quarta-feira, 13 de maio de 2026

MEDICAMENTOS: 4 alimentos que podem alterar efeito de medicamentos, dizem farmacêuticos... Pode estar a consumir alguns alimentos que estão a alterar o efeito de medicamentos. O melhor é ter atenção e seguir as indicações de farmacêuticos. Olhe que são sugestões muito comuns e que acabam por ter um efeito indesejado.

© Shutterstock   noticiasaominuto.com  13/05/2026 

Alimentos e medicamentos. De uma forma geral, não existe grande problema em combinar os dois. Contudo, a verdade é que não é bem assim. Há certas opções comuns que podem revelar-se perigosas em alguns casos e interferir com o efeito de alguns medicamentos. Especialistas deixam um aviso. 

O EatingWell falou com alguns farmacêuticos para perceber como é que alguns alimentos comuns podem trazer problemas e alterar o efeito de medicamentos.

Medicamentos: Cuidado com estes alimentos

"Até mesmo mudanças alimentares aparentemente saudáveis ​​podem, às vezes, alterar o comportamento dos medicamentos. Ao combinar certos alimentos com certos medicamentos, o risco de efeitos colaterais pode aumentar ou a eficácia do medicamento pode diminuir, causando potencialmente problemas de saúde graves”, começa por dizer Mark Burdon.

1- Toranja

“Pode parecer surpreendente, mas a toranja é um dos alimentos mais problemáticos para combinar com medicamentos. A toranja e o sumo podem interferir com as enzimas do fígado responsáveis ​​pela metabolização de certos medicamentos, incluindo algumas estatinas, remédios para pressão arterial e ansiolíticos Combinar toranja com certos anti-histamínicos e imunossupressores também representa um risco. Mesmo um único copo de sumo pode aumentar significativamente os níveis do medicamento no sangue", conta Lily Shapiro,

2- Vegetais com folhas verdes

“São alimentos ricos em vitamina K, que pode interagir com certos anticoagulantes. Ingerir vitamina K em excesso pode diminuir a eficácia da varfarina, levando à formação de coágulos sanguíneos. Dito isso, não precisa necessariamente evitar vegetais com folhas se estiver tomando anticoagulantes. Em vez disso, concentre-se em consumir uma quantidade consistente deles todos os dias”, revela Maryann Amirshahi.

3- Laticínios

“O cálcio liga-se ao antibiótico no intestino e diminui a absorção e a eficácia do medicamento, o que pode levar a um tratamento inadequado da infeção. Pode notar que os sintomas da sua infeção não estão a melhorar mesmo tomando um antibiótico. Produtos lácteos também podem reduzir a eficácia de medicamentos que são usados para tratar hipotireoidismo e cancro da tiroide”, continua. 

4- Álcool

“O álcool costuma fazer parte de uma refeição, mas pode ter efeitos sinérgicos com medicamentos sedativos, como anti-histamínicos, analgésicos e medicamentos psiquiátricos, que podem levar à sonolência excessiva e lesões. Interage com muitos outros medicamentos, incluindo aqueles usados ​​para tratar artrite, trombose, diabetes, hipertensão, colesterol alto e para tratar problemas de sono.

O que fazer para evitar problemas

Desta forma, pode ser importante tomar algumas medidas para evitar este tipo de efeitos indesejados. Por exemplo, deverá sempre falar com o seu médico sempre que tiver alguma dúvida sobre o medicamento que toma e a dieta que está a fazer. Por outro lado, deverá ter atenção aos horários em que toma os medicamentos já que alguns devem ser tomados em jejum. Por fim, deverá criar uma rotina para evitar o risco de interações entre os fármacos e os alimentos que está a consumir.

Líbano apresenta queixa à ONU contra o Irão: "Guerra devastadora"... O Líbano apresentou uma queixa formal às Nações Unidas contra as autoridades iranianas, acusando-as de interferir nos assuntos internos e "de arrastar" o país para a guerra em curso na região.

© CHARLY TRIBALLEAU / AFP via Getty Images    Por  LUSA   13/05/2026 

O embaixador libanês na ONU, Ahmad Arafa, apontou para os Guardas Revolucionários do Irão, que acusou de cometerem "atos ilícitos que desafiam flagrantemente as decisões do governo libanês e de arrastar o Líbano para uma guerra devastadora", aludindo ao conflito que atinge o país desde 02 de março.

Numa carta enviada à ONU, em 21 de abril e publicada no site, o Governo libanês também denunciou "violações claras" da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961 que atribuiu à embaixada do Irão em Beirute, na sequência do assassínio de seis diplomatas num ataque israelita a um hotel na capital libanesa em 8 de março.

As autoridades libanesas negaram que a representação diplomática as tivesse informado da transferência dos diplomatas para o hotel em causa.

O representante iraniano na ONU, Amir Saeed Iravani, disse, dias após o atentado, numa carta ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que "a embaixada do Irão notificou e coordenou devidamente esta transferência com o Ministério dos Negócios Estrangeiros libanês".

Além disso, Beirute denunciou que dois dos seis mortos nesse ataque não estavam registados no país como diplomatas e garantiram que todos eles "eram, na verdade, membros da Guarda Revolucionária Islâmica".

"Circularam imagens que os mostravam em uniforme militar", afirmaram as autoridades libanesas.

"O Líbano considerou isto uma violação do Artigo 41.º da Convenção de Viena, que obriga os diplomatas a respeitar as leis do país anfitrião e a abster-se de interferir nos assuntos internos, além de proibir o uso de instalações diplomáticas para fins incompatíveis com funções diplomáticas", acrescentou a nota do Governo libanês.

A isto junta-se uma queixa sobre uma operação conjunta da Guarda Revolucionária e do movimento xiita Hezbollah, realizada a 11 de março, usando mísseis e drones contra Israel, que o Governo libanês considerou "muito alarmante".

As autoridades libanesas declararam o embaixador do Irão em Beirute, Mohamad Reza Sheibani, 'persona non grata' a 24 de março e ordenaram-lhe que abandonasse o país até 29 de março, perante uma rejeição extrema de Teerão, que decidiu mantê-lo.

O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah retomou os ataques contra Israel em 02 de março, dois dias após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado e financiador do grupo xiita libanês.

No mesmo dia, as autoridades libanesas proibiram as atividades militares do Hezbollah, após vários meses em que procuraram desarmar as milícias, que, no entanto, recusaram entregar o seu equipamento militar enquanto o país estiver sob ameaça de Israel.

Em resposta, as forças israelitas desencadearam uma vasta operação militar no Líbano, através de bombardeamentos intensivos alegadamente contra alvos do Hezbollah, a par da expansão das posições terrestres que já ocupavam no sul do país anteriormente.

Apesar do cessar-fogo negociado entre Beirute e Telavive, em vigor desde 17 de abril, a violência prossegue no território libanês.

Israel afirmou ter matado mais de 85 militantes do Hezbollah e ter atingido 180 posições do grupo na última semana, sem apresentar provas.


Leia Também: Líbano regista mais de dez mil casas atingidas durante a trégua

Mais de 10 mil casas foram destruídas ou danificadas no Líbano desde o cessar-fogo de 17 de abril, entre as autoridades de Beirute e Israel, disse hoje o Conselho Nacional de Investigação Científica (CNRS).

Putin substitui governadores de duas regiões russas fronteiriças... O presidente russo, Vladimir Putin, substituiu hoje os governadores das regiões de Belgorod e Bryansk, ambas na fronteira com a Ucrânia e frequentemente afetadas por ataques e bombardeamentos atribuídos a Kiev.

© Mikhail METZEL / POOL / AFP via Getty Images   Por LUSA   13/05/2026 

O Kremlin disse que os governadores Vyacheslav Gladkov, de Belgorod, e Alexander Bogomaz, de Bryansk, apresentaram a demissão "por vontade própria", tendo os pedidos sido aceites por Putin. 

Para substituir Gladkov, o chefe de Estado russo nomeou interinamente Alexander Shuvayev, militar que participou na ofensiva russa na Ucrânia, e a liderança interina de Bryansk foi entregue a Yegor Kovalchuk.

Os dois novos responsáveis foram já recebidos por Putin no Kremlin, indicou a Presidência russa.

Gladkov, de 57 anos, liderava Belgorod desde 2021 e tornou-se uma das figuras regionais mais visíveis durante a guerra, informando regularmente a população sobre ataques ucranianos e medidas de segurança adotadas pelas autoridades russas.

Nas últimas semanas, a imprensa russa já avançava com rumores sobre uma possível saída.

Bogomaz, de 65 anos, era governador da região de Bryansk desde 2015.

As regiões de Belgorod e Bryansk têm sido repetidamente alvo de ataques de drones, artilharia e incursões atribuídas às forças ucranianas desde o início da ofensiva militar russa na Ucrânia, em fevereiro de 2022.


Leia Também: Rússia vai criar "sistemas de mísseis com maior potência de combate"

O presidente russo, Vladimir Putin, assegurou hoje que o país vai continuar a desenvolver as capacidades em armamento nuclear para superar os atuais e futuros escudos antimísseis ocidentais.

ESTADOS UNIDOS: Casa Branca promove domingo oração cristã com duração de nove horas... A Casa Branca promove no domingo, em Washington, um evento de oração com duração de nove horas, centrado na valorização das origens cristãs dos Estados Unidos, noticiou hoje o jornal The Washington Post.

© Graeme Sloan/Sipa/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA  13/05/2026 

O evento, que decorrerá no National Mall, o grande parque da capital norte-americana, vai contar com a participação de várias figuras de destaque da administração do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre as quais o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário da Defesa, Pete Hegseth, bem como o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Mike Johnson, e diversos líderes evangélicos. 

Não é esperada a presença de Trump no local, mas o Presidente norte-americano vai enviar uma mensagem gravada para ser transmitida em ecrãs gigantes, segundo o diário de Washington.

A reverenda Paula White-Cain, principal conselheira religiosa da Casa Branca, afirmou que o evento "tem a ver com a história e os fundamentos" dos Estados Unidos, país construído "sobre valores cristãos e sobre a Bíblia".

O Pew Research Center, centro de investigação localizado em Washington que fornece dados sobre questões, atitudes e tendências que estão a moldar os Estados Unidos e o mundo, indicou que 62% dos norte-americanos consideram-se cristãos -- 23% protestantes evangélicos e 19% católicos --, enquanto 29% não têm filiação religiosa e 7% professam outras religiões, incluindo judaísmo (2%), islamismo (1%), budismo (1%) e hinduísmo (1%).

Desde o início do segundo mandato, em janeiro de 2025, Trump tem promovido medidas destinadas a reforçar a ideia de uma origem cristã dos Estados Unidos, tendo criado um Gabinete da Fé na Casa Branca e assinado uma ordem executiva para erradicar o alegado "viés anticristão" que, afirmou, existia no Governo federal.

Em março, Trump deixou-se fotografar na Sala Oval rodeado por cerca de duas dezenas de pastores evangélicos a pedir orientação e proteção para o mandato. O Presidente participou também, de forma virtual, numa maratona de leitura da Bíblia.

Trump, que se define como cristão protestante, abriu em abril uma profunda fratura com a Igreja Católica ao atacar o papa Leão XIV, que condenou a guerra do Irão, e ao publicar nas redes sociais uma imagem em que surgia representado como um Jesus Cristo curador.

Marco Rubio, o membro do Governo de mais alto nível que se declara católico depois do vice-presidente JD Vance, deslocou-se na semana passada ao Vaticano para tentar reduzir a tensão com o papa.

GUERRA NA UCRÂNIA : Zelensky denuncia um dos ataques mais massivos com 800 drones... A Rússia lançou pelo menos 800 drones de longa distância, causando seis mortos, disse hoje o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que denunciou "um dos ataques mais massivos" contra a Ucrânia.

© Ludovic MARIN / AFP via Getty Images    Por LUSA  13/05/2026 

A Rússia lançou pelo menos 800 drones de longa distância, causando seis mortos, disse hoje o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que denunciou "um dos ataques mais massivos" contra a Ucrânia. 

"Certamente não pode ser chamado de coincidência que um dos ataques russos mais massivos e longos à Ucrânia esteja a ocorrer precisamente ao mesmo tempo que o Presidente dos Estados Unidos chegou numa visita à China -- uma visita da qual se espera muito", afirmou o chefe de Estado ucraniano, numa mensagem nas redes sociais.

Zelensky voltou a apelar aos aliados para que "exerçam verdadeira pressão" sobre Moscovo para pôr fim a estes ataques.

O ataque, que tem ocorrido em diferentes ondas desde a meia-noite passada, visou a capital, Kyiv Lviv, perto da fronteira com a Polónia, e o porto de Odessa (sudoeste), entre outros centros urbanos.

"Neste momento geopolítico complicado, a Rússia está claramente a tentar desestabilizar o contexto geopolítico e chamar a atenção para o seu mal à custa de vidas e infraestruturas ucranianas", acusou Zelensky.

O líder ucraniano afirmou que o "objetivo óbvio" da Rússia é esgotar a munição de defesa aérea da Ucrânia e apelou a mais pressão sobre o Kremlin para o forçar a terminar a guerra.


EUA garantem que Teerão perdeu capacidade para lançar mísseis balísticos... A presidência norte-americana afirmou hoje que "o Irão foi militarmente derrotado" durante a ofensiva lançada a 28 de fevereiro, refutando informações da imprensa de que Teerão ainda mantém uma capacidade operacional substancial de mísseis balísticos.

© Pixabay     Por  LUSA    13/05/2026 

"Durante a operação 'Fúria Épica', o Irão foi militarmente derrotado. Os seus mísseis balísticos foram destruídos, as suas instalações de produção foram desmanteladas, a sua Marinha foi afundada e os seus grupos subsidiários foram enfraquecidos", disse a porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, em declarações à agência de notícias espanhola Europa Press. 

Segundo a porta-voz, as autoridades iranianas "estão agora a ser estranguladas economicamente pela operação 'Fúria Económica'", referindo-se à mais recente imposição de sanções de Washington.

Além disso, acrescentou, o Irão está a perder cerca de 427 milhões de euros por dia devido ao bloqueio militar norte-americano do estreito de Ormuz, passagem na qual Teerão restringiu a navegação em resposta à ofensiva conjunta dos Estados Unidos (EUA) e de Israel lançada a 28 de fevereiro, quando decorriam negociações entre Teerão e Washington para tentar chegar a um novo acordo nuclear.

Por isso, disse a porta-voz da Casa Branca, "o regime iraniano sabe que a sua realidade atual é insustentável" pelo que o Presidente norte-americano, Donald Trump, "tem todas as cartas na manga".

"Qualquer pessoa que pense que o Irão reconstruiu o seu Exército está iludida ou é porta-voz da Guarda Revolucionária do Irão", afirmou Olivia Wales, referindo-se às reportagens do jornal norte-americano The New York Times que indicam que Teerão conseguiu restabelecer o acesso a 30 dos 33 locais de mísseis ao largo da costa do estreito de Ormuz.

O jornal, que cita fontes familiarizadas com os serviços de informação norte-americanos, adiantou ainda que as forças iranianas podem, em diferentes graus, utilizar lançadores móveis para transportar mísseis para outros pontos e também para disparar contra os seus alvos.

Tanto Trump como o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, têm afirmado que o Irão sofreu graves reveses militares como resultado da ofensiva, chegando mesmo a dizer que "não sobrou nada em termos militares" e que Teerão "estará incapaz durante muitos anos".

As autoridades iranianas já minimizaram estas afirmações de Washington e sublinham que estão preparadas para responder com força a qualquer novo ataque caso as negociações em curso fracassem e o conflito volte a eclodir.

De facto, o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, sublinhou hoje que "se o inimigo não ceder às justas exigências do Irão através dos canais diplomáticos, deve esperar uma repetição das suas derrotas passadas no campo de batalha".

"Se estes direitos razoáveis e definitivos não forem alcançados, o inimigo não conseguirá livrar-se do atoleiro em que está preso", sublinhou.

O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse na terça-feira que o curso de ação mais racional e benéfico para Teerão é alcançar a vitória no campo de batalha através de negociações com Washington.

Ao mesmo tempo, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que não há alternativa para o fim da guerra senão a aceitação da proposta de Teerão por parte dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos e o Irão encontram-se num processo de diálogo mediado pelo Paquistão. As divergências têm impedido a realização de uma segunda reunião em Islamabad, que acolheu o primeiro encontro direto após o cessar-fogo de 08 de abril, que foi entretanto prorrogado por tempo indeterminado.

O bloqueio do estreito de Ormuz e os recentes ataques e apreensões de navios iranianos na zona por parte das forças norte-americanas foram alguns dos motivos apontados por Teerão para não participar nas negociações em Islamabad, dado que considera estas ações como uma violação do cessar-fogo.

EUA/CHINA: Donald Trump já chegou à China para cimeira com Xi Jinping... O presidente norte-americano, Donald Trump, chegou hoje à China para uma cimeira com o seu homólogo Xi Jinping, que abordará temas como o comércio internacional, a guerra no Irão e a venda de armas a Taiwan.

© Alex Wong/Getty Images    Por  LUSA  13/05/2026 

Trata-se da primeira visita de um Presidente dos Estados Unidos à China desde que o próprio Trump fez uma visita em novembro de 2017.

O ponto alto da visita só acontecerá na quinta-feira, quando os dois líderes terão conversações bilaterais e um banquete formal.

Os chineses estão a oferecer a Trump uma receção pomposa depois de o avião presidencial norte-americano, Air Force One, ter aterrado na capital chinesa às 19h50 locais (12h50 em Lisboa).

Trump deverá ser recebido pelo vice-presidente chinês, Han Zheng, pelo embaixador da China em Washington, Xie Feng, e pelo vice-ministro executivo dos Negócios Estrangeiros, Ma Zhaoxu, bem como o enviado dos Estados Unidos (EUA) a Pequim, David Perdue, segundo a Casa Branca.

A cerimónia de boas-vindas incluirá cerca de 300 jovens chineses, uma guarda de honra militar e uma banda militar.

Xi receberá Trump na quinta-feira às 10h00 locais (03h00 em Lisboa) no Grande Salão do Povo na Praça Tianamen, no coração de Pequim e que estará sob forte proteção.

A pompa da receção e os sinais de atenção mostrados a um convidado que adiou esta viagem, inicialmente planeada para o final de março e que foi adiada devido à guerra no Irão, não farão desaparecer os múltiplos desentendimentos que aguardam os dois líderes a portas fechadas.

Trump, aparentemente focado nos negócios, levou consigo vários líderes empresariais, incluindo o antigo conselheiro Elon Musk, líder da Tesla e da SpaceX e o homem mais rico do planeta, os chefes da Apple, Tim Cook, da Boeing, Kelly Ortberg, e do gigante dos chips eletrónicos Nvidia, Jensen Huang.

"Vou pedir ao Presidente Xi, um líder incomparável, que abra a China para que estas pessoas brilhantes possam fazer a sua magia e ajudar a elevar a República Popular a um nível ainda mais elevado!" escreveu Trump na sua rede social Truth Social, a caminho da China.

No topo da lista de desejos dos EUA está o anúncio de acordos em áreas como a agricultura e talvez a confirmação de uma encomenda massiva de aeronaves à Boeing.

"A China acolhe a visita de Estado do Presidente Trump", disse Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Pequim está pronta para "expandir a cooperação e gerir disputas", indicou, repetindo o mantra de Pequim na preparação para a cimeira: a busca por "mais estabilidade e certeza num mundo assolado por mudanças e turbulências".

Espera-se que Trump e Xi procurem prolongar a trégua na guerra tarifária alcançada em outubro.

Irão ameaça EUA com "derrotas" se não aceitarem proposta de paz... O Governo iraniano ameaçou hoje que os Estados Unidos "devem esperar uma repetição das suas derrotas passadas no campo de batalha" se não aceitarem a proposta de paz apresentada por Teerão.

© Donald Trump For President   Por LUSA   13/05/2026 

"Se o inimigo não ceder às justas exigências do Irão através dos canais diplomáticos, deve esperar uma repetição das suas derrotas passadas no campo de batalha", disse o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, sublinhando que "se estes direitos razoáveis e definitivos não forem alcançados, o inimigo não conseguirá livrar-se do pântano em que está preso".

Talaei-Nik enfatizou que qualquer agressão futura será respondida com uma resposta "decisiva e final", afirmando ainda que "a retirada repetida de navios norte-americanos da zona de conflito demonstra a determinação e a capacidade das Forças Armadas iranianas", segundo a televisão iraniana Press TV.

As declarações de Talaei-Nik surgiram depois de o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, ter declarado na terça-feira que o curso de ação "mais racional" e benéfico para Teerão é "completar a vitória no campo de batalha" através de um processo de negociação com Washington, quando as conversações entre as partes estão paralisadas.

Por sua vez, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, disse que "não há alternativa" para o fim da guerra a não ser que os Estados Unidos aceitem a proposta apresentada por Teerão, antes de alertar que qualquer outra opção "só levará a um fracasso após o outro", após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter classificado o documento apresentado por Teerão como "totalmente inaceitável".

Os Estados Unidos e o Irão estão num processo de diálogo mediado pelo Paquistão, embora as divergências entre as suas posições tenham impedido, até ao momento, um segundo encontro em Islamabad, cidade que acolheu a primeira reunião presencial após o acordo de cessar-fogo assinado em 08 de abril, posteriormente prorrogado indefinidamente por Trump.

O bloqueio do Estreito de Ormuz e a recente incursão e apreensão de navios iranianos pelos EUA na região estão entre os motivos alegados por Teerão para não comparecer às negociações em Islamabad, uma vez que considera estas ações uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo.

Apesar disso, ambos os países mantêm contacto através da mediação de Islamabad.

Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão em 28 de fevereiro, levando os iranianos a retaliarem contra países do Golfo que têm interesses norte-americanos, estende a guerra no Médio Oriente.


Leia Também: Ataques aéreos israelitas atingiram dois automóveis a sul de Beirute

Dois ataques aéreos israelitas atingiram dois automóveis que circulavam na autoestrada que liga Beirute ao sul do Líbano não tendo sido divulgado o número de eventuais vítimas.

CHINA: Governo da China saúda visita do presidente Donald Trump ao país asiático... A China saudou hoje a visita do presidente norte-americano, Donald Trump, que chega hoje ao país asiático para uma visita oficial, desejando reforçar a cooperação para injetar "mais estabilidade" nas relações internacionais.

© Johannes Neudecker/picture alliance via Getty Images    Por  LUSA   13/05/2026 

"A China saúda a visita de Estado do presidente Trump", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun.

A China está pronta para trabalhar com os Estados Unidos para "expandir a cooperação e gerir as diferenças, trazendo assim mais estabilidade e certeza a um mundo assolado pela mudança e turbulência", afirmou o porta-voz durante uma conferência de imprensa regular.

O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês (PCC), publicou hoje um editorial afirmando que a relação entre a China e os Estados Unidos "não pode voltar ao passado" e pode ter "um futuro melhor", apresentando a cimeira como uma oportunidade para ambas as potências trazerem "estabilidade" a um mundo "turbulento".

Trump viaja com um grupo de seletos executivos nortes-americanos, incluindo Elon Musk, da Tesla; Tim Cook, da Apple; Larry Fink, da BlackRock; Kelly Ortberg, da Boeing; e executivos de empresas como a Mastercard, Visa, Goldman Sachs e Meta.

O encontro dos dois líderes será precedido pelas negociações económicas e comerciais que o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, vão realizar esta quarta-feira em Seul.

No entanto, o editorial do Diário do Povo enquadrou o encontro como parte de uma diplomacia entre líderes que funciona como "âncora" para a relação, argumentando que cada novo encontro entre Xi e Trump pode ajudar a garantir que os laços "não se desviem do rumo e não percam o ímpeto", ao mesmo tempo que alertou que Taiwan é "a linha vermelha" nas relações bilaterais.

Pequim amanheceu hoje com sinais visíveis da visita de Trump: bandeiras chinesas e norte-americanas hasteadas ao longo da estrada para o aeroporto, uma presença reforçada de segurança em vários pontos da capital e postos de controlo em vários locais relacionados com a agenda do Presidente norte-americano.

A segurança foi especialmente reforçada em redor do Hotel Four Seasons, junto à Embaixada dos EUA e onde Trump ficará hospedado, com presença policial nas proximidades, bem como medidas de segurança visíveis em importantes cruzamentos da cidade, onde alguns militares estão em constante vigilância.

A cimeira entre os Presidentes dos Estados Unidos e da China, na quinta e sexta-feira, em Pequim, visa estabilizar a relação entre as duas maiores potências mundiais, marcada por rivalidades e tensões persistentes.

Apesar de uma trégua tarifária em vigor, várias questões e problemas sensíveis continuam por resolver, num contexto de interdependência económica e competição geopolítica crescente.

O comércio deverá dominar as discussões, com a delegação norte-americana a procurar acordos que beneficiem setores como a aeronáutica, a energia e a agricultura.


Leia Também: China diz-se pronta para "esmagar" qualquer tentativa de independência de Taiwan

A determinação da China em opor-se à independência de Taiwan é "tão firme como uma rocha" e a sua capacidade de "esmagar" qualquer tentativa de secessão é "inabalável", afirmou hoje uma porta-voz do Governo chinês.

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia volta a atacar Ucrânia com 139 drones durante a noite e madrugada... As forças armadas da Federação Russa lançaram um total de 139 drones de longo alcance sobre território ucraniano durante a noite de terça-feira e a madrugada de hoje, incluindo várias aeronaves desarmadas usadas para confundir as defesas antiaéreas inimigas.

© Pierre Crom/Getty Images   Por LUSA  13/05/2026 

Segundo a força aérea da Ucrânia, foram abatidos ou neutralizados 111 dos referidos aparelhos telepilotados, com interferências eletrónicas em diversas regiões do país - norte, leste e sul. 

Outros 20 drones, todos de ataque, atingiram 13 locais diferentes na Ucrânia, sem que tenham sido especificados. As autoridades ucranianas também registaram a queda de destroços de drones noutros quatro locais.

A Presidência da Rússia (Kremlin) declarou na terça-feira que o cessar-fogo humanitário terminou e que a "operação militar especial" continua, referindo-se à guerra desencadeada pela invasão à vizinha e ex-república soviética, em 24 de fevereiro de 2022.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que é prematuro discutir os "pormenores concretos" do processo de paz entre a Rússia e a Ucrânia, após as declarações do presidente russo, Vladimir Putin, no sábado, que falou sobre um "fim iminente" da guerra.

No sábado, 09 de maio, a Rússia assinalou a vitória das forças da ex-União Soviética sobre o regime da Alemanha nazi, em 1945, com um desfile militar que este ano não contou com a presença de armamento pesado.

No quadro das celebrações do 09 de maio, um cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia, mediado pelos Estados Unidos, expirou "de facto" na segunda-feira, com ambos os lados a acusarem-se mutuamente de violar o acordo de 72 horas.


Leia Também: Rússia diz ter abatido 286 drones ucranianos

O ministério da Defesa da Federação Russa anunciou hoje ter abatido 286 drones ucranianos de asa fixa sobre 15 regiões do seu território e nos mares Negro e de Azov, durante a noite e madrugada.

DIABETES: Poluição atmosférica pode ser a causa de 9 milhões de casos de diabetes... A poluição atmosférica por partículas finas e dióxido de azoto pode ser a causa direta de aproximadamente nove milhões de casos de diabetes tipo 2 na Europa a cada ano, segundo um estudo.

© Lusa    13/05/2026 

No trabalho realizado pela Universidade de Múrcia (UMU) e o Centro Nacional de Supercomputação de Barcelona (BSC-CNS), os investigadores constataram que existe uma "relação direta e alarmante" entre a exposição prolongada a poluentes atmosféricos e a incidência de diabetes tipo 2 (DM2), a forma mais comum da doença.

Para chegar a esta conclusão, os investigadores utilizaram técnicas avançadas de modelação não linear e analisaram dados históricos de concentração atmosférica das últimas três décadas, entre 1991 e 2020.

Com base nestas análises, concluíram que o dióxido de azoto está associado a aproximadamente 3,7 milhões de casos de diabetes anualmente na Europa.

Além disso, a exposição a partículas finas eleva este número para 5 milhões de casos por ano, o que significa que, no total, quase 9 milhões de casos estão diretamente associados à poluição.

No total, ocorrem anualmente cerca de 66 milhões de casos deste tipo de diabetes na Europa, estimando-se um aumento de 10% destes números para os próximos anos.

De acordo com o estudo, as áreas com maior densidade de tráfego e atividade industrial, especialmente nas grandes cidades europeias e na Europa Central, apresentam a maior carga da doença atribuível à poluição.

Especificamente, o vale do Ruhr, na Alemanha, e o vale do Po, no norte da Europa, bem como grandes cidades europeias como Londres, Paris e Varsóvia, apresentam as concentrações mais elevadas.

Uma das principais conclusões do estudo é que as partículas finas no ar, conhecidas como PM2,5, representam um maior risco para o desenvolvimento de diabetes, mesmo em baixas concentrações, sugerindo que até mesmo níveis moderados de poluição têm um efeito prejudicial para a saúde.

Tanto este poluente como o dióxido de azoto excedem os níveis estabelecidos pelas novas regulamentações europeias e pelas orientações da OMS nas áreas industriais e urbanas de toda a Europa.


Leia Também: Falta de ferro? As 4 causas mais comuns no diagnóstico (nas mulheres)

A falta de ferro é um problema comum. No entanto, as causas variam e podem ser bastante diferentes nas mulheres. Conheça as principais razões que levam a esse diagnóstico e saiba como identificá-las.

DONALD TRUMP publica desenho que retrata Venezuela como 51.º estado dos EUA... O Presidente norte-americano, Donald Trump, publicou nas redes sociais um desenho que volta a levantar a possibilidade da Venezuela se tornar parte dos Estados Unidos (EUA).

©@realDonaldTrump   Por  Lusa   13/05/2026 

Na terça-feira, o republicano publicou um desenho na plataforma que detém, a Truth Social, retratando a Venezuela com as cores dos EUA e a legenda "51.º estado", numa referência aos 50 estados que atualmente compõem o país norte-americano.

No domingo, órgãos de comunicação social dos EUA noticiaram que Donald Trump disse ao canal televisivo Fox News estar a "considerar seriamente" fazer da Venezuela o 51.º estado norte-americano.

Em março, Trump tinha publicado, também na Truth Social, uma mensagem humorística sobre essa possibilidade: "Coisas boas têm acontecido na Venezuela nos últimos tempos (...) Alguém está interessado em ser o 51.º estado?".

Na segunda-feira, a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou nunca ter considerado essa possibilidade.

"Isso nunca foi considerado, porque se há coisa que nós, venezuelanas e venezuelanos, prezamos é o nosso processo de independência, adoramos os nossos heróis e heroínas da independência", disse Delcy Rodríguez.

Rodríguez acrescentou que o seu Governo está a trabalhar numa "agenda diplomática de cooperação" com os Estados Unidos, depois de ter restabelecido em março relações diplomáticas com Washington, cortadas pelo antecessor Nicolás Maduro há sete anos.

Maduro foi retirado do poder e do país a 03 de janeiro deste ano pelo Exército norte-americano e levado para os Estados Unidos, juntamente com a mulher, para ser julgado por narcoterrorismo, entre outras acusações.

Donald Trump, que ameaçou repetidamente tornar o Canadá no 51.º estado dos EUA durante o seu mandato, gaba-se regularmente de controlar o país latino-americano após a captura de Nicolás Maduro.

Delcy Rodríguez, antiga vice-presidente de Maduro, procedeu a revisões das leis sobre as explorações petrolífera e mineira, abrindo esses setores a atores privados, em especial norte-americanos, além de ter aprovado uma amnistia que levou à libertação de centenas de presos políticos, embora cerca de 500 permaneçam atrás das grades. Prometeu também realizar uma reforma judicial.

Donald Trump elogiou repetidamente as ações tomadas pela presidente interina e está a flexibilizar gradualmente as sanções impostas pelos EUA à nação caribenha.

Na terça-feira, o Presidente norte-americano afirmou que irá trabalhar na libertação de todos os presos políticos ainda detidos na Venezuela, manifestando confiança na presidente interina do país.

"Vamos libertá-los a todos. E digo-vos, a Delcy está a fazer um excelente trabalho. O povo venezuelano está encantado com o que está a acontecer", assegurou Trump, antes de embarcar para uma viagem oficial à China.

Por sua vez, a oposição venezuelana exige a realização de eleições no país.


Leia Também: Sistema antimíssil de Trump estimado em 1,2 mil milhões de dólares

O Golden Dome, o sistema de defesa antimíssil norte-americano desejado pelo Presidente Donald Trump, poderá custar aproximadamente 1.200 milhões de dólares ao longo de 20 anos, de acordo com a estimativa de uma agência independente do Congresso hoje divulgada.

Mais de 140 aldeias de Timor-Leste vão ter eletricidade... Um total de 141 aldeias de Timor-Leste vão ter acesso a eletricidade, após o Governo ter assinado terça-feira contratos com 51 empresas para implementar projetos de eletrificação, anunciou a empresa de eletricidade pública timorense.

© Lusa   13/05/2026 

Segundo um comunicado da Empresa de Eletricidade de Timor-Leste (EDTL), os contratos no valor de 11,73 milhões de dólares (cerca de 10 milhões de euros) deverão beneficiar 7.201 famílias dos municípios de Aileu, Ainaro, Baucau, Bobonaro, Díli, Ermera, Liquiçá, Lautém, Manatuto, Manufahi e Viqueque.

Os trabalhos de construção e instalação vão decorrer até ao início de 2027.

O Governo timorense pretende assinar nas próximas semanas mais 20 contratos para construção e instalação de eletricidade pública.

O ministro das Obras Públicas, Samuel Marçal, disse, citado no comunicado, que a assinatura dos contratos "demonstra o compromisso do Governo em assegurar o fornecimento de eletricidade a todo o território nacional".

"Nós próximos meses, o Governo vai implementar um projeto de construção de centrais solares fotovoltaicas com capacidade entre 72 e 80 megawatts, o que ajudará a reduzir a dependência do consumo de combustíveis e permitirá poupanças ao Estado", afirmou o ministro.

Samuel Marçal anunciou também o lançamento de concursos para projetos de energia eólica, no próximo ano, e de fornecimento de energia solar fotovoltaico em Ataúro, nos próximos meses.

O pacote assinado na terça-feira inclui a instalação de 130,6 quilómetros de rede de média tensão e 377,42 quilómetros de rede de baixa tensão.


Leia Também: Trump destaca "crescente papel" de Timor-Leste

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou o "crescente papel" de Timor-Leste na região, numa mensagem de felicitações pela adesão à Associação das Nações do Sudeste Asiático e pelo 24.º aniversário de restauração da independência.

terça-feira, 12 de maio de 2026

14 de Maio de 2026 - Apresentação de série documental sobre São Tomé e Príncipe na UCCLA

Apresentação de série documental sobre São Tomé e Príncipe na UCCLA

A UCCLA vai acolher, no dia 14 de maio, às 17h30, a apresentação da série documental “Africanko São Tomé e Príncipe”, uma produção da RTP África que convida o público a descobrir a riqueza cultural, turística e humana do arquipélago de São Tomé e Príncipe.

Composta por oito documentários, a série revela paisagens, tradições, histórias e o potencial deste país, promovendo uma viagem autêntica pelo património e identidade santomense.

A sessão terá lugar no auditório da UCCLA e a entrada é livre.

Veja o trailer através do link https://we.tl/t-9FvHgtvnWjj0qGOX

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

Avenida da Índia n.º 110, 1300-300 Lisboa, Portugal | Tel. +351 218 172 950 | 

uccla@uccla.pt | www.uccla.pt Facebook Linkedin | Youtube | Instagram | Twitter |ISSUU

@Faladepapagaio

IRÃO: Teerão processa EUA em tribunal de Haia por "agressão militar"... O Irão apresentou hoje uma ação judicial junto do Tribunal Arbitral Irão-Estados Unidos, em Haia, na qual acusou Washington de "agressão militar", atacar instalações nucleares e violar os Acordos de Argel de 1981.

© Getty Images/Mohammed HUWAIS / AFP   Por  LUSA  12/05/2026 

Teerão alegou que os Estados Unidos violaram "as obrigações internacionais" durante o conflito de 12 dias, de acordo com a televisão estatal iraniana IRIB e agência de notícias iraniana Tasnim. 

Entre 13 e 24 de junho passado, Israel lançou múltiplos ataques contra dezenas de alvos no Irão para impedir a expansão do programa nuclear iraniano. Os EUA participaram também nesta ofensiva.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram nova ofensiva contra o Irão para pôr fim ao programa nuclear e de enriquecimento de urânio, bem como à produção de mísseis de longo alcance.

Atualmente, este conflito está sob um cessar-fogo considerado frágil pelas autoridades iranianas.

Na ação apresentada no tribunal arbitral com sede em Haia, o Teerão acusou igualmente Washington de impor sanções económicas e de ameaçar recorrer à força contra o Irão.

O Tribunal Arbitral Irão-Estados Unidos foi criado em 1981 ao abrigo dos Acordos de Argel, negociados pela Argélia para resolver a crise dos reféns norte-americanos em Teerão, iniciada na sequência da revolução iraniana de 1979.

O primeiro parágrafo desses acordos estabelece que os Estados Unidos comprometeram-se a "não interferir, direta ou indiretamente, política ou militarmente, nos assuntos internos do Irão".

As autoridades iranianas argumentaram que a ofensiva militar norte-americana e israelita constitui uma violação direta desse compromisso.

Teerão pediu agora ao tribunal que "responsabilize os Estados Unidos pela violação dos acordos", ordene o fim imediato de qualquer interferência nos assuntos internos iranianos e exija garantias de não repetição de atos semelhantes.

O Irão solicitou ainda uma indemnização integral pelos danos causados durante a ofensiva.

Washington ainda não reagiu oficialmente à ação judicial.


Leia Também: Reino Unido avança com 133 milhões de € para missão no estreito de Ormuz

O Reino Unido anunciou hoje um novo financiamento de 115 milhões de libras (133 milhões de euros) para uma futura missão multinacional destinada a proteger a liberdade de navegação no estreito de Ormuz.

GUERRA NA UCRÂNIA: Guerra "a chegar ao fim"? Kremlin diz ser cedo para "detalhes concretos"... O porta-voz do Kremlin considerou prematuro discutir "detalhes concretos" sobre o fim da guerra na Ucrânia, apesar de Vladimir Putin ter afirmado que o conflito "está a chegar ao fim".

© Igor IVANKO / AFP via Getty Images   noticiasaominuto.com  12/05/2026 

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, considerou esta terça-feira que é prematuro discutir "detalhes concretos" para o fim da guerra na Ucrânia, após o presidente russo, Vladimir Putin, ter afirmado que o conflito estava "a chegar ao fim". 

"Todos os progressos alcançados no processo de paz sugerem que o fim está realmente próximo. Mas, neste contexto, não é possível, neste momento, entrar em detalhes concretos", indicou Peskov durante uma conferência de imprensa, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

No sábado, à margem das celebrações do Dia da Vitória, Putin defendeu que a guerra na Ucrânia "está a chegar ao fim" e manifestou-se disponível para encontrar-se com o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Começaram a intensificar o confronto com a Rússia, que continua até hoje. Acho que isto está a chegar ao fim, mas a situação continua grave", respondeu Putin a uma questão sobre se a ajuda ocidental à Ucrânia estava a ir longe demais.

Putin referiu, ainda, que estava disponível para uma reunião com Zelensky "num terceiro país, mas apenas se se alcançar um acordo definitivo sobre um tratado de paz, que deverá ser desenhado com uma perspectiva a longo prazo".

Esta terça-feira, Peskov sublinhou que "o presidente Putin afirmou que a Rússia permanece aberta ao diálogo e que o trabalho tem sido realizado no formato trilateral".

Segundo o porta-voz, a ofensiva russa na Ucrânia "pode ser interrompida a qualquer momento, assim que o regime de Kyiv assumir as suas responsabilidades e tomar as decisões necessárias".

Zelensky pronto para encontro com Putin: "Falta encontrar um formato"

No domingo, um dia após as declarações de Putin, Zelensky disse estar preparado para reunir-se com o líder do Kremlin, faltando encontrar o formato adequado.

"Agora o próprio Putin (o presidente russo) afirma que finalmente está pronto para reuniões reais. Empurrámo-lo um pouco nessa direção e nós próprios estamos há muito tempo preparados; falta encontrar um formato", disse Zelensky no seu habitual discurso diário à nação. 

Putin "nunca esteve tão fraco"

Já na segunda-feira, a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, afirmou que o presidente russo "nunca esteve tão fraco", mas considerou que ainda é cedo para se falar em negociações entre o bloco dos 27 e a Rússia.

"Acho que a leitura geral é que o Putin nunca esteve numa posição tão fraca. [As forças russas] estão a perder muitas vidas no terreno, há um descontentamento crescente na sociedade russa, é por isso que estão a desligar a Internet, para que as pessoas não consigam ver as notícias reais", referiu a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança.

Kaja Kallas defendeu que "os ataques de longo alcance realizados pela Ucrânia estão a ter um impacto real" e o "apoio à guerra de Putin está a diminuir".

"Tudo isso mostra que o Putin não está assim tão forte, mas isso não quer dizer que estejamos num ponto em que eles queiram genuinamente negociar, porque ainda continuam a apresentar propostas maximalistas", acrescentou.

A chefe da diplomacia da UE defendeu que a parada militar de 9 de maio em Moscovo por ocasião do 81.º aniversário da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial sobre a Alemanha nazi, que foi mais curta do habitual e na qual não foi exibido equipamento militar, e "perdas recorde russas no campo de batalha", mostram que a "dinâmica da guerra está a mudar".

𝗖𝗢𝗠𝗜𝗦𝗦𝗔̃𝗢 𝗣𝗘𝗥𝗠𝗔𝗡𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖 𝗗𝗘𝗟𝗜𝗕𝗘𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢...

Por PAIGC 2023 

A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se online no dia 12 de maio de 2026, sob a presidência do camarada Califa Seidi, Vice-Presidente do Partido, com a seguinte ordem do dia:

1. Informações Gerais;

2. Análise da situação política interna do Partido.

 a) Programa das celebrações do 70º aniversário do Partido

 b) Processo do diálogo interno do Partido

No ponto de Informações Gerais, o Vice-Presidente do Partido, camarada Califa Seidi, transmitiu à Comissão Permanente algumas informações relativas ao funcionamento do Partido.

No segundo ponto da agenda de trabalhos, a Comissão Permanente analisou os avanços registados na preparação das duas efemérides importantes do Partido neste ano de 2026, designadamente as celebrações do 70º Aniversário do PAIGC e a realização do XI Congresso do PAIGC. 

Nesse sentido, a Comissão Permanente ouviu o Secretariado Nacional sobre a preparação das celebrações dos 70 anos do Partido, tendo apreciado a proposta de Programa submetido pela Comissão Organizadora do evento. 

Relativamente à preparação do Congresso, a Comissão Permanente ouviu a Comissão de Diálogo Interno, criada por sua instrução, que deu conta do trabalho realizado no âmbito dos esforços para o fortalecimento da unidade e da coesão interna do Partido, bem como dos resultados alcançados.    

A Comissão Permanente voltou a condenar a perseguição de que estão a ser alvos os dirigentes do Partido, particularmente o camarada Domingos Simões Pereira, Presidente do PAIGC, que continua sequestrado de forma arbitrária há seis meses, em condições desumanas, sem acesso a médico e aos seus advogados, e exige a sua libertação imediata e incondicional.  

Após aturada discussão, a Comissão Permanente delibera: 

a) Aprovar o Programa das celebrações do 70º aniversário do PAIGC apresentado pela sua Comissão Organizadora;

b) Saudar o lançamento oficial das celebrações do 70º aniversário do PAIGC, no passado dia 26 de abril de 2026, e encorajar todas as estruturas do Partido a se mobilizarem para o sucesso do evento;

c) Aprovar o Termo de Compromisso assinado no dia 8 de maio de 2026, entre a Comissão de Diálogo Interno e o Grupo de Reflexão, composto por alguns militantes e dirigentes do Partido;

d) Felicitar a Comissão de Diálogo Interno pelo seu empenho no cumprimento da missão que lhe foi confiada pela Comissão Permanente;

e) Saudar o espírito de diálogo demonstrado pelos camaradas e apelar à unidade e à coesão interna do PAIGC com vista a melhor posicionar o Partido para os desafios futuros;

f) Aprovar a composição da Comissão Nacional Preparatória do Congresso, a ser submetida posteriormente ao Comité Central para ratificação, com a seguinte composição: 

i) Adriano Gomes Ferreira (Atchutchi) – Presidente

ii) Ule Na Biutcha – Vice-Presidente

iii) Fode Cassama

iv) Lassana Seidi

v) Francisco Conduto de Pina

vi) Mário Musante da Silva

vii) Pauleta Camara

viii) Dickson Varela

ix) José Carlos Esteves

x) Iaia Maria Turé 

g) Reiterar o propósito de organizar o XI Congresso do Partido no II Semestre de 2026 e instruir a Comissão Nacional Preparatória ora criada a dar início aos trabalhos da sua preparação;

h) Reiterar a exigência de libertação plena e incondicional do Presidente do Partido, camarada Domingos Simões Pereira, que se encontra sequestrado há seis meses, com restrições abusivas da sua liberdade;

i) Exigir a reabertura da Sede Nacional do PAIGC e de todas as Sedes Regionais para que o Partido possa retomar plenamente o exercício das suas atividades políticas;

j) Condenar as violações sistemáticas dos direitos e das liberdades dos  dirigentes políticos não alinhados com este regime e exigir o fim da impunidade aos responsáveis por esses atos;

k) Insistir na conclusão, o mais rapidamente possível, da investigação ao assassinato do cidadão e ativista Vigário Luis Balanta e na tradução à justiça dos executores e mandantes do hediondo crime;

l) Lamentar o desaparecimento físico do camarada Caetano Joaquim da Silva, membro do Comité Central do PAIGC, ocorrido no passado dia 9 de Maio, e apresentar as mais sentidas condolências aos seus familiares.

𝗕𝗶𝘀𝘀𝗮𝘂, 𝟭𝟮 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟲  

𝗔 𝗖𝗼𝗺𝗶𝘀𝘀𝗮̃𝗼 𝗣𝗲𝗿𝗺𝗮𝗻𝗲𝗻𝘁𝗲