhum drone ucraniano foi direcionado para a Finlândia. A causa mais provável é um desvio provocado pelos sistemas de guerra eletrónica russos", afirmou o porta-voz.


O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia pediu desculpas à Finlândia após a queda de drones ucranianos em território finlandês. O incidente, ocorrido no domingo, levou a Força Aérea da Finlândia a ativar o estado de alerta

Líder da UNRWA diz que destruir agência foi objetivo de Israel em Gaza... O comissário-geral da Agência das Nações Unidas (UNRWA), Phillipe Lazzarini, afirmou hoje que a destruir a agência se tornou um objetivo da guerra de Israel em Gaza para destruir arquivos fundamentais para os direitos dos palestinianos.

© Celestino Arce/NurPhoto via Getty Images   Por  LUSA   30/03/2026 

Lazzarini, que termina este ano o seu mandato, escreveu, num arigo de opinião hoje publicado no jornal Público, que o registo de refugiados e os arquivos guardados pela UNRWA "que documentam o deslocamento histórico destas populações, são fundamentais para a proteção dos direitos dos palestinianos nas determinações de Estatuto Final". 

Por isso, acusou, tornou-se um "objetivo explícito" da guerra a eliminação da agência.

O comissário adiantou ter escrito, na semana passada, ao presidente da Assembleia Geral da ONU, a apelar aos Estados-membros para que "utilizem a força de trabalho e a experiência da UNRWA como ativos essenciais para a implementação bem-sucedida da resolução 2803 do Conselho de Segurança".

Adotada em novembro de 2025, a resolução autoriza a criação de uma Força Internacional de Estabilização na Faixa de Gaza para estabilizar a região, supervisionar o desarmamento de grupos armados e apoiar a reconstrução.

No seu artigo de opinião, Lazzarini criticou a comunidade internacional, considerando "incompreensível que se tenha permitido a destruição de uma entidade das Nações Unidas como a UNRWA" com "total impunidade", lembrando que isso não só viola o direito internacional como obriga as comunidades palestinianas a pagar "um preço inaceitável".

O responsável da adiantou ter escrito, em dezembro de 2023, ao presidente da Assembleia Geral da ONU, para lhe sublinhar que, "em 35 anos de trabalho em emergências complexas, nunca tinha tido de comunicar o assassínio de 130 funcionários".

Na altura, recordou, não sabia que esse número iria triplicar

"O total ultrapassa agora os 390", afirma, adiantando que também não previa que "tantos outros sofreriam ferimentos que lhes mudariam a vida ou seriam detidos arbitrariamente e torturados".

O comissário-geral mostrou-se ainda indignado por "centenas de instalações da UNRWA em Gaza terem sido destruídas" e por "o parlamento israelita ter aprovado legislação para pôr fim à presença da agência em Jerusalém Oriental ocupada, incluindo o encerramento forçado de escolas e de clínicas, bem como o corte do fornecimento de água e de eletricidade às instalações".

Segundo referiu, a sede da UNRWA em Jerusalém Oriental foi "tomada, saqueada e incendiada, com altos responsáveis israelitas a celebrar essa destruição quer no local quer 'online'" e "um vice-presidente da Câmara de Jerusalém apelou à 'aniquilação' do pessoal da UNRWA".

Apelando aos Estados da ONU para ajudarem a UNRWA e usarem os seus ativos para implementar a resolução 2830, Lazzarini defende que só isso evitará "repetir o erro desastroso de ter retirado toda a administração civil no Iraque em 2003, o que devastou as perspetivas de recuperação e de uma paz sustentável"


Leia Também: Morre segundo militar da força de paz da ONU num ataque no sul do Líbano

Um militar indonésio da força de paz da ONU no Líbano (FINUL) morreu hoje após um segundo ataque contra um comboio sob comando de militares espanhóis que também integram a missão, indicou a ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles.

Mais um turista morre após visita a Cabo Verde. É o 7.º britânico... Homem de nacionalidade britânica, que esteve uma semana de férias na ilha do Sal, em Cabo Verde, morreu de problemas gástricos. A morte acontece depois de as autoridades do país terem confirmado a presença da bactéria Shigella em amostras de água de rega de produtos frescos fornecidos a hotéis

© Getty    noticiasaominuto.com   30/03/2026 

Em três anos, pelo menos sete turistas de nacionalidade britânica morreram após irem de férias para Cabo Verde, e de padecerem de problemas gástricos.

Esta última vítima é um homem na casa dos 50 anos que morreu após uma estadia de uma semana no hotel de cinco estrelas Riu Palace, em Santa Maria, na ilha do Sal, noticia o The Mirror.

É a sétima pessoa a morrer desde janeiro de 2023, tendo as primeiras vítimas sido, alegadamente,  Jane Pressley, de 62 anos, Mark Ashley, de 55, ambos hospedados no mesmo hotel e de Karen Pooley, de 64, que estava no Rio Funana, pertencente à mesma cadeia. 

Detetada bactéria Shigella

A notícia surge depois de Cabo Verde ter detetado a bactéria Shigella em amostras de água de rega de produtos frescos fornecidos a hotéis, após investigações nas ilhas do Sal e da Boa Vista, anunciou Hélio Rocha, administrador do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP).

Os resultados surgem depois de o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, sigla europeia) ter emitido, na quarta-feira, recomendações para viajantes devido a um "risco moderado" de infeções gastrointestinais em Santa Maria, ilha do Sal.

O aviso foi feito por continuarem "a ser reportados casos" e "a origem da infeção" ainda não ter sido identificada, apontou o ECDC, indicando que, desde setembro de 2022, "foram detetados mais de 1.000 casos confirmados e prováveis" de infeções gastrointestinais com origem em Cabo Verde.

Ministro tinha negado motivo para preocupações

Recorde-se que em fevereiro deste ano, o ministro do Turismo e Transportes de Cabo Verde reforçou que não existia evidência de surtos Shigella no país, desvalorizando o impacto dos relatos de turistas publicados no Reino Unido sobre casos de infeções gastrointestinais entre turistas.

O governante assegurava que o sistema sanitário cabo-verdiano está a realizar uma "investigação rigorosa" em toda a cadeia produtiva, desde fornecedores a unidades hoteleiras, "para apurar se há ou não há [um surto].

"As informações que temos do nosso sistema de saúde é que não há ainda evidência de que haja surto de Shigella em Cabo Verde", afirmou o ministro, sublinhando que "o turismo está vivo em Cabo Verde" e que o país possui indicadores de saúde "próximos do nível de países desenvolvidos", com uma expectativa de vida de 75 anos.


Leia Também: Cabo Verde deteta bactéria na cadeia de fornecimento de frescos a hotéis

Cabo Verde detetou a bactéria Shigella em amostras de água de rega de produtos frescos fornecidos a hotéis, após investigações nas ilhas do Sal e da Boa Vista, anunciou hoje Hélio Rocha, administrador do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP).

Petroleiro russo com 100.000 toneladas de crude chegou a Cuba... O petroleiro Anatoly Kolodkin, que transporta 100 mil toneladas de petróleo bruto, chegou hoje a Cuba, anunciou o Ministério dos Transportes da Rússia.

© Maryorin Mendez / AFP via Getty Images   Por  LUSA  30/03/2026 

"O navio está a aguardar descarregamento", informaram as autoridades russas, num comunicado divulgado pela agência de notícias Interfax, após o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, ter autorizado a chegada do carregamento de petróleo russo. 

Este é o primeiro carregamento de petróleo a chegar à ilha nos últimos três meses.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um bloqueio petrolífero a Cuba em janeiro, na sequência da captura do líder da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas forças norte-americanas e de uma subsequente interrupção abrupta dos fornecimentos de petróleo por parte de Caracas, principal fornecedor de combustível de Cuba nos últimos 25 anos.

"A Rússia está, mais uma vez, a cumprir o seu compromisso de fornecer ajuda material a Cuba. O combustível está a poucas horas de chegar a um porto cubano", informou no domingo a emissora estatal cubana Canal Caribe.

A Rússia declarou há algumas semanas que estava a considerar enviar petróleo bruto para Cuba por razões humanitárias, ainda que esta decisão representasse um desafio a Washington.

Cuba sofreu sete cortes gerais de eletricidade desde o final de 2024, dois dos quais recentemente.

Trump afirmou no domingo que não se importa que Cuba receba crude de um petroleiro russo.

Teerão confirma morte de comandante da Marinha... As autoridades do regime xiita de Teerão confirmaram hoje a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana, Alireza Tangsiri, que Israel anunciou ter matado na passada semana.

© Lusa   30/03/2026 

Tangsiri era um dos rostos mais conhecidos das forças armadas da República Islâmica do Irão e "sucumbiu a ferimentos graves", comunicou a Guarda Revolucionária, exército ideológico iraniano, no portal de notícias Sepah.

A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.

Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.

A ofensiva israelo-americana foi justificada pela inflexibilidade da República Islâmica nas negociações sobre enriquecimento de urânio, no âmbito do seu programa nuclear, que Teerão garante destinar-se apenas a fins civis.

Nas retaliações, o Irão lançou também ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Desde o início da guerra, há 27 dias, mais de 1.500 pessoas morreram no Irão, vítimas de bombardeamentos, incluindo o anterior líder supremo, Ali Khamenei, e outros dirigentes da cúpula iraniana.

Espanha fecha espaço aéreo a todos os voos envolvidos nos ataques ao Irão... Espanha fechou o espaço aéreo a todos os voos envolvidos nos ataques ao Irão, além de ter recusado a utilização de duas bases militares pelos EUA, disseram o Governo e as forças armadas espanholas.

Por  sicnoticias.pt

"Não só não permite o uso das bases de Rota (Càdiz e Morón de la Frontera (Sevilha) por parte de aviões e combate ou reabastecimento em voo que cooperam no ataque, como também não autoriza o uso do seu espaço aéreo às aeronaves norte-americanas destacas em terceiros países, como Reino Unido ou França", noticiou, nesta segunda-feira, o jornal El Pais, que cita fontes militares.

A informação, avançada por este jornal, foi entretanto confirmada por fontes do Governo espanhol citadas por outros meios de comunicação social, como a agência de notícias Europa Press.

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, disse na semana passada no parlamento que o Governo que lidera recusou aos Estados Unidos "a utilização das bases de Rota e de Morón para esta guerra ilegal".

"Todos os planos de voo que contemplam ações relacionadas com a operação no Irão foram recusados. Todos incluídos os de aviões de reabastecimento", disse Sánchez.

O primeiro-ministro espanhol assumiu que esta recusa "não foi fácil".

"Mas fizemo-lo porque assim o permite o acordo bilateral para a utilização das bases e porque somos um país soberano que não quer participar em guerras ilegais", afirmou.

O 'não' à guerra de Pedro Sánchez

Segundo escreve, nesta segunda-feira, o El Pais, nas semanas anteriores aos primeiros ataques dos EUA e Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, houve "intensas negociações entre Madrid e Washington sobre o papel de Espanha" e das bases militares espanholas usadas pelos EUA "no dispositivo militar norte-americano", que culminaram com o veto do Governo de Sánchez.

O líder do Governo espanhol condenou desde o primeiro momento os ataques ao Irão, assim como, posteriormente, a resposta do regime de Teerão, que tem bombardeado alvos em diversos países.

Sánchez considera que a guerra foi iniciada de forma ilegal, à margem de todas as normas do direito internacional, e defendeu, na mesma intervenção no parlamento espanhol na semana passada, que o mundo assiste a um "desastre absoluto", com um cenário "muito pior" do que o de 2003, com o Iraque.

O líder do Governo espanhol sublinhou que o Irão, ao contrário do Iraque, é uma "potência militar" e tem um poder económico várias vezes superior, com impacto a nível mundial, e considerou que a guerra atual, além de ter sido iniciada sem qualquer consulta ou aviso por parte dos EUA aos aliados ou "amparo legal", não tem também um "objetivo definido".

Sánchez lembrou que os ataques ocorrerem poucos dias depois de notícias que davam conta de avanços em negociações com o regime de Teerão e quando até cargos norte-americanos confirmam que não existia uma ameaça nuclear iminente.

Para o líder do Governo espanhol, a guerra está só a destruir a legalidade internacional, a desestabilizar o Médio Oriente ou "a enterrar Gaza nos escombros do esquecimento e da indiferença" e aquilo que conseguiu até agora foi substituir uma liderança iraniana por outra "ainda mais sanguinária", beneficiar a Rússia e enfraquecer a Ucrânia, com o Moscovo a beneficiar do levantamento de sanções, e perturbar a economia mundial.


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As autoridades russas reconheceram hoje o ataque lançado pela Ucrânia contra uma fábrica de fertilizantes na região de Samara, que tinha sido noticiado por órgãos de comunicação ucranianos.


Líder da oposição de Taiwan confia que visita à China reduza tensões... A presidente do Kuomintang (KMT), principal partido da oposição em Taiwan, Cheng Li-wun, manifestou hoje a esperança de que a sua visita à China, prevista para entre 07 e 12 de abril, contribua para reduzir tensões militares.

© I-Hwa Cheng / AFP via Getty Images     Por LUSA   30/03/2026 

A deslocação à China "mostrará ao povo de Taiwan e ao mundo uma coisa: que os dois lados do estreito não estão destinados à guerra, nem precisam de permanecer à beira de um conflito militar", afirmou Cheng numa conferência de imprensa na sede do partido, em Taipé, citada pela agência noticiosa CNA. 

O Comité Central do Partido Comunista da China (PCC) e o seu secretário-geral, Xi Jinping, convidaram Cheng a liderar uma delegação do KMT numa visita a Jiangsu, Xangai e Pequim entre 07 e 12 de abril, anunciou hoje o diretor do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (Executivo chinês), Song Tao.

A viagem será a primeira de um líder do partido da oposição à China desde que a então presidente do KMT, Hung Hsiu-chu, realizou uma visita semelhante em novembro de 2016.

Durante a sua intervenção, Cheng Li-wun afirmou que qualquer esforço para melhorar as relações entre Taipé e Pequim deverá basear-se nos termos do "Consenso de 1992" e na oposição à independência de Taiwan.

Esse consenso corresponde a um alegado entendimento entre o PCC e o então Governo taiwanês, liderado pelo Kuomintang (Partido Nacionalista Chinês), segundo o qual ambas as partes reconhecem a existência de "uma só China", embora com interpretações distintas.

No entanto, o Partido Democrático Progressista (PDP), de orientação soberanista e no poder em Taiwan desde 2016, nunca reconheceu essa interpretação, por considerar que implicaria legitimar a reivindicação chinesa sobre a ilha.

A visita de Cheng ocorre num contexto de agravamento das relações entre Taiwan e a China, que considera a ilha -- governada de forma autónoma desde 1949 -- como uma "parte inalienável" do seu território e não excluiu o recurso à força para assumir o seu controlo.

O anúncio surge também pouco após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter confirmado que viajará à China nos dias 14 e 15 de maio para se reunir com Xi Jinping, numa visita inicialmente prevista para entre o final de março e o início de abril, mas adiada devido à guerra no Irão.

Entre os temas que poderão ser discutidos nesse encontro está a venda de armamento a Taipé: numa chamada telefónica no início de fevereiro, Xi instou Trump a "lidar com prudência" com o envio de armas para Taiwan, sublinhando que a ilha constitui a "primeira linha vermelha" nas relações entre as duas potências.


Leia Também: Líder da oposição de Taiwan visita China continental entre 7 e 12 de abril

A presidente do Kuomintang (KMT), o principal partido da oposição em Taiwan, Cheng Li-wun, aceitou hoje um convite do Presidente chinês, Xi Jinping, para visitar a China entre 07 e 12 de abril.

Ataque aéreo atinge sul de Beirute após alerta do exército israelita... Um ataque aéreo atingiu hoje os subúrbios do sul de Beirute, no Líbano, depois do alerta emitido pelo exército israelita aos moradores de sete bairros, de acordo com imagens da AFPTV.

© REUTERS/Adnan Abidi    Por LUSA  30/03/2026 

As imagens ao vivo mostraram uma densa coluna de fumo a aparecer no local do ataque, uma zona identificada como reduto do Hezbollah pró-iraniano, que tem sido bombardeada por Israel e está praticamente esvaziada de habitantes desde o dia 02 de março. 

Este ataque surgiu depois de, no domingo, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter dito que ordenou "a expansão da zona de segurança existente" no sul do Líbano, o que levará a uma maior ocupação militar israelita do país vizinho.

"Decidi alargar ainda mais a zona de segurança existente para, finalmente, frustrar a ameaça de invasão e impedir o lançamento de mísseis antitanque na nossa fronteira", acrescentou Netanyahu, que prometeu "mudar radicalmente" a situação no norte do país, região fronteiriça com o Líbano.

Telavive voltou a realizar ataques aéreos no Líbano depois de o Hezbollah ter disparado 'rockets' em direção ao norte de Israel em 02 de março, em solidariedade com o Irão, alvo de uma ofensiva conjunta de forças israelitas e dos Estados Unidos desde 28 de fevereiro.

Mais de 1.200 pessoas já morreram devido à guerra em curso entre Israel e o Hezbollah e o número de feridos ultrapassa os 3.500, segundo o Ministério da Saúde libanês.

Israel recua e concede ao Patriarca Latino de Jerusalém acesso ao Santo Sepulcro... O primeiro-ministro de Israel revogou esta segunda-feira a proibição de entrada no Santo Sepulcro à mais alta autoridade católica da Terra Santa, o Patriarca Latino, afirmando que pode "realizar serviços religiosos como desejar".

Por  sicnoticias.pt

"Instruí as autoridades competentes para concederem ao Cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino, acesso total e imediato à Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém", disse Benjamin Netanyahu, num comunicado.

A polícia israelita impediu o patriarca de aceder à Igreja do Santo Sepulcro para celebrar a missa de Domingo de Ramos, celebração católica que se realiza uma semana antes do domingo de Páscoa, e celebra a entrada de Jesus em Jerusalém.

A decisão foi tomada apesar de Pizzaballa ter respeitado as restrições de segurança que limitam os aglomerados a 50 pessoas devido à guerra com o Irão.

"É verdade que a polícia tinha dito que as ordens do comando interno impediam qualquer tipo de reunião em locais sem abrigo, mas não tínhamos solicitado nada público, apenas uma breve e pequena cerimónia privada para preservar a ideia da celebração no Santo Sepulcro", explicou o clérigo, em declarações transmitidas pela emissora italiana TV2000.

O cardeal também deixou claro que o incidente ocorreu "sem confrontos" e que foi tratado de forma educada.

"Não houve confrontos, tudo decorreu de forma muito cortês", acrescentou.

Além disso, Pizzaballa indicou que compreende que se deva garantir a segurança em plena guerra, mas também a oração face à celebração da Semana Santa.

O Patriarca Latino de Jerusalém afirmou que pretende aproveitar o impedimento de que foi alvo para que se preserve o direito à oração, "respeitando a segurança de todos".

Benjamin Netanyahu assegurou que as forças de segurança israelitas estavam a "elaborar um plano para que os líderes eclesiásticos possam celebrar os seus cultos no local sagrado durante os próximos dias".

Segundo o governante israelita, o Irão tem atacado "repetidamente" os locais sagrados das três religiões monoteístas, numa referência à queda de destroços da interceção de um míssil no bairro judeu, a apenas 400 metros da Esplanada das Mesquitas ou do Muro das Lamentações.

Não há indícios, até ao momento, de que estes locais (entre os quais a Esplanada das Mesquitas, o terceiro local mais sagrado do Islão) fossem o alvo específico dos mísseis disparados pelo Irão.

Autoridades de países como Itália, França, Espanha, Brasil e até mesmo Estados Unidos manifestaram rejeição à decisão israelita.

O Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, reprovou no domingo o impedimento da celebração da missa de Domingo de Ramos, assim como o Governo, que através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, condenou a ação da polícia israelita.

"O impedimento do acesso do Cardeal Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, à igreja do Santo Sepulcro para as celebrações do Domingo de Ramos, que seriam apenas retransmitidas, merece a mais firme reprovação", escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X.

Petroleiro russo alvo de sanções aproxima-se de Cuba apesar do bloqueio... Um petroleiro russo, alvo de sanções, navega em direção a Cuba, que enfrenta uma grave crise energética devido a um bloqueio dos Estados Unidos (EUA), encontrando-se a poucos quilómetros da costa leste do país, no Atlântico.

© Lusa    30/03/2026 

De acordo com o portal de acompanhamento de tráfego marítimo MarineTraffic, o petroleiro Anatoly Kolodkin foi localizado às 21h30 de domingo (02h30 de hoje em Lisboa), a cerca de 30 quilómetros da costa leste de Cuba, perto do município de Banes. 

O MarineTraffic indica que a embarcação de bandeira russa, que está sob sanções dos EUA e da União Europeia, deverá chegar ao porto de Matanzas (a cerca de 100 quilómetros a leste de Havana) às 06h00 de terça-feira (11h00 em Lisboa).

A chegada deste navio, que transporta mais de 700 mil barris de crude, ao principal porto petrolífero do país trará algum alívio à crise energética e económica da ilha caribenha.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um bloqueio petrolífero a Cuba em janeiro, na sequência da captura do líder da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas forças norte-americanas e de uma subsequente interrupção abrupta dos fornecimentos de petróleo por parte de Caracas, principal fornecedor de combustível de Cuba nos últimos 25 anos.

"A Rússia está, mais uma vez, a cumprir o seu compromisso de fornecer ajuda material a Cuba. O combustível está a poucas horas de chegar a um porto cubano", informou no domingo a emissora estatal cubana Canal Caribe.

A Rússia declarou há algumas semanas que estava a considerar enviar petróleo bruto para Cuba por razões humanitárias, ainda que esta decisão representasse um desafio a Washington.

Cuba sofreu sete cortes gerais de eletricidade desde o final de 2024, dois dos quais recentemente.

Trump afirmou no domingo que não se importa que Cuba receba crude de um petroleiro russo.

"Eles precisam de sobreviver! (...) Não tenho qualquer problema com isso", afirmou.

O Presidente norte-americano afastou ainda a ideia de que a chegada de crude a Cuba tenha qualquer impacto na situação atual da ilha.

"Cuba está acabada, o regime é péssimo, os seus líderes são muito maus e corruptos, e receber ou não um carregamento de petróleo não fará qualquer diferença", disse Trump.

Em 20 de Março, dois veleiros, o "Friend Ship" e o "Tiger Moth", partiram de Isla Mujeres, no sudeste do México, com nove pessoas e ajuda humanitária a bordo, com destino a Cuba.

Os veleiros fazem parte de uma caravana internacional que transporta 50 toneladas de material médico, alimentos, painéis solares e outros bens de primeira necessidade para abastecer Cuba.

A Marinha mexicana anunciou na quinta-feira que lançou uma missão de busca e salvamento depois de ter perdido todas as comunicações com os dois veleiros.

No sábado, porém, um porta-voz da flotilha disse que a marinha mexicana tinha localizado os dois veleiros e que as tripulações se encontram sãs e salvas.

Central nuclear no Irão inoperacional por danos em ataque de Israel e EUA... A central nuclear de Khondab, no Irão, deixou de funcionar devido aos danos sofridos num ataque por Israel e Estados Unidos, mas não continha material nuclear, revelou hoje a Agência Internacional de Energia Atómica (EIEA).

Por LUSA 

Em comunicado na rede social X, esta organização revelou que, "com base numa análise independente de imagens de satélite e com conhecimento das instalações" de Khondab, concluiu que a central que produz "água pesada" sofreu graves danos e está inoperacional.

Na sexta-feira, os Estados Unidos e Israel atacaram as centrais de Khondab e Ardakan, consideradas instalações-chave na transformação de urânio com vista a enriquecimento nuclear, e igualmente a de Bushehr, no sul do Irão, sem causar vítimas, neste caso embora tenha sido o terceiro ataque em dez dias.

A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.

Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.

domingo, 29 de março de 2026

Cientistas da Universidade de Tóquio estudam baleias que podem viver mais de 200 anos e identificaram proteínas ligadas ao reparo do DNA e à resistência ao envelhecimento, ajudando a explicar como esses animais atingem uma longevidade tão extrema.

@Fatos Desconhecidos 

Ao analisar esses mecanismos, os pesquisadores observaram efeitos positivos até em células humanas em laboratório, levantando a possibilidade de que essas descobertas possam, no futuro, contribuir para prolongar a vida humana.

Pesquisadores identificaram que a baleia-da-groenlândia, que vive mais de 200 anos, possui altos níveis da proteína CIRBP. Esta proteína é crucial para reparar danos no DNA e manter a estabilidade do genoma, essencial para o envelhecimento lento e a resistência a doenças como o câncer. Testes em laboratório mostraram que essa proteína pode melhorar o reparo do DNA e aumentar a longevidade, oferecendo pistas sobre o envelhecimento humano. 

Principais Descobertas:

Proteína Chave (CIRBP): A baleia-da-groenlândia produz níveis extremamente alt Impacto na Longevidade: os de CIRBP, uma proteína ativada pelo frio, que repara quebras de dupla fita no DNA.

Mecanismo de Defesa: O estudo indica que, embora suscetíveis a danos, o DNA dessas baleias é reparado com eficácia antes de causar doenças.

Impacto na Longevidade: A pesquisa, que envolveu equipes da Universidade de Rochester e colaborações, sugere que o aprimoramento da manutenção genética é uma chave para a vida longa.

Testes em Células Humanas: A introdução dessa proteína em células humanas e moscas-das-frutas melhorou o reparo do DNA, aumentando a expectativa de vida nas moscas.

Estudos Futuros: Embora promissora, a aplicação dessas descobertas para prolongar a vida humana ainda exige muitas pesquisas adicionais. 

Irão ameaça bombardear universidades israelitas e americanas no Médio Oriente... O Irão garante que está preparado para resistir a uma invasão terrestre e que os militares norte-americanos serão aniquilados assim que pisarem solo iraniano. As ameaças estendem-se a outros interesses dos Estados Unidos e de Israel na região.

Por sicnoticias.pt

O regime iraniano ameaça bombardear universidades israelitas e norte-americanas no Médio Oriente se até ao meio de segunda-feira Telavive e Washington não se retratarem por terem atacado duas universidades no Irão.

A retórica intimidatória de Teerão acompanha a perceção de uma invasão iminente. A imprensa norte-americana diz que o Pentágono estima que a operação terrestre, com milhares de fuzileiros e soldados, dure várias semanas.

O Irão ameaça atacar o porta-aviões USS Abraham Lincoln assim que este estiver ao seu alcance e adverte os Estados Unidos de que os militares capturados serão lançados aos tubarões.

Entretanto, a República Islâmica continua a atacar os Estados do golfo. Os Emirados Árabes Unidos reportam diariamente a interceção de dezenas de mísseis e drones iranianos. O mesmo acontece com Israel, com destaque para os mísseis que provocam baixas ou danos consideráveis, como o deste domingo numa fábrica de produtos químicos em Beersheba, no sul do país.

Em Teerão, a emissora Al Araby, com sede no Qatar, confirmou que um míssil israelita atingiu, no sábado, as instalações, obrigando à interrupção da transmissão em direto.

Israel afirma estar prestes a completar a destruição do sistema de produção de armas, mas admite que o arsenal de mísseis balísticos iranianos e os centros de comando continuam a ser uma ameaça.


Os Estados Unidos não confirmam a iminência de uma invasão terrestre no Irão. Dizem apenas que a operação militar está perto do fim. O vice-Presidente, JD Vance, garante que Washington não tem qualquer interesse em prolongar o conflito por dois ou três anos.

Prevista para quarta-feira 1.ª viagem de astronautas à Lua em meio século... A primeira viagem de astronautas à Lua em mais de 50 anos deve iniciar-se na quarta-feira com o lançamento da missão Artemis II, no Centro Espacial Kennedy da agência espacial norte-americana, em Cabo Canaveral, na Florida.

Por LUSA 

A NASA prevê 80% de hipóteses de tempo favorável na quarta-feira, sendo as principais preocupações a cobertura de nuvens e o potencial para ventos fortes, indicou hoje a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP).

O foguetão Artemis SLS tem 98 metros de altura, quatro motores principais e dois propulsores laterais.

A tripulação do Artemis II orbitará a Lua e o voo de 10 dias terminará com uma aterragem no Oceano Pacífico.

Esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.

O comandante da missão, Reid Wiseman, declarou hoje que tudo está preparado para o lançamento, que estava agendado há quase dois meses, mas foi adiado devido a problemas técnicos e meteorológicos.

"Estamos prontos para partir, a equipa está pronta para partir e o veículo está pronto para arrancar, mas nem por um segundo temos a expectativa de que vamos levantar voo", disse Wiseman na última conferência de imprensa virtual dos astronautas antes do lançamento. "Podemos ir até à plataforma de lançamento e ter de tentar mais algumas vezes, e estamos 100% preparados para isso", acrescentou.

Christina Koch referiu que a tripulação tem "a forte esperança de que esta missão seja o início de uma era em que todos, cada pessoa na Terra, possam olhar para a Lua e pensar nela como um destino".

A missão representa "um passo importante em direção a Marte", onde "poderá haver uma maior probabilidade de encontrar provas de vida", adiantou.

No dia do lançamento, os astronautas acordarão oito horas antes da descolagem, contou Glover, que disse que as suas últimas ações na Terra serão rezar e dizer à sua família que os ama.

Hansen, por seu turno, partilhou que, entre os momentos mais emocionantes, estará um eclipse solar total, no qual verão o Sol passar atrás da Lua.

O novo administrador da Nasa, Jared Isaacman, anunciou na passada terça-feira a suspensão do projeto Gateway, uma estação orbital lunar, para concentrar esforços no desenvolvimento de uma base na superfície da Lua.

"Suspendemos o projeto Gateway como estava pensado e vamos concentrar-nos em estabelecer a infraestrutura necessária para garantir uma presença sustentável na superfície lunar", disse num discurso na sede da NASA, em Washington, nos Estados Unidos, citado pela agência France-Presse.

O ambicioso plano para acelerar o regresso à Lua até 2028, realizar alunagens tripuladas a cada seis meses e construir uma base lunar permanente nos próximos sete anos foi avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros), segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

A agência norte-americana estabeleceu parcerias com várias organizações internacionais para o projeto, incluindo a Agência Espacial Europeia (ESA), que está a desenvolver módulos para o Gateway, e contará com contribuições de empresas privadas como a SpaceX e a Blue Origin.


Leia Também: Astronautas já estão no local de lançamento de missão à lua da NASA

Os austronautas que irão sobrevoar a lua chegaram sexta-feira ao local de lançamento, o Centro Espacial Kennedy, no estado norte-americano da Florida, noticiou a Associated Press (AP).

Netanyahu ordena ocupação de mais território no sul do Líbano... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse este domingo que "ordenou a expansão da zona de segurança existente" no sul do Líbano, o que levará a uma maior ocupação militar israelita do país vizinho.

Por  SIC Notícias Com LUSA

"Decidi alargar ainda mais a zona de segurança existente para, finalmente, frustrar a ameaça de invasão e impedir o lançamento de mísseis antitanque na nossa fronteira", acrescentou Netanyahu, que prometeu "mudar radicalmente" a situação no norte do país, região fronteiriça com o Líbano.

Segundo o chefe do governo de Israel, o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, ainda conserva "uma capacidade residual de lançar 'rockets'".

Netanyahu indicou outras áreas ocupadas pelo exército israelita como exemplos de como "a face do Médio Oriente" e a segurança de Israel mudaram.

"Estamos a tomar a iniciativa, estamos a atacar e criámos três cinturões de segurança em território inimigo. Na Síria, desde o topo do Monte Hermon até Yarmouk. Em Gaza, em mais de metade da Faixa", referindo-se ao destacamento de tropas ao longo da Linha Amarela, medida que devia ser temporária no âmbito do acordo de cessar-fogo em vigor.

"O Irão já não é o mesmo Irão, o Hezbollah já não é o mesmo e o Hamas já não é o mesmo Hamas. Já não são exércitos terroristas que ameaçam a nossa existência; são inimigos derrotados que lutam pela sua sobrevivência", salientou Netanyahu, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

Telavive voltou a realizar ataques aéreos no Líbano depois de o Hezbollah ter disparado 'rockets' em direção ao norte de Israel em 2 de março, em solidariedade com o Irão, alvo de uma ofensiva conjunta de forças israelitas e dos Estados Unidos desde 28 de fevereiro.

Mais de 1.200 pessoas já morreram devido à guerra em curso entre Israel e o Hezbollah e o número de feridos ultrapassa os 3.500, segundo o Ministério da Saúde libanês.

Entre os mortos estão 52 profissionais de saúde, de acordo com a agência noticiosa norte-americana Associated Press, que dá conta igualmente de mais de um milhão de libaneses deslocados devido ao conflito.

Estudantes dos PALOP queixam-se de atrasos nos vistos e dificuldades em Portugal

Por expressodasilhas.cv

Estudantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) em Portugal queixam-se de atrasos na emissão de vistos, rendas incomportáveis e barreiras curriculares que dizem transformar o sonho académico numa luta pela sobrevivência e saúde mental.

Bilkiça Câmara, estudante guineense na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, descreveu à agência Lusa uma realidade onde o sucesso académico é, muitas vezes, ensombrado por uma luta pela sobrevivência e regularização documental que afecta a maioria dos alunos internacionais, nomeadamente dos PALOP.

“Não é uma ou duas ou três pessoas que passam por isso, é a grande maioria dos estudantes que ingressam através do regime especial”, disse, explicando que a demora no processo de emissão de vistos faz com que muitos cheguem a Portugal em Dezembro ou Março, quando os semestres já estão praticamente concluídos.

Este obstáculo é transversal a estudantes de outras nacionalidades da lusofonia.

Beatriz Pires, antiga aluna da Faculdade de Letras que veio de São Paulo, Brasil, disse que a documentação foi o maior entrave, ficando cerca de seis meses sem conseguir estudar.

Segundo Bilkiça Câmara, os alunos chegam tão atrasados que não conseguem fazer o primeiro ano por terem muitas unidades curriculares pendentes, e muitos dos que chegam em março, a meio do segundo semestre, desistem.

Esta chegada tardia gera um “desânimo total” e ainda estados de saúde mental “completamente destrutivos”, diz a estudante guineense que contou que acompanha colegas a consultas de psicologia.

Céline Machaieie, estudante moçambicana no Instituto Superior Técnico, relatou que o seu visto demorou quase dois meses, resultando num primeiro semestre “praticamente perdido”.

“Em vários momentos até já pensei em desistir e voltar para o meu país”, contou.

Além da burocracia, a barreira económica é outro obstáculo apontado, pois no mercado de arrendamento privado os quartos rondam os “400 ou 500 euros”, valores incomportáveis para os alunos que chegam sozinhos.

Esta pressão financeira empurra muitos dos estudantes para empregos precários e exploração laboral, onde acabam por abandonar os estudos para garantirem o sustento, de acordo com Bilkiça Câmara.

"Eles têm que decidir ou continuam com os estudos ou continuam a trabalhar para os sustentar. E muitos acabam por escolher a segunda opção, que é trabalhar para se sustentar", lamentou.

As estudantes apontam ainda a diferença entre os currículos dos seus países de origem e o sistema português.

Bilkiça Câmara criticou o ensino “muito voltado à Europa e aos Estados Unidos”, sublinhando que as visões africanas ou asiáticas, quando ensinadas, mantêm uma perspectiva eurocêntrica.

Também Céline notou que os conteúdos que em Moçambique apenas seriam abordados no ensino superior, em Portugal já fazem parte do currículo secundário, exigindo um “esforço extra”.

As estudantes relataram também episódios de preconceito como a exclusão em trabalhos de grupo ou a diferenciação por serem mulheres negras.

"O trabalho de acolhimento e integração efectivo não está a ser feito. Em muitas universidades, os estudantes chegam cá e estão completamente sozinhos, sem saber se virar. Eu não vejo universidades a dedicarem o seu tempo para mostrar a faculdade aos estudantes, para disponibilizar mentorias ou tutorias", declarou Bilkiça Câmara.

Beatriz Pires confirma esta visão e disse que o apoio acaba por vir apenas dos próprios estudantes que criaram núcleos para ajudar quem passa pelo mesmo.

"A gente sabe exactamente o que é exclusão, o que é ter um professor que fala que nós não sabemos escrever", disse a estudante brasileira.

Como resposta, pedem medidas concretas às instituições de ensino superior. Céline e Bilkiça sugerem a criação de dias abertos e mentorias, além de aulas de apoio para colmatar as diferenças curriculares.

"Tem que haver maior sensibilização e reconhecer que estes estudantes têm dificuldades, acabaram de chegar, estão aqui sozinhos, precisam de ser integrados academicamente, social e cultural", disse a jovem guineense, concluindo que "não adianta quererem estudantes estrangeiros (...) se não trabalham a sério para integrar e alcançar esses estudantes”.

Embaixador iraniano no Líbano não vai acatar ordem de expulsão... O embaixador iraniano no Líbano não vai acatar a ordem de expulsão das autoridades libanesas, que lhe deram até hoje para deixar o país, adiantou fonte diplomática à agência de notícias AFP.

© Anwar AMRO / AFP via Getty Images   Por  LUSA   29/03/2026 

Mohammad Reza Raeuf Sheibani "não deixará o Líbano, de acordo com os desejos do presidente [do parlamento] Nabih Berri e do Hezbollah", precisou a fonte, que pediu para permanecer anónima.

O movimento xiita pró-iraniano Hezbollah apelou a Beirute a rever a sua decisão de expulsar o embaixador, acusado de ingerência no território libanês.

O Líbano revogou a acreditação do embaixador iraniano recentemente nomeado em Beirute e deu-lhe até domingo para sair do país, anunciou no dia 24 o Ministério dos Negócios Estrangeiros libanês.

Esta medida surge depois de Beirute ter acusado a Guarda Revolucionária do Irão de dirigir operações do grupo xiita Hezbollah contra Israel a partir do Líbano e de ter anunciado a proibição das suas atividades em território libanês.

O ministério afirmou que convocou o encarregado de negócios iraniano e informou-o da decisão das autoridades de "considerar o embaixador Mohammad Reza Raeuf Sheibani, nomeado para o cargo em fevereiro, como 'persona non grata'".

A declaração, que indica que uma pessoa não é bem-vinda num país, obriga à sua retirada da missão diplomática, resultando na perda de imunidades e privilégio.


Leia Também: Ataque aéreo "brutal" atinge universidade no Irão e provoca 4 feridos

A Universidade de Tecnologia de Isfahan foi hoje atingida, pela segunda vez, por um ataque aéreo conjunto dos Estados Unidos e de Israel, com o registo de quatro feridos.