domingo, 15 de março de 2026

Netanyahu nega a sua própria morte... com vídeo: "Mortinho por um café"... O chefe do governo de Israel, Benjamin Netanyahu, publicou um vídeo no qual mostra que está vivo, depois de surgirem rumores, no Irão, de que estaria morto ou ferido. Veja abaixo.

Por LUSA 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou, este domingo, um vídeo, que pode ver acima, durante qual diz que está "mortinho por beber um café" depois de, no Irão, começarem a surgir rumores de que estaria morto.

A Reuters verificou a veracidade do vídeo, gravado nos arredores de Jerusalém, e traduziu a conversa, dando conta de que o chefe de Governo está a falar com um dos seus assessores, que o questiona sobre os rumores.

Netanyahu responde com um trocadilho que poderá ser traduzido como algo como "estou louco por" ou, como também se usa em português, "estou mortinho por".

"Estou mortinho por um café", responde, com uma chávena na mão, acrescentando que também está "louco" pelo povo israelita.

Segundo a agência de notícias, os rumores de que estaria ferido ou morto foram divulgados pelos meios de comunicação estatal iranianos.

A guerra no Médio Oriente subiu de tom há cerca de duas semanas, quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação conjunta contra o Irão, que respondeu de imediato.

Vários países na região foram também afetados e muitas pessoas decidiram regressar aos países de origem. Para Portugal - e com voos adiados pelo meio - regressaram centenas de pessoas.

Nos ataques levados a cabo contra o Irão, o líder supremo, Ali Khamenei, morreu, tendo o seu filho, Mojtaba Khamenei, sucedido no cargo. O único discurso que o novo líder iraniano teve foi, no entanto, lido na televisão iraniana, o que levanta dúvidas sobre o seu estado de saúde, com o presidente dos EUA, Donald Trump, a dizer que até agora ninguém conseguiu dar provas de vida do sucessor.


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Ou o regime de Teerão cai, ou muda de rumo, ou capitula, ou o Presidente Donald Trump sofre uma importante derrota política, a oito meses das eleições legislativas intercalares. É o que se chama uma guerra de sobrevivência. Já os países do Golfo, e seus vizinhos, estão numa posição delicada. Não querem a guerra, mas precisam de defender-se. A questão que se coloca é: penderão para o Irão ou para os EUA?


Irão: Países da AIE da Ásia e Oceânia libertam reservas de petróleo... A Agência Internacional da Energia (AIE) anunciou hoje que decidiu libertar imediatamente os excedentes oriundos da Ásia e Oceânia para colocar no mercado 400 milhões de barris de petróleo.

Por LUSA 

Entretanto, os carregamentos da América e Europa começam a chegar a partir do final de março, indicou a AIE, segundo esta decisão tomada na quarta-feira.

Segundo uma atualização feita hoje pela AIE, os países-membros já apresentaram os seus planos de implementação da medida excecional adotada por o forte impacto que a guerra no Irão está a ter o mercado petrolífero, especialmente com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio mundial do petróleo.

Até agora, os países-membros da AIE comprometeram 271,7 milhões de barris de reservas governamentais, sendo 116,6 milhões de barris oriundos de reservas obrigatórias da indústria e 23,6 milhões de outras reservas, segundo os dados atualizados hoje e publicados pela AIE num comunicado.

Atualmente, os países com a AIE têm reservas governamentais de 271,7 milhões de barris, reservas industriais obrigatórias de 116,6 milhões de barris e reservas de outras fontes existentes de 23,6 milhões de barris, cujas datas atuais são 15 de março e foram publicadas pela agência em comunicado.

Segundo os dados, e por regiões, os países da América têm 172,2 milhões de barris de reservas públicas e 23,6 milhões adicionais de outras fontes, com uma composição total de petróleo bruto.

Na Ásia e Oceânia, os volumes ascendem a 66,8 milhões de barris de reservas governamentais e 41,8 milhões de reservas da indústria, com uma quota de 60% de crude e 40% de produtos petrolíferos.

Na Europa, os países-membros da AIE libertam 32,7 milhões de barris de reservas públicas e 74,8 milhões de reservas obrigatórias neste setor industrial, compostos por 32% de crude e 68% de produtos refinados.

A AIE indica que se trata da sexta ação conjunta de emergência adotada pelos membros, desde a criação do organismo em 1974, depois de intervenções semelhantes em 1991, 2005, 2011 e em duas ocasiões em 2022.

A organização alerta ainda que a guerra no Médio Oriente está a provocar a maior interrupção da história no fornecimento do mercado petrolífero mundial.

Embora a libertação coordenada de reservas constitua o maior mecanismo de emergência utilizado até agora, e tenha trazido um importante contributo para o mercado, a AIE enfatizou que a retoma do trânsito normal dos navios através do estrito de Ormuz será o fator decisivo para restabelecer os fluxos estáveis de crude.

Exército israelita prevê que a guerra vai durar mais três a seis semanas... As Forças de Defesa de Israel preveem que a guerra com o Irão poderá durar mais três a seis semanas, indicou hoje o porta-voz do exército, que destacou a existência de "milhares de objetivos pela frente".

Por LUSA 

"Estamos preparados, em coordenação com os nossos aliados americanos, com planos que se estenderão pelo menos até ao feriado judaico da Páscoa [que começa em 01 de abril], daqui a cerca de três semanas. E temos planos mais ambiciosos que abrangem até mais três semanas", precisou Effie Defrin, em entrevista à cadeia televisiva CNN.

Contudo, o porta-voz militar observou que as forças israelitas "não trabalham com um cronómetro ou calendário, mas para atingir os seus objetivos", que consistem em "enfraquecer severamente o regime iraniano".

A entrevista surge no mesmo dia em que o chefe da diplomacia israelita, Gideon Saar, insistiu que a guerra contra o Irão vai durar até que sejam eliminadas as "ameaças existenciais" que o país representa para Israel.

"Queremos acabar com as ameaças existenciais do Irão a longo prazo, não queremos ir todos os anos para outra guerra", declarou Saar sobre a ofensiva aérea desencadeada em conjunto com os Estados Unidos em 28 de fevereiro.

O Irão respondeu desde então com ataques com mísseis e drones contra Israel e contra os países vizinhos, visando em particular bases militares e outros interesses norte-americanos mas também infraestruturas económicas, sobretudo energéticas.

Ao mesmo tempo, colocou sob ameaça militar o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial, fazendo disparar o preço do barril para cerca de cem dólares.

Um alto dirigente israelita, que falou sob anonimato ao jornal The Times of Israel, assinalou hoje "sinais de fissuras" dentro do Governo iraniano.

"Estamos a criar as condições" para o derrube do regime, argumentou o responsável israelita, reforçando a posição de Telavive e Washington de que, "em última análise", tudo dependerá do povo iraniano.

"Pode estar a demorar um pouco, mas não é uma guerra sem fim, e estamos bem à frente do calendário", acrescentou.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou hoje pelo seu lado a afastar a possibilidade de um acordo com o Irão neste momento.

"O Irão quer fazer um acordo, e eu não quero, porque os termos do acordo ainda não são suficientemente bons", declarou, em entrevista à cadeia NBC.

Para Trump, os termos de um entendimento precisam ser "muito fortes" e incluir um compromisso de Teerão para abandonar as suas ambições nucleares.

Até à data, o líder da Casa Branca indicou vários prazos e objetivos para o fim da ofensiva militar.

Dois dias depois do início dos ataques, afirmou que poderia durar "quatro ou cinco semanas", na semana passada reduziu o prazo e disse que estava "prestes a terminar" e na sexta-feira respondeu que vai durar "o tempo que for preciso".

O Irão rejeitou até agora qualquer discussão para estabelecer um cessar-fogo neste conflito que se propagou a toda a região e reacendeu a guerra no Líbano, depois de o grupo xiita Hezbollah ter partido em apoio do seu aliado de Teerão e começado a atacar Israel.

Na sexta-feira, alguns dos principais líderes do regime iraniano marcharam no centro de Teerão em desafio dos ataques israelo-americanos, mas não o novo líder supremo.

Mojtaba Khamenei foi ferido, segundo vários relatos de fontes ligadas ao regime iraniano, no mesmo bombardeamento que matou o seu pai e antecessor, Ali Khamenei, e não é visto em público h+a vários dias.

O chefe da diplomacia de Teerão, Abbas Araqchi, disse no sábado que "não há qualquer problema" com Mojtaba Khamenei, que "está a cumprir os seus deveres de acordo com a Constituição e continuará a fazê-lo".


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Pelo menos 3.040 pessoas, na maioria civis, morreram em resultado dos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão desde 28 de fevereiro, segundo uma contagem divulgada hoje pela organização iraniana de direitos humanos HRANA.


Zelensky acusa Rússia de lançar milhares de drones e bombas numa semana... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou hoje a Rússia de ter atacado a Ucrânia com 1.770 drones, mais de 1.530 bombas guiadas e 86 mísseis nos últimos sete dias.

Por LUSA 

O arsenal incluiu mais de 20 mísseis balísticos, segundo Zelensky, que divulgou os números numa mensagem acompanhada por imagens da destruição causada pelos bombardeamentos russos.

Cada um destes equipamentos "contém pelo menos 60 componentes estrangeiros, que são fornecidos à Rússia em violação das sanções", afirmou, retomando uma crítica que tem feito a parceiros da Ucrânia.

"Os esquemas que tornam possíveis essas entregas são conhecidos e devem ser eliminados", referiu, citado pela agência espanhola EFE.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 e tem sido alvo de sanções dos aliados ocidentais de Kyiv, que atingiram o setor do petróleo e do gás, para tentar diminuir a capacidade de financiar o esforço de guerra.

Os Estados Unidos levantaram temporariamente na semana passada o embargo ao comércio de petróleo russo, o que suscitou duras críticas da Ucrânia e da União Europeia.

Nos mais de quatro anos de guerra com a Rússia, a Ucrânia desenvolveu a indústria de defesa e Zelensky defendeu no sábado, em declarações com embargo até hoje, o reforço do controlo do Estado sobre a venda de drones ao estrangeiro.

Desde o início da guerra em curso no Médio Oriente, a Ucrânia afirmou ter enviado especialistas em drones para vários países do Golfo para os ajudar a repelir os drones de conceção iraniana Shahed.

Zelensky queixou-se de que países estrangeiros tentam comprar drones às empresas ucranianas, "sem passar pelo Governo".

"Infelizmente, alguns representantes de governos ou de empresas desejam contornar o Estado ucraniano para comprar equipamentos específicos. É o que está a acontecer atualmente", prosseguiu, sem nomear os países envolvidos.

O Presidente ucraniano ameaçou as empresas que não se submetam ao controlo governamental com "medidas desagradáveis" e disse ter pedido ao Governo que encontre "soluções sistémicas" para o problema.

"Comuniquei isto ao nosso Ministério da Defesa e enviei sinais nesse sentido" ao setor privado, afirmou, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Zelensky considerou que a "produção de drones modernos e a experiência ucraniana na matéria" poderão constituir um setor tão lucrativo como o petróleo.

Confrontado há anos com ataques russos que envolvem centenas de drones, o exército ucraniano adquiriu uma experiência valiosa na luta contra os aparelhos de baixo custo e produzidos massivamente.

A Ucrânia desenvolveu, nomeadamente, capacidades de bloqueio e drones intercetores, conhecimentos que propôs partilhar com os parceiros.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declinou a ajuda ucraniana, declarando recentemente ao canal Fox News que não precisava dela.

O Irão desvalorizou a iniciativa ucraniana em relação aos países do Golfo, mas avisou Kyiv de que tinha entrado "numa fase de confrontação direta" com Teerão, pelo que a Ucrânia se tinha tornado "um alvo legítimo".

Zelensky respondeu à ameaça e negou que a Ucrânia tenha entrado em conflito com o Irão.

Explicou que os técnicos ucranianos apenas partilharam "uma análise clara e completa" sobre como lidar com os drones iranianos, sem qualquer envolvimento em operações.

"As três equipas que se deslocaram [ao Médio Oriente] têm capacidade para realizar uma análise e demonstrar como [a defesa aérea] deve funcionar", afirmou, citado pela agência espanhola EFE.

"Não se trata de estar presente num determinado local durante as operações", acrescentou.


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Países nórdicos e Canadá avisam: "Maior ameaça ao Ártico é a Rússia"... Os líderes da Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Islândia e Canadá manifestaram hoje, após uma reunião destinada a reforçar a cooperação entre os seus países, a necessidade de proteger a região do Ártico face à ameaça russa.

Por LUSA 
"A maior ameaça à segurança física no Ártico é a Rússia", sublinhou numa conferência de imprensa em Oslo o primeiro-ministro canadiano Mark Carney, ao lado dos seus homólogos da Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Islândia.

"Infelizmente, é uma ameaça comum no Ártico", acrescentou, citado pela agência EFE, antes de saudar o facto de a NATO "se estar agora a centrar na segurança" da região ártica com missões como a "Sentinela do Ártico", uma iniciativa à qual também aludiu a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen.

"Agora queremos estar permanentemente presentes na região ártica e, como todos sabem, é uma região enorme", acrescentou Frederiksen, que comentou que, nessa parte do mundo, a situação de segurança está a mudar devido à Rússia.

"Como Estados árticos, é claro que há muitos anos que estamos cientes de uma situação de segurança que, como disse Mark, está a mudar devido à Rússia, mas agora temos todo o apoio do resto da NATO para estarmos presentes", salientou a chefe do Governo dinamarquês.

"Temos de ser mais fortes na área da vigilância e temos também, em conjunto, de investir nas capacidades necessárias, através de aquisições comuns e investimentos comuns. Penso que agora estamos numa posição mais favorável para proteger o Ártico", acrescentou Frederiksen.

A primeira-ministra dinamarquesa também aludiu à "pressão" que o seu país sofreu por parte dos Estados Unidos no início do ano, dado o interesse demonstrado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, em assumir o controlo da Gronelândia, alegadamente por motivos de segurança nacional.

Essa pressão, face à qual a Dinamarca contou com o apoio dos seus parceiros europeus e, entre outros, também do Canadá, cessou após o acordo em Davos (Suíça) entre Trump e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, pelo qual a NATO se encarregaria de garantir a segurança da ilha ártica.

Por seu lado, o chefe do Governo norueguês, Jonas Gahr Støre, que atuou como mestre de cerimónias do encontro entre os líderes nórdicos e o primeiro-ministro canadiano, congratulou-se com o facto de a região ártica estar agora no centro das atenções da NATO.

"A Rússia é uma ameaça grave e, no horizonte, mais longe, avista-se a China, e temos de preparar-nos", comentou o primeiro-ministro norueguês.

Tanto a primeira-ministra islandesa, Kristrún Frostadóttir, como os chefes de Governo da Suécia, Ulf Kristersson, e da Finlândia, Petteri Orpo, concordaram em salientar a importância de garantir a segurança da região ártica.

Orpo, o último a intervir na conferência de imprensa, encerrou a sessão com uma avaliação positiva dos esforços dos aliados da NATO nessa região do mundo.

"Estamos no caminho certo no que diz respeito à segurança no Ártico", afirmou, antes de classificar como "crucial" a missão "Sentinela do Ártico" da aliança atlântica.

"O que precisamos é de mais capacidades e também de planos e de realizar manobras em conjunto, como fazemos agora", mas "o que temos de compreender é que a Rússia é a nossa maior ameaça e continuará a sê-lo para os países nórdicos e do Ártico", concluiu o finlandês.

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O chefe da diplomacia israelita, Gideon Saar, insistiu hoje que a guerra contra o Irão vai durar até que sejam eliminadas as "ameaças existenciais" que o país representa para Israel.


Que se passa? Os desenvolvimentos no 16.º dia da guerra no Médio Oriente... Principais acontecimentos relacionados com a guerra no Médio Oriente, que entrou hoje no seu 16.º dia, com base na agência de notícias France-Presse (AFP).

Por LUSA 

Israel não prevê negociações diretas com o Líbano

O chefe da diplomacia israelita afirmou hoje que não estão previstas negociações diretas com o Líbano para pôr fim à guerra desencadeada a 02 de março por um ataque do Hezbollah contra Israel, à margem da guerra no Irão.

Uma fonte oficial libanesa tinha dito no sábado à AFP que estava a formar uma delegação para negociar com Israel com vista ao fim da guerra.

A mesma fonte referiu, contudo, que nem a data nem o local de tais discussões foram ainda fixados, estando Paris e Chipre a ser considerados.

Irão diz ter realizado ataques com drones em Israel

O exército iraniano declarou hoje ter realizado ataques com drones visando, nomeadamente, uma importante unidade policial e um centro de comunicações por satélite em Israel, num comunicado divulgado pela agência de notícias oficial IRNA.

Irão alerta contra qualquer ação que possa expandir a guerra

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, exortou hoje as outras nações a "absterem-se de qualquer ação que possa levar a uma escalada e a uma extensão do conflito".

O aviso foi feito durante uma conversa telefónica com o homólogo francês, Jean-Noel Barrot, e após um pedido de auxílio do Presidente norte-americano, Donald Trump, para garantir a segurança no estreito de Ormuz.

Israel aprova verba orçamental "de emergência"

O Governo israelita aprovou uma verba de 2,6 mil milhões de shekels (692,9 milhões de euros) para compras militares de emergência, informou hoje a imprensa israelita.

A decisão foi tomada pelo Governo de Benjamin Netanyahu na noite de sexta-feira para sábado, durante uma reunião por videoconferência.

A verba servirá para "compras de segurança" e para responder "a necessidades urgentes", referiu o diário Haaretz, sem adiantar mais detalhes.

Governo britânico considera vital uma "desescalada do conflito" no Médio Oriente

O ministro da Energia britânico, Ed Miliband, considerou hoje essencial reduzir as tensões no Médio Oriente, após o apelo de Donald Trump para que os navios de guerra de outros países contribuam para a proteção dos abastecimentos mundiais de petróleo que transitam pelo estreito de Ormuz.

Preocupação no Iraque com ataques de drones

As autoridades iraquianas manifestaram hoje preocupação com os repetidos ataques de drones nas proximidades do aeroporto de Bagdad, que ameaçam diretamente uma prisão de alta segurança onde estão detidos presumíveis jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).

Seul analisa apelo de Trump para enviar navio para o estreito de Ormuz

A Coreia do Sul está a analisar o pedido de Trump para enviar um navio para o estreito de Ormuz para garantir a segurança da rota petrolífera do Golfo.

Israel anuncia ataques no oeste do Irão

O exército israelita anunciou hoje ter lançado uma "vasta vaga" de ataques contra infraestruturas iranianas no oeste do país, ao 16.º dia da ofensiva conduzida conjuntamente com os Estados Unidos contra a República Islâmica.

Detenção no Irão de 20 pessoas por alegadas ligações a Israel

As autoridades iranianas detiveram pelo menos 20 pessoas na província do Azerbaijão Ocidental (noroeste) por terem "transmitido informações sobre locais militares, policiais e de segurança ao inimigo sionista", noticiou a agência de notícias Fars.

Guardiões da Revolução juram matar Netanyahu

Os Guardiões da Revolução juraram hoje "caçar e matar" o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

"Se este criminoso assassino de crianças ainda estiver vivo, continuaremos a caçá-lo e matá-lo-emos com todas as nossas forças", prometeu a poderosa força armada ideológica da República Islâmica do Irão.

Explosões no Bahrein

Fortes explosões fizeram-se ouvir na madrugada de hoje em Manama, a capital do Bahrein, segundo dois jornalistas da AFP no local.

Desde o início da guerra, o Bahrein afirmou ter intercetado 125 mísseis e 203 drones iranianos, com um balanço de dois mortos.

Nos outros países do Golfo, estes ataques causaram 24 mortos.

O Ministério da Defesa saudita relatou a destruição de 10 drones que visavam o leste do país e a capital, Riade.

Equipa de futebol iraquiana no México

A seleção de futebol do Iraque viajará para o México para disputar o jogo de 'play-off' para o Mundial-2026, apesar das dificuldades de viagem provocadas pela guerra no Médio Oriente, confirmou o presidente da Federação Iraquiana, Adnan Dirjal.

O jogo será disputado a 31 de março em Monterrey.

Emirados escolhem a contenção

Os Emirados Árabes Unidos têm o "direito de se defender" contra os ataques iranianos, mas continuam a escolher a contenção, declarou o conselheiro do presidente Anwar Gargash.

O Irão alertou que considera os portos do país como alvos legítimos.

Seis futebolistas iranianas retiram pedido de asilo na Austrália

Mais três membros da equipa feminina iraniana de futebol que tinham pedido e obtido asilo na Austrália decidiram regressar ao Irão, após uma primeira jogadora o ter feito esta semana, segundo o ministro do Interior australiano, Tony Burke.

Seis jogadoras e um membro da equipa técnica tinham pedido refúgio na Austrália após terem sido qualificados como "traidores em tempo de guerra" no Irão.

Trump quer ajuda no estreito de Ormuz

Trump exortou os países que dependem do petróleo que transita pelo estreito de Ormuz, bloqueado de facto pelo Irão, a assegurarem a segurança em coordenação com os Estados Unidos.

"Os Estados Unidos da América venceram e aniquilaram completamente o Irão, tanto militar como economicamente (...), mas os países do mundo que se abastecem de petróleo via estreito de Ormuz devem zelar pela segurança desta passagem, e nós ajudá-los-emos", escreveu na rede social de que é proprietário.


O Irão aconselhou hoje outros países a evitar qualquer ação que possa expandir a guerra com os Estados Unidos e Israel, após o apelo do Presidente norte-americano sobre segurança no estreito de Ormuz.


MNE do Quénia em Moscovo para repatriar cidadãos recrutados para a guerra... O ministro dos Negócios Estrangeiros queniano, Musalia Mudavadi, partiu para a Rússia, para tratar da situação dos quenianos recrutados por Moscovo para combater na guerra na Ucrânia e facilitar o seu repatriamento, informou o Governo queniano.

Por  LUSA 

As conversações de Mudavadi "com altos funcionários do Governo russo terão como objetivo abordar a situação dos quenianos que possam ter sido recrutados, voluntária ou involuntariamente, pelas forças armadas russas", referiu um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Durante a viagem de dois dias, o ministro "intensificará os esforços diplomáticos para estabelecer um diálogo direto com as autoridades russas, a fim de evitar maiores riscos decorrentes de recrutamento enganoso ou falsas promessas de emprego".

"A fim de proteger os cidadãos quenianos afetados pelo atual conflito entre a Rússia e a Ucrânia", acrescentou o comunicado, o ministro "incluirá um pedido para facilitar o repatriamento dos quenianos afetados através de um processo seguro".

A visita "visa aprofundar as relações entre o Quénia e a Rússia, particularmente nas áreas da educação, mobilidade laboral, saúde, infraestruturas e energia, além de reforçar os laços diplomáticos e económicos entre os dois países".

A viagem inclui encontros com o seu homólogo russo, Sergey Lavrov, e com os ministros da Educação e do Trabalho da Rússia. Além disso, o ministro queniano fará uma palestra pública no Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscovo.

Mudavadi, que também ocupa o cargo de ministro-chefe do Gabinete, anunciou a sua viagem à Rússia em fevereiro último.

Na altura, afirmou que, segundo fontes dos serviços de informação, os quenianos envolvidos estavam a assinar contratos com agências que prometiam pagamentos até 18 mil dólares para vistos, viagens e alojamento.

No mesmo mês, o Serviço Nacional de Informações do Quénia (NIS) apresentou um relatório ao Parlamento do país afirmando que o número de cidadãos quenianos recrutados por Moscovo era de, pelo menos, 1.000.

Embora a Embaixada da Rússia no Quénia tenha negado as acusações, as estimativas quenianas sugerem que os números fornecidos pelo Governo ucraniano são conservadores.

Assim, desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, as autoridades ucranianas reportaram a presença de pelo menos 1.780 africanos de 36 países a combater ao lado dos russos.

Alguns fazem-no voluntariamente, como mercenários, mas outros relataram ter sido enganados e coagidos em casos que os especialistas acreditam poder configurar tráfico de pessoas, noticia a agência Efe.

Kyiv revelou que cidadãos de países como a Somália, Serra Leoa, Togo, Cuba e Sri Lanka, entre outros, estão detidos em campos ucranianos, embora a maioria morra ou fique gravemente ferida antes de ser tornar prisioneira de guerra.


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Pelo menos 20 pessoas, incluindo 12 militares, foram mortas na sexta-feira num assalto de criminosos a uma localidade no estado de Plateau, no centro da Nigéria, denunciou hoje uma organização civil local.


Taiwan deteta 26 aeronaves militares chinesas nas imediações da ilha... A República de Taiwan detetou 26 aeronaves militares chinesas a operar nas imediações da ilha nas últimas 24 horas, das quais 16 cruzaram a linha média do Estreito de Taiwan, anunciou hoje o Ministério da Defesa Nacional de Taiwan.

Por LUSA 

De acordo com o boletim diário divulgado pelo Ministério da Defesa, citado pela agência de notícias Efe, as incursões ocorreram entre as 06:00 de sexta-feira (22h GMT de quinta-feira) e as 6h de sábado (22h GMT de sexta-feira).

Nesse período temporal foi também detetada a presença de sete navios de guerra chineses em águas próximas da ilha de Taiwan.

Do total de aeronaves registadas, 16 atravessaram a linha média do Estreito, uma fronteira não oficial que, durante décadas, funcionou como uma linha de separação tácita entre ambos os lados, e penetraram em áreas do norte, centro e sudoeste da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) de Taiwan.

Perante estes movimentos, as Forças Armadas de Taiwan mobilizaram caças, navios da Marinha e sistemas de mísseis terrestres para acompanhar a situação e responder caso fosse necessário, indicou o ministério.

Este é o maior número de aeronaves chinesas detetadas por Taiwan desde 25 de fevereiro, quando o Ministério da Defesa de Taiwan informou da presença de 30 aparelhos no que Pequim descreveu na altura como uma "patrulha conjunta de preparação para o combate".

Entre o final de fevereiro e o início de março, Taiwan registou uma atividade aérea chinesa muito inferior ao habitual, com vários dias sem que fossem relatadas incursões.

A China considera Taiwan uma das suas províncias, cuja soberania não foi reconhecida, enquanto o Governo de Taiwan defende que a ilha é um território autónomo com o seu próprio sistema político e militar.

Nos últimos anos, Pequim tem aumentado a pressão militar em torno de Taiwan através do envio quase diário de aeronaves e navios de guerra para as imediações da ilha, uma estratégia que Taipé denuncia como parte de uma campanha de intimidação destinada a desgastar as suas forças armadas e reforçar as suas reivindicações territoriais.

Zelensky acusa europeus de chantagem com oleoduto russo para a Hungria... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou os aliados europeus de chantagem por pressionarem Kyiv a reparar o oleoduto Druzhba, que transporta petróleo russo, numa disputa que envolve a Hungria.

Por LUSA 

"Estão a forçar-me a restabelecer o Druzhba", declarou Zelensky a um grupo de jornalistas no sábado, com embargo até hoje.

Zelensky disse que a reparação do oleoduto está a ser condicionada a um empréstimo de 90 mil milhões de dólares (78 mil milhões de euros, ao câmbio atual), bloqueado pela Hungria, destinado à compra de armas para a Ucrânia.

"Disse aos nossos amigos na Europa que isso se chama chantagem", afirmou o líder ucraniano perante um grupo de jornalistas, incluindo da agência de notícias francesa AFP.

A Ucrânia declarou-se, contudo, disposta a trabalhar com qualquer dirigente húngaro que "não seja um aliado" de Vladimir Putin, a poucas semanas das eleições legislativas na Hungria que poderão ditar uma mudança de governo.

"Trabalharemos com qualquer líder na Hungria (...), desde que essa pessoa não seja um aliado de Putin", afirmou o Presidente ucraniano.

Zelensky acusou o atual Governo ultranacionalista de Viktor Orbán de "difundir um sentimento anti-ucraniano" e de utilizar conselheiros de comunicação russos na campanha eleitoral.

Afirmou ainda que a Ucrânia não quer perder o apoio norte-americano devido à crise no Médio Oriente, onde os Estados Unidos e Israel têm em curso uma guerra contra o Irão desde 28 de fevereiro.

"Demonstramos a nossa vontade de ajudar os Estados Unidos e os seus aliados no Médio Oriente", oferecendo a experiência ucraniana em drones, referiu.

"Esperamos muito que, devido ao Médio Oriente, os Estados Unidos não se afastem da questão da guerra na Ucrânia", disse Zelensky, cujo país enfrenta uma invasão da Rússia desde fevereiro de 2022.

Para combater as tropas russas, a Ucrânia tem contado com apoio financeiro e em armamento dos aliados ocidentais, sobretudo a União Europeia, Reino Unido e Estados Unidos.

A relação com a administração do Presidente Donald Trump, no poder desde fevereiro de 2025, tem conhecido altos e baixos, sobretudo devido à proximidade do líder norte-americano com Putin.

Os aliados de Kyiv têm imposto sanções económicas a Moscovo, mas Trump autorizou temporariamente na semana passada a venda de petróleo russo já carregado em petroleiros, o que motivou duras críticas ucranianas e europeias.

Zelensky anunciou também que a Ucrânia vai receber este ano de França um novo sistema de defesa SAMP/T, que será testado contra mísseis balísticos russos como alternativa ao sistema norte-americano "Patriot".

Trata-se do "tema mais importante" das discussões mantidas com Emmanuel Macron, na passada sexta-feira, em Paris, acrescentou.


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As autoridades da região de Krasnodar, no sul da Rússia, anunciaram hoje que drones ucranianos voltaram a atacar, pela segunda vez numa semana a refinaria de Tikhoretsk-Nafta, uma das maiores da Rússia.


Israel lança nova ofensiva e Teerão ataca base dos EUA e alvos israelitas... Israel anunciou hoje o lançamento de uma nova ofensiva no oeste do Irão e a Guarda Revolucionária iraniana reivindicou ataques com mísseis contra uma base aérea norte-americana e alvos israelitas, ao 16.º dia de guerra.

Por LUSA 

O exército israelita lançou "uma vaga de ataques contra infraestruturas do regime terrorista iraniano no oeste do Irão", disseram os militares num comunicado citado pela agência francesa AFP.

Desde o início da operação militar conjunta com os Estados Unidos, em 28 de fevereiro, Israel realizou mais de 400 vagas de bombardeamentos no Irão, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

Os caças israelitas atacaram mais de 200 objetivos no Irão ao longo do dia de sábado, incluindo dezenas de lançadores de mísseis balísticos, sistemas de defesa aérea e depósitos de armas, informou o exército.

Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária reivindicou hoje o lançamento de 10 mísseis e de um número não especificado de drones contra as forças norte-americanas destacadas na base aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos.

A operação visou centros de comando e controlo regionais e a gestão da frente interna israelita, num ataque simultâneo a instalações ligadas aos Estados Unidos e a Israel, disse a Guarda Revolucionária num comunicado divulgado pela agência iraniana Fars.

A força ideológica do regime da República Islâmica dedicou a ação aos "84 mártires" do navio "Dena", que foi afundado por um submarino norte-americano ao largo do Sri Lança em 04 de março.

Foram usados na operação mísseis hipersónicos e drones "com capacidade destrutiva", precisou a Guarda Revolucionária no comunicado, também citado pela agência espanhola Europa Press (EP).

Disse também que os alvos atingidos na base de Al Dhafra teriam servido como apoio informativo no planeamento de operações contra o Irão.

"Com a graça de Deus, os contínuos e esmagadores ataques contra os alvos dos centros e interesses dos Estados Unidos e do regime sionista continuarão com maior poder e alcance até que o agressor se renda e seja castigado", acrescentou.

As forças israelitas disseram ter detetado mísseis lançados do Irão em direção a Israel, embora não tenham esclarecido o número exato de alvos identificados.

O exército disse que os sistemas de defesa estavam "a trabalhar para intercetar a ameaça" e que o centro de comando da frente interna tinha distribuído alertas por telemóvel para residentes nas zonas afetadas.

A guerra em curso no Médio Oriente foi desencadeada por uma ofensiva de grande escala lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, que respondeu com ataques contra os países vizinhos.

O conflito já causou mais de dois mil mortos, maioritariamente iranianos, e centenas de milhares de deslocados, sobretudo no Líbano.

A guerra provocou também uma crise nos mercados petrolíferos, com o preço do barril de crude a passar a barreira psicológica dos 100 dólares.


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Pelo menos 29 pessoas morreram em novos ataques no Líbano e no Irão, enquanto o Irão voltou a lançar mísseis contra Israel e drones contra países do Golfo. Em entrevista à NBC News, Donald Trump admite que Teerão estava disposto a negociar um acordo de paz, mas diz que recusou porque os termos não eram suficientemente favoráveis.


Drones ucranianos voltam a atacar uma das maiores refinarias da Rússia... As autoridades da região de Krasnodar, no sul da Rússia, anunciaram hoje que drones ucranianos voltaram a atacar, pela segunda vez numa semana a refinaria de Tikhoretsk-Nafta, uma das maiores da Rússia.

Por  LUSA 

As autoridades regionais informaram que fragmentos de drones abatidos pelas defesa aéreas causaram um incêndio nas instalações, embora não haja relatos de feridos, segundo agências de notícias russas.

O ataque danificou ainda duas linhas de transmissão de alta tensão numa cidade situada a mais de 120 quilómetros da capital da região de Krasnodar, a cidade com o mesmo nome.

Drones ucranianos já tinham provocado na quinta-feira um grande incêndio na refinaria, considerada um dos pontos de transbordo de petróleo mais importantes da Rússia.

No sábado, Kyiv tinha ainda atacado o porto de Kavkaz, também situado na região de Krasnodar, uma operação que fez três feridos, um deles em estado grave.

O governador da região fronteiriça de Belgorod afirmou hoje que um ataque maciço de artilharia da Ucrânia causou graves danos nas infraestruturas energéticas.

Vyacheslav Gladkov admitiu que esta é a razão dos cortes de energia, aquecimento e água em Belgorod, a região russa mais afetada pela guerra.

Também hoje, o Ministério da Defesa da Rússia disse num relatório que as defesas aéreas abateram durante a noite 170 drones ucranianos em 13 regiões da parte europeia do país.

Este foi um dos maiores ataques inimigos das últimas semanas, de acordo com o relatório militar.

O documento especifica que 20 das aeronaves não tripuladas foram abatidas quando se dirigiam para Moscovo, que já tinha sido atacada por 64 drones no sábado, segundo a autarquia da capital russa.

As regiões fronteiriças de Belgorod, Kursk e Bryansk também foram atacadas, assim como as regiões de Krasnodar, Rostov e Adiguésia (todas no sul), as regiões de Tver, Kaluga, Tula, Volgogrado, Saratov e a península anexada da Crimeia.

A agência de inteligência militar da Ucrânia, HUR, disse no sábado à noite que tinha "atacado e danificado" dois navios utilizados pelas forças armadas russas no Mar Negro.

Segundo a HUR, o ferry ferroviário Slavyanin foi retirado de serviço, enquanto o Avantgarde sofreu danos significativos.

Ambas as embarcações faziam parte da rede logística militar russa, utilizada sobretudo para transportar armas, munições e equipamento militar entre a Rússia continental e a Crimeia, anexada por Moscovo em 2014.

O ataque teve como alvo o porto de Kavkaz, que também foi danificado durante a operação.

Imagens divulgadas pela HUR sugerem que os ataques foram realizados com recurso a drones. As autoridades russas confirmaram os danos no porto e num dos navios, embora não tenham adiantado mais detalhes sobre a extensão ou o impacto dos danos.


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A Rússia efetuou hoje um novo ataque em grande escala contra a Ucrânia que causou pelo menos quatro mortos e 15 feridos na área de Kiev, denunciou o Presidente Volodymyr Zelensky.


PM de Cabo Verde e líder do MpD acusa PAICV de "condicionar ação da justiça"... O primeiro-ministro de Cabo Verde e presidente do Movimento para a Democracia (MpD, no poder) acusou o principal partido da oposição de "condicionar a ação da justiça" e disse que nas legislativas está em causa "a estabilidade do sistema" político.

Por LUSA 

Ulisses Correia e Silva discursava, no sábado, como líder do partido, durante um jantar comemorativo dos 36 anos do MpD, na cidade da Praia, em que classificou como "muito preocupantes" algumas posições do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) que comparou às de movimentos "populistas e extremistas".

Quando faltam cerca de dois meses para as eleições (agendadas para 17 de maio), Ulisses Correia e Silva disse que, "num país como Cabo Verde não se pode permitir que nenhum movimento ou líder ponha em causa a democracia".

Entre os sinais a que deve ser dada "muita atenção", Ulisses Correia e Silva apontou "o ataque à Procuradoria-Geral da República [PGR] e ao procurador relativamente a interesses diretos e concretos".

"Não se põe em causa o modelo de justiça ou a forma como opera, no abstrato. Isso seria uma coisa", mas outra é "pôr em causa a justiça por causa de um processo em que o mesmo está envolvido" referiu, numa alusão a declarações de Francisco Carvalho, autarca da cidade da Praia, presidente do PAICV e candidato a primeiro-ministro.

"Imagine-se, se todo o cidadão começa a atuar assim. Perante um processo, faz uma manifestação, ataca a PGR. Não se está a defender um modelo de justiça, mas um processo, para condicionar a ação da justiça, claramente, e sem pudor de atacar as instituições", acrescentou.

Ulisses Correia e Silva comentou também declarações do líder do PAICV sobre mudanças à lei magna do país, considerando que "alterar a Constituição 'à la carte', também por causa de um processo, é outro sinal extremamente preocupante".

"O 'não' ao retrocesso tem de ser muito claro, 'sim' ao reforço das instituições da República, 'sim' à criação de condições para que as pessoas entendam exatamente o que está em causa e 'não' ao medo das instituições em atuar quando têm de atuar", acrescentou.

Segundo referiu, o que está em causa nas legislativas de 17 de maio, "não é quem vai construir mais casas ou estradas, é a estabilidade do sistema, é a credibilidade e integração internacional de Cabo Verde. Quebrando estes fatores, nós vamos para o fim da linha".

Sem petróleo, diamantes ou minerais, "aquilo que distingue Cabo Verde é a estabilidade, democracia, a força das suas instituições e o baixo nível de corrupção", disse.

Na mesma intervenção, o presidente do MpD aludiu às ameaças globais e regionais à democracia, fazendo referência a "países africanos que promovem quem dá golpes de estado e os apresenta como grandes heróis. Isso, em Cabo Verde, não se pode passar".

O Ministério Público cabo-verdiano realizou, a 12 de dezembro, buscas na Câmara Municipal da Praia e ordenou a apreensão de terrenos, no âmbito de investigações em curso.

Francisco Carvalho afirmou, na altura, numa publicação na rede social Facebook, que as buscas constituíam uma "utilização dos órgãos institucionais por motivações políticas".

Mais tarde, defendeu uma alteração à Constituição.

"Há muito tempo, venho defendendo que cargos-chave das nossas instituições devem ser ocupados com base no mérito, em critérios técnicos e não por indicação do Governo. A história do mundo demonstra-nos que, quando assim não acontece, corre-se o risco de não haver a necessária isenção. Para isso, é preciso alterar este ponto da nossa Constituição e é essa mudança que defendo", escreveu, na mesma plataforma - em que afirmou ser alvo de uma "justiça politizada" que lhe atribui "infrações jamais cometidas".

Luís Landim, procurador-geral da República, refutou, em janeiro, as acusações de politização, mas o líder do PAICV tem reafirmado em diversas ocasiões que está a ser perseguido.

"A justiça persegue um cidadão cabo-verdiano, Francisco Carvalho, na tentativa de fazer com que não seja candidato [a primeiro-ministro], que é um direito político", referiu a 05 de março, à Televisão de Cabo Verde.


Leia Também: PM de Cabo Verde e líder do MpD defendem recenseamento automático

Ulisses Correia e Silva, primeiro-ministro de Cabo Verde e presidente do Movimento para a Democracia (MpD, no poder), defendeu que o recenseamento eleitoral no país deve ser automático, considerando o sistema atual insatisfatório.



Alegada morte de Mojtaba Khamenei é apenas "um rumor"... O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, considera a alegada morte do líder supremo do Irão "um rumor", embora tenha sublinhado que Mojtaba Khamenei não foi visto em público desde o início do conflito.

Por LUSA 

Na quinta-feira, Khamenei dirigiu-se pela primeira vez à nação desde que foi eleito, em 08 de março, como novo líder supremo, mas o discurso foi lido por uma apresentadora na televisão nacional.

"Nem sei se [Khamenei] está vivo. Até agora, ninguém conseguiu prová-lo", disse o líder dos EUA no sábado, durante uma entrevista telefónica à emissora norte-americana NBC.

Segundo relatos de várias fontes próximas do regime, o clérigo de 56 anos foi ferido no mesmo ataque que matou o pai, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, o primeiro dia de bombardeamentos em Teerão.

Trump insistiu que ouviu dizer que o novo líder supremo do Irão "não está vivo", mas acrescentou que "se estiver, deve fazer algo muito inteligente pelo seu país, que é render-se".

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth indicou na sexta-feira que Khamenei foi ferido no decurso da ofensiva aérea israelo-americana e ficou provavelmente desfigurado.

Apesar disso, Donald Trump afastou a notícia da morte do clérigo como "um rumor".

No sábado, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que "não há qualquer problema" com Mojtaba Khamenei e disse que o líder supremo "está a cumprir os seus deveres de acordo com a Constituição".

Na sexta-feira, os Estados Unidos anunciaram uma recompensa de 10 milhões de dólares (8,7 milhões de euros) por informações sobre a localização de altos dirigentes iranianos.

Na mesma entrevista, Donald Trump indicou que os EUA poderão voltar a atacar a ilha de Kharg, o centro da indústria petrolífera do Irão, que disse ter sido alvo de "um dos bombardeamentos mais poderosos" na história do Médio Oriente.

"Talvez" a bombardeiem "mais algumas vezes, só por diversão", disse o Presidente norte-americano.

Trump disse ainda que não está disposto a chegar a um acordo com Teerão.

"O Irão quer chegar a um acordo, e eu não quero porque as condições ainda não são suficientemente boas", afirmou, acrescentando que qualquer acordo teria de ser "muito sólido".

O líder dos EUA recusou-se a dar mais detalhes, mas afirmou que o acordo incluiria um compromisso do Irão de abandonar qualquer pretensão de desenvolver armas nucleares.

Sobre o estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do abastecimento mundial de petróleo, Trump indicou que não é claro se o Irão instalou minas na zona e, por isso, garantiu que seria realizado "um extenso esforço de limpeza".

"Acreditamos que outros países que estão a enfrentar dificuldades e, em alguns casos, a ser impedidos de obter petróleo, se juntarão a nós", acrescentou o republicano.


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Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita relataram ter intercetado vários ataques lançados hoje a partir do Irão, marcando o início do 16.º dia de conflito no Médio Oriente.


sábado, 14 de março de 2026

Há cerca de três meses que não chega petróleo a Cuba". Presidente cubano diz que negociações com os EUA estão em curso

Cuba anunciou que deu início às conversações com os Estados Unidos para tentar pôr fim àquela que tem sido "uma das piores crises energéticas" a atingir o país e que tem sido agravada pelas ameçadas de Donald Trump.

O correspondente da CNN Internacional Patrick Oppman dá conta dos últimos desenvolvimentos.

Líder parlamentar iraniano declara Ucrânia como "alvo legítimo"... O presidente da Comissão de Segurança Nacional do parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, acusou hoje a Ucrânia de se envolver na guerra contra o seu país, tornando-se num "alvo legítimo" ao fornecer drones a Israel.

Por LUSA 

"Ao prestar apoio com drones ao regime israelita, a Ucrânia, que já não tem poder, envolveu-se de facto na guerra e, de acordo com a Carta da ONU, tornou todo o seu território num alvo legítimo para o Irão", considerou o parlamentar iraniano nas redes sociais, quando se assinalam hoje duas semanas desde o início da ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, as forças de Teerão têm respondido com o lançamento de mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Médio Oriente, visando bases militares norte-americanas, mas também infraestruturas energéticas, tecnológicas e financeiras.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destacou na sexta-feira que Kyiv enviou equipas de especialistas para o Qatar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita para partilhar a sua experiência no abate de drones com tecnologia iraniano, como os Shahed, usados na Ucrânia pela Rússia, um aliado próximo de Teerão.

Num encontro em Paris com Raza Pahlavi, filho do último xá e que se propõe substituir o regime teocrático no fim da ofensiva israelo-americana, Zelensky afirmou que a liderança do Irão sofreu "perdas significativas" e apelou para uma maior proteção do povo iraniano para que possa decidir o seu próprio destino.

Defendeu ainda o aumento da pressão internacional e os esforços conjuntos para alcançar estes objetivos, e manifestou o seu desejo de ver "um Irão livre" que não colabore com a Rússia nem desestabilize o Médio Oriente, a Europa e o mundo.

O apoio prometido pela Ucrânia aos aliados de Washington no Golfo foi descrito hoje pelo encarregado de negócios do Irão na Ucrânia como "uma piada", no contexto da ofensiva russa no país vizinho desde 2022.

"Em relação às medidas da Ucrânia contra os drones no Médio Oriente, consideramos essencialmente uma piada e um gesto puramente simbólico", disse Shahriar Amouzegar, em entrevista agência France Presse (AFP), apesar de as forças ucranianas reclamarem ampla experiência na neutralização de vagas destes dispositivos e com baixo custo quando comparado com sofisticados sistemas de defesa aérea como os norte-americanos Patriot.

Os Estados Unidos, que têm atuado como promotores do diálogo entre Kyiv e Moscovo, anunciaram na sexta-feira a suspensão parcial e temporária das sanções ao comércio de petróleo russo, numa fase em que o preço do barril disparou para cerca de cem dólares devido à atual crise no Médio Oriente e à ameaça iraniana ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial.

No mesmo dia, o Presidente ucraniano estimou que o alívio das sanções de Washington ao petróleo russo armazenado em navios-tanque no mar poderá fornecer a Moscovo cerca de dez mil milhões de dólares (8,7 mil milhões de euros) para a guerra na Ucrânia.

Zelensky alertou ainda que, segundo os relatórios dos serviços de informação, a Rússia está a fornecer os drones usados pelo Irão contra os países vizinhos do Médio Oriente, bem como contra as forças europeias e norte-americanas estacionadas em várias bases da região.

"Suspender as sanções apenas para permitir que mais drones sobrevoem a área é, na minha opinião, simplesmente uma decisão errada", comentou Zelensky num encontro com o Presidente da França, Emmanuel Macron, poucas horas depois de um ataque com um drone a uma base curda no norte do Iraque ter morto um soldado francês e ferido outros seis.

A próxima ronda de negociações trilaterais sobre o conflito na Ucrânia ainda não foi agendada, num momento em que o foco do líder norte-americano, Donald Trump, está na guerra com o Irão.


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O Irão anunciou hoje ataques contra bases norte-americanas nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Qatar, enquanto Israel reivindicou a destruição de um centro de investigação espacial e uma fábrica de sistemas de defesa aérea iranianos.


Israel estará a planear uma "grande invasão" no sul do Libano... Israel planeia realizar uma "grande invasão" no sul do Líbano para eliminar a presença das milícias xiitas do Hezbollah, aliado do Irão, segundo o portal de notícias norte-americano Axios, citando fontes israelitas e dos Estados Unidos.

Por LUSA 

O plano de Israel é tomar toda a área a sul do rio Litani, o que representaria a maior invasão terrestre do país vizinho desde 2006, ano da segunda guerra entre Israel e o Líbano.

"O objetivo é assumir o controlo do território, empurrar as forças do Hezbollah para norte, para longe da fronteira, e desmantelar as suas posições militares e os depósitos de armas nas aldeias", disse um dos responsáveis citados pelo Axios.

Israel terá tomado esta decisão, segundo o portal, depois de o Hezbollah, que é apoiado e financiado pelo Irão, ter lançado mais de 200 projéteis contra o norte de Israel na noite de quarta-feira.

Desde sexta-feira que o exército israelita começou a enviar reforços para a fronteira norte e está a mobilizar mais reservistas.

Além disso, nos últimos dias, o exército emitiu avisos de retirada às populações em todo o sul do Líbano e, pela primeira vez, para as cidades e residentes a norte do rio Litani, que marcava a anterior demarcação de evacuações e também do território sob vigilância da missão de paz das Nações Unidas (FINUL) e do exército libanês, supostamente vedado tanto a Israel como ao Hezbollah.

O líder do grupo xiita libanês, Naim Qassem, afirmou na sexta-feira que as suas forças estão preparadas para enfrentar um possível avanço israelita no sul do Líbano e também para "uma longa confrontação", reiterando que os seus combatentes lutam para defender o seu país.

Ao mesmo tempo, Naim Qassem exortou o Governo libanês a "parar de fazer concessões ao inimigo sem nada em troca", instando-o a reverter as suas recentes decisões, em alusão à recente proibição das atividades militares do Hezbollah.

Apesar do cessar-fogo que vigorava desde novembro de 2024 e que nunca foi integralmente respeitado, as forças israelitas desencadearam a sua ofensiva contra o Líbano em 02 de março, depois de o Hezbollah ter lançado ataques no norte de Israel, em resposta aos bombardeamentos israelo-americanos iniciados dois dias antes contra o seu aliado Irão, que resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

O Presidente libanês lamentou na sexta-feira não ter recebido resposta de Israel sobre negociações para um cessar-fogo na guerra com o grupo xiita Hezbollah.

Joseph Aoun indicou que já manifestou a sua "disposição para negociar" e disse que espera o apoio da comunidade internacional para o Líbano nesta "fase crítica".

Os ataques israelitas "devem cessar e deve ser alcançado um cessar-fogo", com vista a discutir os próximos passos para um acordo entre as partes, afirmou o chefe de Estado do Líbano, que já contabiliza 773 mortos, incluindo 103 crianças, 1.933 feridos e acima de 800 mil deslocados desde o agravamento dos confrontos entre Israel e o grupo xiita apoiado pelo Irão.

No mesmo dia, o exército israelita indicou que já lançou mais de 1.100 ataques no Líbano e que 350 membros do Hezbollah foram eliminados no atual conflito, "incluindo oficiais de alta patente", o que representa cerca de metade do número de mortes registados nos balanços oficiais das autoridades de Beirute e sugere uma grande quantidade de civis.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, indicou ter transmitido ao Governo libanês que será melhor para ele confrontar o Hezbollah em vez de Israel.

"Eu disse-lhes: 'Estão a brincar com o fogo se deixarem o Hezbollah atuar' (...). Mas se eles não fizerem nada, nós faremos. Como? No terreno ou de outra forma, não vou entrar em detalhes, mas o Hezbollah pagará um preço elevado e seria melhor se o Governo libanês tratasse disso", recomendou.


Leia Também: Israel ordena evacuação urgente do sul de Beirute na iminência de novos ataques

O exército israelita ordenou hoje a evacuação urgente de diversas áreas periféricas de Dahye, sul de Beirute, bastião histórico da milícia libanesa Hezbollah, perante a iminência de novos ataques.