domingo, 22 de março de 2026

Israel contabiliza mais de 400 mísseis iranianos desde o início da guerra... Israel contabiliza que o Irão tenha lançado mais de 400 mísseis balísticos contra o seu território desde o início da guerra, tendo conseguido intercetar 92%.

© MENAHEM KAHANA/AFP via Getty Images     Por  LUSA  22/03/2026 

"Obtivemos excelentes taxas de intercetação, com aproximadamente 92% de sucesso", em "quatro alvos de impacto direto", disse o porta-voz do exército israelita, Nadav Shoshani, a partir de Jerusalém.

"Os mísseis balísticos que vimos ontem [sábado] não são diferentes dos mísseis balísticos que intercetámos no passado e que intercetaremos no futuro", acrescentou.

Jornalistas da agência francesa AFP relataram ter ouvido explosões em Jerusalém esta madrugada e os serviços de emergência israelitas deram conta de 15 feridos em resultado de estilhaços após a interceção de mísseis iranianos na área metropolitana de Telavive, a capital israelita.

No sábado, dois mísseis iranianos não foram intercetados e atingiram duas cidades no sul de Israel, Dimona (que abriga um centro estratégico de pesquisa nuclear) e Arad, causando danos consideráveis em áreas residenciais e ferindo mais de cem pessoas.

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão, que já teve consequências em vários países, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, entre outros, que foram atingidos por bombardeamentos.

O Irão acusa os seus vizinhos do Golfo de permitirem que as forças norte-americanas lancem ataques contra o país a partir dos seus territórios.

Desde o início da guerra, o Irão lançou inúmeros ataques com mísseis e drones que, segundo Teerão, visaram os interesses e a presença militar norte-americanos naqueles países.

O bloqueio do Estreito de Ormuz e os ataques às infraestruturas energéticas causaram um aumento acentuado dos preços da energia.


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As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram hoje que mísseis iranianos atingiram o centro do país, sem que, por enquanto, se conheçam detalhes sobre as áreas afetadas nem sobre o número de projéteis que caíram no solo.

Macau requer "medidas radicais" face à natalidade mais baixa do mundo... Investigadoras disseram à Lusa que, para reverter a natalidade mais baixa do mundo, Macau precisa de "medidas mais radicais" do que meros subsídios para melhorar a vida de toda a população.

© Lusa   22/03/2026 

Em 2025, a região registou 2.871 recém-nascidos, o menor número em quase meio século. No ano anterior, a taxa de fecundidade tinha sido de 0,58 nascimentos por mulher, longe do necessário para a substituição de gerações (2,1).

Segundo estimativas do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, Macau terá tido em 2024 a mais baixa natalidade do mundo, seguida de Singapura, com uma taxa de fecundidade de 0,95 nascimentos por mulher.

Algo que "reflete pressões estruturais comuns em muitas economias urbanas do leste asiático onde o custo de vida é elevado", disse Emma Zang Xiaolu, socióloga da Universidade de Yale, nos Estados Unidos.

Em Hong Kong, 15 escolas primárias estão em risco de fechar após a vizinha região chinesa ter registado em 2025 cerca de 31.100 nascimentos, o número mais baixo de sempre.

A China continental registou 7,92 milhões de nascimentos em 2025, o valor mais baixo desde a fundação da República Popular da China, em 1949. A taxa de natalidade também caiu para mínimos históricos.

"Aquelas trajetórias de vida muito convencionais, sobre a idade em que se deve casar e, depois de casar, deve-se ter filhos, essas normas foram enfraquecendo", disse Mu Zheng, socióloga da Universidade Nacional de Singapura.

À medida que o leste asiático se tornou mais desenvolvido e rico, as pessoas "valorizam mais as preferências individuais", apesar da influência "da família e dos valores familiares" ser ainda maior do que no Ocidente, acrescentou.

Mas a pressão da família colide com "muitos outros tipos de pressões", sublinhou Mu Zheng, incluindo expectativas de um bom desempenho académico e, mais tarde, uma cultura de trabalho "muito exigente".

Emma Zang também aponta "as longas jornadas de trabalho" como fatores que dificultam a constituição de uma família, juntamente com "os custos de habitação e a incerteza quanto às oportunidades económicas futuras".

Macau era a 13.ª cidade mais cara do mundo em 2024, de acordo com um inquérito da empresa de consultoria norte-americana Mercer, sobretudo devido ao preço da habitação.

As pressões sentidas em outras cidades do leste asiático "são intensificadas" em Macau, sublinhou Emma Zang, "por uma economia altamente especializada e pelo espaço habitacional limitado".

Ter filhos ainda não está nos planos de Emily Cheong, de 29 anos, apesar de já ter casado há três anos. "Ainda estamos a viver com os meus pais, a tentar poupar para a entrada de um apartamento", explicou a residente à Lusa.

A situação do casal complicou-se no ano passado, quando encerrou o 'casino-satélite' em que trabalhava o marido de Cheong, um 'croupier' que conseguiu encontrar um novo emprego, mas com um salário mais baixo.

Dez 'casinos-satélite' -- espaços sob a alçada das concessionárias de jogo, mas geridos por outras empresas -- fecharam portas em 2025, antes da data limite imposta quando a legislação que regula os casinos foi alterada, em 2022.

O Governo de Macau introduziu medidas para incentivar a natalidade, como um subsídio, no valor total de 54 mil patacas (cerca de 5.830 euros), para crianças até aos três anos.

Mas Emma Zang não está otimista: "Incentivos governamentais podem ajudar de forma marginal, mas estudos a nível mundial sugerem que os subsídios financeiros, por si só, raramente revertem o declínio".

"Muitas dessas políticas não são particularmente eficazes", confirmou Mu Zheng, porque os incentivos "podem não ser suficientemente grandes para realmente remover toda a ansiedade" dos jovens adultos.

A socióloga deu como exemplo a expectativa, colocada nos pais, de "um investimento intensivo, de tempo, energia e dinheiro, no desenvolvimento e educação dos filhos".

Emma Zang acredita que "melhor acessibilidade à habitação, equilíbrio entre o trabalho e a família e disponibilidade de cuidados infantis tendem a ser mais importantes para a estabilização demográfica a longo prazo".

O Governo de Macau prometeu oferecer, de forma gratuita, mais e melhores creches e lançou uma consulta pública, que terminou na segunda-feira, sobre o aumento, no setor privado, da licença de maternidade, de 70 para 90 dias.

Políticas que "realmente apoiem as famílias jovens e incentivem a igualdade de género", nomeadamente na divisão do trabalho doméstico, podem funcionar, mas Mu Zheng sublinha que mesmo na Escandinávia o efeito foi-se esbatendo.

A socióloga diz que, a longo prazo, é preciso "medidas mais radicais e abrangentes", incluindo "criar uma cultura de trabalho mais amiga" da vida familiar e "reduzir a pressão sobre a saúde mental".

Irão diz que Estreito de Ormuz permanece aberto apesar do ultimato de Trump... O Irão garantiu hoje que o Estreito de Ormuz permanece aberto à navegação internacional, exceto para Israel e os Estados Unidos, apesar do ultimato de 48 horas do Presidente norte-americano para a abertura total desta passagem marítima estratégica.

Por  LUSA 

"O Estreito de Ormuz está aberto a todos, exceto aos inimigos", disse o representante permanente do Irão na Organização Marítima Internacional (IMO) e embaixador iraniano em Londres, Ali Mousavi, segundo a agência Mehr, citada pela EFE.

Mousavi indicou que a passagem de navios pelo estreito estratégico é possível "com coordenação com as autoridades iranianas para disposições de segurança e proteção".

O diplomata iraniano afirmou que a causa da atual situação na região do Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz é a "agressão" dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, e que Teerão está disposto a cooperar com a IMO e com os países "para melhorar a segurança marítima e proteger os marítimos".

Estas declarações surgem horas depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado o Irão de atacar as suas centrais elétricas se não abrir "totalmente" o Estreito de Ormuz no prazo de 48 horas.

Os militares iranianos, por seu lado, alertaram que atacariam a infraestrutura energética dos EUA, as centrais de dessalinização e os locais de tecnologia da informação na região se as suas centrais elétricas fossem bombardeadas.

A guerra que os Estados Unidos e Israel travam contra o Irão desde 28 de fevereiro, data em que foi assassinado o líder supremo do país, Ali Khamenei, entra na quarta semana sem que Trump tenha esclarecido por quanto tempo prevê que o conflito se prolongue.


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O exército iraniano anunciou no domingo que atacará as infraestruturas energéticas e as instalações de dessalinização de água na região, caso Donald Trump concretize as ameaças de destruir as centrais elétricas iranianas.


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Cuba sofre novo apagão nacional, o segundo numa semana... Cuba sofreu no sábado um novo apagão nacional, devido ao desligamento total do Sistema Elétrico Nacional às 18h38 locais (22h38 de Lisboa), o segundo em menos de uma semana e o sétimo em ano e meio.

LUSA 

O Ministério da Energia e Minas cubano informou nas redes sociais sobre o novo incidente: "Ocorreu um desligamento total do Sistema Elétrico Nacional. Já estão a ser aplicados os protocolos para a reposição" do abastecimento de energia.

Até agora, não foram apontadas possíveis causas para o desligamento. Ao contrário do que aconteceu em ocasiões anteriores, os motivos do apagão nacional de segunda-feira h o primeiro desta semana - não foram explicados.

Cuba encontra-se mergulhada numa profunda crise energética desde meados de 2014, uma situação com causas estruturais que se agravou nos últimos três meses com o embargo petrolífero imposto pelos Estados Unidos, que elevou os cortes de energia elétrica a níveis recorde.

Nas últimas duas semanas, registaram-se dois apagões nacionais e um corte de abastecimento em grande escala, que deixou dois terços da ilha sem eletricidade.

Mesmo sem imprevistos, a situação já é crítica: os cortes em Havana são de cerca de 15 horas por dia, e algumas regiões já estiveram dois dias consecutivos sem energia.

Com base em experiências prévias, a reposição do funcionamento do Sistema Elétrico Nacional (SEN) é um processo lento e trabalhoso que pode demorar dias: implica começar a produzir energia de fontes de arranque simples (solar, hidroelétrica, geradores) para fornecer eletricidade a pequenas áreas que são depois interligadas.

O objetivo é fornecer quanto antes a energia suficiente às centrais termoelétricas do país, o pilar da produção elétrica em Cuba, para que estas possam novamente arrancar e produzir energia em grandes quantidades para satisfazer a procura.

O problema essencial que diferencia esta situação h e a da passada segunda-feira h das anteriores é que atualmente o país quase não dispõe de gasóleo e fuelóleo para os seus motores de geração de energia, por causa do embargo petrolífero norte-americano.

Pôr as centrais termoelétricas a funcionar sem esta fonte energética de arranque rápido pode ser um desafio, como explicou recentemente o diretor-geral de Eletricidade do Ministério da Energia e Minas cubano, Lázaro Guerra, após um apagão que afetou cerca de seis milhões de cubanos.

Este novo apagão nacional ocorre quando várias centenas de políticos e ativistas, sobretudo da América Latina e da Europa, se concentraram em Havana, em solidariedade com Cuba, para protestar contra o embargo petrolífero dos Estados Unidos.

Antes do desligamento total do SEN, Cuba já previa para sábado cortes prolongados no abastecimento de eletricidade ao longo de todo o dia e que, no pico da procura, cerca de 60% do país ficasse simultaneamente sem energia.

No sábado, dez das 16 unidades de produção termoelétricas do país estavam inoperacionais devido a avarias ou obras de manutenção (quando esta fonte representa 40% da matriz energética).

Estas interrupções não estão relacionadas com o embargo petrolífero dos Estados Unidos (porque utilizam sobretudo petróleo nacional), mas com as condições em que funcionam estas infraestruturas obsoletas, com décadas de utilização e uma ausência crónica de investimento.

Outros 40% da matriz energética eram provenientes da chamada produção distribuída (geradores a gasóleo e fuelóleo), que o Governo indicou estar completamente parada desde janeiro devido à falta de combustível.

Especialistas independentes indicam que a crise energética cubana decorre de uma combinação de subfinanciamento crónico do setor e do atual embargo norte-americano.

O Governo cubano destaca, acima de tudo, o impacto das sanções norte-americanas e acusa Washington de "asfixia energética".

Diversas estimativas independentes sugerem que seriam necessários entre 8.000 e 10.000 milhões de dólares (6.900 e 8.630 milhões de euros) para recuperar o sistema elétrico.

Os apagões estão a prejudicar a economia, que sofreu uma contração de mais de 15% desde 2020, segundo dados oficiais.

Além disso, foram o rastilho dos principais protestos dos últimos anos, desde a revolta social de 11 de julho de 2021 até às manifestações registadas nos últimos dias em Havana e Morón, no centro da ilha caribenha.

sábado, 21 de março de 2026

AIEA pede "máxima contenção militar" após ataque a Dimona em Israel... A Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) apelou hoje para a "máxima contenção militar", após um míssil iraniano ter atingido a cidade israelita de Dimona, onde se situa um centro de investigação nuclear.

Por  LUSA  21/303/2026.  

"A AIEA (...) não recebeu qualquer indicação sobre possíveis danos no centro de investigação nuclear do [deserto do] Neguev", afirmou a agência especializada da ONU numa mensagem publicada na rede social X.

As informações provenientes de Estados da região indicam que nenhum nível anormal de radiação foi detetado", acrescentou a organização.

Depois de atingir as infraestruturas energéticas, a guerra no Médio Oriente, que hoje entrou na quarta semana, estendeu-se às instalações nucleares: o Irão atacou Dimona, cidade do sul de Israel onde se situa um centro de investigação nuclear, em retaliação por um ataque, esta manhã, ao seu complexo nuclear de Natanz, no centro do país.

Trinta e nove pessoas foram feridas por estilhaços em Dimona, onde um edifício de habitação sofreu o "impacto direto do míssil" iraniano, segundo as autoridades locais.

Detritos de todos os tipos, árvores cortadas e blocos de betão cobrem o local, que se assemelha a um campo de batalha.

O local atingido situa-se numa zona residencial, a cerca de cinco quilómetros do Centro de Investigação Nuclear do Neguev Shimon Peres, uma instalação dedicada a pesquisa que, segundo a imprensa estrangeira, esteve envolvida na produção de armas nucleares nas últimas décadas.

Israel é considerado o único país do Médio Oriente a possuir armas nucleares, mas mantém uma política de "ambiguidade estratégica" sobre o assunto.

O complexo de Dimona é oficialmente dedicado à investigação nuclear e ao fornecimento de energia.

O Irão reivindicou o ataque com o míssil, afirmando que foi "uma resposta" ao "ataque inimigo" ao complexo de Natanz, anteriormente relatado por Teerão.

De acordo com a Organização de Energia Atómica do Irão, "não foi reportada qualquer fuga de material radioativo" em Natanz, local que já tinha sido atingido no início de março.

O Exército israelita afirmou "desconhecer" qualquer ataque deste tipo, ao passo que a televisão estatal iraniana Kan noticiou ter-se tratado de um ataque norte-americano.

No entanto, Israel afirmou ao fim da tarde ter bombardeado um centro universitário em Teerão, Malek-Ashtar, "utilizado pelo regime terrorista iraniano para desenvolver componentes para armas nucleares".

Ao lançar a ofensiva contra o Irão, com Israel, a 28 de fevereiro, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou a intenção de eliminar a ameaça nuclear iraniana, já significativamente enfraquecida pela guerra de 12 dias em junho de 2025

As potências ocidentais suspeitam que o Irão está a tentar produzir armas nucleares, o que Teerão nega, e as negociações sobre a matéria em curso em fevereiro foram abruptamente interrompidas pelo ataque israelo-norte-americano.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e tem lançado ataques indiscriminados contra alvos em Israel, bases militares norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão

Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.230 civis mortos - entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 civis feridos, segundo o balanço oficial divulgado a 05 de março.

Hoje, a emissora estatal elevou o número de mortos para mais de 1.500, citando o Ministério da Saúde.

A organização não-governamental opositora HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situou na sexta-feira o total de vítimas mortais em pelo menos 3.134.


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Um míssil balístico iraniano atingiu hoje a cidade israelita de Arad, causando pelo menos 64 feridos, sete em estado grave, segundo um balanço provisório dos serviços de emergência

Irão ataca cidade israelita com centro de investigação nuclear... Pelo menos 39 pessoas ficaram hoje feridas no sul de Israel, num ataque de mísseis iranianos à região de Dimona, onde se situa um centro de investigação nuclear, anunciaram os serviços de emergência israelitas.

Por LUSA 

Na região, localizada no deserto do Neguev, "em todos os pontos afetados, as equipas do Magen David Adom (MDA, equivalente israelita à Cruz Vermelha) assistiram 39 pessoas feridas com estilhaços, traumatismos sofridos enquanto se dirigiam para áreas protegidas", precisou o MDA num comunicado.

Entre os feridos atingidos por estilhaços, encontram-se um menino com cerca de dez anos, em estado grave, e uma mulher na faixa dos 40, segundo o MDA.

A televisão israelita exibiu imagens de um edifício de apartamentos com a fachada praticamente destruída, crivada de buracos e estilhaços, numa zona urbana.

A localização exata dos pontos atingidos é ainda desconhecida, mas as imagens divulgadas nas redes sociais mostram explosões em áreas urbanas.

A cidade de Dimona alberga o Centro de Investigação Nuclear do Neguev Shimon Peres, uma instalação dedicada a pesquisa que, segundo a imprensa estrangeira, esteve envolvida na produção de armas nucleares nas últimas décadas.

Há pouca informação disponível sobre a instalação nuclear de Dimona, uma vez que Israel mantém uma política de "ambiguidade estratégica", não confirmando nem negando a posse de armas nucleares.

Este ataque iraniano ocorreu no mesmo dia em que os Estados Unidos realizaram ataques ao complexo nuclear iraniano de Natanz, no centro do Irão.

O Exército israelita, contactado pela agência de notícias francesa, AFP, após a difusão nas redes sociais de imagens mostrando uma bola de fogo a atingir o solo, indicou tratar-se do "impacto direto de um míssil num edifício" da cidade de Dimona.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases militares norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Veja as imagens do ataque


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Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países do G7 exigiram hoje ao Irão que "ponha fim imediata e incondicionalmente" aos seus ataques "injustificáveis" contra os países do Médio Oriente, segundo uma declaração conjunta.


Explosões e mísseis intercetados na capital do Bahrain... Várias explosões foram ouvidas hoje na capital do Bahrain, Manama, segundo um jornalista da agência France-Presse (AFP) no local, numa altura em que o Irão intensifica a sua campanha de retaliação contra os países do Golfo Pérsico.

© Getty Images   Por  LUSA  21/03/2026 

Segundo o jornalista da AFP no local, dois mísseis foram vistos a ser intercetados no céu e várias explosões abalaram a cidade depois de terem sido acionadas sirenes de alerta.

 As autoridades iranianas estão a atingir o Bahrain e outros países vizinhos do Golfo Pérsico com vários golpes de retaliação após ataques dos Estados Unidos e Israel lançados contra o Irão em 28 de fevereiro.

Os Estados Unidos e Israel realizaram hoje ataques contra o complexo nuclear iraniano de Natanz, localizado no centro do país, afirmou, num comunicado, a Agência de Energia Atómica do Irão.

"Na sequência dos ataques criminosos perpetrados pelos Estados Unidos e pelo regime sionista usurpador contra o nosso país, o complexo de enriquecimento de Natanz foi alvo de ataques esta manhã", afirmou a organização iraniana, citada pela agência de notícias Tasnim.

A organização nuclear iraniana acrescentou ainda que "não foi reportada qualquer fuga de material radioativo" na área.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) reiterou hoje o seu apelo à "contenção militar" após os ataques de Israel e dos Estados Unidos ao complexo nuclear iraniano de Natanz.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, alertou hoje que a intensidade dos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão "vai aumentar significativamente" nos próximos dias.

A partir de domingo, "a intensidade dos ataques que serão realizados pelas forças israelitas e pelos militares norte-americanos contra o regime terrorista iraniano e as infraestruturas sobre as quais se apoiam vão aumentar significativamente", afirmou Katz durante uma reunião, citado num comunicado.

"A campanha, liderada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro [de Israel] Benjamin Netanyahu, vai continuar (...). Não pararemos até que todos os objetivos da guerra sejam alcançados", acrescentou Katz.

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão, que já teve consequências em vários países, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, entre outros, que foram atingidos por bombardeamentos.


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Pelo menos 74 terroristas mortos após ataque com drones na Nigéria... O exército nigeriano matou pelo menos 74 'jihadistas' após repelir um ataque com drones no estado de Borno (noroeste), revelaram hoje as Forças Armadas da Nigéria.

Por  LUSA 

Segundo o major-general Michael Onoja, porta-voz para a área da Defesa, "foram recuperados 74 corpos de terroristas, 38 fuzis AK-47, três metralhadoras PKT e um lançador de granadas RPG após repelir um ataque na cidade de Mallam Fatori, às margens do Lago Chade".

Estas informações foram dadas numa conferência de imprensa em Abuja, capital da Nigéria.

As operações terão decorrido entre 13 e 19 de março e fazem parte do "Teatro de Operações do Noroeste", no qual as Forças Armadas nigerianas concentram esforços contra grupos terroristas como o ISWAP e o Boko Haram.

"Operações aéreas e terrestres coordenadas também repeliram ataques em Baga, Damboa, Buratai e Njimtilo [cidades no estado de Borno], enfraquecendo as capacidades do Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP)", afirmou Michael Onoja.

O porta-voz acrescentou que "nos estados do noroeste de Zamfara, Katsina, Kaduna e Kebbi foram resgatadas vítimas de sequestro, desmanteladas redes criminosas e neutralizados terroristas na Área de Governo Local de Shinkafi, em Zamfara, com a recuperação de armas e motocicletas".

"No estado de Katsina, as tropas resgataram quatro vítimas de sequestro, enquanto em Kaduna frustraram o sequestro de um clérigo, forçando os atacantes a fugir", especificou.

O nordeste da Nigéria sofre ataques do Boko Haram desde 2009, violência que se intensificou após 2016 com o surgimento de um grupo dissidente, o ISWAP.

Os dois grupos têm como objetivo impor um estado islâmico na Nigéria, um país com maioria muçulmana no norte e uma população predominantemente cristã no sul.

No noroeste da Nigéria, o Lakurawa, um grupo aparentemente ligado à organização terrorista Estado Islâmico da Província do Sahel (ISSP), também tem realizado ataques nos estados de Kebbi e Sokoto há vários anos.

Os combates contra esses grupos intensificaram-se desde que os Estados Unidos, juntamente com as forças nigerianas, realizaram uma série de ataques aéreos no final de dezembro de 2015 contra posições jihadistas no noroeste do país.


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O Governo britânico anunciou hoje ter chegado a um acordo com a Nigéria para facilitar a expulsão de migrantes em situação irregular para o país africano, durante a visita de Estado do Presidente nigeriano ao Reino Unido.

Estados Unidos e Israel atacam complexo nuclear iraniano de Natanz... Os Estados Unidos e Israel realizaram hoje ataques contra o complexo nuclear iraniano de Natanz, localizado no centro do país, afirmou, num comunicado, a Agência de Energia Atómica do Irão.

© Lusa   21/03/2026 

"Na sequência dos ataques criminosos perpetrados pelos Estados Unidos e pelo regime sionista usurpador contra o nosso país, o complexo de enriquecimento de Natanz foi alvo de ataques esta manhã", afirmou a organização iraniana, citada pela agência de notícias Tasnim. 

A organização nuclear iraniana acrescentou ainda que "não foi reportada qualquer fuga de material radioativo" na área.

Natanz, o principal local de enriquecimento de urânio do Irão, foi atingido na primeira semana da guerra e vários edifícios pareciam ter ficado danificados, de acordo com imagens de satélite. A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) tinha dito que "nenhuma consequência radiológica" decorreu deste ataque.

A instalação nuclear, localizada a quase 220 quilómetros a sudeste de Teerão, já tinha sido alvo de ataques aéreos israelitas e norte-americanos na guerra de 12 dias entre o Irão e Israel, em junho de 2025.

O ataque de hoje ocorre após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito na sexta-feira que estava a considerar "diminuir" as operações militares no Médio Oriente, mesmo com os Estados Unidos a enviarem mais três navios de assalto anfíbio e cerca de 2.500 fuzileiros adicionais para a região.

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão, que já teve consequências em vários países, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, entre outros, que foram atingidos por bombardeamentos.


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O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, alertou hoje que a intensidade dos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão "vai aumentar significativamente" nos próximos dias.


Moscovo contabiliza 283 ataques ucranianos com drones contra alvos russos... A Ucrânia lançou 283 drones contra a Rússia entre a noite de sexta-feira e esta madrugada, um dos números mais elevados desde o início do conflito, informou o ministério russo da Defesa.

© Jose Colon/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA   21/03/2026 

"Durante a noite (...) as defesas aéreas intercetaram e destruíram 283 drones ucranianos de asa fixa", declarou o comando militar russo na rede social Telegram. 

Segundo o presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, 27 drones foram abatidos perto da capital russa, onde outras 21 aeronaves foram intercetadas no dia anterior.

Entretanto, o governador da região de Rostov, no sul do país, Yuri Slusar, indicou no serviço de mensagens russo MAX que as defesas aéreas abateram "cerca de 90 drones em nove distritos da região".

Na cidade de Ufa, na região do Bascortostão, dois civis ficaram feridos quando trabalhavam numa casa em construção, segundo o governador local, Radi Kharibov.

"Mais um ataque de drones contra o Bascortostão. Os drones foram abatidos perto de refinarias em Ufa. Dois deles caíram sobre uma casa em construção no bairro de Zaton (...). Dois operários da construção civil sofreram ferimentos ligeiros" e não necessitaram de hospitalização, afirmou Kharibov no Telegram.

Já na região de Saratov, dois civis foram hospitalizados com ferimentos resultantes de um ataque de drone ucraniano, segundo as autoridades locais, citadas pela agência de notícias russa TASS.

Os negociadores ucranianos e norte-americanos devem reunir-se hoje nos Estados Unidos para novas conversações, segundo o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, quando o processo de negociações para pôr fim à guerra entre a Ucrânia e a Rússia se encontra estagnado.

As discussões entre a Rússia e a Ucrânia, patrocinadas pelos Estados Unidos, foram interrompidas pela guerra no Médio Oriente, que eclodiu em 28 de fevereiro com ataques americano-israelitas contra o Irão.

Em resposta aos ataques russos, que atingem diariamente o território ucraniano desde 2022, Kyiv ataca regularmente alvos na Rússia, afirmando visar essencialmente infraestruturas militares e energéticas.


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A frota que chegou na noite desta sexta-feira à base das Lajes, nos Açores, inclui seis caças F18 supersónicos da Marinha norte-americana, cinco aviões de guerra eletrónica, 18 reabastecedores Boeing KC46 e dois aviões C130 de transporte aéreo.


Irão: Trump diz estar "perto de atingir objetivos" e pondera abrandar campanha militar... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que pondera abrandar a campanha militar contra o Irão e que só intervirá no Estreito de Ormuz se tal for pedido pelos países que o utilizam.

Kevin Lamarque/Reuters   Por SIC Notícias

"Estamos muito perto de atingir os nossos objetivos, enquanto ponderamos reduzir os nossos grandes esforços militares no Médio Oriente face ao regime terrorista do Irão", afirmou Trump numa publicação na rede social Truth, após vários media norte-americanos terem noticiado o envio de novos meios para a região.

O Presidente enumera cinco objetivos definidos, começando por "degradar completamente a capacidade de mísseis iranianos e seus lançadores", "destruir a base industrial de defesa" da República Islâmica e "eliminar a sua Marinha e Força Aérea, incluindo armamento antiaéreo".

Outros objetivos elencados são impedir que o Irão "se aproxime de desenvolver capacidade nuclear e estar sempre em condições de permitir que os EUA reajam de forma rápida e eficaz a tal situação, caso esta se verifique", e, finalmente, "proteger, ao mais alto nível", os aliados norte-americanos do Médio Oriente, incluindo Israel, Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait.

"O Estreito de Ormuz terá de ser guardado e policiado, conforme necessário, por outras nações que o utilizem - os Estados Unidos não o fazem! Se for solicitado, ajudaremos esses países nos seus esforços em Ormuz, mas tal não deverá ser necessário uma vez erradicada a ameaça iraniana", adiantou Trump.

"É importante salientar que será uma operação militar fácil para eles", adiantou o Presidente norte-americano, no mesmo dia em que chamou os países da NATO de "cobardes" por não acederem ao seu pedido para enviarem meios navais em apoio a operações no Estreito de Ormuz, quando passam quase três semanas desde o lançamento de uma ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro, contra a República Islâmica.

Vários órgãos de comunicação social norte-americanos noticiaram o envio de milhares de soldados adicionais dos Estados Unidos para o Médio Oriente. Segundo o Axios, que cita quatro fontes diretamente envolvidas no assunto, em causa poderá estar o início de operações terrestres no Irão.


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A ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão fez regressar a linha que divide Republicanos e Democratas, numa altura em que a opinião pública está cada vez mais dividida, inclusive em estados republicanos, como é o caso do Texas.


sexta-feira, 20 de março de 2026

Dez mortos e 59 feridos em incêndio em fábrica automóvel da Coreia do Sul... Dez pessoas morreram e 59 ficaram feridas num incêndio numa fábrica de peças para a indústria automóvel na Coreia do Sul, informou hoje a agência de notícias sul-coreana Yonhap, citada pela AFP.

© Reuters    Por  LUSA  20/03/2026 

O incêndio deflagrou por volta das 13h00 locais (04h00 de Lisboa), quando cerca de 170 trabalhadores se encontravam na fábrica localizada em Daejeon, cidade localizada no centro do país, na cidade de Daejeon, no centro da Coreia do Sul, cerca de 160 quilómetros a sul da capital, Seul. 

A causa do incêndio ainda é desconhecida, acrescentou a Yonhap, citando autoridades locais.

Os bombeiros não conseguiram entrar imediatamente no prédio devido ao risco de desabamento, detalhou a agência noticiosa.

A fábrica continha 200 quilos de sódio, substância que pode ser explosiva no caso de manuseamento incorreto.

O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, ordenou a mobilização de todos os recursos humanos e materiais disponíveis para as operações de resgate, de acordo com o gabinete do chefe de Estado.


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 A Coreia do Sul afirmou hoje que os Emirados Árabes Unidos (EAU) darão prioridade a Seul no fornecimento petrolífero, após Abu Dhabi garantir fornecer 24 milhões de barris de crude, no contexto do bloqueio do Estreito de Ormuz.

Alemanha retira pessoal diplomático do Níger. Em causa? "Segurança"... O governo alemão retirou provisoriamente todo o pessoal diplomático da sua embaixada no Níger "devido à situação de segurança", segundo informa uma nota publicada no site do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão.

© Getty Images   Por LUSA  20/03/2026 

"Devido à situação de segurança, o pessoal da embaixada da Alemanha em Niamey foi temporariamente realocado para fora do Níger e, atualmente, não está em condições de prestar assistência consular", explicou o ministério, remetendo qualquer questão para a sua embaixada em Ouagadougou, capital do Burquina Faso. 

No final de janeiro, a diplomacia americana também tinha ordenado, por razões de segurança, a saída imediata do Níger dos membros não essenciais do seu pessoal e das suas famílias, no dia seguinte a um breve ataque reivindicado pela organização Estado Islâmico no aeroporto de Niamey.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, "o risco de sequestros, crimes violentos e atentados terroristas é elevado em muitas regiões do Níger, razão pela qual a Alemanha pede aos seus cidadãos que deixem este país". E acrescenta que "os cidadãos ocidentais são alvos privilegiados para sequestros perpetrados por grupos terroristas e bandos criminosos e estão sob vigilância especial".

O Níger está minado há cerca de dez anos pela violência terrorista.

Em 2025, tornou-se o terceiro país mais afetado pelo terrorismo, ultrapassando o Mali e a Síria.

No início de março, um ataque "terrorista" dirigido a uma base militar de drones num aeroporto deste país causou vários mortos e feridos.


Trump pressiona NATO e admite fechar bases em Espanha (e noutros países)... O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje concordar com legisladores republicanos que defendem que Washington deve desmantelar bases em Espanha e noutros países da NATO que consideram não cooperarem na segurança do Estreito de Ormuz.

Por  LUSA 

Questionado sobre os comentários do senador republicano Lindsey Graham de que Washington deveria considerar a retirada de bases militares em países incumpridores, Trump afirmou hoje que "é preciso admitir que eles (legisladores) têm razão" e que a NATO "perdeu muito prestígio porque deveria estar a cooperar na questão do Estreito" de Ormuz, por onde os aliados "obtêm grande parte da sua energia".

Se Lindsey Graham disse isso... Não se esqueçam que, durante algum tempo, ele foi uma figura importante no que toca à NATO, embora já não o seja", comentou Trump sobre o senador da Carolina do Sul, um antigo membro das Forças Armadas.

"A verdade é que muitos senadores e congressistas, que costumavam ser grandes defensores da Aliança, estão agora muito perturbados porque a NATO não fez absolutamente nada", adiantou Trump.

Desde que Estados Unidos e Israel lançaram a ofensiva conjunta contra o Irão em 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos israelitas e norte-americanos nos países do Golfo, além de ter praticamente encerrado a importante passagem naval do estreito de Ormuz, uma passagem importante no que diz respeito ao comércio mundial de hidrocarbonetos.

A caminho da quarta semana após o ataque israelo-norte-americano ao Irão, e com os preços do petróleo e gás a atingirem os níveis mais altos dos últimos anos, Trump tem pedido auxílio a países europeus membros da aliança atlântica, mas também ao Japão e à Coreia do Sul, para garantir a segurança no estreito de Ormuz.

O Presidente norte-americano reiterou hoje que o seu país, grande produtor de petróleo, não precisa do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, para as suas necessidades energéticas.

"Nós não precisamos dele. A Europa precisa. A Coreia do Sul, o Japão, a China e muitos outros precisam. Por isso, terão de se envolver um pouco nesta questão", declarou.

O Reino Unido autorizou hoje a utilização das suas bases pelo Pentágono para realizar operações que garantam a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, que está severamente limitada.

Trump reagiu dizendo que o Reino Unido poderá agir "mais rapidamente" em apoio dos Estados Unidos na guerra contra o Irão, e manifestou surpresa pela lentidão da resposta britânica em oferecer apoio, afirmando que, por ser "o seu primeiro aliado", esperava uma resposta mais eficaz.

Nenhum dos aliados militares de Washington atendeu ao apelo de Trump para o envio de navios de guerra para este estreito, que é a única ligação marítima entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico.

Em declarações na Casa Branca, Trump defendeu que a abertura do Estreito de Ormuz é "uma manobra militar muito simples e relativamente segura", mas "requer muita ajuda" e a NATO poderia contribuir, "mas até agora não teve coragem".

Também hoje, Trump acusou os países da NATO de serem cobardes, garantindo que os Estados Unidos se lembrarão da recusa destes em ajudá-los a proteger o estreito de Ormuz.

"Sem os Estados Unidos, a NATO é um tigre de papel. Não quiseram juntar-se à batalha para impedir um Irão dotado de armas nucleares. Agora que a batalha militar está ganha, com muito pouco perigo para eles, queixam-se dos preços elevados do petróleo que têm de pagar, mas não querem ajudar a abrir o estreito de Ormuz", escreveu Trump na rede social Truth Social.

"Cobardes, e vamos lembrar-nos disso!", acrescentou em letras maiúsculas.

Nas mesmas declarações, Trump reiterou que os Estados Unidos "não precisam" de ajuda externa, embora tenha pedido mais do que uma vez o envolvimento de outros países em operações de escolta de embarcações na passagem do Golfo.  

Na Casa Branca, Trump admitiu "falar" com Teerão sobre uma solução para o conflito, mas disse não "querer um cessar-fogo". 

"Não se declara um cessar-fogo quando se está literalmente a aniquilar o outro lado. Não é isso que procuramos", disse aos jornalistas à porta da Casa Branca.

Trump diz que quer "falar com o Irão", mas "não há com quem falar"... O presidente norte-americano, Donald Trump, indicou que a sua administração quer "falar com o Irão", mas "não há com quem falar". De acordo com o magnata, "agora já ninguém quer ser líder por lá".

Por LUSA 

O presidente norte-americano, Donald Trump, apontou, esta sexta-feira, que a sua administração quer "falar com o Irão", mas "não há com quem falar".

Agora já ninguém quer ser líder por lá. Queremos falar com eles, mas não temos com quem falar. E gostamos que seja assim", disse, em declarações à imprensa, na Casa Branca.

Trump vincou ainda que o Irão ambicionava dominar o Médio Oriente, tendo sublinhado que, "se tivesse uma arma nuclear, tê-la-ia usado", noticiou a BBC News.

Na ótica do magnata, os Estados Unidos tinham de impedir esse desfecho, o que "já devia de ter sido feito há muito tempo".

De notar que Trump tem vindo a gabar-se de que a alta liderança iraniana foi dizimada na operação militar israelo-americana, tendo até sugerido que o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, poderá não estar fisicamente apto para liderar o país, depois de ter ficado ferido nos ataques que mataram o seu pai, a 28 de fevereiro. Além disso, chegou a especular que Khamenei poderia estar morto.

Sublinhe-se que, para o presidente norte-americano, os Estados Unidos deveriam de estar envolvidos na escolha do próximo líder iraniano, mostrando preferência por uma personalidade como a venezuelana Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência após o sequestro de Nicolás Maduro.

Também esta sexta-feira, Mojtaba Khamenei adiantou que "o inimigo foi derrotado", na sequência de um "golpe devastador" levado a cabo por Teerão contra os Estados Unidos e Israel.

"Neste momento, devido à unidade especial que se criou entre vós, nossos compatriotas – apesar de todas as diferenças de origem religiosa, intelectual, cultural e política –, o inimigo foi derrotado", disse o filho de Ali Khamenei, numa nova declaração escrita à nação, a propósito das celebrações do Nowruz, o Ano Novo Persa, que em 2026 acontece a 21 de março.

A 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irão, que tem respondido com ataques contra alvos israelitas e norte-americanos nos países do Golfo. Além disso, praticamente encerraram a passagem naval do estreito de Ormuz.

FMI conclui revisões do programa para a Guiné-Bissau e aprova novo desembolso

Fonte: Gab. Primeiro-ministro

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou, esta sexta-feira, 20 de março de 2026, a conclusão da nona e da décima revisões do programa económico da Guiné-Bissau, no âmbito do Acordo de Crédito Ampliado (ECF). 

A decisão permite um desembolso imediato de 2,37 milhões de Direitos Especiais de Saque (cerca de 3,2 milhões de dólares), elevando o total já disponibilizado para aproximadamente 50,8 milhões de dólares.

O programa, aprovado em janeiro de 2023, tem como principais objetivos assegurar a sustentabilidade da dívida pública, reforçar a boa governação e combater a corrupção, além de criar condições para um crescimento económico mais inclusivo.

Segundo o FMI, a execução do programa sofreu atrasos em várias áreas, sobretudo após a mudança de governo ocorrida em novembro de 2025. Ainda assim, o atual executivo de transição manifestou um forte compromisso com as metas acordadas.

Apesar de um desempenho abaixo do esperado em vários indicadores — incluindo o incumprimento de critérios quantitativos e atrasos em reformas estruturais — o Conselho Executivo concedeu isenções e aprovou ajustes às metas do programa. Foi igualmente autorizada a prorrogação do acordo até 29 de dezembro de 2026, com reescalonamento do acesso financeiro.

No plano económico, o crescimento do país em 2025 foi estimado em 5,5%, impulsionado sobretudo pela produção de castanha de caju e por condições externas favoráveis. A inflação média situou-se em 0,9%, enquanto o défice da conta corrente recuou para 6,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Por outro lado, o défice orçamental superou as previsões iniciais, devido à fraca arrecadação de receitas, ao aumento dos encargos com juros e à redução do apoio externo. A dívida pública baixou para cerca de 75,3% do PIB, mas o FMI alerta para a necessidade de (continuação) de políticas fiscais rigorosas para garantir a sua redução no médio prazo.

O Conselho Executivo destacou ainda a importância da consolidação orçamental prevista para 2026, com o objetivo de reduzir o défice global para 4% do PIB, através do controlo das despesas, nomeadamente da massa salarial, e do reforço da arrecadação fiscal.

No setor financeiro, foram registados avanços com a recapitalização de um banco em dificuldades, estando previstas novas injeções de capital para assegurar a sua solvência. 

Já no setor energético, reformas recentes permitiram reduzir perdas e melhorar o fornecimento de eletricidade, sendo consideradas fundamentais para o crescimento económico.

O FMI sublinhou igualmente progressos na transparência e na governação, embora tenha apelado a esforços adicionais para reforçar a responsabilização e melhorar o ambiente de negócios no país.

Cidade Velha de Jerusalém atingida após ataque iraniano... O bairro judeu da Cidade Velha de Jerusalém foi hoje atingido por um ataque iraniano, possivelmente destroços de um míssil ou de um intercetor, um ato que a diplomacia israelita considera demonstrativo da "loucura do Irão".

© Lusa   20/03/2026 

Pouco depois de um alerta de míssil iraniano, duas explosões muito fortes sacudiram Jerusalém, seguidas de um grande impacto no solo, descreveu a agência France-Presse (AFP). 

O projétil caiu no bairro judeu, dentro das muralhas otomanas e a apenas algumas centenas da Mesquita de al-Aqsa, o terceiro local mais importante do Islão, bem como do Muro das Lamentações, que é sagrado na religião judaica, e ainda da igreja cristã do Santo Sepulcro, erguida no lugar onde a Bíblia situa a crucificação e ressurreição de Jesus Cristo.

Imagens relatadas pela AFP mostram uma rua aberta e repleta de destroços, perto de um parque de estacionamento e do Hotel Casa Sefardita.

"O que se vê aqui é o resultado de ataques de mísseis iranianos. A Cidade Velha de Jerusalém, mesmo ao lado do Monte do Templo, foi atingida por fragmentos de mísseis iranianos", criticou o exército em comunicado na rede social X.

O regime iraniano "prova mais uma vez que está a disparar indiscriminadamente --- seja contra zonas civis ou locais sagrados --- com a intenção de destruir o Estado de Israel", acusou o exército.

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, lamentou igualmente na rede X "o 'presente' do Irão para o Eid al-Fitr", que assinala o fim do Ramadão, "ao disparar mísseis contra a Mesquita de al-Aqsa."

Este ataque iraniano a locais sagrados para as três religiões revela "a loucura do regime iraniano, que se diz religioso", comentou ainda o chefe da diplomacia israelita.

Em comunicado, a polícia disse estar a "trabalhar para isolar uma área e lidar com um engenho explosivo que caiu na cidade de Jerusalém", indicando que uma pessoa ficou ferida sem gravidade.

Os alertas para lançamentos de mísseis iranianos continuaram durante todo o dia de hoje, sobretudo no centro de Israel, na região de Telavive e na região de Jerusalém.

O Irão começou a lançar mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos em resposta à ofensiva aérea israelo-americana lançada em 28 de fevereiro contra a República Islâmica.

No passado dia 16, fragmentos de um míssil iraniano intercetado pelas defesas aéreas israelitas caíram igualmente na Cidade Velha, sobre o telhado do Patriarcado Ortodoxo Grego, a poucos metros da Igreja do Santo Sepulcro.

No Irão, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) identificou, no início desta semana, quatro sítios danificados pelo conflito entre os 29 que constam na lista de Património da Humanidade.

Estes locais incluem o Palácio Golestan, no coração histórico de Teerão, a Mesquita Jameh em Isfahan, no centro do Irão, e os sítios pré-históricos do Vale de Khorramabad, no leste do país.

O Governo iraniano informou no sábado que pelo menos 59 monumentos, museus e sítios históricos sofreram "danos graves" em resultado dos ataques aéreos nas últimas semanas.


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Portugal juntou-se aos países que recusam o pedido de Donald Trump para entrar no conflito que opõe os Estados Unidos e Israel ao Irão.

"Cobardes". Trump critica NATO por não defender estreito de Ormuz... O Presidente norte-americano acusou hoje os países da NATO de serem cobardes, garantindo que os Estados Unidos se lembrarão da recusa destes em ajudá-los a proteger o estreito de Ormuz.

© Roberto Schmidt/Getty Images   Por LUSA  20/03/2026 

"Sem os Estados Unidos, a NATO é um tigre de papel. Não quiseram juntar-se à batalha para impedir um Irão dotado de armas nucleares. Agora que a batalha militar está ganha, com muito pouco perigo para eles, queixam-se dos preços elevados do petróleo que têm de pagar, mas não querem ajudar a abrir o estreito de Ormuz", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social. 

"Cobardes, e vamos lembrar-nos disso!", acrescentou em letras maiúsculas.

Trump tem pedido auxílio a países europeus membros da aliança atlântica, mas também ao Japão e à Coreia do Sul, para garantir a segurança no estreito de Ormuz, uma passagem importante no que diz respeito ao comércio mundial de hidrocarbonetos.

O Irão tem atacado petroleiros que tentam atravessar a passagem após ter decretado que visaria embarcações ligadas aos Estados Unidos e Israel.

Durante uma reunião na Casa Branca na quinta-feira, em Washington, com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, Donald Trump disse que Tóquio tem demonstrado abertura para reforçar o seu envolvimento na defesa do estreito de Ormuz.

"Temos recebido um apoio extraordinário e uma ótima relação com o Japão", afirmou Trump, acrescentando que espera que o país asiático "intensifique a sua atuação".

Após uma pausa, o líder norte-americano prosseguiu: "Não como a NATO".

Nas mesmas declarações, Trump reiterou que os Estados Unidos "não precisam" de ajuda externa, embora tenha pedido mais do que uma vez o envolvimento de outros países em operações de escolta de embarcações na passagem do Golfo.

Momentos antes da reunião com a primeira-ministra japonesa, Trump argumentou que o seu país não depende do estreito de Ormuz para o comércio energético, afirmando que Washington está a defender aquela rota para outros países.

"Nós não usamos o estreito. Estamos a defendê-lo para todos os outros", disse Trump na Casa Branca.

O chefe de Estado norte-americano acusou os aliados da NATO de não contribuírem suficientemente para a segurança daquela rota estratégica, embora tenha admitido que estes "estão a tornar-se mais amigáveis" face às exigências de Washington.

Desde que Estados Unidos e Israel lançaram a ofensiva conjunta contra o Irão em 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos israelitas e norte-americanos nos países do Golfo, além de ter praticamente encerrado a importante passagem naval do estreito de Ormuz.


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O diretor da AIE advertiu hoje que o mundo enfrenta a maior ameaça energética da História devido à guerra no Irão, e avisou que pode levar seis meses para restabelecer os fluxos de petróleo e gás do golfo Pérsico.