terça-feira, 12 de maio de 2026

IRÃO: Teerão processa EUA em tribunal de Haia por "agressão militar"... O Irão apresentou hoje uma ação judicial junto do Tribunal Arbitral Irão-Estados Unidos, em Haia, na qual acusou Washington de "agressão militar", atacar instalações nucleares e violar os Acordos de Argel de 1981.

© Getty Images/Mohammed HUWAIS / AFP   Por  LUSA  12/05/2026 

Teerão alegou que os Estados Unidos violaram "as obrigações internacionais" durante o conflito de 12 dias, de acordo com a televisão estatal iraniana IRIB e agência de notícias iraniana Tasnim. 

Entre 13 e 24 de junho passado, Israel lançou múltiplos ataques contra dezenas de alvos no Irão para impedir a expansão do programa nuclear iraniano. Os EUA participaram também nesta ofensiva.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram nova ofensiva contra o Irão para pôr fim ao programa nuclear e de enriquecimento de urânio, bem como à produção de mísseis de longo alcance.

Atualmente, este conflito está sob um cessar-fogo considerado frágil pelas autoridades iranianas.

Na ação apresentada no tribunal arbitral com sede em Haia, o Teerão acusou igualmente Washington de impor sanções económicas e de ameaçar recorrer à força contra o Irão.

O Tribunal Arbitral Irão-Estados Unidos foi criado em 1981 ao abrigo dos Acordos de Argel, negociados pela Argélia para resolver a crise dos reféns norte-americanos em Teerão, iniciada na sequência da revolução iraniana de 1979.

O primeiro parágrafo desses acordos estabelece que os Estados Unidos comprometeram-se a "não interferir, direta ou indiretamente, política ou militarmente, nos assuntos internos do Irão".

As autoridades iranianas argumentaram que a ofensiva militar norte-americana e israelita constitui uma violação direta desse compromisso.

Teerão pediu agora ao tribunal que "responsabilize os Estados Unidos pela violação dos acordos", ordene o fim imediato de qualquer interferência nos assuntos internos iranianos e exija garantias de não repetição de atos semelhantes.

O Irão solicitou ainda uma indemnização integral pelos danos causados durante a ofensiva.

Washington ainda não reagiu oficialmente à ação judicial.


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O Reino Unido anunciou hoje um novo financiamento de 115 milhões de libras (133 milhões de euros) para uma futura missão multinacional destinada a proteger a liberdade de navegação no estreito de Ormuz.

GUERRA NA UCRÂNIA: Guerra "a chegar ao fim"? Kremlin diz ser cedo para "detalhes concretos"... O porta-voz do Kremlin considerou prematuro discutir "detalhes concretos" sobre o fim da guerra na Ucrânia, apesar de Vladimir Putin ter afirmado que o conflito "está a chegar ao fim".

© Igor IVANKO / AFP via Getty Images   noticiasaominuto.com  12/05/2026 

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, considerou esta terça-feira que é prematuro discutir "detalhes concretos" para o fim da guerra na Ucrânia, após o presidente russo, Vladimir Putin, ter afirmado que o conflito estava "a chegar ao fim". 

"Todos os progressos alcançados no processo de paz sugerem que o fim está realmente próximo. Mas, neste contexto, não é possível, neste momento, entrar em detalhes concretos", indicou Peskov durante uma conferência de imprensa, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

No sábado, à margem das celebrações do Dia da Vitória, Putin defendeu que a guerra na Ucrânia "está a chegar ao fim" e manifestou-se disponível para encontrar-se com o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Começaram a intensificar o confronto com a Rússia, que continua até hoje. Acho que isto está a chegar ao fim, mas a situação continua grave", respondeu Putin a uma questão sobre se a ajuda ocidental à Ucrânia estava a ir longe demais.

Putin referiu, ainda, que estava disponível para uma reunião com Zelensky "num terceiro país, mas apenas se se alcançar um acordo definitivo sobre um tratado de paz, que deverá ser desenhado com uma perspectiva a longo prazo".

Esta terça-feira, Peskov sublinhou que "o presidente Putin afirmou que a Rússia permanece aberta ao diálogo e que o trabalho tem sido realizado no formato trilateral".

Segundo o porta-voz, a ofensiva russa na Ucrânia "pode ser interrompida a qualquer momento, assim que o regime de Kyiv assumir as suas responsabilidades e tomar as decisões necessárias".

Zelensky pronto para encontro com Putin: "Falta encontrar um formato"

No domingo, um dia após as declarações de Putin, Zelensky disse estar preparado para reunir-se com o líder do Kremlin, faltando encontrar o formato adequado.

"Agora o próprio Putin (o presidente russo) afirma que finalmente está pronto para reuniões reais. Empurrámo-lo um pouco nessa direção e nós próprios estamos há muito tempo preparados; falta encontrar um formato", disse Zelensky no seu habitual discurso diário à nação. 

Putin "nunca esteve tão fraco"

Já na segunda-feira, a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, afirmou que o presidente russo "nunca esteve tão fraco", mas considerou que ainda é cedo para se falar em negociações entre o bloco dos 27 e a Rússia.

"Acho que a leitura geral é que o Putin nunca esteve numa posição tão fraca. [As forças russas] estão a perder muitas vidas no terreno, há um descontentamento crescente na sociedade russa, é por isso que estão a desligar a Internet, para que as pessoas não consigam ver as notícias reais", referiu a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança.

Kaja Kallas defendeu que "os ataques de longo alcance realizados pela Ucrânia estão a ter um impacto real" e o "apoio à guerra de Putin está a diminuir".

"Tudo isso mostra que o Putin não está assim tão forte, mas isso não quer dizer que estejamos num ponto em que eles queiram genuinamente negociar, porque ainda continuam a apresentar propostas maximalistas", acrescentou.

A chefe da diplomacia da UE defendeu que a parada militar de 9 de maio em Moscovo por ocasião do 81.º aniversário da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial sobre a Alemanha nazi, que foi mais curta do habitual e na qual não foi exibido equipamento militar, e "perdas recorde russas no campo de batalha", mostram que a "dinâmica da guerra está a mudar".

𝗖𝗢𝗠𝗜𝗦𝗦𝗔̃𝗢 𝗣𝗘𝗥𝗠𝗔𝗡𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖 𝗗𝗘𝗟𝗜𝗕𝗘𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢...

Por PAIGC 2023 

A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se online no dia 12 de maio de 2026, sob a presidência do camarada Califa Seidi, Vice-Presidente do Partido, com a seguinte ordem do dia:

1. Informações Gerais;

2. Análise da situação política interna do Partido.

 a) Programa das celebrações do 70º aniversário do Partido

 b) Processo do diálogo interno do Partido

No ponto de Informações Gerais, o Vice-Presidente do Partido, camarada Califa Seidi, transmitiu à Comissão Permanente algumas informações relativas ao funcionamento do Partido.

No segundo ponto da agenda de trabalhos, a Comissão Permanente analisou os avanços registados na preparação das duas efemérides importantes do Partido neste ano de 2026, designadamente as celebrações do 70º Aniversário do PAIGC e a realização do XI Congresso do PAIGC. 

Nesse sentido, a Comissão Permanente ouviu o Secretariado Nacional sobre a preparação das celebrações dos 70 anos do Partido, tendo apreciado a proposta de Programa submetido pela Comissão Organizadora do evento. 

Relativamente à preparação do Congresso, a Comissão Permanente ouviu a Comissão de Diálogo Interno, criada por sua instrução, que deu conta do trabalho realizado no âmbito dos esforços para o fortalecimento da unidade e da coesão interna do Partido, bem como dos resultados alcançados.    

A Comissão Permanente voltou a condenar a perseguição de que estão a ser alvos os dirigentes do Partido, particularmente o camarada Domingos Simões Pereira, Presidente do PAIGC, que continua sequestrado de forma arbitrária há seis meses, em condições desumanas, sem acesso a médico e aos seus advogados, e exige a sua libertação imediata e incondicional.  

Após aturada discussão, a Comissão Permanente delibera: 

a) Aprovar o Programa das celebrações do 70º aniversário do PAIGC apresentado pela sua Comissão Organizadora;

b) Saudar o lançamento oficial das celebrações do 70º aniversário do PAIGC, no passado dia 26 de abril de 2026, e encorajar todas as estruturas do Partido a se mobilizarem para o sucesso do evento;

c) Aprovar o Termo de Compromisso assinado no dia 8 de maio de 2026, entre a Comissão de Diálogo Interno e o Grupo de Reflexão, composto por alguns militantes e dirigentes do Partido;

d) Felicitar a Comissão de Diálogo Interno pelo seu empenho no cumprimento da missão que lhe foi confiada pela Comissão Permanente;

e) Saudar o espírito de diálogo demonstrado pelos camaradas e apelar à unidade e à coesão interna do PAIGC com vista a melhor posicionar o Partido para os desafios futuros;

f) Aprovar a composição da Comissão Nacional Preparatória do Congresso, a ser submetida posteriormente ao Comité Central para ratificação, com a seguinte composição: 

i) Adriano Gomes Ferreira (Atchutchi) – Presidente

ii) Ule Na Biutcha – Vice-Presidente

iii) Fode Cassama

iv) Lassana Seidi

v) Francisco Conduto de Pina

vi) Mário Musante da Silva

vii) Pauleta Camara

viii) Dickson Varela

ix) José Carlos Esteves

x) Iaia Maria Turé 

g) Reiterar o propósito de organizar o XI Congresso do Partido no II Semestre de 2026 e instruir a Comissão Nacional Preparatória ora criada a dar início aos trabalhos da sua preparação;

h) Reiterar a exigência de libertação plena e incondicional do Presidente do Partido, camarada Domingos Simões Pereira, que se encontra sequestrado há seis meses, com restrições abusivas da sua liberdade;

i) Exigir a reabertura da Sede Nacional do PAIGC e de todas as Sedes Regionais para que o Partido possa retomar plenamente o exercício das suas atividades políticas;

j) Condenar as violações sistemáticas dos direitos e das liberdades dos  dirigentes políticos não alinhados com este regime e exigir o fim da impunidade aos responsáveis por esses atos;

k) Insistir na conclusão, o mais rapidamente possível, da investigação ao assassinato do cidadão e ativista Vigário Luis Balanta e na tradução à justiça dos executores e mandantes do hediondo crime;

l) Lamentar o desaparecimento físico do camarada Caetano Joaquim da Silva, membro do Comité Central do PAIGC, ocorrido no passado dia 9 de Maio, e apresentar as mais sentidas condolências aos seus familiares.

𝗕𝗶𝘀𝘀𝗮𝘂, 𝟭𝟮 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟲  

𝗔 𝗖𝗼𝗺𝗶𝘀𝘀𝗮̃𝗼 𝗣𝗲𝗿𝗺𝗮𝗻𝗲𝗻𝘁𝗲

MADEM G-15 Desmente Anulação do Congresso e Reafirma Liderança de Adja Satú Camará... O Movimento para Alternância Democrática, Grupo dos 15 (MADEM G-15), divulgou esta terça-feira, 12 de maio de 2026, um comunicado de desmentido à imprensa, rejeitando informações postas a circular nas redes sociais e em alguns órgãos de comunicação social sobre uma alegada anulação do Congresso Extraordinário do partido e o afastamento da atual direção liderada por Adja Satú Camará.

© Radio TV Bantaba   12/05/2026

No documento, a Coordenação Nacional do MADEM G-15 considera falsas e enganosas as notícias segundo as quais o Tribunal Regional de Bissau teria declarado a nulidade do congresso extraordinário realizado em agosto de 2024.

O partido afirma que não existe qualquer decisão judicial, sentença ou acórdão que tenha anulado o referido congresso ou afastado a direção em funções.

O comunicado esclarece ainda que a coordenadora nacional, Adja Satú Camará, apenas foi citada para apresentar contestação numa ação judicial relacionada com a anulação das deliberações do congresso, sublinhando que o processo ainda decorre nos trâmites legais.

Segundo o MADEM G-15, o Supremo Tribunal de Justiça já reconheceu a atual direção saída do congresso extraordinário de 17 de agosto de 2024, decisão que, de acordo com o partido, transitou em julgado sem contestação do cidadão Braima Camará.

A direção do MADEM G-15 apelou aos militantes e dirigentes para se manterem vigilantes e unidos face ao que considera tentativas de desestabilização interna, reafirmando igualmente a sua confiança nas instituições da Justiça e reservando-se o direito de agir judicialmente contra a divulgação de informações falsas.

O Governo aprovou, esta terça-feira, o decreto que estabelece as políticas de mitigação e adaptação às alterações climáticas no setor digital da Guiné-Bissau, reforçando o compromisso do país com a sustentabilidade e a transformação digital resiliente... A decisão foi tomada em Conselho de Ministros e consta do comunicado oficial desta terça-feira, 12.05.2026.

COMUNICADO FINAL DO CONSELHO DE MINISTROS

Centenas de palestinanos assinalam 'Nakba' em Ramallah... Centenas de palestinianos participaram hoje numa marcha em Ramallah, na Cisjordânia ocupada, em memória do 78.º aniversário da Nakba (palavra árabe para "catástrofe"), que marca a fuga ou expulsão dos territórios que deram lugar a Israel.

© Ahmad Gharabli/AFP via Getty Images    Por  LUSA   12/05/2026 

"O mundo precisa de se lembrar da nossa tragédia e de que os palestinianos continuam a viver sem um Estado próprio", disse à agência EFE Muhamad, professor reformado e refugiado palestiniano.

Os seus pais foram obrigados a fugir em 1948 de uma aldeia perto de Lod e Ramle (hoje cidades mistas no centro de Israel) para Jerusalém e, mais tarde, para o campo de refugiados de Shuafat, nos seus arredores.

Durante a guerra de 1948, cerca de 750 mil palestinianos foram deslocados, dois terços dos quais no território que acabara de se tornar Israel.

A marcha de hoje realizou-se antes da data oficial da Nakba, 15 de maio, um dia após a declaração de independência de Israel.

Os participantes transportavam bandeiras palestinianas, faixas com 'slogans' sobre o direito de regresso e grandes chaves de cartão, símbolo das casas que foram obrigados a abandonar há 78 anos.

Muitos usavam 'kefieh', os tradicionais lenços palestinianos com padrão axadrezado em preto e branco, e levavam bandeiras negras em sinal de luto.

"Hoje estamos aqui para reafirmar o direito de regresso e a indemnização para o povo palestiniano após 78 anos", disse à EFE Sahar Majdube, líder de um grupo de jovens do Ministério da Educação da Palestina, numa altura em que continua a enfrentar "deslocações e genocídio".

Majdube manifestou ainda gratidão pelo apoio internacional à causa palestiniana e frisou que os palestinianos continuam unidos na esperança de regressar às suas "casas, vilas e cidades".

Em setembro passado, cerca de uma dezena de estados ocidentais, incluindo Portugal, reconhecerem o Estado da Palestina, em plena guerra na Faixa de Gaza e aumento da violência na Cisjordânia ocupada, associada às forças israelitas e colonos radicais.

A efeméride antecede também o Dia de Jerusalém, que se assinala na quinta-feira, e no qual Israel assinala a captura e a ocupação militar da parte oriental da cidade após a guerra de 1967.

O dia é normalmente marcado por marchas de nacionalistas e colonos israelitas, sobretudo na Cidade Velha de Jerusalém, e em anos anteriores levou a confrontos entre palestinianos e forças israelitas.

Na segunda-feira, a União Europeia anunciou sanções contra organizações e indivíduos associados à violência dos colonos ma Cisjordânia e que disparou desde 07 de outubro de 2023, data dos ataques do grupo islamita Hamas a Israel e começo da guerra na Faixa de Gaza.

Os colonos israelitas, que residem em assentamentos ilegais na Cisjordânia, em violação do direito internacional, assediam diariamente a população, roubando as suas culturas e animais e invadindo as suas casas em ataques violentos, que por vezes resultam em assassínios a coberto da impunidade.

Segundo dados das Nações Unidas, entre o começo da guerra no na Faixa de Gaza e 23 de abril de 2026, 1.088 palestinianos, dos quais pelo menos 238 eram crianças, foram mortos na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental.

Deste total, 42 morreram nos primeiros quatro meses de 2026, 13 por colonos, 30 por forças israelitas e um por ambos.

As deslocações forçadas atingiram mais de 40 mil habitantes nos últimos três anos, de acordo com dados da agência da ONU para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), organização proibida por Israel.

SINETSA EXIGE SALÁRIOS DIGNOS E DÁ ULTIMATO AO GOVERNO NO DIA DA ENFERMAGEM

Por Radio Voz Do Povo

O Sindicato Nacional dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde, “SINETSA”, saudou hoje (12.05) todos os enfermeiros guineenses por ocasião do Dia Internacional da Enfermagem, mas aproveitou a data para denunciar salários “indignos”, carreiras bloqueadas e condições de trabalho “que beiram o desumano”.

Em nota de felicitação, o sindicato recusa que a “vocação” seja usada para justificar a exploração da classe e afirma que a enfermagem guineense “não continuará a aceitar salários miseráveis na ordem dos 95.000 FCFA”.

O SINETSA lançou um ultimato ao Governo, Ministério da Saúde e Administração Pública: se até janeiro de 2027 não houver aprovação formal de uma carreira digna e justa, “a luta acentuar-se-á”. 

“A dignidade dos enfermeiros não pode continuar dependente de discursos ocasionais, nem de promessas adiadas”, lê-se no documento. O sindicato sublinha que “não se constrói um sistema de saúde forte com profissionais desmotivados, mal pagos e desprotegidos”.

A nota termina com um aviso: “A nossa paciência não deve ser confundida com conformismo. O nosso compromisso com a vida é inegociável, mas a nossa dignidade também o é.”

ARRANCOU FORMAÇÃO DE 4 MIL AGENTES PARA RECENSEAMENTO GERAL RGPH4

Por  Radio Voz Do Povo 

Teve início esta segunda-feira (11.05) a formação dos mais de 4.000 agentes de terreno que vão assegurar a fase de Enumeração Principal do 4.º Recenseamento Geral da População e Habitação, RGPH4.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, INE, a forte mobilização de candidatos em todo o país obrigou à realização de pré-testes de seleção em várias regiões para definir os formandos definitivos. O processo ainda decorre.

O INE recorda que o prazo para confirmação presencial dos candidatos terminou às 12h00 desta quarta-feira, conforme comunicado da Coordenação Geral do RGPH4.

Constrangimentos e medidas  

Apesar de constrangimentos logísticos registados em algumas zonas, incluindo falhas no fornecimento de energia elétrica, o INE garante estar mobilizado para garantir o bom funcionamento da operação. 

Muitas das dificuldades já estavam identificadas. Estão em implementação medidas de mitigação como a aquisição de geradores e reforço logístico no terreno.

“A primeira fase da formação é fundamental para assegurar uma preparação sólida, organizada e eficiente, à altura da importância nacional do RGPH4”, refere o INE.

O instituto agradeceu o empenho e a colaboração de candidatos, supervisores, formadores e equipas técnicas envolvidas no processo.

"Quebrar silêncio". Zelensky acusa a Rússia de ter atacado com 200 drones... A Rússia lançou 200 drones contra a Ucrânia durante a última madrugada, após o fim de um cessar-fogo de três dias, afirmou hoje o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

© Lusa   12/05/2026 

Zelensky acusou, também nas redes sociais, a Rússia de "quebrar o silêncio", referindo-se ao cessar-fogo que vigorou durante as celebrações da vitória da ex-União Soviética contra a Alemanha nazi, em 1945.

Os ataques aéreos russos na Ucrânia mataram pelo menos uma pessoa durante a última madrugada, disseram anteriormente as autoridades de Kyiv.

A vítima mortal e quatro feridos registaram-se na região ucraniana Dnipropetrovsk.

Por outro lado, a Rússia afirmou ter abatido cerca de 30 drones ucranianos após o fim do cessar-fogo anunciado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, na sexta-feira.


Leia Também: Rússia acusa Ucrânia de ataques com drones durante a madrugada

A Rússia anunciou que abateu 27 drones ucranianos durante a última noite, após o fim de uma trégua de três dias entre Moscovo e Kyiv, mediada pelos Estados Unidos.

ECONOMISTA GUINEENSE ALERTA QUE CIRCULAÇÃO DE NOTAS FALSAS NO MERCADO INTERNO REPRESENTA GRANDE PERIGO À ESTRUTURA ECONÓMICA DO PAÍS

Por  Rádio Sol Mansi  12.05.2025 

A população guineense denuncia o aumento da circulação de notas falsas no mercado nacional durante este período de comercialização da castanha de cajú.

Em entrevista à Rádio Sol Mansi, esta segunda-feira, populares denunciaram a circulação de notas falsas de 500 francos CFA no mercado nacional, situação que tem gerado confrontos entre comerciantes em diferentes zonas do país. Segundo as denúncias, o fenómeno é mais frequente nas grandes feiras regionais (lumo).

Para compreender melhor o impacto das notas falsas na economia nacional, o comentador da Rádio Sol Mansi para os assuntos económicos chamou a atenção para a necessidade de reforçar o controlo sobre a circulação monetária. José Nico Dju destacou que a circulação de notas falsas no mercado interno constitui uma grande ameaça à integridade económica do país.

Segundo o economista, a circulação de notas falsas demonstra que o país caminha para um cenário de branqueamento de capitais. Nico Dju reforçou que este fenómeno representa um grande perigo para a estrutura económica, sobretudo num país com défice produtivo como a Guiné-Bissau.

O branqueamento de capitais refere-se ao processo de tornar aparentemente legítimos fundos obtidos de forma ilegal. Embora possa ocorrer em qualquer país, as suas consequências económicas e sociais são particularmente significativas nos países em desenvolvimento.

Estima-se que o valor total de fundos branqueados em todo o mundo represente entre 2% e 5% do Produto Interno Bruto mundial.

O economista e professor universitário instou ainda as estruturas macroeconómicas a trabalharem para reduzir a tendência do branqueamento de capitais. José Nico Dju acredita que a introdução de notas falsas pode provocar a diminuição da capacidade produtiva e contribuir para a desestruturação da economia nacional, além de incentivar a inflação no mercado interno.

Em 2015, a União Económica e Monetária Oeste Africana aprovou um projeto de lei que estabelece medidas preventivas e repressivas de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, transpondo para a ordem jurídica interna diretivas relativas à luta contra estes fenómenos no espaço dos Estados-membros.

Rússia recrutou peruanos para funções diversas mas enviou-os para guerra... O número de peruanos recrutados na Rússia para cumprirem funções no contexto da guerra contra a Ucrânia e que alegadamente foram enviados para a linha da frente aumentou para 635, revelaram hoje os advogados das suas famílias.

© GENYA SAVILOV/AFP via Getty Images    Por LUSA  12/05/2026 

Até à semana passada, os advogados de defesa das famílias tinham identificado apenas 310 casos

O advogado Percy Salinas indicou nas redes sociais que têm a confirmação de que 20 peruanos faleceram em combate e outros 19 ficaram feridos e permanecem hospitalizados, segundo conseguiram verificar.

Além disso, a equipa de advogados que defende as famílias confirmou que quatro peruanos estão presos na Ucrânia e ainda aguardam pelas identidades de mais oito cidadãos detidos.

A defesa legal juntamente com as famílias e autoridades assegurou ter constatado também que mais cinco peruanos faleceram em combate, a partir das fotografias das placas de identificação e até dos cadáveres.

O grupo de advogados representava cerca de 300 peruanos afetados, mas Salinas confirmou à agência de notícias espanhola EFE que, progressivamente, este número de cidadãos na mesma situação cresceu e já atingiu os 635, e poderá aumentar ainda mais.

As famílias denunciam que estes cidadãos, normalmente de baixos recursos, assinaram contratos para assumir empregos de segurança, transportadores, mineiros, entre outros, mas foram supostamente enganados e enviados para a frente de batalha.

Desde finais de abril, as famílias pedem ao Ministério dos Negócios Estrangeiros do Peru que coordene com a Rússia o repatriamento destes homens.

Aquele ministério peruano solicitou ao embaixador russo informações sobre o paradeiro e estado de saúde de uma lista de peruanos que se encontram aparentemente na zona de conflito, lembrando que todo peruano que se alistar numa força militar estrangeira deve contar com a sua autorização prévia.

Pelo menos, cerca de 15 peruanos conseguiu regressar ao Peru, a maioria assistida pelo serviço diplomático exterior peruano, após conseguir chegar à embaixada do Peru em Moscovo, tendo a representação diplomática garantido assistência aqueles homens para o seu repatriamento.


Leia Também: Ataque aéreo russo sobre Kyiv após fim de trégua de três dias

Um ataque aéreo a Kyiv está a ocorrer hoje, após o fim de uma trégua de três dias, anunciou o chefe da administração militar da capital da Ucrânia, Tymour Tkatchenko.

USS Gerald Ford regressa após longa missão nas Caraíbas e Médio Oriente... O Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono) adiantou hoje que o seu maior e mais sofisticado porta-aviões, o USS Gerald Ford, vai regressar ao seu porto de origem após 11 meses em missão na Europa, Caraíbas e Médio Oriente.

© U.S. Navy      Por  LUSA  12/05/2026 

A missão do Gerald Ford foi a mais longa de um porta-aviões norte-americano desde o fim da Guerra do Vietname e, segundo os media norte-americanos, que citaram membros da tripulação, a duração das operações frustrou muitos marinheiros.

"O Grupo de Ataque do Porta-Aviões USS Gerald R. Ford (CVN 78) está oficialmente a regressar a casa após ter concluído a sua missão", indicou a Marinha dos EUA num comunicado publicado nas redes sociais.

O Gerald Ford, que dá nome a uma nova classe de porta-aviões destinada a substituir os 10 porta-aviões da classe Nimitz actualmente em serviço em Washington, foi um dos três porta-aviões, sendo os outros dois o USS George W. Bush e o USS Abraham Lincoln, destacados pelas Forças Armadas para apoiar os ataques e o bloqueio naval contra o Irão.

Mais recentemente, esteve nas proximidades do mar Vermelho.

O navio de propulsão nuclear partiu do seu porto de origem em Norfolk, Virgínia, em 10 de junho, rumo à Europa, juntando-se posteriormente ao contingente que participou na campanha para pressionar e, posteriormente, capturar o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Durante o seu destacamento excecionalmente longo, normalmente dura seis meses longe do seu porto de origem, o navio enfrentou problemas como um incêndio numa das suas lavandarias, que deixou alguns tripulantes feridos, e problemas recorrentes com as casas de banho.

Alguns tripulantes chegaram a ponderar abandonar as Forças Armadas quando regressavam aos Estados Unidos, relatou na altura o The Wall Street Journal (WSJ) num extenso artigo.

O Pentágono já indicou que a retirada parcial de ativos como o USS Gerald R. Ford não implica uma desescalada imediata do conflito no Médio Oriente, dado que outros grupos de combate permanecem na região.


Leia Também: Donald Trump visita a China acompanhado por 16 executivos: Quem são?

Donald Trump vai deslocar-se à China acompanhado por 16 executivos, que incluem Elon Musk, da Tesla, Tim Cook, da Apple, e Larry Fink, da BlackRock, noticiou o The New York Times na segunda-feira.

"Declarações impróprias para o seu alto cargo". Venezuela acusa Guterres... A Venezuela acusou o secretário-geral das Nações Unidas de fazer declarações "incompatíveis com o seu alto cargo", depois de António Guterres ter afirmado acreditar que houve "grande cumplicidade" na captura de Nicolás Maduro.

© Lusa   12/05/2026 

Num comunicado divulgado na segunda-feira, o Governo venezuelano expressou "firme protesto" contra as declarações do português, que considerou "contrárias aos princípios de objetividade, prudência, imparcialidade e boa-fé estabelecidos na Carta das Nações Unidas".

Horas antes, Guterres disse que acredita que "não é possível que se repita [em Cuba] uma situação semelhante" à operação militar lançada pelos Estados Unidos em janeiro contra a Venezuela, que culminou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro, porque a situação na Venezuela "era completamente diferente".

"Na Venezuela, honestamente, assistimos a uma operação militar contra Maduro, mas tenho a impressão de que houve grandes cumplicidades dentro do sistema político venezuelano", sublinhou o líder das Nações, numa conferência de imprensa na capital do Quénia, Nairobi.

O Governo venezuelano afirmou que as declarações "refletem a deterioração progressiva de um secretário-geral incapaz de contribuir eficazmente para a paz e a resolução dos principais conflitos que atualmente abalam a humanidade".

"Enquanto persistir o genocídio contra o povo palestiniano, a expansão das guerras e a aplicação de medidas coercivas unilaterais contra os povos soberanos, o secretário-geral mantém uma postura de silêncio ou ambiguidade que enfraquece a sua autoridade moral", afirmou Caracas.

As Nações Unidas "nunca antes enfrentaram uma deterioração tão profunda da sua credibilidade perante os povos do mundo", lamentou o Governo venezuelano.

Guterres "tem sido incapaz de garantir o equilíbrio e a adesão aos princípios da Carta da ONU face aos atuais desafios globais", acusou a Venezuela, no comunicado.

O segundo mandato do português à frente das Nações termina em dezembro. A próxima pessoa a chefiar o Secretariado das Nações Unidas iniciará o mandato de cinco anos em 01 de janeiro de 2027.

A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet disputa o cargo com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, o argentino Rafael Grossi, a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan e ex-presidente do Senegal Macky Sall.


Leia Também: Venezuela "nunca considerou" tornar-se 51.º Estado norte-americano

A presidente interina venezuelana afirmou hoje nunca ter considerado que a Venezuela se tornasse o 51.º Estado norte-americano, enquanto o Presidente norte-americano se vangloria de controlar o país.

Israel cria tribunal e permite pena de morte para ataques de 2023... O parlamento de Israel aprovou uma lei que cria um tribunal especial com autoridade para condenar à morte palestinianos considerados culpados de participar nos ataques de 2023, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.

© Lusa     Por noticiasaominuto.com 12/05/2026

A medida foi aprovada por 93 votos a favor e zero contra no Knesset, o parlamento israelita, composto por 120 lugares, refletindo o amplo apoio à punição dos responsáveis pelo ataque mais mortífero da história de Israel.

Os restantes 27 parlamentares estavam ausentes ou abstiveram-se na votação.

Simcha Rothman, um dos patrocinadores do projeto de lei e membro da coligação governamental do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, disse que o consenso a favor do projeto mostra que os deputados podem unir-se "em torno de uma missão comum".

Os grupos de defesa dos direitos humanos criticaram a medida, alegando que facilita demasiado a imposição da pena de morte e elimina os procedimentos que garantem o direito a um julgamento justo.

Os arguidos podem recorrer das sentenças, mas os recursos devem ser julgados por um tribunal especial e não pelos tribunais comuns.

Diversos grupos israelitas - incluindo Hamoked, Adalah e o Comité Público Contra a Tortura em Israel - afirmaram na segunda-feira que, embora "a justiça para as vítimas de 07 de Outubro seja um imperativo legítimo e urgente", qualquer responsabilização pelos crimes "deve ser procurada através de um processo que inclua, em vez de abandonar, os princípios da justiça".

Como o projeto de lei autoriza um painel de juízes a aplicar a pena de morte por maioria de votos - e exige que os julgamentos sejam realizados num tribunal de Jerusalém, com transmissão em direto - tem sido comparado ao julgamento de Adolf Eichmann, um criminoso de guerra nazi, em 1962, que foi transmitido em direto pela televisão.

Eichmann foi executado por enforcamento, a última vez que a pena de morte foi aplicada em Israel, embora tecnicamente a pena capital ainda esteja prevista para atos de genocídio, espionagem em tempo de guerra e certos crimes de terrorismo.

Os opositores do projeto de lei afirmam ainda que a transmissão em direto dos procedimentos antes da comprovação da culpa corre o risco de transformar os julgamentos num espetáculo.

Em março, o parlamento israelita aprovou uma lei que institui a pena de morte por enforcamento para pessoas culpadas de homicídio terrorista que, na prática, aplica-se apenas a palestinianos condenados por ataques ou atentados contra Israel.

A guerra começou quando militantes liderados pelo movimento fundamentalista Hamas invadiram Israel a 07 de outubro de 2023, matando cerca de 1.200 pessoas e fazendo 251 reféns.

A subsequente e devastadora ofensiva de Israel contra Gaza matou mais de 72.628 palestinianos, incluindo pelo menos 846 mortos desde que o cessar-fogo entrou em vigor, em outubro.

É isto que acontece quando dorme para o lado esquerdo... São vários os benefícios e acaba por ser melhor do que dormir para o lado direito. Se sofre de azia, é logo uma das melhores coisas que pode fazer. Veja o que tem andado a fazer mal assim que se deixa na cama.

© Shutterstock  Por Adriano Guerreiro  noticiasaominuto.com  12/05/2026 

Sente sempre um desconforto no estômago mal se deita na cama? O problema pode estar na escolha do lado e da pressão que está a fazer na altura de ir dormir. Pode nunca ter pensado nisto, mas a verdade é que acaba por ser melhor quando escolhe dormir para o lado dinheiro. Perceba os motivos.

Kevyn D é especialista em neurociência, comportamento e bem-estar. Na sua página de Instagram partilha também alguns aspetos relacionados com saúde. Numa das mais recentes publicações revelou o que pode acontecer se dorme para o lado direito ou para o lado esquerdo do corpo.

Vantagens de dormir para o lado esquerdo

De acordo com o que partilhou, ao dormir para o lado direito, isto se dormir de lado, poderá trazer algumas desvantagens. É o caso de correr um maior risco de refluxo e azia, ter uma digestão menos eficiente e aumentar a pressão sobre os órgãos.

Por outro lado, ao escolher o lado esquerdo, poderá fazer com que o suco gástrico permaneça no estômago e fazer com que as hipóteses de refluxo sejam menores. Ao escolher este lado, o ácido do estômago não irá até ao esófago, o que reduz a azia.

Poderá também melhor a circulação sanguínea já que facilita a circulação até ao coração. Esta posição ajuda também a aliviar a pressão na zona das costas uma vez que reduz a sobrecarga na coluna vertebral.

A digestão também é melhor há que o processo digestivo consegue ser feito de uma forma mais eficiente. Por fim, Kevyn D revela que a dormir do lado esquerdo ajuda a eliminar mais toxinas pelo organismo, o que acaba por ser uma espécie de drenagem linfática.

Quer dormir melhor? Pode ser boa ideia mudar a posição da cama

Adormecer pode ser uma tarefa difícil para algumas pessoas, no entanto, segundo a revista Woman & Home, pode ser uma boa ideia começar a praticar um princípio de 'feng-shui' e mudar a posição da sua cama. 

Mudar a direção, para onde a cama está virada, também pode ajudá-lo a dormir melhor. No entanto, é importante lembrar, afirma a revista, que não é um método científico e pode não resultar para todas as pessoas. 

Então, a tradição diz que se deve dormir em direção a sul, ou seja, deve deitar-se com a cabeça apontada para sul e os pés a apontar para norte. Acredita-se esta é a melhor posição, porque "o corpo tem os seus próprios polos norte e sul, o que significa que, se não estiver voltado para a direção certa, pode criar tensão que leva a dores de cabeça e outros problemas de saúde". Algo que também já foi, parcialmente, comprovado por alguns estudos.

A tradição chinesa também recomenda que a cabeceira da cama esteja encostada a uma parede, assim nunca vai sentir que algo se pode 'esconder' atrás de si, enquanto dorme.

Além disto, ainda sugere que deve pintar as paredes do quarto, tendo em consideração para onde estão viradas. Ou seja, deve pintar de verde, se a parede estiver virada para este, porque é uma forma de 'convidar' à criação e crescimento. Caso a parede, esteja virada para sul, aposte no vermelho uma cor que  transmite pode.


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Portugal: Falta de 14 mil enfermeiros coloca SNS em "risco de colapso"... O Serviço Nacional de Saúde (SNS) necessita de mais 14 mil enfermeiros, alertou hoje a Ordem, para quem esta falta de profissionais faz com que as unidades de saúde públicas estejam em "risco de colapso".

© Lusa  12/05/2026 

"Em Portugal, calcula-se que faltem mais de 14 mil enfermeiros no SNS, um número para o qual a Ordem dos Enfermeiros (OE) tem vindo a alertar sucessivamente, considerando que esta escassez coloca o SNS em risco de colapso", adiantou a instituição liderada por Luís Filipe Barreira.

A posição da ordem foi manifestada a propósito do Dia Internacional do Enfermeiro, que hoje se assinala, e que levou o Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN, na sigla em inglês) a divulgar um relatório que revela uma carência global de 5,8 milhões destes profissionais de saúde.

"Sem investimento em enfermeiros em Portugal, não conseguiremos garantir a sustentabilidade do SNS", avisou o bastonário, para quem os atuais profissionais estão "exaustos, desmotivados e sujeitos a um enorme desgaste".

Por este motivo, de acordo com a OE, mais de um terço dos enfermeiros recém-licenciados em Portugal optam por emigrar para outros países todos os anos, "em busca de melhores condições laborais, reconhecimento profissional e perspetivas de progressão".

"Nos últimos dois anos, diminuíram ligeiramente os pedidos de declarações por enfermeiros para efeitos de emigração. É um dado positivo, mas, ainda assim, perto de 40% dos enfermeiros recém-licenciados anualmente optam por emigrar", realçou o bastonário.

Para isso contribuem os salários praticados em Portugal, que tornam difícil acompanhar a remuneração que é oferecida por países como a Suíça, a Bélgica ou Espanha, que é "três a quatro vezes superior", referiu Luís Filipe Barreira.

A ordem recordou que, em fevereiro, enviou uma carta à tutela a propor a atribuição de enfermeiro de família aos mais de 1,5 milhões de utentes que, no final de 2025, não tinham médico de família, no sentido de garantir o seu acesso atempado aos serviços de saúde.

De acordo com a OE, a medida permitiria ainda "mitigar desigualdades estruturais" de acesso a cuidados, sobretudo em situações de "dupla penalização", uma vez que atualmente o enfermeiro de família só é atribuído aos utentes com médico de família.

Segundo o relatório do ICN, os enfermeiros abandonam os seus empregos ou mesmo a profissão devido ao 'burnout', a condições de trabalho e dotações inseguras, mas também devido aos "níveis inaceitáveis" de violência no local de trabalho e baixos salários.

Numa reação ao documento, que preconiza maior valorização do exercício profissional, o bastonário defendeu uma reorganização dos cuidados de saúde em Portugal que permita "um aproveitamento pleno das competências dos enfermeiros", acrescentando que a OE tem apresentado várias propostas nesse sentido.

Apontou o exemplo da possibilidade de acompanhamento da gravidez de baixo risco por enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica nos cuidados de saúde primários, um projeto que consta de um despacho de fevereiro, mas que "continua parado".

Em comunicado, o bastonário acusou a Direção Executiva do SNS de, através de uma reinterpretação do despacho, "subtrair competências aos enfermeiros especialistas", relativas à requisição de meios complementares de diagnóstico ou à prescrição de suplementação e terapêutica necessária durante a gravidez.

Outra proposta que a OE considera continuar a enfrentar resistências em Portugal é a prescrição por enfermeiros, alegando que "constitui uma prática consolidada em inúmeros países".

"O alargamento de competências dos enfermeiros deverá incluir a prescrição de ajudas técnicas, dispositivos e materiais de apoio, bem como a prescrição protocolada de medicamentos, reforçando a capacidade de resposta em tempo útil e clinicamente alinhada com as necessidades dos utentes", defendeu a OE.

Segundo o relatório, o reforço da força de trabalho em saúde, da qual os enfermeiros "constituem o segmento mais importante e mais crítico", poderá evitar 189 milhões de anos de vida perdidos devido a morte prematura ou incapacidade até 2030, além de gerar um impacto económico estimado em 1,1 mil milhões de dólares (930 milhões de euros) a nível mundial.


Leia Também: SNS registou agravamento da espera para cirurgia oncológica em 2025

A lista de espera para cirurgia oncológica agravou-se no segundo semestre de 2025 no SNS, com 8.215 utentes, mais 9% face a 2024, e destes, 21,2% já tinham ultrapassado os tempos máximos de resposta recomendados.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

IRÃO: EUA vão receber "uma lição" em caso de agressão a Irão... O principal negociador do Irão, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou hoje que as forças do país estão prontas para "dar uma lição" em caso de agressão norte-americana, após Donald Trump afirmar que o cessar-fogo está em risco.

© Majid Saeedi/Getty Images     Por  LUSA   11/05/2026 

"As nossas forças armadas estão prontas para retaliar e dar uma lição" em caso de agressão, escreveu o presidente do parlamento iraniano na plataforma X. 

"Estamos preparados para qualquer eventualidade; serão surpreendidos", adiantou. 

A trégua na guerra, iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro, está no seu ponto mais crítico depois de o próprio Trump ter considerado no domingo que a resposta de Teerão à proposta de paz de Washington era "completamente inaceitável". 

O Paquistão, país mediador nas negociações, confirmou ter recebido a resposta iraniana à última proposta norte-americana, em plena escalada das hostilidades de Teerão, que incluíram no domingo um ataque com um drone contra um navio comercial em águas do Qatar. 

Desde o início da ofensiva israelo-americana, o Irão mantém sob ameaça militar o estreito de Ormuz, por onde passavam cerca de 20% dos hidrocarbonetos mundiais antes da guerra, fazendo disparar os preços internacionais. 

Depois do fracasso da única ronda negocial formal, em Islamabad em 11 de abril, os Estados Unidos impuseram pelo seu lado um bloqueio naval aos portos iranianos, como uma tentativa de asfixiar a economia da República Islâmica.   

Trump descreveu hoje a última proposta de paz do Irão como lixo e alertou que o cessar-fogo em vigor se encontra sob "respiração assistida", enquanto pondera o recomeço das operações militares no estreito de Ormuz. 

"Neste momento, o cessar-fogo ainda está em vigor, mas é incrivelmente frágil, diria eu. O mais frágil que já esteve. E digo isto depois de ler o lixo que nos enviaram. Ainda nem acabei de ler", disse o governante aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca, referindo-se à última proposta de Teerão. 

O líder norte-americano afirmou que, ao ler o texto iraniano, sentiu que estava a "perder tempo" e, por isso, considerou que o cessar-fogo em vigor desde 08 de abril se encontra reduzido à condição de "respiração assistida", como um médico que diz "o seu ente querido tem exatamente 1% de hipóteses de sobreviver". 

Anteriormente, Donald Trump disse, durante uma entrevista telefónica com a Fox News, que estava a considerar relançar a operação "Projeto Liberdade", que visa garantir proteção a centenas de navios comerciais retidos pelo bloqueio iraniano no estreito de Ormuz, e que foi brevemente implementada na semana passada. 

O político republicano insistiu que a sua administração tem "um plano", que consiste em garantir que a República Islâmica nunca obtenha uma arma nuclear, e criticou que este compromisso estivesse omisso na resposta de Teerão. 

Donald Trump admitiu no entanto, em resposta a uma questão da imprensa na Casa Branca, que uma solução diplomática continua a ser "muito possível", apesar do impasse negocial. 


Leia Também: ONU alerta que seria "catastrófico" recomeço dos ataques no Médio Oriente

O secretário-geral da ONU alertou hoje que seria catastrófico se os ataques no Médio Oriente voltassem, depois do Presidente norte-americano ter afirmado que o cessar-fogo com o Irão é "incrivelmente frágil".

BRASIL: Forte explosão destrói casas e faz vários feridos em São Paulo... Uma explosão atingiu várias casas no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo. O incidente terá sido provocado por uma fuga de gás.

© Reprodução/Globo/CBN     Notícias ao Minuto   11/05/2026 

Uma forte explosão atingiu várias casas no bairro do Jaguaré, localizado entre as zonas norte e oeste de São Paulo, no Brasil. O incidente terá sido provocado por uma fuga de gás.

A porta-voz do Corpo de Bombeiros disse aos meios de comunicação no local que a equipa estima que cerca de dez casas tenham sido atingidas pela explosão e que 3 vítimas foram resgatadas e estão bem.

Cães farejadores foram acionados para auxiliar nas buscas por possíveis vítimas soterradas.

A zona foi isolada, devido ao risco de fuga de gás. Focos de incêndio surgiram na área afetada pela explosão.

Segundo a Polícia Militar, equipas da Comgás, a maior distribuidora de gás natural do Brasil, realizavam uma manutenção no sistema de gás canalizado quando ocorreu a explosão. 

Netanyahu denuncia "falência moral" da UE após sanções a colonos... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou hoje a União Europeia (UE) de "falência moral" após a decisão do bloco de sancionar os colonos israelitas extremistas culpados de violência contra palestinianos na Cisjordânia ocupada.

© Ilia YEFIMOVICH / AFP via Getty Images      Por LUSA  11/05/2026 

"Enquanto Israel e os Estados Unidos fazem o 'trabalho sujo' da Europa, lutando pela civilização contra os fanáticos 'jihadistas' no Irão e noutros lugares, a União Europeia revelou a sua falência moral ao traçar um paralelo falso entre os cidadãos israelitas e os terroristas do Hamas", frisou o primeiro-ministro, citado num comunicado do seu gabinete. 

Sete colonos extremistas ou suas organizações são alvos dessas sanções, assim como 12 elementos do movimento islamita palestiniano Hamas, que também foram incluídos no acordo político da UE sobre estas sanções.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel já tinha condenado o acordo da UE para sancionar colonos extremistas.

"Israel apoiou, apoia e continuará a apoiar o direito dos judeus de se estabelecerem no coração da nossa pátria", afirmou Gideon Saar, na rede social X, referindo-se ao território ocupado por Israel desde 1967.

A ONG israelita Paz Agora divulgou uma lista que inclui quatro organizações associadas a colonos e três líderes de colonatos judaicos na Cisjordânia, "ligados à violência e à pilhagem" contra os habitantes palestinianos.

Além da política Daniella Weiss, fundadora da organização de extrema-direita Nachala, a UE tem como alvo os movimentos de defesa dos colonatos Amana e Regavim, bem como o grupo paramilitar Hashomer Yosh e ainda os dois responsáveis destes dois últimos, segundo a Paz Agora.

A Regavim, que se concentra em exercer pressão política e jurídica sobre o Estado israelita para demolir estruturas palestinianas, foi cofundada em 2006 pelo atual ministro das Finanças, o ultrarradical nacionalista Bezalel Smotrich.

O ministro das Finanças, que também supervisiona assuntos civis na Cisjordânia, criticou que "a hipocrisia europeia está a atingir níveis sem precedentes" e que "ninguém obrigará Israel a seguir uma política de suicídio nacional".

A chefe da diplomacia de Bruxelas, Kaja Kallas, observou que a proposta de sanções contra colonos violentos "já estava em discussão há algum tempo", mas que o anterior Governo húngaro, chefiado por Viktor Orbán, a tinha vetado.

A Cisjordânia, um território palestiniano assolado pela violência diária, está ocupada por Israel desde 1967.

Segundo dados das Nações Unidas, entre 07 de outubro de 2023, data dos ataques do Hamas e começo da guerra na Faixa de Gaza, e 23 de abril de 2026, 1.088 palestinianos, dos quais pelo menos 238 eram crianças, foram mortos na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental.

Deste total, 42 morreram nos primeiros quatro meses de 2026, 13 por colonos, 30 por forças israelitas e um por ambos.

As deslocações forçadas atingiram mais de 40 mil habitantes nos últimos três anos, de acordo com dados da agência da ONU para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), organização proibida por Israel.


Leia Também: Netanyahu quer reduzir "a zero" ajuda que Israel recebe de EUA em 10 anos

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que planeia reduzir "a zero" a ajuda militar que Israel recebe dos Estados Unidos (EUA) num prazo de dez anos.